O PERIGO DA IDEOLOGIA DE GÊNERO

 

Prof. Felipe Aquino (http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2015/06/10/o-perigo-da-ideologia-de-genero)

Repúdio dos bispos à aprovação da introdução da “identidade de gênero” no plano municipal de educação
homememulherVários Bispos do Brasil estão se manifestando fortemente na Internet contra o absurdo plano do governo federal de aprovar a introdução da famigerada “Identidade de Gênero” na educação das crianças brasileiras. O governo não conseguiu aprovar esta medida absurda no Plano Nacional de Educação, e agora empurrou- a para os municípios aprovarem pelas Câmaras de Vereadores.

A Proposta de Lei de Diretrizes, Metas, Estratégias dos Planos Estadual e Municipal de Educação (2015-2025), com base na Lei 13.005/2014, pretende incluir a “ideologia de gênero” nas escolas e a possibilidade de ensinar as crianças, a partir dos três anos de idade, que não existe diferença entre homem e mulher, um absurdo diante da natureza.
“A ideologia de gênero, ensina a liberdade de cada um construir a própria identidade sexual; algo que destrói o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família”.

Recentemente, Papa Francisco nos alertou quanto a esse perigo, dizendo que: “A ideologia de gênero é contrária ao plano de Deus; é um erro da mente humana que provoca muita confusão e ataca a família”. E lamentou “a prática ocidental de impor uma agenda de gênero a outras nações por meio de ajuda externa”. Chamou isso de “colonização ideológica”, comparando-o à máquina de propaganda nazista. Segundo ele, existem “Herodes” modernos que “destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.”
O ponto mais preocupante da Proposta é a estratégia de número 12.6, que defende o seguinte: “Garantir condições institucionais para o debate e a promoção da diversidade étnico-racial, de gênero, diversidade sexual e religiosa, por meio de políticas pedagógicas e de gestão específicas para esse fim”.

Existem organizações nacionais e internacionais, como a ONU e outras, que querem destruir a família natural, constituída por um pai, uma mãe e seus filhos. Hoje um dos recursos mais perigosos para atentar contra a família é exatamente a “ideologia de gênero”. Ela ensina que ninguém nasce homem ou mulher e que todos devem construir sua própria identidade, isto é, seu gênero, ao longo de sua vida. Segundo os teóricos de gênero, cada um deveria ser identificado não por seu sexo biológico, mas pela identidade que ele constrói para si mesmo. Isso tem provocado modificações legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família”.educarpelaconquista

A Identidade de Gênero, dizem os bispos, é uma forma da criatura subverter o plano do Criador, a partir de nossas escolas, repetindo o episódio bíblico da torre de Babel no qual os homens querem desafiar a Deus colocando-se no seu lugar (cf. Gn 11,1-9).

Se não há homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade divina. Assim, o filho, de sujeito jurídico que era, com direito próprio, passa agora necessariamente a objeto, ao qual se tem direito e que, como objeto de um direito, se pode adquirir.

A aprovação “ideologia de gênero” e da livre opção sexual em leis federais, estaduais ou municipais, obriga que nossas crianças deverão aprender que não são meninos ou meninas, e que precisam inventar um gênero para si mesmas. Para isso receberão materiais didáticos destinados a deformarem sua identidade. Sendo obrigatório por lei, os pais que se opuserem, poderão ser criminalizados por isso. Na Alemanha, e em outros países, já há pais que são detidos, porque seus filhos se recusam a assistir às aulas de gênero.

  • 11 Junho 2015

O MUNDO E A VIDA, SEGUNDO MARCO AURÉLIO MELLO
Percival Puggina

 Há poucos dias, no programa Espaço Público da TV Brasil, o ministro Marco Aurélio Mello criticou a condução do processo relativo à operação Lava Jato. Afirmou ele: “Não posso desconhecer que se logrou um número substancial de delações premiadas e se logrou pela inversão de valores, prendendo para, fragilizado o preso, alcançasse a delação. [Isso] não implica avanço, mas retrocesso cultural. Imagina-se que de início [a delação premiada] seja espontânea e surja no campo do direito como exceção e não regra. Alguma coisa está errada neste contexto”.

 “Meno male!” (menos mal), diria meu avô, que o ministro reconheceu a importância das referidas delações premiadas. Mas é preocupante saber que na opinião de Sua Excelência, algo que tanto favoreceu o desbaratamento da maior teia de corrupção da história foi obtido por meio errado. Réus teriam sido presos para serem fragilizados e, com isso, obtida a delação.

 Ouvindo o que o ministro não disse, mas deixou para lá de implícito, ele gosta de confissão de réu arrependido, contrito e altivo, entregue às mãos da Justiça e robusto na vontade. Intacto em sua liberdade. O ministro apreciaria muito que as delações acontecessem por adesão ao bem. Ele também não disse, mas deixou implícito, que o Dr. Sérgio Moro, o juiz federal paranaense que o Brasil conheceu e aprendeu a admirar, era “a coisa errada neste contexto”. Afinal, é dele a condução e foram dele as decisões sobre prisões até as contraordens de Teori Zavascki.

 Impressionante a opinião do ministro. A vida, segundo ele, é muito melhor do que a vida é. Réus abrem o coração mesmo que advogados não queiram. Devem ser imunes a pressões e a ninguém pressionar. Bandidos não destroem provas nem se evadem. Suponho que no garantismo tão apreciado pelo ministro tampouco haja inundações, secas, epidemias ou movimentos das placas tectônicas. 

Não, eu não estou errado quando digo que os membros das instituições estão muito bem para se preocuparem com o Brasil real.

  • 08 Junho 2015

POR QUE ESTOU IRRITADO?

José Carlos da Silva

Segundo o governo Dilma,
Eu não estou irritado porque a minha conta de luz subiu 50%.
Eu não estou irritado porque o dólar chegou a R$3,50.
Eu não estou irritado porque o país está em recessão.
Eu não estou irritado porque o desemprego chegou com força em todos os setores da economia.
Eu não estou irritado porque direitos trabalhistas foram surrupiados do povo.
Eu não estou irritado porque, mais uma vez, a tabela do imposto de renda não foi corrigida da forma correta.
Eu não estou irritado porque, mesmo pagando 40% do que ganho para o Governo, não tenho saúde, educação e segurança para viver no Rio de Janeiro.
Eu não estou irritado porque encher o tanque do meu carro passou a custar R$200,00.
Eu não estou irritado porque a maior empresa do Brasil não consegue publicar o seu balanço há seis meses, por conta da corrupção.
Eu não estou irritado de saber que foram desviados R$88 bilhões da maior empresa do Brasil.
Eu não estou irritado em saber que o BNDES empresta bilhões de reais para ditaduras ao redor do mundo e se nega a prestar contas desses empréstimos por se tratarem de “contratos secretos”.
Eu não estou irritado em saber que o governador do meu Estado, o ex governador do meu Estado, o senador do meu Estado, o presidente do Senado Federal, o presidente da Câmara dos Deputados, entre muitos outros, são suspeitos de corrupção.
Eu não estou irritado em saber que o ex presidente ameaçou colocar um exército paralelo nas ruas para coibir que pensa diferente dele.
Eu não estou irritado porque esse mesmo ex presidente me chamou (eu e 40 milhões de brasileiros) de nazista por pensar diferente dele.
Eu não estou irritado porque o Governo paga pessoas para se manifestarem a seu favor.
Eu não estou irritado por nada disso.

Segundo a cartilha do Governo, eu estou irritado porque eu não gosto de pobre. Porque me irrita ver pobre andando de avião (????). Porque melhoria da qualidade de vida dos pobres me aflige, tendo em vista eu ser da elite branca. É isso que estão dizendo. E aí de mim em pensar o contrário.
Mas eu não penso assim. E ninguém vai me calar.  

  • 07 Junho 2015

A UFSM E O ANTISSEMITISMO
Percival Puggina

 Assisti atentamente as explicações do reitor da Universidade Federal de Santa Maria sobre o já famoso memorando em que o vice-reitor pede informações aos programas de pós-graduação sobre “a presença ou perspectivas de docentes ou discentes israelenses na universidade”.

A simples ideia do memorando é uma loucura. Invocar as obrigações da Lei de Acesso à Informação para a busca e o fornecimento dos dados aos requerentes foi um erro grave. O requerimento que chegou às mãos da reitoria da UFSM deveria ser encaminhado à delegacia de polícia mais próxima. E ponto final.

Ao ir atrás das informações, o alto comando da universidade revelou debilidade para enfrentar como deveria as entidades que as requereram. Não adianta colocar como foco da questão uma alteração no visual do documento acrescentando um apelo à causa palestina. Isso foi forjado? Certamente foi. Quem forjou cometeu um outro crime. Mas o documento original é uma aberração por conta própria. É um disparate dar continuidade formal a uma solicitação tipicamente racista e política, que poderia colocar em risco a segurança de professores e alunos israelenses, num momento de conflito armado na Faixa de Gaza (o requerimento é de agosto de 2014).

Não adianta o reitor vir a público, gravar um vídeo (ele pode ser assistido aqui: https://youtu.be/AF6Dyjka79k) para defender a UFSM quando o famigerado pedido de informações partiu de entidades que representam, para o bem ou para o mal, o conjunto da população acadêmica: a Associação dos Servidores da UFSM (Assufsm), a Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e "os demais integrantes do Comitê Santa-mariense de Solidariedade ao Povo Palestino". Ou seja, docentes, discentes e servidores, através de suas representações, braços dados com o comitê local de solidariedade ao povo palestino. Eles queriam saber quem eram os seus? Não, queriam os nomes e as relações da UFSM com o inimigo. E a UFSM ia fornecer.

Foi à delegacia de polícia registrar o fato? Encaminhou o assunto à sua Procuradoria? Convocou essas representações para esclarecimentos? Não, que se saiba.

E as tão ativas comissões de direitos humanos nada têm a dizer? Alô, vereadores, deputados e senadores do PT, do PCdoB, do PSOL! Tem uma bola picando aí. É só chutar.
 

  • 05 Junho 2015

PRONATEC DEVERÁ CORTAR 80% DAS VAGAS EM 2015, CONTRARIANDO A BALELA DA “PÁTRIA EDUCADORA”

(Matéria de ucho.info)

O jornal Valor Econômico informou na última sexta-feira (29 que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) pode ter 80% de vagas a menos em 2015. O programa, que ofereceu 600 mil bolsas em 2014, deve ter somente 80 mil neste ano. A medida foi criticada pelo deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB-PB). De acordo com o tucano, a redução no programa de acesso ao ensino técnico demonstra que o governo federal age com foco errado em seu objetivo de cortar custos.

“Em vez de agir de maneira mais intensa no combate à corrupção ou mesmo de diminuir o tamanho da máquina pública extremamente inchada, o governo corta justamente um programa que poderia trazer mais qualidade de vida às pessoas”, afirmou Cunha Lima, para quem a população está mais atenta e “não irá aceitar” esse tipo de decisão.
Na campanha eleitoral de 2014, Dilma Rousseff usou o Pronatec como uma de suas principais vitrines. A petista chegou a sugerir o programa a uma economista, com pós-graduação, que em um debate se queixou do desemprego no País.

Além da redução no número de inscritos, há várias reclamações de escolas técnicas em relação aos atrasos nos pagamentos feitos pelo governo federal às instituições, inclusive, algumas escolas não receberam nenhum pagamento nos últimos cinco meses. O deputado ainda afirma que o quadro reflete que o governo Dilma tem, somados aos destacados problemas de corrupção e inchaço, uma atuação caracterizada pela incompetência.

“Esse governo se perdeu no afã da manutenção do poder e atua puramente sem nenhum planejamento. Há uma completa incapacidade de governar, o que fica nítido em situações como essa”, finalizou.

Para Dilma Rousseff, que estreou no segundo mandato sob o manto do slogan enganador “Pátria Educadora”, o corte de vagas no Pronatec é o que se pode chamar de tiro no pé. Como sempre acontece em regimes totalitaristas, a educação não passa de uma farsa para ludibriar a opinião pública, pois aos autoritários sempre interessa a ignorância da maioria da população. Até porque, só assim conseguem se perpetuar no poder. No contraponto usam programas sociais como anestésico da consciência alheia. (Danielle Cabral Távora com Ucho Haddad)

  • 02 Junho 2015

O PAÍS DA MORAL QUE VOCÊS TENTARAM IMPOR
(O título acima é meu. A matéria a seguir é da veja.abrail.com.br)
Babilônia: o desabafo de Gilberto Braga e Dennis Carvalho

O novelista Gilberto Braga e o diretor Dennis Carvalho se manifestaram pela primeira vez sobre o desempenho da novela das 9, Babilônia. Braga está deprimido. "Sofro a humilhação pública de perder para a novela das 19h, I love Paraisópolis", afirmou em entrevista para o jornal O Globo, neste domingo. "É uma decepção muito grande. Escrevo achando que está bom e na Bahia e em Goiás dou 12 de audiência. O que é isso?". Carvalho diz estar muito assustado com a reação do público. "Nós estamos no século 21, em 2015. E de repente as pessoas ficam chocadas com coisas que não se chocavam antigamente", desabafou no programa Ofício em Cena, novo programa da GloboNews, espécie de Inside the Actors Studio brasileiro com profissionais do canal. "É uma novela muito parecida com várias outras que já fiz, em matéria de maldade, vilania, de sexo, de chantagem, corrupção - até de homossexualismo, que já tinha em Brilhante. E o público rejeitou violentamente o começo dessa. Fizeram uma pesquisa e as pessoas diziam: 'Ah, tem muita maldade!'. 'Ah, tem muita corrupção!' Coisa que sempre teve em toda novela".

A dupla se alinha no discurso de que o país está careta demais. Criador de sucessos como Dancin´days eVale Tudo, Gilberto começa: "Não tenho a menor dúvida. Quer a prova? Não pode ter nudez nem masculina nem feminina. Nos anos 80 tinha a bunda de um homem de fora na abertura de novela das 19h (Brega e Chique, em 1987). Hoje não poderia. Por quê? O Brasil encaretou. Por que uma bunda de homem choca? É a realidade que a gente está vivendo. Por que não pode peitinho de mulher? É tão agradável. Até eu que sou gay, gosto". Complementa Carvalho: "Houve uma certa regressão do conceito das pessoas, de politicamente correto. Vale Tudo, Celebridade não passariam hoje. As pessoas odiariam. Tudo tem que ser politicamente correto. Aí as coisas ficam chatas, ficam babacas, ficam caretas".

Feita para comemorar os 50 anos da Globo, Babilônia é o maior fiasco da emissora no horário das 9. Lançada no fim de março, colheu uma audiência morna em sua estreia, com 33 pontos em São Paulo, e viu desabar para 25 pontos nas últimas semanas. O tradicional grupo de discussão foi antecipado para estancar a fuga de espectadores. "A situação era calamitosa. No Nordeste e em Goiás, deu 12 pontos", lembra Braga. Com isso, o horário das 9, carro-chefe da programação da Globo, se encontra numa situação impensável tempos atrás: é hoje o terceiro programa mais visto da emissora - perde para a trama das 7 e o Jornal Nacional.

Prestes a completar 70 anos, Braga deseja apenas um presente em 2015: "Quero ganhar de I love Paraisópolis".

 

  • 01 Junho 2015