A matéria reproduzida abaixo e de msn-notícias.

Ela revela bem o caráter desse senhor que se julga no direito de impingir a todos os brasileiros os ônus de seu incansável e produtivo labor revolucionário. Até hoje, que tenha chegado ao conhecimento público, essa vantagem só foi concedida a quem foi demitido a bem do serviço público por ato oficial e por motivação política.

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BRASÍLIA - O ex-ministro José Dirceu quer contabilizar os onze anos que viveu na clandestinidade, durante a ditadura militar, na contagem para sua aposentadoria. Ele quer se aposentar. Esse período abrange sua prisão no Congresso da União Nacional do Estudante (UNE), em Ibiúna (SP), em 1968, até a abertura política, em 1979, quando desfez cirurgia plástica que alterou seu rosto, e voltou a viver em definitivo no Brasil.

A pretensão de Dirceu precisa ser apreciada pela Comissão de Anistia, ligada ao Ministério da Justiça, órgão que julga e concede, ou não, contagem para a aposentadoria dos anos de perseguição política, além de indenização financeira. O ex-ministro já foi anistiado por essa comissão, em fevereiro de 2002, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Seu processo foi aprovado por unanimidade de nove votos e a comissão concedeu a Dirceu o direito de reparação econômica, em prestação única, de R$ 59,4 mil. A portaria confirmando sua condição de anistiado, e o recebimento da indenização, foi assinada pelo então ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, hoje senador pelo PSDB de São Paulo e que foi candidato a vice-presidente da República em 2014 na chapa de Aécio Neves (PSDB). Foi publicada no Diário Oficial da União em 7 de março de 2002.
 

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 País rico e povo pobre. Quando o Estado pode muito, ele pode também isto. Não quero, com isto, depreciar o cargo de presidente da Câmara dos Deputados. Não, o cargo é relevante, exige muito trabalho, esforço físico e bons dotes mentais e culturais. Mas não são os enfeites do cacique que irão valorizar a tribo.

As regalias, todas as regalias e a maior parte dos privilégios concedidos aos poderes de Estado funcionam, em relação ao interesse nacional, como um isolante térmico nos protege de um calor excessivo. Quanto mais regalias e privilégios, maior a distância e a desatenção ao bem comum.

As informações abaixo procedem do UOL.

Casa, carro e 47 funcionários: conheça os benefícios do presidente da Câmara
Leandro Prazeres Do UOL, em Brasília
Salário de R$ 33,7 mil, casa de 800 metros quadrados com despesas pagas, carro da "firma" com dois motoristas, jatos com piloto à disposição para viagens a trabalho ou para voltar para casa e R$ 4,2 milhões por ano para distribuir a um séquito de até 47 funcionários. Ficou interessado no "emprego"? Pois estes são alguns dos principais atrativos do disputado cargo de presidente da Câmara dos Deputados. A eleição para definição do novo ocupante do cargo será no próximo dia 1º de fevereiro.
Considerado um dos postos mais poderosos da República, neste ano, a presidência da Câmara dos Deputados vem sendo disputada de forma bastante acirrada pelos quatro candidatos ao cargo: Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Arlindo Chinaglia (PT-SP), Júlio Delgado (PSB-MG) e Chico Alencar (PSOL-RJ). Mas o posto carregado de responsabilidades também tem seus atrativos. Veja alguns:
? Carro oficial: O presidente da Câmara dos Deputados tem direito a carro oficial com dois motoristas (em esquema de revezamento) à disposição.
? Gabinete exclusivo: Além do próprio gabinete como deputado federal, o presidente da Câmara tem direito a um gabinete exclusivo. As instalações são mais amplas que as de um gabinete comum e têm vista para a Praça dos Três Poderes, em Brasília. A assessoria de imprensa da Câmara não informou a área do local.
? Residência oficial: Enquanto parte dos deputados tem direito a apartamentos funcionais de até 200 metros quadrados, o presidente da Câmara dos Deputados tem a seu dispor uma casa de 800 metros quadrados de área construída na região conhecida como Lago Sul, uma das mais nobres de Brasília. A casa tem quatro quartos, escritório, sala de jantar e piscina.
? Viagens em aviões oficiais: O presidente da Câmara dos Deputados tem direito de viajar em aviões da FAB (Força Aérea Brasileira). Os aviões só poderão ser utilizados se as viagens atenderem os seguintes requisitos: motivo de segurança e emergência médica, viagens a serviço e deslocamento para o local de residência permanente do presidente. Caso o presidente opte por viajar em avião de carreira, a despesa será paga pela Câmara.
? Verbas para contratar funcionários: O presidente da Câmara tem direito a nomear 47 funcionários para o auxiliar no cargo. Juntos, os salários desses 47 funcionários custam R$ 4,2 milhões anualmente (doze salários, mais os valores referentes ao 13º salário). Além desses 47, é importante lembrar que todos os deputados (independente do cargo na mesa diretora) já têm direito a 25 funcionários e a uma verba de R$ 78 mil por mês. Na prática, o presidente da Câmara tem direito a 72 funcionários, que custam aos cofres públicos R$ 5,2 milhões por ano.
 

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O LARANJA DE LULA

25/01/2015

"ELES NÃO SABEM O QUE SOMOS CAPAZES DE FAZER..."


 Lula é demasiadamente esperto para colocar a própria mão em ninho de cobra. Suas digitais jamais aparecerão na porta dos cofres. Sua assinatura nunca subscreverá acordos escabrosos. Sua voz não será ouvida em quaisquer gravações comprometedoras.

 No entanto, a seu redor, os figurões estão caindo como pinos de jogo de boliche enquanto Lula esclarece que "não se trata de gente da minha confiança". 

Muitas vezes, nos últimos anos, me interroguei sobre a sustentação financeira do Instituto Lula. Como se sabe, ele não é um mão-aberta que vá tirar do seu para manter o instituto. De quando se lê a respeito do eminente filho de Garanhuns, o pão dele vem sem uma gota sequer de suor do próprio rosto. O mesmo vale para qualquer de seus negócios pessoais e interesses financeiros do partido.

A revista Veja que está nas bancas descortina à opinião pública uma figura que lhe era desconhecida, mas com franquias incomuns no Palácio do Planalto. Aí vai uma palhinha da importante matéria da revista, trabalho dos jornalistas Rodrigo Rangel e Adriano Ceolin.

Um dos grandes pecuaristas do país, José Carlos Bumlai conta que visualizou em sonho sua aproximação com Luiz Inácio Lula da Silva, quando ele era apenas aspirante à Presidência. Com a ajuda de um amigo comum, Bumlai conheceu o petista e o sonho se realizou. O pecuarista tornou-se íntimo de Lula. O sonho embutia uma profecia que ele só confidenciou a poucos: a aproximação renderia excelentes resultados para ambos.

Assim foi. Lula chegou ao Planalto, e Bumlai, bom de negócios, bem-sucedido e rico, tornou-se fiel seguidor do presidente, resolvedor de problemas de toda espécie e, claro, receptador de dividendos que uma ligação tão estreita com o poder sempre proporciona. No governo, só duas pessoas entravam no gabinete presidencial sem bater na porta. Bumlai era uma delas. A outra, Marisa Letícia, mulher de Lula.

Desde 2005, sabia-se em Brasília que Bumlai também tinha delegação para tratar de interesses que envolvessem a Petrobras. Foi ele, por exemplo, um dos responsáveis por chancelar o nome do hoje notório Nestor Cerveró, um desconhecido funcionário da estatal, para o posto de diretor internacional da empresa.

Já muito mais na revista Veja, edição nº 2410.
 

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A jornalista Rosane de Oliveira, em seu blog em ZH (20/01/2015), sob o título "O discurso de Dilma virou pó", lista uma série de ações adotadas pelo governo da presidente, nessa segunda versão. E pede aos leitores que imaginem Dilma anunciando tais medidas durante a campanha eleitoral. A pergunta que não quer calar, diante dessa sequência de contradições absolutas, é esta: teria Dilma vencido a eleição? A jornalista, com razão conclui que se tivesse anunciado a metade delas, não teria sido eleita.

Concluo eu: nossas instituições não põem freios à mentira. Poderia a mentira fazer parte da liberdade de expressão no campo da política? Outros países não pensam assim.

A partir daqui, são observações da jornalista.

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"Imagine-se a candidata Dilma no debate decisivo da TV Globo dizendo as seguintes frases:

“Como o governo gastou demais, teremos de adotar medidas impopulares para recolocar a economia nos eixos e reconquistar a confiança do mercado.”

“Vou convidar um executivo do Bradesco para o lugar de Guido Mantega, porque as contas estão deterioradas e precisamos aumentar a arrecadação em pelo menos R$ 20 bilhões.”

“Vamos ressuscitar a Cide, aquela contribuição sobre os combustíveis, que existia e foi zerada no meu governo para evitar o aumento do preço na bomba. O aumento será de 22 centavos por 

litro de gasolina e de 15 centavos por litro de diesel, na refinaria. Ainda não sabemos quanto isso vai significar na bomba.”

“Infelizmente, a Caixa Econômica Federal terá de aumentar os juros da casa própria. Mas vamos preservar os imóveis do Minha Casa, minha vida e os financiados com recursos do FGTS.”

“O IOF dos empréstimos bancários vai dobrar. Subirá de 1,5% para 3%. É preciso conter o crédito para controlar a inflação.”
“O PIS-Cofins dos importados vai aumentar de 9,25% para 11,75%. Você tem de entender que é preciso equilibrar nossas contas externas.”

“A conta de energia terá um aumento significativo, porque teremos de retirar o subsídio dado ás empresas do setor elétrico. Assim, fica mais transparente: em vez do contribuinte pagar essa conta com o dinheiro dos impostos, o consumidor paga direto na conta de luz.”

“Vamos adotar o sistema de bandeiras, para ficar claro que estamos cobrando mais quando a falta de chuva nos obriga a acionar as usinas térmicas.”

“O aumento do preço da energia elétrica não evitará apagões se o verão for rigoroso e o consumo aumentar demais. ”

“Precisamos rever as regras de concessão do seguro desemprego e das pensões do INSS.”

“Estamos pensando em propor a volta da CPMF, para aumentar os investimentos na saúde.”
 

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Excelência, fale apenas por si. A nós, o que nos deixa indignados é o tráfico!

A execução de alguém é, sempre, um ato de extrema violência, que agride nossa sensibilidade. Na madrugada de ontem, na Indonésia, um cidadão brasileiro sentiu o peso da lei local que aplica a pena máxima para o crime de tráfico de drogas. Há dez anos, Marcos Archer entrara no país com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta. Apanhado pelo raio-x do aeroporto, conseguiu fugir, mas foi capturado dias depois. Simultaneamente, também foram executados um holandês, um malauiano, um nigeriano, uma mulher vietnamita e uma cidadã do próprio país. 

 Nossa presidente, a mesma pessoa que sugeriu mediação internacional (por que não foi por conta própria?) para resolver a sequência de crimes contra a humanidade que estão sendo cometidos pelos fanáticos do ISIS, primeiro pediu clemência, depois se disse "consternada e indignada" e, por fim, engrossou ainda mais chamando nosso embaixador em Jacarta para consultas. O Itamaraty afirmou que o fato estabelecia "uma sombra" nas nossas relações com a Indonésia. Excelência, sombrio é o tráfico!

 Não é paradoxal? Nem uma só palavra foi dirigida por nosso governo para se desculpar ante as autoridades de lá pelo fato de um cidadão brasileiro haver tentado levar para dentro do país delas o pó da morte que passeia arrogantemente pelas esquinas, ruas e estradas do Brasil. Foi o governo da Indonésia, com suas leis duras contra o tráfico, que indignaram o governo brasileiro.

 Certamente, para cada traficante morto na Indonésia, um país onde esse mal deve ter proporções pequenas, morrem no Brasil dezenas de milhares de seres humanos, vítimas da droga e do ambiente criminoso que em torno dela se estabelece. A pergunta que faço é: o que é melhor? Punir o tráfico com tal severidade que o sentido de preservação da própria vida acabe com ele, ou perder milhares de vidas por ano, executadas direta e indiretamente pelos traficantes? A quem deveria convergir mais firmemente nossa sensibilidade, racionalidade e indignação?

 Note-se que nas execuções de ontem havia apenas uma pessoa da Indonésia. As demais eram estrangeiras. Não disponho de estatísticas mais amplas do essa pequena amostra, mas ela sugere que os indonésios não andam muito dispostos a enfrentar a lei deles nesse particular.

 A leniência com a criminalidade, que se expressa tanto na nossa legislação quanto nas proteções e garantias que oferecemos aos criminosos, transformaram o Brasil numa terra sem lei, a partir do topo da pirâmide social.
 

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O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, aproveitou a reunião bilateral com a presidente Dilma Rousseff para pedir apoio econômico a seu país. Além de uma crise que já se arrasta há mais de um ano, a queda no preço do petróleo deixou a Venezuela em uma situação ainda mais difícil. (folhapolítica.jusbrasil.com.br)


COMENTO:
 Durante anos debati com petistas e comunistas sobre os danos do chavismo à economia e à política da Venezuela. Mas era tudo inútil. Chávez representava o casamento da utopia com a grana. Jogava dinheiro para cima e desfrutava daquele poder de atração que o Tesouro abarrotado exerce. Com 96% de suas exportações provindo do petróleo, sempre falando grosso, o novo Kaiser sul-americano foi estatizando tudo que podia, acabando com o empreendedorismo privado. Afinal, na condição de membro da OPEP e maior produtor mundial fora do Oriente Médio, a Venezuela podia dar-se a todos os luxos, inclusive ao luxo de armar-se até os dentes. Com a morte de Chávez, Maduro o sucedeu na mesmíssima toada.

 De repente, na contramão das expectativas, as reservas mundiais ampliam-se constantemente, o preço do barril de petróleo desaba de US$ 100 para US$ 48, e se instala o caos nas contas venezuelanas. A produção da indústria nacional despencou e falta dinheiro para as importações. A popularidade do governo caiu abaixo de 30% e a violência institucional contra a oposição segue, cada vez mais de perto, a receita do castrismo. Cadeia, cacetete e bala para todo o mundo.
 Qual a saída para Maduro? Vir correndo atrás dos parceiros ideológicos que importaram os balaqueiros neocomunistas para o Mercosul, que inventaram a Unasul e que criaram o Foro de São Paulo. Falo de Lula e, agora, de Dilma. E o que anteontem nossa presidente? Prometeu apoio a Maduro para o desenvolvimento do setor industrial venezuelano. Ou seja: vai aí mais dinheiro do BNDES para sustentar a parceira petista com a rafuagem da política continental.
 

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