Puggina.org by Percival PugginaConservadores e Liberais

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Foto: Nadia Raupp Meucci

DESPAULOFREIRIZAR O BRASIL

por Percival Puggina. Artigo publicado em 12.12.2019
   Bancos e organismos internacionais que monitoram a economia dos países parecem concordar com a afirmação de que o Brasil já entrou em rota de crescimento. Saiu da UTI, onde foi par ...

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Fique Sabendo

A UNIÃO PARTICIPA DE 637 EMPRESAS

 

A União tem 637 participações entre empresas controladas diretamente, suas subsidiárias, coligadas e simples participação. O número foi anunciado pelo secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar, em entrevista coletiva à imprensa no dia 3 de outubro, em Brasília.

Segundo os dados apresentados, a União detém o controle direto de 46 empresas; de 159 subsidiárias; de 233 empresas coligadas, aquelas em que as companhias de controle direto da União ou suas subsidiárias exercem influência significativa, mas sem ter o controle; e de 199 empresas com simples participação, modalidade nas quais as empresas de controle direto ou suas subsidiárias detêm mera participação, sem influência significativa.

“Em janeiro, quando assumimos o governo, encontramos 134 estatais. Fizemos uma revisão nos números e, decorridos esses primeiros nove meses, encontramos mais de 600 negócios nos quais o governo tem participação. Estamos buscando transparência para que sociedade saiba onde estamos investindo o dinheiro do pagador de impostos”, declarou o secretário especial.

Salim Mattar enfatizou a necessidade de reduzir o tamanho do Estado, para que haja alocação mais eficiente dos recursos. De acordo com os dados apresentados, a União gastou R$ 190 bilhões nas empresas estatais nos últimos 10 anos. Foram R$ 160 bilhões para cobrir custos das estatais dependentes da União e R$ 30 bilhões para ajudar as não-dependentes.

“Imagina se esse recurso fosse usado em creche, merenda escolar, em melhores viaturas, para ampliar o número de quartos dos hospitais, entre outras coisas. Olha o tanto de coisa que poderíamos investir na sociedade”, apontou Salim.

Segundo o secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Fernando Ribeiro Soares, o governo espera mostrar com esse levantamento a real dimensão da participação da União em negócios. “O objetivo é dar transparência. Mostrar o que nós temos, mostrar para a sociedade o que ela detém, as participações que nossas estatais detêm em outras empresas”, esclareceu.

Balanço

Também foi apresentado o balanço das privatizações, desinvestimentos e concessões realizados neste ano. Foram R$ 96,2 bilhões desde janeiro. Desse total, R$ 78,6 bilhões foram em privatizações e desinvestimentos; R$ 5,7 bilhões em concessões; e R$ 11,9 bilhões em vendas de ativos de recursos naturais.

Também foi detalhado o número de empresas que estão qualificadas para estudos de privatização e a necessidade de legislação para elas.

De acordo com o secretário especial adjunto de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Eduardo Araújo Jorge, a legislação referente ao Programa Nacional de Desestatização (PND) autoriza a venda de estatais, com exceção de Petrobras, Caixa Econômica e Banco do Brasil.

“As equipes técnicas do Ministério da Economia, do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil e do BNDES, estão verificando as diversas alternativas de aperfeiçoamento legislativo. Esses trabalhos serão concluídos em breve e vamos anunciar no momento oportuno”, afirmou.

Estudo completo, aqui.
 

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 MÁS COMPANHIAS

Leio de Claudio Humberto, no Diário do Poder (09/12)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é o recordista absoluto de uso dos jatos da Força Aérea Brasileira (FAB), este ano, no total de 229 viagens e inacreditáveis 2.131 passageiros transportados. na nossa conta, claro. Maia não é o único a aproveitar a regalia. O uso dos aviões da FAB é restrito ao vice-presidente da República, ministros de Estado e aos presidentes do Supremo, da Câmara e do Senado.

Os presidentes Dias Toffoli (STF) e Davi Alcolumbre (Senado) também aproveitam, mas números de Maia fazem o uso deles parecer irrisório.

Até a terça (3), Dias Toffoli já havia realizado 87 viagens “a serviço” em jatinhos da FAB, na companhia de um total de 1.091 passageiros.
Alcolumbre fez 43 viagens, levando 743 pessoas com ele, entre fevereiro e terça (3). Incluindo passeio nos EUA em plena Black Friday.

Como os custos são sigilosos por envolverem aeronaves militares, os políticos deitam e rolam, sem prestar conta do gasto a quem paga: nós.


COMENTO

 Quem, no desempenho de cargo público, abusa dos privilégios que a posição lhe faculta, não comete aí o maior de seus pecados. Não está aí sua principal lesão ao bem comum.

Certamente, a par de tais abusos, outros são praticados à sombra, sem visibilidade, em arranjos, acordinhos e acordões, arquivamentos vitalícios, surdez à opinião pública e, principalmente, más companhias.

Estas se manifestam, tabmém, no grande número de caronas que, no caso do presidente da Câmara dos Deputados, permitiria lotar dois Boeing com pessoas dispostas a viajar mandando a conta para os outros. Mas também esse não é seu maior pecado.
 

Vídeos Recentes

Vídeo gravado com maior qualidade de som e imagem, fornecido pela amiga, fotógrafa Nadia Raupp Meucci. Na sequência das manifestações em todo o Brasil ficou provado que a pressão popular produz efeitos, sim. O Congresso Nacional começou a se mexer.

Ficar em casa, hoje, é legitimar o que o STF está fazendo contra a dignidade e a honra nacional.

O mal que seis ministros do STF fizeram ao Brasil entrará para as páginas repulsivas da História daquele poder.

Façam de conta que a nação não existe!