• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 14 Abril 2022

 

Gilberto Simões Pires

 

PANDEMIAS

Mais do que sabido, a GRANDE CAUSA que levou, a OMS -Organização Mundial de Saúde- a decretar -ESTADO DE PANDEMIA-, foi a rápida e intensa propagação, por todos os cantos do planeta, do vírus -COVID-19-. Pois, o que muita gente ainda não percebeu, muito por força da péssima INFLUÊNCIA DA MÍDIA, tanto nacional quanto internacional, é que o GRANDE E MAIOR EFEITO, resultante dos criminosos LOCKDOWNS impostos por governantes -socialistas-, se transformou numa AGRESSIVA PANDEMIA, propagado pelo vírus -INFLAÇÃO-, ainda que o FMI- Fundo Monetário Internacional-, ou mesmo a ONU -Organização das Nações Unidas- não tenham decretado.

INFLAÇÃO DECORRENTE DA BAIXA OFERTA

O fato é que a INFLAÇÃO se espalhou rapidamente, penalizando amargamente tanto fornecedores quanto consumidores. De novo: impedidos de produzir, os fornecedores ficaram impossibilitados de atender um enorme contingente de consumidores que por estarem -confinados- viram crescer o apetite por vários produtos, fazendo valer a velha e infalível LEI DA OFERTA E DEMANDA, onde a elevação de preços é fruto da escassez. Vejam que a escassez se fez presente não apenas por força do lockdown, que atingiu em cheio produtos e serviços, mas decorrente fruto da fantástica CRISE DE ENERGIA HÍDRICA; da forte ESTIAGEM; e da baixa oferta de combustíveis decorrente do conflito Rússia-Ucrânia.

 ALERTA DO FMI

Como se percebe, a INFLAÇÃO não deu trégua nem escolheu este ou aquele país para mostrar a sua cara feia e perversa. Os índices que medem, mundo afora, o movimento de alta dos preços dos mais variados produtos aí estão para mostrar o quanto a renda média -per capita- vem diminuindo. Vejam que o FMI está alertando para o fato de que a elevação da inflação é um fenômeno bem disseminado, atingindo em cheio, com o mesmo vigor, por exemplo, os Estados Unidos, a Zona do Euro, os países da América Latina e as nações do Leste Europeu. 

A GRANDE CAUSA

Ora, como a INFLAÇÃO está presente em todos os países do mundo, promovendo desastres de toda ordem e sem trégua, isto faz crer que estamos diante de uma evidente e clara PANDEMIA. De novo: o que precisa ser sempre lembrado é que a GRANDE CAUSA, aquela que deu o pontapé inicial e perverso foram os criminosos LOCKDOWNS, que desorganizaram por completo a relação -OFERTA E CONSUMO-, além de promover enterros, em cova rasa, de milhares de empresas e empregos.

FENÔMENO MONETÁRIO

Anotem aí: enquanto as cadeias produtivas não forem reestabelecidas e a renda não alcançar o patamar que leva a um importante equilíbrio entre o que é OFERTADO e o que é CONSUMIDO, a PANDEMIA INFLACIONÁRIA não dará trégua. Entretanto, se os governantes mundo afora resolverem emitir moeda para favorecer o consumo, aí o FENÔMENO MONETÁRIO entra para levar a INFLAÇÃO para patamares absurdamente altos. Vide o que acontece, por exemplo, na Venezuela e na Argentina. 

 

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  • Fernão Lara Mesquita
  • 13 Abril 2022

Fernão Lara Mesquita

 

Em entrevista ao New Statesman esta semana Sergey Karaganov, assessor de confiança dos presidentes Boris Yeltsin e Vladimir Putin, assim como do ministro do Exterior deste último, Sergei Lavrov, repetiu o recado: para a Russia esta é "uma guerra existencial", de modo que se não tivermos "algum tipo de vitória" vai haver "uma escalada" que, sim, pode ser nuclear.

Claro, países nunca deixam de existir, mas para Vladimir Putin e sua camarilha de ladrões essa guerra é, sim, "existencial". Por que razão não houve ainda nem mesmo uma escalada na guerra convencional mas, ao contrário, uma "revisão dos objetivos" da "operação especial" desastradamente posta em curso em 24 de fevereiro pelo ex-agente da KGB, deixando de lado a vitória a qualquer custo para adotar este "algum tipo de vitória" que "é preciso alcançar" para salvar a face é coisa que seguramente tem a ver, para além da força da reação militar da Ucrânia, sobretudo com o modo pelo qual a China reagiu ao desatino de Putin.

Foi no longo telefonema havido entre Xi Jinping e ele dias depois de iniciada a coisa que se deu o primeiro "pé no breque" que Putin não tem podido mais aliviar desde então...

Com toda a tecnologia que levou à globalização do que já é globalizável - a fina fatia da humanidade que, em todos os países, saltou da economia de sobrevivência para a economia de consumo e fala algum inglês - o resto do vasto mundo ainda é uma constelação de servidões isoladas que se expressam em línguas e alfabetos mutuamente incompreensíveis, sem nenhuma comunicação direta entre si e que, também graças a isso, só têm, umas das outras, a imagem filtrada a que seus mestres lhes derem acesso.

No país que já está onde Lula e a imprensa da privilegiatura brasileira querem chegar só "A Verdade" tem vez, de modo que tudo que aparece e permanece na internet É a posição oficial do governo. Todo o resto ou já morreu ou permanece em segredo bem guardado na mente de cada indivíduo tentando evitar o tiro na nuca.

Assim, um passeio pela internet chinesa oferece a oportunidade de saber o que a China oficial está pensando e levando a China real a pensar sobre a aventura de Putin. E não raro essas análises mostram mais lucidez que as dos "especialistas" amestrados da nossa "imprensa livre". 

Na plataforma weixin.qq.com está publicado desde 16 de março, sem nunca mais ter sido apagado pela polícia da internet do Partido Comunista Chinês que é de matar Alexandre de Moraes de inveja, um relato dos acontecimentos que precederam a invasão, em que Putin é acusado de ter "manipulado" Xi Jinping ao levá-lo a assinar um acordo com a Russia que o colocou inadvertidamente "na armadilha de uma posição desconfortabilíssima" (an evil-like and unkind position foi a expressão usada na tradução direta do texto do chinês para o inglês) em relação a uma guerra que "viola as regras básicas da civilização".

Segundo o artigo Putin abordou Xi na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno ameaçados de boicote pelos Estados Unidos com um tratado envolvendo 15 acordos de cooperação apoiando todas as bandeiras geopolíticas da China, da nacionalidade de Taiwan à iniciativa conjunta com a Organização Mundial de Saúde para traçar a origem do coronavirus para fora daquele país, passando pelo apoio às advertências contra "a intenção da Nato de voltar à guerra fria". Xi não tinha porque recusar assina-lo embora o artigo lembre que os 15 acordos não acrescentavam novidade alguma pois todas essas iniciativas eram, desde sempre, apoiadas pela Russia. Mas o fato de te-lo assinado "de modo nenhum significa que a China soubesse com antecedência ou apoiasse a invasão da Ucrânia".

Um dia antes desse artigo aparecer para o público chinês, o embaixador de Pequim nos Estados Unidos, Qin Gang, publicou outro similar no Washington Post, afirmando que dizer que a China sabia das intenções de Putin "é pura desinformação" e que "a posição da China sobre a Ucrânia é objetiva e imparcial, baseada nas regras da ONU de respeito à integridade territorial e à soberania de todos os países, Ucrânia inclusive, que devem ser estritamente observadas".

Em 5 de abril passado outro artigo assinado por Yu Jianrong, intelectual muito popular nas redes sociais chinesas, afirmava que quanto mais se estender, mais a guerra de Putin será impopular na China. "Agressão é agressão. É moralmente errada e ponto".

Também este vinha na sequência de outro publicado no WeChat chinês, que analisava as condições objetivas de Putin levar a cabo o seu projeto:

"A Russia quer brincar de União Soviética mas não tem mais a força econômica que isso requer. A Ucrânia, agora vizinha da Nato e servida por modernas capacidades militares, é uma versão aumentada do Afeganistão enquanto a Russia é uma versão diminuída da União Soviética. Esta guerra abriu um buraco nas artérias econômicas da Russia cuja economia já vinha abalada desde 2012. As ameaças nucleares de Putin nunca chegaram a ser feitas no tempo da União Soviética. São um sinal de fraqueza". 

"No tempo da Guerra Fria o PIB da União Soviética era de pelo menos 50% do dos Estados Unidos. Hoje, com um PIB de 1,7 trilhão de dólares, a Russia é menor que a economia da província de Guangdong. O orçamento da Federação Russa de 330 bilhões de dólares para 2021 é metade do orçamento de 705 bilhões do Pentágono. Para manter a fidelidade da Bielorussia, com menos de 10 milhões de habitantes, Putin injeta de 10 a 20 bilhões de dólares por ano naquele país. Não tem condições de fazer o mesmo com a Ucrânia e seus 44 milhões de habitantes".

"A Russia não pode vencer essa guerra. Ela custa 8 bilhões de dólares por mês. Os ucranianos destroem todos os dias tanques e aviões de centenas de milhões de dólares com mísseis individuais que custam apenas algumas dezenas de milhares fornecidos pelo resto do mundo e pela Nato. Não existe mais uma União Soviética nem Ocidente contra o Leste, só existe um jogo econômico global complexo. O tempo não é aliado da Russia. Esse é o poder da globalização e a Russia não tem a opção de resistir-lhe".

A única saída da sinuca em que se meteu é, portanto, a que Xi Jinping indicou a Putin naquele telefonema depois de constatar a reação, "fechada" como nunca, dos Estados Unido e da Europa: alguma que lhe salve a face sem parecer uma derrota total, antes que o massacre de ucranianos se torne definitivamente imperdoável. 

Esta salvaria o mundo de ver o ex-agente da KGB apertar o botão. Mas dificilmente salvará ele próprio do final melancólico a que se condenou, nem o povo russo do rebaixamento a satélite da economia chinesa, a inversão do quadro "primo rico x primo pobre" dos dois gigantes comunistas de ontem, que vai lhe restar depois dessa sangria desatada.

*Publicado originalmente em O Vespeiro (13/04/2022)

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 13 Abril 2022


Alex Pipkin, PhD


Democracia e Estado de Direito são palavras que soam humanísticas e imponentes, principalmente para aqueles que remotamente compreendem seus reais significados.

 

Em nossa afrodisíaca ilha da fantasia, tais palavras são sistematicamente verbalizadas para sinalizar seriedade e justiça, quando na verdade representam retóricas vazias, a fim de justificar um sistema político, econômico-social disfuncional, manobrado pelos donos do poder despreocupados com “os outros”, e focados em seus interesses e de próximos aos seus umbigos.


É ao mesmo tempo corporal e arrebatador pensar que o direito de votar e eventualmente eleger seu candidato - ou ser convencido de que o voto da maioria prevaleceu - irão melhorar e/ou resolver os grandes problemas e dilemas que afligem a vida nacional.


Nelson Rodrigues dizia: “A maior desgraça da democracia é que ela traz à tona a força numérica dos idiotas, que são a maioria da humanidade”.


Com o sistema partidário e eleitoral atrofiado que vigora há anos, torna-se evidente que quem está a nossa disposição são quase sempre os piores, e que, similarmente, quase sempre logram piorar a vida cotidiana das pessoas e das empresas.


É ilógico acreditar em pessoas sem formação e preparo, com valores éticos abaixo daquele aparelho do cachorro, rotineiramente envolvidos em corrupção, em crimes, em assassinatos, em negociatas, centrados em verbas para eleições, orientados para privilegiar familiares e amigos, e que miram seu tempo e recursos para planejar e executar falcatruas, em detrimento de projetos e de leis que comprovadamente atuem para melhorar o ambiente econômico e trazerem mais crescimento econômico-social e prosperidade nacional para todos os cidadãos.


Com tantas evidências e provas cabais do comportamento corrompido e/ou ineficiente dos políticos que aí estão, como acreditar que eles trabalham pelo bem comum e pela promessa da democracia?


Como acreditar que essa “elite” de péssima qualidade irá contrariar os lobbies, os sindicatos, a manutenção do Estado grande e os intervencionismos que o agigantam ainda mais e ceifam as liberdades e os direitos constitucionais dos cidadãos?


Seria muita ingenuidade, e elementar, meu caro Watson, crer em um sistema que seleciona os piores, e em que abundam fatos de corrupção, de incompetência, de politicas públicas equivocadas, de recursos jogados pela janela e de “falta de vontade” política para fazer o que deve ser feito, em especial, em relação à redução do tamanho do Estado e da burocracia estatal. Referente ao alcance do aumento da eficiência estatal, então, nem se fala.


Em nível econômico, nossa “grande democracia”, não se compara, por exemplo, a genuína economia de mercado chinesa, embora claramente lá, exista um governo autocrático.


E o nosso alardeado Estado de Direito; só se for “desdireito”.


Nunca houve uma Suprema Corte tão ruim tecnicamente, e pior, tão autoritária. Os juízes sem serem juízes, impõem “a sua verdade”, calam e prendem vozes dissidentes e julgam de acordo com seus próprios interesses.


Pelas abundantes provas a partir de seus julgamentos, muito embora eles queiram legislar, os interesses são novamente particulares e partidários.
Nos últimos dois anos, vivemos verdadeiro show de horrores em relação ao corte de liberdades individuais e de escassez de criação de um ambiente institucional de segurança jurídica favorável à vida em sociedade, à coesão social, e aos negócios e investimentos.


Novamente, nossa “nobre democracia” tem selecionado muita estupidez e crueldade para fazer parte do seleto quadro de eminentes togados do STF, exímios rasgadores da Constituição que afirmam proteger.


As massas parecem empolgadas, pois são basicamente duas (segundo as pesquisas); eu confesso que só não desejo a volta do Ali Babá e dos mais de quarenta ladrões. Não tento respeito e afeto, tampouco defendo políticos despreparados, incompetentes e vigaristas.


A “democracia e o Estado de Direito” verde-amarelos, da forma como estão formatados há séculos, contemplando essa elite de péssima qualidade dentro do famoso estamento tupiniquim, tendem a perpetuar uma crescente intrusão do Estado nas nossas vidas, com menos liberdades individuais, mais intervencionismos e mais benesses imorais para o mastodôntico Estado brasileiro, em especial, para o gigantesco, caro e ineficiente Judiciário nacional.


Triste, mas não há o que se fazer, temos que tentar identificar e escolher os “menos piores” para votar, em todos os níveis.


Apesar de tudo isso e das ilusões, é o que temos no momento. É a lógica da realidade.

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  • Rodrigo Mezzomo
  • 10 Abril 2022

Rodrigo Mezzomo

 

Chegamos ao ponto em que dizer o óbvio causa polêmica.

Boris Johnson disse em entrevista coletiva: “Não acho que homens biológicos devam competir em eventos femininos. Pode ser uma opinião controversa, mas faz sentido para mim “.

A declaração do primeiro-ministro britânico ocorre logo após o ciclista transgênero Emily Bridges, de 21 anos, ser impedido de entrar no Campeonato Nacional Britânico de Ciclismo no último fim de semana.

Obs.:

Eu lamento informar aos esquerdista, mas sentimentos subjetivos não são capazes de alterar as leis da física ou da biologia.

Ser homem ou mulher é algo definido geneticamente, no momento da concepção.

Em suma, não é algo que se encontre no campo do desejo pessoal.

Se um homem quer aparentar ser mulher, mesmo que ampute partes de seu corpo e artificialmente altere sua composição hormonal, não será uma mulher.

Parecer não é ser! Simples assim.

O mesmo ocorre com uma mulher que queira se assemelhar a um homem.

Eu sei que isso pode ser fonte de grande angústia para essas pessoas, mas a verdade é que não existem homens ou mulheres trans.

Essas pessoas merecem respeito (como qualquer outra), todavia, elas não podem me obrigar a negar a realidade biológica, a verdade e os fatos mais básicos da vida humana.

*     Publicado originalmente na página do autor no Facebook.

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  • Adriano Alves-Marreiros
  • 06 Abril 2022

Adriano Alves-Marreiros

 

You’re so vain

You probably think this song is about you

Carly Simon

Um dia desses eu vi em uma rede social pessoas que colocavam “sou desse pessoal dos Direitos Humanos” em repúdio a críticas.  Daí me lembrei de tudo que falam e achei que deveria lhes fazer uma homenagem.  Então seguem as loas:

Pela superioridade que eles possuem em relação às pessoas comuns que não só não compreendem suas ideias, mas sequer entenderiam uma explicação.

Porque são os que fugiram da Caverna e, vendo a verdadeira luz, as coisas como são, voltaram como seres luminosos que devem nos guiar.

Pois sabem que são apenas “especialistas” televisivos de Humanas e profissionais do Direito dentro de seus escritórios refrigerados – e agora virtualmente: podendo não se contaminar com o Povo nas audiências – que conseguem ver, do alto de sua sabedoria, a verdadeira realidade das ruas, já que a Polícia e a População é que vivem em um mundo paralelo, irreal, e por isso não conseguem perceber a verdade e nem ter empatia com os injustiçados bandidos...

Pois sabem a quem as Liberdades (principalmente a de expressão), a Constituição e a Lei devem ser negadas, pois Conservadores não querem o “progresso” que sempre vem a reboque do “progressismo” e devem ser impedidos de reagir, como o foram com o Muro de Proteção Antifascista que garantia a liberdade e a democracia da República DEMOCRÁTICA Alemã,

Pois seguem aquele italiano que não deve ser nomeado e que, em sua obra, seguidamente defende o fim da lamentável pena de prisão (propõe limitação imediata a 10 anos para crimes graves, mas com vistas a ser abolida) e quer uma Constituição Mundial para acabar com essas horrendas soberanias.

Pois querem que cortes internacionais sejam superiores às nacionais e colocam tratados acima das Constituições, relativizando apenas um ou outro, como o Código de Nuremberg.

***

Hoje estou muito sisudo... pra manter meu estilo, não posso deixar de dar uma passada pela cultura pop, coisa que o meu amigo Maurício curte tanto...

Louvemos esse pessoal que diz que X-Man é sobre discriminação e, desprezando o “estúpido e vendido” (?!) Xavier, assume a postura ideológica do Magneto.

Louvemos esse pessoal que, coerentemente, repete a toda hora que o Império era nazista em Star Wars e defende cada vez mais poder nas mãos do Estado, cada vez mais Estado, prisão para os discordantes, uma ordem 66 para os conservadores, tudo a ponto de tornar Imperador o Supremo Chanceler.

Louvemos esse pessoal que explica que Pantera Negra é sobre colonização e exploração, e apoia posturas como a do usurpador Erik Killmonger que pretendia subjugar os demais povos e etnias de forma violenta, querendo transformar aquela Sociedade, destruindo seus ideais pacíficos para se fazer superior.

Louvemos!!!

E aproveitemos apenas, para explicar pra eles que o POVO NÃO PENSA QUE DIREITOS HUMANOS SÃO SÓ PRA BANDIDO.  Ele sabe que são universais, que valem para as vítimas, que valem para minorias, que valem para maiorias, que valem até pra policiais...

Apenas ironizam vocês que, tão sábios, luminosos e orgulhosos: parecem não saber disso... 

(É, mesmo os mais simples e “distantes da realidade” podem ter algo a te ensinar...)

P.S.:Compre o livro de crônicas aqui

Crux Sacra Sit Mihi Lux / Non Draco Sit Mihi Dux 
Vade Retro Satana / Nunquam Suade Mihi Vana 
Sunt Mala Quae Libas / Ipse Venena Bibas

(Oração de São Bento cuja proteção eu suplico)

 

*       Adriano Alves-Marreiros (Que vem se decepcionando a cada dia...) é cronista, Mestre em Direito e membro do MCI e MP Pró Sociedade. Autor dos libros “2020 D.C. Esquerdistas Culposos e outras Assombrações” e “Hierarquia e Disciplinas são Garantias Constitucionais”.

**       Publicado originalmente no excelente portal Tribuna Diária - https://www.tribunadiaria.com.br/

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 06 Abril 2022

Alex Pipkin, PhD

Há dois “mundos” por assim dizer. O mundo da política e o mundo dos negócios, da seara empresarial. É assim desde que o mundo é mundo.
Evidente que são duas realidades distintas, mas enormemente interdependentes.

O que talvez seja novidade é a forma e a proporção como atualmente os agentes estatais inibem e destroem a riqueza criada pelos indivíduos e pelas empresas.

Líderes empresariais, parece-me, são os verdadeiros heróis por lutarem e sobreviverem em um ambiente de negócios fechado, burocratizado e desfavorável em nível tributário e logístico, por exemplo.

Não me refiro aos “empresários” alinhados com as autoridades estatais a fim de manipularem no antigo e sempre “moderno” compadrio da terra verde-amarela e do imoral “rent-seeking”.

Lógico que no contexto empresarial às decisões são tomadas dentro da perspectiva custo-benefícios, só desta maneira é possível permanecer sadio nos mercados.

Mesmo com a volatilidade, a incerteza, a complexidade e a ambiguidade existentes nos ambientes competitivos, os riscos são mais previsíveis do que na esfera política. Basicamente, os “parceiros de negócios” são bem definidos e muito mais fiéis do que no tabuleiro do jogo e das apostas políticas.

Na política, objetivamente, é preciso estabelecer uma base de aliados dispostos a atuarem conjuntamente pelas mesmas pautas e, justamente por isso, as relações com tais partidários são mais “ramificadas” e complexas, agregando assim maiores riscos aos relacionamentos.

De maneira mais ampla, os agentes estatais lidam com um número maior de “consumidores”, e de elementos e variáveis desconhecidas.

Em circunstâncias cada vez mais competitivas, os profissionais nos mercados necessitam buscar e adquirir novas habilidades e competências para enfrentarem - e vencerem - os velhos e os novos desafios empresariais.

Empresas e empresários erram e/ou são suplantados por seus competidores, arcando com os prejuízos e procurando um reposicionamento nos mercados.

Na esfera política, são outras credenciais que ainda contam prioritariamente, e tanto às pessoas quanto as políticas podem ser incentivadas ou sabotadas por razões muito distantes da eficácia e do genuíno interesse público.

Claro que no meio empresarial há uma série de negociações e de manobras de negócios, mas essas tendem a ser focadas para o bem do empreendimento. Executivos operam diariamente diante das dificuldades, das incertezas e dos riscos atuais, e, apesar dos pesares, fazem seus negócios produzirem soluções que os clientes e os consumidores precisam e dão maior valor.

Ao mesmo tempo, na esfera política, passam longe as inquietações com questões de verdadeiro bem-estar social, de maior produtividade, de geração de emprego, de renda, de inovações e de criação legítima de riqueza para todos.

Num Congresso que se vê refém de uma Suprema Corte totalmente desmoralizada, por rasgar à Constituição a todo o momento, parlamentares aprovam um Fundo eleitoral imoral, obsceno, totalmente desligado do momento e dos reais anseios da sociedade. A pior Corte de todos os tempos, nitidamente política e tendenciosa, julga e protege seus camaradas, ceifa a sagrada liberdade individual, aciona decisões comprovadamente inconstitucionais - segundo especialistas -, e legisla por meio de um franco e bárbaro ativismo judicial.

Todos eles não arcam com as consequências de suas esdrúxulas decisões e somente estão preocupados em se manter no poder e/ou com as suas próprias reeleições.

Há muito pouco de produtivo pelas bandas de Brasília, pelo menos é o que se vê, se lê e se escuta, e a chances dessa engrenagem sem óleo e enferrujada ser transformada para melhor é próxima de zero.

Quase sempre que um resquício da mentalidade empresarial e/ou de pessoas bem-intencionadas é colocado por lá, os donos do poder e o “sistema” encontram um meio de jogá-lo para bem longe.

Trivialmente, porém, embora opere a irracionalidade racional (crenças) do eleitor, a única forma de tentar alterar esse fatídico “status quo” dá-se pelo voto.

Mesmo com o baixo nível cultural e o discernimento do brasileiro médio ofuscado pela “grande” mídia brasileira, já se vê fortes sinais de esgotamento da “inteligência” e da paciência popular.

Tomara que as bravatas, as falas e os acenos emocionais e impetuosos dos políticos, não sejam protagonistas para o voto dos cidadãos.
O voto consciente nos parlamentares é tão ou mais importante do que na própria presidência.

Pois a esperança continua sendo a última que morre.

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