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CARTA AOS CIENTISTAS BRASILEIROS

por Stephen Kanitz. Artigo publicado em

(Publicado originamente em blog.kanitz.com.br)

Não existe restrições nem cortes para pesquisas no Brasil para vocês terem de ir para as ruas em protesto.

Os recursos para financiar pesquisas é praticamente ilimitado.
Chama-se Venture Capital.

Existem milhares de investidores, eu inclusive, que estamos dispostos a financiar projetos de pesquisa que tenham potencial em ajudar a humanidade.

Tem todos os tipos de financiadores, para cada estágio, chamado de Mezanino, Second round, Financiamento original, Private Equity, etc.

Nunca fui abordado por professores de RDIDP, dedicação integral a docência e pesquisa, para discutir formas de transformar essas pesquisas em produtos para a população que paga o ICMS da USP.

Fui professor por 30 anos na Faculdade de Economia e Administração, mas nunca fui procurado pelos professores da Química, Física, Engenharia, Psicologia, Ciências Sociais com uma ideia nova e como conseguir recursos para financiá-la.
Zero.

Fomos invadidos sim, várias vezes pelo alunos da FFLCH, a mando de seus professores, que nos acusam até hoje de sermos Produtivistas, e não eternos Críticos da Sociedade como eles.

Nunca vi um Congresso patrocinado pela USP falar bem de Venture Capital nem convidando todos para um USP Day.

Fernando Henrique Cardoso, ao contrário, criou aquele famoso Seminário Karl Marx, disseminando o ódio aos Engenheiros Têxteis de 1879.

Aqueles que inventaram os teares mecânicos que aumentaram dramaticamente a produtividade do Proletariado.
Razão pela qual temos hoje camisetas por R$ 2,00 e de sobra, dinheiro para contratar professores da USP.

O Estado não pode financiar pesquisas científicas porque o Estado não é uma pessoa física capaz de avaliar que pesquisas darão certo e que pesquisas darão errado.

Funcionários públicos sempre lidam com o dinheiro dos outros, e por ética administrativa não podem assumir os enormes riscos envolvidos em financiar as suas pesquisas.

O Brasil mudou, mas vocês ainda não perceberam?

Acorda, Brasil.

Em 22/04/2017

 

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