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Foto: Nadia Raupp Meucci

ROUBARAM-NOS A FEDERAÇÃO

por Percival Puggina. Artigo publicado em 18.11.2019
   Ideia forte na propaganda republicana, a Federação caiu bem no gosto das províncias brasileiras, interessadas na autonomia em relação à metrópole. Talvez não tenham lido Alexis Toc ...

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MISTÉRIO NACIONAL, TOFFOLI E OS DADOS DO COAF

 


Leio no Estadão

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decidiu voltar atrás e anulou nesta segunda-feira, 18, uma decisão sua que havia determinado que o Banco Central lhe encaminhasse cópias de todos os Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos nos últimos três anos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), rebatizado como Unidade de Inteligência Financeira (UIF). A decisão, agora tornada sem efeito, foi duramente criticada por membros do Ministério Público Federal e congressistas, que reforçaram as articulações em torno de uma CPI da Lava Toga, que mira ministros de tribunais superiores.

Em resposta à decisão de Toffoli, o Banco Central havia autorizado o acesso do ministro às informações, comunicando a existência de 19.441 relatórios com dados de quase 600 mil pessoas (412.484 pessoas naturais e 186.173 pessoas jurídicas), incluindo autoridades com prerrogativa de foro privilegiado.

 “Diante das informações satisfatoriamente prestadas pela UIF, em atendimento ao pedido dessa Corte, em 15/11/19, torno sem efeito a decisão na parte em que foram solicitadas, em 25/10/19 cópia dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF’s), expedidos nos últimos 3 (três) anos. Ressalto que esta Corte não realizou o cadastro necessário e jamais acessou os relatórios de inteligência", escreveu o presidente do STF.

A decisão foi divulgada após Toffoli se reunir no STF com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, André Mendonça.
(Íntegra da matéria, aqui: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,toffoli-recua-e-anula-decisao-que-dava-acesso-a-dados-de-600-mil-pessoas,70003094318)

 

COMENTO

Quem confia em Toffoli? Você sabe aquele poder tóxico que o PT exerce, destruindo tudo por onde passa, fazendo lembrar o Agente Laranja, usado pelos norte-americanos na guerra do Vietnã ? Toffoli não ficou imune a ele em seu prolongado tempo de serviços ao partido. Sua passagem pela presidência do STF arrasta o Poder para a tragédia e determina ruidoso rompimento entre o Supremo e a nação.

Ontem (18/11), ele voltou atrás da ordem através da qual mandara recolher ao STF os relatórios referentes a 19.441 pessoas em quase 600 mil processos. Arrependeu-se e esclareceu que não chegou a acessar as informações que pedira.

Sim, claro. Quem haveria de pôr em dúvida a santidade da palavra de Sua Excelência, mesmo que em momento algum tenha ficado claro o motivo da determinação originalmente expedida? Por que e para que desejava ele ter consigo dados e processos tão reveladores? Não devemos esquecer que o pedido do qual recuou foi precedido de outro, que permanece mantido e arrastou para o Supremo os dados referentes a autoridades e servidores com movimentações financeiras atípicas em investigação pelo mesmo COAF.
 

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A CHINA E O "SOCIALISMO LIGHT"

Claudia Roberta Sies Kubala


Dois anos após a morte do ditador Mao Tsé-Tung, o então Líder Supremo da República Popular da China, Deng Xiaoping, implementou um programa para a liberação da economia, cujo slogan era "socialismo com características chinesas", fazendo com que o país passasse a caminhar a passos largos para o posto de uma das maiores potências do mundo.


Este é o principal fator que faz com que alguns a vejam como uma nação enamorada pelo capitalismo, ou se convençam que seu regime se aproxime de algo como um "socialismo light". Do ponto de vista econômico, encontramos fatores como seu PIB elevado, altos índices de produção e exportação, setor bancário detentor de grande riqueza, empresas líderes em tecnologia, entre outros tantos elementos, que poderiam sugerir uma mudança de regime. Porém, do ponto de vista político, não resta dúvida de que as práticas marxistas continuam fazendo parte do dia a dia da população chinesa.


Um bom exemplo é a implementação da tecnologia de reconhecimento facial e impressão digital nas igrejas e templos. De acordo com artigo publicado no dia 11 de novembro de 2019 pela Bitter Winter, organização que expõe fatos referentes à liberdade religiosa e direitos humanos na China, a vigilância de alta tecnologia acabou se tornando uma ferramenta essencial para o Partido Comunista Chinês regular e suprimir aqueles que manifestam sua fé. Além de ter suas identidades verificadas ao participar do culto, os fiéis são monitorados por câmeras em todos os espaços, inclusive nos banheiros. Esta é a proposta do Sharp Eyes Project, cuja finalidade é alcançar um monitoramento sem pontos cegos em todas as regiões do país até o final do próximo ano.


Mas este monitoramento não se restringe apenas aos religiosos. O Governo Chinês segue na execução de seu novo Sistema de Crédito Social, programado para estar em pleno funcionamento até 2020, sistema este, que servirá como uma espécie de ranking onde o cidadão é monitorado e pontuado de acordo com seu comportamento. Pequenas infrações como fumar em local proibido ou atravessar fora da faixa, são alguns dos itens que fazem parte da lista de pontuações negativas. O acúmulo destes pontos acarreta penalidades diversas, como bloqueios nas linhas de crédito ou o impedimento da matrícula de filhos em escolas de melhor nível. Um sistema que finda com aquilo que nos é mais precioso: as liberdades individuais.


No texto "O Comunismo Real", publicado no Diário do Comércio em 13 de abril de 2014, Olavo de Carvalho assinala a definição real do comunismo como "o controle efetivo e total da sociedade civil e política, sob o pretexto de um "modo de produção" cujo advento continuará e terá de continuar sendo adiado pelos séculos dos séculos."


Essa definição serve como um alerta, pois o regime comunista pode ter passado por algumas transmutações e oferecer novas faces, mas jamais perderá a sua finalidade.

 

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