César Maia, em seu ex-blog, faz uma análise muito realista, no meu modo de ver, do que vai acontecer nos próximos quatro anos com a crescente desmonte da federação brasileira.

2014 ELEGE GOVERNADORES SEM EXPRESSÃO POLÍTICA! QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS?

1. O Brasil é uma Federação. E, além disso, é um presidencialismo vertical. Estas duas condições dão aos governadores uma força mais que proporcional. Especialmente num Congresso pulverizado com 28 partidos.

2. Em função disso, a função aglutinadora e coordenadora dos governadores em relação a suas bancadas de deputados e senadores amplia, em muito, a importância política deles.

3. E será isso que os fortalecerá junto a Presidente da República que, num parlamento pulverizado idealmente, precisaria se articular com os governadores para evitar o varejo do voto, pai e mãe dos mensalões.

4. Mas se avaliarmos os governadores eleitos, apenas dois terão -de partida- expressão política e capacidade de liderar suas bancadas de deputados federais e senadores: Alckmin de S.Paulo e Pimentel de Minas Gerais. Aliás, ambos presidenciáveis para 2018.

5. Num quadro destes, a tendência desses últimos anos de desfederalização de fato se acentuará, seja desfederalização econômico-fiscal, seja político-parlamentar.

6. Com isso, crescerá a verticalidade presidencial, será ampliado o varejo parlamentar e a importância do ministro de articulação política, tenha o ministério o nome que tiver. O tempo dirá se a Alckmin e Pimentel se somarão outros nomes que venham a ganhar destaque no exercício do governo.

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Acabou o período ficcional de 2014. A criatividade, a fantasia, o maná que cairia sobre o deserto de ideias sai de cartaz e retornamos ao mundo real, onde não há mágicas nem bruxarias. Mas há esqueletos...
Nossas campanhas eleitorais para cargos executivos são assim: os que querem continuar no governo descrevem estupendas realizações que, ou não se veem, ou não são estupendas. Os que pretendem substituí-los tratam de mostrar que as coisas estão mal, mas se resolvem com robustas doses de um elixir chamado vontade política. Isso ocorre porque há pelo menos duas mensagens que o eleitor rejeitaria: a de que tudo está irremediavelmente mal e a de que a solução dos problemas exigirá sacrifícios. O eleitor não quer saber dessas coisas.
José Ivo Sartori navegou competentemente por tais águas. Transmitiu tranquilidade ao eleitor, sem, no entanto, deixar de mostrar que há dificuldades a serem enfrentadas. Venceu também por isso. A arrogância de Tarso Genro não lhe permitiu fazer qualquer concessão a quem expusesse problemas em sua gestão. Não, para Tarso, seu período de governo foi irretocável. Nada podia ter sido feito de outro jeito, nem melhor. O eleitor examinou a mercadoria e não comprou.
A eleição, porém, é apenas um episódio da política. É uma dessas estações multimodais com várias conexões. O Rio Grande do Sul decidiu mudar de trem, de direção, e vai em frente. Quando janeiro chegar, o governador eleito precisará fazer o que, por essas coisas da política e pelas idiossincrasias do eleitor, não se faz no período adequado da campanha eleitoral: abrir os armários em busca dos esqueletos. E são muitos.
A situação financeira do Rio Grande do Sul não permite que o Estado sequer minore seus males por conta própria. Esse é o maior esqueleto, ocupando a maior parte do armário. Haverá, portanto, inúmeras oportunidades para conhecermos a que e a quem servem nossos congressistas. Servem a si mesmos? Aos projetos políticos de seus partidos? Ao Rio Grande? As perguntas não são retóricas. Quem observa atentamente a política já presenciou inúmeros momentos em que bancadas gaúchas inteiras, atuando no Congresso Nacional, colocaram o interesse partidário acima do bem do Estado e de seus eleitores. O petismo é assim. Não disse José Dirceu, falando em Canoas (o vídeo está no YouTube), que o que importa é o partido e o projeto do partido?
Vejo tais condutas como moralmente injustificáveis, mas são fatos. Constrangedores fatos da nossa vida pública. Que eu espero não voltem a se repetir porque o Rio Grande do Sul precisa subir alguns degraus na qualidade do jogo político que aqui se desenrola.
 

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Matéria de O Globo

Na manhã de ontem, num evento de campanha realizado no Calçadão de Alcântara, em São Gonçalo (RJ), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lembrou sua origem humilde e destacou que é filho de mãe analfabeta. Em seguida, em cima de um carro aberto, usando o clássico boné vermelho, acusou o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, de ser "filhinho de papai" e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de ser da elite e de "não querer que o pobre estudasse".

- A elite brasileira não queria que pobre estudasse. Lugar de pobre não é ser pedreiro, é ser engenheiro. Isso que incomoda essa gente. O que eles não gostam é que nós aprendemos a andar de cabeça erguida - disse Lula, que, pouco depois de encerrado o evento, por volta do meio-dia, fez check-in na suíte presidencial do Copacabana Palace, um quarto de 300 metros quadrados, que custa R$ 7 mil por dia. Outros três quartos, com diária de pelo menos R$ 1.500, também foram utilizados por sua comitiva na passagem pelo Rio de Janeiro.

Segundo revelou o blog da coluna Gente Boa na tarde de ontem, o espaço batizado como "penthouse" fica no sexto andar do edifício mais famoso de Copacabana e divide um terraço e uma piscina de pastilhas negras com apenas outros seis apartamentos - justamente aqueles que têm as diárias mais caras do hotel.

O quarto de número 601, escolhido por Lula, tem vista para o mar, dispõe de serviço de mordomo 24 horas por dia e de "uma adega especial de vinhos exclusivos".

Além disso, o hóspede tem direito a menu de travesseiros e recebe uma chave especial, utilizada no elevador para manter o acesso restrito ao andar exclusivo.
 

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PARA EVITAR CASSAÇÃO DE VARGAS E SUSTAÇÃO DO DECRETO BOLIVARIANO DE DILMA


 A denúncia é do deputado Rubens Bueno PPS-PR, que falou acerca da completa inatividade no congresso, mesmo sendo apenas 2 dias de atividades este mês, seria 2 e 3 deste mês, mesmo assim, e conforme as votações seriam desfavoráveis ao governo, e ao “mui amigo” André Vargas, o PT e seus aliados resolveram boicotar as sessões e devido à falta de quorum, ou seja, de deputados presentes para que houvesse votações, simplesmente não houve nenhuma votação. O decreto bolivariano e ditatorial de Dilma continua valendo e Vargas continua mamando nas tentas do poder e recebendo quase R$ 27 mil apenas de salário, fora os outros mimos bancados pela Câmara, diga-se, pelo povo.

Fonte: Revolta Brasil
 

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Jornalista Políbio Braga


Os principais jornais brasileiros abriram manchete para o mais duro duelo presidencial televisivo dos últimos tempos no Brasil. O tom do noticiário foi a desenvoltura do senador Aécio Neves, que resolveu reagir aos ataques diários da propaganda petista e encurralou a presidente com denúncias até mesmo de caráter pessoal.

. As capas dos principais diários destaca o mal estar que acometeu Dilma ao final do combate, demonstrando claramente que não suportou o duelo e foi a nocaute.

 O médico Walter Feldman, também deputado, um dos principais interlocutores de marina Silva, que estava presente no debate, arriscou um diagnóstico sobre o que chamou de "doença do PT", que teria produzido o mal estar de Dilma: "O desejo do poder é uma doença social no PT e ai eles perdem os parâmetros. Vocês já viram alguém usando crack? É lamentável. Eu passei um tempo na cracolândia, o indivíduo perde a a capacidade de raciocínio. Acho que o PT perdeu, o PT está intoxicado".

. Nem todos os diários conseguiram capturar no título o conteúdo explosivo do debate e o nocaute de Dilma.
- Os jornais de Porto Alegre ignoraram a importância do debate e o mal-estar de Dilma.  

www.políbiobraga.com.br

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MANIFESTO DE (164) PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DE ECONOMIA!
Este texto é um manifesto de um grupo de 164 professores universitários de Economia, ligados a diversas instituições no Brasil e no exterior. O nosso objetivo é desconstruir um dos inúmeros argumentos falaciosos ventilados na campanha eleitoral.

1) Não há, no momento, uma crise internacional generalizada.

Alguns de nossos pares na América Latina, uma região bastante sensível a turbulências na economia mundial, estão em franca expansão econômica.

  • Projeta-se, por exemplo, que a Colômbia cresça 4,8% em 2014, com inflação de 2,8%. Já a economia peruana deve crescer 3,6%, com inflação de 3,2%. O México deve crescer 2,4%, com inflação de 3,9%.1
  • No Brasil, teremos crescimento próximo de zero com a inflação próxima de 6,5%.1
  • Entre as 38 economias com estatísticas de crescimento do PIB disponíveis no sítio da OCDE, apenas Brasil, Argentina, Islândia e Itália encontram-se em recessão.2
  • Como todos os países fazem parte da mesma economia global, não pode haver crise internacional generalizada apenas para alguns.
  • É emblemático que, dentre os países da América do Sul, apenas Argentina e Venezuela devem crescer menos que o Brasil em 2014.1

2) Neste cenário de baixo crescimento e inflação alta, a semente do desemprego está plantada. E os avanços sociais obtidos com muito sacrifício ao longo das últimas décadas estão em risco.

3) O atual governo tenta se eximir de qualquer responsabilidade pelo nosso desempenho econômico pífio e culpa a crise internacional. Entretanto, como a realidade dos fatos mostra que não há crise internacional generalizada, a explicação só pode ser outra.

4) Em grande parte, atribuímos o desempenho medíocre da economia brasileira e a perspectiva de retrocesso nas conquistas sociais às políticas econômicas equivocadas do atual governo.

5) O atual governo ressuscitou os fantasmas da inflação e da instabilidade macroeconômica.

Uma política monetária inadequada gerou a suspeita de intervenções de cunho político no Banco Central, que foi fatal para sua credibilidade.A utilização recorrente de truques contábeis destruiu a confiança na política fiscal.
Esta combinação de políticas monetária e fiscal opacas e inadequadas gerou um cenário macroeconômico extremamente adverso, com inflação alta e crescimento baixo.

6) O governo Dilma amedrontou os investimentos.

Houve mudanças constantes e inesperadas de regras, como alterações arbitrárias de alíquotas de impostos.
Diante desta instabilidade das regras do jogo, a desconfiança aumentou e o horizonte dos empresários encurtou.
O acesso privilegiado aos órgãos governamentais passou a ser uma atividade mais lucrativa que o planejamento e investimento de longo prazo.

7) A mudança das regras do jogo não afetou apenas a iniciativa privada.

O excesso de intervencionismo nas empresas estatais, como o represamento artificial dos preços de energia e gasolina, minou a capacidade de investimento dessas empresas.
Por conta de empreendimentos questionáveis do ponto de vista econômico, a capacidade de investimento da Petrobrás foi comprometida.

8) O atual governo expandiu a oferta de crédito subsidiado de forma discricionária e irresponsável.

  • A distribuição arbitrária de crédito subsidiado produz distorções na alocação de recursos do país e contribui para o baixo crescimento econômico.
  • Os subsídios envolvidos geram altos custos fiscais que o atual governo tenta esconder com malabarismos e truques contábeis. Estes expedientes destruíram a confiança nas estatísticas fiscais do país.
  • Os recursos gastos na forma de subsídios injustificados poderiam ser utilizados para ampliar programas sociais e investimentos públicos em educação, saúde e infra-estrutura.
  • O Brasil precisa continuar avançando na direção de uma sociedade mais justa e igualitária, com melhor distribuição de renda.
  • Além de deletéria para o desenvolvimento do país, a política de distribuição arbitrária de crédito subsidiado para grandes grupos econômicos é concentradora de renda.

No ambiente econômico do Brasil de hoje, os frutos de um novo empreendimento podem ser facilmente corroídos por mudanças inesperadas nas regras do jogo, pela alta inflação e pelo baixo crescimento econômico. Portanto, não é surpreendente que o investimento tenha colapsado. Sem investimento, o Brasil jamais retomará o seu caminho para o desenvolvimento. E sem desenvolvimento, os avanços sociais obtidos com muito sacrifício ao longo das últimas décadas sofrerão retrocessos.

O Brasil tem sérios desafios pela frente e para enfrentá-los precisamos de um debate transparente e intelectualmente honesto. Ao usar de sua propaganda eleitoral e exposição na mídia para colocar a culpa pelo fraco desempenho econômico recente na conjuntura internacional, se eximindo da sua responsabilidade por escolhas equivocadas de políticas econômicas, o atual governo recorre a argumentos falaciosos.

14 de outubro de 2014

Fontes dos dados e signatários podem ser buscados no documento original em
https://sites.google.com/site/manifestoeconomistas/home?overridemobile=true
 

 

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