• Dagoberto Lima Godoy
  • 30 Maio 2026

 

Dagoberto Lima Godoy

               O fim da escala 6x1 toca uma aspiração legítima: trabalhar menos, descansar mais, conviver mais, estudar mais, viver melhor. Poucos se opõem, em tese, a esse propósito. A questão difícil está menos no objetivo do que no modo de alcançá-lo.

Análise recente do professor José Pastore — para mim, a maior autoridade em relações do trabalho no Brasil — desloca o debate do plano moral para o plano institucional. Ele observa que a redução da jornada já vem ocorrendo por negociação coletiva: dados do Salariômetro indicam que 81% dos acordos e convenções tratam de jornada, com média praticada de 38,4 horas semanais, inferior às 40 horas prometidas pelo regime 5x2. Ou seja, o caminho da redução existe e já opera, ajustado às realidades de cada setor.

É justamente esse mecanismo que a proposta ameaça enfraquecer ao pretender substituir a negociação por uma imposição constitucional uniforme, com transição curta e revogação de normas coletivas em vigor. O problema, portanto, não está na ideia de trabalhar menos, mas em trocar a construção pactuada por um comando geral, aplicado indistintamente a atividades profundamente diferentes.

O Brasil tem uma estrutura produtiva desigual. Uma grande empresa de tecnologia, uma rede varejista, uma padaria de bairro, um hospital e uma pequena oficina não reorganizam jornadas com a mesma facilidade. A negociação coletiva permite calibrar soluções conforme o setor, a região, o tamanho da empresa e a natureza da atividade. A imposição legal rígida, ao contrário, tende a deslocar o problema para onde há menor capacidade de absorvê-lo.

Há ainda um ponto quase ausente na retórica dos que querem acabar com a escala 6x1: a informalidade. A taxa de informalidade chegou a 37,5% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. Ou seja, mais de um terço dos ocupados brasileiros já vive fora da proteção plena da legislação trabalhista.

Uma reforma que alcança apenas o emprego formal pode agradar quem está dentro, mas ser irrelevante — ou até prejudicial — para quem está fora. Se o custo da formalização subir abruptamente, parte das empresas poderá reduzir vagas formais, terceirizar de modo precário ou recorrer a arranjos informais. O trabalhador que se pretendia proteger pode acabar tendo de trocar uma jornada excessiva por uma ocupação desprotegida.

O problema brasileiro não é trabalhar muito: é conviver com baixa produtividade e informalidade elevada. A pergunta, portanto, não é se trabalhar menos é desejável. Em muitos casos, é. A pergunta é se o Brasil deve abandonar o caminho flexível da negociação coletiva — que já vem reduzindo jornadas — para adotar uma fórmula única, constitucionalizada e de difícil adaptação. Sem essa cautela, a boa intenção corre o risco de se converter em mais uma promessa generosa que, como alerta o professor Pastore, pode voltar como bumerangue sobre os mesmos trabalhadores que dizia proteger.

Há, contudo, uma dimensão política que não pode ser ignorada. A força eleitoral da proposta tornou praticamente inviável a resistência parlamentar. Em votações dessa natureza, poucos deputados se dispõem a aparecer diante do eleitor como defensores da escala 6x1, ainda que tenham dúvidas sobre seus efeitos econômicos. O governo percebeu essa assimetria e a explorou uma escolha moral simples — estar contra ou a favor do descanso do trabalhador. O resultado foi empurrar quase toda a Câmara para a mesma direção, não necessariamente por convicção técnica, mas por cálculo de sobrevivência política.

*            O autor, Dagoberto Lima Godoy, é engenheiro civil

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 26 Maio 2026

Gilberto Simões Pires

MAIS SOBRE INVESTIR NO PARAGUAI

Face ao interesse manifestado por inúmeros leitores quanto às sugestivas declarações feitas pelo ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, em recente evento do grupo Mercado&Opinião, em São Paulo, com pedidos de mais informações sobre as reais vantagens de INVESTIR NO PARAGUAI, que foram alvos do editorial de ontem, 25 , com o título - PARAGUAI - A PASÁRGADA LATINO-AMERICANA-, eis aí o que o governo do nosso país vizinho está oferecendo, por exemplo, às pessoas físicas:  

INVESTOR PASS

 

Para começar, como bem refere Rafael Balago, repórter internacional da Exame, em abril o PARAGUAI lançou NOVAS MODALIDADES DE VISTO DE RESIDÊNCIA PARA INVESTIDORES. Neste modelo, chamado de INVESTOR PASS, quem abrir um negócio ou investir no país GANHA DIREITO A UM DOCUMENTO DE RESIDENTE PERMANENTE, O QUE PERMITE PAGAR MENOS IMPOSTOS. O programa possui QUATRO CATEGORIAS DE INVESTIMENTO, que exigem A PARTIR de US$ 70 mil (R$ 350 mil na cotação atual).

QUATRO CATEGORIAS DE INVESTIMENTOS

 

1- INVESTIMENTO EM NEGÓCIOS COMERCIAIS OU INDUSTRIAIS - Para tanto se faz necessário empregar ao menos cinco cidadãos paraguaios.

2- INVESTIMENTO FINANCEIRO - O interessado precisa investir ao menos US$ 200 mil (R$ 1 milhão) no mercado de ações do Paraguai, ou em outros tipos de investimento financeiro, e manter o dinheiro nele ao menos por DOIS ANOS. 

3- INVESTIMENTO EM IMÓVEIS - É preciso investir ao menos US$ 200 mil (R$ 1 milhão) em um projeto imobiliário, como a compra, a construção ou a operação do imóvel, que não pode ser para uso pessoal.

4- INVESTIMENTO EM TURISMO - O estrangeiro deve investir ao menos US$ 150 mil em serviços, infraestrutura ou atividades relacionadas ao turismo. O Paraguai tem interesse especial em desenvolver o turismo em Ciudad del Este, vizinha de Foz do Iguaçu. A região já recebe fluxo intenso de turistas e compradores, e o país quer oferecer mais opções a eles, bem como aumentar seu faturamento no setor.

DIREITO OFERECIDO PELO INVESTOR PASS

 

Em caso de aprovação, o estrangeiro recebe um VISTO DE RESIDÊNCIA PERMANENTE -VÁLIDO POR DEZ ANOS- QUE PODE SER RENOVADO. O documento dá direito a trabalhar no país e a pagar menos impostos, na comparação com estrangeiros que não possuem o visto. A taxação de dividendos cai de 15% para 8%. A permissão vale apenas para o aplicante. Outros membros da família precisam fazer pedidos de residência temporária separadamente. Após dois anos, eles também podem pedir a residência permanente.

REQUISITOS

DETALHE: O RESIDENTE NÃO PRECISA MORAR NO PAÍS PARA MANTER O DOCUMENTO. Basta comparecer para retirar o documento. A solicitação pode ser feita online. O interessado precisa apresentar certidões de antecedentes criminais, declarar a origem dos recursos e, depois, demonstrar o andamento dos investimentos para o governo paraguaio. De acordo com o governo paraguaio, os pedidos de residência passaram de 28.000 para 47.000 em 2025, com a expectativa de atingir 80.000 em 2026. A maioria deles vem do Brasil.

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  • Dagoberto Lima Godoy
  • 25 Maio 2026

 

Dagoberto Lima Godoy

               Em sua primeira encíclica, Magnifica humanitas, o Papa Leão XIV adverte que a humanidade volta a construir torres para conquistar o paraíso — agora não de pedra, mas de dados, chips, modelos matemáticos e plataformas digitais. O documento, recém publicado pelo Vaticano, trata da salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial e apresenta a alternativa entre erguer uma nova Babel ou construir uma comunidade em que técnica e dignidade permaneçam reconciliadas.

A advertência papal situa a IA no seu plano mais profundo: não apenas técnico, mas civilizacional. A questão decisiva não está somente na potência dessas ferramentas, mas no tipo de humanidade que se organiza em torno delas. A tecnologia não é neutra. Toda escolha de design incorpora uma visão de homem: define prioridades, incentivos, critérios de eficiência e modos de incluir ou excluir. O próprio Papa reconhece que a IA pode ampliar capacidades humanas, reduzir sofrimentos e acelerar descobertas; mas adverte que ela também pode ser convertida em instrumento de domínio, exclusão ou morte.

Sou usuário entusiasmado da inteligência artificial, mas reconheço seus riscos. As redes neurais artificiais são  capazes de reconhecer padrões, fazer analogias e simular aquilo que chamamos, de modo aproximado, de intuição. Mas essa “intuição” da máquina não passa de reconhecimento estatístico sofisticado. A intuição humana envolve experiência subjetiva, memória interior, emoção e sentido; e, para quem admite uma dimensão espiritual da realidade, abertura a uma sabedoria superior.

A IA pode simular linguagem, raciocínio e criatividade. Pode falar de moral, mas não sofre moralmente. Pode escrever sobre compaixão, mas não se compadece. Pode organizar ideias sobre Deus, mas não sente sede de Deus. Produz respostas admiráveis, mas não se transforma por elas. A diferença entre inteligência artificial e consciência humana, portanto, não é apenas técnica; é moral, existencial e espiritual. Como diz o Pontífice: “Para um algoritmo, um erro é uma falha a ser corrigida; para uma pessoa, porém, o erro pode ser catalisador de uma transformação profunda.”

Também me preocupa a concentração de dados, infraestrutura computacional e plataformas digitais nas mãos de poucos governos e corporações. Quem controla esses sistemas influencia consumo, reputação, trabalho, linguagem e imaginação coletiva. As redes sociais reforçam crenças, excluem perspectivas divergentes e alimentam a polarização. Regimes autoritários podem usar a IA para vigilância; sistemas autônomos de guerra podem afastar a decisão letal da responsabilidade moral de quem a ordena. Plataformas digitais moldam a percepção coletiva da realidade. “A verdade é um bem comum”, insiste o Papa.

Nesse ponto, volto à imagem central da encíclica: Babel não simboliza excesso de conhecimento, mas excesso de soberba. O maior perigo talvez não esteja em máquinas que se pareçam conosco, mas numa sociedade que passe a compreender o humano segundo a lógica das máquinas.

Por isso,  a IA deve ser usada, não temida; orientada, não idolatrada. Ela pode ser instrumento, provocação e apoio ao julgamento. Mas não deve pensar em nosso lugar. Pensar não é apenas processar informações; é suportar a dúvida, discernir fins, perguntar não só “como fazer?”, mas “por que fazer?”, “para quem?”, “a que preço?” e “em nome de quê?”.

No tempo das máquinas inteligentes, nossa tarefa aparece  clara: transformar informação em compreensão, inteligência em sabedoria, saber em consciência e consciência em espírito. A IA pode ampliar nosso poder, mas só a consciência humana pode orientar o seu sentido. Como adverte o Papa, nenhum sistema computacional, por mais avançado que seja, pode substituir a experiência viva do amor, da responsabilidade e da entrega.

*       O autor, Dagoberto Lila Godoy, é engenheiro civil.

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  • Afonso Pires Faria
  • 25 Maio 2026

 

Afonso Pires Farias

          Nos primórdios da humanidade, os homens buscavam na natureza e na caça apenas o necessário para a própria sobrevivência. Com o tempo, essa busca passou a incluir também o sustento da família, evoluindo da coleta e caça para o cultivo da terra. O que faltava a um, ele adquiria de outro através da troca direta de mercadorias — o conhecido escambo.

No entanto, com a diversificação dos produtos e a dificuldade de mensurar o valor de cada item, surgiu a moeda. Inicialmente, um único bem serviu como base de valor para todas as transações, até que a própria moeda oficial foi adotada.

O trabalho passou a ser especializado e remunerado. O carpinteiro produzia a madeira e recebia por isso; o construtor erguia as estruturas; o artista demonstrava sua arte em troca de donativos. Quando o trabalho exigia um espaço mais adequado, o dono de um estabelecimento cedia o local e, em troca, ficava com uma porcentagem do lucro gerado. Tudo funcionava de maneira orgânica e autônoma, e eventuais desavenças eram resolvidas naturalmente com o passar do tempo.

Mas eis que surgiu uma "brilhante" ideia: a criação de um ente que regulasse tudo e todos. O objetivo era evitar conflitos decorrentes do descumprimento de regras. Assim, criou-se o Estado, encarregado de ditar comportamentos, trocas e relações sociais. A partir desse momento, tudo passou a depender do crivo estatal.

O Estado prometeu justiça e segurança — coisas que antes não havia necessidade de imposição e que, no fim, ele falhou em entregar. Prometeu também equidade, para que ninguém fosse lesado. Contudo, para que o sistema funcionasse sob suas regras, tudo passou a ser subordinado ao aparato governamental. Quanto mais o Estado atuava, mais cobrava por isso e menos entregava como resultado.

Hoje, nada pode ser feito livremente sem a chancela deste "leviatã". Estamos entregando nossa liberdade em troca de uma segurança que não possuímos, mas que somos obrigados a pagar de qualquer forma. O fruto de toda essa arrecadação é distribuído de maneira conveniente àqueles que estão no poder. O que antes era fruto de livre negociação, hoje só se concretiza mediante autorização estatal — um processo que muitas vezes só favorece quem possui vínculos políticos ou quem recorre a favores dentro da própria entidade fiscalizadora.

Com isso, criaram-se duas castas distintas, diferenciadas por sua proximidade ou alinhamento com o aparato estatal: aos amigos do rei, os favores da lei; aos opositores, os rigores dela.

 

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  • Claudio Apolinario
  • 24 Maio 2026

 

Claudio Apolinario

No Brasil, existe modo. E ele não começou agora.

Toda censura começa com uma justificativa razoável. Combater mentiras. Proteger a democracia. Garantir a ordem. Defender os mais vulneráveis. São argumentos que ninguém consegue ser contra — e é exatamente por isso que são usados. Não para convencer. Para silenciar sem parecer que está silenciando.

O Brasil está vivendo isso. E não começou agora.

Em 2020, decisões judiciais passaram a ordenar a remoção de conteúdos e o bloqueio de contas nas redes sociais, na maioria das vezes sem explicação pública sobre o critério usado. Em 2022, um documentário foi proibido de ser exibido antes mesmo de ser lançado — censura prévia, que a Constituição proíbe expressamente.

Em 2023, um aplicativo de mensagens usado por dezenas de milhões de brasileiros foi suspenso duas vezes por não obedecer a ordens de retirada de conteúdo. Em 2024, uma plataforma inteira foi bloqueada no Brasil por meses — a primeira vez que isso aconteceu num país que se apresenta como democracia plena.

E em maio de 2026, dois decretos do governo federal mudaram as regras do jogo de forma definitiva: as plataformas digitais passaram a ser obrigadas a retirar conteúdos sem precisar de ordem judicial. Basta uma notificação do governo.

Isso não é uma série de casos isolados. É um método. É um caminho de censura que se consolida passo a passo.

O método funciona em etapas. Primeiro, cria-se o argumento de que certas opiniões são perigosas — não erradas, não discutíveis, mas perigosas. Depois, transfere-se para o Estado o poder de decidir quais opiniões se enquadram nessa categoria. Por último, pune-se quem discorda da classificação.

Em cada etapa, a justificativa parece razoável. É só na soma das etapas que o resultado aparece: quem discorda do poder aprende que discordar tem um preço alto.

E aqui está o problema central que qualquer eleitor de centro e de direita deveria ver com clareza: isso não é sobre proteger a democracia. É sobre quem controla a narrativa num ano eleitoral.

Quando um governo decide o que pode ser dito sobre ele, não existe debate livre. Existe debate permitido. E debate permitido não é democracia — é performance de democracia.

A liberdade de expressão não é o direito de dizer apenas o que o poder aprova. É exatamente o oposto: é o direito de dizer o que o poder não quer ouvir. Retirar esse direito em nome de combater mentiras é o truque mais antigo do autoritarismo. Porque quem define o que é mentira nesse arranjo é sempre quem já está no poder.

Outros países encontraram formas de combater a desinformação real sem abrir mão da liberdade de expressão. O caminho passa por educação, por transparência, por jornalismo independente e por debate aberto — não por decretos que colocam nas mãos do governo a chave do que pode circular.

O que cada um pode fazer é simples: não aceitar a ideia de que calar é proteger. Perguntar sempre quem decide o que é perigoso. Cobrar do candidato posição clara sobre liberdade de expressão antes de votar. E lembrar que toda ditadura da história começou dizendo que restringia apenas o que era prejudicial.

Quem tem razão não tem medo do debate. Tem medo do debate quem sabe que não consegue vencer no campo das ideias.

*            O autor,  Claudio Apolinario,  articulista e analista político.

 

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  • Sílvio Lopes
  • 22 Maio 2026

Silvio Lopes

           Há segredos escondidos que precisam ser descobertos e revelados para, dessa forma, nos permiter libertar dos grilhões que nos são impostos na caminhada da vida. A ideologia política é um desses que, modernamente, se tornam verdadeiras " amarras mentais", como assim as definiu o Sidarta Gautama(Buda), idos dos anos 570 aC. 

Vivemos tempos de milhões de mentes "engessadas" por falsas verdades, que apoiam, de modo irrestrito, visões de sociedade que ao invés de enaltecer o ser humano, o fazem escravos mentais capazes de( inimaginável se pensar!), nutrirem cega adoração pelos algozes que os querem é, justamente, condenar a viver uma vida miserável e indigna. 

Num ambiente como o que vivemos atualmente no Brasil, em que, no dizer de José Saramago, " o tempo das verdades plenas acabou", o que vemos é o prosperar da " mentira universal" provinda da boca de autoproclamados " defensores da democracia", que não passam, isto sim, de vilões a serviço de uma milícia formal de adoradores da mais cruel, sangrenta e desumana das ditaduras do proletariado que a antiga União Soviética nos deixou como exemplo de "catástrofe civilizatória". 

O velho Diógenes de Sinope(Turquia), o Cínico, já dizia que " os piores escravos são aqueles que estão constantemente servindo as suas paixões". Essa frase, vamos ter que admitir, se encaixa perfeitamente no que tem acontecido há pelo menos três décadas no Brasil. A paixão "deslavada e incompreensível" de grande parte do povo a uma figura política desprezível que nunca sequer lhe entregou nada além de esperanças renovadas, e que vem( por isso mesmo), condenando o Brasil a ser um eterno país do futuro...

Mas tenhamos a firmeza, a fé  e a determinação de que o apóstolo João tem toda a razão quando proclamou: " Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Que essa verdade chegue logo. Mesmo que, para isso, tenhamos de usar, em pleno dia, a lanterna do acima citado Diógenes para buscá-la entre os homens. Não há outra saída!

*        O autor, Sílvio Lopes, é jornalista, economista e palestrante 

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