Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

“Para as esquerdas brasileiras, o socialismo não fracassou; é apenas um sucesso mal explicado.”

Roberto Campos

"Pois é assim que o suicídio de uma nação se inicia: quando o sentimentalismo prevalece sobre a razão."

 

Roger Scruton

"É uma ideia tipicamente socialista considerar o ganho como um defeito. Eu penso que o verdadeiro defeito é ter perdas."

 

Winston Churchill

 

"Ninguém se lembraria do Bom Samaritano se ele só tivesse boas intenções. Ele possuía também dinheiro."
  

Margaret Thatcher

 

"A economia não lida com coisas e objetos materiais tangíveis, trata dos homens, suas ações e propósitos.“

 

 

Ludwig Von Mises

 

"Há um limite em que a tolerância deixa de ser virtude."

 

Edmund Burke

 

"No Brasil, a virtude, quando existe, é heroica, porque tem que lutar com a opinião e o governo."

 

José Bonifácio

 

"O melhor programa social é o trabalho."

Ronald Reagan

 

.”Uma vez que se privou o homem da verdade, é pura ilusão pretender torná-lo livre." 

S. João Paulo II

 

"Um estranho fanatismo preenche nossos dias: o ódio fanático contra a moral, especialmente contra a moral cristã."

 

Gilbert Keith Chesterton


Artigos do Puggina

Percival Puggina

17/04/2021

 

Percival Puggina

 

A forma como se desenvolve uma eleição não é questão instrumental, meramente técnica. É parte essencial do rito democrático.

No final dos anos 80 e início dos 90, fiscalizei locais de votação e mesas de apuração de votos. Mobilizavam-se milhões de pessoas em todo o país para operarem as sessões eleitorais e a contagem. Outro tanto era indicado pelos partidos para as tarefas de fiscalização. Aquela trabalheira chancelava o pleito, criava um ambiente de transparência e responsabilidade, envolvia partidos e seus filiados. Dava visibilidade ao valor de cada sufrágio.

Hoje o ato eleitoral é estéril. A votação é blindada. O eleitor sabe o que votou, mas não sabe se o que votou foi parar dentro da urna. A fiscalização ficou impossível e as auditorias são meramente simbólicas. Pasteurizaram nosso voto. Jogaram-no numa batedeira eletrônica.

O aprimoramento desse quadro tem encontrado barreira na atitude dos ministros do STF. Como se fosse dever de ofício, protegem o sistema como é, irretocável porque supostamente perfeito. Ao tratarem do assunto, valem-se de argumentos de autoridade. Conduta comum, aliás, a muitos ministros da Corte, que julgam ter com a verdade e o saber uma insuperável relação de intimidade.

O ministro Roberto Barroso, numa entrevista ao UOL sobre voto impresso, afirmou, irônico, que “tem gente que tem horror a coisas que dão certo”.  Fico tentado a dizer que tem gente com horror a ser contestado. Parcela imensa dos eleitores não confia num sistema em que não pode verificar se o digitado é o que vai para a urna. Quando a maquineta emite o sinal de votação concluída, o voto do eleitor se desmaterializa. É virtualmente incinerado! O produto final do aparelho incinerador é uma lista com a soma aritmética dos votos obtidos por candidatos na sessão eleitoral – o chamado Boletim de Urna.

Alemanha, Holanda e Índia  rejeitaram esse tipo de urna pelo motivo óbvio de não permitir recontagem de votos. A Bélgica usa urnas com impressora do voto individual. A resposta à objeção passa, mais uma vez, pelo argumento de autoridade. Por que recontar se a máquina contou e ela conta certo? Se jamais se comprovou fraude? Com esse argumento vaporoso, damos como “coisa que deu certo” um sistema rejeitado por democracias mais sólidas e estáveis do que a nossa.

Nossa urna é dita perfeita porque não há um único erro comprovado desde sua primeira utilização em 1997. Mas como comprovar erro se não é possível contar voto?

Na mesma entrevista ao UOL, o ministro Roberto Barroso afirmou que o sistema é auditável do primeiro ao último passo e argumentou que cada BU pode ser examinado por qualquer cidadão para conferir se a lista que a urna imprimiu confere com os números de seu output para totalização. Que espécie de conferência é essa? Quase uma comparação de algo consigo mesmo. Não, ministro! A conferência dos votos continua sendo valiosa para eleitores e para quem disputa o pleito. Os que exercem o direito de votar e os candidatos querem a certeza de ter bem contados os votos dados e recebidos.

Secreto é só o voto do eleitor. Todo o resto deveria ser público, ainda que possa demorar um pouco mais. A agilidade nunca foi uma virtude das democracias.

* Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

 

Percival Puggina

16/04/2021

Percival Puggina

 

Ao longo de minha vida acompanhei o trabalho de inúmeras CPIs. Onde havia cobertura jornalística, havia teatro, gritaria, disputa por protagonismo e holofotes. Os exemplos de trabalho produtivo são raros. Estes, que me lembre, não tinham objetivos que afetassem os hormônios da política. Atinham-se a questões de interesse do setor privado.

Haverá, agora, uma CPI de grande motivação política e, supostamente ao menos, de impacto eleitoral. Haverá mais jornalistas do que senadores. Ela é, na prática, uma criação da mídia militante. Há mais de ano essa mídia  atribui ao governo cada morte de brasileiro acometido pela covid-19. Em sua estreita perspectiva, o grande vilão é o governo federal. Não é o vírus e não são as comorbidades. É o governo. Seu alvo é o presidente.

Trata-se de um sarcasmo fúnebre, sem paralelo, até agora, nas democracias ocidentais. Contudo, é uma acusação insistente e continuada, obediente às regras do nazista Goebbels, o repetitivo propagandaminister, colhendo os resultados previstos. Mesmo países com mais óbitos devidos à covid-19 por milhão de habitantes reproduzem em seus noticiários essa imagem danosa do nosso país. Todos estão mal, mas o Brasil é o problema...

As dificuldades para lidar com o vírus são globais. Cientistas continuam aprendendo sobre ele e suas mutações. Em toda parte, os surtos da pandemia se sucedem após rápidos recuos. Há países que já estão se havendo com a quarta onda. Tratamentos precoces, isolamentos (ou lockdowns) são adotados por uns e desaconselhados por outros. Idem em relação a certas vacinas que, depois de aplicadas, ora têm as bulas alteradas para apontar novas contraindicações, ora são aceitas ali e rejeitadas acolá. Só não falta vacina nos quatro países que as fabricam em grandes laboratórios. O Brasil é o quinto que mais vacina. A demanda por insumos é mundial e há escassez.

Apesar de tudo e de tanto, genocídio, mesmo, só no vocabulário ardiloso de demagogos brasileiros de tribuna, teclado e microfone. Muitos deles, aliás, defensores de formas de governo e de governantes efetivamente genocidas, que já fizeram mais de cem milhões de vítimas ao longo da história.

É assim que nasce uma CPI e se instala uma crise. Não por que houvesse necessidade dela para resolver problemas concretos, mas por ser considerado politicamente indispensável criá-la. “Por quê?”, perguntará o leitor. Porque após um ano sendo repetida ao modo nazista, sem produzir o efeito desejado, é preciso autenticar essa narrativa que põe a culpa no governo federal. Afinal, não foi essa, também, a finalidade da Comissão da Verdade? Não foi criada entre os perdedores para carimbar sua versão política dos acontecimentos?

Como haverá mais jornalistas do que senadores a cada sessão da comissão, vai ter holofote para todo mundo. Veremos teatro e pastelão, como atos preparatórios do ambicionado golpe. Punto e basta.

*   Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

13/04/2021

Percival Puggina

 

 

         A pergunta lançada como um grito por Bento XVI ao visitar o campo de extermínio de Auschwitz em 2006 ecoa 15 anos mais tarde diante dessa versão moderna da peste representada pela covid-19. Onde estava Deus quando permitiu o surgimento desse vírus que mata, enferma, esgota recursos materiais e financeiros, fecha igrejas, destrói empregos, joga bilhões de homens livres em prisão domiciliar? Lembro que a pergunta profundamente humana de Bento XVI foi estampada em todos os jornais e replicada em todos os idiomas. Causava certo desconforto, espécie de cheque mate teológico aplicado às pessoas de fé. Até, claro, pararmos para pensar.  

ento XVI é um ser humano sujeito às nossas mesmas angústias e inquietudes. Ele não fala com Deus todos os dias através do celular. Quem ainda não se interrogou sobre o silêncio de Deus? Quem, perante a dor, o sofrimento e a aflição, já não clamou pela interferência direta do Altíssimo?

         O paciente Jó, sofredor sempre fiel, nos fornece antigo exemplo bíblico desses brados da nossa débil natureza, que soam e ressoam através das gerações. A manifestação de Bento XVI, que ele mesmo chamou de grito da humanidade, foi humilde e reiterada expressão dessa mesma humanidade. Nem mesmo Jesus escapou a tão inevitável contingência: “Pai! Por que me abandonaste?”.

         É fácil imaginar, igualmente, a presença divina atuando nos incontáveis gestos de solidariedade que, por certo, ocorrem em situações assim. Ativo no coração dos que o amam, ali age o Deus de todas as vítimas, consolo dos que sofrem, esperança dos aflitos e destino final dos seus filhos. Age entre os que rezam pelo fim da pandemia e entre os cientistas que escrutinam o vírus. Age nas equipes de saúde, e quando os braços, ali, querem tombar de cansaço e desânimo. Age entre os que consolam quantos perderam entes queridos. Age entre os incontáveis atos de assistência às famílias de doentes e desempregados. Age no heroico empenho de tantos empreendedores para manter suas empresas e seus postos de trabalho.

 A nós, claro, pareceria mais proveitoso um Deus que atuasse como gerente supremo dos eventos humanos, intervindo para evitar quaisquer males, retificando a imprudência dos homens, proclamando verdades cotidianas em dizeres escritos com as nuvens do céu, fazendo o bem que não fazemos, a todos santificando por ação de seu querer e pela impossibilidade do erro e do pecado.

Nesse paraíso terrestre, nada seria como é e nós não seríamos como somos. Não haveria cruz, nem Cristo. Não haveria lágrimas, nem dor. Tampouco morte, ou vida. É o imenso respeito divino à nossa liberdade que configura a existência humana como tal e nos concede o direito de bradar aos céus. No entanto, tão rapidamente quanto Deus nos ouve, ouve-nos nosso próprio coração.

Aprendamos com as lições da história, da ciência, da razão, do amor e da prudência. Aprendamos com o que acontece quando o materialismo, o relativismo e os totalitarismos, frios como aço, investem na concretização de seus projetos de poder. Eles jamais abandonam o tabuleiro das opções e seus males sempre se fazem sentir.

* Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

BIDEN QUER “EMPACOTAR” A SUPREMA CORTE

Joel B. Pollak

15/04/2021

Leio em Breitbart News

Joel B. Pollak

Os democratas vão apresentar um projeto de lei na quinta-feira para preencher a Suprema Corte ampliando o número de juízes de nove para treze, com as quatro novas vagas a serem providas imediatamente pelo presidente Joe Biden e pelo Senado controlado pelos democratas.

A proposta vem menos de uma semana depois de o presidente Biden assinar uma ordem executiva criando uma comissão para estudar a questão de saber se a Suprema Corte deveria ser ampliada. A comissão é chefiada por partidários democratas. No entanto, a ala mais à esquerda alertou que a comissão poderia ser usada para frustrar as mudanças desejadas, em vez de promovê-las.

Os democratas começaram a falar em empacotar a Suprema Corte depois que o juiz Brett Kavanaugh foi confirmado em 2018. Biden, certa vez, rejeitou a ideia, mas moveu-se para a esquerda no assunto, como fez em muitos outros. Ele se recusou a declarar sua posição até o final da campanha presidencial de 2020, após a confirmação da ministra Amy Coney Barrett, quando propôs a comissão.

Expandir a Suprema Corte para 13 juízes daria aos juízes liberais uma maioria nominal de 7-6. O Congresso pode definir o tamanho da Suprema Corte sem uma emenda constitucional, embora o último presidente que tentou empacotar a Suprema Corte, Franklin Delano Roosevelt, tenha se oposto a seu próprio partido.

Seu esforço é visto pelos historiadores como uma grosseira tomada de poder - mas que convenceu o Tribunal a parar de derrubar sua legislação do New Deal e permitir que os poderes do governo aumentassem.

Joel B. Pollak is Senior Editor-at-Large at Breitbart News

Comento

No Brasil, após as primeiras escaramuças travadas entre o governo e o STF, quando ficou visível a animosidade da Corte para com o presidente da República,  muitos pensaram na necessidade de retornar as aposentadorias para a anterior idade de 70 anos. Outros, cogitaram em limitar a 10 anos o tempo dos mandatos. Simultaneamente, os novos ministros não mais seriam de livre indicação do presidente, mas uma comissão de juristas indicaria três nomes à escolha do presidente. Outros, por fim, pensaram também nessa hipótese que, agora, seduz o presidente norte-americano. Ele tem em seu desfavor uma Corte de perfil conservador.

Aqui, até mesmo pensar nessas coisas que lá têm nome – chama-se “empacotar” o Tribunal – era considerado “golpe”. Aqui, tratava-se de “desempacotar” o pacote petista. Lá, Biden se prepara para fechar seu pacote esquerdista com um laço de fita azul, nomeando quatro novos membros para a Corte.

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TUDO PELO PODER, E DANE-SE O BRASIL!

Percival Puggina, com conteúdo do Diário do Poder

14/04/2021

Percival Puggina

 

Leio no Diário do Poder

Ao atingir a marca de 32 milhões de doses de vacinas aplicadas, o Brasil imunizou o equivalente à soma de toda a população de três países europeus: Bélgica, Portugal e República Tcheca.

Os europeus são elogiados pelo combate à pandemia, mas têm número proporcional de mortes maior que o do Brasil.

Na rica Bélgica, morreram 2.021 pessoas a cada milhão de habitantes. No Brasil o número é de 1,6 mil. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Se a campanha brasileira de imunização fosse realizada na Austrália, por exemplo, todos os 25 milhões de habitantes teriam recebido uma dose.

Os tchecos têm o segundo pior resultado do mundo: 2,6 mil por milhão. Em Portugal, foram 1,6 mil mortes para cada 1 milhão de habitantes.

No quesito mortes por milhão de habitantes, o Brasil é o 15º do mundo, também atrás de Itália, Reino Unido e Estados Unidos.

Comento

Há 36 anos aprendi com o amigo e mestre Prof. Cézar Saldanha Souza Júnior que, no presidencialismo, como o presidente da República é Chefe de Estado e Chefe de Governo, o amor à pátria frequentemente cede à política do momento. Assim, causar dano à imagem do país e depreciá-lo é entendido como dano ao governante que precisa ser derrotado. E a comunicação social vira uma sinistra operação de disiformation.  Em virtude desse fenômeno, mesmo com o time canarinho em campo, sempre há quem torça contra o Brasil.

Desde o resultado eleitoral de 2018, está escancarada a campanha contra a imagem interna e externa de nosso país, proporcionada por brasileiros inconformados, com apoio de companheiros e camaradas de aquém e de além-mar.

A grande mídia militante jamais dirá que o Brasil submeteu suas decisões de compras de vacinas aos cuidadosos protocolos da Anvisa.  E jamais relacionará a isso os percalços que os produtos de alguns laboratórios estão enfrentando em diversos países em virtude das urgências comerciais e políticas. Há 15 países onde a mortalidade por milhão é maior do que no Brasil, mas só aqui é o governo e não a doença que mata. Só não falta vacina nos países fabricantes, mas, dizem, o Brasil só não tem mais vacinas disponíveis por culpa do governo. E a crise política se instala não porque exista, mas porque é preciso que ela se instale.

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Nota de esclarecimento

Brasília (DF), 07/04/2021 - O Ministério da Defesa (MD) informa que a matéria "Hospitais das Forças Armadas reservam vagas para militares e deixam até 85% de leitos ociosos sem atender civis", publicada em 6 de abril, no portal da Folha de S. Paulo, contém graves manipulações, incorreções, omissões e inverdades, que levam o leitor à completa desinformação. 

Ao contrário do que induz o título da matéria, a grande maioria dos hospitais militares está com quase todos os leitos de UTI ocupados. Na realidade, muitos hospitais militares têm frequentemente removido pacientes para outras regiões para evitar o colapso. Assim como os hospitais civis, a situação varia de acordo com cada região. Os números são críticos e evoluem diariamente.

 A reportagem deliberadamente usou dados de hospitais pequenos, com poucos leitos, recursos limitados e de alguns que sequer possuem UTI.

No caso do Exército, a matéria afirmou que os leitos clínicos estão ociosos nos hospitais em Florianópolis-SC, Curitiba-PR, Marabá-PA e em Juiz de Fora-MG. No entanto, a reportagem omitiu que os leitos de UTI, dessas mesmas unidades, estão totalmente ocupados. No Paraná, no Pará e na Zona da Mata Mineira a ocupação é de, respectivamente, de 117%, 133% e 500%. Em Santa Catarina, não há leitos de UTI.

No caso da Força Aérea, o Esquadrão de Saúde de Guaratinguetá, também alvo da reportagem, está instalado dentro de uma escola de formação da FAB. Ele possui sete leitos de enfermaria Covid-19 para atender 3.000 militares, sendo que desse total 1.300 alunos estudam em regime de internato. Já os esquadrões de saúde de Curitiba-PR e de Lagoa Santa-MG possuem, respectivamente, seis e 13 leitos de enfermaria. Ressalta-se que essas unidades não dispõem de estrutura para internação de longa permanência e também não possuem disponibilidade de UTI.

A matéria mostra ainda todo o seu viés, tendencioso e desonesto, ao mencionar que as Forças Armadas “contrariam os princípios da dignidade humana e violam o dever constitucional do Estado de oferecer acesso à saúde de forma universal”. O jornalista deliberadamente ignora e omite todas as ações que as Forças Armadas vêm realizando há mais de um ano, em apoio abnegado à população brasileira, desde o início da pandemia.

O sistema de saúde das Forças Armadas possui caraterísticas específicas para atender militares que estão na linha de frente, atuando em todo o território nacional, nos inúmeros apoios diuturnos, como transporte de material, insumos, e, agora na vacinação dos brasileiros. A reportagem omitiu também que os hospitais militares não fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e que atendem 1,8 milhão de usuários da família militar (militares da ativa, inativos, dependentes e pensionistas), em sua maioria idosos, que contribuem de forma compulsória todos os meses para os fundos de saúde das Forças Armadas.

Mesmo com seu sistema de saúde fortemente pressionado, com carência de recursos e de pessoal, os profissionais de saúde militares também estão fortemente engajados nas Operações Covid-19 e Verde Brasil-2. As Forças Armadas seguem atendendo à população civil, especialmente as comunidades indígenas e ribeirinhas, tanto na Amazônia como no Pantanal, realizando evacuação de pacientes nas regiões mais críticas, transportando toneladas de oxigênio, medicamentos e suprimentos, transportando, montando e operando hospitais de campanha, além de, em parceria com a academia e com a indústria, fabricando respiradores.

Apesar de os dados do HFA e dos hospitais militares estarem disponíveis para acesso público na internet, a matéria insinua que há falta de transparência. Mesmo após a pasta ter respondido a todas as informações solicitadas dentro do prazo acordado, a reportagem ignorou que os leitos dos hospitais são operacionais e de alta rotatividade. Logo, ocupados tanto por pacientes com Covid-19, quanto por pacientes oncológicos e em pós-operatório.

Este Ministério sempre se colocou à disposição para informar e responder prontamente a todos os questionamentos demandados por esse veículo no que tange ao combate à Covid-19. Entretanto, a reportagem optou por buscar um viés claramente negativo em um assunto de tamanha relevância para a sociedade brasileira neste momento em que todos os esforços estão concentrados no combate ao novo coronavírus.

O MD lamenta que assunto de tamanha gravidade seja objeto de matéria que induz a sociedade brasileira à desinformação.

Reiteramos que as Forças Armadas atuam na atual pandemia, com extrema dedicação, no limite de suas capacidades, sempre com total transparência e prontidão, preservando e salvando vidas.

Centro de Comunicação Social da Defesa (CCOMSOD)
Ministério da Defesa

 

 

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LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

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Fato Comentado

 

Percival Puggina

 

Parece não haver registro de que a frase “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é”, tenha sido dita por Lênin. E realmente, essa frase, em Lênin não faz sentido. O líder bolchevique não precisava dela, pois a política era dispensável no regime que instaurou. Os adversários da sua revolução eram eliminados. A Lênin bastava citar Robespierre e implantar o “terror sem o qual a virtude é impotente”, frase que apreciava muito. E estávamos conversados.

Seus sucessores mundo afora, tendo que se haver, ao menos provisoriamente, com os meandros da política, é que criaram a frase. Não? Bem, se não a criaram, ouviram-na, gostaram e passaram a aplicar. Quanto a isso não resta dúvida alguma.

O mais recente exemplo foram as manifestações ocorridas há bem poucos dias, de modo simultâneo e em toda parte: “O presidente prepara um autogolpe!”.

            Naquele exato momento, falou alto em mim o aprendizado dos anos: estão preparando um golpe e acusando o adversário. E ele está em curso, vindo de todos os lados ao mesmo tempo. Tem agenda, cronograma e operadores que trabalham na respeitável e honrada máquina do Estado brasileiro. Só não vê quem não quer, só silencia quem concorda.

  • Percival Puggina
  • 17 Abril 2021

Percival Puggina

 

Recebo, de Cuba Decide, cópia da seguinte comunicação:

  • Os protestos públicos tornam inegável a vontade de mudança dos cubanos, mas o regime continua a reprimir e negar a participação dos cidadãos. Em 16 de abril, o Partido Comunista quer consolidar a mudança de fraude. Cuba vive uma crise profunda, a mobilização tem que ser de todos e agora, unidos no propósito de alcançar a fraudulenta política cambial.
  •  O congresso do PCC não pode decidir o futuro da nação porque #CubaEsDeTodos. Por isso, os promotores de Cuba Decide convidam a todos, especialmente sua organização ou meio de comunicação, a promover conjuntamente a realização da seguinte ação em Cuba.

Em sequência, pede aos cubanos para, às 20:32min de 15 de abril, emitirem sinais de luz, simbolizando um protesto massivo à falta de liberdade, representação democrática da oposição e participação popular na vida da ilha.

Comento

Observem que a situação descrita, apesar de bizarra, apesar de já levar mais de 60 anos, apesar de nesse período não ter produzido uma economia que se sustente, uma democracia e um líder político que não seja desprezivelmente totalitário, consegue contar com apoio de partidos políticos brasileiros. É óbvio que tais partidos, com tais admirações, são perigosos e não devem receber votos de democratas de quaisquer vertentes políticas e ideológicas.  

É exatamente um regime comunista que querem implantar no Brasil? Não sei. Mas me fala de tuas reverências e companhias, e eu te direi se te convido a jantar com minha família.

  • Percival Puggina
  • 15 Abril 2021

 

Percival Puggina

 

         Durante quase dois dias consecutivos, os ministros do STF dissertaram sobre os perigos da pandemia, a necessidade de minimizar os contatos  entre as pessoas e a imprescindível sujeição das igrejas às regras que determinassem seu fechamento. Era tão importante torná-las inacessíveis, por perigosas, que o leque de impedimentos constitucionais ficou fechado sobre as mesas e arejou apenas os votos dos ministros Dias Toffoli e Nunes Marques.

         Nunca foi dito, mas, de certo modo, entre as arengas e as realidades dispersas no país, fluía a noção de que as atividades religiosas presenciais eram supérfluas ou potencialmente perigosas.

         A decisão foi festejada pela mídia militante que exaltou o elevado discernimento de que se revestiu e que se refletiu no dilatado placar de 9 votos a favor do lockdown religioso.

         Não passaram 24 horas da votação e cá no Rio Grande do Sul o governo decidiu que a partir de segunda-feira (12/04) as igrejas poderão abrir entre as 5 horas e as 22 horas, ou 20 horas, respectivamente, nos dias de semana e nos fins de semana.

         Alguns dos mais expressivos monumentos que já visitei na Europa são obras votivas que comemoram o fim da peste e registram a memória de suas vítimas. Destaco, entre outras, a belíssima Pestsäule de Viena, a Coluna da Peste em Kremnica (Eslováquia), a Cappella della Piazza de Siena e a Basilica di Santa Maria della Salute, em Veneza.

         Claro que para os doutos de toga do STF, a oração comunitária pelos enfermos, pelos mortos, pela saúde, as missas, a eucaristia, os sacramentos, os cultos, são irrelevantes produtos de confeitaria sentimental pendentes da bênção do Estado. Isso, claro, só não é assim quando, solenemente, casam as próprias filhas...

         Aqui no RS, ao menos, toda a discurseira jurídico-epidemiológica de quinta-feira, virou pó na reunião local do dia seguinte.

  • Percival Puggina
  • 11 Abril 2021

Leio no Portal Brasil Livre (1)

 

A Universidade de Oxford quer “descolonizar” o currículo, por exemplo, chamando à música clássica “música branca da era dos escravos”, revela o Telegraph.

Telegraph examinou documentos internos da universidade de língua inglesa mais antiga do mundo, segundo os quais os professores criticam o currículo por “cumplicidade com o nacionalismo branco”. Os conferencistas criticam a música de Mozart, Beethoven e outros compositores clássicos como “música branca da era dos escravos” e consideram que ela faz parte da “supremacia branca”. O sistema de notação musical (escrita musical com pentagrama, claves, semibreves etc.) deve ser reformado, dizem eles, porque faz parte do “sistema colonialista de representação”. A notação musical que não “sacudiu as suas ligações com o passado colonial” é uma “bofetada na cara” para alguns estudantes de música.

As habilidades musicais clássicas como tocar piano ou reger orquestras não deveriam mais ser obrigatórias, pois “favorecem estruturalmente a música branca” e, portanto, “causam grande sofrimento aos alunos negros”. 

Comento

Era só questão de tempo para que o fenômeno chegasse à música clássica, transformada em som dos vilãos opressores.  Não estamos mais diante da insuperável produção musical daqueles tempos e de uma coletânea de talentos nunca mais superados. Não estamos mais a nos perguntar quais os fatores que convergiram para sua produção. Não estamos mais a vasculhar os pentagramas em busca de suas harmonias. Não!

Agora, sob a égide do marxismo cultural, estamos “impondo um sofrimento” aos não brancos com tais estudos e imposições sonoras. A mediocridade se encontra com a ideologia. E ninguém aparece para dizer que essa falcatrua ideológica é proposta e/ou imposta por gente branca porque maldade não tem cor, ignorância não tem cor, mistificação não tem cor. E ganância por supremacia política não tem cor, seu moderador é de natureza ética e essa ética está sendo desconstruída.

 Sim, essa falcatrua mata a cultura para destruir seus valores e se apoderar de uma sociedade inteira.

(1)   A excelente matéria que motivou este comentário deve ser lida e está no Portal Brasil Livre, em https://portalbrasillivre.com/a-teoria-critica-racial-penetrou-na-universidade-de-oxford-a-musica-classica-e-muito-branca/

  • Percival Puggina, com conteúdo do Portal Brasil Livre
  • 05 Abril 2021

 

Percival Puggina

 

Amigo que mora no Canadá escreveu-me há dois dias fazendo um pedido. Ele pretendia presentear sua tia com a assinatura de um jornal diário, brasileiro, de notícias nacionais e internacionais, impresso.  Queria minha indicação porque fazia questão de um veículo que não seguisse a cartilha esquerdista dominante no mainstream. Depois de horas de consulta entre amigos jornalistas e cientistas políticos, realmente surpreso, cheguei a um resultado igual a zero. O que ele quer, não existe.

Relatei as consultas feitas e conclui informando-o: “Lamento, meu caro, mas nosso país está assim”.

Agora, recebo dele e-mail com o seguinte teor:

O Brasil não está só nesse cenário horroroso. Aqui no Canadá, a revista MacLeans, que eu assino há muitos anos, não chega a ser como as daí, mas não esta longe. Nos USA,  não renovei a assinatura da revista Time, como fazia há 23 anos. Eles continuam me mandando a revista, mas ela dá vontade de vomitar. O Youtube, que era minha fonte de informações, está sendo censurado pesadamente.

Os democratas promoveram a maior fraude da historia do país para eleger um sujeito que não consegue reunir mais do que 15 pessoas e isso não apenas não foi noticia em lugar algum, como qualquer texto que contenha a palavra fraude é brutalmente censurado. A exemplo do que fez o governo petista daí, esse atual democrata está ressuscitando o racismo. O jornal Epoch Times que era a única leitura impressa confiável até agora, em sua edição de 03 de marco de 2021 traz um artigo de um certo Michael Zwaagstra, professor de high school, denunciando a seguinte pérola:

"No inicio deste ano o Departamento de Educação do Estado de Oregon (nas mãos dos democratas) enviou e-mail aos professores de Matemática das escolas do Estado solicitando que se inscrevam num curso virtual intitulado: Caminho para um Imparcial Ensino de Matemática. O curso que se denomina Woke Math, ensina professores que corrigir erros em equações e focar em respostas corretas são práticas que perpetuam a white supremacy culture.” 

***

Em junho de 2007 escrevi um artigo sobre certo professor cuja tese de doutorado tratava da necessidade “de conscientizar os futuros professores de matemática de sua tarefa como intelectuais orgânicos a serviço da construção da hegemonia dos excluídos, dos explorados em geral”.

Sem mais palavras, fico pensando naqueles que proclamam seu desânimo, mesmo vendo os resultados colhidos por aqueles que não desanimam.

  • Percival Puggina
  • 26 Março 2021