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O PROJETO "EVANGELIZADOR" PERSISTIRÁ

por Alex Pipkin, PhD. Artigo publicado em

 

A despeito de que a perfeição possa existir no Reino dos Céus, na vida terrena somos todos seres imperfeitos. A perfeição é uma ilusão preferida por intelectuais interesseiros e pelos insistentes engenheiros sociais.

Diga-se o que se disser, a nação norte-americana é ainda o modelo paradigmático das liberdades e de instituições inclusivas sonhadas e elaboradas meticulosamente pelos Founding Fathers dos Estados Unidos.

Independentemente do resultado das eleições, o mundo não irá acabar, como prognosticam apocalípticos republicanos e democratas.

Lá existem tanto instituições que funcionam, como também o respeito ao Estado de Direito. Sinteticamente falando, nem tudo é permitido fazer por parte de um presidente eleito. Sim, lá funciona assim.

No entanto, não posso negar que a vitória de Biden, se confirmada, dará continuidade a uma agenda cultural à qual, como professor e liberal, oponho-me fortemente. Mais ainda, porque imagino que quem governará de fato será a radical defensora de minorias identitárias, Kamala Harris.

Refiro-me ao protagonismo e estímulo ao avanço do Estado em detrimento dos direitos e das liberdades individuais, com a contraface das responsabilidades, e o aprofundamento da cartilha intransigente da defesa de minorias identitárias em prejuízo do todo social.

Penso que se aprofundará o foco nas lamentações vitimistas e contra a opressão autoritária do centro nos vícios da pobreza, ou invés das virtudes da riqueza e dos princípios virtuosos.

As ideias têm consequências e essas serão as políticas de amanhã...
Neste sentido, a agenda “progressista” seguirá desenfreadamente lomba abaixo.

Há claramente aquilo que tenho chamado de ditadura do pensamento esquerdizante enraizado nas instituições de ensino.

Jovens de hoje serão os líderes do futuro. Assim, mesmo que não haja o “mundo ideal”, o desequilíbrio de visões de mundo continuará a seduzir mentes e corações idealistas e inexperientes.

Jovens em escolas e em universidades - ah totalidade - necessitam ser expostos a todas as “correntes ideológicas”, de maneira honesta.
A “base” é lugar de conhecimento e de reflexão, não de doutrinação. É o lócus para se abrir para o mundo ao invés do projeto de incentivo ao fechamento para suas interioridades exclusivistas e idealistas.

A pauta progressista identitária da suposta defesa das minorias e o correspondente e “necessário” avanço do Estado protetor e salvador, será aprofundada em uma expansão do projeto evangelizador, o da cultura da dependência, contraproducente para o todo.

Temo pelo “desequilíbrio” de visões e pela noção de que o individualismo do que somos é muito mais importante do que o envolvimento com todas as visões de mundo para a construção de uma individualidade a partir do envolvimento com esse mundo exterior, para o que podemos ser melhor para todos.

Não acho que lá e aqui existam verdadeiros espaços de estudo e reflexão genuína de história, economia, negócios, psicologia, sociologia... de todas as “correntes ideológicas", a partir de um leque aberto em que os próprios estudantes são estimulados a formarem suas próprias convicções.

Evidente que toda a vez que alguém expõe uma temática, esse está fazendo, de alguma forma, política. O que não se pode admitir é a doutrinação partidária vigente.

Nesta direção, a coisa “se complica ainda mais”. Cabe reiterar que lá e aqui, a esquerda dita progressista é "craque em sala de aula". Muitos, inclusive, não lecionam - conteúdo -, doutrinam. É isso que não deverá ser barrado...

O palco para a formação de guerreiros sociais ressentidos, militantes políticos intransigentes continuará armado.

Difícil espaço para concessões. Dificílimo um debate apartidário num ambiente que deveria ser de incentivo a discussão ampla e livre de ideias suportadas por estudo sério e convicções intelectuais dignas.

Inexiste perfeição, mas sem dúvida, esses espaços poderiam existir com mais prudência, maior diversidade de ideias, e com políticas orientadoras das instituições quanto a conduta e acompanhamento nas universidades.
Não, o mundo não vai acabar!

Mas esse objetivo e verdadeiro problema tende a ser intensificado. Lá vem a promessa de mais Estado.

Lá, os azuis continuarão tendo ampla e absoluta vantagem nos centros educacionais sobre os vermelhos, e isso não é nada salutar...

E não é porque sou colorado, torcedor do Inter, viu!?
 

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