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A COISA PÚBLICA EM AMBIENTE AUTORITÁRIO E CORPORATIVO

por Alex Pipkin, PhD. Artigo publicado em

 

Evidente que a gestão de uma empresa privada é distinta de um governo ou organismo público.

No entanto, diferentemente do que alguns filósofos ideológicos - tanto liberais como socialistas - pensam, há verdades (novilíngua hoje!) incontestáveis na administração privada que, principalmente na administração pública, deveriam ser honradas e respeitadas.

Afinal de contas, "democracia" não é uma das palavras mais entoadas hoje por nossos governantes, e verdadeiramente não significa que todo o poder reside "no povo"?

Bah, no povo, a mais verbalizada e escrita é uma das que mais me assusta, enfim, a tal "gratidão"!

Muitos afirmam que o Estado é uma espécie de da Mãe Joana, porém, o que tenho constatado cada vez mais assustado é justamente o contrário.

Nossos jovens tiranetes aqui na Cuba dos Pampas e na respectiva capital da vanguarda do atraso, aparentam terem se adonado do governo.

Claro que eu sei que os homens não são anjos, e é por isso que a única forma de conter a ânsia de populistas despreparados e de suas ambições despropositadas e autoritárias, dá-se por meio de um aperfeiçoamento das estruturas que buscam um melhor alinhamento entre os diversos e distintos interesses em jogo.

Imaginem, se numa empresa privada já é difícil gerenciar os conflitos de interesses entre acionistas, gerentes, empregados, fornecedores, etc., que dirá no governo "do povo"?

Qualquer pessoa que queira gerir algo deveria ter conhecimentos básicos sobre a Teoria da Agência.

Sem entrar no detalhe, qualquer um entende que há uma série de conflitos que se estabelecem entre todas as partes envolvidas em um determinado negócio.

A propriedade é de que detém as ações da empresa, a posse está com quem a administra no cotidiano, e o controle, pelo Conselho de Administração, por exemplo, normalmente compreende o fundador, investidores, especialistas externos e representantes dos trabalhadores.

Desde Jensen e Meckling (1976), estuda-se a separação entre o principal, o que zela pelos interesses da empresa, em especial no longo prazo, e do agente, ou seja, aquele que dirige a empresa no dia a dia.

A fim de minimizar os custos e gerenciar os conflitos de interesse, torna-se fundamental um mecanismo de controle, de governança corporativa.

Porém, no nosso Estado e na capital, os donos da bola são exclusivamente eles! Manda quem pode; obedeçam seus servos, porque vocês precisam de nós!

Em termos de serviços públicos, conhecemos bem - e tristemente - a "qualidade" daquilo que nos oferecem... pelo amor dos meus filhinhos.

Os tiranetes e os funcionários estatais nos ditam o que temos e aquilo que nos é imposto a aceitar. Não gostou? Vão reclamar pra FIFA!

Não tem ajudado nem mesmo a entrada de gente com visão e com experiências no setor privado; eles sempre conseguem dar um jeitinho de manter a inércia e a respectiva burocracia para atrapalhar a vida daqueles que pagam seus salários, e que precisam trabalhar e produzir para gerar riqueza!

A "assustadora inovação", é que agora eles recrudesceram as suas sanhas autoritárias e aprofundaram o seu "bel-prazer".

Não dialogam com ninguém, não ouvem, muito menos escutam as lideranças empresariais, sociais - e até mesmo religiosas -, são genuinamente aqueles que têm a posse real de seus poderes!

Na verdade, não dão bulhufas à Câmara dos Deputados e/ou vereadores, entidades empresariais e sociais; aqueles que ousam questionar seus poderes ditatoriais são atacados pessoalmente, na estratégia de agressões ad hominem... simples covardes.

Numa coisa eu preciso ser justo com eles; estão tentando "INOVAR". Mas a inovação que têm praticado, ao invés de ser aquela que deriva do diálogo efetivo com todas as partes interessadas na sociedade, com aqueles reais especialistas que conhecem bem onde os calos apertam, é a REGRESSÃO AUTORITÁRIA, isto é, CALEM A BOCA, QUEM MANDA AQUI SOMOS NÓS, e ponto final.

Definitivamente, a governança na gestão pública tem funcionado basicamente como eu com um taco de golfe na mão...

Tá, o que nós, o povo, podemos fazer para mudar tal situação?

Sem aprofundamentos, duas coisas parecem-me pertinentes.

Em tempos de redes sociais, eu esperaria uma mobilização social intensa contra esses tiranetes, e que a pressão social tivesse - como parece que está ocorrendo - os desejados efeitos poderosos da difusão pela rede.

Segundo, em novembro próximo, na hora de escolher e votar no prefeito e em vereadores, minimamente, olha o currículo, experienciais e vivenciais para além desses mequetrefes políticos profissionais.

Já seria um bom começo, não é mesmo?!

 

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