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Foto: Nadia Raupp Meucci

UNIVERSIDADE COM PARTIDO

por Percival Puggina. Artigo publicado em 21.08.2017
   A concessão do título de Doutor Honoris Causa ao réu condenado Luiz Inácio Lula da Silva pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) seria caricatura de um ato acadêmico s ...

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FERNANDA, FERNANDA...

 

"A desgraça do Brasil é que a esquerda virou direita. Não estou assustada com a direita, mas sim com a esquerda". (Fernanda Montenegro, no Estadão,19/08/2017)

 A atriz Fernanda Montenegro é uma figura luminosa dos palcos e das telas nacionais. Seu talento dramático, voz inconfundível e seriedade profissional se sobrepõem ao arcaísmo das posições políticas a que adere. Seu alinhamento é conhecido. Sempre votou em Lula, com quem diz se haver decepcionado desde o abraço que o uniu a Paulo Maluf durante a campanha eleitoral de Haddad à prefeitura paulistana (entrevista à Veja, em abril deste ano).

Ninguém deixa de gostar e de respeitar Fernanda Montenegro por suas posições políticas. Ela está acima disso. Mas a frase em epígrafe precisa ser exibida pelo que é: espécie de chave de leitura dos meandros através dos quais, para os intelectuais orgânicos da esquerda, a realidade incômoda sai qual fumaça pela chaminé dos fatos e volta a ser nuvem, lá no alto, no plano da utopia. Frei Betto é mestre nisso. Para Fernanda, se a esquerda, depois de três décadas de estragos causados ao país e à política continental, seja no governo, seja na oposição, está no epicentro, também, do tsunami moral que varre a nação, então se virou do avesso.

Ora, tudo que nessa esquerda havia de ativo e atuante exerceu poder e influência, na oposição e no governo, durante três décadas. Ditou regras sob a lona preta dos acampamentos do MST e sob os rutilantes lustres dos gabinetes; no mais modesto sindicato e nos "campeões nacionais" como JBS e Odebrecht; na pastoral social da favela e nas manifestações da CNBB; na salinha de aula da vila e nas enfatuadas cátedras do mundo acadêmico; no jornalzinho de bairro e em presunçosas redações de retumbantes veículos. Mas, para Fernanda, se deu tudo errado, então a esquerda "virou direita". Não importa se lá vão os pés pelas mãos porque o mundo gira, a fila anda e a nuvem da utopia precisa estar sempre lá em cima.

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* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

 

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ASSINAR PONTO ÀS SEIS HORAS DA MANHÃ?


O jornalista Claudio Humberto, em seu Diário do Poder, informou na última sexta-feira mais uma singularidade de nossa Câmara dos Deputados. Na véspera, quinta-feira, dia útil em qualquer lugar do mundo, exceto no parlamento brasileiro, o painel eletrônico foi aberto às 6 horas da manha. Dia cheio? Muito trabalho ainda por realizar? Não.


Tal procedimento atende à conveniente necessidade de os parlamentares registrarem presença para não perderem a remuneração correspondente e iniciarem a saudosa revoada na direção dos respectivos torrões natais.


É claro, sempre se poderá dizer que é melhor assim do que reunidos fazendo tolices ou conspirando contra o interesse público. Mas o fato é que semana de dois dias - terças e quartas-feiras - com direito a auxílio-moradia para permanência contínua na capital federal é falta de respeito dos representantes aos representados.


Parlamentar é membro de poder. Não é um trabalhador comum e está sujeito a outras regras. Mas existem regras não escritas que têm existência na consciência moral das pessoas. E algumas delas são afrontadas na situação descrita. Às 11 horas da manhã desta última quinta-feira 436 deputados haviam registrado presença. Apenas 30 no plenário.
 

Por Percival Puggina

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