"As penas para os acusados podem chegar a até 20 anos de cadeia, mas depende de cada um dos acusados. Vamos ver cada investigação caso a caso para ver a possível pena para cada indivíduo", afirmou Loretta Lynch, secretária de Justiça dos EUA. O ato, de anúncio das investigações, que contou com a presença do promotor federal de Nova Iorque, Kelly Currie ocupou o noticiário nacional e internacional no dia de hoje.

Duvido que algum brasileiro medianamente informado tivesse algum dia sequer, por cinco minutos que fosse, imaginado que a Copa de 2014 foi um negócio correto, transparente e que as informações divulgadas sobre o evento fossem verdadeiras. Exceção? Talvez o placar de cada jogo. E nada mais.

Se um evento dessa magnitude, reconhecidamente um dos piores negócios feitos com o nosso dinheiro, teve comando da FIFA, influência da CBF e do governo do Brasil, poderíamos esperar algo diferente? Nem em sonhos.

As prisões feitas hoje e as declarações formais das autoridades norte-americanas, que já enviaram comunicados formas aos autoridades brasileiras, devem estar tirando o sono de muita gente.
 

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Câmara rejeita distritão e mantém modelo atual de eleição para deputados e vereadores
No distritão, os deputados e vereadores seriam eleitos apenas de acordo com a quantidade de votos recebidos. Foi mantido o sistema atual, que leva em conta os votos recebidos individualmente pelos candidatos e os recebidos pelo partido

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Sessão para análise e discussão da Reforma Política. Deputados comemoram a rejeição do sistema eleitoral distrital (distritão)
Deputados contrários ao "distritão" comemoraram a rejeição desse sistema
O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou nesta terça-feira o principal ponto da reforma política (PEC 182/07) proposto pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ): o chamado “distritão”, modelo em que os deputados e vereadores seriam eleitos apenas de acordo com a quantidade de votos recebidos, no sistema majoritário. A proposta foi rejeitada por 267 votos a 210 e 5 abstenções.

A Câmara manteve o modelo atual, com sistema proporcional, que leva em conta os votos recebidos individualmente pelos candidatos de um partido e os recebidos pela legenda. Esses votos são usados para um cálculo de quantas vagas cada partido consegue preencher. Outras mudanças nesse sistema – como a cláusula de barreira e mudanças nas coligações – poderão ser discutidas nesta quarta-feira, quando o Plenário vai retomar a discussão da reforma.

Os deputados também rejeitaram, por 402 votos a 21 e duas abstenções, o sistema de votação em listas fechadas, que previa a distribuição das vagas de acordo com listas preordenadas. O sistema distrital misto – em que metade das vagas seria preenchida por lista e a outra metade pelo voto majoritário em distritos – também foi rejeitado pelo Plenário por 369 votos a 99 e 2 abstenções.

Antes de encerrar a votação, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ressaltou que manteve "rigorosamente" a promessa de votar a reforma política em Plenário, permitindo que os deputados votem todos os modelos propostos. Segundo ele, os deputados terão de arcar com o resultado das votações. "Não aprovar nenhum modelo significa votar o modelo de hoje, uma decisão que a Casa tem de assumir a responsabilidade", disse.

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FRACASSO TOTAL

Frates in unum e dados da Coalizão

24/05/2015

FRACASSO TOTAL
Coalizão para Reforma Política, encabeçada por CNBB, não consegue nem metade das assinaturas pretendidas.


No dia Nacional de Mobilização contra a Constitucionalização da Corrupção, mais de duas mil pessoas participaram de ato cultural e caminhada em favor da Reforma Política Democrática. O evento, organizado pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, ocorreu nesta quarta-feira, 20, em Brasília, às 9h.

A caminhada iniciou em frente à catedral metropolitana e seguiu até o Congresso Nacional, para a entrega das assinaturas já coletadas, em favor da Reforma Política Democrática. Ao todo, foram entregues 630.089 assinaturas (entre físicas e eletrônicas). A coleta continua, com a meta de alcançar 1,5 milhão de assinaturas.

“Jamais perderemos a esperança”, afirma o bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão para Acompanhamento da Reforma Política da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joaquim Mol. “Que este Congresso Nacional veja que as mais de 600 mil assinaturas representam a vontade do povo brasileiro em mudar. A democracia brasileira só tem como avançar se as empresas forem extirpadas de vez da política”, pontua dom Joaquim.

(Com informações da Assessoria de Imprensa da Coalizão e original encontrado em http://cnbbsul3.org.br/paf.asp?catego=11&exibir=5288 e em
http://fratresinunum.com/2015/05/21/fracasso-total-coalizao-para-reforma-politica-encabecada-por-cnbb-nao-consegue-nem-metade-da-assinaturas-pretendidas/).

Comento: se 630 mil assinaturas, segundo D. Joaquim, representam a vontade do povo, após quase nove meses de uma campanha  que não despertou interesse em ninguém, então o conceito da cúpupla da CNBB corresponde exatamente ao que tenho escrito: "povo", para esses senhores, é quem pensa como eles pensam. E falam em democracia...


 

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 O governo que se diz transparente e comprometido com a ética, vetou o dispositivo introduzido na Medida Provisória 661 que determinava o fim do sigilo das operações de crédito do BNDES.

 A medida está linha de coerência com o governo que, sistematicamente, diz uma coisa e faz outra. Quando a incoerência é uma constante, ela se torna coerente, transparente e previsível.

 O governo alega que as estratégias das empresas financiadas devem ser preservadas para não prejudicar sua competitividade no mercado internacional. Vá que seja. Mas isso não justifica o carimbo "Secreto", pespegado aos financiamentos a Cuba e Angola, duas indisfarçadas ditaduras, bem afinadas com a geopolítica petista.

 O governo diz que vai estudar uma forma de ampliar a transparência sem prejudicar a confidencialidade dos negócios privados. Quem sobreviver, saberá.
 

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VENEZUELA EM MARCHA BATIDA PARA UM NARCOESTADO!

Editorial de O Globo, com edição do ex-blog do Cesar Maia

21/05/2015

 

(Editorial do Globo, 20) 1. Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional, seria um dos líderes, ou mesmo o chefe supremo, de um cartel de drogas. Acusações contra Cabello e outras figuras proeminentes do chavismo, de atuarem, de alguma forma, no tráfico da Colômbia para os Estados Unidos — na cobrança de propinas ou mesmo como “empresários” — já vêm de algum tempo. Mas agora elas começam a aumentar, tudo indica porque, com o desmoronamento do país no governo de Nicolás Maduro, e num ciclo de baixa do preço do petróleo, surgem deserções no chavismo de gente do núcleo do próprio regime. Busca-se refúgio nos Estados Unidos, onde alguns se tornam informantes do DEA (órgão de repressão às drogas, com atuação global), do Departamento de Justiça e promotoria.

2. Na edição de segunda, o jornal americano “The Wall Street Journal” trouxe um amplo relato da ação de autoridades americanas — nem todas ligadas ao Executivo, caso de promotores — na coleta de informações sobre a atuação de militares de alta patente e autoridades chavistas junto ao tráfico. Cabello é um dos alvos do trabalho em curso, feito pelo DEA em Washington e promotores federais em Nova York e Miami. O denunciante de Diosdado é o ex-chefe de sua segurança pessoal, o capitão da Marinha Leamsy Salazar, que diz ter testemunhado Cabello supervisionar o despacho de uma remessa de cocaína para território americano. Cabello, por óbvio, nega e ainda acusa Leamsy de ter sido “infiltrado" pelos americanos no chavismo.

3. Nesta passagem, muito dinheiro estaria sendo faturado por autoridades venezuelanas. Há uma lista VIP sob investigação: general Hugo Carvajal, ex-diretor da inteligência militar; Nestor Reverol, comandante da Guarda Nacional; José David Cabello, irmão de Diosdado, ministro da Indústria e chefe da Receita, e o general Luís Motta Dominguez, responsável por tropas na região central do país. E como não há perspectiva de melhoria na situação venezuelana, a perspectiva é de o país se converter em um narcoestado, para azar, mais um, da América Latina.

Pesquisa e Edição: JCM do Ex-Blog do Cesar Maia , 21.05.2015
 

 

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FRAUDULENTA HOMENAGEM A UM GENOCIDA

Percival Puggina

16/05/2015

 

 Há poucos dias recebi carta de um senhor, comunista de usar foice e martelo na lapela, tecendo críticas a parlamentares do PP denunciados na operação Lava Jato. Esclareço a quem lê estas linhas que me desfiliei do PP em 2013, desde que passei a me dedicar exclusivamente à comunicação. No começo da mensagem, o autor me repreendia por meu combate ao governo Dilma e, em seguida, tentava jogar no meu colo o problema de alguns parlamentares do Partido Progressista. Logo em mim, que jamais defendi quem houvesse praticado crimes, fosse de que partido fosse. Logo em mim, que jamais chamei ladrão algum de "herói do povo brasileiro".

Engraçado. O sujeito é filiado a um partido da base do governo Dilma. Defende a administração petista, que ensejou os crimes investigados na operação Lava Jato e em tantos outros setores da esfera federal. Seu partido vota com o governo e boicota toda tentativa de se criar CPI para investigar a corrupção em órgãos do governo. Defende o regime mais genocida da história, responsável pela morte de 100 milhões de seres humanos. Junto com senso de proporção foi-se, também, o senso moral. E mesmo assim, com esse peso sobre os ombros de suas opções ideológicas, resolveu me cornetear...

Mas deixemos para lá. Escrevo estas linhas motivado pela notícia de que os comunistas do Rio de Janeiro, ao ensejo do Dia da Vitória, em 8 deste mês, resolveram homenagear Joseph Stálin, cujo nome teria sido esquecido nas comemorações. Para promover sua celebração particular, colocaram um adesivo com o nome do líder soviético sobre a placa da rua Santa Luzia, na esquina da Avenida Presidente Antônio Carlos, centro do Rio. O assunto e a imagem foi para a capa dos jornais. Surpreendentemente, nada li sobre o que representou, na história do século 20, o genocida cuja triste memória foi reverenciada na fraudulenta homenagem.
 

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