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ENRIQUECEDORES COMENTÁRIOS DE ALEX PIPKIN AO MEU ARTIGO "A TRAGÉDIA DA EDUCAÇÃO E O CUSTO PAULO FREIRE"

por Alex Pipkin, PhD. Artigo publicado em

 

Acabo de ler o artigo de hoje, 02/10, do meu brilhante amigo Percival Puggina: "A Tragédia da Educação e o Custo Paulo Freire".

Meus impulsos darwinianos não me permitem deixar de fazer algumas considerações.

O mestre Puggina, como de costume, foi cirúrgico!

Como ele, não há como contestar a flagrante degradação da nossa cultura. Resta ainda muito pouco da parte "saudável da nossa cultura". Puggina afirma que "... infelizmente, contam-se as vítimas ou os sequelados do relativismo moral, da ruptura entre responsabilidade e liberdade, da dissociação entre direitos e deveres, da intolerância a toda refutação, e da visão apocalíptica de um mundo que não os obedeça". Perfeito! Claro que os mesmos relativistas irão afirmar que a cultura não passa de uma construção social, mas é preciso enfatizar que essa também é simbólica e arquetípica. Em certos aspectos preto é preto, não cinza. Homem nasce homem, mulher nasce mulher! Não há como argumentar contra dados (Em Deus eu acredito!).

Similarmente, lamento pela juventude perdida, justamente pela falta das necessárias experiências comprovadamente adequadas desta fundamental fase formacional. Em especial, quanto a própria formação do caráter e identidade individual. Creio que aprendemos por meio da experiência com os outros, mas nosso conhecimento e padrões de comportamento foram moldados ao longo de uma série de gerações passadas. Não inventamos um novo mundo!

Como salientado pelo mestre, também lamento muito a escassez de dedicação à leitura e ao estudo. Tristemente, a "nossa cultura contemporânea" estimula a gratificação do presente em detrimento de um futuro melhor.

Penso que a jovem Greta Thunberg poderia expressar seu sentimento bondoso referente a preservação ambiental, naturalmente. Mas o abissal problema é que a jovem, parece-me, vem sendo utilizada como parte de uma engrenagem político/ideológica e, assim, sabemos antecipadamente quais são seus reais propósitos. Portanto, o "how dare you!" de Greta, desembaraçadamente esboça seu ódio, não só ao progresso e ao desenvolvimento, mas também aos ricos e bem-sucedidos, muito além de sua consideração verdadeira por todos.

Falando em educação, Puggina aponta que "... o mundo avança onde há sensatez, a Educação brasileira afunda nos comparativos com outros 70 países avaliados pelo PISA (59º lugar em leitura, 63º em ciências e 65º em matemática). Esses dados são acompanhados por um corolário de repetência, analfabetismo funcional, absenteísmo e abandono dos cursos". Inquestionável. Enquanto aqui os "modernos discípulos" de Paulo Freire reinam! Como sempre afirmo, temos que olhar para a situação global, comparativa e dinâmica.

Pois bem. Comparando com a China, independente do seu modelo político (o que no futuro, imagino pressões sociais cada vez mais "poderosas e complexas"!), a nação tem um sistema econômico verdadeiramente de mercado, claro que com empresas "sócias", contudo, com padrões competitivos. O país já superou os Estados Unidos e a Europa em números de pós-graduação. A partir de 2016, os chineses construíam o equivalente a quase uma universidade por semana!
Além da cultura do comprometimento e do trabalho (trabalho importa!), a educação focada em ciência, tecnologia, engenharia e matemática produz os resultados que levam ao genuíno desenvolvimento econômico e social. Em 2013, 40% dos graduados chineses terminaram o curso em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, mais do que o dobro da participação em instituições americanas. Evidente que nada acontece por acaso. Esses graduados são parte integrante da capacidade para o enfrentamento dos novos tempos e do desenvolvimento e da maior prosperidade chinesa.

Por aqui, a mentalidade é outra. Os jovens são "clientes" das instituições de ensino, em que o foco parece estar na ideologização e na sexualização das crianças, seguramente em detrimento do essencial ensino "duro" de disciplinas fundantes como português, ciências e matemática.

Tristemente, caro mestre Puggina, o custo Paulo Freire tem sido demasiado...