FHC DEFENDE O PT MELHOR DO QUE O PT SE DEFENDE
Percival Puggina


 A notícia abaixo é extraída de www.wscom.com.br. Vê-se que o ex-presidente continua como o cão que lambe a mão que lhe bate.

O PT não abre a boca que não seja para falar mal dele e a ele atribuir a origem de todos os males nacionais. Atacar FHC é o hobby preferido e a frase introdutória de qualquer defesa do PT quando confrontado com o estrago que está causando ao país. 

Nem mesmo quando o PT diz que as pedaladas fiscais detectadas pelo TCU como crime de responsabilidade iniciaram no governo dele, FHC, o mestre do tucanato, deixa de aliviar o PT e sai-se como se lê abaixo:


"Como um partido pode pedir impeachment antes de ter um fato concreto? Não pode!", reagiu FHC durante um seminário no Fórum de Comandatuba, no Sul da Bahia, no qual ele participa ao lado de outros ex-presidentes latino-americanos.

Mesmo sem citar especificamente o PSDB, FHC afirmou não fazer sentido que os partidos queiram antecipar esse movimento enquanto não houver decisões de tribunais ou algumas provas concretas de irregularidades cometidas por Dilma.

"Impeachment não pode ser tese. Ou houve razão objetiva ou não houve razão objetiva. Quem diz se é objetiva ou não é a Justiça, a polícia, o tribunal de contas. Os partidos não podem se antecipar a tudo isso, não faz sentido", comentou o ex-presidente, que emendou: "Você não pode fazê-lo fora das regras da democracia, tem que esperar essas regras serem cumpridas. Qualquer outra coisa é precipitação."

Não sei qual a natureza desse acordo, desconheço os compromissos recíprocos e as vantagens de cada um. Mas tão misteriosa conduta só encontra explicação razoável na existência de um também misterioso acordo entre FHC e Lula. O tucano não apresenta sinais externos de alienação mental que comporiam a outra explicação possível.
 

  • 20 Abril 2015

TERCEIRIZAÇÃO: A REALIDADE DO MITO SOBRE O TEMA
Igor C. Morais - economista


A discussão sobre o projeto de Lei que amplia, timidamente, a terceirização no Brasil está muito mais centrado nos aspectos jurídicos do que nos econômicos. Os críticos à mudança argumentam, mas, invariavelmente acabam se agarrando na bandeira da perda de direitos trabalhistas, refutando sumariamente qualquer consideração econômica a respeito do tema. Dentro desse guarda-chuva jurídico estão argumentos como o risco de pagamento de menores salários; a piora nas condições laborais, com consequente impacto negativo na saúde dos trabalhadores; e, um desvio da geração de empregos para o mercado informal. Considero essa argumentação válida de reflexão, e aqui me proponho a fazê-la usando, no entanto, embasamento econômico e estatístico, fundamentos objetivos que por motivos lamentáveis, não se projetam tão bem de cima dos palanques vermelhos. Vamos iniciar supondo ser verídica a tese de que a terceirização reduz oferta de empregos e que fomentaria a informalidade. Nesse caso, deveríamos ver uma queda generalizada do número de empregos com carteira assinada no Brasil desde a aprovação da lei no início da década de 1990. Porém, desde então, a população cresceu 39% enquanto os empregos formais 55%. Ou seja, mesmo diante de uma lei que regulamenta a terceirização nos moldes vigentes no país, presenciamos aumento da formalização no mercado de trabalho brasileiro. Especificamente, os dados relacionados ao setor “serviços prestados as empresas”, talvez a classificação estatística que melhor se aproxima do termo terceirização, apontam que o número de empregos mais que dobrou entre 2002 e 2012, passando de 2,2 milhões para quase 5 milhões. Salienta-se que esta expansão não foi acompanhada de encolhimento de salários no setor. Ao contrário, o total de gasto com pessoal nas prestadoras de serviços triplicou no mesmo período e o salário médio (computando o 13º) desses trabalhadores cresceu 24% acima da inflação, passando de R$ 1,5 mil em 2002 para R$ 1,9 mil em 2012. Um avanço real bem próximo ao verificado na indústria (28%) e um pouco acima do registrado no comércio (21%). Também é um percentual de ganho igual ao verificado dentre todos os trabalhadores com carteira assinada no Brasil, só perdendo para a evolução do salário de funcionários públicos, que cresceu 50,2% acima da inflação.

 E sobre os benefícios conquistados? Essa é a parte interessante do processo de terceirização no Brasil. Quando comparamos os benefícios sobre os salários das prestadoras de serviços com a média da indústria e comércio, vemos que a primeira é levemente maior, 10,8% contra 10,08% e 8,9% respectivamente. Além disso, em 2012, essas empresas distribuíram para seus empregados um total de R$ 353 milhões em contribuições para planos de previdência privada, além de pagamentos para o FGTS e para a previdência geral do INSS.

Como pode ser visto a tese de que os empregos serão reduzidos, os salários serão menores e os trabalhadores perderão seus benefícios, torna-se insustentável quando analisamos as estatísticas disponíveis. A meu ver, ir contra a terceirização não é ir a favor do empregado, mas sim é querer que ele seja eternamente um funcionário e não permitir que ele se torne um empreendedor. Em apenas 10 anos, a terceirização permitiu a realização do sonho de 161 mil novos empresários que passaram a prestar serviços às empresas. Atualmente, são mais de 500 mil donos de negócios de prestação de serviços que botaram no bolso R$ 9,7 bilhões de reais em lucros e dividendos somente em 2012. Provavelmente aqui esteja a grande resistência da visão contrária a terceirização: a apropriação de lucros por este atual empreendedor, outrora empregado. Ou, como a esquerda diria: o trabalhador ficando com a mais-valia. Outras duas vantagens são que, como dono de empresa, o trabalhador passa a recolher menos imposto de renda e, não precisa pagar sindicatos. Claro, terá também que enfrentar por todos os árduos desafios do mundo empreendedor, inclusive passando a sofrer a ira da justiça do trabalho, antes sua aliada, agora seu predador. Pontos positivos e negativos estarão presentes em qualquer decisão, mas é exatamente a possibilidade de escolha, que permite o avanço rumo aos resultados positivos. Portanto, seja livre ao escolher uma posição sobre o tema, sabendo que a liberdade está no conhecimento da verdade e nunca em discursos enlatados.

http://igoracmorais.com.br/brasil/terceirizacao-a-realidade-do-mito-sobre-o-tema/
 

  • 20 Abril 2015

 

 

CADERNO DE TESES PARA O 5º CONGRESSO DO PT

 

A leitura do documento cujo link estará indicado abaixo serve para dar uma ideia do que vai na cabeça de muitos petistas nestas horas em que o partido se defronta com crescente rejeição popular exatamente por ter feito o que sempre fez, só que agora as consequências começam a aparecer.

O que se deprende da leitura do texto é que na perspectiva em que a crise petista é examinada por essa corrente, o partido precisa ser refundado mais à esquerda, o governo precisa ser recomposto mais à esquerda e o Brasil precisa ser levado mais para a esquerda. Extenso, mas vale a leitura.

A questão que aparentemente não interessa aos autores é a seguinte: o PT não é o extinto PCURSS, um partido com prerrogativas constitucionais para impor diretrizes à nação brasileira, mesmo que há muito tempo venha fazendo isso  sem que maioria perceba. 

 http://www.pt.org.br/wp-content/uploads/2015/04/TESES5CONGRESSOPTFINAL.pdf

  • 18 Abril 2015

A "PEDAGOGIA" DO FORO DE SÃO PAULO.
Bruno Braga.

 No início do ano, Betto participou do "Congresso Internacional Pedagogia 2015". O "apóstolo" da Teologia da Libertação, ele, que parasita a Igreja Católica disfarçado de "frei", foi um dos principais palestrantes do evento em Cuba, realizado com o patrocínio da UNICEF e da UNESCO [1].

A proposta de Betto é promover uma "educação crítica". Uma educação que "busque a formação da consciência crítica e de cidadãos militantes comprometidos com a transformação social". Em outras palavras, trata-se de adestrar os alunos para que eles trabalhem, não para realizar uma tal "transformação social" - que pode soar para o leitor como algo muito nobre e louvável -, mas para ampliar e fortalecer um projeto de poder.

Betto é esclarecedor. Ele observa que o "princípio" da "educação crítica" é "não formar meros profissionais qualificados, senão cidadãos e cidadãs que sejam protagonistas de transformações sociais. Por isso transcende os limites físicos da escola e VINCULA EDUCADORES e EDUCANDOS a MOVIMENTOS SOCIAIS, SINDICATOS, ONG, PARTIDOS POLÍTICOS; enfim, a todas as instituições que promovem atividades de transformação social" [2].

Para justificar o adestramento de crianças e jovens, e pavimentar o totalitarismo sob o véu da "educação crítica", Betto denuncia o velho "inimigo": o "capitalismo". Ele ressalta que "desde Marx até a Teologia da Libertação, todos sabemos que não existirá emancipação plena sem a superação do sistema capitalista. Uma educação crítica e libertadora não deve perder de vista essa meta". Para o amigo do ditador cubano Fidel Castro, a derrota do "inimigo" e a "emancipação", claro, têm como meta a instauração do comunismo, que implica consequentemente no sacrifício e na privação da liberdade, e na consagração da maior e mais eficiente máquina de produzir cadáveres já vista na face da terra.

Eis a "pedagogia" proposta por Betto. Pelo "apóstolo" da Teologia da Libertação que está entre os fundadores do PT - tendo sido assessor do ex-Presidente Luiz Inácio - e que é um dos principais colaboradores do Foro de São Paulo, da organização fundada por Lula e por Fidel Castro para erguer na América Latina a "Patria Grande" comunista. A "educação crítica" não é outra coisa senão um instrumento para a promoção e para o fortalecimento desse ambicioso projeto de poder. Ela não é nenhuma novidade ou inovação. Está sendo ministrada há anos no Brasil sob a inspiração de Paulo Freire, o "patrono da educação brasileira", "mestre" e "guru" de "frei" Betto.


REFERÊNCIAS.

[1]. A palestra proferida por Betto pode ser lida neste link: [http://www.cubadebate.cu/opinion/2015/01/29/frei-betto-educacion-critica-y-protagonismo-cooperativo/#.VS5HhCC5fIV] (Cuba Debate, 29 de Janeiro de 2015) - que é a fonte de todas as citações presentes no texto acima.

[2]. Em 2014, em uma conferência intitulada "Papel del educador en la formación política de sus alumnos" - proferida também em Havana - Betto observou: "Ese es el papel del educador: no limitarse a transmitir conocimientos, a facilitar pedagógicamente el acceso al patrimonio cultural de la nación y de la humanidad, sino también, SUSCITAR EN EL EDUCANDO EL ESPÍRITU Y LA MILITANCIA REVOLUCIONARIOS, la búsqueda del hombre y la mujer nuevos inspirados aqui, en el caso de CUBA, en los ejemplos de Martí, CHE GUEVARA Y FIDEL" (Cf. Cuba Debate, 12 de Fevereiro de 2014 [http://www.cubadebate.cu/noticias/2014/02/12/frei-betto-el-principal-enemigo-de-la-revolucion-esta-dentro-de-cuba/#.VS5TxCC5fIW].


http://b-braga.blogspot.com.br/2015/04/a-pedagogia-do-foro-de-sao-paulo.html
 

  • 16 Abril 2015

 

O QUE A COREIA FEZ E O BRASIL NÃO

(Fonte: Gazeta do Povo)

Um dos mais extraordinários exemplos de crescimento econômico e superação da pobreza no pós-guerra é a Coreia do Sul. Há 70 anos, o país era pobre. Em 1945, foi dividido em dois: a Coreia do Norte, que permanece uma ditadura comunista miserável e atrasada até hoje; e a Coreia do Sul, que assombrou o mundo com seu desenvolvimento e continua a dar lições de como crescer e progredir.

Com 50 milhões de habitantes, a Coreia tem renda per capita de US$ 30 mil, contra US$ 11 mil do Brasil. É um dos países mais desenvolvidos do mundo, que se destaca por sua moderna indústria nacional, altas tecnologias e elevado nível de bem-estar social. Com população quatro vezes maior, o Brasil não tem uma única marca de veículos genuinamente nacional, e somos compradores dos produtos das coreanas Hyundai e Kia, além de outras gigantes como Samsung e LG.

A Coreia entendeu que o motor do crescimento econômico é a empresa, não o Estado, e que a figura central da criação de riqueza é o empreendedor, não o burocrata estatal

Para começar, após o fim da guerra contra a vizinha do norte, a Coreia do Sul abraçou o capitalismo sem pruridos ideológicos, enquanto o Brasil nunca foi verdadeiramente capitalista e sempre viu a economia de mercado com certa desconfiança. O governo coreano definiu que seu escopo seria a fixação da estratégia de crescimento econômico e a criação de condições para a modernização capitalista. As reformas que vieram a seguir tiveram essas duas diretrizes como base e o país teve um surpreendente surto de desenvolvimento a partir dos anos 70.

O êxito coreano se deve, entre outros, a cinco fatores: a reforma agrária implantada no pós-guerra, que diminuiu sensivelmente a pobreza rural; o programa educacional, com maciços investimentos na educação de base sem a cultura bacharelesca latino-americana; a adoção do planejamento familiar; a abertura para o exterior e priorização de indústrias voltadas à exportação; investimentos pesados em infraestrutura de transportes, comunicações e tecnologias de ponta.

A Coreia entendeu que o motor do crescimento econômico é a empresa, não o Estado, e que a figura central da criação de riqueza é o empreendedor, não o burocrata estatal. Curiosamente, a Coreia demorou para estabilizar seu sistema de governo, após titubear sob governantes autoritários e tumultos políticos. No ranking internacional, o país é considerado o mais inovador do mundo, o que somente é possível pelo respeito reverencial ao pesquisador, ao inventor, ao empreendedor e ao educador.

Já o Brasil não se libertou da cultura bacharelesca (que valoriza mais as letras que a tecnologia), do apego subserviente ao Estado (que desconhece a expressão “satisfação do cliente”, mesmo vivendo à custa deste) e da aceitação envergonhada da economia de mercado. Nosso país tem uma relação esquizofrênica com o capitalismo. Adotamos o sistema, mas tratamos mal seu principal ator – o empresário –, não conseguimos entender a lei da oferta e da procura e seguimos acreditando, ingenuamente, que para cada problema individual há sempre uma solução estatal.

Mas a grande revolução coreana foi na educação. Ao dar ênfase à educação das mulheres, uma legião de trabalhadoras qualificadas foi formada e a explosão populacional foi contida. Ao priorizar a educação de base, o analfabetismo foi vencido e a competência técnica foi adquirida. Ao concentrar os recursos (sempre escassos) no ensino tecnológico e no domínio das matemáticas, uma multidão de trabalhadores tecnicamente preparados lançou o país ao sucesso econômico.

Bem, não é preciso ir longe para entender o que a Coreia fez e o Brasil não…

 

  • 14 Abril 2015

"HOJE A CARAVANA PASSA. E OS PETISTAS CONTAM PERNAS E DIVIDEM POR DOIS." (Percival Puggina)

 

Homenageio meus leitores com este belo texto do jornalista Augusto Nunes.

O CAMINHO SE FAZ AO ANDAR: NESTA TARDE, A VOZ ROUCA DAS RUAS VAI CONSUMAR O NOCAUTE

Augusto Nunes


Em 31 de março, uma circular assinada pelo presidente do PT, Rui Falcão, marcou para 7 de abril o espetáculo de estreia do que Lula batizou de “Frente Ampla” — codinome inventado para que pareça mais gordo o quarteto que reúne o PT, a CUT, o MST e a UNE. Caprichando na pose de médico de campo de concentração, Falcão determinou “a mobilização da militância para participar do Dia Nacional de Luta”. O climax da demonstração de força do lulopetismo seria alcançado com a “concentração em Brasília contrária à votação do PL 4330, da terceirização, na Câmara dos Deputados”.

Para mostrar quem manda, um batalhão de bucaneiros da seita invadiria o prédio do Congresso. Simultaneamente, em outras capitais, multidões de devotos marchariam “em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores, da Petrobras e da reforma política”. Lula prometeu aparecer numa das frentes, fantasiado de Marechal do Povo e pronto para liderar a contra-ofensiva que livraria Dilma Rousseff do cerco da elite golpista.

Conversa de 171. O líder popular que morre de medo de povo desde a vaia estrondosa na abertura do Pan-2007 anda colecionando ideias de jerico, mas não perdeu o faro que antecipa fiascos. No dia 7, preferiu entrincheirar-se em seu instituto-esconderijo. Mudo, viu pela TV o sumiço dos oficiais de alta patente, a deserção dos soldados rasos e o desfile de cifras desmoralizantes.

Em Belém, o ato público juntou 30 companheiros paraenses. Em São Luiz, 40 gatos pingados. Menos de 200 em Porto Alegre, 50 em Curitiba, 70 em Salvador. Os 2 mil combatentes convocados para a invasão do Congresso foram rechaçados por um pequeno contingente da PM de Brasília. Em São Paulo, a CUT esperava juntar 10 mil militantes. Apareceram 400, que viraram mil nas contas dos coronéis de macacão.

Por falta de cabeças a contar, o Datafolha deu folga aos especialistas em multiplicação de gente. O Dia Nacional de Luta mobilizou tão poucos lutadores que nem conseguiu espaço nas páginas reservadas ao noticiário político. Na quarta-feira, os três maiores jornais do país enfurnaram na editoria de economia a vexatória ocorrência política registrada na véspera.

As portentosas manifestações de 15 de março levaram às cordas os embusteiros que institucionalizaram a corrupção impune e há 12 anos vêm batendo todos os recordes de inépcia administrativa. De lá para cá, ficaram ainda mais grogues com as pancadas desferidas por pesquisas de opinião, novidades sobre a roubalheira do Petrolão, índices que atestam o descontrole da inflação ou a escalada do desemprego e imagens de companheiros delinquentes na traseira do camburão, fora o resto.

Dilma já renunciou ao comando da economia e da articulação política. Sitiados por um Brasil farto de farsa, o bando de vigaristas baixou a guarda e carece de forças para o contra-ataque. Se a imensidão de indignados cumprir o seu dever neste domingo, e os figurões fora da lei forem devidamente surrados pela voz rouca das ruas, 12 de abril de 2015 será lembrado como o dia em que se decretou o nocaute.

E depois desta tarde, o que virá? Saberemos em breve. Em certas curvas da História, o caminho se faz ao andar.

 

 

  • 12 Abril 2015