• 24/07/2023
  • Compartilhe:

Lira espera que o Senado resolva a encrenca que sua Câmara criou

Percival Puggina

Leio no Diário do Poder

       O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu nesta segunda-feira (24) que o Senado altere pontos da reforma tributária e pediu mobilização pela reforma administrativa, sem citar diretamente eventuais mudanças.

“Eu penso que o Senado, o presidente Pacheco fez uma excelente escolha, não vou deixar de ressaltar a capacidade técnica do relator, Eduardo Braga, e o Eduardo estando contemplado como está a zona franca [de Manaus] ele vai se preocupar com outros assuntos vai ficar com a cabeça ainda mais tranquila para tratar de assuntos que eu penso que tem que ser modificados”, afirmou o deputado ao participar de uma conferência do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), que discutiram pontos da reforma.

Lira disse ainda que respeita as decisões tomadas pela Câmara, mas destacou que “alguma coisa vai ter que ser reduzida na reforma para a gente ter tranquilidade”.

Comento

Depois que Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, passou a trabalhar com e para Lula, tem tido alguns insucessos nas pretensões do governo, que sempre pressiona por votações urgentes e com insuficiente esclarecimento.

Alguma coisa as manifestações dos eleitores, alertados em tempo, conseguiram travar, como o controle das redes sociais e a proteções especiais dos parlamentares ante as críticas públicas por parte dos eleitores.

Mas não é esse o tipo de democracia que interessa ao governo.

Já a reforma tributária, mesmo assustando a quem tem juízo, passou.

Agora, parece que Arthur Lira, que precisava da pressa para sair em férias num cruzeiro pelo Caribe, descobriu que o projeto em cuja aprovação jogou o peso do centrão, é um disparate de quem pouco entende do assunto.

De fato, a ekipe economika do governo é formada por gente que não tem a menor ideia sobre como funciona a vida na iniciativa privada, longe da porta do erário.

E é para a mesa de quem produz que vão, além das próprias contas, as contas de um governo que só pensa em gastar o que não tem.