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CONVERSANDO SOBRE BOLSONARO X HADDAD

por Percival Puggina. Artigo publicado em

 

1. Os ministros já escolhidos pelos dois candidatos

O Estadão de ontem (11/10) divulgou, em sua capa, alguns nomes escolhidos por Bolsonaro e Haddad para compor seu futuro ministério. A saber:

• Bolsonaro
- Paulo Guedes
- Gustavo Bebianno
- Gen. Augusto Heleno
- Marcos Cintra
- Rubem Novaes
- Carlos von Doellinger
- Adolfo Sachsida

• Poste
- Jacques Wagner
- Celso Amorim
- Rui Falcão
- Gleisi Hoffmann
- Franklin Martins
- José Genoino
- Aloisio Mercadante
- Paulo Teixeira
- Márcio Macedo
- Alexandre Padilha

A comparação entre os dois conjuntos de nomes evidencia que o Poste fará uma gestão eminentemente partidária, o que é um péssimo sinal, pelo muito que deles já se conhece. O Brasil já padeceu desses males.

2. Bolsonaro deve ou não comparecer a debates?

Numa disputa eleitoral, jamais um candidato deve fazer algo que o adversário deseja que ele faça. Haddad está muitíssimo interessado em um confronto pessoal com Bolsonaro. No primeiro turno, espertamente, ele delegou aos demais candidatos a tarefa de agredir Bolsonaro; agora, espera obter alguns bônus pessoais com esse confronto. 

Penso que seria muito pouco inteligente abrir-lhe uma vitrina que só a ele interessa. Ademais, nada há de novo em não comparecer a debates dessa natureza. ZH de hoje, na Página 10, lembra que Fernando Henrique Cardoso e Lula já fizeram o mesmo quando estavam à frente nas pesquisas. FHC não compareceu a debates em 1994 e 1998 e venceu no primeiro turno. Lula deixou a cadeira vazia no último debate do primeiro turno de 2006 e foi para o segundo turno contra Geraldo Alckmin.