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MERITOCRACIA E A CONVICÇÃO NA MOBILIDADE SOCIAL

por Alex Pipkin, PhD. Artigo publicado em

 


Oh bondade suprema! Nada contra a bondade - voluntária -, mas é incrível e cômico constatar professores de negócios pregadores do socialismo! Tá certo. Muitos somente trabalharam em áreas funcionais de universidades, muitas dessas religiosas.

Um destes professores do tipo “justiceiro social”, adora colar e postar textos e imagens sobre desigualdades sociais, anticapitalismo, condenação do lucro e por aí afora.

Como todo esquerdista que se preza, cultua a novilingua orwelliana, a “arte” de inverter significados e/ou inventar palavras.

Tal professor de negócios (negócio deve ser filantropia!), agora colou e copiou um texto do professor italiano Stefano Zamagni. Título emocionante e atrativo! “Meritocracia, não. Meritoriedade, sim”.

Segundo o texto, a meritocracia é um mecanismo de poder e de reprodução das elites. Seria uma estratégia visando a preservação das desigualdades sociais por parte das “elites”. Já a novíssima meritoriedade - que nobre criação! - dependeria de um tratamento igualitário a todos os indivíduos, e esses não deveriam estar sujeitos às relações de poder.

Vamos lá. Evidente que as todas as pessoas devem ter igualdade perante a lei. Contudo, a verdadeira igualdade, creio que se refira à proibição de subordinação de um indivíduo a outro coercitivamente. Ninguém tem o poder de impor algo a outra pessoa por meio da coerção, contra a sua vontade! Todos os indivíduos têm os mesmos direitos e deveres, inclusive o direito de não se subordinar a ninguém. A premissa do mérito, genuinamente, diz respeito às liberdades individuais que precisam ser respeitadas e a liberdade de escolha individual. Quem, racionalmente, não sabe que os seres humanos são diferentes em nível de recursos, de capacidades, de habilidades, distintas formações, meios familiares e contextos sociais, etc...?

Meritoriedade parte da visão pueril de que seria possível inventar um novo mundo para que todas as pessoas saíssem do mesmo ponto de partida. Os contumazes engenheiros sociais creem ser possível criar um “novo” mundo ideal e igualitário! Mais uma utopia socializante.

A meritocracia, de fato, também é um modelo de gestão. Trata-se de um processo salutar de premiação pela agregação de valor útil para os clientes de uma organização, tanto em nível individual e/ou de equipes de trabalho. Esforço não é uma condição suficiente, é necessário criar valor sob a ótica do mercado.

Os critérios devem ser justos e iguais para todos os membros de uma hierarquia, empresarial ou estatal. O mérito é algo que deve ser definido e caraterizado de acordo com as características de cada contexto específico.
Ah, como faltam os fundamentos de mercado, aqueles que pelo crivo democrático do mercado são determinantes da oferta e da demanda e o estabelecimento real do sistema de preços. No livre mercado os sujeitos deveriam ser livres para escolherem, ou seja, o indivíduo deve ser livre para decidir o que fazer com sua própria vida.

Esses socialistas de IPhone, não se dão conta que a igualdade que desejam é aquela estabelecida a força pelo poder coercitivo do Estado, unicamente pela padronização de todos na pobreza.

A ajuda aos outros, se desejada, faz parte de uma escolha individual e voluntária!

O falacioso discurso vermelho quer impor aos outros o “auxílio forçado” para àqueles que se encontram numa situação reconhecida como “privilegiada”.


Esses professores do “copia e cola” desconhecem os exemplos de pessoas e grupos sociais que nasceram e ascenderam social e economicamente, ou através de esforço e mérito pessoal, ou de grupos sociais que migraram de estados socialistas e, assim, puderam colocar suas mentes empreendedoras livres em ação.

Na verdade, é justamente o aparato estatal que rouba a liberdade, as oportunidades e as possibilidades de mobilidade social proporcionadas pelos livres mercados.

Por favor! O ser humano responde, para o bem ou para o mal, aos incentivos.
Meritocracia, não a quimérica meritoriedade, é a recompensa natural daqueles homens e mulheres e grupos que acreditam no seu potencial, investem em si mesmos e em projetos, e agem para descobrir e materializar novas soluções criadoras de valor genuíno para suas empresas e seus contextos sociais.
Intenções benevolentes, mesmo que pretensamente positivas, mas sem fundamentação lógica, efetivamente confundem e atrapalham!

Nada mais saudável e moral do que a recompensa pelo progresso econômico e social, ou não?
 

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