Puggina.org by Percival PugginaConservadores e Liberais

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Aqui defendemos os valores tradicionais,
a liberdade, a democracia constitucional
e o regime de livre empresa.

Espaço de formação e
informação a serviço da
dignidade humana,
da liberdade, da democracia
e dos valores tradicionais.

O bom liberal sabe que
há princípios e valores que
se deve conservar.
O bom conservador
deve ser um defensor
das liberdades.

Foto: Nadia Raupp Meucci

O INDIVÍDUO E A MULTIDÃO

por Percival Puggina. Artigo publicado em 13.08.2020
   Amanhecia em Porto Alegre e eu saía em viagem que me levaria a um compromisso no sul do estado. Quando me aproximei da ponte que faz a travessia do Guaíba, a porção levadiça est ...

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IMPEACHMENT DO PREFEITO DE PORTO ALEGRE

 

 Meu relacionamento com o prefeito nunca foi além do aperto de mãos, em raríssimos encontros. Nenhum após sua eleição. Votei nele por causa de seu vice, Gustavo Paim, a quem conheço bem e admiro. Sinto que Marchezan decepcionou seus eleitores. Porto Alegre padeceu sob sua administração. Foi agressivo nas divergências. Cultivou inimizades. Suas poucas obras arrastaram-se para inauguração no final do mandato. Estratégias da velha política.

 Como prefeito, promoveu o maior avanço no bolso da classe média de que se tem notícia após o sequestro da poupança no governo Collor (1990). Na terceira tentativa, em tempos de economia patinando, empregos inseguros e desempregos garantidos, Nelson Marchezan Jr. conseguiu aprovar um aumento do valor do IPTU correspondente a 30% no primeiro ano (2020), mais, cumulativamente, 20% ao ano nos anos seguintes até 2026. Acredite se puder! Vá arranjar dinheiro ou mude-se de Porto Alegre!

Para desferir esse golpe na economia familiar dos seus concidadãos, ele armou no parlamento municipal uma inesperada e negociada maioria de 24 votos contra apenas 12. É difícil dissociar tal placar deste com que o mesmo plenário, passados uns poucos meses, por 31 votos contra apenas 4, decide dar continuidade ao pedido de impeachment do prefeito.

Muito estranha essa conduta. Quer dizer que a Câmara de Vereadores só apoiou consistentemente o prefeito para aquela inexcedível e irrecorrível lesão ao bolso dos porto-alegrenses? Melhor seria se tivessem antecipado a iniciativa.
 

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LIBERAIS NO GOVERNO

Percival Puggina

 

Leio no Brazil Journal um importante artigo de Salim Mattar com o título “Porque saí do governo” (1). Salim Mattar, todos sabem, é um empresário bem sucedido, fundador e sócio da locadora de veículos Localiza. Ele relata suas observações sobre a diferença entre a lógica do governo e a lógica da iniciativa privada, de onde ele provinha e para onde voltou após 19 meses atuando como servidor público. Esses mundos deveriam ser complementares, mas acabam se tornando competidores, um contra o outro. No governo, diz ele, “procura-se defender o Estado, enquanto o correto seria defender o cidadão”.


Esse é um dos dois principais empecilhos para que o Brasil tome jeito. O outro, só para deixar registrado, é o modelo institucional que, mais uma vez, está provando que não funciona. De fato, poderíamos espichar o olho para o andar do Brasil pelos caminhos da história e chegaremos a apontar uma longa tradição, entre nós, de um Estado que funciona para si mesmo. Não estávamos na estação quando o trem das mudanças passou pelo Ocidente, no século XIX, promovendo um ciclo de liberalização que oxigenou as estruturas do poder. D. Pedro II sabia, mas a elite brasileira não quis saber. O empreendedorismo de nosso Barão de Mauá foi mal visto nestas bandas.


Por outro lado, em passado bem menos remoto, um ciclo de criação de empresas estatais (Salim Mattar contou 698 empresas entre as de controle direto, suas subsidiárias, coligadas e com simples participações) foi seguido por um ciclo de governos de esquerda. E assim chegamos ao sexto século, contado do Descobrimento e do povoamento carregando um poder público que, em descrição sumária, arrecada para gastar em si mesmo, alegando fazê-lo para promover o bem comum.


O que mais se percebe no artigo de despedida redigido pelo ex-ministro é a ausência de liberais no setor público nacional. Paulo Guedes deve estar observando o mesmo fenômeno. Esse antagonismo gera estagnação no desenvolvimento humano e constante perda de posições relativas em comparação com outros países. Será necessário um longo ciclo de liberais no comando da área econômica para que o setor público brasileiro mude por dentro. Perceberemos, então, que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) só cresce quando, em vez de o Estado “cuidar” das pessoas, estas puderem fazê-lo por si mesmas. É nessa direção que deve andar o Estado e é disso que devem cuidar os bons políticos.

(1) https://braziljournal.com/por-que-sai-do-governo.
 

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