Raquel Vieira

Info Tracker é utilizado pelo poder público como apoio de gestão

 Em um momento em que todos buscam respostas para entender e minimizar os efeitos da pandemia da COVID-19, a união de esforços nunca foi tão relevante, especialmente no mundo acadêmico. Descobertas têm sido partilhadas em tempo recorde na intenção de frear os impactos para a população e salvar vidas.

O sistema Info Tracker - desenvolvido com o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI - CEPID FAPESP), permite monitorar o avanço da doença e utiliza matemática e inteligência artificial para projetar o número de infectados, mortes, pacientes recuperados, entre outros dados no Estado de São Paulo e Brasil.

Trata-se de uma referência para consultas e tomadas de decisão que está auxiliando também a Rede Nacional de Consórcios Públicos dos Municípios, que agrega mais de 2 mil cidades brasileiras.

O presidente, Victor Ivo Borges, comentou a parceria. “A plataforma digital auxilia sobremaneira nas produções de informações aos gestores para tomada de decisão frente à pandemia”.

O Info Tracker foi criado em junho de 2020 por cinco matemáticos e cientistas da computação, entre eles, o matemático e cientista de dados Wallace Correa de Oliveira Casaca, docente da Unesp/Rosana e pesquisador do CeMEAI.  Wallace conta que a equipe tem sido procurada por gestores interlocutores de diversas cidades do estado como Limeira, Barretos e Presidente Prudente, em busca de apoio para interpretar dados e compreender melhor a situação epidemiológica. “O contato com a Rede Nacional, por intermédio do seu presidente, o Victor, amplia a possibilidade de trazer a outros municípios parâmetros matemáticos capazes de observar a realidade em cada cidade e prover aos seus gestores os números sobre o comportamento diário da crise e necessidade de ações de curto e longo prazo”, explica.

Victor observa que os modelos matemáticos preditivos fortalecem o planejamento e a estratégia. “Os modelos indicam as tendências diante dos comportamentos e da dinâmica da doença. Saúde e Matemática andando juntas. O Professor Wallace e toda equipe são peças chaves neste contexto”.

 Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 Sobre o RNCP

A Rede Nacional de Consórcios Públicos fomenta e articula políticas públicas em favor os Consórcios Públicos em todos os Estados da Federação. A articulação se dá com os entes dos governos municipais, Estaduais e Federal. A Rede defende a solução Consorciada para várias gestões como nas áreas de saúde, saneamento, meio ambiente, desenvolvimento regional, tributária e outras.

* Raquel Vieira é assessoria de  Comunicação do CeMEAI

 

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NADA MOBILIZA TANTO QUANTO UM PRIVILÉGIO

Percival Puggina (com conteúdo da Gazeta do Povo)

28/03/2021

 

Leio na Gazeta do Povo (1)

A Câmara dos Deputados instalou, no dia 21 de janeiro, a Comissão contra o Racismo – grupo formado por advogados, procuradores de justiça, defensores públicos, juízes e demais juristas, todos negros –, que tem como objetivo propor alterações na legislação brasileira com o objetivo de “combater o racismo estrutural e institucional”.

Nas últimas semanas, os integrantes se reuniram virtualmente para encontros entre os grupos temáticos que compõem a comissão, para avaliar alterações em projetos de lei que estão tramitando em Brasília. Os trabalhos devem ser encerrados até o final de maio, quando os juristas encaminharão um relatório à Câmara dos Deputados com sugestões para os projetos de lei atuais e, eventualmente, novas proposições.

Existem propostas em discussão como responsabilização de empresas e órgãos do poder público em casos de discriminação racial ocorridos dentro dessas instituições; cotas raciais eleitorais; condições de crédito especiais para empreendedores negros; revisão de aspectos tributários que sejam “injustos” com a população negra e medidas que favoreçam pessoas negras em contratos com a administração pública, como as licitações. Das medidas relacionadas ao aspecto econômico, o que levanta questionamentos é o foco unicamente na raça, com ausência de critérios socioeconômicos para determinar quem terá acesso aos benefícios.

COMENTO

É uma pena que as políticas sociais, tantas vezes transpassem a linha divisória entre o justo e o abusivo, para transformar presumível carência em fonte de direito, segundo um mecanismo automático que converte o aludido “direito” em privilégio.

É o caso dessa Comissão contra o racismo que passou a vasculhar todas as possibilidades favorecidas pelo momento em que foi constituída. A Comissão foi formada logo após a morte de um consumidor negro  agredido por dois seguranças brancos na saída de um supermercado aqui em Porto Alegre.

Toda morte de um ser humano naquelas condições agride a humanidade inteira. É para conter isso, para reprimir isso, que tais delitos estão tipificados no Código Penal. Tudo funcionaria melhor se, no passo seguinte, não aparecessem os meandros e a leniência dos procedimentos processuais. O crime ocorreu no dia 19 de novembro do ano passado e, decorridos quatro meses a justiça “ainda não concluiu se o crime teve motivação racial”, conforme se lê na matéria da Gazeta. E não tem como concluir, porque motivação. num caso assim, não se presume nem se deduz.

Agora, veja bem, leitor. Quando os criminosos forem condenados e começarem a cumprir pena, imediatamente se tornarão minoria discriminada e oprimida. Passam a ser protegidos por outros grupos defensores de minorias, como os do desencarceramento, e têm resguardo de uma execução penal fofa. Todo um discurso que se erguerá em sua defesa. Esses protetores dirão que a prisão é típica de uma sociedade discriminatória e vingativa.

A própria comissão, no seu viés, atua nessa direção. Entre suas pautas se inclui o problema do “encarceramento em massa da população negra”, como se os presos, de qualquer cor de pele estivessem lá por elevados serviços prestados à sociedade. E não como forma de punição que desencoraje as más ações (função original e fundamental de toda e qualquer pena).

Enfim, a Comissão contra o Racismo (vale a pena ler a matéria da Gazeta, indicada no pé desta página), é a cara do Brasil: em cada porta legislativa aberta há uma fila aguardando privilégios. No caso, cotas eleitorais, vantagens fiscais, financiamentos privilegiados e, até mesmo, benefícios em contratos com o setor público...

  1.  https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/comissao-de-juristas-propora-mudancas-na-legislacao-brasileira-para-combater-o-racismo/
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O CHILE, AH, O CHILE,SIM!

Percival Puggina

21/03/2021

Percival Puggina

 

“O Chile sim, cuidou bem de sua população e obtém resultados maravilhosos dentro da América Latina”.

Isso ou algo muito parecido com isso você deve ter lido ao longo dos últimos meses. E sempre com o intuito de desfazer do governo federal, o único, no mundo, responsável direto por todas e cada uma das mortes causadas pela covid-19...

Só que não. As comparações desmentem essa benemérita e excepcional realização do governo chileno. Se não, vejamos:

  1. População do Brasil: 212,00    milhões
  2. População do Chile:    19,00    milhões  (11 vezes menor)
  3. Casos de covid-19  no Brasil:  12,00    milhões
  4. Casos de covid-19 no Chile:      0,92    milhão   (13 vezes menor)
  5. Óbitos covid-19 no Brasil  292,75    mil       
  6. Óbitos covid-19 no Chile     22,18    mil   (13 vezes menor)

Fica evidente que as diferenças não são tão significativas, principalmente porque o país andino, com pequena população e nível cultural e econômico superior ao brasileiro, concentra em sua região metropolitana 36% da população. Tudo fica mais fácil. Por outro lado, o Brasil retardou algumas semanas o início da vacinação. Mas o Brasil tem a Anvisa, órgão de Estado, com a credibilidade que a OMS deveria ter e não tem. A agência brasileira seguiu seus próprios protocolos para liberação das vacinas até ser atropelada pelas exigências. Já agora, a vacinação avança mais rapidamente e a curva começa a se deslocar na direção vertical, como podem observar os que acompanham os gráficos de Our World in Data.

Mas voltemos à realidade chilena. Apesar da largada prematura para vacinação, o Chile enfrenta um crescimento expressivo de novos casos (a semelhança de muitos outros países, inclusive o Brasil). No dia de ontem (20/03), o Chile registrou 7.043 novos casos enquanto o Brasil registrou 79.079, mantendo proporcionalidade  à população, ou seja, um número 11 vezes maior.

A curva da Covid-19 cresce nos totais globais à base de 500 mil novos casos diários, mas para a imprensa nacional e internacional, graças ao trabalho da mídia militante brasileira, só o Brasil é um inferno na terra e um perigo para a comunidade mundial. Quem não vê nisso ideologia, interesses econômicos e política – todos da pior espécie – é porque não quer ver.

 

           

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SOBRE O ART. 142 E O FUTURO DO BRASIL

Percival Puggina

18/03/2021

 

Percival Puggina

Em minha atividade não me move qualquer projeto pessoal. Pela idade e situação de vida, interessa-me apenas o bem do país onde, por longos anos, viverão meus filhos e meu neto.

Tenho insistindo em que a solução da crise destes dias – mais uma dentre tantas! – não virá pelo Art. 142 da Constituição, nem pelo Senado, mas pelos senadores sobre os quais devem agir os eleitores de modo obstinado, cobrando deles, pessoalmente, posição sobre os abusos praticados por ministros do STF. O mesmo se pode dizer quanto aos deputados federais que, junto com os senadores, precisam aprovar reformas constitucionais e legais que suprimam os benefícios já proporcionados aos criminosos em geral e aos corruptos em particular.

No momento em que o primeiro dos atuais ministros sentar para depor perante o Senado, se tornando objeto de inquirição e julgamento dos senadores, e estes o mandarem para casa, a cena toda ganhará vitrina, o exemplo prosperará, a fila se formará, as cristas murcharão e a nação aplaudirá.

As duas casas do Congresso precisam votar a prisão após condenação em segunda instância, mas jamais o farão se não houver pressão sobre deputados e senadores.

Observem como os petistas e seus parceiros estão quietos, satisfeitos, surfando na onda da mídia militante. Esse STF está prestando o serviço que dele esperavam e a mídia deixando tudo passar batido, tratando da Covid e falando mal do governo. E nós, chorando as mágoas? Desesperançados? Não! Nós vencemos no voto e continuaremos vencendo.

Não creio que o artigo 142 da CF possa estar no horizonte se os militares, há cinco anos, se recusam a usá-lo. E como usá-lo se ninguém sabe o que, quando, por quanto tempo, com quais meios e buscando quais fins isso acontecerá? No mesmo intervalo de tempo, como escrevi no último artigo, a Lava Jato foi do apogeu à derrota, com o consentimento silencioso do Parlamento. Esta não é a hora do eleitor, nem dos militares. É a hora dos cidadãos.

Não podemos pensar que somos ou que expressamos o que pensa "o povo brasileiro". Povo é uma palavra singular, mas seu sentido é plural. Muitos não pensam como nós e não podemos precipitar uma onda nacional de violência. Mas somos uma folgada maioria da sociedade, que não pode jogar a toalha e precisa fazer valer suas convicções.  Deus proteja a nação brasileira!

 

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MÁ INTENÇÃO E DESONESTIDADE INTELECTUAL

Percival Puggina

17/03/2021

 

         Ontem à noite, enquanto esperava minha mulher para juntos assistirmos novos capítulos da série “Os segredos de Manscheid”, deu-me por clicar no canal da CNN News. E lá estava o assunto e a manipulação do assunto em entrevista com o Dr. João Gabbardo: “O Brasil vacina pouco porque o governo federal blá blá blá...”.

          Ora, qualquer pessoa que olha a tabela que ilustra este comentário verá que os países que consumiram número maior de vacina são países que as produzem em grandes e experimentados laboratórios. “Mateus, primeiro os meus”, dizem os governos. Então, EUA, China, Índia, Reino Unido ponteiam a vacinação. O quinto país da lista é o Brasil, num contexto em que a demanda é muito superior à oferta e falta vacina para todo mundo, tanto assim que só 1,1% da população mundial está vacinada.

         Enquanto os laboratórios não produzem e não entregam o contratado, se exige de Bolsonaro que faça como Moisés, bata com o cajado no chão e faça jorrar vacinas. Comparar a situação do Brasil (6º país mais populoso do mundo, com 211 milhões de habitantes) com a do Chile e seus 18 milhões é desonestidade intelectual posta a serviço do jornalismo mal intencionado.

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MENTEM PARA VOCÊ!

Percival Puggina

13/03/2021

 

Veja os dados de vacinação no mundo, ontem (12/03), segundo o Our World in Data (1). O Brasil aparece em sexto lugar, atrás, apenas, dos EUA , União Europeia e Reino Unido (potências do mercado mundial), e de China e Índia (países que fabricam vacinas). Para os demais, é evidente que a dificuldade está na ainda reduzida capacidade de produção perante uma demanda imensa e urgente. Entre estes, o Brasil (com 11,15 milhões de doses aplicadas) aparece à frente de todos.

Acesse o site abaixo se quiser ver e entender melhor os dados. 

No entanto, festival de mistificação, exclamações ensaiadas de horror, exploração política da tragédia e do sofrimento das famílias e de todo o sistema de saúde, só na mídia militante brasileira!

(1)  https://ourworldindata.org/grapher/cumulative-covid-vaccinations.

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