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MAIA E O PACOTE ANTICRIME DE MORO

Percival Puggina

 Ao assumir a coordenação política para aprovação da Reforma da Previdência, o presidente da Câmara Rodrigo Maia está, obviamente, excedendo os limites de suas atribuições no poder que preside.

 A tarefa que ele se dispõe a cumprir é própria da liderança do governo. Maia, presidente, é um mediador e um aplicador do Regimento Interno. No entanto, fardou-se e entrou em campo apitando e participando do jogo.
 Com qual intuito? Aparentemente , Rodrigo Maia quer se cacifar. Quer ampliar seu poder do outro lado da rua, ampliando sua influência no governo. Não parece ser de seu feitio jogar em nome do interesse nacional. Cacifar-se para quê, então? Qual o objetivo pessoal do presidente da Câmara dos Deputados?

 Os acontecimentos dos últimos dias parecem evidenciar que Rodrigo Maia quer detonar o Pacote Anticrime apresentado por Sérgio Moro. Ele subiu nas tamancas quando Moro manifestou interesse em que o projeto comece a tramitar logo. Moro falou delicadamente, como é de seu estilo e Maia reagiu com uma indignação que precisa ser escrutinada em busca de sua real motivação.

 Aí, as coisas ficam fáceis de entender. Rodrigo Maia, se pudesse, afogava o pacote de Moro e escondia o cadáver. Ele não pode nem ouvir falar nesse assunto. O “deixa para depois da Previdência” significa cacifar-se para fazer isso mesmo. Os capos da máfia congressual puxam os cordéis de Maia. O pacote de Moro mexe com Caixa 2, inutiliza a recente decisão do STF sobre esse assunto, e cria mecanismos de controle financeiro que complicam a vida das lavanderias de dinheiro. Agora, para ajudar a complicar, criou comissão para analisar o pacote e incluiu Marcelo Freixo (PSOL) e Paulo Teixeira (PT/SP)...