Silvio Lopes
Somos todos privilegiados, digamos assim, nós que hoje respiramos e vivemos, seja em que condições forem. O fato é que nunca, na história da Humanidade, tantas gerações conviveram concomitantemente. E com uma peculiaridade: cada geração carregando a moldagem definida em contextos históricos em nada semelhantes. Uma autêntica salada geracional...
Senão vejamos: coexistem atualmente, bem identificadas e ativas, a geração silenciosa(nascidos entre 1928 e 1945), caracterizada pelo foco na segurança, na moderação consumista e na resiliência; segue-se a baby boomer(1946 a 1964), moldada pelo alto índice de natalidade e postura otimista da vida; a geração X(1965 a 1980), assentada na independência, no pragmatismo e equilíbrio entre deveres(trabalho) e recreação(vida social).
Já a geração Y, ou millennials(1981 a 1996), engloba os nativos da tecnologia digital, enquanto a geração Z(1997 a 2012), é marcada profundamente pela internet- também conhecida como centenial, por pontuar na virada de século. As outras demais gerações, a Alfa(2010 a 2024) e a Beta, a partir daí, estão moldadas pela imersão em telas e conectividade total, e na Inteligência Artificial, caso especial da geração Beta.
Impossível o convívio sem conflitos diante desse quadro. O choque geracional era inevitável. A partir da geração Y(millennials), deu-se uma bem identificada e clara ruptura cultural. Emergiu daí, a constatação do papel transcedental da geração X na solidez estrutural por ela criada e sustentada até os dias de hoje. É a geração X a que sustenta os pais idosos e, não raro, dá suporte a filhos e netos, inclusive financeiro e de acolhimento pessoal.
Que o exemplo de independência, responsabilidade, amor ao trabalho e à vida dado pela geração X não seja ignorado pelas novas gerações em seus próprios desafios de levar avante a Humanidade por um caminho de paz, solidez ética e moral, e prosperidade.
* O autor, Sílvio Lopes, é jornalista, economista e palestrante.
Juliano Roberto de Oliveira
Muita gente tecendo loas a Fernando Henrique Cardoso como se o ex-presidente tivesse sido um estadista à altura de Margaret Thatcher.
Agora, que o homem está fragilizado, sem condições de gerir seu próprio patrimônio, lemos e ouvimos vários “analistas” dizendo quão importante foi FHC para a economia brasileira. Diante disso, perguntei-me: Será?
Alguns fatos sobre o ilustríssimo ex-presidente da República do Brasil:
Fato nº 1: Era 2021. O presidente? Jair Messias Bolsonaro. O presidente defendia uma redução unilateral de tarifas de importação praticadas pelo Mercosul, o bloco de países formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai ou, se preferir o leitor, aquela “camisa de força bolivariana” a respeito da qual fala o economista Rodrigo Constantino.
Noutras palavras, poder-se-ia dizer que o que propunha Bolsonaro, à época, era que os brasileiros pagassem menos pelos produtos importados que desejassem. FHC, ao lado de Lula (as companhias dizem muito a respeito das escolhas de alguém) defendeu, porém, que os brasileiros não tivessem o direito de pagar menos pelos produtos que desejassem. E, por que motivo? Para não prejudicar o grande empresariado que faz lobby em Brasília. Para proteger as indústrias de seu amigo comunista Alberto Fernández, da Argentina.
Fato nº 2: De acordo com este artigo do Instituto Mises Brasil, o “presidente-sociólogo aumentou impostos, gastos públicos, criou 10 agências reguladoras, privatizou 8 empresas em um processo que contou com a participação do estado (!) e de grupos com influência política (fundos de pensão), e no começo do governo, fixou o câmbio” e, ainda segundo o Instituto, de acordo com “o índice de liberdade do Fraser Institute, as leis de propriedade privada pioraram no Brasil na época de FHC”.
Fato nº 3: Além das questões que se circunscrevem ao campo da economia, cabe ressaltar que FHC nunca escondeu sua predileção pelo modelo econômico de inclusão social perpetrado por países notoriamente miseráveis, dito de outro modo, sua paixão pelo modelo marxista de gestão pública sempre foi algo a ser destacado em suas romantizações acerca da desigualdade social. Neste artigo, publicado pelo jornal Gazeta do Povo em ocasião da morte de Fidel, por exemplo, há relatos dos amores de Cardoso pelo (e aqui empresto mais uma vez termos comumente empregados pelo economista Rodrigo Constantino) "tirano sanguinário" e "ditador" responsável por transformar Cuba num cenário de miséria, prostituição infantil e tráfico, enquanto ele próprio vivia no luxo. Segundo o texto: “O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso usou adjetivos como ‘gentil’ e ‘curioso’ para descrever o ex-líder cubano Fidel Castro, morto na madrugada deste sábado, aos 90 anos. Em nota, o tucano ressaltou ‘a luta simbolizada por Fidel dos ‘pequenos’ contra os poderosos’ e lembrou ainda que o líder da revolução comunista não presenciará ‘as nuvens carregadas de Donald Trump’, presidente eleito dos Estados Unidos”.
Ao citar palavras do próprio sociólogo marxista, o texto continua: “A morte de Fidel faz recordar, especialmente a minha geração, o papel que ele e a revolução cubana tiveram na difusão do sentimento latino-americano e na importância para os países da região de se sentirem capazes de afirmar seus interesses.
A luta simbolizada por Fidel dos ‘pequenos’ contra os poderosos teve uma função dinamizadora na vida política no Continente”.
Fato nº 4: A cereja do bolo, talvez, esteja na declaração pública marxista mais recente de Fernando Henrique Cardoso. Em 2022, ignorando todo o estrago causado na economia brasileira pelos governos petistas, FHC declarou seu apoio à candidatura de ninguém menos que Luiz Inácio Lula da Silva, o atual presidente da República.
Importante ressaltar que o modelo lulopetista de gestão, por quem FHC morre de amores, criou uma prosperidade artificial baseada em gasto público e crédito fácil, que mais tarde cobrou seu preço.
Essa política aprofundou distorções econômicas, corroeu a capacidade produtiva e acabou atingindo justamente os mais pobres com inflação, perda de renda e deterioração do emprego.
Qual o resultado? O agravamento da vulnerabilidade social, com aumento da miséria após o esgotamento desse modelo.
Parece contraditório? Se sim, é porque o é, de fato. Em nome dos mais pobres, o ex-presidente apoiou as políticas sociais que geram mais miséria e pobreza, mas não perdeu a chance de posar de bom moço.
Relatados os fatos acima, não deixo de reconhecer a condição de fragilidade que hoje alcança Fernando Henrique Cardoso. Trata-se de uma circunstância que, por sua natureza, impõe respeito e comedimento.
Isso, contudo, não autoriza a revisão acrítica de sua trajetória pública. É necessário distinguir entre a pessoa e suas escolhas políticas: àquela, é devida a consideração própria da condição humana; a estas, o juízo que os fatos impõem. A razão não deve ser sobreposta pela emoção, sobretudo quando se trata de figuras cuja atuação produziu efeitos duradouros sobre o país.
* O autor, Juliano Roberto de Oliveira, é Especialista Lean Manufacturing, Melhoria Contínua e Gestão de Custos, Professor de Economia e Finanças, Msc. Eng. de Produção.
Gilberto Simões Pires
MONITOR FISCAL
Nesta semana, para quem ainda não sabe, o Fundo Monetário Internacional (FMI) ao divulgar o relatório -MONITOR FISCAL, ou FISCAL MONITOR-, documento que semestralmente analisa, projeta e publica o comportamento das FINANÇAS PÚBLICAS GLOBAIS, apontou que a -DÍVIDA BRUTA DO BRASIL- atingirá 100% do PIB em 2027. Como tal sugere uma urgente necessidade de fortalecer o -ARCABOUÇO FISCAL- um conjunto pífio de regras e parâmetros ilusórios que Lula e o PT criaram com claro propósito de IGNORAR ou MATAR NO NASCEDOURO.
RESPOSTA IMEDIATA
Pois, ontem, para deixar ainda mais claro ao FMI E TODAS AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DO PLANETA, que a GRANDE PAIXÃO do DESCONTROLADO PRESIDENTE LULA e dos PETISTAS EM GERAL é AUMENTAR -SEM PARAR- IMPOSTOS, GASTOS PÚBLICOS, ENDIVIDAMENTO E DÉFICIT PÚBLICO, a RESPOSTA ao FMI foi dada pelo novo ministro José Guimarães, da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), ao sugerir, escandalosamente, a -POSSIBILIDADE DE UM AUMENTO DO ENDIVIDAMENTO NACIONAL PARA PRESERVAR A ECONOMIA POPULAR DOS IMPACTOS DA GUERRA-. Que tal?
SUGESTÃO TÍPICA
Dotado de enorme e sabida irresponsabilidade, José Guimarães, o tipo que ganhou notoriedade internacional por conta do -ESCÂNDALO DOS DÓLARES NA CUECA-, justificou a sua estúpida sugestão dizendo que -não podemos transferir para a população os prejuízos da guerra-. Ora, como o ENDIVIDAMENTO PÚBLICO, por óbvio, vai para a conta do povo brasileiro, todo e qualquer aumento da JÁ ELEVADÍSSIMA DÍVIDA PÚBLICA, ao invés de SALVAR A ECONOMIA, como enfatizou, vai, inevitavelmente, causar prejuízos ainda maiores para a economia do país e, por consequência lógica, para a população em geral, que ele diz que pretende proteger. Pode?
Alex Pipkin, PhD
Há uma verdade incômoda, atribuída a Margaret Thatcher, que funciona como epitáfio de nações desorganizadas; o dinheiro alheio acaba.
Não é provocação; é constatação. O colapso não nasce da falta de boas intenções, mas de um erro elementar sobre a origem da riqueza.
No debate público, insiste-se em apontar o imposto como causa. Não é; o imposto é consequência.
A distorção começa antes, no impulso contínuo de expandir o gasto público como se o recurso fosse impessoal, desvinculado do esforço, do risco e da decisão de quem produz.
O erro se aprofunda quando o Estado passa a tratar o capital privado como um estoque disponível para promessas políticas. Ao ampliar benefícios e distribuir subsídios sem critério de eficácia, desloca-se o eixo da responsabilidade de uma forma perversa.
Quem produz torna-se financiador involuntário de uma ineficiência que não escolheu.
Não se discute a necessidade de amparar quem precisa. O ponto de ruptura está no limite. O que deveria ser suporte transitório consolida-se como estrutura permanente. A exceção, no Brasil, foi elevada à regra. O instrumento de proteção social deixa de corrigir falhas e passa a organizar o sistema.
Dessa escolha emerge uma física econômica que não concede indulgência. O gasto excessivo exige mais arrecadação; a voracidade fiscal sufoca o investimento; a retração do capital drena a base de geração de riqueza e a escassez resultante alimenta novas demandas por gasto.
É um ciclo que consome o chassi para alimentar o motor.
Enquanto a economia real suporta o peso de tributos que alteram decisões e comprimem ambições, a resposta institucional repete o mesmo caminho, preservando privilégios e evitando enfrentar o núcleo do problema. Procrastinar é um dos esportes verde-amarelos favoritos.
Disciplina fiscal não é preferência de economistas; é condição de sobrevivência de qualquer sociedade que pretenda ser livre. Gastar além da capacidade não produz justiça social; corrói as bases que a tornariam possível.
O Brasil não enfrenta um problema de compreensão técnica. Enfrenta um problema de escolha deliberada, confortável e reiterada.
Impostos podem até ser inevitáveis, mas a recusa em aceitar limites é a conta que nunca perdoa.
Resta saber até quando o brasileiro aceitará o destino de Sísifo, aquele de carregar o peso de um Estado que consome o amanhã para custear os erros de ontem.
Dagoberto Lima Godoy
A política externa do governo Lula já não pode ser apresentada apenas como busca de autonomia. Ela revela, de forma cada vez mais clara, uma escolha ideológica: afastar o Brasil de seu eixo histórico de aproximação com os Estados Unidos e aproximá-lo do campo que contesta a primazia ocidental, tanto na política quanto na economia.
Sob o rótulo de “neoliberalismo”, o governo investe contra a livre iniciativa, a centralidade do mercado e a ordem econômica liderada pelo Ocidente. Em sentido oposto, exalta a multipolaridade, o BRICS e mecanismos destinados a reduzir o peso do dólar e das instituições internacionais moldadas pelos países ocidentais. Não se trata de acaso diplomático, mas de convicção. Lula já afirmou, no BRICS, que “o modelo neoliberal aprofunda as desigualdades” e, no Foro de São Paulo, disse orgulhar-se de ser chamado de “comunista” ou “socialista”.
Essa orientação também se manifesta na forma desigual como o governo trata seus parceiros. O capital chinês é recebido como instrumento de um projeto: multipolaridade, soberania tecnológica, financiamento alternativo, redução da dependência do Ocidente. O capital americano, ao contrário, costuma ser cercado de reservas, suspeitas e condicionantes políticos. A China é exaltada como parceira estratégica; os Estados Unidos, tratados como potência hegemônica a ser contida ou contrabalançada.
O governo celebrou investimentos chineses em cerimônias de alto nível, firmou amplos pacotes de cooperação e aprofundou instrumentos financeiros sensíveis. Já no trato com Washington, predominam a linguagem defensiva, os atritos políticos e a negociação sob tensão. Mesmo quando há cooperação objetiva, como no combate ao crime organizado, ela aparece menos como parceria de confiança do que como expediente funcional.
O mesmo viés se revelou na reação brasileira ao conflito entre EUA, Israel e Irã. O governo condenou os ataques americanos e israelenses, insistiu em que ocorreram em meio a negociações e tratou a diplomacia como única via legítima. Embora tenha mencionado a resposta iraniana, a censura política mais forte recaiu sobre a ação dos EUA e de Israel, não sobre o regime dos aiatolás. A pretensa neutralidade, nesse caso, soou menos como prudência do que como inclinação.
O que está em curso, portanto, é um reposicionamento ideológico do Brasil, sem mandato claro da sociedade para tanto. O país vai sendo empurrado para mais perto do campo antiamericano e para mais longe do universo liberal-democrático e da economia de mercado que, com todas as suas imperfeições, moldaram sua inserção histórica no Ocidente.
O pragmatismo tradicional da diplomacia brasileira ainda impede uma ruptura aberta, mas já não conduz a política externa; apenas lhe contém os excessos. A direção de fundo parece nítida: na estratégia lulopetista, a ideologia vem primeiro; a realidade entra depois, para impor limites.
Se o Brasil não declarou formalmente que mudou de lado, seu governo age, cada vez mais, como se já tivesse mudado.
E o Congresso? Assiste a tudo de longe, como se a geopolítica não lhe dissesse respeito. Já a vontade de grande parte do povo brasileiro vai sendo ignorada, embora seja sobre ele que recairão, amanhã, as consequências de uma escolha desastrada.
* O autor, Dagoberto Lima Godoy, é engenheiro civil
Claudio Apolinario
Mais de 3.300 estudos científicos analisaram a relação entre fé e saúde ao longo de um século. O Handbook of Religion and Health, publicado pela Oxford University Press, chegou a uma conclusão que regimes autoritários já sabiam: quem pratica fé ativamente é mais difícil de manipular.
Menor depressão. Menor risco de suicídio. Maior resistência sob pressão.
Isso não é religião. É pesquisa. Não estou falando de crença. Estou falando de dados.
Passei anos acompanhando homens em crise. E vi o mesmo padrão se repetir: quando a fé era real, a pessoa não se entregava, mesmo depois que tudo desmoronava. A fé impedia o desmoronamento.
Mas tem uma forma de esvaziar a fé sem atacá-la. Regimes inteligentes não a proíbem visivelmente. Até falam de religião. O que fazem é mais sutil: anestesiam. Deixam a fé existir só como conforto, nunca como estrutura. E quando a fé dorme, os valores dormem junto.
O que parece inofensivo, na prática é devastador.
É por isso que regimes preferem uma fé de amuleto. De enfeite. Porque enfeite não organiza resistência. A fé que estrutura civilizações não espera o colapso para entrar em cena. Ela organiza a vida antes que o colapso aconteça. É a diferença entre quem reforça o telhado antes da tempestade e quem corre atrás de balde quando já está tudo molhado.
A ciência demorou para entender isso. Durante boa parte do século XX, a fé foi tratada como coisa de gente que não pensa. Os dados, porém, foram na direção oposta — e foram consistentes o suficiente para mobilizar pesquisadores de Duke (uma das principais universidades médicas dos Estados Unidos por mais de duas décadas).
O que eles encontraram é direto.
Quem vive a fé de verdade desenvolve propósito — um senso de significado que ultrapassa o próprio umbigo. Quando a vida tem sentido além de si mesmo, suportamos mais. Cedemos menos. Decidimos com mais firmeza.
David DeSteno, psicólogo da Northeastern University, demonstrou em pesquisa controlada que gratidão reduz a disposição das pessoas de mentir mesmo quando há vantagem imediata em jogo. O mecanismo é direto: gratidão cria uma âncora moral por dentro. Quem reconhece que recebeu algo não consegue trapacear para ganhar mais sem um custo interno. A fé alimenta exatamente esse estado — e por isso forma pessoas mais difíceis de corromper.
Junto com isso vem o limite. A fé vivida comunica que existem linhas que não podem ser cruzadas. Não porque a lei proíbe. Não porque alguém está olhando. Porque há um código anterior a qualquer norma e posterior a qualquer conveniência. Um homem que sabe o que não fará — independente do que ganhe ou perca — é muito difícil de comprar.
Depois vem a responsabilidade. A fé cristã não produz passividade. Produz dever. A lógica de que cada um responde pelo que fez com o que recebeu é incompatível com a terceirização de culpa que alimenta o populismo. Quem foi formado assim não transfere para o Estado o que é sua responsabilidade.
E por último, comunidade. Redes religiosas criam vínculos de lealdade que resistem à manipulação do poder. Não têm um ponto único de controle. Por isso incomodam tanto quem quer controlar tudo.
Propósito. Limite. Responsabilidade. Comunidade. São o que permite que uma família se sustente sob pressão, que um pai permaneça quando seria mais fácil ir embora, que um profissional ou funcionário público recuse o suborno quando seria mais rentável aceitar.
Agora você entende por que regimes de dominação sempre atacam a fé primeiro?
Não é superstição. É estratégia.
Entre 1917 e 1935, 130.000 sacerdotes foram presos na União Soviética. Noventa e cinco mil foram executados. Na China de Mao Tse-tung, templos foram demolidos sistematicamente. O objetivo nunca foi religioso. Foi sempre político.
Porque a fé que forma caráter não se submete facilmente.
Fé que cria comunidade não tem dono. E o que não tem dono não se confisca.
Fé que ensina responsabilidade não terceiriza suas convicções para o Estado.
Isso incomoda o poder. Sempre incomodou.
A fé não é o lugar onde os fracos se escondem. É o lugar onde os firmes se formam.
* O autor, Claudio Apolinario, é articulista e analista político.