PARABÉNS, BRASIL!

Roberto Boetger

07/05/2021

Roberto Boetger

 

Noticias do jornal "Valor" desta sexta-feira, 7 de maio:

1) dólar fechou no menor patamar desde janeiro

2) o real tem o maior valor entre os países emergentes (Chile, Africa do Sul, Russia, Mexico, Canadá, Austrália, Colômbia, Nova Zelândia)

3) o lucro do Banco do Brasil bate as projeções e vai a 5 bilhões no primeiro trimestre

4) inaugurada hoje a ponte de Abunã, que permite ao Acre e Rondônia o acesso aos portos do Pacifico, via Peru ("Estrada do Pacifico", asfaltada, que liga Porto Velho a San Juan de Marcona)

5) Presidente da Câmara promete aprovar até dia 17 a MP que autoriza privatização da Eletrobrás: vai render 100 bilhões ao Governo

6) Presidente da Câmara neutraliza resistências, centraliza o debate e abre espaço para a privatização dos Correios; a CEDAE, no Rio, foi privatizada esta semana

7) Brasken (maior petroquímica do país) tem o melhor trimestre da sua história, com resultados excepcionais (80% de crescimento na receita)

???? o preço internacional do minério de ferro superou os US$ 200 por tonelada pela primeira vez, beneficiando as exportações brasileiras e os lucros da Vale

9) a expansão da economia dos EUA (7%) e da China (9%) este ano, terá impacto positivo no país, levando a FGV a projetar um crescimento do nosso PIB acima de 3,2%

10) no mês de abril foram licitadas 14 concessões em rodovias, aeroportos, portos, trens urbanos e saneamento, totalizando 48 bilhões de investimentos privados, nacionais e internacionais.

Apesar da pandemia e dos efeitos sobre o emprego e a economia, da politização da Justiça e do STF, da oposição de governadores, da manipulação da imprensa, da liberdade de corruptos e criminosos condenados, dos esforços internacionais da esquerda para prejudicar o agronegócio, apesar de tudo isso o país está progredindo. E o Presidente continua sendo aclamado nas ruas e apoiado nas redes sociais.

A caravana segue rumo a 2022.

*Reproduzido da página do autor no Facebook

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BRASIL FAZ MILAGRES PARA COMPRAR VACINAS

Percival Puggina

06/05/2021

Percival Puggina

 

            Leio na coluna de Claudio Humberto, em Diário do Poder, neste dia 6 de maio, que o Brasil empata com o Reino Unido em número total de vacinas ministradas à sua população.

Para usar a linguagem galáctica da mídia militante, “rompemos a barreira” dos 50,3 milhões de doses. Cláudio Humberto destaca que fizemos em 104 dias o que o Reino Unido fez em 147.

Há muito por andar? É claro que sim, mas há que considerar o fato de 62% dos imunizantes produzidos até hoje estarem sendo consumidos pelos próprios países produtores, restando 38% para o resto do mundo. Só com overdose de má intenção é possível não perceber a escassez em que o mercado mundial opera.

Tenho percebido na CPI um empenho da oposição em vincular dois fatores que, na realidade são independentes. Uma coisa é ter o Brasil iniciado a vacinação alguns dias depois dos que largaram na frente. Outra é a insistência do presidente da República com a hidroxicloroquina (HCQ) e o tratamento precoce. São duas coisas distintas. Por um lado, o Brasil largou com algum atraso porque a Anvisa foi prudente e porque o governo não quis firmar contratos de fornecimento sem prazo certo para entrega e sem aprovação da Anvisa ou de certificadores qualificados. Por outro, a confiança do presidente na HCQ foi, em momento algum, empecilho para vacinação ou uso de qualquer outra conduta médica.

Assistindo o ar severo do senador Alessandro Vieira, arguindo o ministro da Saúde na tarde de hoje, fiquei com a impressão de que ele odeia a HCQ mais do que odeia o presidente Bolsonaro. Foi essa a quase exclusiva preocupação de sua performance.  Por  quê? Porque o relatório da CPI certamente cuidará de vincular as mortes no Brasil não ao vírus, mas ao presidente e à HCQ. E aí, o ar severo do senador começa a ficar ridículo.

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MARGARET SANGER E SUA PLANNED PARENTHOOD

Jorge Abeid, PhD

04/05/2021

 

 Jorge Abeid, PhD

 

A esquerda de tempos em tempos nos proporciona  gratuitamente um espetáculo hilário em sua narrativa "politicamente correta".

 Muito bem, a indústria do aborto nos USA tem como carro-chefe uma ONG chamada Planned Parenthood que perdeu a mesada do governo federal nos anos Trump e a recuperou no primeiro dia do desgoverno demoniocrata de Joe Biden.

Planned Parenthood foi fundada em cerca de 1916 por uma tal Margaret Sangers. A esquerdopatia Americana tinha até dias atrás  nessa figura diabólica um sacrossanto ícone da  indústria do aborto, ao ponto de: 

- nomear  seu escritório matriz em New York com o  nome de sua fundadora;

- Premiar Hillary Clinton com o :  Margaret Sanger's Award

Até que, um desavisado, pesquisando a vida de sua heroína, descobre algo que... (nem nos mais agradáveis sonhos conservadores se poderia  imaginar uma pérola desse quilate).

Sente-se por favor se estiver de pé:

Margaret Sangers era eugenista, racista, NAZISTA, isso mesmo NA-ZIS-TA e, vai embora não, tem mais:

Dentro do melhor estilo de sua doutrina fundou a entidade: Planned Parenthood  com o  objetivo de:  esterilizar a população negra dos Estados Unidos entre outros que tais.

 E agora?  que horror  Tiraram rapidinho a placa com o nome de sua fundadora na sede do diabólico Planned Parenthood.  

  1. Jorge Abeid é brasileiro, engenheiro e empresário no Canadá.

*      Conteúdo extraído do artigo de Dinesh D'Souza:  “Margaret Sanger's  Racist Legacy”  da edição de 02 de maio de 2021 do Epoch Times, edição canadense. 

**     O original em inglês do artigo do conceituado intelectual, escritor, cineasta e comentarista político indiano que vive nos EUA pode ser lido aqui: https://www.theepochtimes.com/margaret-sangers-racist-legacy_3788467.html.

NOTA DO EDITOR DESTE SITE:

As ideias de Margaret Sanger eram terríveis e assim reconhecidas pela própria instituição que fundou. Mas a instituição continua fazendo as mesmas coisas para as quais sua defenestrada fundadora a criou. E isso também é um escândalo.

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O STF, O EXECUTIVO FEDERAL E A COVID-19

Percival Puggina (comentário ao final)

30/04/2021

 

O Supremo colocou no ar um vídeo com os seguintes dizeres:

"Uma mentira repetida mil vezes vira verdade? Não. É falso que o Supremo tenha tirado poderes do presidente da República de atuar na pandemia. É verdadeiro que o STF decidiu que União, estados e prefeituras tinham que atuar juntos, com medidas para proteger a população. Não espalhe fake news! Compartilhe as #VerdadesdoSTF".

A esse respeito, a Secretaria de Comunicação do governo divulgou, dia 29, a seguinte nota oficial:

Em relação ao vídeo veiculado em perfil oficial do Supremo Tribunal Federal, observamos o seguinte:

- O Governo Federal agiu e segue agindo, durante toda a pandemia, enviando recursos a estados e municípios, bem como material hospitalar. Mobilizou toda sua estrutura federal, incluindo as aeronaves da FAB, para transportar remédios, oxigênio, materiais diversos e, sobretudo, pacientes.

- O nosso Governo também criou programas para a manutenção de empregos (PRONAMPE), bem como despendeu R$ 320 bilhões para atender os mais necessitados que foram obrigados a ficar em casa, sem meios de sobrevivência, via Auxílio Emergencial.

- Fake news desestimularam o tratamento inicial da doença, desrespeitando, inclusive, parecer do Conselho Federal de Medicina que atribui ao médico a decisão de receitar, com aquiescência do paciente ou familiar, o tratamento off-label (fora da bula).

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em abril de 2020, que "não compete ao Poder Executivo afastar, unilateralmente, as decisões dos governos estaduais, distrital e municipais que adotaram importantes medidas restritivas como a imposição de quarentena, suspensão de atividades de ensino, restrições de comércio, atividades culturais e à circulação de pessoas.”

Desta forma, o STF delegou poderes para que Estados e Municípios fechassem o comércio, decretassem lockdown, fechassem igrejas, prendessem homens e mulheres em praças públicas ou praias, realizassem toque de recolher, etc.

O Governo Federal, por duas vezes, foi ao STF para que decretos de governadores, que violavam incisos do art. 5° da Constituição Federal, que trata das liberdades individuais, fossem declarados inconstitucionais. Lamentavelmente estas ações sequer foram analisadas.

Em nenhum momento este Governo deixou de respeitar o sagrado direito à liberdade de expressão de todos. Cometem atos antidemocráticos exatamente os que querem, pelo uso da força, calar quem se manifesta.

O Presidente da República sempre defendeu, mesmo sob críticas, que o vírus e o desemprego deveriam ser combatidos de forma simultânea e com a mesma responsabilidade. A fome também mata.

A vacina é uma realidade em nosso Governo. Fora os países produtores da mesma, o Brasil é aquele que mais investe em imunizantes e que mais vacinou sua população.

Mais do que nunca, o momento continua sendo o da união de todos no combate ao mal comum: o vírus, que é mortal para muitos.

Comento

O Supremo nunca deixou dúvidas quanto ao fato de que o Poder Executivo, nessa atuação conjunta com estados e municípios, só poderia agir em alinhamento com as políticas regionais e locais. Não era dado à União atuar em divergência com as medidas adotadas pelos entes federados. Nem mesmo podia intrometer-se nas terapias, ou obstar as excessivas intromissões na vida privada e nas liberdades e direitos individuais. No que lhe foi dado fazer, a União agiu exuberantemente como registra a nota da SECOM.

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UM NINHO DE COBRAS CRIADAS

Percival Puggina

30/04/2021

 

 

Percival Puggina

 

Os diálogos travados entre o presidente Omar Aziz e o relator Renan Calheiros, e de ambos com a minúscula base do governo, mostram uma situação original. Como regra quase geral, CPIs confrontam pontos de vista divergentes. E não é de outra natureza essa da Covid constituída no Senado Federal. Quando isso acontece, o presidente da comissão é de uma banda e o relator é de outra.

No entanto, o que se viu até agora e o que se verá nas próximas semanas, é um baião de dois em que Omar e Renan dançam de rosto colado por interesses comuns. Entre eles está o de causar o maior dano possível ao governo federal e à corrente de opinião que o levou ao poder desarticulando as organizações criminosas – as famosas orcrim – que esfolavam o país ao longo das últimas décadas.

A mesa dos trabalhos, viu-se, opera contra o governo em duas direções. Em uma, quer assinar, carimbar e selar a narrativa oposicionista de que o Brasil é o único lugar no mundo onde o vírus não existiria nem faria vítimas não fosse o governo. (Sim, eles têm os grandes meios de comunicação para respaldá-los nisso) Em outra, a mesa e a maioria do plenário, querem salvar a pele de governadores, prefeitos e senadores corruptos, tirando de foco seus crimes e levando mais holofotes para onde eles sempre estão apontados, o governo federal e o presidente.

Os prontuários do presidente e do relator são de causar espanto em qualquer delegacia de área conflagrada. Quando os líderes e o presidente do Senado negociam essa comissão e essa mesa diretora dos trabalhos, fica nítido o vale-tudo, o despudor e o desrespeito da Casa para consigo mesma e para com a sociedade brasileira.

 

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O SACRIFÍCIO PARA COMPRAR PÃO EM CUBA

Fernando Doar Ochoa, em CubaNet

27/04/2021

 

Fernando Doar Ochoa

 HOLGUÍN, Cuba.- A confeitaria da padaria Doñaneli na cidade de Holguín abre às 8h30 da manhã, mas a partir da véspera seus clientes começam a organizar a fila.

Quando Raquel Reyes, uma aposentada de 71 anos, chegou às 5 da tarde, pensou que era uma das primeiras, mas se enganou: estava fazendo o número 27. “Os seis na minha frente marcaram para três ou quatro. Eu também faço o mesmo, meu marido, meus dois filhos e dois netos vão comprar comigo ”, conta a CubaNet.

A falta de alimentos devido à crise alimentar que atravessa o país torna o pão um ingrediente necessário na mesa cubana, algo que o pão padrão de 80 gramas por pessoa do mercadinho não resolve. A escassez aguda de farinha tem limitado a venda de produtos associados a essa matéria-prima. Já é "normal" encontrar  cartazes "Sem farinha, sem pão até segunda ordem" pendurados nas portas desses estabelecimentos.

As quatro padarias da cidade de Holguín que oferecem os pães liberados não conseguem atender a demanda. A venda foi restringida à taxa de dois pães de crosta dura por pessoa, um suprimento insuficiente que obriga a família a deixar a casa em desafio ao coronavírus. “Para que o pão chegue à família temos que marcar para todos”, confessa Raquel.

Sua nora, após o expediente, virá ocupar lugar na fila às 9 da noite, e depois seu filho fará isso às onze. “Organizamos as programações para proteger a fila”, diz Raquel. A senhora cumpre o último turno e volta para casa para fazer as tarefas domésticas.

Há clientes que ligam tarde da noite. Victor Reyes chegou às 12h30 da madrugada. Naquela hora, havia apenas três pessoas. Um deles ficou com ele por um tempo. Ansioso por cumprir seu tempo e ir para casa descansar depois de um árduo dia de trabalho, parecia a Victor que o tempo não passava. Ele se sentou no degrau da frente da loja e iniciou uma conversa banal com seu companheiro. Victor mal conseguia manter os olhos abertos, o cansaço estava começando a afetar seu corpo.

 “Estou aqui para garantir o lanche dos meus dois filhos”, diz Victor. Já passava das 2 da manhã quando conseguiu,finalmente, ir pra sua casa.

De madrugada a fila é um desafio: os clientes são expostos a uma multa policial de 2.000 pesos por violar o toque de recolher - medida para evitar a propagação do coronavírus - ou a bandidos que atacam com faca na mão aproveitando a solidão do momento.

No entanto, o desafio de fazer fila para levar pão ou outras mercadorias para casa é mais forte do que qualquer risco. “Holguín é uma cidade que não dorme, ao amanhecer você encontra pessoas na fila: deitadas sobre papelão nas calçadas para comprar motocicletas ou higiene pessoal nas lojas do MLC; para as caixas de charutos que serão vendidas na adega ou em um bar da cidade; ou assim para comprar pão ”, diz Leonardo Sánchez, um jovem que se“ surpreendeu ”na fila às 4 da manhã.

“Tenho que ficar até as 7h30 da manhã. Se eu for embora, alguém pode vir com o pretexto de que não havia ninguém e abrir outra fila e todo o sacrifício de muita gente se perder ”, diz Sánchez.

Às 7 da manhã chega o revezamento de Leonardo, que, apesar de não ter dormido a manhã toda, decide ficar para comprar. “É um sacrifício que deve ser passado para comer pão”, diz o jovem em tom consolador.

Tudo acontece numa calma aparente, mas com a aproximação da hora da venda, a rua se transforma em uma colméia de gente que vai aumentando progressivamente até obstruir o trânsito de uma das principais artérias da cidade.

As buzinas dos carros pedindo passagem não param. Um pedicab quase atropela uma mulher que parece um pouco deslocada.

Na hora da abertura, alguém que se propõe a organizar a fila é ignorado. “Isso é por prazer, é melhor esperar o organizador oficial do governo”, respondem.

A multidão é tão grande que muitas vezes os clientes esquecem o coronavírus e não mantêm distanciamento social. Uma situação que dois agentes “anti-fila” designados pelo governo mal conseguem controlar.

 “Não se aglomere, vá para a calçada, mantenha distância”, repetem incessantemente os organizadores da fila, que costumam ameaçar chamar a polícia.

A linha se estende por quase três quarteirões e com o passar do tempo a multidão cresce. Em repetidas ocasiões, há altercações entre pessoas que defendem seu lugar na fila.

Para a maioria, a espera pode levar até uma hora. Os clientes costumam reclamar de vendedores lentos. “Eles não têm pressa porque têm um salário e um horário fixo.

Todos os dias cerca de trinta pessoas ficam sem comprar. “A solução aqui é entrar na fila do dia anterior, se não ficar sem pão. Mas na minha idade isso é difícil para mim ”, diz um homem que não conseguia levar para casa a comida desejada.

As avaliações também apontam para a qualidade. “É um pão velho com pouco azeite no preparo, mas temos que comprar porque é o único. Não existe competição entre as padarias, estamos à mercê dos vendedores. Você pega ou passa fome ”, diz Mario Miranda, um homem que comprou depois de mais de uma hora na fila.

 

Publicado originalmente em CubaNet.org, no dia 22/04/2021

Tradução do editor do site.

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