HOSPITAL DOUTOR ERNESTO CHE GUEVARA, EM MARICA RJ


 O hospital não existe, o projeto está em discussão há três anos, deram apenas uma desbastada no terreno, mas uma coisa é certa: o nome do nosocômio e a homenagem que a Prefeitura de Maricá deseja prestar ao facínora. Certamente o nome escolhido serviria melhor ao Banco de Sangue do hospital.

FRASES DE CHE GUEVARA

1. “Louco de fúria, mancharei de vermelho meu rifle estraçalhando qualquer inimigo que caia em minha mãos! Com a morte de meus inimigos preparo meu ser para a sagrada luta, e juntar-me-ei ao proletariado triunfante com um berro bestial!”

2. “O ódio cego contra o inimigo cria um impulso forte que quebra as fronteiras naturais das limitações humanas, transformando o soldado em uma eficaz máquina de matar, seletiva e fria. Um povo sem ódio não pode triunfar contra o adversário."

3. “Para mandar homens para o pelotão de fuzilamento, não é necessário nenhuma prova judicial … Estes procedimentos são um detalhe arcaico burguês. Esta é uma revolução!”

4. “Um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar motivado pelo puro ódio. Nós temos que criar a pedagogia do Paredão!” (O Paredão é uma referência para a parede onde os inimigos de Che eram mortos por seus pelotões de fuzilamento, e em alguns casos pessoalmente mortos pelo próprio Guevara).

5. “Eu não sou o Cristo ou um filantropo, velha senhora, eu sou totalmente o contrário de um Cristo … eu luto pelas coisas em que acredito, com todas as armas à minha disposição e tento deixar o outro homem morto, de modo que eu não seja pregado numa cruz ou qualquer outro lugar. “

6. “Se qualquer pessoa tem qualquer coisa boa para dizer sobre o governo anterior, para mim já é bom o suficiente matá-la.”

7. Che queria que o resultado da crise dos mísseis em Cuba fosse uma guerra atômica: “O que nós afirmamos é que devemos proceder ao longo do caminho da libertação, mesmo que isso custe milhões de vítimas atômicas”.

8. “Na verdade, se o próprio Cristo estivesse no meu caminho eu, como Nietzsche, não hesitaria em esmagá-lo como um verme.”

9. “É muito triste não ter amigos, mas é ainda mais triste não ter inimigos.”

Tradução: Emerson de Oliveira


 

  • 30 Dezembro 2014

FOLHA DO MAGISTÉRIO, OUTRA ARMADILHA PARA SARTORI

Darcy Francisco Carvalho dos Santos


Além da nomeação de 650 servidores para a segurança pública na última semana, aumentando um quadro que receberá reajustes em percentuais superiores ao dobro da inflação até 2018; do esgotamento dos depósitos judiciais e do saque no caixa único de recursos provenientes de operações de crédito, em que parte delas terá saldo apenas escritural, o atual governo preparou para o futuro outra armadilha.

Refiro-me aos reajustes do magistério estadual que foram concedidos de forma parcelada, totalizando 76,6%, onde há dois aspectos a considerar. O primeiro deles é a substituição de duas parcelas autônomas que deixaram de ser pagas, o que reduz, na prática, o percentual dos dois primeiros reajustes. O segundo é o fato de o maior reajuste ser em novembro/2014, com incidência em apenas três folhas deste governo e nas treze no primeiro ano do período governamental seguinte.

O atual governo no período de janeiro/2011 a outubro/2014, durante 45 meses de seus 48, pagou um básico regional que correspondeu, em média, a 60% do piso nacional. Em novembro/2014, concedendo o maior de seus reajustes, essa relação passou para 74,2% com que encerrará seu período.

Em janeiro de 2015 o piso nacional deve subir para R$ 1.900,00, segundo informações a imprensa. Tendo em vista o fato de a folha da educação representar 36% da folha estadual, isso trará as seguintes consequências:
1) Se o governo que está começando não conceder nenhum reajuste ao magistério, porque este recebeu 13,7% há dois meses (novembro/2014), a relação com o piso nacional baixará para 66,3% e, mesmo assim, terá um crescimento da folha de R$ 1 bilhão, 16,5% nominais, quando se inclui o crescimento vegetativo ou 9,4% descontada a inflação. E o mais grave é que na proposta orçamentária para 2015 não há dotação para esta despesa.
2) Se for concedido o INPC (6%) em janeiro (mês do reajuste do piso nacional), a relação ficará em 70,3%, ainda menor que os 74,2% do final do governo anterior, com um incremento na folha de R$ 1,5 bilhão, superior a 21%, em torno de 15% reais.
3) Tudo isso se passará num contexto em que a receita não deve crescer mais que 10% nominais ou 3% reais.

Se os governos continuarem assim, como toda essa irresponsabilidade fiscal, o nosso destino inevitável será a volta da inflação. E com a inflação quem mais perde são os pobres que não têm acesso aos meios com que os melhor aquinhoados dispõem para se livrar dela.  

  • 28 Dezembro 2014

É NISSO QUE DÁ SOLTAR TERRORISTAS

(Este texto é uma tradução minha de matéria do Infobae América, de 25/12)
O tipo da foto foi solto e, agora, informações que possibilitem sua captura valem US$ 5 milhões.

 


Um alto funcionário do Pentágono revelou que um ex-preso da prisão de Guantánamo, liberado em 2006, trabalha como conexão do Estado Islâmico e já enviou mais de 2500 jiahadistas da Arábia Saudita e Iemen para se unirem às fileiras do grupo terrorista.

 

"Não há dúvidas de que está enviando combatentes. 2500 é uma estimativa conservadora", indicou o funcionário do organismo de defesa. "A comunidade de inteligência está convencida de que se trata do enlace do Al Baghdadi (líder do ISIS) com o Iemen", acrescentou. Essa informação foi ratificada por uma segunda fonte do Pentágono que também pediu para preservar sua identidade. "Se pudéssemos trazê-lo de volta o faríamos rapidamente. E há mais deles por aí" acrescentou essa segunda fonte.

 

O terrorista em questão é Imbrahim Al Rubaish, agora líder espiritual da Al Queda na Península Arábica, que foi capturado por tropas norte-americanas em 2001 e passou cinco anos na prisão de Guantânamo. Al Rubaish está, agora na lista de terroristas mais procurados, tanto na Arábia Saudita quanto nos EUA. Washington oferece US$ 5 milhões por informação que conduza a sua captura.

 

"É meu dever estimular os muçulmanos a matar os estadunidenses para tirá-los da terra dos muçulmanos" advertiu o terrorista em 2013, segundo o Middle East Media Research Institute. A CIA por sua vez assinalou que o ISIS pude reunir até 31,5 mil combatentes. Tendo em conta esse número, Al Rubaish é responsável por mobilizar pelo menos um em cada 13 jiahadistas.


 

  • 26 Dezembro 2014

 

Quando refletimos sobre o significado da imersão de Deus no cenário da natureza por Ele criada e sobre o que representa para a história da humanidade essa resignação Filho ao plano de amor do Pai, e quando confrontamos, tudo isso, com a singeleza da narrativa evangélica sobre o nascimento de Jesus, não podemos deixar de nos espantar.

 

 Não existe qualquer resíduo mitológico na narrativa de Lucas: “... e o enfaixou e o reclinou numa manjedoura porque não havia lugar na estalagem”. Semelhante simplicidade, ao longo dos séculos, surpreende e cativa as gerações. Ela é de tal forma contraditória com nossas concepções sobre o poder que, com freqüência cedemos à tentação de revestir o presépio, ao modo humano, com finos tecidos, pedrarias e animais que parecem saídos de uma feira internacional. Jamais conseguiremos, porém, desfigurar a essencialidade do fato. Um estábulo é um estábulo.

 

 O ingresso de Deus na história poderia fazer-se de qualquer maneira e em qualquer lugar. E não faltaria à imaginação humana talento para honrar a grandiosidade do fato com a opulência de que o julgamos credor. Mas Deus parece ter escolhido a dedo, naquela noite Palestina, o modo e o lugar a partir do qual dividiria ao meio a história.

 

 Especula-se que as vendas serão menores neste Natal. “É a crise”, dirão conformados os lojistas. Sim, “é a crise”, mas é, antes, a crise dos valores, da perda da religiosidade; é a crise dos que se afogam na superficialidade das coisas. Não estou advogando que nos recusemos à tradição cultural das festas com suas circunstâncias. Estou, apenas, lembrando que tais preparativos não podem obscurecer o espírito do Natal porque isso significaria perder a oportunidade de construir em nós a plenitude dos tempos.
 

  • 24 Dezembro 2014

 

EM PORTO ALEGRE ISSO SERIA "PRIVATIZAÇÃO DO LAGO"
Percival Puggina

 

A encantadora vila aí na foto é Hallstatt (Austria). Listada como Patrimônio Mundial pela UNESCO, está situada à meia encosta de um monte e em pequeno e antigo deslizamento de terra sobre a margem do lago. Suas origem remontam ao primeiro milênio. Durante muitos anos, a região enriqueceu graças a uma mina de sal existente sob a parte central da cidade. Hoje, Hallstatt vive do turismo. Seus pouco mais de mil habitantes acolhem centenas de milhares de turistas por ano.

 

É um sítio urbano tão charmoso que chineses, após sucessivas visitas em que se dedicaram a fazer minucioso levantamento do local, surpreenderam a todos com o anúncio de que reproduziram Hallstatt junto a um lago chinês. A Hallstatt chinesa já foi aberta ao turismo.

 

Se valessem em Hallstatt as exigências hoje aplicáveis para construções próximas ao Lago Guaíba, aqui em Porto Alegre, Hallstatt não existiria. Aqui, isso seria chamado, ideologicamente, de "privatização do lago". Sei que as condições são diferentes, que o Guaíba sofre maiores alterações de nível, etc. e tal. Mas tudo depende do modo como são projetados os aproveitamentos. Quando milhões de turistas passeiam de barco em lagos e rios europeus, o de que mais desfrutam é da paisagem proporcionada pelas obras marginais. Poucos se interessariam por andar de barco olhando mato.
 

  • 22 Dezembro 2014

 

 

UMA GRANDE VERDADE SOBRE O ABORTO
Alfonso Aguiló (texto extraído do livro "A tolerância")

 

"O atrativo do erro não provém do próprio erro, mas da verdade - grande ou pequena - que ele encerra. Um erro é tanto mais perigoso quanto mais verdade encerra."

 

 "A tolerância foi, muitas vezes, a bandeira de que se serviram aqueles que impunham a cultura da morte. Por detrás da defesa que fazem dos direitos e das liberdades, esconde-se, sempre, um brutal atropelo dos direitos e liberdades mais elementares. Por detrás de uma máscara de tolerância esconde-se a mais cruel e macabra prova de intolerância: a de não deixar viver o inocente."
 

  • 20 Dezembro 2014