DESARMAMENTO E BEIJAÇO GAY
Percival Puggina


  Na tarde ontem, na Assembleia Legislativa, ocorreu um importante painel para debater o Estatuto do Desarmamento. O que aconteceu é frequente no Brasil. Quando a esquerda assume uma determinada pauta e não consegue através do poder legislativo, ela tenta o decreto. Se o decreto não sai, vão atrás de uma portaria. Se nem assim adianta, buscam alguma organização internacional, alguma declaração conjunta, o, até mesmo, como aconteceu com o aborto - uma simples norma técnica. O Estatuto do Desarmamento, como pauta nacional da esquerda, pretendia desarmar totalmente a população civil proibindo a venda de armas e munições em todo o país. Como esse artigo do projeto foi derrubado no referendo nacional de 2005, a regulamentação fez o resto do serviço: quem quiser ter uma arma precisa superar verdadeira corrida de obstáculos. E fazer a corrida uma vez por ano, pagando taxas extorsivas. A população ordeira entregou centenas de milhares de armas e os bandidos não entregaram um canivete sequer.

 Pois o evento de ontem na Assembleia visava discutir o Projeto de Lei 3722/2012, que tramita na Câmara Federal e pretende promover adequações no referido estatuto. Houve pronunciamentos, entre outros, de parlamentares, integrantes do Ministério Público, órgãos de classe, representantes e membros de clubes de tiro e autoridades policiais. Importantes teses e argumentos foram debatidos. No entanto, enquanto se desenrolava o evento, um grupo de manifestantes resolveu promover um "beijaço" de protesto. E acabou no centro das notícias...
 

  • 11 Agosto 2015

PRA ONDE VAMOS?
Igor Moraes - igoracmorais.com.br/

Alguns acontecimentos recentes colocam mais certeza sobre a percepção de que a economia continuará fraca e que o custo de enfrentamento desse cenário será maior que o esperado anteriormente. A decisão de abandonar a política fiscal, sob a alegação de que, com isso, se ganha em credibilidade, na verdade, representa a chancela da incapacidade de gestão. A desculpa é a queda da arrecadação, o que é verdade, afinal de contas, foi 3% a menos nos sete primeiros meses do ano, já descontada a inflação, o que dá R$ 17 bilhões. Mas está longe de ser o álibi do maior déficit da história do Brasil.

De outro lado, o Governo foi incapaz de reduzir os gastos, que se elevaram 0,7%. E isso tem duas resultantes que preocupam. A primeira está relacionada à política econômica. Muitos analistas e diversos outros profissionais aplaudiram a decisão, sob a alegação de que não seria justo penalizar a economia com mais corte de gastos. Mas essa é uma análise de apenas parte dos impactos. É claro que o gasto público, representado pelos 22% do peso do Governo do PIB, ajuda a ativar ou desaquecer a economia. Mas será que a decisão de não conter gastos irá resolver todos os nossos problemas? Vejamos onde está o erro dessa análise. A pressão inflacionária é tanto de oferta quanto de demanda e, além disso, tem características de choque temporário e permanente. Por exemplo, o aumento de preço de energia é classificado como um choque de oferta e de cunho permanente. A combinação mais perversa que existe. Nesse grupo também estão preços da gasolina e outras commodities.

Se o repasse de preços não é disseminado, o resto da economia pode absorver esse impacto. Por exemplo, podemos ter maior produtividade e queda no preço de outros produtos, como roupa, calçado, alimentos e etc. Nesse caso, não há necessidade de ativar o botão da política monetária e nem se preocupar com a política fiscal. Mas, há um movimento no Brasil diferente. O choque de oferta ultrapassou o grupo das “commoditites” e adentrou em produtos diversos, como automóveis, vestuário, cosméticos e tudo o mais. Porque essa alta de preços é disseminada se a economia está em recessão e com queda de renda?

O leitor que viveu na década de 80 levante a mão e pule para o próximo parágrafo. Para os demais, sim, precisamos retomar a lembrança de mais de 30 anos para explicar esse resultado. O Brasil é fechado para o mundo. Sempre nos foi vendida a ideia de que importar é feio. A eterna tese dos desenvolvimentistas e alguns empresários que querem ter vantagem de mercado via menor concorrência. Por isso que da lista de 373 produtos do IPCA apenas 48 tiveram queda de preço em 2015. A produção e venda de automóveis está em queda, mas o preço subiu 5,2% no ano. Mas e a concorrência com a China? Perdeu-se com a desvalorização de mais de 50% do câmbio em um ano. Uma das maiores maxidesvalorizações da história do Brasil e pouco se comenta sobre ela.

Portanto, nossa inflação tem choques de oferta e esses são permanentes. Menos mal então que não temos choque de demanda? Claro que temos, senão o preço dos serviços não continuaria subindo na casa dos 8,5%. E essa pressão vai continuar em 2016. Em todos os cantos do Brasil escutamos as pessoas querendo reposição da inflação e o salário mínimo terá reajuste gigantesco, o que deve alimentar ainda mais essa demanda.

Tudo isso para dizer que, se abandonamos a política fiscal para ajudar a conter os preços, resta pedir ajuda para a política monetária. Um bom teste para saber se o Banco Central é independente ou não. Se sim, teremos juros a 16% ou mais. Se não for, teremos mais inflação e crescimento lento por um longo período, um típico formato de L. Façam suas apostas, mas a atual Autoridade Monetária não passa tanta credibilidade assim. Acho que o Governo jogou a toalha no combate aos preços e viramos torcedor para que tudo dê certo daqui em diante.

Essa avaliação nos conduz a segunda resultante da análise: a tese de que podemos ter a troca do Ministro da Fazenda mais cedo do que se esperava. Em minha opinião o mesmo já era um corpo estranho no Governo dado sua origem de formação ortodoxa e com suas propostas de política fiscal. E agora fica claro que não irá entregar o que prometeu, nem em 2015 nem em 2016. E, de quebra, ainda pode ficar carimbado como o responsável pela atual crise sem ter feito nada. É difícil acreditar que o Ministro está lá apenas pelo salário ou pelo poder. Ainda mais em um Governo politicamente falido. Uma nova rodada de números ruins da economia, somada a perda de grau de investimento, pode fortalecer a percepção de sua saída.

Não tenha dúvida de que os últimos eventos contribuem para reduzir as incertezas para onde estamos indo. Desaceleração pelo menos até o primeiro trimestre de 2016 e por ali ficamos um bom tempo, conjugado com continuidade de inflação alta, juros acima de 14% e câmbio podendo se estabilizar perto de 3,8. Ao final teremos maior custo para a dívida interna, pagando cerca de R$ 450 bilhões de juros por ano e que devem fazer nossa dívida ultrapassar facilmente os 70% do PIB. É um patamar considerado de risco pelas agências internacionais. A captação de dívida ficará mais cara, tanto para empresas quanto para governos, e veremos a piora dos indicadores sociais. Já vimos esse filme: “aperte dos cintos, o piloto sumiu”.
 

  • 09 Agosto 2015

LULA VIRA MINISTRO OU DILMA RENUNCIA?
 Percival Puggina


 Jornalistas de Brasília, tidos como muito bem informados, divulgaram nas últimas 24 horas duas informações muito interessantes, diferentes, e talvez não contraditórias.

 Gerson Camarotti, do G1, informou que o alto comando petista cogita de entregar um ministério para Lula. Não se trataria de contar com os "bons serviços" do ex-presidente em alguma pasta do governo, mas em ajudar o governo a recuperar sua capacidade de articulação política. Comento: 1) para que o PT chame a raposa, este país e seu governo devem estar, mesmo, transformados em um galinheiro; 2) no fundo, essa proposta serve especialmente ao Lula para agarrar-se, provisoriamente ao menos, a um foro privilegiado.

Claudio Humberto, do bem conceituado Diário do Poder, escreve que "a presidente Dilma já teria preparado uma carta-renúncia". E acrescenta: "Fontes do Palácio do Planalto garantem que a redação da carta não foi um ato solitário, como é comum nesses casos: Dilma teria contado com a ajuda de dois dos seus ministros mais próximos, Aloizio Mercadante (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça), apesar de ambos serem contrários à ideia".

As informações não são contraditórias porque ambas expressam o clima de pavor instalado no governo da República. Com a perda de prestígio junto à opinião pública (apenas 8% dos eleitores aprovam o governo) e com os cofres raspados, a base do Congresso virou pó. Esses dois elementos ensinam que o governo, na prática acabou e arrastou o partido junto. Nessas horas, só mostra a cara quem nunca teve ou vem de perder o senso moral.

 

  • 07 Agosto 2015

O MICO DA VAQUINHA - Lauro Jardim

A notícia da nova prisão de José Dirceu na Operação Pixuleco foi especialmente dura para 3 972 pessoas.

Trata-se dos incautos que, sensibilizados por supostas injustiças contra Dirceu no processo do mensalão, fizeram doações em dinheiro na vaquinha para o pagamento da multa imposta pelo STF. O milhão de reais arrecadado em dez dias de fevereiro de 2014, quando o nome do “guerreiro do povo brasileiro” ainda não aparecia na Lava-Jato, foi mais que suficiente para quitar os 971 128 reais cobrados pela Justiça.

Contribuíram, além dos petistas Delúbio Soares e José Genoíno, que repassaram a Dirceu 163 000 reais excedentes de suas vaquinhas, o ator José de Abreu, o cineasta Luiz Carlos Barreto, o ex-presidente da OAB José Roberto Batochio e o escritor Fernando Morais.

Mas o bolso, e o orgulho, dessa turma devem ter doído ainda mais quando se soube que o mensaleiro recebia outro tipo de colaboração: as propinas sobre contratos da Petrobras, que ontem levaram Sergio Moro a bloquear nada menos que 20 milhões de reais de Dirceu.

http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line
 

  • 05 Agosto 2015

ARMADILHA DE DILMA PARA OS GOVERNADORES
Percival Puggina

 Ao ver a foto acima estampada nos jornais de hoje (31/07), fiquei com a impressão de que o convite da presidente aos governadores para aquele encontro era uma trampa armada pela presidente, em acordo com os marqueteiros do Planalto. A foto era o fato. A foto era o único objetivo prático da reunião.

 Convenhamos, convidar todos os governadores a Palácio para dizer que vivemos um momento de controle rigoroso do gasto público é, por si mesmo, um gasto público desnecessário. Não se faz reunião para dizer e para ouvir obviedades. No fundo, o que o governo queria era o que Josias de Souza apontou em seu blog, conforme transcrevo abaixo. A matéria mostra que, sobre o encontro, o governo forneceu uma informação desonesta, recolheu as palavras que lhe interessavam e desconheceu todas as que não convinham. Leiam o relato de Josias de Souza:

Às 23h23 da noite passada, a Presidência da República divulgou em seu blog uma ótima notícia para a inquilina do Palácio do Planalto:

Os governadores das cinco regiões do país, que estiveram reunidos com a presidenta Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (30), em Brasília, fizeram uma defesa clara da democracia, do Estado de Direito e da manutenção do mandato legítimo da presidenta Dilma e dos eleitos em 2014. Na ocasião, os representantes dos 27 Estados brasileiros deixaram clara sua posição de unidade em favor da estabilidade política do país.”

Quem lê o texto fica com a impressão de que Dilma arrancara dos governadores que se reuniram com ela no Palácio da Alvorada, inclusive os de oposição, uma manifestação unânime contra o impeachment. O único problema é que essa notícia é falsa. A posição dos governadores sobre a higidez do mandato de Dilma não é unânime. E o tema não foi debatido no encontro dos executivos estaduais com a presidente.

A falsa notícia veiculada no blog do Planalto realça uma declaração feita pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em entrevista coletiva concedida após a reunião.

“Existe uma preocupação conjunta, em primeiro lugar, com a agenda política”, disse Dino. “Primeiro, a defesa clara e inequívoca da estabilidade institucional, da ordem democrática, do Estado de Direito e contra qualquer tipo de interrupção das regras constitucionais vigentes. Portanto, defendemos a manutenção do mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff.”
Dino tinha ao seu lado, o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) e outros quatro governdores: o paraibano Ricardo Coutinho (PSB), o goiano Marconi Perillo (PSDB), o catarinense Raimundo Colombo (PSD) e o paulista Geraldo Alckmin (PSDB). Incomodado, Alckmin desdisse Dino. Negou a suposta “preocupação conjunta” dos governadores com a permanência de Dilma na poltrona. O problema é que a negativa foi omitida no texto do Planalto.

Eis o que o governador tucano de São Paulo declarou e o blog do Planalto não registrou: “Isso não foi tema da reunião nem está em discussão. Não há nenhuma discussão em relação a isso [o mandato da presidente]. Nós defendemos o quê? Investigação, investigação, investigação e cumprir a Constituição. Nosso dever é cumprir a Constituição.”

É por essas e por outras que apenas 7,7% dos eleitores ainda confiam nessa senhora.
 

 

  • 31 Julho 2015

‘SOCIALISMO DO SÉCULO XXI’ REPETE NA VENEZUELA ROTEIRO DA CORTINA DE FERRO

 Franz Von Bergen - Foto: Juan Barreto/AFP


CARACAS — Se uma mulher decide sair para comprar carne, a menos que tenha sorte, não conseguirá fazê-lo de uma só tacada. Será necessária uma série de decisões que podem implicar: 1) não encontrar o produto e ter de buscá-lo em outro lugar; 2) encontrar o que buscava, mas enfrentar fila para comprá-lo; 3) substituir a carne por outra proteína; 4) adiar a compra e 5) abandonar a ideia completamente.

O exemplo poderia descrever a rotina de escassez vivida pelos venezuelanos. Mas foi pensado por János Kornai, economista húngaro nascido em 1928 e um dos maiores estudiosos das economias dos países socialistas europeus do bloco soviético. No livro “The Socialist System: The Political Economy of Communism”, Kornai adverte que esse sistema se transformou em uma “economia da escassez”, já que o fenômeno tornou-se “frequente”, “geral”, “intensivo” e “crônico”. Essa foi uma das consequências mais graves do socialismo clássico, que se apoiava na gestão governamental do aparato produtivo e em um planejamento centralizado que aplicava mecanismos de controle para anular a influência do mercado sobre a economia.

Desde que o chavismo se declarou socialista, em 2005, o governo tomou uma série de medidas que levaram o projeto a um modelo parecido ao que fracassou no Leste europeu. Embora com uma nova roupagem de “socialismo do século XXI”, o princípio é o mesmo, porque se controlam diretamente a economia e outras atividades, em vez de supervisar os mercados respeitando as liberdades.

Nos últimos dez anos, o chavismo expropriou 525 empresas, imóveis ou terras produtivas, aumentando cada vez mais a importância do Estado na economia. A produtividade, no entanto, caiu, e o país tornou-se mais dependente das importações, que em 2005 superaram os US$ 20 milhões pela primeira vez e desde então não saem da casa dos US$ 30 milhões.

A queda no preço do petróleo, por sua vez, impede a Venezuela de manter o ritmo das importações. E as consequências desse modelo econômico começaram a ficar aparentes no país.

Um estudo da ONG Transparência Venezuela mostra que o governo comanda hoje 183 grandes empresas em diferentes setores da economia — energético, alimentos, turismo, serviços, saúde. Dessas empresas, 56% não existiam ou eram privadas quando o chavismo chegou ao poder. Mais de 15% se autodeclaram “socialistas” no nome. Na direção, estão pessoas escolhidas por critérios políticos, não técnicos — a maioria é filiada ao PSUV. Um estudo do “El Nacional” com 491 dirigentes do partido chavista mostra que 97% deles são funcionários públicos.

— A causa da baixa produtividade é que, por via da força, transferiram ao Estado bens de propriedade privada que estavam em pleno funcionamento. E isso não deu resultados — indica Luis Alfonso Herrera, coordenador do Observatório da Propriedade.

Como aconteceu nos países em regimes socialistas clássicos, os níveis de produção não satisfazem o mercado, e a escassez disparou. Os cidadãos precisam enfrentar longas filas ou recorrer a mercados negros para adquirir produtos de primeira necessidade. No início deste mês, o instituto Datanálisis apresentou os dados numa pesquisa sobre o tema: 87% dos venezuelanos se dizem afetados pelo racionamento de produtos. Oficialmente, não há listas de racionamentos como aconteceu no Leste Europeu e continua acontecendo em Cuba, mas em estabelecimentos comerciais públicos e privados, mais de 30 produtos são vendidos com restrições, especialmente os de higiene pessoal e os alimentos. As empresas privada são afetadas por controles, o que diminui sua produtividade e capacidade de prestar serviços. Para comprar carros, obter um decodificador de TV a cabo ou passar por uma cirurgia é preciso se inscrever em lista de espera.

Outra pesquisa, da Hinterlaces, mostrou que 90% dos venezuelanos acreditam que é preciso uma aliança do governo com o setor privado para sair da crise. Isso parece mostrar que, assim como aconteceu nos países do bloco soviético, há um crescente desencanto com o modelo.

— Houve um esgotamento do sistema ideológico. Nos anos 1980, os cidadãos desses países deixaram de acreditar na doutrina marxista-leninista e nas ideias de sacrifício associadas a ela. Houve um grande ceticismo e cinismo — diz Demetrio Boersner, especialista em relações internacionais.

APOSTA NO APROFUNDAMENTO
A Venezuela se encontra atualmente em uma encruzilhada similar. Dar um giro em direção à economia de mercado, o que implicaria em privatizações e o levantamento da maior parte dos controles vigentes, entre eles o de câmbio e o de preços, ou aprofundar o modelo socialista com a esperança de encontrar uma receita para a produtividade que os países do bloco soviético nunca obtiveram. Até agora, o chavismo parece estar optando pela segunda opção.

Em 13 de dezembro de 2014, o presidente Nicolás Maduro se reuniu com intelectuais estrangeiros. Um deles é Alfredo Serrano Mancilla, espanhol que apresentou um trabalho intitulado “O pensamento econômico de Hugo Chávez”. Desde aquele dia, Serrano se manteve próximo de Maduro. Um informe do Bank of America publicado em 2 de julho afirma que Serrano tem uma “influência crescente” na formação da política econômica venezuelana.

Serrano considera que a “guerra econômica” denunciada por Maduro existe de verdade e é produto de uma burguesia importadora que aumenta os preços indiscriminadamente para tirar proveito do aumento do poder aquisitivo dos venezuelanos sob o chavismo. Isso porque já não podem se beneficiar da renda do petróleo, dominada pelo Estado. A falta de produtividade tampouco seria culpa do modelo econômico para Serrano, que acredita ser necessário criar um sistema em que a comuna seja “fundamental” para reduzir o domínio das empresas. “Ele defende um reforço dos controles de preço e se opõe à desvalorização do bolívar e outras medidas contra os desequilíbrios”, diz o Bank of America no seu informe.
 

  • 28 Julho 2015