Leandro Narloch - O Caçador de Mitos
Uma visão politicamente incorreta da história, ciência e economia

 

Muita gente acredita que uma vida sustentável exige entrar em harmonia com a natureza – viver entre as árvores, construir casas de madeira ou comer alimentos orgânicos. Um grupo de ambientalistas lançou na semana passada um manifesto com a afirmação oposta: a melhor forma de reduzir o impacto humano sobre o meio ambiente é com inovação, tecnologia, agricultura intensiva e cidades com milhões de pessoas.

Os autores do Eco-modernism Manifest, boa parte deles professores em universidades britânicas e americanas, se declaram eco-pragmáticos. Deixaram ideologias no armário e passaram a pensar no que pode conciliar a redução da pobreza com a preservação ambiental. Concluíram que só a tecnologia é capaz disso. “Intensificar diversas atividades humanas – principalmente agricultura, extração de energia e reflorestamento – de modo que usem menos energia e interfiram menos no mundo natural, é a chave para dissociar o desenvolvimento humano dos impactos ambientais”, dizem eles.

Outros trechos:

Neste manifesto, nós reafirmamos um antigo objetivo ambiental, o de que a humanidade deve reduzir o impacto sobre o ambiente para preservar a natureza, e ao mesmo tempo rejeitamos outro antigo ideal, que as sociedades humanas devem entrar em harmonia com a natureza para evitar o colapso econômico e ecológico.

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Tecnologias humanas, desde aquelas que possibilitaram que a agricultura substituísse a caça e a coleta, até aquelas que hoje guiam a economia globalizada, tornaram os humanos menos dependentes de diversos ecossistemas que uma vez foram sua única forma de subsistência.

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Cidades ocupam somente de 1% a 3% da superfície da Terra, mas abrigam 4 bilhões de pessoas. As cidades tanto guiam como simbolizam a dissociação da humanidade da natureza, com um desempenho melhor que economias rurais ao fornecer de modo eficiente necessidades materiais e ao mesmo tempo reduzindo impactos ambientais.

O crescimento das cidades, junto aos benefícios econômicos e ecológicos que as acompanham, são inseparáveis dos avanços da produtividade da agricultura. Enquanto a agricultura se tornou mais eficiente em aproveitamento de terra e trabalho, populações rurais deixaram o campo para as cidades. Mais ou menos metade da população americana trabalhava na terra em 1880. Hoje, menos de 2% o fazem.

Como vidas foram liberadas do trabalho no campo, recursos humanos gigantescos foram destinados a outros desafios. Cidades, como as pessoas as conhecem hoje, não existiriam sem mudanças radicais na agricultura. Em contrate, modernização não é possível numa economia de subsistência.

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Há muitas histórias a comprovar as afirmações do manifesto. A agricultura mecanizada utiliza hoje 70% menos área de cultivo para produzir um quilo de alimento que antigos campos de agricultura de subsistência. Um carro emite hoje menos de um terço da poluição que produziam modelos de 30 anos atrás. Uma lâmpada de LED gasta menos de um quarto de energia de uma lâmpada tradicional.

O meu exemplo preferido da inovação a favor da natureza tem a ver com os pinguins. No século 19, um jeito ganhar dinheiro era arranjar um barco, viajar até a Antártida e voltar com um carregamento de óleo – óleo de baleia ou óleo de pinguim. Esses animais têm uma capa grossa de gordura para protegê-los do frio, então basta caçá-los e ferver a gordura para obter um bom combustível para lampiões e luminárias de rua. Em 1867, uma expedição de quatro barcos ingleses fabricou 200 mil litros de óleo de pinguim. Como cada ave rende meio litro de óleo, dá para estimar que só aquela expedição, só naquele ano, matou cerca de 400 mil pinguins.

Por causa da caça industrial, a população de pinguins estava desaparecendo no fim do século 19. Mas de repente os barcos de pescadores deixaram aportar na Antártida. Ninguém mais se interessava em caçar pinguins, pois um combustível mais barato e eficiente estava ganhando mercado na Europa e nos Estados Unidos. Foi assim que a invenção do querosene, um combustível fóssil, salvou milhões de pinguins na Antártida. 

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NOTA DO PSDB SOBRE AS ACUSAÇÕES DE GOLPISMO FEITAS POR DILMA

Aécio Neves, presidente do PSDB

08/07/2015

(Tecnicamente perfeita esta nota da presidência do PSDB, em resposta ao PT. Vale a pena per)

O DISCURSO DO GOLPE

O discurso do golpe que vemos hoje assumido pela presidente da República, e repetido pelos seus ministros e pelos petistas, nada mais é do que parte de uma estratégia planejada para inibir a ação das instituições e da imprensa brasileiras no momento em que pesam sobre a presidente da República e sobre seu partido denúncias da maior gravidade.

Para o PT, se o TCU identifica ilegalidades e crime de responsabilidade nas manobras fiscais autorizadas pela presidente da República, trata-se de golpe.

Para o PT, se o TSE investiga ilegalidades na prestação de contas das campanhas eleitorais da presidente da República, trata-se de golpe.

Se a Polícia Federal e o Ministério Público investigam crimes de corrupção praticados por petistas, para o PT trata-se de golpe.

Tudo que contraria o PT, e os interesses do PT, é golpe!

Na verdade o discurso golpista é o do PT, que não reconhece os instrumentos de fiscalização e de representação da sociedade em uma democracia.

O discurso golpista do PT tem claramente o objetivo de constranger e inibir instituições legítimas, que cumprem plenamente seu papel.

Os partidos de oposição continuarão atentos e trabalhando para impedir as reiteradas tentativas do PT para constranger e inibir a autonomia e independência das instituições brasileiras.

Aécio Neves.

Presidente do PSDB.

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PETROBRAS FESTEJA A QUEDA DO PREÇO DO PETRÓLEO!

Jacy de Souza Mendonça

05/07/2015


Jacy de Souza Mendonça - trecho de um artigo intitulado "Petrobras".

(...) Soou estranho, entretanto, escutar o Presidente da Petrobras declarar que estava sendo beneficiado pela queda do preço internacional do petróleo... Linguagem típica de importador do produto, para um povo habituado às fanfarronices de administradores políticos vendendo a imagem de termos conquistado a autonomia e de nos incluirmos até entre os grandes exportadores do produto. Se o que eles diziam tivesse um pingo de veracidade, deveríamos agora lamentar e não festejar a queda do preço; deveríamos até ambicionar sua alta.

Outra coisa que deu para sentir na séria singeleza dos planos foi a ausência de mãos políticas sujas de óleo e conspurcadas pela descarada e gigantesca roubalheira.

Oxalá esse banho de honestidade permita-nos vencer os hipnóticos refrãos de que o petróleo é nosso e de que só uma empresa estatal pode tocá-lo. Oxalá, em futuro próximo, possamos registrar a presença de muitas empresas petrolíferas internacionais extraindo o óleo de nosso subsolo, refinando-o, vendendo-o e, destarte, gerando empregos para os brasileiros, recolhendo tributos e aumentando nosso PIB e o saldo de nossa balança no comércio internacional. Temos tantas empresas com capital e administração estrangeiros operando entre nós há décadas, em vários setores da economia, com extraordinário sucesso, por que não podemos ter mais algumas, exatamente nessa área tão fundamental para o País e tão mal servida? Só porque os políticos embeberam esse segmento econômico de ideologias políticas? A competição da estatal com outras empresas só serviria como estímulo para que ela cresça e beneficiados seriam todos os brasileiros, não apenas os políticos. A realização desse sonho precisa ser para breve, porque a tecnologia mundial caminha em direção à substituição do petróleo como combustível e quando isso ocorrer teremos nosso subsolo encharcado por um óleo inútil.

A Petrobrás é, a propósito, uma das duas únicas empresas estatais de petróleo que existem no mundo para importar... a outra é da Argentina (que, depois de privatizada, foi reestatizada, vive hoje as mesmas deficiências da nossa e não nos dá inveja) as demais têm como objetivo exportar. (...)

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Olá Sr.Puggina, é com muita honra que lhe escrevo hoje. Gostaria de cumprimentá-lo pelo seu trabalho; tenho lido seus artigos, assistido seus vÍdeos e acompanhado os hangouts que o senhor participa com grande entusiasmo e curiosidade. Tenho 16 anos, estou cursando o 2° ano do Ensino Médio e me identifiquei muito com suas falas a respeito da educação brasileira hoje. Realmente sou testemunha do baixíssimo nível de parte das instituições,acompanho todas as semanas as mentiras expostas por parte dos professores que, não bastando somente o discurso ainda tem em seu favor as apostilas de ensino.

De inicio usava conhecimentos adquiridos com o Prof. Olavo e demais fontes para debater e até mesmo desmentir alguns discursos, porém não tenho espaço suficiente e as vezes nem sequer sou respeitado. Sou o único no meio educacional que frequento que defende abertamente a ideologia liberal-conservadora, alguns até compartilham da minha opinião porém não se sentem confortáveis para expô-las. Posso dizer então, que estou sozinho. Ainda não sei como vou agir dentro da faculdade. Perante essa situação me identifiquei com um trecho do artigo EspÍrito e Personalidade do Prof.Olavo: "a conquista de uma personalidade intelectual num ambiente que desconhece a mera existência dessa possibilidade humana – o caso, sem dúvida, do meio universitário brasileiro hoje em dia – é fonte de inumeráveis dificuldades psicológicas para o estudante, a começar pela quase impossibilidade de encontrar pessoas do mesmo nível de consciência com as quais possa ter diálogo e amizade. A personalidade intelectual só pode ser compreendida desde outra personalidade intelectual: o diálogo com indivíduos desprovidos dela é uma transmissão sem receptor, a ocasião de malentendidos e sofrimentos sem fim."

Também me identifiquei com o seguinte trecho do artigo A Tragedia do Estudante Serio no Brasil: "Ao estudante que consiga ainda vislumbrar o que é vida intelectual e faça dela o objetivo de sua existência, restam dois caminhos: o exílio, que pode levar ao lugar errado (a miséria brasileira nasce em Paris), e o isolamento, que pode levar os mais fracos a um desespero ainda mais profundo do que aquele em que se encontram." A situação da nação não é nada boa, não tenho atualmente grandes expectativas e esperanças porém quando me deparo com trabalhos como o do senhor me sinto um pouco mais revigorado e de certa forma acolhida por saber que mais cidadãos compartilham do meu ponto de vista. Minha grande dificuldade hoje é como lidar com as tolices que escuto no dia-a-dia, caso o senhor tenho algum conselho ele será bem vindo.

Minha mensagem é bem simples, queria somente cumprimentá-lo e demonstrar minha admiração por seu trabalho. Vamos em frente, lutando pelo Brasil. Que Deus o abençoe, um grande abraço!

RESPOSTA QUE LHE ENVIEI

Caríssimo jovem.

Se por um lado suscitaste em mim sentimentos de solidariedade, vontade de dizer desaforos a esses vigaristas intelectuais que posam de professores e se assumem como "educadores", por outro lado fiquei entristecido com tuas palavras. Imagino-me enfrentando a situação que descreves.

Imagino-me tendo que buscar o entendimento nas palavras duras do nosso Olavo. Deve ser penoso estar na tua posição e me sinto condoído por isso.

Busca em Deus a força e a sabedoria. Dedica-te aos estudos e manda esses falsos profetas ao conteúdo das latrinas. Busca o saber e faz dele teu posto de observação e combate. O tempo resolverá o restante. Tens duas grandes vantagens sobre esses algozes da honestidade intelectual: tens mais tempo que eles, tens as virtudes que lhes faltam e, com o tempo, passarás por cima deles, como diria Ingenieros, com um "rufar de asas".

Forte abraço e que Deus de abençoe.

Muito obrigado por tuas palavras generosas a mim dirigidas.

Percival
 

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DILMA VIAJA E LULA ASSUME O COMANDO

Percival Puggina

30/06/2015

O Estadão, em matéria desta manhã, informa que "o ex-presidente participa de encontro com Renan Calheiros, José Sarney e parlamentares da sigla para discutir a crise política do governo Dilma. Lula  chegou  à residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em Brasília, onde realiza reunião de avaliação da conjuntura política. O ex-presidente petista chegou acompanhado de Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula. Participam do encontro o ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Jorge Viana (PT-AC) e Delcídio Amaral (PT-MS)."

Acho que não se necessita de maior evidência do total abandono em que se encontra a presidente Dilma Rousseff, relegada a um canto da mesa do jogo político, onde não deseja ir e onde não é bem-vinda. A lista dos participantes da reunião, por outro lado, chega a ser macabra...
 

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A matéria a seguir foi preparada pelo Sindijusma e converte em números o que está apenas mencionado na proposta em estudo no STF. Isso não pode passar batido num Congresso Nacional onde grande parte dos membros tem medo da Justiça.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, enviou aos demais ministros da corte a minuta de anteprojeto do Estatuto da Magistratura, que altera a Lei Orgânica da Magistratura (Loman), de 1979.
O presidente do STF pretende discutir com os demais colegas alterações no texto antes de mandar o projeto ao Congresso Nacional, onde será votado. No entanto, o novo projeto estaria criando uma infinidade de vantagens para os juízes.

Segundo a nova Loman, um juiz de primeira instância receberá: R$ 31.542,16 de salário a partir de 2015; R$ 1.577,10 a cada cinco anos de magistratura; R$ 1.577,10 de auxílio-transporte, pois não conta com carro oficial; R$ 1.577,10 de auxílio-alimentação; R$ 6.308,43 de auxílio-moradia; R$ 3.154,21 de auxílio-plano de saúde. No total, neste cenário simplório, o juiz receberá ao final do mês R$ 45.734,05.

Esse valor ainda aumenta com o enquadramento do magistrado em outras situações previstas na legislação.
Se o magistrado tiver um filho, receberá mais R$ 1.577,10 de auxílio-creche e outros R$ 1.577,10 como auxílio-plano de saúde para o dependente. Os rendimentos sobem para R$ 48.888,25.

Se ele tiver um segundo filho, um pouco mais velho e que estude em escola privada, receberá mais R$ 1.577,10 de auxílio-educação. E mais R$ 1.577,10 de auxílio-plano de saúde para este segundo dependente. Sobem os rendimentos para R$ 52.042,45.

Caso o juiz tenha em seu currículo um curso de pós-graduação, receberá ao fim do mês R$ 53.619,55. Se ele tiver o título de mestre, vamos a R$ 56.773,76. Na hipótese de ter seguido uma extensa carreira acadêmica e, além de pós-graduação, tiver título de doutor, seus rendimentos vão a R$ 61.505,08.

Na hipótese de acumular alguma função administrativa no foro, o contra-cheque subirá a R$ 72.019,13. Se este juiz julgar mais processos do que recebe no ano, ele receberá dois salários adicionais por ano. Dividindo esse valor por 12 para facilitar nossa conta, os rendimentos do magistrado subiriam mensalmente a R$ 77.276,15.

Participando de mutirões de conciliação ou de outras atividades especiais, o juiz receberá a mais, por dia, R$ 1.051,40.
No caso de um juiz mais antigo, que já tenha chegado ao topo da carreira e que tenha alcançado o tempo necessário para se aposentar, ele receberá mais R$ 1.577,10 por ano se decidir continuar trabalhando.

Além desses valores, há outros benefícios na lista, como ajuda de custo para capacitação ( de R$ 3.154,21 a R$ 6.308,43) , auxílio para o caso de ser designado para localidade de difícil acesso (R$ 10.514,05), auxílio-mudança (de até R$ 94.626,48 em parcela única).

Nessa contas todas é possível ainda incluir a venda de metade dos 60 dias de férias a que têm direito os juízes. Apesar de o Supremo ainda estar julgando se o juiz deve ser indenizado por não usufruir dos 60 dias de férias, a proposta de novo estatuto já estabelece essa possibilidade.

Clique aqui e acesse a minuta do anteprojeto da magistratura
 

 

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