Puggina.org by Percival PugginaConservadores e Liberais

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Foto: Nadia Raupp Meucci

O NASCIMENTO DE JESUS

por Percival Puggina. Artigo publicado em 21.12.2014
"Eu honrarei o Natal em meu coração e tentarei guardá-lo ali o ano inteiro." Charles Dickens    As coisas andam de tal modo que a palavra Natal, afastando-se do sentido ...

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OS OVOS DE VERÍSSIMO

Percival Puggina

O escritor Luiz Fernando Veríssimo, competente quando faz humor e engraçadíssimo quando escreve sério, furou o teto da falta de noção no texto publicado hoje, 22 de dezembro, em Zero Hora. Ao longo da coluna, para justificar a terrível violência institucional do totalitarismo chinês e cubano, LFV foi argumentando com base em omeletes e ovos. Meios e fins. Quebrar ovos para fazer omeletes. Deixou de lado o totalitarismo soviético porque, pelo jeito, não serviu à tese. Mais valem dois argumentos na mão do que uma tese voando.

 A paixão ideológica tem razões que a razão desconhece. Os leitores sabem distinguir um ovo de uma pessoa humana, não há necessidade de contra-arrazoar. Vou ao que conheço mais, que é a publicidade comunista em torno do IDH cubano. Atribuir confiabilidade a dados sociais fornecidos por qualquer governo comunista é uma enorme ingenuidade. É o mesmo que acreditar em Fidel Castro. Ou em Lula. Ou em Dilma. Dou um exemplo que serve ao caso. Fidel, no dia 8 de janeiro de 1959, no discurso que fez ao entrar em Havana, logo após a sua revolução (Che Guevara chegara antes), falou assim às mães cubanas: "Hoy yo quiero advertir al pueblo, y yo quiero advertir a las madres cubanas, que yo haré siempre cuanto esté a nuestro alcance por resolver todos los problemas sin derramar una gota de sangre. Yo quiero decirles a las madres cubanas que jamás, por culpa nuestra, aquí volverá a dispararse un solo tiro" (íntegra). As mães cubanas aplaudiram. E ele, ato contínuo, começou a quebrar ovos no paredón. Bem como conviria à omelete de LFV.

 Mentira, agitação e propaganda são a alma do sistema. A exemplo de qualquer país comunista, Cuba não permite que instituições externas monitorem seus dados. Por outro lado, o governo considera que, como fornece alguns itens de alimentação a preço altamente subsidiado, e proporciona estudo e atenção de saúde gratuitos à população, os ínfimos salários que paga aos trabalhadores não são representativos do que eles realmente ganham. Com isso, infla a variável renda agregando a ela os investimentos do governo. Se todos os países fizerem a mesma coisa!... É o que se chama IDH de granja, onde os frangos têm casa, comida e veterinário para cuidar de sua saúde, mas não têm liberdade, nem propriedade, nem dignidade (os estrangeiros têm direitos vedados aos próprios cubanos); não podem decidir sobre o que ler. Não há onde nem como buscar a própria felicidade.

Ah, sim, pois é, tem a Educação. Já no início dos anos 50, os padrões educacionais de Cuba se alinhavam entre os mais elevados do mundo. O que o regime fez, a par, certamente, de uma ampliação do sistema, foi transformar o ensino em "doutrinação para o comunismo", como todo regime comunista faz com vistas à própria estabilidade. Essa é uma obrigação constitucionalmente imposta ao Estado e às famílias. Ora, educar para o comunismo é quase o mesmo que não educar absolutamente, porque resulta em cerceamento da liberdade, junto com a qual, vão-se o interesse próprio, a criatividade, a inovação, a iniciativa pessoal e a recompensa do mérito.

É muito ovo quebrado para pouca omelete.
 

 

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EM PORTO ALEGRE ISSO SERIA "PRIVATIZAÇÃO DO LAGO"
Percival Puggina

 

A encantadora vila aí na foto é Hallstatt (Austria). Listada como Patrimônio Mundial pela UNESCO, está situada à meia encosta de um monte e em pequeno e antigo deslizamento de terra sobre a margem do lago. Suas origem remontam ao primeiro milênio. Durante muitos anos, a região enriqueceu graças a uma mina de sal existente sob a parte central da cidade. Hoje, Hallstatt vive do turismo. Seus pouco mais de mil habitantes acolhem centenas de milhares de turistas por ano.

 

É um sítio urbano tão charmoso que chineses, após sucessivas visitas em que se dedicaram a fazer minucioso levantamento do local, surpreenderam a todos com o anúncio de que reproduziram Hallstatt junto a um lago chinês. A Hallstatt chinesa já foi aberta ao turismo.

 

Se valessem em Hallstatt as exigências hoje aplicáveis para construções próximas ao Lago Guaíba, aqui em Porto Alegre, Hallstatt não existiria. Aqui, isso seria chamado, ideologicamente, de "privatização do lago". Sei que as condições são diferentes, que o Guaíba sofre maiores alterações de nível, etc. e tal. Mas tudo depende do modo como são projetados os aproveitamentos. Quando milhões de turistas passeiam de barco em lagos e rios europeus, o de que mais desfrutam é da paisagem proporcionada pelas obras marginais. Poucos se interessariam por andar de barco olhando mato.
 

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É terrível saber que são seres humanos. Mas são soldados, se declararam em guerra, e cometem atrocidades. Antes combatê-los assim que enfrentá-los em campo aberto. 

A administração pública é uma coisa; o governo, outra. O Estado é uma coisa, o governo, outra. Deveria ser vedado o aparelhamento partidário do Estado e da administração pública.

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