Puggina.org by Percival PugginaConservadores e Liberais

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Foto: Nadia Raupp Meucci

PORTO ALEGRE SOB ASSÉDIO

por Percival Puggina. Artigo publicado em 21.09.2017
  Há quem creia que o "politicamente correto" tem algo a ver com convívio social respeitoso. No entanto, não é assim. Respeitar, e mais do que isso, amar o próximo, é o segundo m ...

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IMAGINE UM BRASIL SEM PT. GLEISI ACHOU UMA BOA IDEIA.

Considerações sobre um texto de Augusto Nunes

Em sua coluna de 20/09, em texto brilhante que pode ser lido aqui, o jornalista Augusto Nunes louvou a proposta da senadora Gleisi Hoffmann, que pediu a retirada do PTem todas as instâncias eleitorais de 2018 caso Lula seja impedido de se candidatar à eleição presidencial. Aí vai um trecho:

Num Brasil tão carente de boas notícias e grandes ideias, merecia ser anunciada com estardalhaço e festejada com fanfarra e foguetório a mais recente produção mental da grife Gleisi Hoffmann: a presidente do PT propõe que, se Lula for impedido de candidatar-se em 2018, o partido caia fora da próxima eleição em todas as instâncias. Como o chefão não escapará da transferência do palanque para a gaiola, os brasileiros decentes podem sonhar com uma campanha sem nenhum candidato do PT. Nem a presidente, nem a governador, nem a senador, nem a deputado. Federal ou estadual.

Se a grande ideia de Gleisi vingar, o país que presta seria dispensado de sepultar nas urnas os parteiros da Era da Canalhice, e poderia concentrar-se no enterro de outros bandos criminosos disfarçados de partido. O Congresso se tornaria mais respirável. Cofres estaduais não ficariam à disposição dos assaltantes acampados no gabinete ao lado. E a Lava Jato não teria de manter sob estreita vigilância a maior usina de criminosos irrecuperáveis.

 Penso que a manifestação da senadora tem a ver com sua própria situação. Ela vê sua carreira política, seu marido, sua imagem pública, atolados no mar de lama que formou durante as gestões petistas. O círculo principal do partido vive o fim da política. A capacidade de influenciar diretamente as eleições de 2018 e o poder no quadriênio subsequente, com a reprodução das volumosas bancadas formadas em 2014, é uma hipótese que se desenha remota.

 Ficará para o PT a marca, ficará um certo recall na memória de eleitores cuja cabeça foi mais afetada pelo petismo e ficará, principalmente, a capacidade de atuar através dos meios disponibilizados pela histórica e bem sucedida infiltração: ambiente cultural, imprensa, academia, setores transviados do cristianismo, sindicatos e centrais, movimentos sociais e organismos internacionais de apoio irrestrito às causas da esquerda.

 Com a retirada, esses grupos se revigorariam para um despertar partidário das cinzas onde se encontra. E o PT ressurgiria formalmente modificado, logo após a eleição, posando como vítima de uma campanha de descrédito que acabou por afastá-lo da disputa, proclamando ilegítimos os pleitos e seus vencedores. O retorno do PT será um furioso "Fora todo mundo!".

Pode não ser esse o plano. Mas tem toda cara de quem anunciou tal possibilidade porque o Brasil e a situação do povo não lhes entra em cogitação.

 

Imagem Comentada

DUAS MULHERES DIRIGEM A JUSTIÇA NO BRASIL


Percival Puggina

 Leio em El País, matéria de Juan Arias:


 Pela primeira vez no Brasil, e em um dos seus momentos históricos mais críticos, duas mulheres estão à frente da Justiça: Raquel Dodge, que acaba de tomar posse como procuradora-geral da República e Cármen Lúcia, a primeira mulher a presidir o Supremo Tribunal Federal.

 A Justiça, desde a Grécia Antiga – onde era uma deusa – até hoje, sempre foi simbolizada por uma mulher com uma balança em uma mão, símbolo da equidade, e uma espada na outra, com que aplica o castigo. E com os olhos vendados, para expressar sua imparcialidade.


COMENTO
 E vale lembrar: em 2010 e em 2014, o eleitorado brasileiro elegeu e reelegeu uma mulher para a presidência da República. Não há, felizmente, portas fechadas para a livre participação feminina na sociedade brasileira.

 Não são os homens que segregam as mulheres, mas são as mulheres que, tantas vezes segregam a si mesmas; são certas funções que, muitas vezes, não exercem atração sobre a maioria delas; são as condições de vida que, não raramente, as impedem de maior integração na vida social.
 

* Foto de Ueslei Marcelino (Reuters)

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