Con Coughlin, Gatestone Institute
26 de Setembro de 2021

 

  • Os planos europeus de forjar laços mais estreitos com Cabul estão, no entanto, sendo drasticamente prejudicados pela conduta do novo regime do Talibã que, em vez de cumprir a promessa de tomar jeito, ao que tudo indica, está voltando à velha e intransigente toada.
  • Informes recentes afirmam que pelo menos quatro agentes da elite antiterrorista afegã foram capturados e mortos pelo Talibã nas últimas três semanas e num caso os Talibãs arrancaram todas as unhas da vítima antes matá-la a tiros.
  • "Temos que parar de fazer de conta que o Talibã mudou", alertou McMaster. "Nossa autoilusão levou muitos a abraçarem a reversão orwelliana da moralidade, na qual veem os terroristas jihadistas como parceiros... O Talibã está determinado a impor uma forma brutal da sharia ao povo afegão e está entrelaçado com terroristas determinados a continuar a jihad..." — HR McMaster, Ex-Conselheiro de Segurança Nacional, The Sunday Times, 12 de setembro de 2021.

Investidas incautas de inúmeras potências ocidentais para fomentar relações com o recém empossado regime do talibã em Cabul estão sendo carcomidas pela atitude intransigente do novo regime islamista.

Na esteira da drástica tomada de poder do Afeganistão pelo Talibã no mês passado, vários proeminentes líderes ocidentais indicaram a disposição de trabalhar com o novo regime afegão, decorrente das assertivas de alguns líderes do grupo expressando a intenção de estabelecerem uma forma de governo mais moderada do que o anterior regime do Talibã que aterrorizou o país no final dos anos de 1990.

Após a tomada de poder pelo movimento islamista, os líderes do Talibã fizeram questão de enfatizar a intenção de estabelecer uma abordagem mais moderada. Na primeira entrevista coletiva após a tomada do poder, os líderes do movimento prometeram proteger os direitos das mulheres, garantir a liberdade da mídia e propiciar uma anistia nacional aos funcionários públicos e militares do governo passado do presidente Ashraf Ghani, que desmoronou no caos após a decisão do presidente dos EUA, Joe Biden, de encerrar o apoio militar dos Estados Unidos.

Zabihullah Mujahid, porta-voz do grupo armado, também salientou que o Talibã deseja ter relações pacíficas com outros países e que nenhum grupo terá permissão de usar o território afegão para desferir ataques contra qualquer outra nação.

"Quero assegurar à comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, que ninguém será prejudicado", ressaltou Mujahid. "Não queremos nenhum inimigo, interno ou externo."

O tom mais moderado adotado pelos líderes do Talibã levou vários proeminentes líderes ocidentais a sinalizarem a disposição de trabalharem com o recém-criado Emirado Islâmico do Afeganistão, gerando temores de que o Talibã em breve alcançará seu objetivo de alcançar o reconhecimento internacional das principais potências mundiais.

Ao passo que Biden se mostrou ambivalente na questão do reconhecimento do novo regime islamista, enfatizando que cabia ao Talibã decidir se queria o reconhecimento internacional, alguns dos principais aliados de Washington demonstraram mais entusiasmo em estabelecer relações com o novo regime de Cabul.

A última vez que o Talibã governou o Afeganistão, no início da década de 1990, os militantes usufruíram do reconhecimento de apenas três nações: Paquistão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Agora, as perspectivas do movimento de obter reconhecimento internacional de um número maior de países melhoraram consideravelmente, depois que importantes políticos europeus sinalizaram a disposição de trabalhar com o novo regime.

Em uma coletiva de imprensa realizada após a tomada do Afeganistão pelo Talibã, Josep Borrell, o principal diplomata da União Europeia, realçou que o bloco estava pronto para considerar seriamente o estabelecimento de relações com o Emirado Islâmico. "O Talibã ganhou a guerra, de modo que teremos que conversar com os membros do governo", declarou ele. "Não é uma questão de reconhecimento oficial. É uma questão de tratar com eles."

O aparente entusiasmo da UE de estabelecer relações com o Talibã ecoou na Alemanha, onde Armin Laschet, o candidato da União Democrata Cristã, partido de Angela Merkel, que espera sucedê-la no cargo de chanceler, observou que "a arte da boa política externa" é encontrar soluções com os países cujos objetivos e ideais outras sociedades rejeitam.

Na outra ponta, a França e a Grã-Bretanha foram mais ambivalentes quanto ao estabelecimento de laços com o Talibã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França salientou que a questão do reconhecimento do Talibã "não é no momento relevante para a França" e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson advertiu que "seria um erro qualquer país reconhecer qualquer novo regime de Cabul prematura ou bilateralmente. "

Mesmo assim, a estreita cooperação que ocorreu entre os talibãs e as forças ocidentais no aeroporto de Cabul durante a recente evacuação de estrangeiros significa que vários políticos do alto escalão da Europa ainda são da opinião de que em breve será possível conceder reconhecimento oficial ao novo regime.

Os planos europeus de forjar laços mais estreitos com Cabul estão, no entanto, sendo drasticamente prejudicados pela conduta do novo regime do Talibã que, em vez de cumprir a promessa de tomar jeito, ao que tudo indica, está voltando à velha e intransigente toada.

Depois de nomear uma série de importantes militantes para altos cargos para a nova administração do Talibã, o grupo já foi acusado de mandar esquadrões da morte para capturar e assassinar ex-membros das forças de segurança afegãs.

Informes recentes afirmam que pelo menos quatro agentes da elite antiterrorista afegã foram capturados e mortos pelo Talibã nas últimas três semanas e num caso os Talibãs arrancaram todas as unhas da vítima antes matá-la a tiros.

As vítimas ao que consta seriam integrantes das Unidades 011 e 041, unidades estas treinadas por britânicos e americanos responsáveis por achar e interrogar o membros do Talibã, que anteriormente tinham suas bases na sede do serviço de inteligência afegão, o Diretório Nacional de Segurança (NDS) em Cabul.

A abominável conduta do Talibã na perseguição de seus antigos inimigos levou o Ex-Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, HR McMaster, a soar o alerta em relação ao estabelecimento de relações diplomáticas de nações ocidentais com o novo regime.

Escrevendo no London Sunday Times, McMaster emitiu um grito de alerta aos líderes ocidentais para não se deixarem levar pela conversa fiada do Talibã de que eles são um movimento mais moderado do que seus antecessores.

"Temos que parar de fazer de conta que o Talibã mudou", alertou McMaster. "Nossa autoilusão levou muitos a abraçarem a reversão orwelliana da moralidade, na qual veem os terroristas jihadistas como parceiros.

Nós sabemos quem eles são, como são recrutados e porque são perigosos. O Talibã está determinado a impor uma forma brutal da sharia ao povo afegão e está entrelaçado com terroristas determinados a continuar a jihad contra todos os que não estão nos conformes com a sua pervertida interpretação do Islã."

Não resta dúvida, a julgar pelo comportamento cada vez mais intransigente do Talibã desde a tomada do poder no mês passado, que há pouquíssimas evidências para sugerir que os militantes islamistas estão dispostos a adotar uma abordagem mais conciliatória em governar o povo afegão, uma atitude que deve ser levada em consideração antes que os líderes europeus cometam o desastroso equívoco de dar legitimidade internacional ao novo regime islamista do Afeganistão.

*        Con Coughlin é o Redator de Defesa e Relações Exteriores do Telegraph e Distinguished Senior Fellow do Gatestone Institute.

**      Original em inglês: Giving the Taliban International Legitimacy Would Be a Disastrous Mistake
***     radução: Joseph Skilnik

****   Publicado originalmente em https://pt.gatestoneinstitute.org/17804/legitimidade-internacional-taliba

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ALEXANDRE GARCIA E A LIBERDADE

Percival Puggina

27/09/2021

 

Percival Puggina

“Se eu digo uma coisa eu tenho que praticar e digo: não aluguem a sua cabeça, pensem, que seu cérebro não seja abduzido (...)”. Alexandre Garcia sobre sua saída da CNN.

 

         Bruno Leoni, em “A liberdade e a lei”, observa que romanos e ingleses entendiam que a lei era para ser descoberta e só então redigida e proclamada. Estava aí a ideia aristotélica e posteriormente tomista da Lei Natural. Entre muitas outras consequências, a liberdade é regra de 18 quilates, sempre preciosa na história humana.

“Livre pensar é só pensar” foi uma sentença que encimou durante anos as páginas de humor a cargo do talento de Millôr Fernandes na antiga revista O Cruzeiro. A livre expressão do que se pensa não pode, por isso, ser uma liberdade concedida.  Se o for, se converterá em prerrogativa outorgada a uns, negada a outros, esterilizando a liberdade de pensamento.

É o que está sendo feito em nosso país – seja em nome da ciência ou da democracia, seja por indisfarçado desejo de vingança ou treinamento para o totalitarismo – desde que passamos a conviver com verdades estatizadas que não admitem refutação.

O excelente Alexandre Garcia foi demitido da CNN alegadamente por uma opinião exposta no programa “Liberdade de opinião”. Paradoxal? Só para quem não acompanha os acontecimentos no Brasil real. Refiro-me a quantos estão tendo suas vidas devassadas, suas fontes de custeio investigadas por pressupostos de ilicitude típicos de quem mede os demais por sua pequena régua.

Há um jornalismo frouxo, disciplinado, moldável, promotor do velório das liberdades. E há jornalistas como Alexandre Garcia, com respeito a si mesmos e ao público, dispostos a dizer o que muitos – tantos! – veem e não falam.

A estes, minha admiração e meu aplauso.

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Publicado em 23/09/2021 18h25

Por que a imprensa não divulga? Por que plantam desesperanças esperando colher catástrofes?

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou em Relatório Anual (link) divulgado nessa quarta-feira (22) que o desempenho econômico do Brasil tem sido melhor do que o esperado, “em parte devido à resposta enérgica das autoridades”, à medida que a economia emerge da desaceleração causada pela Covid-19. O FMI projeta um crescimento de 5,3% para o Brasil neste ano e uma queda da dívida pública de 99% para 92% do Produto Interno Bruto (PIB).

O organismo elogiou as autoridades brasileiras por sua resposta política decisiva ao impacto da Covid-19 na economia. Segundo o FMI essas políticas reduziram significativamente a gravidade da recessão de 2020 e amorteceram seu impacto sobre os pobres e vulneráveis, ao mesmo tempo em que prepararam o terreno para uma forte recuperação em 2021. O Fundo ainda parabenizou o ímpeto de reformas institucionais visando criar as bases para uma economia mais competitiva.

Segundo trecho do comunicado do FMI à imprensa, “os diretores saudaram a ambiciosa agenda de reforma do lado da oferta, com o objetivo de aumentar a produtividade, o crescimento potencial e os padrões de vida. É necessária uma ação concertada para liberalizar o comércio exterior e os mercados de produtos, aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho formal e melhorar a governança. O fortalecimento da eficácia e previsibilidade das estruturas anticorrupção e ABC/CFT permanece crítico. Também são necessárias medidas para melhorar ainda mais o ambiente para o investimento do setor privado.”

Segundo o secretário especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, o relatório anual elaborado pelo FMI é um importante instrumento técnico que apresenta os avanços na área econômica do nosso país. “O resultado positivo que tivemos este ano é fruto de uma conjunção de ações, muito bem coordenadas e alinhadas, em que nossa grande meta é maior liberdade para empreender e crescer em um novo Brasil, um país mais produtivo e competitivo. A conjunção de medidas concretas que preservam o equilíbrio fiscal e promovem a competitividade tem sido a marca de toda a equipe do Ministério da Economia”, destacou.

O documento aponta ainda que o Governo está otimista com sua agenda de reformas pró-mercado, que estão mudando a cultura econômica do país e ganhando força no Congresso.

O FMI ressalta os recentes marcos legislativos que visaram melhorar o ambiente de negócios no Brasil, atrair investimentos privados e aprimorar a produtividade e competição, ao mesmo tempo em que reconhece o escopo para maiores avanços em iniciativas de desregulamentação e aprimoramento do sistema tributário.

O relatório destaca as principais reformas econômicas desenvolvidas pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME), voltadas ao setor produtivo brasileiro, adotadas durante o período da pandemia, as quais estão baseadas em três eixos estratégicos:

- Melhoria do ambiente de negócios, que objetiva reduzir o Custo Brasil em R$ 1 trilhão e aumentar em 30% a produtividade das micro e pequenas empresas;

- Choque de investimento privado, que busca somar mais R$ 107 bilhões ao ano em investimentos privados em infraestrutura e atingir a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) no ranking do Product Market Regulation (PMR) em dois anos;

- Futuro digital e produtivo, que visa aumentar em 20% a maturidade digital do setor produtivo, posicionar o país como Top 3 Ecossistema Global Startups e qualificar 10 milhões de pessoas em habilidades do futuro.

Nos últimos meses de 2021, o relatório menciona a conclusão de importantes reformas, como por exemplo:

• Marco Legal da Liberdade Econômica;

• Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe;

• Lei de Falências;

• Sistema de Defesa do Empreendedor;

• MP do Ambiente de Negócios;

• Frente Intensiva de Avaliação Regulatória e Concorrencial (Fiarc);
• Sanção presidencial da Medida Provisória nº 1.033/21, que altera o marco legal das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs);
• PL do Gás;

• Marco do Saneamento;

• Marco da Telecom;
• PL do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust);

• PL do FreeFlow;

• MP da VSat;

• Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador.

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“HERÓIS” BRASILEIROS

Egas Moniz Paschoal Batista

20/09/2021

Egas Moniz Paschoal Batista

Nota do editor: A propósito do meu artigo “O fracasso pela educação” recebi de leitor a seguinte mensagem.

Senhor Puggina, uma boa tarde.

Tenho uma sobrinha que estudou em um cursinho, em minha cidade. Certo dia disse-me ela que seu professor de história havia dito em sala de aula que o Brasil não tinha heróis, que eram todos de “mentirinha”. Ela o questionou sobre alguns vultos de nossa história e citou, entre outros, Tiradentes, que foi prontamente enxovalhado pelo “professor”. Heróis, para ele, eram Marighella, Lamarca e outros “heroicos” terroristas.

Para a próxima aula de história dei a ela um livreto intitulado “Tiradentes”, com um discurso de Darcy Ribeiro, proferido em 22 de abril de 1992, nas solenidades comemorativas aos duzentos anos da morte do mártir da Conjuração Mineira e onde se exaltam seus feitos e sonhos de um Brasil grande e próspero. Apenas pedi a ela que, antes de mostrar ao professor e aos alunos, perguntasse a respeito do escritor, historiador e antropólogo Darcy Ribeiro. O tal professor teceu os maiores elogios e recomendou a leitura de seus livros.

Quando lhe foi mostrado o singelo livreto com suas poucas páginas os alunos pediram para que fosse lido em voz alta para que todos ouvissem, o que foi feito.

Ao final da leitura, um desconcertado militante petista, travestido de professor, aprendeu com os alunos a dolorosa lição do quanto é triste e feio deturpar a história da Pátria.

Fatos como esse ilustram de forma categórica sua afirmação: professores usando o sagrado espaço de uma escola e dedicando o tempo de suas aulas para formar adeptos às suas convicções políticas pessoais.

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Surpreso e agradecido pela homenagem, divulgo o evento do MP PRÓ-SOCIEDADE


Link para inscrições: https://doity.com.br/iv-congresso-do-mp-pro-sociedade/inscricao
IV Congresso do MP Pró-Sociedade, associação que reúne membros conservadores do MP.
O MP Pró-Sociedade Homenageia, IN VITAM, Percival Puggina, um dos maiores intelectuais do país: o homem que expôs A TRAGÉDIA DA UTOPIA.
Inscreva-se, participe conosco, antes que suas LIBERDADES sejam homenageadas apenas IN MEMORIAM”.

O evento conta com apoio da Tribuna Diária, melhor jornal conservador do Brasil.
https://www.tribunadiaria.com.br

A editora E.D.A. e a Editora Armada, que têm publicados algumas das melhores obras jurídicas e culturais, estão apoiando o Congresso.

https://livrariaeda.com.br

https://editoraarmada.com.br

Haverá lançamento e autógrafo de livros de membros do MPPS e outros autores no dia 30 de outubro.

Aguardem que divulgaremos, em breve, ofertas especiais.

PROGRAMAÇÃO

SÁBADO - DIA 30/10/2021

08h00 – Abertura
Apresentação: Sílvio Munhoz, Presidente do MPPS.
Aula Magna: A Tragédia da Utopia está chegando ao Brasil?
Percival Puggina

09h00 – PAINEL 01
Cristofobia.
Coordenador: Eugênio Amorim (Promotor de Justiça do MPRS)
Debatedores:
Ailton Benedito (Procurador da República, participação virtual) e
Adriano Farias (Promotor de Justiça do MPMG, participação virtual).

10h00 Intervalo

10h20 – PAINEL 02
Liberdade de Expressão e Liberdade de Imprensa: jornalistas, “blogueiros” e conservadores.
Coordenador: Rodrigo Merli (Promotor de Justiça do MPSP, Escritor e Vice-Diretor de Eventos do MPPS)
Debatedores:
Fernanda Barth (Mestre em Ciência Política e Jornalista) e
Gustavo Victorino (Jornalista)
11h20 - PAINEL 03
Liberdade de Expressão dos Sacerdotes e Fiéis
Coordenador: Marcos Rauber (Promotor de Justiça do MPRS)
Palestrante: Pastor Walmor Moreira (Procurador da República e Mestre em Criminologia e Sociologia Jurídica pela Universidade de Barcelona, Espanha)

12h20 - Almoço
14h30 – PAINEL 04
O Crime como escolha Racional. Análise Econômica do Direito, Análise comportamental do Direito e segurança pública
Coordenador: Alexandre Schneider (Procurador da República e Mestre em Direito)
Debatedores:
Pery Shikida (Doutor em Economia Aplicada pela ESALQ/USP; Prof. na UNIOESTE; Po?s-Doc em Economia pela Fundac?a?o Getu?lio Vargas),
Fábio Costa Pereira (Pós-graduado em Inteligência Estratégica (ESG) e Defesa Nacional (IDN/Portugal)e presidente da ABEIC)

16h00 - COFFEE BREAK (15 MINUTOS EXATOS)

16h15 – Debate sob a PEC 05 que altera o CNMP
Coordenadora: Maria José Miranda (Promotora de Justiça aposentada, Vice-Presidente do MP Pró-Sociedade)
Debatedores:
Deputada Federal Bia Kicis (Presidente da CCJ, participação virtual),
Deputado Federal Sanderson e
Representante convidado da CONAMP (a confirmar)

17h45 – Lançamento de livros de membros do MPPS

DOMINGO - DIA 31/10/2021
09h00 – ADPF 635, Guerra à polícia, ativismo judicial e Juristocracia
Coordenadora: Cláudia Piovezan (Promotora de Justiça do MPPR, L.L.M in Comparative Law and Certificate in Environmental Law and Land use pela Universidade da Flórida-EUA e escritora)
Debatedores:
Cel Cajueiro (PM, escritor e Presidente da Associação Heróis do Rio de Janeiro e coautor da obra Guerra à Polícia),
Sílvio Munhoz (Escritor, Procurador de Justiça do MPRS e coautor da obra Guerra à Polícia)
Diego Pessi (Promotor de Justiça do MPRS, Promotor de Justiça do MPRS, Mestre em Ciências Policiais pelo Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna de Portugal e escritor, prefaciante da obra Guerra à Polícia)
11h10 – Assembléia Geral

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LOCAL DO EVENTO

Colégio Militar de Porto Alegre - Avenida José Bonifácio, 363, Farroupilha, Porto Alegre - Rio Grande do Sul

 

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Percival Puggina

 

         Domingo, 19 de setembro, seis horas da manhã, desci para meu gabinete, liguei o computador, cliquei no navegador e me apareceu, na página do Chrome, a estampa de Paulo Freire para me azedar o dia inteiro..

Podíamos passar sem essa demonstração e apreço da poderosa Google LLC pelo promotor do grande desastre da educação brasileira. Não conheço alguém cuja admiração pelo homenageado se se atribua a qualquer realização objetiva em favor do desenvolvimento da Educação em nosso país.

Aliás, vendo-se a fama e a tão proclamada consagração universal ao professor Paulo Freire e passadas quase três décadas em que a gestão da educação brasileira esteve sob responsabilidade de seus seguidores, o mínimo que se poderia esperar seriam suas pegadas ou digitais em avanços dignos de nota.

Qual o quê! O Brasil perde posições no ranking mundial, a educação brasileira, aqui sim, seguindo os passos do referido autor, realiza seu sonho como mestre de tantos: ideologizou-se, politizou-se, esquerdou-se e frustra as expectativas de alunos, pais, bons professores remanescentes e, claro, de todos que querem o bem do país e de seu povo.

Tanto partidarismo em sala de aula, tantas filosofias políticas apresentadas e tantas escondidas, não serviram, sequer, para qualificar as representações parlamentares de nossa pobre democracia.

Ao homenagear Paulo Freire,  Google exibiu sua opção ideológica em tema crucial para a Educação em nosso país.

           

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