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COMO TUDO ISSO COMEÇOU? EU EXPLICO

por João César de Melo, ILISP. Artigo publicado em

 

A história é marcada por governos exploradores, autoritários e violentos.
Contra eles, surgiu o comunismo, tendo como primeira experiência a URSS.
O que aconteceu logo que chegaram ao poder?
Tornaram-se incomensuravelmente mais exploradores, autoritários e violentos.
Fuzilaram centenas de milhares de pessoas, incluindo muitos comunistas que ousaram questionar os métodos que os líderes da “revolução” impunham.
Além dos fuzilamentos, os comunistas criaram milhares de campos de concentração, onde opositores políticos e pessoas comuns “sob suspeita” eram obrigadas a trabalhar até a exaustão.
Fora dos campos de concentração, a população foi reduzida à extrema pobreza. Todos os recursos e propriedades privadas foram confiscadas. Todas as liberdades individuais (exceto a sexual), políticas e intelectuais foram eliminadas. Em poucos anos de comunismo, a grande maioria dos cidadãos sobrevivia com cotas racionadas de comida.
Somando mortos a tiro, de exaustão e de fome, foram mais de 30 milhões de vítimas na União Soviética.
Inspirados nesse regime, comunistas tomaram o poder noutros países, destacando-se Coreia do Norte (1948), China (1949) e Cuba (1959).
Assim como os soviéticos, impuseram um nível de terror e miséria muito maior do que aqueles que eram denunciados anteriormente.
Além de afundarem seus povos na miséria, os comunistas desses países passaram a treinar e financiar guerrilhas em diversos outros países, especialmente na América Latina, destacando-se as FARCs na Colômbia, o Sendero Luminoso no Peru e o Exército Zapatista no México.
Apenas esses três grupos foram responsáveis por dezenas de milhares de sequestros e assassinatos.
O golpe militar ocorrido no Brasil em 1964 foi uma medida para impedir que esses movimentos fizessem no Brasil o que estavam fazendo noutros países do mundo.
Para efeito de comparação, a ditadura militar brasileira matou 348 pessoas em 20 anos, bem menos do que os socialistas mataram na Nicarágua somente em 2018.
Contra a ditadura militar brasileira lutavam grupos inspirados e financiados pelas ditaduras na URSS, Cuba e China. Ou seja: as intenções daqueles “revolucionários” eram nada menos do que instaurar aqui uma ditadura de terror semelhante ao que seus camaradas impuseram noutros países.
A ditadura acabou. A democracia voltou. A esquerda chegou ao poder com o PSDB e logo em seguida com o PT. Dois partidos que prestaram e ainda prestam reverência à ditadura cubana.
Lula cresceu na política disseminando o ódio de classe.
Além dele, diversos outros grupos socialistas foram ganhando força e voz na imprensa, na cultura e na política por meio da intimidação.
Faz trinta anos que lideranças socialistas vêm se sentindo cada vez mais à vontade para incitar a violência contra todos não alinhados a eles.
Sindicalistas agridem trabalhadores que não aderem a greves.
Movimentos como MST e MTST frequentemente atacam (fisicamente) pessoas e empresas.
Militantes de esquerda assassinaram um cinegrafista da Band, Santiago Andrade, em fevereiro de 2014.
Em abril, um cidadão chamado Carlos Alberto Bettoni, que ousou se manifestar a favor da prisão de Lula, também foi espancado por militantes petistas, incluindo um ex-vereador. Também foi internado em estado grave.
No último dia 28 de agosto, o candidato a deputado estadual pelo PSL, Professor Gaudino, foi espancado por militantes de esquerda em Curitiba. Foi internado em estado grave. Entrou em coma.
Enquanto as manifestações (as maiores da história do Brasil) que pediam o impeachment de Dilma ocorriam na mais perfeita ordem, a maioria dos protestos organizados por partidos, sindicatos e movimentos de esquerda em defesa da petista terminavam em violência.
Diante da Lava Jato, tornaram-se comuns ataques diretos a juízes e promotores. A cada ação da Lava Jato contra políticos da esquerda, a Internet era tomada por uma onda de publicações dizendo, por exemplo, que Sérgio Moro deveria ser assassinado.
Com o crescimento político de Jair Bolsonaro, ele logo passou a ser criticado por romper o monopólio do discurso de ódio que está nas mãos da esquerda.
Apenas militantes e parlamentares de esquerda podem insultar e ameaçar pessoas.
Apenas militantes e parlamentares de esquerda podem utilizar metáforas como a do famoso e nunca repreendido discurso do comunista Mauro Iasi, feito para 2600 pessoas no “2° Congresso Nacional de CSP-Conlutas”, realizado em 2015: para ele, a direita merece ser encostada em um “bom paredão”, onde deve ser morta com uma “boa bala”, disparada por uma “boa espingarda”, e enterrada em uma “boa cova” (https://youtu.be/e1ShzY0Ygr8)
 Aliás, dias antes da chegada de Bolsonaro a Juiz de Fora, já pipocavam nas redes sociais publicações de militantes dizendo que alguém deveria aproveitar a oportunidade para assassiná-lo (https://www.facebook.com/desesquerdizada/photos/a.260350511015560/683861925331081/?type=3)
 O fato é que não há uma única linha na literatura socialista que defenda a tolerância. Nunca houve um único movimento socialista que não estivesse vinculado direta ou indiretamente à violência. Ninguém perseguiu, prendeu e matou mais pessoas na história da humanidade do que os socialistas / comunistas.
Deles, não conseguimos ouvir uma única crítica contundente à ditadura cubana, que só está de pé até hoje porque esmagou a oposição por meio de 17 mil fuzilamentos e outras tantas prisões.
Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL) são três candidatos à presidência da República que apoiam publicamente as ditaduras em Cuba e na Venezuela.
Manuela D’Ávila (PCdoB), outra queridinha da esquerda, também apoia a Coreia do Norte, a versão asiática do nazismo.
No ano passado, todos os partidos de esquerda do Brasil prestaram homenagens ao centenário da Revolução Russa.
O PDT de Ciro Gomes é formalmente apoiado pelo Partido Comunista da China.
Em um evento do PT realizado no ano passado, uma deputada defendeu “derramamento de sangue” e foi aplaudida de pé pelos presentes.
Lembro-lhes de todas essas coisas porque li que Jair Bolsonaro “colheu a violência que plantou”.
Gostaria muito que as pessoas que dizem ou pensam assim fizessem a si mesmas a seguinte pergunta: o que aconteceria se a sociedade resolvesse revidar na mesma medida os crimes promovidos e cometidos pela esquerda ao longo da história?

* Publicado originalmente em http://www.ilisp.org/opiniao/como-tudo-isso-comecou-eu-explico/

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