BC REPASSARÁ LUCRO OPERACIONAL AO TESOURO NACIONAL (R$ 71,7 BI)

Com conteúdo Terra Brasil Notícias

09/03/2022

 

Transcrevo trecho de matéria publicada por Terra Brasil Notícias há algumas semanas. Um leitor, acrescentou, ao final, um comentário interessante.

 

Do lucro total de R$ 85,9 bilhões, R$ 14,2 bilhões referem-se a operações cambiais, como swap (venda de dólares no mercado futuro) e ganhos com as reservas internacionais. Os R$ 71,7 bilhões restantes correspondem ao lucro operacional (ganhos com o exercício da atividade) e serão repassados ao Tesouro Nacional até 7 de março.

Por causa da nova legislação que regulamenta a relação entre o Banco Central e o Tesouro, a destinação dos lucros da autoridade monetária mudou. Os lucros cambiais vão para uma reserva interna do BC que aumentará o patrimônio líquido do banco e será usada para abater prejuízos futuros com as operações cambiais, caso o dólar caia no futuro.

Leitor amigo adicionou à informação o seguinte comentário:

Nada para Cuba.
Nada para Moçambique.
Nada para Venezuela.
Nada para ONGs corruptas.
Nada para MST.
Nada para sindicatos pelegos e corruptos.
Nada para promover paradas gays.

Nada para promoção da promiscuidade disfarçada de “arte”.
Nada para jornalistas falarem bem do governo.
Tudo para o povo brasileiro!
É este o Brasil que nós queremos!

E eu acrescento: temos que nos livrar, também, pelo voto parlamentar, dos que, sem constrangimento algum, sugam o Tesouro por dentro das instituições da República.

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O QUE ESTÁ ACONTECENDO NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS?

Brasil Paralelo, com comentário meu

05/03/2022

Brasil Paralelo, com comentário

Por que, justamente no ambiente onde mais deveria ser ESTIMULADO o debate, estão tentando IMPEDIR?

E por que exatamente quem mais se diz defensor da liberdade está querendo cercear a liberdade alheia?

Afinal, o que está acontecendo com (e nas) faculdades brasileiras?

Não é de hoje - é de mais de uma década - que o Brasil não avança nos rankings internacionais de educação, sempre ocupando uma posição entre as piores.

É baixo, muito baixo, nosso nível de aprendizado na educação básica.

E é claro que a conta desse aprendizado raso e deficiente, quando chega, é alta.

A maioria dos jovens chega à universidade com sua inteligência totalmente vulnerável.

Com o intelecto enfraquecido, são presas fáceis para doutrinadores ideológicos.

Não questionam, apenas aceitam o que lhes é imposto como verdade.

Com o conhecimento de base enfraquecido, acabam se tornando meros repetidores do que ouvem.

Nosso documentário O Fim da Beleza levou dois anos para ficar pronto.
Fomos buscar em outros países grandes especialistas no assunto, fizemos longas pesquisas, dedicamos milhares de horas para entregar um conteúdo rico.

A tese apresentada em três episódios traz um assunto sério e complexo, de forma simples (e bela) para o entendimento de todos. Apesar de profundo, não é algo que deveria se tornar o que se tornou nos últimos dias: polêmica.

Aliás, uma polêmica desmedida:
(Aqui, a Nota do BP reproduz manifestação de redes sociais pedindo que estudantes protestem contra a exibição da recentíssima série O Fim da Beleza na UFPR).

 

 Mas por que tudo isso?


Simples: Querem nos calar. Querem liberdade, desde que a nossa liberdade não invada a deles.

Aqueles que pregam o "mudanças e avanços" são os mesmos que flertam com o retrocesso.

Sim, porque censura é retrocesso.

Mas nós não vamos parar. Seguimos em frente com a nossa missão e convocamos você para apoiar o movimento que busca resgatar a cultura brasileira.

Querer cancelar nosso conteúdo é tudo, menos defender a liberdade. Faça a sua parte, torne-se Membro da Brasil Paralelo. A nossa liberdade é a sua também.

COMENTO

O Brasil Paralelo é a mais importante empresa do setor cultural nascida neste século no Brasil. Foi concebida com foco na alta cultura, sem recursos financeiros e com compromisso de não utilizar fundos estatais. Contava com apoio de um público que precisava construir. Tinha, portanto, tudo para dar errado, exceto pelo fato de estar fazendo a coisa certa, na hora certa.

Eu a vi nascer, aqui no Rio Grande do Sul. Hoje, contados apenas cinco anos do início de suas atividades, o Brasil Paralelo faz evidente que o serviço ao Bem é atividade tão incômoda quanto exitosa, suscita animosidade e admiração. Seus 280 mil membros assinantes compõem um número que rivaliza veículos tradicionais de comunicação e lhe permitiu alcançar 15 milhões de expectadores únicos em 2021. Em apenas cinco anos de existência  o BP proporciona mais de 50 cursos, e já gerou mais de uma centena de produções originais.

Não falta quem os queira silenciar. Apoie o Brasil Paralelo. Dê força ao Bem.

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O DIA EM QUE PUTIN SE TORNOU TERRORISTA

Percival Puggina

01/03/2022

 

Percival Puggina

          

         Durante o período das ameaças recíprocas, Putin preparava a invasão e desdenhava as sanções que seriam impostas pela OTAN dizendo-se suficientemente precavido para que elas não afetassem a Rússia.

Putin atacou, então, uma nação livre, valendo-se dos mesmos argumentos de Hitler (lebensraum, ou espaço vital) e fazendo a roda da História girar no sentido inverso. Enquanto este falava na unidade do povo germânico (1), Putin sonha com “recompor” uma suposta unidade do povo eslavo (2). Não gosto desse tipo de coisa.  Fazendo uma analogia, pergunto: e se aparecer alguém, na América, querendo restabelecer a unidade do povo ibérico (ou, quem sabe, visigodo) no continente? Loucura imperialista, coisa de quem se crê regente geral da História.

O ditador russo soube, desde a invasão da Crimeia (2014), que não haveria reação militar por parte da OTAN contra a invasão da Ucrânia. Ao virar terrorista, ele já tinha conhecimento das manifestações populares de rejeição à invasão em todo o mundo livre. (Do jeito em que as coisas andam talvez fosse melhor falar em mundo mais ou menos livre, ou mais livre do que o mundo dele, Putin, mas vá lá.)

No entanto, quando o que era previsível se tornou evidente, com as sanções postas em prática, com a Bolsa caindo 45%, com os papéis russos sendo cotados como lixo, com o rublo perdendo 30% de seu valor, Putin adotou a mais insana de suas reações e comunicou ter colocado suas instalações nucleares em alerta máximo.

Isso não é uma cartada. O nome é terrorismo! É apostar no terror subsequente à ameaça. Num mundo onde existe armamento nuclear bastante para explodir todos os planetas do sistema solar, ameaçar usá-las é um ato contra a humanidade inteira.

Com a palavra o povo russo, a quem cabe dar um jeito nesse cara.

  1. Conjunto dos povos primitivos que povoavam a Europa ao norte do Império Romano.
  2. Conjunto de povos primitivos que povoavam o leste da Europa.
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E OS FATOS PEDEM SOCORRO

Percival Puggina

25/02/2022

 

Percival Puggina

 

Eu faço esse tipo e coisa. Li todo o pronunciamento do ministro Fachin ao tomar posse como presidente do TSE... Li e guardei. Por ora, vou me deter em apenas dois pontos.

No primeiro, o ministro fala sobre a imprensa.

Quem almeja a paz, portanto, também reconhece o papel da imprensa livre e efetivamente respeitada em todas as suas prerrogativas, na garantia do pluralismo democrático.”

Onde está essa imprensa que o ministro vê exercendo suas prerrogativas na garantia do pluralismo democrático e cobrando respeito? Certamente não no coro uniforme dos grandes grupos de comunicação; nem no silêncio do consórcio dessas empresas em relação ao que não convém tornar conhecido; nem no seu cavernoso silêncio ante o ativismo judicial dos nossos tribunais superiores.

No segundo, fala sobre as redes sociais (sem as mencionar diretamente).

Nada menos de 11 vezes, em diferentes momentos, Fachin menciona o tema da informação. Foi o que ele mais enfatizou, dirigindo-se, sempre, sem o referir, aos espaços de protagonismo direto da sociedade na comunicação.

Em contrapartida, se há algo irrepreensível na comunicação social é o que ele chama, genericamente, mas com endereço bem específico, de imprensa. E o vice-versa é verdadeiro: para a essa imprensa, se há algo insusceptível de crítica nas instituições nacionais, são nossos tribunais superiores.

O ministro, então, se volta ao que denomina “circuito desinformativo”. Menciona o “Programa de Enfrentamento à Desinformação”; clama pelo “protagonismo da verdade no sistema informativo”; afirma que o tal “circuito desinformativo impulsiona o extremismo”; põe lupa sobre as “armadilhas da pirataria informativa”; denuncia a “normalização da mentira” e reitera o “combate à desinformação”.

Tudo certo, ninguém quer desinformação, mentira e pirataria, mas a contradição grita nas entrelinhas! O discurso mede a comunicação da sociedade nas redes com uma régua, e com outra a comunicação dos grandes veículos. Entende-se. Foi a democratização do direito de opinião, extinguindo o monopólio dos grandes veículos, a principal causa da derrota da esquerda em 2018. É sobre elas e só sobre elas, então, que incidem agora os rótulos e as suspeitas. Sobre elas, e só sobre elas, se aplicam censura, ameaças, articulações, acusações.

Por isso, se depreende do discurso que o ministro bebe da grande imprensa a verdade na mais cristalina de suas formas, sem fake news, nem fake analysis, nem factoides, nem omissões, nem acordos, nem conivências, nem conveniências. 

Essa imprensa assim idealizada só pode existir na unanimidade que a caracteriza. E os fatos passam a pedir socorro.

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Percival Puggina

 

         O modo como os grandes grupos de comunicação noticiaram a transferência da presidência do TSE para o ministro Edson Fachin só se explica pela decadência de seu jornalismo. O antagonismo do ministro ao presidente da República e o emprego de chavões de nítida matriz ideológica já disponibilizariam vasto repertório a todo jornalismo ciente de sua missão.

Muito mais, contudo, foi servido e jogado às redes sociais como restolho desprezível. Enquanto o ato em si criava um clima de guerra aos que, em seu delírio, os ministros imaginam ser a síntese dos eleitores de Bolsonaro, o novo presidente da Corte eleitoral lascou: "Paz e segurança nas eleições com o máximo de eficiência e o mínimo ruído, é o que desejamos".

Sobre isso, Mara Montezuma Assaf escreveu:

“E quando foi que nas campanhas não tivemos paz e segurança? Somos um povo ordeiro, ministro, com exceção de uns bandos que tomam as avenidas para quebrar portas de vidro de bancos ou de lojas... mas essas manifestações passam por democráticas aos olhos da lei, não é? O senhor fala como se o período  das campanhas eleitorais fosse o caos no Brasil. Não, ministro, nunca foi. Mas o que o senhor deseja mesmo com  o "mínimo ruído possível", é nos amordaçar durante a campanha para que as redes sociais não bombem o nome de Bolsonaro ou  as críticas justas aos outros candidatos”.

Boiada ainda maior passou acriticamente pela mesma porteira, sob  olhos e ouvidos da mass media subalterna. Disse Fachin:

“Senhoras e senhores, em breve iniciaremos nossa gestão. E há robusto conjunto de desafios que encontraremos. Segurança cibernética, por exemplo, é um item essencial. Há riscos de ataques de diversas formas e origens. Tem sido dito e publicado, por exemplo, que a Rússia é um exemplo dessas procedências. O alerta quanto a isso é máximo e vem num crescendo. A guerra contra a segurança no cyber espaço da Justiça Eleitoral foi declarada faz algum tempo. Deixemos dito de modo a não pairar dúvida: violar a estrutura de segurança do Tribunal Superior Eleitoral abre uma porta para a ruina da democracia. Aqueles que patrocinam esse caos sabem o que estão fazendo para solapar o Estado de Direito”.

Deixo ao leitor a conclusão sobre o quanto essas palavras contradizem as arrogantes certezas do ministro Barroso.

De minha parte, como cidadão, preocupa-me ver o Tribunal enfrentando crescentes dificuldades geradas pelos seus próprios fantasmas e pela forma autoritária e politicamente alinhada como tem pretendido lidar com eles. É uma perspectiva em que os condenados são inocentes e os inocentes se tornam objeto de todas as suspeitas.

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

 

 

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CHINA: ARREMATANDO A EUROPA

Judith Bergman, Gatestone Institute

15/02/2022

 

 Judith Bergman
 

 

- Impressionantes 40% dos 650 investimentos chineses na Europa entre os anos de 2010 e 2020, segundo Datenna (uma empresa holandesa que monitora os investimentos chineses na Europa), tiveram "alta ou moderada participação de empresas estatais ou controladas pelo Estado".

- Quando o presidente da Comissão de Assuntos Estrangeiros do parlamento britânico, Tom Tugendhat, escreveu que a compra pelos chineses da fábrica britânica de microchips Newport Wafer Fab "representava uma ameaça significativa para a economia e segurança nacional", o Secretário de Negócios do Reino Unido, Kwasi Kwarteng respondeu que o negócio tinha sido "considerado tim-tim por tim-tim". Somente após uma considerável pressão, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson concordou em realizar uma reavaliação de segurança nacional em relação à venda.

- Sistemas eficientes destinados a bloquear investimentos estrangeiros com base em apreensões de segurança nacional parecem não existir ou simplesmente não estarem sendo utilizados o suficiente.

- As "mais rigorosas estruturas de monitoramento" indubitavelmente não estão contendo as aquisições chinesas.

- O que ao que tudo indica ser urgentemente necessário na Europa agora é uma compreensão mais aprofundada da ameaça que a China representa, bem como a vontade política de agir frente a esta ameaça. A tomada de medidas é urgentemente necessária para que se bloqueie dar de mão beijada investimentos que proveem os ativos estratégicos da Europa para as empresas estatais da China, que o Partido Comunista Chinês usa para promover seus objetivos Por mais de uma década, a China vem comprando sorrateiramente empresas europeias de setores estratégicos, principalmente no âmbito da tecnologia e energia. Ao que tudo indica, a China está fazendo uso desses bens europeus no sentido de facilitar as ambições do Partido Comunista Chinês (PCC) de se tornar uma potência global, tecnologicamente independente do Ocidente e, em última análise, suplantar os EUA como a superpotência econômica, política e militar do planeta.

A China vem acobertando as aquisições europeias, ostensivamente fazendo de conta que são investimentos comerciais. Ela oculta as empresas estatais envolvidas nos investimentos atrás de "níveis de propriedade, complexas estruturas acionárias e negócios executados por meio de subsidiárias europeias", de acordo com a Datenna, uma empresa holandesa que monitora os investimentos chineses na Europa. Impressionantes 40% dos 650 investimentos chineses na Europa entre os anos de 2010 e 2020, segundo Datenna, tiveram "alta ou moderada participação de empresas estatais ou controladas pelo Estado, incluindo algumas de tecnologia avançada".

(Leia mais em https://pt.gatestoneinstitute.org/18235/china-arrematando-europa). 14/02/2022

** Original em inglês: China: Buying Up Europe

**Tradução: Joseph Skilnik

 

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