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CUT, OAB E CNBB ASSINAM MANIFESTO “EM DEFESA DO STF”

por Percival Puggina. Artigo publicado em

 

 Matérias com o título acima, ou muito parecidos com ele, ocuparam muitos espaços no noticiário de ontem (03/04). à noite, o documento foi entregue ao STF.

 

Lido no site da Agência Brasil

Um manifesto em defesa do Supremo Tribunal Federal (STF), assinado por 161 entidades representativas da sociedade civil, será entregue hoje (03/04) ao presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, durante sessão solene no tribunal.

“Representantes da sociedade civil que subscrevem este documento vêm a público reafirmar seu apoio ao Supremo Tribunal Federal, STF, e repudiar os ataques contra o guardião da Constituição da República”, diz o texto em seu primeiro parágrafo.

 

COMENTO

Não consegui ir além do primeiro parágrafo. Haja paciência! Haja paciência para conviver com essas bajulices e com as constantes mistificações que marcam as atitudes de tais entidades. São condutas típicas de quem se julga esperto e age para iludir os tolos.

Motivações diversas levam-nas à defesa do indefensável e a melhor forma de fazê-lo è transmitir a ideia de que o STF esteja sendo vitimado por ações tendentes a extingui-lo.  Tudo se passa como se o Supremo fosse infenso a quaisquer críticas, como se todos os seus 11 ministros estivessem acima de qualquer suspeita, como se suas condutas fossem irretocáveis e eles fossem merecedores da reverência nacional. 

Mas isso é falso pelo simples motivo de que essa não é a opinião  nem mesmo dos senhores ministros sobre alguns de seus colegas.

Portanto, é perfeitamente natural:

  • ser contra essa composição do STF, afetada pelos 13 anos de hegemonia petista, em flagrante dissonância com a nova maioria conservadora e liberal constituída no país;
  • ser favorável a uma reformulação no modo de provimento de suas vagas;
  • ser favorável à CPI Lava Toga;
  • ser contra a ideia de que o STF seja imune à uma investigação pelo Parlamento; e
  • ser favorável à PEC que reduz para 70 anos a idade para aposentadoria compulsória dos membros dos tribunais superiores.

Pelo viés oposto, é totalmente artificial criar um inimigo imaginário e lutar contra ele com o mero intuito de defender o indefensável, cortejar o poder para obter, ali adiante, os resultados que isso eventualmente proporcione.