Percival Puggina

 

Não é de hoje que se comentam as intromissões do senhor Yang Wanming e o uso que faz do twitter para emitir opiniões que, no caso dele, jamais podem ser consideradas apenas pessoais. A caminho para se tornar a nação mais poderosa do mundo, a China não esconde sua riqueza nem a atenção que dá a seus próprios interesses geopolíticos.

O embaixador chegou ao Brasil depois de passar dois anos no Chile e quatro na Argentina. E vejam no que deu. Aqui, já está escudado  pela esquerda brasileira, que vibra com as “tiradas” do embaixador na rede social. Seria excessivo afirmar que também esteja escudando nossas esquerdas, que não escondem seu entusiasmo por bandeiras vermelhas?

Na última sexta-feira, noticiada a prisão do deputado Roberto Jefferson, o embaixador foi ao twitter e escreveu: “Lindo dia para o Brasil” e uma sequência de aplausos. A prisão de adversários tem a cara do regime chinês.

De uns tempos para cá o embaixador chinês vem ficando parecido com aqueles malwares, não por acaso também chamados cavalos de troia, que se infiltram nos computadores e causam erros de funcionamento. Nossas instituições já os tem em demasia e por conta própria, dispensando acréscimos externos; mas são certamente  estes descuidos de manutenção que nos tornam mais vulneráveis às presumíveis intromissões do embaixador do poderoso Xi Jinping.

  • 15 Agosto 2021

 

Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico

 

SOCIEDADE ANÔNIMA DO FUTEBOL

Na última 6ª feira, 6, o presidente Jair Bolsonaro sancionou um projeto de lei que PERMITE a transformação de clubes de futebol em empresas, criando a figura da -Sociedade Anônima do Futebol- (SAF). Com a lei, os clubes de futebol que optarem por se transformar em empresas poderão se capitalizar através da emissão de títulos de dívida, como debêntures (debêntures-fut). Mais: terão um prazo de seis anos, prorrogáveis por mais quatro anos, para quitar suas dívidas. 

DESCONHECIMENTO GERAL DAS REGRAS DO FUTEBOL

Como se sabe, o futebol, na escala de importância para o povo brasileiro, figura em primeiríssimo lugar. Tudo que vem depois é considerado como resto e como tal tem importância irrelevante. Ainda assim, por incrível que possa parecer, uma coisa é FATO: o FUTEBOL é, muito provavelmente, o único ESPORTE que é PRATICADO, DIRIGIDO, ASSISTIDO, COMENTADO, NARRADO e, não raro, APITADO, por quem simplesmente DESCONHECE AS REGRAS DO JOGO. 

GOL ANULADO

Partindo desta premissa -VERDADEIRA-, tudo leva a crer que, da mesma maneira que as REGRAS DO FUTEBOL são desconhecidas, o mesmo vai acontecer com a LEI QUE PERMITE A TRANSFORMAÇÃO DOS CLUBES DE FUTEBOL EM EMPRESAS. Com isso, as interpretações sobre o que está na SAF serão tão ruins e equivocadas como acontece durante os jogos, quando narradores e comentaristas falam, e repetem, por exemplo, que houve -GOL ANULADO-.

POUCO IMPORTA ONDE A BOLA FOI PARAR

Ora, o que não existe em futebol é GOL ANULADO. O que realmente acontece é simples: se houve uma infração, o que menos importa é onde a bola foi parar, se dentro ou fora do gol. Assim, da mesma forma como não cabe dizer que o GOL FOI ANULADO, também não existe TIRO DE META ANULADO, ESCANTEIO ANULADO, LATERAL ANULADO, ou qualquer outra coisa que venha a ser ANULADA. Vejam que em caso de uso do VAR, os lances considerados duvidosos não anulam os eventuais gols, pois o que prevalece é o que aconteceu antes da bola entrar.

SAIR DO AMADORISMO

Feito este registro, sugiro que antes de se manifestar contra ou favor desta importante lei, o melhor, ou indispensável, é que tratem de ler, e estudar as vantagens que o texto oferece para o bem do futebol. É preciso que os clubes que atuam no futebol deixem de lado as ADMINISTRAÇÕES AMADORAS (sem fins lucrativos) e passem a encarar a atividade de forma PROFISSIONAL com regras idênticas que valem para as SOCIEDADES ANÔNIMAS EM GERAL.

 

  • 12 Agosto 2021

Percival Puggina

 

Leio no Estadão de hoje (03/08),

"Investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal, por acusação de interferência política na Polícia Federal e por suspeita de prevaricação diante de denúncias de corrupção na compra de vacinas, o presidente Jair Bolsonaro agora é alvo direto do Tribunal Superior Eleitoral, e não uma, mas duas vezes. Sem falar da CPI da Covid..."

Parei por aí com o saudável intuito de zelar pelo meu bem próprio estar físico, mental e espiritual.

Observe a estratégia usada pela pessoa que criou a matéria e veja como conteúdos dessa natureza se propagam entre os veículos em múltiplos círculos concêntricos que se interpenetram criando um ambiente social depressivo e nebuloso.

Não acho bom, mas não me oponho a que os grandes grupos de comunicação, ou seus jornalistas, divulguem o que bem entenderem, cuidem de seus próprios interesses, disseminem suas ideias e persigam seus propósitos políticos. Cabe ao público fazer o próprio cardápio informativo e analítico, com liberdade de escolha. A situação sai dos devidos eixos, porém, quando conteúdos divergentes passam, como está acontecendo entre nós, a ser tratados como criminosos e se tornam objeto de censura.

Observe que o trecho da matéria do Estadão transcrita acima relaciona meras acusações lançadas contra o presidente com o destampado intuito de "acusá-lo" de ser acusado!  

Já me disseram que na Coreia do Norte também é assim.

  • 03 Agosto 2021

 

Percival Puggina

 

Leio no Canal Questione-se

A Rede Sustentabilidade apresentou nesta sexta-feira (30), um mandado de segurança ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, solicitando que o presidente Jair Bolsonaro seja multado em R$ 500 mil a cada nova manifestação que fizer sugerindo a existência de fraude no sistema eleitoral.

Além disso, o partido de esquerda pede que a multa seja aplicada caso as afirmações sejam propagadas por interlocutores do presidente, como ministros e familiares próximos.

“Frente ao absurdo ocorrido na data de ontem, [é] imperativo que se coloque um freio nos anseios autoritários do senhor presidente da República”, afirma a Rede na ação, em referência à live de quinta-feira (29) feita por Bolsonaro.

Comento

Não é incrível que a Rede vá ao Tribunal pedir que imponha multa ao presidente  e silencie quando o mesmo Tribunal solta bandidos, conceda indulgência plenária às condenações de Lula, vire as costas à opinião pública, rasgue a Constituição, constitucionalize o seu querer e inconstitucionalize tudo que não lhe cai no gosto?

Pondere, leitor, o anseio autoritário desse partido que quer impedir o presidente da República de dizer o que pensa. Quem faz isso com presidente, fará o que com o cidadão comum quando puder agir em relação a ele?

Mais uma vez se evidencia, aqui, a surrada prática esquerdista de atribuir aos outros aquilo que faz enquanto faz aquilo que atribui ao outro. É o requinte da hipocrisia.

  • 31 Julho 2021

 

Percival Puggina

 

Leio CNN Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, orientou que a secretária-geral da presidência, Aline Osório, e o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, monitorem manifestações nas redes sociais que digam respeito à segurança do processo eleitoral brasileiro.

A determinação do ministro faz parte de um esforço de sua gestão à frente do TSE em combater a disseminação de notícias falsas envolvendo as eleições. O tribunal lançou uma campanha e tem desmentido no site desinformações propagadas nas redes sociais sobre o assunto.

A estratégia foi adotada em meio ao aumento dos ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados ao sistema eleitoral. O presidente e parlamentares bolsonaristas colocam em dúvida a lisura do processo de votação brasileiro e alegam que o sistema atual é suscetível a fraudes. Nenhuma prova, no entanto, foi apresentada.

Comento

“Fake News!” virou interjeição no palavreado jurídico brasileiro, substituindo a argumentação que certos fatos exigem. Defender essas urnas eletrônicas de votação, verdadeiras velharias tecnológicas, superadas e rejeitadas por outros países deve ser, de fato, uma imensa dificuldade. Tão difícil é, que o TSE exige da sociedade um ato de fé religiosa.

Só falta dizerem, ao encerrarem as apurações: “Bem-aventurados os que não viram e creem.”

O descrédito social que recai sobre as duas instituições – TSE e STF – torna a situação mais complicada. No Supremo, têm assento vários ex-presidentes da corte eleitoral e, cada um a seu tempo, defendeu esse sistema de votação. Fizeram por merecer essa desconfiança. Têm, em seu favor, os grandes grupos de comunicação que, por sua vez, também caíram em descrédito perante parcela imensa da sociedade.

Há no povo quem os apoie? Há. Há quem se diga plenamente satisfeito com essas peças de antiquário? Sim. Mas também esses têm fé no TSE, no STF e nos grandes grupos de comunicação. Fazer o quê?

Penso que basta a consciência da realidade aqui descrita para revelar o quanto seria útil desengavetar o bom senso e perceber que a confiança de todos no sistema de votação e apuração dos sufrágios exige maior publicidade e transparência, para bem da legitimidade dos mandatos e para bem da democracia.

  • 28 Julho 2021

 

Ludmila Lins Grilo

 

Terroristas colocaram fogo na estátua do bandeirante Borba Gato, localizada no bairro de Santo Amaro, zona sul de São Paulo.

A “beautiful people” lacradora e transada comemorou.

O pessoal do “ódio do bem” diz que o incêndio foi justo, porque os bandeirantes escravizavam negros e indígenas, destruíam quilombos e praticavam violências diversas.

A história retrata os bandeirantes tanto como heróis, quanto como vilões.

Entre os séculos XVI e XVII aconteceram expedições para desbravar o interior do Brasil.

As expedições governamentais eram as “Entradas”, e as dos particulares eram as “Bandeiras”. Estas atividades culminaram na descoberta de ouro, na ampliação de territórios e no incremento do comércio e desenvolvimento.

Os bandeirantes estão retratados nos livros de história, e a eles são dados créditos quanto ao crescimento do Brasil. Isso é um fato.

A questão é a seguinte: o vandalismo de hoje demonstra a franca disposição em APAGAR A MEMÓRIA NACIONAL, para que a história seja reescrita mantendo-se apenas os elementos ideológicos PERMITIDOS.

Começam substituindo as palavras. “Mas é só uma palavrinha, o que que tem, amigue?”

Depois, vão retirando pessoas “inconvenientes” das redes sociais.

Após, vão queimando estátuas.

Daqui a pouco queimarão os livros, digamos, inoportunos...

Depois, as igrejas - essas reacionárias!

Ao final do processo, queimar pessoas – os inimigos do regime – já não soará tão terrível assim.

“Ruas, pedras comemorativas, estátuas, nomes de ruas – tudo quanto pudesse lançar luz sobre o passado fora sistematicamente alterado.

- Nunca soube que foi uma igreja.” (George Orwell, 1984)

 

*     Da página da autora no Facebook.

**    Ludmila Lins Grilo é Juíza de Direito na comarca de Unaí/MG

 

  • 26 Julho 2021