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CUBA CASTRISTA: É ESTE O PAÍS QUE NÓS, CUBANOS, QUEREMOS?

por Jorge Hernández Fonseca. Artigo publicado em

 

23 de novembro de 2019

Uma boa pergunta: Cuba é o país que os cubanos querem? Para os mais de dois milhões de cubanos que vivem fora da ilha, o NÂO é unânime. Para os onze milhões de cubanos que vivem, na ilha, sessenta anos de racionamento, não existe tal unanimidade, embora a resposta seja principalmente NÃO, rejeitando a insuportável opressão totalitária.

Uma ilha comandada pelo capricho antiamericano de um homem solteiro, que sacrificou os sonhos de 11 milhões de cubanos para tornar seu sonho violento, egoísta e personalista, é a República que queremos? Claramente NÃO. É a nação que queremos, esse conglomerado subjugado e estupidificado porque nunca foi o povo hierarquizado? NÃO.

O país que queremos é uma pátria confundida em slogans sobre a morte? Outra vez não. É o lar comum de todos os cubanos, a panacéia que apenas inclui um pequeno grupo de militantes privilegiados e mandões, acima do bem e do mal, principalmente mal dotados mental e eticamente? NÃO Você tem que ser e se sentir muito inferior para desejar um país sufocante como esse.

A pátria de homens como Martí, Maceo, Céspedes ou Agramonte, guarda semelhança com esse conglomerado servil e genuflexo antes de uma revolução de mentiras, que prometia primeiro a democracia e depois fazia algo muito diferente? NÃO. É a terra que gostaríamos de ter como nossa, uma montanha de ervas daninhas, nascida da negligência de um único partido que apenas se preocupa em manter o poder e não em servir seu povo, traindo os ideais originais já esquecidos? NÃO.

 É nosso ideal, como cubanos, passar 24 horas por dia tentando encontrar o que vamos comer? NÃO será que os melhores filhos de Nossa Terra deram a vida para que em 60 anos os mandantes não aprendessem a produzir bens ou serviços? NÃO. Quantos dos revolucionários de 1959 são piores que os batistanos da época?

São bem nascidos em terras cubanas os policiais políticos que, violando suas leis comunistas, aprisionam, fazem desaparecer e torturam um cubano, cujo único crime foi o de se rebelar contra o totalitarismo sórdido e extemporâneo? Liberdade, honra e longa vida a José Daniel Ferrer!

O que restava de boas intenções murchou quando mataram três jovens cubanos humildes que queriam fugir do asilo de Castro; quando sacrificaram sangue cubano em Angola à taxa de dois mil dólares por mercenário cubano que o ditador colocou à disposição de Agostinho Neto; quando foram fusilados quatro comunistas comprometidos com a opressão, para salvar a pele dos líderes de Castro internacionalmente comprometidos com o narcotráfico por Pablo Escobar, transformando a ilha em um terreno baldio inútil, eunuco e estéril, típico de retardados mentais.

Cuba será livre, independente e democrática novamente, sem tiranos que nos subjugam ou policiais que nos vigiam, sem um único partido para entrar em nós, ou um CDR que nos manoteie; então podemos dizer: essa é a Cuba que os cubanos de dentro e de fora querem

*        Artigo enviado pelo autor
**     Tradução de Percival Puggina
***    NOTA DO EDITOR DO BLOG: José Daniel Ferrer é um preso político que a Anistia Internacional qualifica como preso de consciência. No vídeo com link neste texto, sua mulher e seus filhos protestam contra sua prisão em uma praça de Santiago de Cuba e, imediatamente, são detidos pela polícia, sob os olhos da população. Escrevi a 2ª edição de A tragédia da Utopia (desmontando uma farsa de 60 anos) porque o Brasil precisa conhecer toda a maldade daquele regime e a inteira falsidade dos que o defendem ere nós. 

 

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