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O PRINCÍPIO DA DESINDEXAÇÃO

por Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico. Artigo publicado em

Por Gilberto Simões Pires

DESINDEXAÇÃO
Ontem, em conversa com jornalistas, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que está estudando a possibilidade do novo governo vir a propor uma forma de DESINDEXAR OS GASTOS PÚBLICOS, através de um GATILHO que seria acionado a partir do momento em que o TETO DOS GASTOS DO GOVERNO, estabelecido pelo ORÇAMENTO DA UNIÃO, atinja o seu limite.

GATILHO
Na prática, o acionamento deste proposto, saudável e muito interessante -GATILHO-, que ainda está em fase de estudo preliminar, permitirá que o governo fique DESOBRIGADO de CORRIGIR -PELA INFLAÇÃO-, os GASTOS COM SALÁRIOS E BENEFÍCIOS DA PREVIDÊNCIA, principalmente.

PASSO IMPORTANTE
Se esta prática conseguir ser aprovada (isto depende da aprovação de 308 deputados e 49 senadores), o Brasil estará, enfim, dando um passo importante para, quem sabe, acabar de vez com este monstrengo chamado INDEXAÇÃO, que já deveria ter sido eliminado.

PIB CAI E GASTOS COM PESSOAL SOBE

Enquanto o PIB brasileiro CAIU quase 9% nos últimos anos, os GASTOS COM PESSOAL do Setor Público brasileiro (união, estados e municípios) SUBIRAM de forma exponencial. Um esclarecedor levantamento feito pelo economista Ricardo Bergamini, baseado exclusivamente em números oficiais diz isto claramente. Eis:

RELAÇÃO GASTOS COM PESSOAL/PIB
1- em 2002 os gastos com pessoal consolidado (união, estados e municípios) foi de 13,35% do PIB, representando 41,64% da carga tributária que era de 32,06%.
2- em 2017 esta despesa atingiu 15,90% do PIB, ou seja, crescimento real em relação ao PIB de 19,10% representando 49,20% da carga tributária de 2016, que foi de 32,38%.

CÂNCER

Guedes, que no meu entender agiu com cuidado para não provocar os mais resistentes, disse que o acionamento do -GATILHO- é um "ato extremo" para colocar as despesas do governo em queda. Segundo ele e o resto do planeta Terra, o excesso de gastos é o maior problema da economia e coloca o País na "armadilha do baixo crescimento".
Só lamento que Guedes tenha encerrado o assunto admitindo que a partir do momento em que o TETO DOS GASTOS volte a ser respeitado, a INDEXAÇÃO pode voltar. Pena. No meu entender este câncer deveria ser extirpado definitivamente.