Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

“Para as esquerdas brasileiras, o socialismo não fracassou; é apenas um sucesso mal explicado.”

Roberto Campos

"Pois é assim que o suicídio de uma nação se inicia: quando o sentimentalismo prevalece sobre a razão."

 

Roger Scruton

"É uma ideia tipicamente socialista considerar o ganho como um defeito. Eu penso que o verdadeiro defeito é ter perdas."

 

Winston Churchill

 

"Ninguém se lembraria do Bom Samaritano se ele só tivesse boas intenções. Ele possuía também dinheiro."
  

Margaret Thatcher

 

"A economia não lida com coisas e objetos materiais tangíveis, trata dos homens, suas ações e propósitos.“

 

 

Ludwig Von Mises

 

"Há um limite em que a tolerância deixa de ser virtude."

 

Edmund Burke

 

"No Brasil, a virtude, quando existe, é heroica, porque tem que lutar com a opinião e o governo."

 

José Bonifácio

 

"O melhor programa social é o trabalho."

Ronald Reagan

 

.”Uma vez que se privou o homem da verdade, é pura ilusão pretender torná-lo livre." 

S. João Paulo II

 

"Um estranho fanatismo preenche nossos dias: o ódio fanático contra a moral, especialmente contra a moral cristã."

 

Gilbert Keith Chesterton


Artigos do Puggina

Percival Puggina

05/05/2021

 

Percival Puggina

 

A mídia militante foi buscar na covid-19 sua casa de armas. Decidiu que o Brasil deveria ficar fora dessa pandemia e que restavam ao vírus duas possibilidades: ou nos tratava com o devido respeito, ou deveria ser espatifado pessoalmente pelo presidente da República com aquela metralhadora imaginária da campanha eleitoral.

Ela, a mídia, assumiu-se como grande reitora das políticas sanitárias do país. Houve momentos em que quis mandar mais do que o STF, imaginem só! Não se espante, não estou inocentando o Supremo. Devo reconhecer, porém, que a Corte, muitas vezes, abre espaço ao contraditório. Tal condescendência nada resolve, posto que todos têm opinião formada sobre tudo. Mas o contraditório ao menos fala. Na mídia militante é diferente. O contraditório é relegado ao mutismo. O divergente é lobo solitário, exército de um homem só. Eu vivi isso.

Vão encontrar alvos para atingir o governo? Claro que sim. Certa feita, ouvi de uma jornalista do PT que “se o adversário não tem rabo a gente põe”. E se a CPI não consegue pôr, a mídia militante põe. Ela está com sangue nos olhos. Segundo ela, Mandetta comprometeu Bolsonaro. Ao que vi e sei, Mandetta comprometeu Mandetta. Foi ele que primeiro mandou não usar máscaras, depois mandou usar. Orientou para só procurar hospital com febre ou falta de ar. Provocou um esvaziamento de hospitais, UTIs e consultórios durante meses. Firmou inimizade com o tratamento precoce. Para a mídia, porém, na CPI, comprometeu Bolsonaro.

Jamais será reconhecido no foro da comissão e pela mídia militante que (dados de 5 de maio) o Brasil é o 9º país em número de mortes por milhão, o 9º em novas mortes por milhão. E é o 11º no quesito percentagem da população que recebeu apenas uma dose. Tem 2,7% da população mundial e aplicou 4,2% das vacinas disponibilizadas. É o quinto que mais vacinas aplicou. Jamais destacarão o fato de que este último dado o situa atrás, apenas, dos quatro países que as produzem em seus grandes laboratórios – EUA, China, Índia e Reino Unido.

Poderiam os números ser mais elevados? De que jeito? Os países produtores seguiram a regra de Mateus – “Primeiro os meus!” – e vêm utilizando em suas populações 62% das 1,175 bilhão de vacinas produzidas até este momento. Fica fácil, então, presumir o esforço comercial e diplomático para conseguir lugar na parte alta da tabela, bem como perceber o esforço político para ocultar tais informações.

Como brasileiro, particularmente, considero de meu dever louvar a importância da Anvisa e de seus protocolos, que sempre foram fator de tranquilidade da nossa população no consumo interno de vacinas e medicamentos. Ela só não é tão veloz como alguns queriam porque seus técnicos são responsáveis, não obedecem ordens da imprensa e conhecem o alto preço de quaisquer falhas nas autorizações que concedem. Especialmente em relação a algo que vai ser distribuído a toda população do país.

Um dos episódios mais lastimáveis dos últimos meses foi a ordem do ministro Lewandowski para que a Anvisa, em 30 dias decidisse sobre a importação da vacina russa Sputnik V pelo Maranhão. Ora, ministro!

Com sua licença, prezado leitor, vou parar por aqui, pois é hora de assistir o circo montado no Senado Federal.

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

02/05/2021

 

Percival Puggina

 

         “Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que esse é apenas o primeiro passo. É uma maioria de circunstância que tem todo o tempo a seu favor para continuar sua sanha reformadora." (Joaquim Barbosa, quando o plenário retirou dos réus do mensalão a pena por formação de quadrilha).

         Quem acompanhou como eu o surgimento do PT desde a trincheira oposta não pode se surpreender com o resultado dessa obra política quando consegue uma cadeira do STF. Menos ainda se ocupa, ali, várias cadeiras. Finalmente, formado um “coletivo” amplamente majoritário, é só esperar o estrago. Ele se tornará cada vez mais audacioso e arbitrário. Como uma espécie de MST institucional, não respeitará cerca nem divisa com os outros poderes e tratará como inimigo quem pensa diferente.

         E são dezenas de milhões os que pensam diferente!  Exatamente por serem tantos, por nunca terem visto tantos inimigos em seu miniuniverso, membros do nosso STF adotam, a torto e a direito, a clássica conduta birrenta e autoritária do petismo quando antagonizado.

O presidente da República, por exemplo, é um que pensa diferente. Seus eleitores pensam diferente. Para tornar a desgraça ainda maior, aconteceu em nosso Supremo que os ministros mais antigos, anteriores ao PT e ao PSDB, aderiram ao mesmo ativismo e protagonismo.

         Anote aí este presságio e guarde em alguma gaveta que retenha anotações importantes, para posterior fact-checking: o pior ainda está por vir porque o domínio das ideias de esquerda no ensino de Direito é sufocante. Há tempos, as carreiras jurídicas de Estado vêm sendo ideologicamente tomadas em proporções alarmantes e o cenário não parece reversível sequer a médio prazo. Mas essa é outra história.

         O que nos interessa aqui são os rompantes que surgem a toda hora, com a expedição de ordens contra o Executivo e o Legislativo. Nada mais parecido com o PT. Alegam os ministros que o STF só “age se provocado”. Entendo, entendo. A simples presença de alguém “à direita” no Palácio do Planalto já é provocação suficiente para o “coletivo” do outro lado da praça.

         O STF legado pelo PT é petismo com “data venia”, mas com a mesma perda de limites, a mesma irrazão. Nos anos imediatamente anteriores a 2018, a sociedade percebeu não apenas que estava sendo roubada, como lhe demonstrava a Operação Lava Jato, mas estava, também, sendo submetida a uma lavagem cerebral para lhe subtrair princípios, valores, liberdade de pensamento e expressão, amor à pátria, unidade nacional – enfim, que lhe impunham um cortejo de males.

         Essas duas constatações elegeram Bolsonaro e levaram o STF a interferir nos outros poderes como nunca fez nos longos anos destrambelhados do petismo no poder.

         O STF mandou o governo realizar o Censo este ano. Não fazê-lo é inconstitucional. Não o realizar em 2020 não era inconstitucional. Em 2021 passou a ser. Por quê? Porque o Congresso garfou o dinheiro do censo e o STF do petismo perdeu, há muito, o rumo do bom senso. Há que preservar a “sanha reformadora”.

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

 

Percival Puggina

29/04/2021

 

Percival Puggina

 

Ah, essas duras realidades sociais, políticas e econômicas! É dureza ser uma sociedade esmurrada pelos fatos como acontece no Brasil. Estevão Pinheiro, com seu humor ácido, construiu uma frase aplicável à nossa situação: “Depois de as coisas irem de mal a pior, começa o ciclo de novo”. Ponderemos objetivamente a situação.

Pergunto: nosso panorama social é desolador porque as pessoas não querem viver em melhores condições, ganhar mais, trabalhar mais, cuidarem melhor de si mesmas, dependerem menos do Estado? Socorre-nos, aqui, o humor do argentino Quino e sua personagem Susanita, nas tirinhas da Mafalda, quando diz algo mais ou menos assim: “Não sei o que passa na cabeça dos pobres. Como se não bastasse ganharem pouco, ainda consomem artigos de má qualidade”.

Susanita está errada, claro. Os pobres se dariam melhor na vida se a economia tivesse um crescimento mais acelerado, com maior geração de postos de trabalho. Segundo Ronald Reagan, esse é o melhor programa social do mundo.

Então, pergunto: a economia anda lentamente porque falta gente para trabalhar, por que falta aos empresários vontade de ganhar dinheiro, porque o mercado não quer comprar o que produzimos? Claro que não. A economia vai mal por causa da política, com sua sequela de males: instabilidade, décadas de gasto público constantemente superior às receitas inconstantes (imprudente criação de despesas permanentes). Vai mal porque a Constituição de 1988 pretendeu criar num país pobre, por força de lei, um Estado de bem estar social. Vai mal por causa do gigantismo do aparelho estatal. Vai mal por falta de sintonia entre os objetivos que mobilizam os poderes de Estado e os de seu soberano – o povo brasileiro,

O fato que me traz a este artigo é a súbita percepção de que o aparelho estatal como um todo, os poderes e a administração pública nos três níveis da Federação colonizaram o povo brasileiro. Subsistem do extrativismo que exercem sobre os recursos que a sociedade produz. Esse monstro tem vida própria e subordina a sociedade ao seu querer graças a um escancarado complô entre o Congresso Nacional eleito em 2018 e essa sequela do petismo em que se transformou o outrora digno e respeitável Supremo Tribunal Federal.

Então, na minha perspectiva, se a causa de nossos problemas tem nome e endereço conhecidos, é para ali que devem convergir as ações corretivas. Não faltam obstáculos a essa tarefa. Os grandes mecanismos influenciadores das opiniões e das condutas sociais são os que atuam no plano da cultura, dos meios de comunicação, da Igreja e das escolas em todos os níveis de ensino. E esses, como se sabe, estão aparelhados pelos “progressistas” inimigos do progresso, agentes de nosso atraso. Todos eles, cada um a seu modo, nos colonizaram.

 De nada valerá qualquer ação que chegue ao endereço errado. Preservar o modelo institucional, a regra do jogo político, significa manter o colonialismo do Estado sobre os cidadãos e seus bens e... aguardar um novo ciclo para ir de mal a pior.

* Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

           

           

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

MARGARET SANGER E SUA PLANNED PARENTHOOD

Jorge Abeid, PhD

04/05/2021

 

 Jorge Abeid, PhD

 

A esquerda de tempos em tempos nos proporciona  gratuitamente um espetáculo hilário em sua narrativa "politicamente correta".

 Muito bem, a indústria do aborto nos USA tem como carro-chefe uma ONG chamada Planned Parenthood que perdeu a mesada do governo federal nos anos Trump e a recuperou no primeiro dia do desgoverno demoniocrata de Joe Biden.

Planned Parenthood foi fundada em cerca de 1916 por uma tal Margaret Sangers. A esquerdopatia Americana tinha até dias atrás  nessa figura diabólica um sacrossanto ícone da  indústria do aborto, ao ponto de: 

- nomear  seu escritório matriz em New York com o  nome de sua fundadora;

- Premiar Hillary Clinton com o :  Margaret Sanger's Award

Até que, um desavisado, pesquisando a vida de sua heroína, descobre algo que... (nem nos mais agradáveis sonhos conservadores se poderia  imaginar uma pérola desse quilate).

Sente-se por favor se estiver de pé:

Margaret Sangers era eugenista, racista, NAZISTA, isso mesmo NA-ZIS-TA e, vai embora não, tem mais:

Dentro do melhor estilo de sua doutrina fundou a entidade: Planned Parenthood  com o  objetivo de:  esterilizar a população negra dos Estados Unidos entre outros que tais.

 E agora?  que horror  Tiraram rapidinho a placa com o nome de sua fundadora na sede do diabólico Planned Parenthood.  

  1. Jorge Abeid é brasileiro, engenheiro e empresário no Canadá.

*      Conteúdo extraído do artigo de Dinesh D'Souza:  “Margaret Sanger's  Racist Legacy”  da edição de 02 de maio de 2021 do Epoch Times, edição canadense. 

**     O original em inglês do artigo do conceituado intelectual, escritor, cineasta e comentarista político indiano que vive nos EUA pode ser lido aqui: https://www.theepochtimes.com/margaret-sangers-racist-legacy_3788467.html.

NOTA DO EDITOR DESTE SITE:

As ideias de Margaret Sanger eram terríveis e assim reconhecidas pela própria instituição que fundou. Mas a instituição continua fazendo as mesmas coisas para as quais sua defenestrada fundadora a criou. E isso também é um escândalo.

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UM NINHO DE COBRAS CRIADAS

Percival Puggina

30/04/2021

 

 

Percival Puggina

 

Os diálogos travados entre o presidente Omar Aziz e o relator Renan Calheiros, e de ambos com a minúscula base do governo, mostram uma situação original. Como regra quase geral, CPIs confrontam pontos de vista divergentes. E não é de outra natureza essa da Covid constituída no Senado Federal. Quando isso acontece, o presidente da comissão é de uma banda e o relator é de outra.

No entanto, o que se viu até agora e o que se verá nas próximas semanas, é um baião de dois em que Omar e Renan dançam de rosto colado por interesses comuns. Entre eles está o de causar o maior dano possível ao governo federal e à corrente de opinião que o levou ao poder desarticulando as organizações criminosas – as famosas orcrim – que esfolavam o país ao longo das últimas décadas.

A mesa dos trabalhos, viu-se, opera contra o governo em duas direções. Em uma, quer assinar, carimbar e selar a narrativa oposicionista de que o Brasil é o único lugar no mundo onde o vírus não existiria nem faria vítimas não fosse o governo. (Sim, eles têm os grandes meios de comunicação para respaldá-los nisso) Em outra, a mesa e a maioria do plenário, querem salvar a pele de governadores, prefeitos e senadores corruptos, tirando de foco seus crimes e levando mais holofotes para onde eles sempre estão apontados, o governo federal e o presidente.

Os prontuários do presidente e do relator são de causar espanto em qualquer delegacia de área conflagrada. Quando os líderes e o presidente do Senado negociam essa comissão e essa mesa diretora dos trabalhos, fica nítido o vale-tudo, o despudor e o desrespeito da Casa para consigo mesma e para com a sociedade brasileira.

 

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O SACRIFÍCIO PARA COMPRAR PÃO EM CUBA

Fernando Doar Ochoa, em CubaNet

27/04/2021

 

Fernando Doar Ochoa

 HOLGUÍN, Cuba.- A confeitaria da padaria Doñaneli na cidade de Holguín abre às 8h30 da manhã, mas a partir da véspera seus clientes começam a organizar a fila.

Quando Raquel Reyes, uma aposentada de 71 anos, chegou às 5 da tarde, pensou que era uma das primeiras, mas se enganou: estava fazendo o número 27. “Os seis na minha frente marcaram para três ou quatro. Eu também faço o mesmo, meu marido, meus dois filhos e dois netos vão comprar comigo ”, conta a CubaNet.

A falta de alimentos devido à crise alimentar que atravessa o país torna o pão um ingrediente necessário na mesa cubana, algo que o pão padrão de 80 gramas por pessoa do mercadinho não resolve. A escassez aguda de farinha tem limitado a venda de produtos associados a essa matéria-prima. Já é "normal" encontrar  cartazes "Sem farinha, sem pão até segunda ordem" pendurados nas portas desses estabelecimentos.

As quatro padarias da cidade de Holguín que oferecem os pães liberados não conseguem atender a demanda. A venda foi restringida à taxa de dois pães de crosta dura por pessoa, um suprimento insuficiente que obriga a família a deixar a casa em desafio ao coronavírus. “Para que o pão chegue à família temos que marcar para todos”, confessa Raquel.

Sua nora, após o expediente, virá ocupar lugar na fila às 9 da noite, e depois seu filho fará isso às onze. “Organizamos as programações para proteger a fila”, diz Raquel. A senhora cumpre o último turno e volta para casa para fazer as tarefas domésticas.

Há clientes que ligam tarde da noite. Victor Reyes chegou às 12h30 da madrugada. Naquela hora, havia apenas três pessoas. Um deles ficou com ele por um tempo. Ansioso por cumprir seu tempo e ir para casa descansar depois de um árduo dia de trabalho, parecia a Victor que o tempo não passava. Ele se sentou no degrau da frente da loja e iniciou uma conversa banal com seu companheiro. Victor mal conseguia manter os olhos abertos, o cansaço estava começando a afetar seu corpo.

 “Estou aqui para garantir o lanche dos meus dois filhos”, diz Victor. Já passava das 2 da manhã quando conseguiu,finalmente, ir pra sua casa.

De madrugada a fila é um desafio: os clientes são expostos a uma multa policial de 2.000 pesos por violar o toque de recolher - medida para evitar a propagação do coronavírus - ou a bandidos que atacam com faca na mão aproveitando a solidão do momento.

No entanto, o desafio de fazer fila para levar pão ou outras mercadorias para casa é mais forte do que qualquer risco. “Holguín é uma cidade que não dorme, ao amanhecer você encontra pessoas na fila: deitadas sobre papelão nas calçadas para comprar motocicletas ou higiene pessoal nas lojas do MLC; para as caixas de charutos que serão vendidas na adega ou em um bar da cidade; ou assim para comprar pão ”, diz Leonardo Sánchez, um jovem que se“ surpreendeu ”na fila às 4 da manhã.

“Tenho que ficar até as 7h30 da manhã. Se eu for embora, alguém pode vir com o pretexto de que não havia ninguém e abrir outra fila e todo o sacrifício de muita gente se perder ”, diz Sánchez.

Às 7 da manhã chega o revezamento de Leonardo, que, apesar de não ter dormido a manhã toda, decide ficar para comprar. “É um sacrifício que deve ser passado para comer pão”, diz o jovem em tom consolador.

Tudo acontece numa calma aparente, mas com a aproximação da hora da venda, a rua se transforma em uma colméia de gente que vai aumentando progressivamente até obstruir o trânsito de uma das principais artérias da cidade.

As buzinas dos carros pedindo passagem não param. Um pedicab quase atropela uma mulher que parece um pouco deslocada.

Na hora da abertura, alguém que se propõe a organizar a fila é ignorado. “Isso é por prazer, é melhor esperar o organizador oficial do governo”, respondem.

A multidão é tão grande que muitas vezes os clientes esquecem o coronavírus e não mantêm distanciamento social. Uma situação que dois agentes “anti-fila” designados pelo governo mal conseguem controlar.

 “Não se aglomere, vá para a calçada, mantenha distância”, repetem incessantemente os organizadores da fila, que costumam ameaçar chamar a polícia.

A linha se estende por quase três quarteirões e com o passar do tempo a multidão cresce. Em repetidas ocasiões, há altercações entre pessoas que defendem seu lugar na fila.

Para a maioria, a espera pode levar até uma hora. Os clientes costumam reclamar de vendedores lentos. “Eles não têm pressa porque têm um salário e um horário fixo.

Todos os dias cerca de trinta pessoas ficam sem comprar. “A solução aqui é entrar na fila do dia anterior, se não ficar sem pão. Mas na minha idade isso é difícil para mim ”, diz um homem que não conseguia levar para casa a comida desejada.

As avaliações também apontam para a qualidade. “É um pão velho com pouco azeite no preparo, mas temos que comprar porque é o único. Não existe competição entre as padarias, estamos à mercê dos vendedores. Você pega ou passa fome ”, diz Mario Miranda, um homem que comprou depois de mais de uma hora na fila.

 

Publicado originalmente em CubaNet.org, no dia 22/04/2021

Tradução do editor do site.

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LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

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Fato Comentado

 

Percival Puggina

 

         Não preciso descrever o comportamento francamente faccioso da mídia militante brasileira. É algo escancarado. Nesta segunda-feira, por exemplo, Zero Hora abre espaço para matéria sobre as manifestações de sábado. Conseguiu a proeza de apresentar duas imagens sem que qualquer delas envolvesse as manifestações propriamente ditas. Uma é de Brasília tomada quando o presidente desceu a rampa do Palácio do Planalto e um grupo numeroso se enfileirou para saudá-lo, como é habitual. (Nada tinha a ver com a manifestação propriamente dita, de grande vulto, que ocorria noutro lugar). a Outra foto era de Porto Alegre e mostrava alguns veículos na ponta de uma carreata acontecida pela manhã. Simplesmente ocultou aos leitores a grande manifestação ocorrida à tarde, no Parcão.

         Isso acontece todo dia, o tempo inteiro, na quase totalidade dos principais meios de comunicação do país. Perdeu a linha e o prumo um jornalismo que desdenha os fatos e despreza a inteligência e a capacidade de percepção de seu público.

  • Percival Puggina
  • 03 Maio 2021

Leio em CubaNet 

Uma multidão de cubanos enfrentou a polícia do regime ao meio-dia desta sexta-feira na calle Obispo, rua central de Habana, exigindo o fim da repressão e a favor dos direitos de Luis Manuel Otero Alcántara e de todos os cubanos.

O protesto, ocorrido por volta de uma hora da tarde na esquina de Obispo e Aguacate, foi desencadeado após a violência dos uniformizados contra vários ativistas que decidiram manifestar-se pacificamente por respeito aos direitos civis enquanto denunciavam o perigo que corre a vida de Luís Manuel Otero em seu sexto dia de greve de fome e sede.

Nas imagens, uma multidão de cubanos é vista em torno de vários policiais e agentes da Segurança do Estado, que tentavam conter os ativistas.

Uma testemunha conta que, abraçados, os ativistas se recusaram a ser presos, e diante da violência exercida por um dos agentes, as pessoas se manifestaram em apoio aos demandantes.

Diante do avanço popular, os repressores tentaram forçar os ativistas a entrar em viaturas, mas a população interveio entre gritos de "não os espanquem" e "Pátria e Vida". A polícia se distanciou do excesso perpetrado por dois agentes da segurança do Estado, que foram particularmente violentos com alguns dos manifestantes.

Depois de várias tentativas malsucedidas de colocá-los nas viaturas, os repressores foram forçados a chamar reforços.

Dois veículos tipo Van, vários carros patrulha e polícia motorizada chegaram ao local para tentar concluir as detenções e dispersar a multidão que fazia fila na loja "La Francia", uma das muitas lojas autorizadas a vender em dólares, aumentando o público inquietação antes de um movimento profundamente impopular.

Os ativistas foram presos e levados embora. Até o momento de escrever esta nota, seu paradeiro é desconhecido.

*      Publicado originalmente em CubaNt, no dia 1º de maio.

**    Assista ao vídeo aqui: https://youtu.be/tCTNvEVxGQM

***  Tradução do editor do site.

Comento

Fatos assim, com protestos populares e enfrentamento à polícia, são novidade nas ruas de Havana. Como regra, os cubanos temem a polícia e à violência policial. Afinal, já levam 62 anos disso e operando em todos uma cultura de medo e respeito condicionado.

Suponho que a esquerda brasileira aplauda as ações policiais, aborreça-se com as reações populares (que devem estar “a serviço dos interesses ianques”...) e não veja a hora de voltar ao poder aqui para dar uma força financeira ao regime de lá.

  • CubaNet
  • 01 Maio 2021

Percival Puggina

 

Uma coisa dessas só acontece no Brasil e sob a lona do circo montado no Congresso Nacional. A CPI da Covid vai contra tudo que a observação cotidiana  me mostrou desde que o Centrão se formou durante o processo constituinte finalizado em 1989.

 Faço essa afirmação porque, no decorrer dos últimos meses, o governo federal formou com o Centrão uma tão sorridente quanto farta e sequiosa base de apoio. Franqueou-lhe acesso às presidências da Câmara e do Senado, ministérios, fundações, cargos e outras regalias de que se faz a política sob a lona circense do parlamento nacional.

A partir daí, pense comigo. Certo mocinho enfezado de um partido nanico, que faz mais política no STF do que no Senado, resolve forçar a criação de CPI com o objetivo de produzir mais incômodos ao governo e mais combustível para o incêndio promovido pela mídia militante. O Centrão nem tenta brecar a iniciativa da oposição minoritária. Formada a comissão,  – surpresa geral! –, a maioria de seus membros é oposicionista. Ou seja, a minoria cria uma CPI na qual se revela majoritária e seu presidente, supostamente governista, indica o notório Renan Calheiros para presidi-la.

Ora, se o Centrão majoritário não apoiar o governo neste ano de 2021, não será no ano que vem, com a eleição nacional e as eleições estaduais no foco das decisões partidárias, que irá produzir esse apoio.

Faço estas observações porque nas eleições do ano que vem, o foco dos  eleitores conscientes deve mirar não só a esquerda tóxica, mas incluir na faxina democrática os negocistas do Centrão.

  • Percival Puggina
  • 28 Abril 2021

Percival Puggina

É como se dissessem: “Brasil abaixo de tudo; nosso poder acima de todos”.

Vinte e quatro governadores brasileiros enviaram carta ao presidente dos EUA propondo ações conjuntas entre os governos estaduais do Brasil e o governo norte-americano com vistas a ações no meio ambiente.

Não há qualificativo que sirva a quem não respeita o próprio país, atropela a soberania nacional, despreza nossa história e as sucessivas gerações de brasileiros que asseguraram nossas fronteiras, defenderam nosso litoral, respeitaram e amaram, “com fé e orgulho a terra em que nasceram”.

Não reconheço como exercida em minha representação a assinatura do governador Eduardo Leite nesse constrangedor documento. Eu a renego com as forças da minha alma.

Alegam os governadores (os de Rondônia, Roraima e Santa Catarina não aderiram à carta) que o documento não é político e reúne governadores das mais variadas tendências partidárias e ideológicas. Poucos documentos podem ser tão políticos quanto uma carta que, no afã de gerar efeito publicitário e desconstituir a chefia de Estado brasileiro, avança sobre a Constituição Federal. Ela diz ser de competência privativa do presidente da República (art. 84, VIII) “celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional”.

No entanto, saíram os governadores a exibir fundilhos pensando erguer a cabeça, querendo “somar rapidamente capacidade técnica, grandes áreas regeneráveis de terra e governanças locais, com a imensa capacidade de investimentos da economia americana”, viabilizando “ações descentralizadas, em múltiplos pontos do território brasileiro”. E por aí vão, como se fossem caudilhos regionais de uma republiqueta do século XIX.

Quanto mal fazem ao Brasil aqueles para os quais a disputa pelo poder e o desempenho sem limites desse poder, com bênçãos do STF, não tem encontrado limites éticos! É como se dissessem o “Brasil abaixo de tudo; nosso poder acima de todos”.

  • Percival Puggina
  • 25 Abril 2021

Percival Puggina, com matéria do Jornal da Cidade On Line

Leio no Jornal da Cidade On Line

Artigo de Frederico “Fred” Rodrigues no referido jornal informa:

A dedicação da esquerda brasileira em destruir o país parece não ter limites. Na sua busca infinita por criar políticas cada vez mais estúpidas. O bom senso e a realidade passam a ser meros detalhes a serem contornados.

Liderando tudo que há de ruim na nossa política está o PSOL, um partido que se originou com, pasmem, pessoas que achavam que o PT não estava sendo radical o suficiente e hoje, pasmem novamente, consegue ser ainda pior do que quando surgiu.

E não é porque o PSOL não tem cadeiras na Câmara de uma cidade que ele deixaria de tentar atrapalhar a política local também.

Em Goiânia por exemplo, os gênios do “Socialismo e Liberdade” (hahahahaha) resolveram achar uma solução muito peculiar para o que eles julgam ser uma baixa participação das mulheres na política.

O PSOL entrou com ação na Justiça Eleitoral para que o mandato da Vereadora Léia Klebia seja cassado a fim de que a Lei que garante cotas para mulheres na política seja respeitada. Entendeu? Nem eu!

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Comento

O artigo segue as supostas minorias como se fossem, todas, hipossuficientes? Por que, raios, é preciso haver quotas para mulheres, levando os partidos a forçar candidaturas de pessoas que não querem ser concorrer, que não têm aspirações eleitorais, que não farão campanha para si mesmas, apenas para preencher as tais quotas?

No entanto, lutar por medidas que, se bem examinadas, são ofensivas aos grupos supostamente beneficiários, é visto como conduta humanista, “igualitária” e, por isso, justa. Tanto são inadequadas tais políticas que indivíduos pessoalmente beneficiados assumem, de imediato, atitude defensiva, como que a proteger das “suspeitas” alheias, seus próprios méritos e direitos.

Isso em nada contribui para a harmonia social, que só se estabelece através de boa Educação, preparatória para o bom posto de trabalho. No dizer de Ronald Reagan, eis aí a melhor política social.

  • Percival Puggina, com matéria do Jornal da Cidade On Line
  • 21 Abril 2021