Percival Puggina

E alla Merica noi siamo arrivati
no' abbiam trovato nè paglia e nè fieno
Abbiam dormito sul nudo terreno
come le bestie andiam riposar.
(estrofe da canção folclórica  Mérica, Mérica, Mérica)

Na história da economia e da sociedade sul-rio-grandense há uma importante geração de empresários descendentes de imigrantes que vieram da Itália para a Serra Gaúcha e realizaram aqui, sul nudo terreno, o “sonho americano”. Com o trabalho de suas mãos, venceram as dificuldades da topografia local, saíram da pobreza, acreditaram na livre iniciativa, criaram pequenos negócios que se converteram em grandes empresas, animaram suas aldeias que viraram cidades e prosperaram junto.

São vidas que mereciam filmes; casos que mereciam estudo acadêmico; exemplos a serem seguidos porque mantêm uma relação íntima e harmônica com desenvolvimento econômico e progresso social.

A FLORENSE, que patrocina esta página, é uma dessas empresas. De pequena marcenaria, o trabalho de 68 anos a ergueu ao nível das mais qualificadas empresas do ramo moveleiro mundial, em cujo mercado se integra e prospera como parte da alma serrana do dinâmico município de Flores da Cunha.

O que me faz referir essa geração brilhante, tão bem representada na família Castelan, é a homenagem que a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre presta hoje, 18 de maio, aniversário da fundação da empresa, ao fundador da FLORENSE por seu antigo e consistente apoio à instituição, concedendo seu nome ao belíssimo Teatro Histórico-Cultural, que passa a denominar-se Teatro Lourenço Darcy Castelan.

Meu abraço à família Castelan, ao Lourenço, ao filho Gelson, à família Corradi na pessoa do Mateus pelo que muito bem fazem e pelo muito bem que com as mesmas mãos fazem.

  • 18 Maio 2021

 

Percival Puggina

 

Impressionado com aquela chuva de riscos luminosos que explodiam como fogos de artifício nos céus de Israel, liguei o som da TV. Logo apareceu uma jovem brasileira falando desde lá e descrevendo abrigos antiaéreos e a muralha antimíssil que blinda Israel de ataques externos a seu território. Israel investe na proteção de sua população.

A mocinha explicou que, tendo o Hamas percebido a eficiência da proteção antimíssil israelense, lançava artefatos simultaneamente, em grande quantidade, para atrapalhar os radares do sistema de defesa e, com isso, possibilitar que um ou outro atingisse o território alvo.

Imediatamente, passei a ouvir os porta-vozes nacionais da justiça igualitária a contar mortos e a falar sobre uma “guerra desproporcional”. Morria mais gente entre palestinos do que entre judeus. Trata-se de uma contabilidade desconexa, em tudo semelhante à que é aplicada às ações policiais nos morros. Elas seria mais equitativas se mais policiais morressem...

No entanto, suponha que Israel buscasse um justo equilíbrio atacando o Hamas com tantos mísseis quantos este lança sobre seu território. Não seria uma resposta inquestionavelmente simétrica? Imagine-se, contudo, o dano em vidas humanas que uma resposta dessas proporções produziria.

Note-se que o Hamas, a exemplo do que fazem os traficantes nos morros cariocas, usa as populações palestinas como escudo exatamente para sofrear as reações israelenses quando atacadas. Elas, porém, não podem ficar sem resposta. Se o Hamas, em vez de investir em armamento para ataque, investisse em proteção, tudo seria diferente. Muitas vidas seriam poupadas!

Israel é um país cercado de inimigos, consciente de que se extingue quando perder a primeira guerra.   

  • 16 Maio 2021

 

Nota do editor deste site: a matéria a seguir permite traçar analogias com os acontecimentos no Brasil. Os EUA estão enfrentando, tal como nós, os mesmos inimigos em seu trabalho continuado de infiltração e destruição da sociedade e seus valores, desestabilizando a nação em todos os sentidos.

 

Jack Phillips, Epoch Times

 Generais e almirantes aposentados dos EUA assinaram uma carta aberta alertando que os Estados Unidos estão envolvidos em uma luta existencial e exortaram "todos os cidadãos" a se envolverem na política local e estadual.

“Estamos em uma luta pela nossa sobrevivência como uma República Constitucional como em nenhum outro momento desde nossa fundação em 1776. O conflito é entre os defensores do Socialismo e do Marxismo vs. os defensores da liberdade e liberdade constitucional”, afirma a carta (pdf), que foi assinado por 124 ex-líderes militares e lançado pelo movimento “Flag Officers 4 America”.

A carta também postulou que a oposição aos projetos de lei e leis propostas que fortaleceriam as iniciativas eleitorais tem implicações problemáticas.

“A integridade eleitoral exige que haja um voto legal lançado e contado por cidadão. Os votos legais são identificados pelos controles aprovados no Legislativo estadual usando identidades governamentais, assinaturas verificadas, etc. Hoje, muitos estão chamando esses controles de senso comum de 'racistas' em uma tentativa de evitar eleições justas e honestas”,  afirma a carta.

De acordo com o próprio site, Flag Officers 4 America é um grupo de ex-líderes militares que "se comprometeu a apoiar e defender a Constituição dos Estados Unidos contra todos os inimigos", sejam "domésticos" ou "estrangeiros".

Digno de nota, os signatários da carta incluem o Brig. do Exército aposentado. Gen. Donald Bolduc - candidato ao Senado em New Hampshire, Tenente-General do Exército aposentado William Boykin e Vice-Almirante aposentado John Poindexter - que foi o vice-conselheiro de segurança nacional do presidente Ronald Reagan.

“A China é a maior ameaça externa para a América. O estabelecimento de relações de cooperação com o Partido Comunista Chinês os encoraja a continuar o progresso em direção à dominação mundial, militar, econômica, política e tecnologicamente. Devemos impor mais sanções e restrições para impedir seu objetivo de dominação mundial e proteger os interesses da América”, diz a carta.

Outras ameaças que eles listaram incluem a reinserção dos Estados Unidos no acordo nuclear com o Irã, a imigração ilegal e a paralisação do projeto do oleoduto Keystone XL. O presidente Joe Biden emitiu uma ordem interrompendo o projeto do gasoduto no início de sua presidência.

Enquanto isso, em meio à pandemia de COVID-19, os líderes militares aposentados disseram que as ordens de bloqueio que afetam escolas e empresas equivalem a “ações de controle populacional”.

“Devemos apoiar e responsabilizar os políticos que agirão para se opor ao socialismo, marxismo e progressismo, apoiar nossa República Constitucional e insistir em que os governos sejam fiscalmente responsáveis, ao mesmo tempo que nos concentremos em todos os americanos, especialmente na classe média, e não em grupos de interesses especiais ou extremistas que são usados para nos dividir em facções beligerantes”, afirma a carta.

A carta concluía instando "todos os cidadãos a se envolverem agora em nível local, estadual e / ou nacional para eleger representantes políticos que agirão para Salvar a América, nossa República Constitucional, e responsabilizar aqueles que estão atualmente no cargo".

Alguns ex-militares questionaram o propósito da carta.

O almirante aposentado Mike Mullen, ex-chefe do Estado-Maior Conjunto, disse que a carta “fere os militares e, por extensão, fere o país” e disse que contém “pontos de discussão” do Partido Republicano.

Enquanto isso, na França, dezenas de generais aposentados foram sancionados após enviarem recentemente uma carta alertando sobre uma possível guerra civil pela "proteção de nossos valores civilizacionais". Eles culparam a liderança da França por não lidar com o que eles descreveram como imigração irrestrita para o país.

Em 12 de maio de 2021

*Publicado originalmente em inglês no Epoch Times

  • 13 Maio 2021

 

Percival Puggina

 

Quem tivesse alguma dúvida sobre a necessidade de um sistema de votação em que possam ser auditados os votos dados pelos eleitores e não o sistema de votação, teve, agora, oportunidade de esclarecer.

O Senado Federal, através da plataforma e-Cidadania, abriu uma enquete para colher posição sobre o tema “voto impresso”. Tramita no Senado, um projeto de decreto legislativo do senador Lasier que obriga o uso de urnas impressoras em todas as sessões eleitorais no ano de 2022. Na Câmara dos Deputados, a deputada Bia Kicis apresentou uma PEC que será analisada pela CCJ.  

De modo surpreendente, a enquete do Senado vem mostrando uma sólida oposição ao projeto. No momento em que escrevo estas linhas, às 9 horas do dia 11 de maio, foram dados 487.779 votos a favor e 458.223 contra. Até anteontem (09/05) o não vencia...

Quem pode ser tão contra a impressão dos votos a ponto de mobilizar e preencher a pesquisa, com todas as confirmações que requer, para manter esse modelo que é, na prática, um crematório dos votos do eleitor? Qual a estranha motivação desses cidadãos? Quem os está arregimentando para esse fim? Quem tem tanta fé nesse coletivo esquerdista denominado STF, que  declarou “inconstitucional” o voto impresso?

Penso que o resultado está revelando muito mais do que pretendiam os votos “não” que ali estão sendo dados.

  • 11 Maio 2021

 

Percival Puggina

 

         Não preciso descrever o comportamento francamente faccioso da mídia militante brasileira. É algo escancarado. Nesta segunda-feira, por exemplo, Zero Hora abre espaço para matéria sobre as manifestações de sábado. Conseguiu a proeza de apresentar duas imagens sem que qualquer delas envolvesse as manifestações propriamente ditas. Uma é de Brasília tomada quando o presidente desceu a rampa do Palácio do Planalto e um grupo numeroso se enfileirou para saudá-lo, como é habitual. (Nada tinha a ver com a manifestação propriamente dita, de grande vulto, que ocorria noutro lugar). a Outra foto era de Porto Alegre e mostrava alguns veículos na ponta de uma carreata acontecida pela manhã. Simplesmente ocultou aos leitores a grande manifestação ocorrida à tarde, no Parcão.

         Isso acontece todo dia, o tempo inteiro, na quase totalidade dos principais meios de comunicação do país. Perdeu a linha e o prumo um jornalismo que desdenha os fatos e despreza a inteligência e a capacidade de percepção de seu público.

  • 03 Maio 2021

Leio em CubaNet 

Uma multidão de cubanos enfrentou a polícia do regime ao meio-dia desta sexta-feira na calle Obispo, rua central de Habana, exigindo o fim da repressão e a favor dos direitos de Luis Manuel Otero Alcántara e de todos os cubanos.

O protesto, ocorrido por volta de uma hora da tarde na esquina de Obispo e Aguacate, foi desencadeado após a violência dos uniformizados contra vários ativistas que decidiram manifestar-se pacificamente por respeito aos direitos civis enquanto denunciavam o perigo que corre a vida de Luís Manuel Otero em seu sexto dia de greve de fome e sede.

Nas imagens, uma multidão de cubanos é vista em torno de vários policiais e agentes da Segurança do Estado, que tentavam conter os ativistas.

Uma testemunha conta que, abraçados, os ativistas se recusaram a ser presos, e diante da violência exercida por um dos agentes, as pessoas se manifestaram em apoio aos demandantes.

Diante do avanço popular, os repressores tentaram forçar os ativistas a entrar em viaturas, mas a população interveio entre gritos de "não os espanquem" e "Pátria e Vida". A polícia se distanciou do excesso perpetrado por dois agentes da segurança do Estado, que foram particularmente violentos com alguns dos manifestantes.

Depois de várias tentativas malsucedidas de colocá-los nas viaturas, os repressores foram forçados a chamar reforços.

Dois veículos tipo Van, vários carros patrulha e polícia motorizada chegaram ao local para tentar concluir as detenções e dispersar a multidão que fazia fila na loja "La Francia", uma das muitas lojas autorizadas a vender em dólares, aumentando o público inquietação antes de um movimento profundamente impopular.

Os ativistas foram presos e levados embora. Até o momento de escrever esta nota, seu paradeiro é desconhecido.

*      Publicado originalmente em CubaNt, no dia 1º de maio.

**    Assista ao vídeo aqui: https://youtu.be/tCTNvEVxGQM

***  Tradução do editor do site.

Comento

Fatos assim, com protestos populares e enfrentamento à polícia, são novidade nas ruas de Havana. Como regra, os cubanos temem a polícia e à violência policial. Afinal, já levam 62 anos disso e operando em todos uma cultura de medo e respeito condicionado.

Suponho que a esquerda brasileira aplauda as ações policiais, aborreça-se com as reações populares (que devem estar “a serviço dos interesses ianques”...) e não veja a hora de voltar ao poder aqui para dar uma força financeira ao regime de lá.

  • 01 Maio 2021