MP Pró-Sociedade

 

 

A Associação Nacional de Membros do Ministério Público MP Pró-Sociedade, pessoa jurídica de direito privado, de natureza civil sem fins lucrativos, inscrita no CNPJ nº 32.702.301/0001-53 , com sede na Rua Coronel Marciano Rodrigues, 151, sala 11, Centro de Muriaé, Estado de Minas Gerais, CEP 36.880-027, representada por seu Advogado, consoante instrumento de procuração em anexo, vem à presença de Vossa Excelência, requerer a instauração de Inquérito Civil para apurar possível dano moral coletivo ocorrido no último dia 5 de Fevereiro na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Curitiba, Paraná.

Conforme noticiado pela imprensa local, no último sábado uma missa católica foi interrompida em razão de protestos realizados por vereador municipal e outras pessoas na paróquia Nossa Senhora do Rosário, no centro de Curitiba, fato que foi repudiado pela própria Arquidiocese de Curitiba em nota publicada (http://arquidiocesedecuritiba.org.br/2022/02/07/nota-manifestacao-igreja-rosario/)

O fato ocorrido, além de constituir em tese ilícito penal (Art. 208, do Código Penal), configura violação ao direito fundamental de liberdade de culto (CF, Art. 5º, VI), causando possível dano moral coletivo às pessoas que participavam daquela celebração.

Ante o exposto, esta Associação requer a instauração de Inquérito Civil para apurar melhor o fato e os envolvidos nesses fatos.

Brasília, 8 de Fevereiro de 2022.

 

 

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FESTIVAL DE SAN REMO VAI A CUBA

Percival Puggina

08/02/2022

 

Percival Puggina

 

         A ilha de Cuba, há 63 anos, comprova a miséria que o comunismo habitualmente distribui. E lá se ouvem insistentes clamores por liberdade. Seguindo o protocolo “cientificamente comprovado” dos totalitarismos e tiranias, tais ocorrências são silenciadas a paulada e cadeia.

Articulações comerciais do governo atraíram para Havana uma versão além-mar do Festival de San Remo. O evento ocorrerá no mês de abril e vem encontrando fortes resistências da única oposição cubana possível, também ela além-mar.

Melhor do que eu, a nota a seguir (1), publicada no Havana Times descreve a reação de artistas cubanas que vivem fora da Ilha e foram incluídos na programação.

"Esta semana, vários artistas internacionais se retiraram ao saber quem eram os organizadores deste evento que ocorrerá em abril na capital cubana.

Entre os cancelamentos estão os de Alex Ubago, Andy e Lucas e Kalimba, questionados por usuários nas redes sociais sobre sua participação em um evento organizado por Lis Cuesta, esposa do presidente cubano, Miguel Diaz-Canel.

Quase simultaneamente, esses artistas apareceram em seus canais oficiais para alegar que seus agentes desconheciam ser o festival organizado por instituições governamentais cubanas.

Em parte, esse é o custo político do uso de métodos repressivos contra o protesto social que deixou muitas centenas de presos políticos após o 11 de julho.

Música e arte em geral são impossíveis de separar de seu contexto.

Esperamos que, mais cedo ou mais tarde, o público cubano possa desfrutar da arte sem mediações ideológicas e políticas."

A imprensa oficial cubana reagiu com vigor. O evento tem interesse econômico. Manifesta-se em cifras na desejada moeda do imperialismo ianque sem a qual a situação só piora. E o turismo ilhota sofreu com a pandemia tanto ou mais do que no mundo inteiro.

O resultado foi a total politização do festival.  Ou, mas palavras do colunista de Cubanet, Ernesto Pérez Chang: “O que vai ficando do San Remo Cuba parece mais um caso político do que um festival da canção”

Nesse artigo (2), o autor menciona matéria do Granma, que tratou as manifestações contra o evento e o abandono do festival por artistas cubanos já arrolados para participar, como “terrorismo musical”.

Aí está! A esquerda da ilha também tem sua indústria de etiquetas para colar em quem e no quê lhe desagrada. Terrorismo musical!

Como deve ser difícil acreditar, vale a pena ler este pequeno trecho sintetizado do referido artigo. Ele retrata bem o ambiente local.

O conceito de "terrorismo" associado à música é insano, ridículo, não só porque exala ressentimento, frustração, mas também porque é uma "ideia" que só poderia ser gerada como parte de uma brincadeira de apreciação estética. (...) Acontece que o Granma —“órgão oficial do Partido Comunista”— não só o usou de forma ameaçadora contra um grupo de artistas que exercem seu direito de decidir onde e quando sobem ao palco, como teve, também, a audácia de expô-lo sem aspas em manchete (...). Isso não deixa dúvidas sobre a loucura sofrida não tanto por aqueles que escrevem tais notas "jornalísticas", mas por quem lhes ordenou escrevê-las.

A diáspora cubana está em toda parte e os cubanos, em liberdade, prosperam. Associações de cubanos residentes na Itália se uniram para protestar e escreveram ao Ministro da Cultura denunciando o uso de um evento icônico e representativo da liberdade musical – o Festival de Sal Remo – estar sendo usado como instrumento de propaganda ideológica de um estado repressivo como é o estado cubano.

Ainda segundo Cubanet (3), assinam a manifestação as seguintes organizações "Movimiento di Opposizione, Las Guerreras", "Organizzazione di volontariato, Democrazia e Libertà”, Conselho Europeu-Cubano, “Associazione 17 DICEMBRE”, “Movimento San Isidro-Italy”, Partido Nacionalista Cubano, “Colizione Democrazia e Libertà”, “SOS.CUBA.NAPOLI” e Embaixada Cívica Cubana (ECC).

Aqui no Brasil, quem defende incondicionalmente regimes desse feitio e caráter tem candidato a presidente da República e você sabe quem é.

  1. https://havanatimes.org/opinion/cubas-san-remo-music-festival-losing-participants/
  2. https://www.cubanet.org/destacados/san-remo-sera-otro-acto-de-repudio-del-regimen/
  3. https://s3.eu-central-1.amazonaws.com/qurium/cubanet.org/destacados-cubanos-denuncian-realizacion-del-festival-de-san-remo-en-la-habana.html

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

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TEMPOS FÁCEIS

Rodrigo Mezzomo

03/02/2022

 

Rodrigo Mezzomo

 

Nota do editor do site: Comentando declaração do ator Sean Penn, para quem os homens estão muito afeminados e não deveriam abrir mão de sua masculinidade para agradar as mulheres, o amigo Rodrigo Mezzomo postou em sua página do Facebook

 

Hoje tudo é fácil, rápido, conectado e gostoso. Entretanto, de uns tempos para cá o mundo está chato demais.

Falar a verdade causa muita polêmica hoje em dia!

Tudo gera mimimi, ofende, magoa, fere suscetibilidades…

Haja paciência!!

A verdade é que a figura do “macho” está em extinção no mundo ocidental.

Qualquer atitude máscula é repreendida, condenada, ridicularizada, classificada como “tóxica”…

O macho é visto como “opressor”, “patriarcal”, “estuprador em potencial”… enfim, tudo de ruim. Se for cristão então…

Hoje os homens jovens se depilam e choram… sob aplausos.

Sendo assim, cada geração está mais “sensível” e “emotiva”.

O resultado desse sistemático massacre ideológico são homens cada vez mais frágeis, covardes e irresponsáveis.

Essa destruição da virilidade terá um alto preço social.

Lembremos do antigo provérbio: Homens fortes criam tempos fáceis e tempos fáceis geram homens fracos, mas homens fracos criam tempos difíceis e tempos difíceis geram homens fortes.

 

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PEDAGOGOS SOCIAIS OU MINISTROS DO SUPREMO?

Percival Puggina

01/02/2022

 

Percival Puggina

 

         A muitos pareceu natural o comparecimento da ministra Cármen Lúcia ao encontro de feministas na casa de Marta Suplicy. O evento, como se sabe, tinha a finalidade de propor pautas feministas aos candidatos à presidência da República. Presentes, entre outras, a senadora Simone Tebet (pré-candidata do PMDB), a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, a presidente da OAB-SP, Patricia Vanzolini, a diretora do Instituto Marielle Franco, Anielle Franco, a líder do Movimento dos Sem-Teto do Centro, Carmen Silva, a artista e ativista Preta Ferreira.

A mim, isso não parece natural. O acúmulo de funções, associado à crescente exposição pública e protagonismo multiforme, age contra a imagem da Suprema Corte.

Seus membros já se assumem publicamente como “Poder Moderador”. São o topo do Poder Judiciário nacional. Cumprem funções de corte constitucional. São tribunal penal para julgamento de crimes cometidos por quem tenha foro privilegiado. Individualmente, opinam sobre tudo e se veem, de modo crescente, como pedagogos sociais, pregando em atos públicos, suas visões de mundo, de história, de pessoa humana, de sociedade, etc..

Não tem como dar certo. O Congresso deveria reduzir-lhes as atribuições. Por exemplo, corrigir a Constituição determinando que os processos de quem tenha “foro especial por prerrogativa de função” sejam julgados nos  andares inferiores do Judiciário, limpando as prateleiras onde hoje aguardam prescrição. Por exemplo, determinar que o Superior Tribunal de Justiça, com seus 33 ministros, sua Corte Especial, seções e turmas especializadas, seja o “juízo final” de todos os processos.

Já ministros do STF deveriam encerrar suas atuais carreiras como pedagogos sociais voluntários, como ativistas, e se espelharem nos colegas da Suprema Corte dos EUA (uma dentre tantas com conduta e exposição pública igualmente contidas). É nos autos dos processos que a sociedade deve “ouvir” seus ministros.

O Congresso Nacional, por seu turno, precisa pensar menos em reeleição e mais no interesse nacional, pondo fim a essa balbúrdia que se formou nas instituições do país. Balbúrdia que o ministro Barroso saudou como o longo período de estabilidade que sobreveio à proclamação da Constituição de 1988. Dá-me forças, Senhor!

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

 

 

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EM TORNO DA FILOSOFIA DO OLAVO DE CARVALHO – UMA SINGELA HOMENAGEM DE UM ALUNO RELAPSO.

Michael Max Pires Amorim, Burke Instituto Conservador

28/01/2022

 

Michael Max Pires Amorim

 

É notório o ódio que os detratores do professor Olavo nutrem por ele. Nem mesmo o luto da família é respeitado. Eles o odeiam, pois as trevas odeiam a luz e o erro despreza a verdade. Odeiam, sobretudo, por serem incapazes de atingi-lo; incapazes de combater sua filosofia.

Tomás de Aquino dizia que a Verdade é uma adequação entre a coisa e o intelecto, mas, para os adeptos do antiolavismo, não passa de uma relação banal entre a burrice e afetação emocionais. Por mais que gritem, batam o pé e praguejem, jamais apagarão o fato de serem limitados demais para sequer compreenderem a obra do professor, que se mantém inabalável. Resta, portanto, uma única maneira de combater o gigante: o assassinato de reputação.

Como o alpinista que, frustrado diante da grandeza do Everest, chuta uma pedrinha que rolou do monte e declara, esbravejando: “Você não é de nada!” O que essas pobres almas pensam ser uma demonstração pública de superioridade acaba por ser apenas uma prova cabal de impotência diante do filósofo. Não podendo combatê-lo, declaram a morte do inimigo; contentando-se com a auto-ilusão da vitória. Adotando, como seu mais elevado feito heroico, a icônica assertiva: “eu não preciso delas, estão verdes mesmo”.

Frase extraída do texto: "Em torno da filosofia do Olavo de Carvalho – uma singela homenagem de um aluno relapso."

Por Michael Max Pires Amorim

Link para ler o texto completo no link:

https://www.burkeinstituto.com/.../em-torno-da-filosofia.../

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Percival Puggina

 

         Acabo de ler em Epoch Times que a inflação medida no Índice de Preços ao Consumidor norte-americano pelo Bureau of Labor Statistics alcançou 7%, o maior salto em 12 meses desde o ano de 1982.  É o efeito lá, em dólares, da chamada inflação mundial. No Brasil a alta de preços foi medida em 10% no ano de 2021.  

O resultado afeta o bolso de todos e, claro, sofre mais quem pode menos.

O mal estar social é grande. As pessoas reclamam. A oposição se refestela! Seus economistas põem a culpa em Bolsonaro e recheiam seus candidatos com criativas inutilidades.

No entanto, caro leitor, há um problema. A queixa é grátis, mas não deveria ser totalmente liberada. Na minha perspectiva, cá no meu observatório, só deveriam ter direito a reclamar aqueles cidadãos que se opuseram ao fique-em-casa, ao fecha-tudo, ao lockdown e ao discurso segundo o qual “a economia a gente vê depois”.

Convenhamos, durante meses a fio tivemos que defender o direito ao trabalho e a liberdade num ambiente em que éramos vistos como seres insensíveis, para os quais o dinheiro valia mais do que a vida... Sim, até esse tipo de insulto tivemos que ler e ouvir.

Agora, infelizmente, o depois e a inflação vieram para todos.

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