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PELA EFICIÊNCIA, PARA O BEM DA PROSPERIDADE NACIONAL

por Alex Pipkin, PhD. Artigo publicado em

 

Uma coisa é crescer no curto prazo, intervindo, manipulando preços de serviços públicos essenciais, expandindo consumo "artificialmente" e, literalmente, arrombando os cofres públicos, inescrupulosa e irresponsavelmente.

Ventos ajudam - podendo também atrapalhar! Ventos de feição impulsionaram fortemente o barco verde-amarelo, dotado de vocação exportadora baseada em commodities agrícolas e industriais (recursos naturais/trabalho), visto que entre 2002 e 2011, essas alcançaram alta total de inacreditáveis 163%! Qualquer criança sabe - e sente - que eles mudam de direção!

Outra coisa, completamente distinta, é criar bases sólidas para crescimento de longo prazo e desenvolvimento sustentado, embasado em investimentos produtivos e, principalmente, por meio de novas tecnologias e inovações, educação básica de qualidade genuína, criação de novas indústrias, melhoria do capital humano; enfim, alcance de maior produtividade. Evidente que para isso acontecer, necessita-se de ambiente de negócios favorável, políticas macroeconômicas inteligentes e, sobretudo, instituições políticas e sociais de qualidade, que funcionem bem!

Num país repleto de leis corporativistas e discriminatórias, de transferências de recursos da sociedade para cartéis e negócios patrimonialistas, de corrupção institucionalizada por políticos populistas que não representam seus eleitores, encontramos-nos, oceanicamente, muito longe da utilização eficiente dos recursos e potencial produtivo da sociedade brasileira. Será que nossos políticos saberiam diferenciar entre eficiência e eficácia?! Dúvidas abissais...
Por aqui, o Chernobil tropical da era lulopetista ainda emite seus efeitos devastadores; diferentemente da radiação, visíveis. As instituições foram e ainda continuam aparelhadas! STF, tribunais, universidades, entidades classistas, parte da mídia... Sistema de pesos e contrapesos notoriamente "apadrinhados" e, para o terror diário de comuns como nós, direitos de propriedade expropriados cotidianamente. Escandaloso!

Enquanto o mundo desenvolvido e emergentes, tais como China e Índia, focam em produtivas discussões e ações sobre Revolução 4.0 e avanços tecnológicos, o Brasil segue seu caminho improlífero, de profunda letargia e paralisia produtiva! Estamos agudamente atolados em disputas narrativas burras e estéreis (brasileiro adora retóricas refinadas e emocionais!), que proibi-nos de avançar!

A trupe "humanista" que botou o país no fundo (mesmo!) do poço, agora, no papel de oposição, de forma nefasta, usa de todas as artimanhas para barrar a execução de medidas estruturantes vitais para geração de emprego, renda e desenvolvimento. Num país de extrema complexidade territorial, fica muito mais facilitado atrapalhar, postergar e impedir a vitória da eficiência frente a conhecidas falácias. Estamos numa área delimitada geograficamente por um misto de surrealismo, populismo, despreparo e desonestidade. Ah como reinam! Aqui o surreal é real

Nossos grandes representantes políticos são craques, e estão de fato interessados em legislar sobre "sal em cima das mesas", promulgar leis sobre o Dia do Tomate, da Ressaca (baita importância e compromisso com escolhas eficientes!?) roubando, criminosamente, tempo e recursos de projetos e reformas modernizantes fundamentais para um futuro promissor. Não há como deixar de recordar o saudoso Roberto Campos: "A burrice - e a safadeza (grifo meu!) - no Brasil tem um passado glorioso e um futuro promissor"!

Meu D´eus! Faz quanto tempo que se discutem no Parlamento e na mais alta Corte situações e processos do ex-presidente, agora presidiário, condenado em várias instâncias, sobre seus incontáveis recursos, saídas da prisão, entrevistas, tipos de regime, entre outros?! Faz sentido para a sociedade?! A olhos nus assistimos - e pagamos -, perplexos, o custo de tempo e recursos de parlamentares, ministros, assessores, e demais integrantes da máquina pública, priorizando "nobres crimes", ao invés de escolhas e caminhos críticos para a geração de real produtividade e prosperidade para todos cidadãos brasileiros!

Qualquer aluno de primeiro ou segundo ano da área de gestão e negócios já sabe bem o que significa custo de oportunidade! Surreal!! Rematado equívoco consciente! Quando esses senhores vão ter vergonha na cara e focar no aumento de eficiência, a começar por eles (reforma já!), a fim de melhorar a regulação para negócios em livre mercado, restringir o poder de monopólios ou oligopólios, reduzir burocracia e custos de se fazer negócios e, importantemente, criar medidas que resultem em melhor utilização e incentivo para geração de fatores de produção?! Tecnologia e inovação úteis, esses são os nomes do jogo no tabuleiro competitivo global.

Demagogia e populismo têm nos levado, como sempre, ao abismo! Só uma questão de profundidades distintas. O país não pode desperdiçar mais tempo, precioso! Sempre deveríamos ter uma visão comparativa das estratégias e avanços dos demais países! Precisamos de foco total em medidas positivas e urgentes, tais como a reforma da Previdência. Resistência insana! Ou ingenuidade minha? Como afirmam petistas e psolistas: "não exite déficit"; e Papai Noel, de carne e osso, vai aterrizar em Dezembro!

Sem racionalidade, para além de cegas paixões partidárias, não conseguiremos dar um passo além da esquina, desse povoado que nos tornamos. Não se trata de ser uma nação rica, mas de uma mentalidade moderna e transformadora. Enquanto China e Índia crescem aproximadamente 7% ao ano, preferimos crescer tal qual rabo de cavalo.
Optamos - afinal nós os colocamos lá - por discutir o sexo dos anjos, falácias sobre gênero, estratégias heterodoxas para crescer, comprovadamente equivocadas, como tornar a vida do cidadão mais burocratizada, custosa e controlada, como continuar gastando mais do que se arrecada (sabedoria machadiana: vocação da riqueza sem vocação do trabalho; dívidas!) e, sobremaneira, empregar tempo e recursos para livrar uma minoria de corruptos em desfavor da maioria da população brasileira de bem! Quando vai sobrar tempo para o inapelável, para o povo e o respectivo desenvolvimento nacional?!

Políticas públicas envolvem escolhas com benefícios e custos para todos. Como professor de estratégia empresarial, por experiência pragmática no mercado, além da acadêmica, encho meus pulmões para verbalizar aos jovens acadêmicos: mais importante do que escolhas estratégicas quanto ao que deve ser feito, são decisões sobre aquilo que não deve ser feito!

God be praised! Ajude-me, por favor!? Não seria melhor pra todos escolher na melhor e mais racional opção pelo aumento de eficiência?!

Alex Pipkin, PhD


 

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