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Foto: Nadia Raupp Meucci

DAMARES ALVES E O PRECONCEITO

por Percival Puggina. Artigo publicado em 15.12.2018
   “O momento mais doloroso da minha vida, a imprensa está zombando. Mas que zombe, que fale, a fé me salvou naquele pé de goiaba”. (Damares Alves)  De modo muito penoso, ...

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LÍDER DO PCC EMITE SENTENÇA DE MORTE CONTRA PROMOTOR

 

Matéria da Folha de São Paulo informa, na edição de anteontem (09/12), que duas mulheres foram presas ao deixarem a Penitenciária II de Presidente Venceslau portando cartas com ordens de execução expedidas por líderes do PCC. As ordens deveriam ser cumpridas caso se concretizassem as anunciadas transferências dos detentos para um presídio federal. Entre eles está Marcola, chefão da organização criminosa.

A propósito desta notícia, o Procurador de Justiça do MP/RS Flávio Costa Pereira, em sua página do Facebook, escreveu a interessante nota abaixo reproduzida.

Quem se abaixa demais vê as próprias cuecas!

Minha avó, a Dona Regina, em um misto de sapiência interiorana e grossura mesmo, quando eu e o meus irmãos , na infância, tínhamos receio de enfrentar as vicissitudes da vida e tentávamos fugir à luta, repetia sempre o mesmo ditado: “quem se abaixa demais vê as próprias cuecas”.

Basicamente o que a Régis (apelido carinhoso dado a minha avó) queria dizer é o seguinte, fugir aos problemas não é solução, mais cedo ou mais tarde eles irão te encontrar em um cruzamento qualquer da vida e os teus adversários vão encarar a tua fuga como medo, tornando-se cada vez mais ousados e sem respeito por ti.

Infelizmente a minha avó tinha razão, tivesse eu ouvido o seu conselho, não teria abandonado tantas “lutas” sem lutar, pois quando o combate se tornou inevitável, o adversário que à época era um nada, havia se tornado um gigante.
É essa, justamente, a impressão que tenho em relação ao Brasil em matéria de Segurança Pública.

Durante muito tempo tratamos o problema como se de saúde pública o fosse: a sociedade injusta, a desigualdade social e pobreza os vírus que causam o fenômeno Crime; a pena como tratamento ineficaz; os presídios hospitais; os agentes da lei e da ordem obtusos higienistas; e o criminoso como um pobre doente a ser tratado com todo o amor e carinho.

Pois bem, essa receita de sucesso para o fracasso, seguida à risca por quase trinta anos, catapultou o país para a nada invejável posição de uma das nações mais violentas do mundo, com mortes violentas intencionais acima de 60 mil ao ano, “fazendo inveja” a países imersos em guerras fratricidas.

Os criminosos que antes tinham medo da polícia passaram a caçar e matar polícias como prêmio e forma de ascensão em suas “carreiras” delinquentes.

No RJ um policial militar, nos dias de hoje, tem mais risco de ser morto de forma violenta do que um militar norte-americano durante a Segunda Guerra Mundial.

Isso equivale a dizer que, para um PM carioca, desembarcar no Dia D, em qualquer uma das praias da Normandia, seria considerado como passeio turístico.

A falta de temor dos criminosos e organizações criminosas pela figura do Estado proporciona que estes, sem qualquer problema, ameacem as autoridades públicas, mesmo de morte, caso contrariados os seus interesses ilícitos.

Apenas para se ter um exemplo, na semana passada, o Marcola, um dos fundadores do PCC, ameaçou de morte membro do MPSP caso fosse transferido da Casa Prisional onde se encontra.

Entenderam do que se trata: preso que deveria estar se “ressocializando” e acatando as ordens do Estado é que está ditando como as coisas são e devem ser.

Parafraseando a Regis de novo, “os postes estão fazendo xixi nos cachorros”.

O assunto é sério e grave.

O Brasil precisa mudar rapidamente e retomar as rédeas da Segurança Pública...chega de olhar para as próprias cuecas.

E que Deus Tenha Piedade de Nós!

 

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MINAS GERAIS

 

Maria Lucia Victor Barbosa

 

Cismando pelos cantos, não sei porquê, fiquei rememorando Minas Gerais. Inevitavelmente, compassadamente, me veio assim como num assombro de saudade, muito inteira e no centro das montanhas que brincam de roda, minha Belo Horizonte. Consolo de quem não vai lá por anos a fio, a recordação ora foi perfil de pedra sabão ora desenhou ladeiras e minha vida subiu e desceu pelo passado sem o mínimo cansaço.

Perguntei-me, então, se minha mineiridade não havia se esvaído nas idas e vindas de minha existência, exilada que estou nestas lonjuras das Gerais à sombra das araucárias. É que tem me faltado paciência, ando falando demais e tenho confabulado e conspirado pouco. Também já não sei se meu olhar de esguelha anda correto. Além do mais, me esqueci como se dá rasteira em vento. Para piorar as coisas pisei no escuro e andei no molhado, coisa que mineiro não faz. E, ai meu Deus, estiquei conversa com estranho, acreditei no fogo onde só havia fumaça e o mais grave: arrisquei sem ter certeza.

Essas imprudências podem ser fatais e Minas, que sempre espia de dentro dos mineiros, condena os filhos que se afastam de suas veredas de sabedoria. Como escreveu Paulinho Assunção:

Um fantasma, uma fileira de montanhas.

Um profeta, uma fileira de montanhas.

Uma conspiração, uma fileira de montanhas.

O olho de Minas vê pelas frestas.

O olho de Minas me olhou pelas frestas e eu soube que não adiantava fugir mesmo estando meio destreinada, meio distraída dos requintes de sagacidade que me foram ministrados com o rigor de sacramentos naqueles solos montanhosos.

Nesta hora, Carlos Drummond de Andrade me acudiu e consolou. Nos seus versos estava estampada a impossibilidade do recuo de ser mineiro:

Minas não é palavra montanhosa.

É palavra abissal. Minas é dentro e fundo.

Aliviada, buscando refazer os caminhos dos tropeiros, dos mineradores, dos inconfidentes, arrisquei-me a subir na Maria Fumaça que não existe mais, mas que me chamou de longe com seu apito fantasmagórico. Quando começou a viagem imaginada, Vanessa Neto poetisou por mim:

Vejo pela janela do trem que cheguei à Minas.

Olhando longe procurei situá-la com seu perfil de pedra fria.

Sinto que volto docemente a ser menina: São os olhos de Minas que

me vigiam.

Vi, então, com a clareza do absurdo e pelas janelas do tempo, o desfile histórico da opulência do ouro em longínquos séculos e a miséria atual das pequeninas cidades perdidas entre névoas e pobreza. Foi quando de novo Drummond me sussurrou:

De nossa mente lavamos o ouro, como de nossa alma um dia
os erros se lavarão na pia da penitência.

Será que lavei mesmo o ouro de minha mente? Ou serei como o poeta Jota D'Angelo, que escreveu:

Quero um quinto desse ouro
escondido no cascalho.

Quero um quinto do seu braço,

quero um quinto do seu corpo.

Quero um quinto do esforço

Que se faz e que não faço.

Fazer faço, mas não o suficiente, apesar de querer.

Mas já é hora de apear da Maria Fumaça, pois refresquei minha memória, meus sentimentos, meus mares feitos de montanhas, meu ouro particular. Agora estou pronta para Guimarães Rosa:

Minas Gerais... Minas principia de dentro para fora e do céu para o chão.

 

* Maria Lucia Victor Barbosa é mineira de Belo Horizonte.

 

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