CASO SANTANDER - O ANALISTA, O GOVERNO DILMA E O BANCO


 O que mais chamou a minha atenção nesse episódio não foi que uma análise sobre conjuntura sócio-econômica tenha causado tamanho rebuliço e desconforto nas altas esferas governamentais. Eu sei que essas esferas devem apreciar muito mais as "Análises de Conjuntura" elaboradas pela assessoria da CNBB e publicadas, acriticamente, no site da Conferência. A essas, em algumas edições, só falta pedir um Pai Nosso e três Ave-Marias pela reeleição de Dilma.

 O que me chama a atenção é o fato de um banco ser constrangido, pelo poder do governo central da República, a demitir o analista e a alterar para pior o trabalho de quem que nada mais fez do que analisar o cenário e apontar seu prognóstico. Em outras palavras: o ex-analista do Banco Santander cumpriu seu dever funcional afirmando que os indicadores nacionais que devem ser positivos são descendentes, que os indicadores que devem ser descendentes não param de subir, e que, na manutenção das atuais políticas, a situação só pode piorar. O Santander, pressionado pela repercussão que o governo burramente produziu, afirmou, contra toda realidade, que as coisas vão bem e só podem melhorar.

E viva a mentira, a simulação, a enganação. Afinal, é tempo de eleição e o império da mentira vai fazendo suas vítimas.
 

  • 29 Julho 2014

"Coisas mortas podem seguir com a corrente. Somente coisas vivas podem fazer o oposto".

Não surpreende que um gênio como Chesterton tenha prognosticado, no início do século passado, o quanto serviriam à civilização aqueles que, compreendendo o sentido de suas palavras, se tornassem, no tempo presente, adversários do politicamente correto.

Muitos pensam que essa tentativa de disciplinar a linguagem seja coisa de esquerdista brasileiro, esquisitice de gente como o senhor Nilmário Miranda, que criou a Cartilha do Politicamente Correto, quando ministro do governo Lula. Mas não, o Google mostra a força desse estrupício também nos Estados Unidos, exibindo quase dois milhões de referências à expressão "political correctness", contra 860 mil em língua portuguesa. Nadar contra a corrente exige vitalidade e firmeza de caráter e é por isso que a oposição é tão diminuta no Brasil. Aqui, apesar de tudo que se sabe e se vê, a esquerda invocou para si a correção política, tornando politicamente incorreto, por exemplo, dizer que os movimentos sociais cometem crimes quando eles estão fazendo exatamente isso, ou afirmar que lugar de bandido é na cadeia, ou, mais simplesmente ainda, chamar comunista de comunista.
 

  • 28 Julho 2014

O COMUNISMO SEGUNDO MILLÔR FERNANDES

 

Brilhante a frase do nosso Millôr Fernandes. Se buscarmos os porquês dessa constatação, vamos verificar que o comunismo tem, como ponto de partida, um erro antropológico incorrigível. Ele desconhece a natureza da pessoa humana. Ele precisa de um homem novo, que não é o homem do Evangelho, mas é um homem que se define pelas mutilações que o regime lhe impõe, como muito bem, à luz da Razão, sintetizou Millôr nessa sentença condenatória.

O comunismo exige um tipo humano inexistente na natureza, um tipo humano que aceite ser privado da liberdade, das vocações naturais, dos próprios bens, dos também naturais sentimentos familiares, e que transfira para o Estado a fé que tenha em Deus e em si mesmo. É tão anti-natural e intelectualmente desonesto o comunismo que, após seus sucessivos fracassos ao longo do século 20, raramente se apresenta como o nome próprio.
 

  • 27 Julho 2014

 

O general reformado Hugo Carvajal, ex-diretor de Inteligência Militar e um dos homens mais temidos da Venezuela, foi preso na tarde de quarta-feira no aeroporto internacional Queen Batrix de Aruba, por sua suposta participação em operações de narcotráfico, segundo informa o jornal El Nuevo Herald, de Miami (EUA) em reportagem assinada pelo jornalista Antonio Maria Delgado.

Carvajal, que em 2008 havia sido incluído na lista negra do Departamento do Tesouro norte-americano, por sua suposta participação nas operações de narco-tráfico das FARC, foi detido após chegar à Ilha de Aruba num avião particular.

A detenção ocorreu por solicitação das autoridades norte-americanas, que esperam transferir o prisioneiro ao território norte-americano com a maior brevidade possível.

Segundo fontes consultadas por El Nuevo Herald, Carvajal era uma das engrenagens mais importantes na participação do Exército da Venezuela nas operações de narcotráfico.

“Esta é a jóia de Coroa. Este é o Pablo Escobar desta história”, disse uma das fontes envolvidas na operação que falou sob condição de anonimato.

Segundo a reportagem, o tiranete bolivariano Nicolás Maduro e seus sequazes todos histéricos, enlouqueceram com a notícia, enviando a Aruba uma delegação para tentar livrar o famigerado General Carvajal das garras da justiça americana. Já o diário espanhol ABC salienta que Carvajal controlava tudo em ligação com as FARC e promovia a lavagem de dinheiro por meio da PDVSA, a estatal petroleira venezuelana com é a Petrobras no Brasil.
Transcrevo, por isso, a reportagem completa de El Nuevo Herald no original em español. Carvajal era o homem-forte do finado caudilho Hugo Chávez e de Maduro. Trata-se portanto de peixe bolivariano graúdo.
 

aloisioamorim.blospot.com.br

  • 26 Julho 2014

Embora o senso histórico aponte para um antagonismo entre fascismo e o comunismo, há entre ambos vários pontos de contato: o aniquilamento das oposições (que pode ser obtido pela força ou pelo bloqueio das estruturas sociais e políticas não controladas pelo partido); o dirigismo estatal; a identificação do partido com o Estado e com a Administração; e o empenho em integrar nas estruturas de influência e controle do partido a totalidade das relações econômicas, sociais, políticas e culturais. Mussolini cuidava de desqualificar as instituições democráticas que ainda se atreviam a expressar algum pluralismo. São dele as seguintes palavras: “Oposição a uma nação monolítica é supérflua”. Veja o quanto, ainda que em menor grau, isso tudo está acontecendo no Brasil.

  • 25 Julho 2014

VOOS DE GALINHA

O FMI revisou o crescimento do PIB brasileiro para baixo pela quarta vez neste ano. De acordo com as novas previsões, mais pessimistas do que as do ministro Guido Mantega, a economia nacional crescerá 1,3% neste ano. Já o conjunto dos "emergentes" experimentarão, no período, avançarão entre 4,6% e 5,2%. Bom para eles. Ruim para nós. Afinal, nosso tão decantado surto de desenvolvimento se afirma e reafirma como um sucesso publicitário e um fracasso prático. Avançaremos menos de um terço do que os outros países emergentes conseguirão prosperar.

Mas é claro. Estamos num ano eleitoral e, aparentemente, não é isso que interessa aos brasileiros. O que realmente importa são os favores obtidos com os recursos públicos ou os recursos obtidos com os favores públicos. Dá no mesmo, não é?

Enquanto nos orientarmos por tais critérios, dificilmente alcançaremos a credibilidade e o nível de investimentos públicos e privados necessários para conseguirmos um desenvolvimento econômico que se sustente. Galinhas voam, pouco e baixo. E há quem cacareje êxitos aeronáuticos toda vez que ela está no ar.
 

  • 24 Julho 2014