• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 09 Favereiro 2024

 

Gilberto Simões Pires

O PODER DA NATUREZA

A NATUREZA, mais do que sabido e comprovado, é dotada de um PODER imenso, do tipo que, simplesmente, ninguém consegue controlar de FORMA ABSOLUTA . Pois, mesmo reconhecida e respeitada pelo forte PODER que exerce, não raro a NATUREZA mais parece uma verdadeira CAIXA DE SURPRESAS, cujo conteúdo é capaz de ASSOMBRAR, criar ALUCINAÇÕES e/ou grande CURIOSIDADE em todos os espaços humanos. 

POLVO DE ANÉIS AZUIS

Esta MAGIA CONSTANTE, cujos estudos científicos se dedicam a explicar os ASSOMBROS, faz com que os povos em geral entendam o quanto a NATUREZA é sempre capaz de SURPREENDER. E em vários casos dão uma clara noção da força e do perigo, que pode ser fatal se não forem devidamente tratados. É o caso, por exemplo, do POLVO DE ANÉIS AZUIS (Hapalochlaena maculosa), que vive na costa da Austrália. Trata-se de uma espécie de polvo conhecida pelos visíveis anéis azuis no seu corpo e pelo VENENO muito poderoso que possui. 

 LULA

Pois, um outro molusco, nascido e criado dentro do movimento sindicalista brasileiro e considerado pela ciência como altamente perigoso, é muito conhecido pelo apelido de -LULA-. Como tal tem uma dilatada -VEIA DITATORIAL-, do tipo que destila a todo momento enormes quantidades de venenosas IMBECILIDADES. Neste final de semana, por exemplo, além do fato de -PLANTAR UM PÉ DE OLIVEIRA NA EMBAIXADA DA PALESTINA E PERGUNTAR QUANDO NASCEM AS UVAS-, o molusco, SEM SURPREENDER, achou por bem ASSOMBRAR o mundo quando, pensadamente, resolveu COMPARAR AS AÇÕES DE ISRAEL NA FAIXA DE GAZA AO EXTERMÍNIO DE JUDEUS NA SEGUNDA GUERRA. 

 DÁ AS CARTAS E JOGA DE MÃO

Como se vê, tal qual a NATUREZA é dotada de uma PODER IMENSO, do tipo INCONTROLÁVEL DE FORMA ABSOLUTA, o molusco LULA, -QUE DÁ AS CARTAS E JOGA DE MÃO- no nosso empobrecido Brasil, conseguiu reunir aqueles que SIMPLESMENTE MANDAM NO PAÍS, pouco se importando com o que pensam os brasileiros e todos os povos que admiram e/ou fazem valer a DEMOCRACIA. 

CÂNTICO DOS GENOCIDAS

Por oportuno, eis o que postou o pensador Roberto Rachewsky, sobre a -pensada- declaração de Lula:

Não sintam vergonha de ser brasileiros pelo que Lula diz. Deixe essa vergonha para os brasileiros que votaram nele ou se omitiram de votar. Claramente, Netanyahu não conhece Lula. Para Lula não existe linha vermelha que não possa ser transposta. Lula não sabe o que é linha vermelha, a não ser aquela no Rio de Janeiro, que liga o Rio Comprido à Pavuna, e tem o nome do presidente que jogou o Brasil no colo dos comunistas e dos militares, João Goulart, mais conhecido como cunhado do Brizola. Quando achamos que Lula enxergou a linha vermelha metafórica que delimita até onde vai a moral, ele mostra que estamos errados. Os limites da imoralidade do Lula são como a linha do horizonte: enxergamos com nossos olhos, mas nunca conseguimos alcançá-la e nem sabemos onde acaba. Não acaba. Lula se tornou "persona non grata" em Israel. Ele é "persona non grata" também aqui no Brasil, onde não pode ir a lugar nenhum frequentado por gente que sabe que linha vermelha é aquele marco que separa os homens de bem, dos corruptos, violentos e psicopatas. É claro que há os que colocam as duas mãos nos ombros do Lula, simulando afago, intimidade. Hipocrisia, pragmatismo, aquilo que a maioria dos políticos aprende na primeira aula sobre populismo e demagogia. Nem todo político passou na prova dessa matéria, esses ainda respeitam as linhas vermelhas que demarcam as virtudes da honestidade, integridade e justiça, que se desvanecem quando se dá um passo além dos limites. O Brasil tem todos os recursos que qualquer país precisa para ser desenvolvido, só falta para nossa gente aprender o que significa virtude, quais são os valores morais que diferenciam quem é do bem e quem quer se dar bem, sem merecê-lo. Isso tudo está descrito no meu livro, cujos últimos exemplares você pode comprar na Amazon. Está também no hino dos gaúchos: povo sem virtude, acaba por ser escravo. Política é a ética levada ao contexto social. Quando um amoral é eleito presidente, não podemos reclamar da política, temos que dar um passo atrás para discutir ética. Não se espante se em breve Lula for flagrado recitando o cântico dos genocidas: "From the river to sea. Palestine must be free".

 

Continue lendo
  • Dartagnan da Silva Zanela
  • 08 Favereiro 2024

 

 

Dartagnan da Silva Zanela

 

        Miguel Reale, em um dos capítulos do seu livro "De olhos no Brasil e no mundo", nos chama a atenção para algumas questões a respeito da educação em nosso país.

Nesse escrito, notava ele, com sua pena e tinteiro que, nos anos 90, as Instituições de Ensino Superior estavam pipocando por todos os cantos de nosso país e que, tal florescimento, era visto por muitos como um sinal de progresso, de desenvolvimento e, acima de tudo, de orgulho.

Pois é. Mas o professor Reale (1910 - 2006) via esse cenário com outros olhos, tendo em vista que a raiz dos males da educação em nosso triste país são de outra cepa.

Sem dúvida alguma, é bom que tenhamos universidades. Se possível, muitas. Porém, mais importante que isso, seria podermos dispor de escolas melhor estruturadas e, deste modo, oferecer instrumentos mais aquilatados para a edificação dessa tal de educação.

No seu entender, uma nação que se ufana da criação de uma infinidade de Instituições de Ensino Superior sem, necessariamente, se esmerar para tornar as escolas um espaço propício para possibilitar que os indivíduos tornem-se mais dignos, prestativos e bons, seria um tremendo contrassenso.

Seria o mesmo que construir uma casa, de fachada vistosa, porém, sem alicerce algum.

E não era apenas o professor Miguel Reale que pensava assim. Muito antes dele, Domingos Sarmiento (1811 - 1888), afirmava o mesmo. De maneira enfática, em seu livro "Educación popular", Sarmiento dizia que a qualidade da educação básica seria a medida, por excelência, da civilidade de uma nação. Pensemos nisso: a medida mestra da civilidade de uma sociedade é a qualidade da educação básica cultivada por ela.

Seria através de uma aquilatada educação básica que se poderia desenvolver a moral de um povo, pois, se não dominamos minimamente certas ferramentas intelectuais, se não integramos determinadas inclinações morais em nossa personalidade, nada de sólido poderá ser edificado e, por isso, as escolas, para Sarmiento, são a base da república, da civilidade, de uma vida digna em sociedade.

Dito de outra forma, curta e grossa, feito pino de patrola: se a educação básica é indigente e precária, a democracia, a cidadania e demais termos garbosos, não passarão de palavras bonitinhas usadas de forma vil para ocultar a realidade ordinária.

Por essa, e por uma infinidade de outras razões, que quando se reduz a finalidade primeira da educação a mera apresentação de dados estatísticos tremendamente duvidosos, pouco se pode esperar dos frutos que serão obtidos. Muito pouco mesmo.

Na verdade, os frutos já vem sendo colhidos há algumas décadas de contínua decadência e, por essa razão, todos nós, em alguma medida, temos um cadinho dessa decrepitude devidamente plantada no âmago da nossa alma. Podemos até negar, mas não temos como esconder esse trem.

Na real, todos nós enxergamos muito bem, com os olhos esbugalhados de indignação, o analfabeto funcional e a alienação que habita o coração e a mente dos outros, mas não queremos nem saber de reconhecer o alienante analfabetismo funcional que age folgadamente em nós.

E se não estamos dispostos a reconhecer que temos essa mancha, adquirida com o tempo, através da nossa [de] formação devidamente diplomada e avaliada, nada de bom poderá ser feito pelo bem das futuras gerações, tendo em vista que a formação das crianças e dos jovens principia com a nossa inclemente autocrítica, com a correção da nossa educação mal adquirida e porcamente cultivada.

Esperar que as autoridades investidas, com o auxílio dos seus burocratas lotados em sinecuras sem a menor serventia, resolvam os problemas que, em grande medida, foram fomentados pela irremediável inépcia deles, seria uma tremenda falta de noção e de "outras cositas más".

De mais a mais, é importante lembrarmos, junto ao altar da nossa consciência, que não apenas temos sempre algo para aprender, mas que, também e principalmente, teremos sempre muitas coisas para corrigir em nós e que isso não é, de jeito-maneira, o fim da rosca. Nada disso! Procurar a correção é ser gente, é ser consciente da nossa humana condição.

E se não somos capazes de abraçar essa empreitada de forma abnegada, se não estamos abertos para essa necessidade perene, o que estamos fazendo, de forma tola e voluntária, é nos tornar cada vez mais um homem abjeto, como bem nos adverte José Ortega y Gasset (1883 - 1955).

Aliás, como o mesmo nos diz, em sua obra "Los problemas nacionales y la juventud", o homem abjeto é aquele indivíduo que se nega levantar, não aquele que cai; é aquele que não deseja refazer-se a partir da correção de seus erros; é aquele que não quer, nem a pau, libertar-se das suas ideias questionáveis, e de seus maus hábitos, há muito adquiridos.

Pois é, se somos um indivíduo desse naipe e, ainda por cima, cremos piamente que os outros devem fazer por nós tudo aquilo que nós não estamos dispostos a fazer por nós mesmos, é sinal de que, infelizmente, estamos, a passos largos, nos tornando não uma nação, mas um aglomerado de indivíduos abjetos, devidamente diplomados, que se recusam a reconhecer que temos muito a corrigir naquilo que presumimos saber tão bem, sem que nunca tenhamos, de fato, aprendido algo com um mínimo de zelo.

Enfim, não se faz uma nação com uma horda de homens abjetos. O que dá para se fazer com uma galera dessa estirpe é outra coisa, cujo nome é melhor não dizer.

*       O autor é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "O SEPULCRO CAIADO", entre outros livros.

Continue lendo
  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 03 Favereiro 2024

Gilberto Simões Pires   

TROFÉU

             Ontem, ao tomar conhecimento do correto levantamento feito INSTITUTE OF INTERNATIONAL FINANCE, informando que o BRASIL JÁ É, OFICIALMENTE, o PAÍS MAIS ENDIVIDADO DA AMÉRICA LATINA, esta péssima notícia, a considerar o claro e sempre declarado PROPÓSITO DE DESTRUIR A NOSSA ECONOMIA, deu a entender, a todos os brasileiros dotados de algum discernimento, que Lula colocou no imenso e abarrotado ARMÁRIO PETISTA, apenas mais um singelo TROFÉU.

ALÉM DE GASTAR DEMAIS AINDA GASTA MAL

             Para quem ainda não sabe, no final do ano passado o Brasil assumiu a liderança neste triste indicador, quando atingiu a marca de 85% DO PIB EM DÍVIDA PÚBLICA. Mais: o levantamento feito pelo INSTITUTE OF INTERNATIONAL FINANCE mostra MAIS UM SINTOMA DO MESMO DIAGNÓSTICO que levou o Brasil a registrar, no ano passado (2023), o SEGUNDO PIOR DÉFICIT PRIMÁRIO DA HISTÓRIA, qual seja - O BRASIL GASTA DEMAIS. E aí, por minha conta e da sofrida sociedade, ainda acrescento: GASTA MAL.

PARADOXO

         Mais: diz a notícia que, paradoxalmente, tanto o Brasil como a Argentina (líderes do ranking) estão entre os MAIORES COBRADORES DE IMPOSTOS DA REGIÃO, enquanto outras GRANDES ECONOMIAS, como o MÉXICO, PERU E CHILE, arrecadam menos impostos e têm uma DÍVIDA MENOR. Isso deixa uma pista do melhor caminho a ser seguido para resolver o desequilíbrio e chegar ao sonhado déficit zero. E, ao contrário do que o governo vem fazendo, esse caminho não passa por gerar mais DARFs para o contribuinte.

E O GRANDE CULPADO É....

       Depois desta divulgação, que não oferece mínimas razões para que alguém fique SURPRESO, tudo que pode se esperar é que o péssimo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dê uma -coletiva à imprensa- para apontar -alto e bom tom- que o verdadeiro e grande culpado pelo ALTO ENDIVIDAMENTO é o GOVERNO ANTERIOR (Jair Bolsonaro). A ver...

Continue lendo
  • Alex Pipkin, PhD
  • 03 Favereiro 2024


Alex Pipkin, PhD 

       Não, meus caros amigos. Definitivamente, não se trata de se esconder por detrás do escudo de ataques puramente “ad hominem”. É, objetivamente, a lógica da realidade. Ou seja, dos fatos como esses efetivamente são.

Não irei adentrar a estatística, até porque nesta “nova era” de “nova sciençia”, torturam-se os dados a fim de demonstrar o que interessa e se deseja. É, de maneira singela, aquilo que realmente constato, vendo com meus próprios olhos o que os apologistas da igualdade social, os coletivistas, os socialistas de iPhone, fazem, na realidade pragmática. Nada mais inequívoco do que o “faço o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Como um liberal, não tenho nada que me meter na vida dos outros. Cada um, por meio de sua consciência e razão, faz aquilo que quiser. O que me toca, invade-me e me encoleriza, é a hipocrisia, a mentira, a contradição, a dissimulação e a enganosa demonstração de - falsas - virtudes. Só se vê isso!

Sem nenhuma brecha de dúvida, mais de 90% de amigos e de conhecidos da estirpe coletivista, na mediana, de classe média - claro, alguns nunca leram e/ou sabem o que isso, de fato, significa -, ao nível individual querem ganhar muito dinheiro.

Isso mesmo, lucrar, e gozar de todos os melhores prazeres capitalistas.
Fico me indagando, por que eles não distribuem suas rendas?! Seguramente tem uma sobrinha…

Evidente, a falha argumentação marxista funciona sempre como uma borracha, elástica a exaustação, adaptando-se a retórica de acordo com os fins próprios e, claro, tribais.

É fundamental frisar que, sem dúvidas, sou um capitalista nato. O real sistema capitalista é o mais igualitário possível, não discriminando, nos relacionamentos voluntários e colaborativos nos mercados, homens, mulheres, brancos, negros, jovens, velhos, católicos, judeus… Somente um néscio para crer que no Brasil impera um capitalismo factual.

Aqui temos uma transparente cleptocracia extrativista, comandada pelas elites podres, políticas, empresariais e culturais, do mais alto nível de intervencionismo estatal.

A narrativa coletivista é sempre amoldável e, decerto, sedutora. Agora, o discurso coletivista é o de aturar um “capitalismo consciente e mais igualitário”, incluindo-se o ostensivo desejo por um decrescimento econômico, dos outros!

Posto de outro modo, dividir, redistribuir a riqueza (criada pelos outros), sem riqueza, já que desse modo ela não pode ser gerada, de forma alguma.
Como estudioso do sistema capitalista, devo lembrar que a base do capitalismo é o estímulo a geração de lucro.

Sem a criação de recursos e de novas capacidades não acontecem às inovações, o aumento de produtividade, o surgimento de mais empregos, melhor remunerados, de mais renda, riqueza e prosperidade para todos. Não há mágica, a riqueza nasce por meio de processos, não por decretos.

Outro risível apontamento, é aquele que afirma que eles não são tais quais padres franciscanos, um “waiver” para gozarem das benesses criadas pelo “malvado e explorador sistema capitalista”, que tanto querer exterminar.

A verdade verdadeira é que essa turma hipócrita, que se autointitula “da moral superior”, solidária com as desigualdades sociais, só o faz da boca para fora! Essa “burguesia esquerdista” só está mesmo preocupada com suas necessidades particulares. Ou melhor, com a satisfação de seus ricos desejos individuais. Opa, eles adoram arte!

Eu não fui a Punta del Este. Esse ano não fui. Eu não fui para um condomínio em Xangrilá. Não o possuo. Ah, ontem fui a um badalado e bom restaurante aqui da cidade. Não há nenhum problema nisso.

O que me parece execrável nesses amigos e conhecidos, é a hipocrisia, a incoerência e a notória farsa.

Fica muito feio, pessoal. É realmente desonesto e vergonhoso gritar aos quatro ventos sua nobre preocupação com os outros, com as dores de outrem, quando genuinamente, esses estão mesmo absortos e focados nos seus próprios umbigos.

Aliás, socialista - em especial, da classe média - e luxos e requintes capitalistas, são irmãos siameses. Desculpem-me, mas é impossível suportar esses perjuros!

Ah, mas não se esquecem. Não esquecerão, eles estão sempre exortando nas redes sociais.


São bom-mocistas, moralmente dignos, solidários e humanos. Sim, claro.

Continue lendo
  • Pe. Paulo Ricardo
  • 31 Janeiro 2024

 

Pe. Paulo Ricardo 

         A tão sonhada "liberdade" feminina transformou-se numa prisão. Hoje, as mulheres se vêem presas a estereótipos ditados pela agenda feminista, cujo maior objetivo é destruir a essência da mulher, tornando-a "igual" ao homem, transformando seus úteros em lugares estéreis e silenciando o apelo natural que elas têm à maternidade.

A sociedade moderna está mergulhada no conceito de igualdade. Cada vez mais luta-se para equiparar o homem à mulher e vice-versa. Se a igualdade pretendida fosse em relação aos direitos civis, cuja necessidade é inegável, não seria, de fato, um problema. Porém, o que acontece é que esta sociedade moderna, eivada do relativismo cultural, quer é transformar a mulher no novo homem e o homem na nova mulher, invertendo e pervertendo os valores mais elementares.

Deus criou o homem e a mulher em igual dignidade, mas quis que houvesse uma diferença entre os dois sexos. Esta diferença em "ser homem" e "ser mulher" faz com que exista uma complementariedade entre eles. Foram criados por Deus para formarem um conjunto, não um se sobrepondo ao outro, mas em perfeita sintonia um com outro. Lutar contra esse projeto, fazendo com que a mulher tente, por todos os meios, ocupar o lugar do homem é lutar diretamente contra o projeto de Deus, contra a natureza humana.

A liberação sexual promovida pelos métodos anticoncepcionais, longe de trazer a sensação de igualdade entre o homem e mulher, transformou a mulher numa máquina de prazer, pois agora ela sabe que pode ter uma vida sexual ativa sem a consequente gravidez. Não precisa ter compromisso com o parceiro, não precisa sentir-se segura ou amada. Ledo engano. O que se vê são cada vez mais mulheres frustradas, depressivas, olhando para trás e percebendo que estão vazias, correndo contra o tempo para manterem-se jovens, pois nada mais têm a oferecer que não o invólucro.

A liberdade da mulher, na verdade, transformou-se numa prisão. Hoje, elas se vêem presas a estereótipos ditados pela agenda feminista, cujo maior objetivo é destruir a essência da mulher, igualando-a ao homem. Transformando seus úteros em lugares estéreis e varrendo para debaixo do tapete o instinto natural da espécie: a maternidade.

Portanto, urge que cada mulher, criada à semelhança de Deus, recupere o seu lugar na Criação. Que a mulher seja mulher em toda sua plenitude!

*      Publicado originalmente em https://padrepauloricardo.org/episodios/feminismo-o-maior-inimigo-das-mulheres, em 02 de fevereiro de 2012.

 

Continue lendo
  • Dartagnan da Silva Zanela
  • 31 Janeiro 2024

 

 

 

Dartagnan da Silva Zanela 

        Miguel de Cervantes nos sugere, floreando com as letras de um jeito que apenas ele sabia fazer, que é muito mais saboroso o caminho que a pousada onde repousamos a carcaça. Seguindo pela mesma trilha, o poeta Antonio Machado certa feita havia dito que o caminhante se faz na caminhada, não na chegada (na verdade ele disse: caminante, no hay camino: se hace camino al andar).

 E nós, figurinhas e figurões do século XXI, sem nos darmos conta, preferimos acorrentar o nosso olhar aos possíveis e desejáveis momentos de repouso, fazendo desses momentos os grandes objetivos da nossa vida; objetivos esses que, no nosso entender, deveriam ser conquistados para que ela, a nossa porca vida, seja [supostamente] realizada de forma plena.

Quantas e quantas vezes passamos os nossos dias, lamentando conosco mesmo - e com os nossos familiares, amigos e colegas - que queremos porque queremos que o dia passe logo, bem rapidinho; quantas e quantas vezes suplicamos em nosso íntimo para que os dias da semana voem em revoada para que possamos desfrutar do nosso abençoado fim de semana; quantas vezes rogamos para que o ano se vá de vereda e, assim, chegue logo o fim do mesmo, e tenhamos o Natal, as festas e, é claro, as férias.

Enfim, queremos que os anos sigam ligeiros, feito água de corredeira, para podermos nos aposentar e, é claro, repousar definitivamente das fadigas de uma vida vivida em grande correria.

Queremos porque queremos que o tempo passe, sem demora, para que possamos chegar ao momento do repouso, pouco importando quanto ele venha a durar, ou o que o dito-cujo venha a significar.

E, de tanto queremos isso, deixamos de viver às inúmeras alegrias e desventuras da vida, com tudo o que elas têm a nos regalar.

E reparem como fazemos isso todo santo dia, sem pestanejar. Torcemos para que a vida passe, para que possamos deixar de viver, para que paremos de ficar fugindo da vida e, enfim, possamos morrer. Morrer sem ter realmente vivido. Olhando melancolicamente para os tempos que se foram, repetindo os versos de Manuel Bandeira, vendo a vida que poderia ter sido, mas não foi.

Em resumidas contas é isso que estamos dizendo a plenos pulmões, aos quatro ventos, quando, por exemplo, iniciamos um dia de trabalho desejando que ele simplesmente termine para não mais estarmos ali, presentes, ou fingindo que estamos.

É exatamente isso que cantamos nos átrios do nosso coração quando nos atiramos sobre uma carteira escolar, feito um saco de batatas, com as ventas chumbadas na tela de um celular, arredio a qualquer possibilidade de aprendizado - de qualquer coisinha, útil ou não - ansiando estar em qualquer outro lugar para poder se debruçar em outro móvel e permanecer com a face grudadinha no mesmo aparelho eletrônico, ou em outra tranqueira similar.

Não queremos nos fazer presentes porque, muitas e muitas vezes, consideramos o lugar onde estamos, as tarefas que nos foram confiadas, indignas da formosura crítica da nossa pessoinha singular e, às vezes, isso pode até ser verdade; porém, penso que deveríamos nos fazer duas perguntinhas, pra lá de marotas, antes de afirmarmos uma coisa desse naipe.

Antes de qualquer coisa, já paramos para considerar que nós não somos minimamente dignos daquilo que estamos rejeitando com nossa maneira petulante de viver? Por um acaso, já paramos para considerar que, talvez, não sejamos dignos merecedores nem daquilo que recebemos, que nos foi confiado? Então, seria interessante matutarmos sobre isso.

Mas, como havíamos dito, vamos supor que realmente o quadro que dá forma ao nosso dia a dia seja, de fato, um misto de tédio, indignidade e aviltamento. Bem, diante disso, podemos levantar um outro ponto: o que nós temos feito para nos elevar diante desse quadro e, deste modo, elevá-lo conosco? O que temos feito para dignificá-lo? Pois é. Foi o que eu pensei.

Sim, a resposta adequada a todas essas indagações não são difíceis de serem encontradas, pouco importando quais sejam as circunstâncias que dão o tom de nossos dias. O problema é que, tal resposta, exige de nossa parte uma disposição a abraçar a cruz nossa de cada dia que, em resumidas contas, é uma abertura para uma vida virtuosa, para a maturidade, que negamos cotidianamente com mil e um subterfúgios.

Preferimos a ânsia constante pelo momento fugidio da irreverência das horas vazias do que encarar, com destemor, o vazio que, muitas e muitas vezes impera em nosso coração, que nos impede de abraçar, com força, cada momento que dá forma aos nossos dias e reconhecer, em cada um deles, uma abertura possível para a beleza, para a bondade, para a verdade e que, por sua deixa, poderá nos impulsionar para um vislumbre da eternidade.

Podemos dizer que, cada um de nós, cada um à sua maneira, vive de modo similar a personagem, interpretada por Adam Sandler, no filme Click (2006). Personagem essa que recebe de um anjo um controle remoto que lhe permite pular os momentos, dias e meses que considerasse chato. Obviamente, o resultado foi tão trágico quanto cômico. Não tão cômico quanto o modo como nós fugimos da nossa vida, mas, com certeza, tão trágico quanto a maneira como insistimos em fugir de nós mesmos.

Por isso, procuremos nos fazer presentes, para que a nossa vida não termine sendo uma grande ausência mediada por conexões vazias.

*       O autor, Dartagnan Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "A VERTICALIZAÇÃO DA BARBÁRIE", entre outros ebooks.

 

Continue lendo