MARGARET SANGER E SUA PLANNED PARENTHOOD

Jorge Abeid, PhD

04/05/2021

 

 Jorge Abeid, PhD

 

A esquerda de tempos em tempos nos proporciona  gratuitamente um espetáculo hilário em sua narrativa "politicamente correta".

 Muito bem, a indústria do aborto nos USA tem como carro-chefe uma ONG chamada Planned Parenthood que perdeu a mesada do governo federal nos anos Trump e a recuperou no primeiro dia do desgoverno demoniocrata de Joe Biden.

Planned Parenthood foi fundada em cerca de 1916 por uma tal Margaret Sangers. A esquerdopatia Americana tinha até dias atrás  nessa figura diabólica um sacrossanto ícone da  indústria do aborto, ao ponto de: 

- nomear  seu escritório matriz em New York com o  nome de sua fundadora;

- Premiar Hillary Clinton com o :  Margaret Sanger's Award

Até que, um desavisado, pesquisando a vida de sua heroína, descobre algo que... (nem nos mais agradáveis sonhos conservadores se poderia  imaginar uma pérola desse quilate).

Sente-se por favor se estiver de pé:

Margaret Sangers era eugenista, racista, NAZISTA, isso mesmo NA-ZIS-TA e, vai embora não, tem mais:

Dentro do melhor estilo de sua doutrina fundou a entidade: Planned Parenthood  com o  objetivo de:  esterilizar a população negra dos Estados Unidos entre outros que tais.

 E agora?  que horror  Tiraram rapidinho a placa com o nome de sua fundadora na sede do diabólico Planned Parenthood.  

  1. Jorge Abeid é brasileiro, engenheiro e empresário no Canadá.

*      Conteúdo extraído do artigo de Dinesh D'Souza:  “Margaret Sanger's  Racist Legacy”  da edição de 02 de maio de 2021 do Epoch Times, edição canadense. 

**     O original em inglês do artigo do conceituado intelectual, escritor, cineasta e comentarista político indiano que vive nos EUA pode ser lido aqui: https://www.theepochtimes.com/margaret-sangers-racist-legacy_3788467.html.

NOTA DO EDITOR DESTE SITE:

As ideias de Margaret Sanger eram terríveis e assim reconhecidas pela própria instituição que fundou. Mas a instituição continua fazendo as mesmas coisas para as quais sua defenestrada fundadora a criou. E isso também é um escândalo.

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UM NINHO DE COBRAS CRIADAS

Percival Puggina

30/04/2021

 

 

Percival Puggina

 

Os diálogos travados entre o presidente Omar Aziz e o relator Renan Calheiros, e de ambos com a minúscula base do governo, mostram uma situação original. Como regra quase geral, CPIs confrontam pontos de vista divergentes. E não é de outra natureza essa da Covid constituída no Senado Federal. Quando isso acontece, o presidente da comissão é de uma banda e o relator é de outra.

No entanto, o que se viu até agora e o que se verá nas próximas semanas, é um baião de dois em que Omar e Renan dançam de rosto colado por interesses comuns. Entre eles está o de causar o maior dano possível ao governo federal e à corrente de opinião que o levou ao poder desarticulando as organizações criminosas – as famosas orcrim – que esfolavam o país ao longo das últimas décadas.

A mesa dos trabalhos, viu-se, opera contra o governo em duas direções. Em uma, quer assinar, carimbar e selar a narrativa oposicionista de que o Brasil é o único lugar no mundo onde o vírus não existiria nem faria vítimas não fosse o governo. (Sim, eles têm os grandes meios de comunicação para respaldá-los nisso) Em outra, a mesa e a maioria do plenário, querem salvar a pele de governadores, prefeitos e senadores corruptos, tirando de foco seus crimes e levando mais holofotes para onde eles sempre estão apontados, o governo federal e o presidente.

Os prontuários do presidente e do relator são de causar espanto em qualquer delegacia de área conflagrada. Quando os líderes e o presidente do Senado negociam essa comissão e essa mesa diretora dos trabalhos, fica nítido o vale-tudo, o despudor e o desrespeito da Casa para consigo mesma e para com a sociedade brasileira.

 

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O SACRIFÍCIO PARA COMPRAR PÃO EM CUBA

Fernando Doar Ochoa, em CubaNet

27/04/2021

 

Fernando Doar Ochoa

 HOLGUÍN, Cuba.- A confeitaria da padaria Doñaneli na cidade de Holguín abre às 8h30 da manhã, mas a partir da véspera seus clientes começam a organizar a fila.

Quando Raquel Reyes, uma aposentada de 71 anos, chegou às 5 da tarde, pensou que era uma das primeiras, mas se enganou: estava fazendo o número 27. “Os seis na minha frente marcaram para três ou quatro. Eu também faço o mesmo, meu marido, meus dois filhos e dois netos vão comprar comigo ”, conta a CubaNet.

A falta de alimentos devido à crise alimentar que atravessa o país torna o pão um ingrediente necessário na mesa cubana, algo que o pão padrão de 80 gramas por pessoa do mercadinho não resolve. A escassez aguda de farinha tem limitado a venda de produtos associados a essa matéria-prima. Já é "normal" encontrar  cartazes "Sem farinha, sem pão até segunda ordem" pendurados nas portas desses estabelecimentos.

As quatro padarias da cidade de Holguín que oferecem os pães liberados não conseguem atender a demanda. A venda foi restringida à taxa de dois pães de crosta dura por pessoa, um suprimento insuficiente que obriga a família a deixar a casa em desafio ao coronavírus. “Para que o pão chegue à família temos que marcar para todos”, confessa Raquel.

Sua nora, após o expediente, virá ocupar lugar na fila às 9 da noite, e depois seu filho fará isso às onze. “Organizamos as programações para proteger a fila”, diz Raquel. A senhora cumpre o último turno e volta para casa para fazer as tarefas domésticas.

Há clientes que ligam tarde da noite. Victor Reyes chegou às 12h30 da madrugada. Naquela hora, havia apenas três pessoas. Um deles ficou com ele por um tempo. Ansioso por cumprir seu tempo e ir para casa descansar depois de um árduo dia de trabalho, parecia a Victor que o tempo não passava. Ele se sentou no degrau da frente da loja e iniciou uma conversa banal com seu companheiro. Victor mal conseguia manter os olhos abertos, o cansaço estava começando a afetar seu corpo.

 “Estou aqui para garantir o lanche dos meus dois filhos”, diz Victor. Já passava das 2 da manhã quando conseguiu,finalmente, ir pra sua casa.

De madrugada a fila é um desafio: os clientes são expostos a uma multa policial de 2.000 pesos por violar o toque de recolher - medida para evitar a propagação do coronavírus - ou a bandidos que atacam com faca na mão aproveitando a solidão do momento.

No entanto, o desafio de fazer fila para levar pão ou outras mercadorias para casa é mais forte do que qualquer risco. “Holguín é uma cidade que não dorme, ao amanhecer você encontra pessoas na fila: deitadas sobre papelão nas calçadas para comprar motocicletas ou higiene pessoal nas lojas do MLC; para as caixas de charutos que serão vendidas na adega ou em um bar da cidade; ou assim para comprar pão ”, diz Leonardo Sánchez, um jovem que se“ surpreendeu ”na fila às 4 da manhã.

“Tenho que ficar até as 7h30 da manhã. Se eu for embora, alguém pode vir com o pretexto de que não havia ninguém e abrir outra fila e todo o sacrifício de muita gente se perder ”, diz Sánchez.

Às 7 da manhã chega o revezamento de Leonardo, que, apesar de não ter dormido a manhã toda, decide ficar para comprar. “É um sacrifício que deve ser passado para comer pão”, diz o jovem em tom consolador.

Tudo acontece numa calma aparente, mas com a aproximação da hora da venda, a rua se transforma em uma colméia de gente que vai aumentando progressivamente até obstruir o trânsito de uma das principais artérias da cidade.

As buzinas dos carros pedindo passagem não param. Um pedicab quase atropela uma mulher que parece um pouco deslocada.

Na hora da abertura, alguém que se propõe a organizar a fila é ignorado. “Isso é por prazer, é melhor esperar o organizador oficial do governo”, respondem.

A multidão é tão grande que muitas vezes os clientes esquecem o coronavírus e não mantêm distanciamento social. Uma situação que dois agentes “anti-fila” designados pelo governo mal conseguem controlar.

 “Não se aglomere, vá para a calçada, mantenha distância”, repetem incessantemente os organizadores da fila, que costumam ameaçar chamar a polícia.

A linha se estende por quase três quarteirões e com o passar do tempo a multidão cresce. Em repetidas ocasiões, há altercações entre pessoas que defendem seu lugar na fila.

Para a maioria, a espera pode levar até uma hora. Os clientes costumam reclamar de vendedores lentos. “Eles não têm pressa porque têm um salário e um horário fixo.

Todos os dias cerca de trinta pessoas ficam sem comprar. “A solução aqui é entrar na fila do dia anterior, se não ficar sem pão. Mas na minha idade isso é difícil para mim ”, diz um homem que não conseguia levar para casa a comida desejada.

As avaliações também apontam para a qualidade. “É um pão velho com pouco azeite no preparo, mas temos que comprar porque é o único. Não existe competição entre as padarias, estamos à mercê dos vendedores. Você pega ou passa fome ”, diz Mario Miranda, um homem que comprou depois de mais de uma hora na fila.

 

Publicado originalmente em CubaNet.org, no dia 22/04/2021

Tradução do editor do site.

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JURISTA IVES GANDRA E A CONDENAÇÃO DE LULA

Percival Puggina

23/04/2021

Percival Puggina

 Em longa entrevista sobre o caso Lula e o STF, publicada na Gazeta do Povo no dia 21 deste mês, o conhecido jurista Dr. Ives Gandra da  Silva Martins, ao falar sobre a competência do foro de Curitiba e a culpabilidade do réu Lula, disse:

Essa decisão concreta, nós tivemos um juiz que examinou exclusivamente provas, que foi o juiz Sérgio Moro, para condenar o [ex-]presidente Lula. Não entro a discutir valores, juízo de valor, do [ex-]presidente Lula. Quero analisar exclusivamente o processo. Por estar em férias, eu li aquela sentença de 200 e poucas páginas. Uma sentença que examina exclusivamente fatos e condena a base de fatos. O argumento da incompetência do foro já fora alegado naquele momento e reiterado junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que, também, decidiu não aceitar a incompetência de foro, eliminou a preliminar, afastou a preliminar, e aumentou a condenação exclusivamente à base dos fatos que lá estavam. Isso foi para o STJ. Os mesmos argumentos da incompetência de foro. E o STJ decidiu que não havia incompetência de foro e que ele foi condenado à base exclusivamente das provas que lá estavam. Isso foi para o Supremo Tribunal Federal, e o Supremo Tribunal Federal não aceitou a incompetência de foro e declarou que o presidente, evidentemente, teria que ser condenado em decorrência daquelas provas.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/ives-gandra-martins-entrevista-stf-partido-oposicao/

Comento

Fico feliz por ver tão respeitada e ilustre personalidade do ambiente jurídico nacional afirmar algo que venho sustentando desde que o STF decidiu que Curitiba não era o foro adequado para julgar Lula. Para essa decisão, o STF deu cavalo de pau em tudo que fora feito até agora naqueles processos. Supõe-se que novos foros para diversos réus e condenados serão designados pelos ditadores togados que assumiram a República.

Como bem disse acima Ives Gandra, contrariando o que em seu voto afirmou o ministro Alexandre O Pequeno, como o alcunhou o jornalista Fernão Lara Mesquita, não foi esta a primeira vez que o STF tratou desse assunto. A mudança de opinião, digo eu, cumpre a agenda política do Supremo, cujo Rasputin mato-grossense diz ser o único órgão Judiciário que não se deteriorou com a Lava Jato.

O Brasil, mais uma vez, pensa o oposto.

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GILMAR MENDES E A REALIDADE PELO AVESSO

Percival Puggina

20/04/2021

Percival Puggina

Bojana Danilovic, moça sérvia de 29 anos, moradora de Uzice, escreve e lê de cabeça para baixo. Transcrevo o que foi  relatado a respeito pelo G1: “Quando Bojana vê um objeto, ele é invertido na retina, que fica no fundo do olho. Seu cérebro, então, deveria reposicionar a imagem, para deixá-lo na direção correta – só que isso não acontece”. Ela diz ser “a única pessoa no mundo a apresentar esse tipo de transtorno”.

No Brasil, temos um ministro do Supremo que sofre de problema semelhante na interpretação dos fatos. Em recente entrevista ao Estadão, o ministro – pasme, leitor! – afirmou que “a Operação Lava Jato provocou um ‘colapso’ no Judiciário, atingindo da primeira instância até o Superior Tribunal de Justiça (STJ). E acrescentou que essas instâncias sucumbiram a ‘pressões políticas’ da força-tarefa que comandou a operação em Curitiba. “O STJ não cumpriu adequadamente seu papel”, repreendeu ele.

Você agora está liberado para rir o quanto quiser diante de tamanho descolamento da realidade. Foi tudo ao contrário do que o ministro afirmou e eu, até em benefício dele mesmo, gostaria que fosse, de fato, resultado de um distúrbio de percepção.

Não obstante, por demanda de seu espaçoso amor próprio, o ministro tenta emplacar uma narrativa. E o faz afirmando, diante da repulsa nacional ao ativismo do STF, que todo o Poder Judiciário Federal anda de passo errado enquanto só ele e quem com ele, anda de passo certo.

A sociedade assiste estarrecida ao empenho com que o STF aparelhado pelo PT destrói a credibilidade da Corte. Lê estarrecida uma entrevista em que tamanha negação da realidade é dita e passa batida. Triste Supremo! Triste jornalismo! Este último, não só assistiu como transmitiu a inteira sessão em que a Corte decidiu anular as ações contra Lula. Como podem comprar tão barato a afirmação de que era aquela a primeira vez que o Supremo examinava a questão da competência da 13ª Vara Federal de Curitiba para casos da Lava Jato?

Não vão me enlouquecer! Não foi isso que ouvi de Edson Fachin  e não foi isso que ouvi de Rosa Weber quando votavam. Ambos referiram a "evolução das percepções" na Segunda Turma! O assunto era velho dentro do Supremo. A inacreditável decisão da semana passada revelou a face oculta de um Brasil das trevas, que volta a imergir na noite escura de nossas instituições.

O ministro, e quem pensa como ele, deveria ler o artigo publicado em Zero Hora do último fim de semana pelo digno e douto desembargador Luís Alberto Thompson Flors Lenz, do TRF-4 (que julga os recursos da Lava-Jato). O texto termina com esta afirmação: “A Lava-Jato não vem sendo desconstituída por suas falhas e eventuais equívocos, e sim pelos seus incontáveis acertos, principalmente em defesa de um país minimamente digno”.

* Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

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BIDEN QUER “EMPACOTAR” A SUPREMA CORTE

Joel B. Pollak

15/04/2021

Leio em Breitbart News

Joel B. Pollak

Os democratas vão apresentar um projeto de lei na quinta-feira para preencher a Suprema Corte ampliando o número de juízes de nove para treze, com as quatro novas vagas a serem providas imediatamente pelo presidente Joe Biden e pelo Senado controlado pelos democratas.

A proposta vem menos de uma semana depois de o presidente Biden assinar uma ordem executiva criando uma comissão para estudar a questão de saber se a Suprema Corte deveria ser ampliada. A comissão é chefiada por partidários democratas. No entanto, a ala mais à esquerda alertou que a comissão poderia ser usada para frustrar as mudanças desejadas, em vez de promovê-las.

Os democratas começaram a falar em empacotar a Suprema Corte depois que o juiz Brett Kavanaugh foi confirmado em 2018. Biden, certa vez, rejeitou a ideia, mas moveu-se para a esquerda no assunto, como fez em muitos outros. Ele se recusou a declarar sua posição até o final da campanha presidencial de 2020, após a confirmação da ministra Amy Coney Barrett, quando propôs a comissão.

Expandir a Suprema Corte para 13 juízes daria aos juízes liberais uma maioria nominal de 7-6. O Congresso pode definir o tamanho da Suprema Corte sem uma emenda constitucional, embora o último presidente que tentou empacotar a Suprema Corte, Franklin Delano Roosevelt, tenha se oposto a seu próprio partido.

Seu esforço é visto pelos historiadores como uma grosseira tomada de poder - mas que convenceu o Tribunal a parar de derrubar sua legislação do New Deal e permitir que os poderes do governo aumentassem.

Joel B. Pollak is Senior Editor-at-Large at Breitbart News

Comento

No Brasil, após as primeiras escaramuças travadas entre o governo e o STF, quando ficou visível a animosidade da Corte para com o presidente da República,  muitos pensaram na necessidade de retornar as aposentadorias para a anterior idade de 70 anos. Outros, cogitaram em limitar a 10 anos o tempo dos mandatos. Simultaneamente, os novos ministros não mais seriam de livre indicação do presidente, mas uma comissão de juristas indicaria três nomes à escolha do presidente. Outros, por fim, pensaram também nessa hipótese que, agora, seduz o presidente norte-americano. Ele tem em seu desfavor uma Corte de perfil conservador.

Aqui, até mesmo pensar nessas coisas que lá têm nome – chama-se “empacotar” o Tribunal – era considerado “golpe”. Aqui, tratava-se de “desempacotar” o pacote petista. Lá, Biden se prepara para fechar seu pacote esquerdista com um laço de fita azul, nomeando quatro novos membros para a Corte.

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