Manifestantes contra o Passaporte Sanitário

 

Os Manifestantes da população de Porto Alegre, contrários ao PASSAPORTE SANITÁRIO, presentes na Sessão Plenária do dia 20 de outubro de 2021, na Câmara Municipal, vêm a público repudiar as acusações sofridas de apologia ao nazismo.

Ocorre que no estudo realizado sobre a medida do chamado “PASSAPORTE SANITÁRIO”, de sua abrangência e de seu significado enquanto cogente à população, ficou claro que se identifica com medidas típicas de um estado totalitário, tal como o governado pelo partido nacional-socialista da Alemanha dos anos 30 e início dos 40 do Século XX. As semelhanças são evidentes.

Assim como o Estado Nazista pretendia invadir a esfera pessoal e privada de cada cidadão, cerceando-lhe o seu livre-arbítrio, assim é o “PASSAPORTE SANITÁRIO”. Este retiraria da pessoa humana, do cidadão, seu poder de decisão sobre si próprio. Assim como o Estado Nazista marcou externamente o povo de etnia judaica antes de tomar medidas mais graves contra ele, o referido passaporte pretende “marcar” publicamente a todos os que decidirem não se vacinarem.

Assim como o Estado Nazista restringiu a circulação do mesmo povo de etnia judaica, quer-se, com a essa medida, restringir-se a circulação de pessoas “não vacinadas”, possivelmente apenas a primeira de muitas restrições aos direitos humanos fundamentais de parte expressiva da população.

Também os vacinados e portadores do passaporte sofrerão, caso implementado definitivamente, uma injusta intervenção estatal, pois o Estado estará afetando suas decisões pessoais e monitorando indevidamente a pessoa do cidadão, ferindo-lhe também os direitos à liberdade e intimidade, dentre outros.

É preciso alertar aos legisladores e à população em geral dessa natureza do passaporte sanitário obrigatório. Justamente, o repúdio e a ojeriza ao Nazismo e a suas práticas leva o grupo a se manifestar contra a obrigatoriedade do PASSAPORTE SANITÁRIO e a denunciar seu caráter totalitário, jamais havendo sequer a mais mínima tolerância com o nacional-socialismo, pelo que a acusação de apologia ao nazismo causa indignação, repúdio e ofensa.

A leviana acusação perpetrada teve como objetivo apenas denegrir a imagem de um grupo de homens e mulheres de bem, trabalhadores e cumpridores de suas obrigações sociais, que busca justamente defender a liberdade humana contra uma ingerência injusta e indevida do Estado, invertendo os fatos e tentando dirigir a opinião pública contra o que seria natural apoiar.

É na defesa da dignidade da pessoa humana, de toda a pessoa humana e de todo cidadão, dos seus direitos fundamentais e das liberdades individuais que nos manifestamos.

  • 24 Outubro 2021

 

Percival Puggina

 

            Rodrigo Pacheco era uma figura pouco conhecida da cena política nacional, até se tornar presidente do Senado. A partir daí, ganhou destaque por sua omissão. Virou mais um coveiro das esperanças nacionais.

É bom rever o princípio moral por trás disso. Porque somos livres para agir e não agir, somos responsáveis pelo que fazemos e pelo que deixamos de fazer. Certas omissões são crimes tipificados em lei, como a não prestação de socorro, em certas condições. É imenso o leque de omissões que compõem o cotidiano da vida humana em sociedade. Começa, talvez, na criança que não fez a lição de casa, até o presidente do Senado que não pautou projetos importantes para a nação.

No setor privado, certas omissões dão motivo à demissão por justa causa. No setor público, há omissões que caracterizam prevaricação (retardar ou não praticar ato de ofício por interesse ou sentimento pessoal). E o omisso senador Rodrigo Pacheco não pautou qualquer dos processos de impeachment contra ministros do STF quando as ruas e as praças clamavam e clamam por isso. Não pautou a proposta de emenda à Constituição que estabelece a prisão após condenação em segunda instância, mantendo em vigor a regra de ouro da impunidade (prisão só após trânsito em julgado de sentença penal condenatória), só defendida por advogados criminalistas e seus clientes. Não pautou o fim do foro privilegiado, essa ofensa que a constituinte de 1988, em meio a tantas outras, dirigiu à sociedade brasileira.

Eis que o senador Pacheco deixa o DEM e vai para o PSD de Gilberto Kassab com alvará para disputar a presidência pelo partido que, nas palavras de seu fundador, não é de esquerda, nem de direita, nem de centro...

Quem se seduziu pelo senador bem falante já conhece, a essas alturas, o omisso representante do grande e histórico estado de Minas Gerais.

  • 23 Outubro 2021

 

Percival Puggina

 

Leio no Estadão:

'Rede do ódio' bolsonarista age para atacar CPI da Covid e desqualificar relatório. E segue a matéria.

Vinícius Valfré, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2021 | 05h00

BRASÍLIA — A apresentação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, nesta quarta-feira, 20, provocou forte reação de apoiadores do governo de Jair Bolsonaro nas redes sociais. A mensagem disseminada em páginas bolsonaristas e difundida à exaustão era clara: atacar diretamente o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), e desqualificar o texto que atribui crimes graves a integrantes do governo e seus aliados. Uma transmissão ao vivo do senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ), em que chamou Renan de "vagabundo" e enumerou supostos crimes do político de Alagoas na condução dos trabalhos deu o tom da reação organizada nas redes.(O texto segue, link adiante)

Comento

A paralaxe cognitiva, o estrabismo ideológico e o facciosismo que acometeram parcela significativa da outrora grande mídia brasileira, impedem veículos como o Estadão, de parar na frente de um espelho e ponderar aquilo que escrevem e produzem. Há muito mais ódio explícito no texto parcialmente transcrito acima (Leia o texto todo aqui), do que nas reações da base de apoio do governo ao relatório do senador Renan Calheiros.

Como esquecer que a CPI foi comandanda por três inimigos declarados do presidente? Como esquecer que foi montada de modo a ter apenas três apoiadores em seus quadros? Como desconhecer o caráter autoritário de sua condução? Como esquecer o desinteresse pelas muitas organizações criminosas que nos estados e municípios se valeram da pandemia para saquear a União? Como esquecer a folha corrida dos “inquiridores”? Como esquecer que o relator da CPI, em 2007 renunciou à presidência do Senado como condição para preservar o mandato porque seus colegas se recusavam a permanecer nas sessões sob sua presidência? Como atribuir credibilidade a um relatório dele sobre notório adversário político seu e da maioria da comissão?

Esse pretenso jornalismo fala em “Rede do ódio” como se ele mesmo não fosse uma rede de ódio indisfarçável, atuando de modo cotidiano, contra o governo e contra quem ouse defendê-lo de sua sanha destrutiva. 

  • 21 Outubro 2021

CubaNet

 

HAVANA, Cuba.- O regime cubano respondeu à notificação apresentada pelo grupo do Arquipélago sobre a “Marcha Cívica pela Mudança”, inicialmente marcada para 20 de novembro e depois antecipada em cinco dias após o repentino anúncio oficial de que naquela data seria celebrado em Dia da Defesa Nacional. Essa data costuma trazer consigo um desfile militar que,neste ano, tendo em conta o clima político e social, não será nada simbólico. Será uma demonstração de hostilidade para com o povo cubano.

Como esperado, a marcha foi declarada ilegal porque supostamente visa a subverter a ordem estabelecida e envolve elementos que buscam derrubar o governo. A proibição está baseada no artigo 4º da Carta Magna aprovada em 2019, que estabelece a irrevogabilidade do socialismo como sistema político. Foi uma questão de tempo até que essa armadilha se abrisse sob os pés da sociedade civil, pois nessas consultas populares, quando se debateu o anteprojeto da nova Constituição, poucos perceberam que o referido artigo subordinava o resto do documento e, portanto, o destino da nação, a monstruosidade que durante seis décadas demonstrou, com provas cada vez mais avassaladoras, a sua ineficácia.

O perigo passou nas cartas impressas aos olhos dos cubanos que preferiram discutir o direito dos homossexuais ao casamento, as modificações nas normas de imigração, a precariedade das pensões e da proteção dos animais; questões de inegável interesse social, cuja posterior abordagem jurídica deixou pouca ou nenhuma satisfação entre os cidadãos, precisamente porque é impossível encontrar uma solução para os problemas dentro da mesma matriz política que os gerou.

O artigo 4º é um entrave aos direitos civis, que estende a todas as camadas da vida da ilha aquela máxima exclusiva que Fidel Castro lançou contra os intelectuais em 1961. Nada pode ir contra a revolução, que só existe para intimidar as pessoas. Nem a cultura, nem o setor privado, nem a produção agrícola, nem a ciência, nem as artes podem se desenvolver fora das diretrizes estabelecidas pelo único partido que cultivou metodicamente a hipocrisia, a mediocridade e o terror.

Comento

Estas poucas linhas de um editorial mais extenso que merece ser lido aqui, exibem o torniquete imposto por esse solitário preceito de uma Constituição em que tudo mais é feito para iludir e prorrogar indefinidamente a opressão sobre as liberdades sem as quais nenhum país consegue promover desenvolvimento econômico e social. A ilusão dos direitos, antes negados e agora concedidos, serviu para o marketing da nova constituição, mas não esconde a repressão, a prisão de dissidentes, a inexistência de oposição formal, legalmente reconhecida. Não oculta a tirania, enfim. 

Quem for socialista, conteste que, aqui, também temos miséria. Sim, é verdade. Também aqui graças a uma constituição socializante, estatista, onerosa. Também aqui é o Estado pela a apropriação que promove da renda nacional, o principal concentrador e gastador, consigo mesmo, dos recursos produzidos pela nação.

  • 15 Outubro 2021

 

Percival Puggina

Leio no Congresso em Foco

A CPI da Covid vai encaminhar ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda, cópia do seu relatório final, denunciando o presidente Jair Bolsonaro por crime contra a humanidade. A decisão foi acertada entre o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), e o grupo majoritário da comissão, o chamado G7. A denúncia se sustentará em dois pontos: a crise com o desabastecimento de oxigênio em Manaus e a falta de políticas de proteção para os povos indígenas durante a pandemia.

Comento

Radicalização política, de uns tempos para cá, passou a ser rótulo aplicado a quem olha para o passado, olha para o presente e olha para o futuro e não põe dúvida no fato de que a volta da esquerda significa o retorno ao “Tudo pelo poder e, no poder, tudo”.

No entanto, radicalismo aos limites da exaustão alheia, é atributo da esquerda que hegemonizou o Brasil até 2018. Lula admitiu isso literalmente em 2014, falando a  Dilma: “Eles não sabem do que seremos capazes de fazer”. Lembram? Muitos sabiam; agora, a maioria sabe.

A direita, no Brasil, nunca foi ativa. Sempre foi responsiva. Suas dificuldades políticas e a hegemonia esquerdista foram construídas graças a isso. Ainda hoje, mesmo com a vitória eleitoral de 2018, tal conduta persiste. A direita só responde ao radicalismo da esquerda nas redes sociais e com povo na rua em civilizadas manifestações.

Para a esquerda, tudo vale se for para “colar uma etiqueta” em alguém ou consolidar uma de suas “narrativas”. Até levar o circo para Haia.

Os postes estão com incontinência urinária.

  • 12 Outubro 2021

 

Lorena (Duquesa Bessières D´Ístria),

08/10/2021 - 17:58 hs

Em uma tacada, a plataforma desrespeitou a memória histórica de todo o Ocidente.

Não é novidade que a Wikipedia tem milhares de erros graves nas páginas sobre temas monárquicos. Aparentemente, existe uma técnica por trás da edição tortuosa: os verbetes começam com informações verdadeiras, mas ligeiramente incompletas. Depois seguem com uma narrativa de fatos reais, mesclados com mentiras. Finalizam com a descendência errada ou incompleta, ou com a expressão “sem descendência”, mesmo que os membros da família estejam pelo mundo, vivos e fortes.

Curiosamente, esses erros nunca beneficiam a personagem descrita. Ao contrário: se for militar, aparecerá com menos condecorações, ou com patentes menores. Se for um monarca, será sempre uma figura controvertida e cheia manias. Os príncipes, por sua vez, são todos descritos como guerreiros atabalhoados, seres de pouca estratégia ou artistas que tem a cabeça no mundo da Lua. Quanto mais ao ocidente, maior a ênfase em sua crueldade e sanguinolência. Os nobres que viraram santos, nesse contexto, são retratados como isolados e sem qualquer relevância. Quase ia esquecendo: também tem a boataria sobre casos extraconjugais, muitos dos quais nunca existiram.

Evidentemente, a militância monarquista – VOLUNTARIAMENTE – não deixa por menos: existem pessoas capazes virar a madrugada corrigindo os textos, mesmo que no dia seguinte esteja tudo errado outra vez.

Nessa esgrima textual, diante do crescimento do movimento monarquista, impulsionado pela mentirosa novela sobre os tempos das Fake News (ops, do Imperador!), parece que a enciclopédia ultrademocrática resolveu puxar o tapete: começou o processo de exclusão de TODOS os verbetes sobre membros da Família Imperial Brasileira do período republicano, a partir dos filhos da Princesa Isabel, sob a justificativa fajuta de que são personagens “desimportantes”, sem “notoriedade ou merecimento”.

Na pratica, essa exclusão atinge várias casas reais, visto que muitos príncipes brasileiros tiveram casamentos dinásticos. Em uma tacada, a plataforma desrespeitou a memória histórica de todo o Ocidente.

O alerta partiu do monarquista Rodrigo Brasileiro e rapidamente se espalhou em todas as redes. O inesperado aconteceu: o movimento monarquista brasileiro, que estava com ao menos seis divisões internas, se uniu repentinamente.

As postagens sobre o assunto citavam hashtags de todas as regiões do país, conclamando defensores de todos os ramos da Família Imperial, historiadores, comunicadores, gente de todo o espectro político, todas as religiões, origens étnicas e profissões. Acredito que uma semana será o tempo suficiente para reunir militantes dos outros países atingidos.

Talvez essa fosse a fagulha que faltava, para fortalecer as redes internacionais monárquicas, muito bem estruturadas em Círculos, Ordens e Casas. A Monarquia une. No dia em que o Brasil acordar para esse fato, veremos novamente o Pavilhão Imperial nos mares do Sul.

*    Publicado originalmente no Portal tribuna Diária   https://www.tribunadiaria.com.br/ler-coluna/1158/wikipedia-apaga-paginas-sobre-a-familia-imperial-do-brasil.html

  • 10 Outubro 2021