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deve ser um defensor
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Foto: Nadia Raupp Meucci

A LIÇÃO DO PAPELEIRO

por Percival Puggina. Artigo publicado em 19.07.2016
   A rua Salvador França, em Porto Alegre, forma uma rampa acentuada ao se aproximar da avenida Protásio Alves. Há poucos dias, em hora de tráfego intenso, eu andava por ali, lomba ac ...

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A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: QUANDO LULA SERÁ PRESO?

 Essa pergunta me é feita onde quer que eu vá. Deve acontecer o mesmo com vocês que ora me leem. É como se experimentássemos um daqueles momentos em que a natureza fica estática, o vento pára, e os seres vivos se aquietam escutando ancestrais experiências. Percebe-se que algo relevante vai acontecer, mas tarda. Quando Lula será preso? Já houve fins de semana em que as apostas subiram de nível. Qualquer movimentação mais intensa na PF de Curitiba abre caminho para especulações do tipo - "Desta vez vai!".

Surpreende a muitos a captura de peixes de bom tamanho, daqueles que autorizam tirar retrato para registrar o feito, enquanto o realmente grandão, o líder do cardume, continua nadando, em pouco espaço, bem contido, mas nadando.
Na operação Lava Jato, Lula é a joia da coroa. É aquilo que os franceses chamam pièce de résistance quando querem se referir à parte mais significativa de um evento ou ao prato principal de um cardápio. Atos e pratos assim, têm hora certa de acontecer e nunca é na abertura ou no meio da apresentação ou do serviço.

Por outro lado, o trabalho da força-tarefa instalada em Curitiba usa intensa e indispensavelmente a colaboração premiada. É o preço a pagar pela desarticulação da rede criminosa, apuração dos feitos e das provas para gerar processos que levem à condenação dos culpados. É algo que necessariamente se desloca de baixo para cima na estrutura da organização criminosa. Quando Sérgio Machado vai para prisão domiciliar em sua mansão, essa "condenação" é um prêmio por agregar informações importantes para a investigação no andar superior. E assim sucessivamente.

A prisão de Lula, por outro lado, exige um pacote de provas que desautorizem reações como as que se seguiriam à sua prisão por motivos que não viessem a ser reconhecidos como graves, densos e suficientemente comprovados. Neste momento, por exemplo, estão em curso as colaborações premiadas do ex-marqueteiro petista João Santana e sua mulher. Segundo o site Diário do Poder, eles "já assinaram o documento que dá início ao processo formal de colaboração premiada. Mônica chegou a tentar o acordo individual em abril, mas os termos não foram aceitos pelos procuradores. O acordo com o casal é considerado 'a delação do fim do mundo', em razão das fortes ligações de João Santana com os ex-presidente Lula e Dilma Rousseff, cujas campanhas eleitorais comandou."

E mais, os dois marqueteiros não são os únicos detidos com intimidade no centro do poder que hora se dissolve no Brasil. Ontem (20/07), Renato Duque autorizou seu advogado a entabular negociações com o MPF.
 

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A MENTIRA É O OXIGÊNIO DO COMUNISMO
Percival Puggina

 

 Na última quarta-feira (20/7), reuniu-se no Rio de Janeiro um grupo de juristas escolhidos a dedo para compor um certo "Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil". O nome da inaudita corte confessa um perfeito enquadramento: trata-se de promover a defesa da democracia "no Brasil". Venezuela, Cuba e outros são situações especiais. (Se observarmos bem a imagem veremos uma bandeirinha da Venezuela sobre a mesa dos trabalhos...)

 A decisão final afirma que o processo jurídico e político em curso no Brasil "viola a Constituição brasileira, a Convenção Americana de Direitos Humanos e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, constituindo um verdadeiro golpe de Estado”.

O evento, que transcorreu no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro, foi uma promoção conjunta da Via Campesina Internacional, Frente Brasil Popular e Frente Brasil Juristas pela Democracia, com apoio de diversas organizações sociais, entre elas a CUT. O bicho, como se vê, tem coro de jacaré, rabo de jacaré, anda como jacaré e não vai para o céu porque tem boca grande e só fala mentiras. Mas as mentiras, bem sabemos, adquirem consistência pela repetição. Mais ainda se proferidas por supostas autoridades. Ninguém prestaria atenção numa mentira da Via Campesina, nem de certos juristas brasileiros que são conhecidos porta-estandartes nos desfiles da Unidos pela Estrela. No entanto, um grupo de pessoas com nomes estranhos e estrangeiros, como as senhoras Azadeh N. Shahshahani, Almudema Barnabeu e Lawrence Cohen, chama atenção. Esse processo está muito bem descrito e fartamente exemplificado no livro Disinformation, do general dissidente Ion Mihai Pacepa. Os russos da KGB, hoje FSB, eram mestres nesses estratagemas.

O site Brasil 247, entre outros, abriu manchete: "Tribunal Internacional conclui que impeachment de Dilma é golpe de Estado". Tribunal Internacional com qual legitimidade, caras-pálidas? Quem proporcionou a essa trupe homogênea autoridade superior à Constituição do Brasil, às duas casas do Congresso Nacional e ao longo e ponderado rito em curso, que já leva meses, conforme definido e acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal?

Quanta razão tinha o grande escritor russo Alexander Soljenitzin, Nobel de literatura e autor do Arquipélago Gulag: "O pior do comunismo não é a opressão, mas a mentira!".
 

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