Puggina.org by Percival PugginaConservadores e Liberais

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O bom conservador
deve ser um defensor
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Foto: Nadia Raupp Meucci

"CUSTO BRASIL" E SEUS PAGADORES

por Percival Puggina. Artigo publicado em 23.06.2016
   Nesta quinta-feira (23/06), enquanto milhões de brasileiros acordavam para mais um dia de trabalho (ou a procura de trabalho), na capital paulista e outras cidades do país, algumas ...

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REINO UNIDO FAZ PLEBISCITO SEM URNA ELETRÔNICA, E PRIMEIRO-MINISTRO RENUNCIA APÓS RESULTADO

 

(Publicado originalmente em http://rodrigoconstantino.com)

Nunca é demais lembrar ao leitor brasileiro como ele vive distante do que chamamos de civilização. Esse plebiscito sobre o Brexit no Reino Unido demonstrou esse abismo muito bem. E vou usar aqui duas evidências anedóticas.

A primeira delas: os ingleses foram votar sem urna eletrônica. Alguém acha realmente que é incapacidade tecnológica? Risos. Então o Brasil é mais avançado e rico do que a Inglaterra? Mais risos. Logo, claro que o motivo é outro. Talvez os ingleses não confiem na urna eletrônica? Talvez eles confiem no papel?

Um amigo meu, que mora por lá, comentou ontem em sua página do Facebook:
Tá rolando hoje aqui no Reino Unido o referendo sobre a permanência ou não na União Européia. Vários amigos meus votando… A LÁPIS!!!! Isso mesmo! Vc não leu errado!! As pessoas votam a lápis, sem precisar mostrar nem identidade!! Chega lá, dá o nome, apresenta um cartão impresso antes em casa, vota Á LÁPIS e vai embora!!!!! E sabe qual o problema que dá? Nenhum. Medo de fraude? Fala sério! Princípio da boa fé é a norma social que impera por aqui. Será que um dia a gente chega lá?

Tomara que sim, meu caro. Mas parece que vai levar muito tempo. No Brasil, cada um desconfia do outro, onde impera a Lei de Gérson, a malandragem, o jeitinho. E nesse clima de desconfiança generalizada, a “solução” encontrada foi depositar toda a esperança nas tais urnas eletrônicas. O tiro saiu pela culatra.

O sistema é menos confiável ainda, pode ser fraudado, manipulado, e há suspeitas grandes de que isso aconteceu em 2014, na reeleição de Dilma. Ponto para os ingleses tradicionais.

E por falar em Dilma… a mulher se agarrou ao poder até não poder mais. Fez de tudo, fez o diabo para permanecer lá, mesmo quando sua aprovação chegou a apenas um dígito e sua rejeição passou de 70%. Ou seja: dane-se o que quer o povo! O lance é pegar firme nas tetas estatais e são soltar mais. Lula pode ser preso? Ministério para ele! Tudo pelo poder, e o povo que se exploda!

Já no Reino Unido…
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou nesta sexta-feira que deixará o cargo após o referendo popular decidir que o Reino Unido deve sair da União Europeia (UE). O premier afirmou que o país precisa de um novo líder para comandar as negociações de saída do bloco. A escolha do novo líder britânico só deve acontecer em outubro, quando o Partido Conservador vai se reunir para apontar um novo comandante. Estimando uma “década de incertezas” para a economia, o governo britânico acredita que o processo para negociar a saída da UE, os futuros acordos com o bloco e os acordos comerciais com países fora da UE deverá ser concluído no fim de 2019.

Na Inglaterra, primeiro-ministro vai trabalhar de metrô. No Brasil, Dilma reclama de não ter jatinho disponível o tempo todo mesmo quando foi afastada do cargo para o processo de impeachment. Na Inglaterra, a própria rainha segura sua sombrinha. No Brasil, Dilma tinha não um, mas dois serviçais só para carregar a sombrinha, dela e da família. E por aí vai.

É muito ruim viver tão longe da civilização. Pior ainda é nem se dar conta disso, achar que o Brasil é o máximo, que vive no paraíso da malandragem, enquanto os outros é que são uns otários…

 

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NA FRENTE DA MANGUEIRA DA LAVA JATO
Percival Puggina

 Ontem (23/06), cumprindo ordens judiciais da operação Custo Brasil, prendendo conhecidos dirigentes petistas, a PF também vasculhava o diretório nacional do PT. Enquanto isso acontecia, o secretário de comunicação do partido, diante da sede, caminhava e discursava, furioso, sobre enorme banner estendido no pavimento. Nele, uma grande imagem de Eduardo Cunha dividia espaço com dizeres onde se lia "Tchau ladrão!", seguido de uma interrogação: "E o Temer?".

Indo e vindo sobre a faixa, o orador reclamava: "Eu não vejo os companheiros do PT irem à casa do Cunha". E sobre essa suposta duplicidade de conduta, tecia seu discurso. Ora, enquanto, com razão, o orador atacava o desonesto Cunha, ele mesmo produzia uma desonestidade intelectual, um sofisma, ou seja, corrupção do raciocínio lógico para induzir a uma conclusão errada. Sim, sofisma é corrupção. Corrupção da lógica. Aliás, trata-se de um dos instrumentos mais recorrentes na argumentação de tantos políticos: dane-se a verdade, o que importa é convencer. Como escrevi anteriormente, ninguém enche os bolsos com dinheiro alheio sem, antes, ter sido um mentiroso porque a mentira é o primeiro e necessário degrau na deformação do caráter. Na política, o segundo é o sofisma. O terceiro é o assassinato de reputações. E por aí vai a escada até penetrar a intimidade dos cofres.

O sofisma repetido com exaltação pelo secretário de comunicação do PT consistia em desconsiderar o fato de que caso do réu Eduardo Cunha está no STF. Enquanto não for cassado pelo plenário da Câmara dos Deputados, ele conserva a prerrogativa de foro. Mas Cunha já tem um bilhete aéreo em aberto para Curitiba, que será usado tão logo seu mandato seja tomado pelo plenário da Câmara dos Deputados. É claro que o secretário de comunicação do PT sabe disso tudo, mas nesse degrau da escada a verdade já deixou de ter importância há bom tempo.

Creio que vale a pena aproveitar o tema para explicar a diferença entre doações legítimas e ilegítimas em campanhas eleitorais. Cumpridos os requisitos legais, todo recurso que um candidato receba da sua direção partidária e contabilize devidamente na respectiva prestação de contas é presumivelmente legítimo. O que está revelando ilegítima a recepção de muitos desses valores são as investigações que a Lava Jato vem conduzindo a partir da prisão de diretores das grandes empreiteiras. Ao iniciar por eles as prisões e condenações, a operação desvendou o lado obscuro desses recebimentos, obtendo evidências da participação direta de parlamentares na cobrança de valores, a título de propina, nos respectivos feudos partidários rateados em órgãos e empresas estatais.

Quem acha que pode parar a Lava Jato com gritaria, sofismas e ardis, vai acabar na frente da mangueira por obstrução à justiça.
 

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