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A INSENSIBILIDADE DE QUEM VIVE NA BOLHA

por Percival Puggina. Artigo publicado em

 

Episódio Nº 1: Você deve ter lido por aí que o MP está cobrando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro redução no número de CCs e sua substituição por servidores concursados. Obviamente isso age contra o interesse do Estado pois o servidor concursado custa muito mais, por toda a vida e, havendo dependente qualificado para receber pensão, continua custando após a morte, enquanto os CCs são demissíveis ad nutum e, demitidos, saem da folha de pagamento. A imposição do concurso público como regra geral de ingresso é parte da visão idílica do Estado que marcou o processo constituinte.

Episódio Nº 2: A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo decidiu distribuir este ano um bônus natalino (como são religiosos!) a seus servidores, no valor de R$ 3,1 mil. O brinde custará R$ 10 milhões aos cofres públicos. É o dobro do que foi distribuído em 2017 (em 2018 não houve bônus por ser ano eleitoral). Essa prática, de dispor dos recursos orçamentários próprios, como se por serem orçamentários deixassem de ser públicos, é comum aos parlamentos e ao Poder Judiciário.

São dois exemplos recentes a comprovar como centros de poder, porque vivem numa bolha de conforto, são incapazes de compreender o significado de “apertar o cinto”, logo quando isso é consequência do excessivo gasto público... A bolha torna seus moradores insensíveis.