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DISPUTANDO CONTRA NINGUÉM, DÍAZ-CANEL FEZ 579 VOTOS ENTRE 580 DEPUTADOS

por Cubanet. Artigo publicado em

Eleição em Cuba é assim.

Cubanet (10/10) O governante cubano Miguel Díaz-Canel, presidente dos Conselhos de Estado e Ministros desde abril de 2018, foi eleito presidente da República de Cuba nesta quinta-feira em uma sessão extraordinária do Parlamento cubano.

Segundo a mídia oficial da ilha, Díaz-Canel recebeu o voto de 579 dos 580 deputados presentes na Assembléia.
Para o cargo de vice-presidente da República, foi nomeado, com 569 votos, Salvador Antonio Valdés Mesa, político veterano e ex-líder sindical de 74 anos, que já atuava como número dois do Executivo.

O cargo de Presidente da República concederá poderes mais amplos a Diaz-Canel, pois ele poderá tomar decisões sem depender da aprovação do Conselho de Estado, pelo menos formalmente.

"Hoje começa uma nova etapa de trabalho para aqueles de nós que representam o Estado e o Governo", disse o presidente em seu primeiro discurso após assumir a nova posição, na qual garantiu que "a tarefa número um deve ser o futuro".

Suas palavras foram divulgadas em tempo real através da conta da Presidência cubana no Twitter, enquanto a televisão transmitia a sessão parlamentar com um atraso de duas horas. Não foi permitido o acesso à imprensa estrangeira credenciada na ilha.

Díaz-Canel estabeleceu como prioridades de seu governo "exportações, investimento estrangeiro, construção de moradias, produção de alimentos, turismo, transporte e fontes de energia renovável", e chamou "resistir" para superar as atuais crise energética no país devido à escassez de combustível.

Nesse sentido, ele pediu "reduzir despesas e poupar" e "sistematizar as boas soluções nascidas nos anos mais difíceis do Período Especial", referindo-se ao grave e prolongado desastre econômico que Cuba sofreu desde 1991 após o queda da URSS e retirada de seus subsídios.

Ele também se referiu aos Estados Unidos, um "império velho e desmoralizado" sob a direção de uma "tropa de políticos medíocres e mentirosos", mais uma vez culpou o governo Donald Trump pelos males econômicos que Cuba sofre e reiterou a acusação de País vizinho de querer dominar a ilha.

“O país voltará ao normal, mas não será da mesma maneira. Se algo de bom houve nestes dias de tensão foi a criação das enormes reservas que Cuba tem para trabalhar com mais eficiência ”, afirmou o governante.

A sessão extraordinária contou com a presença de Raúl Castro, que continua à frente do regime da ilha como Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC).

(Com informações da EFE)