O programa do PT veiculado em rede de nacional de TV foi alvo de "panelaços" em pelo menos 22 Estados e no Distrito Federal na noite desta terça-feira (5). O programa havia sido divulgado na manhã desta terça-feira no perfil do PT no Facebook e ao longo de todo o dia, diversas convocações para panelaços foram feitas nas redes sociais.
Panelaços foram registrados nos Estados da Paraíba, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás, Rio Grande do Sul,Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas, São Paulo, Piauí, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Maranhão, Ceará, Amazonas, além do Distrito Federal.

Esta não é a primeira vez que o PT é alvo de panelaços espalhados pelo Brasil. O primeiro foi registrado no dia 8 de março, durante o pronunciamento em rede nacional de TV da presidente Dilma Rousseff (PT) em alusão ao Dia Internacional da Mulher. À época, os panelaços ocorreram em pelo menos doze capitais, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre.

Um segundo panelaço foi registrado durante uma semana depois, no dia 15 de março, durante a transmissão de uma entrevista coletiva com os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto.

Um dia depois, em 16 de março, durante uma reportagem veiculada sobre a presidente Dilma no "Jornal Nacional", da TV Globo, um novo panelaço foi registrado em pelo menos nove capitais. O temor de mais panelaços foi apontado como um dos motivos pelo qual a presidente Dilma Rousseff não fez, pela primeira vez desde que assumiu a Presidência da República, o discurso em homenagem ao Dia do Trabalhador (1º).Em vez de um pronunciamento em rede de rádio e TV, a presidente optou por divulgar, na internet, um pronunciamento.

Os movimentos "Vem Pra Rua", "Revoltados On Line" e "Movimento Brasil Livre", alguns dos que lideraram as manifestações anti-Dilma em março e abril em diversas cidades do Brasil, usaram seus perfis no Facebook para convocar panelaços em todo o Brasil.

No programa desta terça-feira (5), que contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT destacou conquistas trabalhistas e se posicionou contra a maioridade penal, o financiamento privado de campanhas políticas, a terceirização para atividade-fim e afirmou que expulsará filiados condenados por "malfeitos".
 

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/05/05/programa-do-pt-na-tv-e-acompanhado-de-panelaco-e-buzinaco.htm

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CARTA ABERTA AOS SENADORES DA REPÚBLICA

Percival Puggina

02/05/2015

Certamente, nestes dias, apenas uma pequena parcela da Nação, uns poucos milhões de brasileiros, está preocupada com esse assunto. Não é muito, se considerarmos a magnitude da decisão a ser tomada.

No entanto, há um grupo muito especial de cidadãos, os 81 senadores da República, que não podem acompanhar nem representar a maioria omissa e alienada. Ao contrário, impõe-se a cada um, exige-se de cada um, a plena consciência de sua responsabilidade nessa importantíssima missão institucional. Irão Vossas Excelências aquiescer com o aparelhamento partidário e a ditadura de uma mesma ideologia no Supremo Tribunal Federal? Sim, há alguns dentre vós que o desejam. E há quem venha tomando decisões que a tanto conduzem. Isso já vem acontecendo e as consequências se fazem visíveis.

Cuidado, porém! Sabem os que assim confabulam, sabem os que concordam e precisam saber os que o toleram, que tal conduta, no curto prazo, afronta gravemente o pluralismo como princípio inserido no preâmbulo da Constituição Federal; e, no longo prazo, destrói a confiança na Justiça como poder de Estado e como virtude buscada no ambiente jurídico-institucional.

Apelo a Vossas Excelências para que rejeitem essa indicação e qualquer outra que afronte a Constituição e a credibilidade do Poder Judiciário brasileiro.

Porto Alegre, 02 de maio de 2015

Percival Puggina
Cad. nº 7 da Academia Rio-Grandense de Letras,
um simples jurisdicionado.
 

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(O vídeo diz tudo. Assista aqui: www.puggina.org/videos)

Contratado por R$ 300 mil pelo Grupo Petrópolis, Lula saiu da toca e baixou em Itapissuma neste 17 de abril para o que o patrocinador batizou de “palestra motivacional para força de vendas da Cerveja Itaipava”. O palanque ambulante improvisou outro comício de uma hora, embolsou a bolada, decolou de volta para São Paulo e dispensou-se de registrar no site do Instituto Lula a incursão por Pernambuco.

Fez muito bem, comprova o vídeo que documenta o fiasco do palestrante de araque. Abafada pela barulheira dos presentes à boca-livre, que conversam, reabastecem o copo ou circulam pelo espaço despovoado, a voz do orador nem chega aos ouvidos dos gatos pingados dispostos a encarar o falatório. Por falta da indispensável plateia amestrada, Lula falou para ninguém.

A Itaipava perdeu mais que o dinheiro do cachê: as baixas anunciadas pela internet avisam que também perdeu boa parte da freguesia. Lula passou a vida vendendo vento e fumaça. Hoje, quem diria, não consegue sequer vender cerveja.

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PIOR QUE O DÉFICIT DAS CONTAS PÚBLICAS

Percival Puggina

25/04/2015

 

 O Rio Grande do Sul enfrenta um déficit superior a R$ 5 bilhões em suas contas. Essa é a quantidade de dinheiro que vai faltar para o atendimento das necessidades básicas do Estado em 2015. O número era conhecido desde meados do ano passado e vinha crescendo durante os quatro anos de gestão do governador Tarso Genro. É bom lembrar que a governadora Yeda Crusius transferiu o governo com as contas em ordem e dinheiro em caixa. Mas o PT não se submete à essa "lógica neoliberal" e gastou a rodo. Prefixou aumentos salariais que se estenderão, por força de lei, até o ano de 2018. Em quatro anos, quebrou o Estado.

Diferentemente de Dilma, que fez mais ou menos a mesma coisa e ganhou a eleição, Tarso perdeu. Cabe, agora, a seu opositor, conduzir o governo em meio ao desastre fiscal que ele caprichosamente produziu. Ninguém sabe o que vai acontecer nos próximos meses e anos, afora o fato de que a situação se tornará caótica para servidores e para os serviços públicos.

No entanto, pior do que o déficit das contas públicas é o déficit de compreensão sobre as causas do problema. É a dificuldade de entender que o Estado não pode gastar mais do que arrecada. Que o Estado não fabrica e não pode fabricar dinheiro. Que o Estado não gera riqueza. Pior do que o déficit é a multidão de cidadãos eleitores para os quais a contenção de despesas constituirá ônus do atual governador. É antever que a conta política será paga por ele e não por seu antecessor. Pior do que o déficit é imaginar que após quatro anos de encenações oposicionistas, em 2018, com a casa posta em ordem à custa de muito sacrifício, o ex-governador, ou alguém por ele, se apresentará para prometer mundos e, novamente, malbaratar fundos.
 

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Matéria de hoje (20) da Folha de São Paulo (e olha que a Folha não é exatamente adversária da rainha e sua corte), conta que o PT não descarta a possibilidade de que a operação em curso "inviabilize o funcionamento do partido" e leve  "à cassação do registro da legenda".

Há uma possibilidade quase irreversível de que o partido seja condenado a ressarcir quantias milionárias em função do que está sendo investigado e do envolvimento de seu ex-tesoureiro João Vaccari Neto. Havendo condenação do partido, a multa seria impagável (claro, sem mais acesso aos fundos sem fundos da Petrobras...). A decisão de estender os pedidos de punição aos partidos já estaria tomada pelo MPF.

Quando o PT decide, como acaba de fazer, sustar todo recebimento de recursos de empresas privadas, ele está, ao mesmo tempo fechando as torneiras que o poderiam salvar. Mas o fato é que dificilmente apareceria, nos dias de hoje, algum doador interessado em contribuir para o caixa do partido. O PT não é, exatamente, um partido com fila de doadores batendo à porta.

Com o subtítulo "Morte sem Oxigênio" a Folha ainda esclarece que "o partido dava como certo que as doações desapareceriam a partir de agora, principalmente em anos não eleitorais. A mesma avaliação é compartilhada, como a Folha já relatou, por empreiteiras.

O fundo partidário, outra forma de sustento das legendas, também ficaria comprometido. Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral ouvidos pela Folha afirmam que, se a punição se confirmar, a multa pode ser para ressarcir aos cofres públicos recursos desviados descobertos pela operação.

Neste caso, segundo a lei dos partidos políticos, ficaria suspensa a participação da agremiação no fundo partidário até que o esclarecimento seja aceito pela Justiça Eleitoral. Um interlocutor do Judiciário define o imbróglio como "morte sem oxigênio'' para o PT.

Em 2014, por exemplo, o PT recebeu cerca de R$ 25 milhões de fundo partidário."
 

(Com informações da Folha de São Paulo em matéria das jornalistas Mandréia Sadi e Marina Dias).

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CARTA DO POVO BRASILEIRO

26 movimentos sociais

18/04/2015

Esta é a parte final do documento entregue às lideranças partidárias de oposição. O texto completo pode ser lido aqui: 

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/documentos/leia-a-integra-dacarta-do-povo-brasileiro-apresentada-em-brasilia/

PROPOSTAS CONCRETAS
Atendendo a urgência que o momento exige, viemos, neste instante, apresentar ao Congresso Nacional a primeira pauta de reivindicações da agenda construtiva para um novo Brasil:

1) Enfrentamento real da corrupção através do fim da impunidade:
a) aprovar, prioritariamente, as 10 medidas de combate à corrupção apresentadas pelo MPF;

b) submeter os acordos de leniência à anuência do Ministério Público;

c) apoiar incondicionalmente o Juiz Sergio Moro, o Ministério Público Federal, e a Polícia Federal nas investigações da Operação Lava Jato;

d) agravar as penas para corrupção, aprovando-se o projeto de lei 915, que cria o crime de Lesa Pátria;

e) fortalecer a Polícia Federal para combater a corrupção;

f) indicar servidores concursados, de carreira, idôneos, com amplo reconhecimento e competência comprovada, para os cargos do STF, STJ, TCU, STM, MPF e TSE, com prazo de mandato definido e com posterior quarentena;

g) Senado exercer papel de controle efetivo da capacidade dos indicados acima, por meio de sabatina, com critérios objetivos de imparcialidade, convidando técnicos da OAB, CNJ e MPF para compor o grupo avaliador;

h) Implementar eleições diretas por entidades representativas para escolha dos Procuradores-Gerais, com o fim de listas tríplices e escolhas arbitrárias pelo chefe do Executivo;

g) afastar o ministro Dias Toffoli do STF e TSE por não atender ao critério de imparcialidade;

2) Sobre a Presidência da República
a) Pedir ao STF e ao Procurador Geral da República a abertura de investigação por crime comum da cidadã Dilma Vana Roussef;

b) apreciar com transparência os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Roussef apresentados ao Congresso;

3) Choque de ordem e transparência na gestão pública:
a) Abertura total dos contratos de empréstimos realizados pelo BNDES, fim de empréstimos do BNDES a outros países e a empresas doadoras em eleições. Rejeição da MP 661;

b) reduzir o número de ministérios, o número de cargos comissionados e o tamanho da máquina pública;

c) transparência nas contas de todas as empresas públicas ou com participação societária do estado brasileiro;

d) total transparência e redução dos gastos de parlamentares e governantes, incluindo os cartões de crédito governamentais;

e) “Revalida” para todos os médicos estrangeiros atuando no Brasil;

f) redução e simplificação dos impostos.

4) Educação
a) Qualidade total na educação básica, sendo a mesma universal e meritocrática;

b) fim da doutrinação ideológica e partidária nas escolas. Aprovação do PL 867/2015, “Escola Sem Partido”.

5) Ajustes no processo político eleitoral
a) Maior justiça, legitimidade e representatividade nas eleições pela implantação do Voto Distrital;

b) Eleições com registro eletrônico e impresso do voto, auditáveis por empresa idônea e partidos;

c) revisão do financiamento público de campanhas. O Estado não suporta mais patrocinar a atual farra eleitoral;

d) Mandato único – Fim de reeleição para todos os cargos executivos.

É importante frisar que novas pautas serão apresentadas e outras complementadas, nas próximas semanas, vindas do diálogo com as ruas, e conduzidas pelos vários movimentos democráticos, ressaltando que repudiamos qualquer tipo de controle da mídia ou limitação na liberdade de expressão irrestrita de todo e qualquer brasileiro.

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