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UNIVERSIDADE COM PARTIDO

por Percival Puggina. Artigo publicado em

 

 A concessão do título de Doutor Honoris Causa ao réu condenado Luiz Inácio Lula da Silva pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) seria caricatura de um ato acadêmico sério, não fosse retrato fiel da universidade brasileira.

O que aconteceu ali se reproduz no nosso ensino superior, em pluralidade de formas e manifestações, com a apropriação do espaço docente por fazedores de cabeça a serviços de simpatias e paixões partidárias e ideológicas. As exceções não são significativas e não alteram o cenário geral. Nem prejudicam os objetivos, que são buscados mesmo quando, para alcançá-los, é necessário expor-se ao ridículo, como neste caso.

O juiz Evandro dos Reis ao deferir tutela de urgência em ação popular e suspender a concessão do título, apontou vício de iniciativa do proponente, observância incompleta ou irregular das formalidades requeridas para a concessão, ilegalidade da concessão e desvio de finalidade na oferta do laurel. De fato, a solenidade de entrega ao agraciado ocorreria em ato incluído na agenda política "Lula pelo Brasil". Em outras palavras, tudo foi pensado e feito para usar a UFRB como palco das pautas e objetivos do Partido dos Trabalhadores, cujos militantes aparelham e exercem domínio tirânico no mundo acadêmico brasileiro.

A entrega do título foi cancelada, mas o ato político permaneceu, sendo transferido para a porta da UFRB, onde o presidente Vagner Freitas, da CUT, afirmou que "Sem Lula, eleição é fraude". E acrescentou: "Companheirada, vamos levar isso como mantra, trazer no nosso coração e dizer a quatro pontos nesse pais sem lei". A companheirada de fora aplaudiu em uníssono com a companheirada de dentro.

O fato ficará marcado na história da decadência da universidade brasileira, que perdeu rumo e prumo, confiada a facções militantes. Já não se contentam com disseminar o mesmo vírus ideológico. Querem mais; querem, realmente, tomar as instituições e colocá-las a serviço das causas e pautas da ... companheirada. Quem usa a Educação para tais fins só pode ser contra o Escola Sem Partido. E essa é a razão de sua necessidade.

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* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.
 

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Comentários

Rodrigo .

Permita-me discordar de alguns dos comentários publicados aqui. Lula deve, sim, ser candidato em 2018. Sim, pois a única forma de derrotá-lo definitivamente é com uma acachapante derrota eleitoral. Se for impedido de concorrer pela Justiça, restará um eterno mantra entre seus seguidores do "golpe judiciário" que impediu o candidato petista de disputar e ganhar a eleição. A única forma de sepultar um farsante como Lula é permitir que ele seja candidato! Pois, sendo expulso pelo voto, não restará margem para qualquer mimimi dos petistas depois! Eu não tenho dúvida alguma que, num sistema sem fraudes, Lula saia perdedor em 2018.

Dalton Catunda Rocha .

Escola pública nunca prestou, nem prestará, no Brasil. Se algum governador ou prefeito deste país quiser mesmo, melhorar a educação, no seu estado ou município; então que faça isto: 1- Privatize todas as escolas públicas. 2- Dê o direito aos pais de escolherem em qual escola particular, eles querem matricular seus filhos, por meio de bolsas de estudo. O resto é só demagogia eleitoreira. Você acha que as escolas públicas funcionam gratuitamente? Enquanto nas escolas particulares, cerca de 70% dos funcionários são professores, nas escolas públicas esta percentagem não passa nem de 40%. O resto é burocracia; corrupta, incompetente e lenta. Sai mais barato e melhor, se usar dinheiro público, para pagar uma mensalidade numa escola particular, que jogar dinheiro fora em escolas ditas “públicas”, mas de fato da CUT, da corrupção e da incompetência. Em resumo. Com escolas sob o controle de marxistas, estaremos fadados a vivermos num país pobre, falido, corrupto e endividado. Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais de 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site https://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A "Um estudante típico vai sair da escola com a cabeça cheia de minhocas, submetido a uma intensa pregação de anos e anos contra o lucro e o sistema capitalista. Aos 18 anos, vai cair na vida sem ter a menor noção de quanto deve poupar por mês para se aposentar, ou de quanto deve separar a partir dos 22 ou 23 anos para poder dar uma entrada para adquirir a casa própria aos 30 anos. Quando descobrir como o mundo funciona, já estará endividado e pendurado no cheque especial. Seria muito melhor se, em vez de ter aulas baseadas em um marxismo de quinta categoria, ele fosse preparado para a vida. " > Publicado na revista Veja (edição 2438), na página 65.

Genaro Faria .

Um colega meu do antigo curso ginasial, não tendo conseguido resolver nenhum dos cinco problemas da prova que o professor passou no quadro negro, devolveu o papel em branco com a seguinte observação: "Pelejei, pelejei, não dei conta, larguei". O brasileira está fazendo a única coisa que ainda consegue fazer: largar o Brasil para trás. Só esta semana, quatro famílias de amigos meus se mandaram para Portugal. Se eu ainda estou aqui não é por preguiça. Muito menos por esperança. Acho que é por auto-ilusão.

Dalton C. Rocha .

"Porém o suprassumo da cretinice é contestar a fidelidade de Lula ao comunismo mediante a alegação de que é um larápio, um corrupto. Qual grande líder comunista não o foi? Qual não viver como um nababo enquanto seu povo comia ratos? Qual partido comunista subiu ao poder sem propinas, sem desvio de dinheiro público, sem negócios escusos, sem roubo e chantagem?" > http://www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/el_mayor

Felipe Andrei .

Mas como Lula não pode ser "doutor honoris causa"? É um absurdo, logo ele que tem PHD no MIT em pilantragem aplicada, corruptocracia e roubalheira superior.

Odilon Rocha .

Caro Professor Há muito já falei dessa doença. O vírus é vermelho, 'martelofoiciforme' e tem predileção por nefelibatas, tolos, ingênuos, sem noção, sem discernimento, e o que mais o senhor quiser imaginar. Não sei há antídoto. É realmente surreal.

IvoHM .

É, Percival, mas foi um diproma conferido pelo corpo dicente a universidade...

sanseverina .

Não é de hoje, mas de mais de 50 anos que a Universidade se transformou em meio e instrumento de difusão das ideologias da esquerda. As divergências que existem são de métodos, a finalidade é a mesma. O jovem passa no vestibular e é logo cooptado por algum “comitê da organização” que o faz se sentir parte de um grupo, e com a exploração do instinto gregário da maioria, amenizando a sua sensação de neófito. Provas dessa atuação programática, nos anos 60 e 70, foram o incremento do feminismo (“virgindade dá câncer”: era palavra de ordem) e o mote da luta contra a Ditadura que levou a juventude das passeatas aos grupos guerrilheiros guevaristas (foquistas) e maoístas (de massa) que, embora reprimidos e derrotados, legaram ao país consequências sociais e políticas bastante danosas, que até hoje nos assombram através da militância radical remanescente, inclusive no Governo. Esta situação continuou e piorou, porque a Universidade se transformou de centro difusor do conhecimento, que era, em reduto de todas as manifestações “proguessistas”: ainda vai da insistente execração do “imperialismo americano” (os “rebeldes” em jeans, camisetas e tênis de grifes famosas...) ao elogio da transsexualidade como evolução da Humanidade. Haja decadência!

Ismael de Oliveira Façanha .

O único que poderia deter Lula seria Bolsonaro. Mas lhe falta conspicuidade, se envolve demais com aspectos menores da política, com assuntos e pessoas desimportantes, como Maria do Rosario. Bolsonaro pensa pequeno. ENTÃO, LULA SE VEM TRANSFORMANDO EM UM MÍTICO "CAVALEIRO DA ESPERANÇA", no qual ninguém se atreve a tocar, nem Sergio Moro. O BLOCO DEMOCRÁTICO, para as eleições presidenciais de 2018 está limitado aos Doria, Alckmin, Ciro Gomes, ou José Serra, todos sem nenhuma chance eleitoral contra o candidato petista.
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