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A CARTA DOS BISPOS DO SÍNODO DA AMAZÔNIA

por Percival Puggina. Artigo publicado em

 

Leio no blog Brasil 147 (30/08)

Em uma carta aberta, a Igreja Católica saiu em defesa dos bispos que participam do Sínodo da Amazônia, que será realizado em outubro, em Roma, para condenar o fato deles estarem sendo “criminalizados” e tratados como inimigos da pátria por integrantes do governo Jair Bolsonaro e por setores conservadores do clero. “Lamentamos imensamente que hoje, em vez de serem apoiadas e incentivadas, nossas lideranças são criminalizadas como inimigos da pátria”, diz um trecho da carta.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o documento foi elaborado pelo cardeal Dom Cláudio Hummes, relator e porta-voz do papa Francisco sobre o assunto. Segundo declarações anteriores, o objetivo do papa ao elaborar o Sínodo é pressionar os governos locais a agirem em defesa da Amazônia, o que foi visto pelo governo Bolsonaro como uma ameaça a soberania nacional.

Leio no Estadão (04/09)

Outro com voz foi o arcebispo ordinário militar do Brasil, d. Fernando José Monteiro Guimarães. "O Exército Brasileiro não é um inimigo", disse d. Fernando. O religioso aproveitou para defender o monitoramento realizado pela Abin. Segundo ele, a inteligência do governo não queria controlar a Igreja, mas tinha o dever de se manifestar por causa da dimensão política do Sínodo. "A Amazônia é uma realidade de Estado, que engloba política pública, segurança nacional, unidade de território, que é um assunto de Estado. A preocupação ou o interesse por esses temas tocava também ao Exército e ao governo brasileiro, porque são assuntos que, de uma maneira ou de outra, terão repercussão não só nacional, internacional. Nós queremos participar."

 

COMENTO

Infelizmente, a esquerda católica, permanente comandando as assessorias da CNBB e a própria instituição, não prega um único prego sem estopa. Sua dimensão política é inabalável, inclusive para se fazer de desentendida sobre a claríssima manifestação de D. Fernando José Monteiro Guimarães, arcebispo ordinário militar.

O novo governo do Brasil não expressa apenas os direitos nacionais sobre a Amazônia brasileira, mas expressa, também, seus deveres e obrigações com os povos da região. São 20 milhões de seres humanos, que precisam viver e riquezas naturais que atraem piratas do mundo inteiro. Outros governos discursavam sobre o problema e, convenhamos, contaram sempre com a simpatia da CNBB. O novo governo está agindo e tem a obrigação de acompanhar a natureza dos interesses em jogo.

A esquerda brasileira e internacional não precisa de qualquer incentivo para politizar os assuntos mais respeitáveis e sérios. Imagine quando o tema já está mundialmente politizado.