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Foto: Nadia Raupp Meucci

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por Percival Puggina. Artigo publicado em 20.07.2014
   Somos caça. Diariamente, ao colocarmos o pé na calçada, ao sairmos de nossa humilde toca ou de nosso bunker familiar, viramos caça. Se tudo correr bem, retornamos sãos e salvos por ...

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CASO FORD NO RS. ENFIM A CONFISSÃO DO AUTOR.

 

 Terminou ontem uma das mais longas polêmicas da política estadual gaúcha. No dia 28 de abril de 1999, o governador Olívio Dutra encerrou os entendimentos que resultariam na implantação de uma montadora de veículos Ford no Rio Grande do Sul. A decisão favorável sobre o festejado projeto fora tomada no governo anterior. O contrato fora aprovado pela Assembleia Legislativa. Olívio Dutra e seu partido, recém chegados ao Palácio Piratini, tomados por espírito xenófobo, anti-americanista, decidiram renegociar todo o contrato. Olívio fez discurso contra a empresa. Proporcionou prolongados chás de banco a seus diretores. E, deliberadamente, tornou o Estado inadimplente. Após quatro meses disso, a FORD entendeu o recado, recolheu suas tralhas e foi embora. A partir de então, o PT e os porta-vozes do governo passaram a responsabilizar, sucessivamente, pelo ocorrido: 1) a empresa; 2) a crise da indústria automobilística mundial; 3) uma suposta decisão corporativa de levar a montadora para a Argentina; 4) o então presidente Fernando Henrique Cardoso, que teria concedido vantagens adicionais caso a Ford se radicasse na Bahia. O que os petistas nunca disseram é que, se o governo houvesse cumprido sua parte no contrato, a Ford, por força desse contrato, teria permanecido no Rio Grande do Sul. (segue ao lado)

 

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A expulsão da Ford foi o maior prejuízo que alguém já proporcionou à economia gaúcha. Com a retirada da empresa, inúmeros projetos foram cancelados porque somente se viabilizariam com a efetiva formação de um consistente polo automobilístico no Estado. Entre essas dezenas de projetos se incluíam, por exemplo, uma grande laminadora de aços planos do Grupo Gerdau e uma indústria de pneus.

O empreendimento, que já dera início às obras no terreno escolhido, produziria por ano 200 mil automóveis. Seria duas vezes maior do que a fábrica que a GM estava concluindo em Gravataí. Deixando de lado todos os prejuízos paralelos: qual teria sido o valor econômico de 200 mil veículos por ano, todos os anos, desde então até hoje? E até o Dia do Juízo Final... Pois essa polêmica, iniciada no século passado, encerrou-se ontem no debate entre os candidatos ao Senado, promovido pela Rádio Guaíba. Afirmou Olívio, desmentindo a enganosa retórica de seus correligionários, "que não se arrepende e tomaria a mesma iniciativa de novo" (Correio do Povo, pag.4 desta terça-feira). A iniciativa foi dele, Olívio. Pronto. Acabou. Calem-se para sempre as falsas testemunhas. Falou o protagonista dos fatos.
 

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