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JOGO DE BRAÇO ENTRE A GM E O GOVERNO

por Percival Puggina. Artigo publicado em

 A indústria automobilística amplia seus negócios à base de incentivos fiscais concedidos por municípios, estados e pela União. Agora é a GM que está buscando incentivos tributários junto ao governo federal, depois de ameaçar abandonar o mercado latino-americano. Paulo Costa, membro da equipe de Paulo Guedes respondeu de modo absolutamente alinhado com a orientação do governo: “Se precisar fechar a fábrica, fecha”.

 Incentivos fiscais foram parte do câncer que se instalou na economia brasileira, desequilibrando a livre concorrência, prejudicando as receitas públicas e retardando o desenvolvimento tecnológico, a produtividade, a qualidade, a economicidade e o design que devem estar entre as principais vertentes da receita das empresas, em especial no setor automobilístico.

A frase do membro da equipe do ministro Paulo Guedes, certamente falando pela cartilha dele, vale por uma aula de lógica. Se uma empresa precisa de recursos públicos para operar, então, ela não é viável e deve, mesmo, encerrar suas atividades. Não é razoável que empresas chantageiem sucessivamente os governos em nome em nome dos empregos que geram.

Certamente, nos próximos meses, haverá um jogo de braço em relação a esse assunto. Mas o realmente desejável é que se concretize a redução de imposto que consta da agenda do governo. Por esta via, toda a economia será beneficiada, ninguém privilegiado e mais empregos serão criados.