• Sílvio Lopes
  • 14 Dezembro 2022

 

 

Sílvio Lopes, jornalista e economista

           Na Paris do começo do século XIX, com sua população superando ligeiramente cem mil almas, assolava a sociedade o número de ladrões que surgiam e prosperavam. Criavam-se formas de golpes e mutretas que despertaram a atenção de Honoré de Balzac, aos 25 anos, jovem editor de si mesmo e voraz escritor.

A fim de contribuir com os desarmados parisienses para fazer frente ao flagelo da ladroagem, lançou, então, e com oportunismo, o " Código dos Homens Honestos", ou, como sugeriu de subtítulo – A arte de não se deixar enganar pelos larápios". Pouco adiantou. O próprio Balzac reconheceu sua derrota, a ponto de declarar, com certo espanto e surpresa, que "os ladrões representam a parte mais inteligente da sociedade".

Assim como para os conterrâneos de Balzac, para nós, brasileiros, esse tipo de manual não tem utilidade alguma. Da mesma forma como as leis são até desnecessárias para o ente ético, e mostram-se inúteis para o ente corrupto, o mesmo se dá com nosso povo – a ser comprovada a expressão numérica da recente eleição presidencial.

Tal qual os parisienses do alvorecer do século XIX, nem estamos aí para o culto a certas virtudes como, por exemplo, honestidade e o caráter de nossos ungidos. Afrontamos as melhores das virtudes que para homens honestos (eles ainda existem) são como o ouro de Ofir, e sequer nutrimos o menor constrangimento ao entregar as riquezas de nosso país – e o destino de nossa nação, de nossas vidas e de gerações de almas – ao mais inepto e corrupto ser produzido nestas terras desde a era cabralina.

Como alertava, lá atrás, não muito distante, Norberto Bobbio, ou decidimos pela própria vontade fazer desta uma grande nação, ou então, pela decisão do voto, vamos transformar o Brasil num triste, vasto e desprezível albergue. A decisão é estritamente nossa.

*          O autor é jornalista, economista e, como ele mesmo diz, “patriota acima de tudo”.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 14 Dezembro 2022

 

LEI DAS ESTATAIS

Para quem ainda não sabe, ontem, 13, em votação relâmpago, a Câmara dos Deputados aprovou, por 314 votos favoráveis e somente 66 contrários, o Projeto de Lei que permite uma criminosa mudança da LEI DAS ESTATAIS. Os mais apressados entenderam, de imediato, que a mudança se deu para que o petista Aloisio Mercadante possa ser empossado como presidente do BNDES a partir de janeiro de 2023.

A VOLTA DA CORRUPÇÃO NAS ESTATAIS

 

Por partes, para que fique bem claro: 1- a primeira parte do texto que -flexibiliza- a LEI DAS ESTATAIS, aprovada na Câmara ( certamente também será aprovada no Senado por grande margem de votos favoráveis) tem como propósito a eliminação do obstáculo (quarentena, que era de 36 meses passa a ser de apenas 30 dias) que dificultava a indicação de políticos para cargos do alto escalão em EMPRESAS PÚBLICAS E AGÊNCIAS REGULADORAS. Isto, mais do que sabido, enseja a volta imediata da CORRUPÇÃO NAS ESTATAIS, que marcou época ao longo dos governos petistas com Lula e Dilma a frente.

AGRADECIMENTO -BEM REMUNERADO-

 

A segunda parte do trecho, para quem não percebeu, nada mais é do que um AGRADECIMENTO FORMAL -MUITO BEM REMUNERADO- pelo trabalho desempenhado pelos maiores meios de comunicação do Brasil, que tanto se esforçaram, nos últimos quatro anos, para coroar o LulaLadrão como presidente. A rigor, a MÍDIA ABUTRE começou a agir a partir do dia 15 de março de 2016, quando a LEI DAS ESTATAIS foi aprovada, ainda no governo Temer.

BUTIM FANTÁSTICO

 

Vejam que pela -nova- LEI DAS ESTATAIS, aumenta de 0,5% para 2% da RECEITA OPERACIONAL BRUTA DO EXERCÍCIO ANTERIOR O LIMITE DAS DESPESAS COM PUBLICIDADE E PATROCÍNIO DE EMPRESA PÚBLICA E DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. Que tal? Ou seja, através desta criminosa flexibilização, as empresas de comunicação, principalmente daquelas que mais se empenharam para a volta de LulaLadrão ao governo, vão receber o FANTÁSTICO BUTIM, como prova de gratidão e reconhecimento pelos serviços prestados.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 12 Dezembro 2022

Gilberto Simões Pires

AMIGOS DE FÉ

Desta vez, como se estivesse participando de uma corrida contra o tempo (perdido), o ex-condenado LulaLadrão, com o firme propósito de ATINGIR AS METAS anunciadas e/ou pretendidas, não deixou por menos: escolheu a dedo e cheio de confiança os -COMUNISTAS- mais capazes e especializados na ARTE DA DESTRUIÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL para ocupar os inúmeros ministérios que foram criados para atender seus AMIGOS DE FÉ, IRMÃOS CAMARADAS. 

DESPREZO PELA DEMOCRACIA

Ao contrário do que aconteceu em 2003, quando LulaLadrão surpreendeu os mais ingênuos usando o disfarce (falso) de presidente -PAZ E AMOR-, o novo mandato, que inicia (?) em 2023, já tem tudo e mais um pouco para ser marcado como um intenso período de muito DESPREZO PELA LIBERDADE, PELA LIVRE INICIATIVA, PELO ESTADO DE DIREITO e, resumindo tudo isso, PELA DECANTADA DEMOCRACIA. 

POSTE

No que diz respeito à ECONOMIA, ainda que nomes de -experts- na ARTE DE DESTRUIÇÃO já tenham deixado MARCAS INDELÉVEIS de grande incapacidade quando estiveram à frente do Ministério da Fazenda ou Economia, desta vez Lula foi muito além da conta. Na real, foi simplesmente audacioso ao anunciar o seu glorioso -POSTE-, Fernando Haddad, para chefiar a ECONOMIA DO BRASIL.

SELO DE QUALIDADE

A rigor, a escolha do POSTE para comandar o Ministério da Fazenda, deve ser visto como o SELO DE QUALIDADE no mais puro e autêntico sentido inverso do que determina o -CERTIFICADO ISO 9001-, norma de qualidade que foi criada pela Organização ISO, cuja sigla significa International Organization for Standardization. Como manda a Cartilha do Foro de São Paulo, Fernando Haddad será empossado com o propósito de impor um célere -DESMONTE- e/ou -DESTRUIÇÃO ECONÔMICA.

ENTRADA FRANCA

A DEMOLIÇÃO, para quem não sabe, será coroada com a PEC DA GASTANÇA e estará pronta para ser festejada, com ENTRADA FRANCA a partir de janeiro de 2023. Sejam todos, portanto, muito bem-vindos ao BRASIL COMUNISTA. Uhuuuu!

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  • Fernão Lara Mesquita, em O Vespeiro
  • 06 Dezembro 2022

 

Fernão Lara Mesquita

      Depois de tomar de 4 x 1 os jogadores da seleção coreana invadiram o vestiário do Brasil para homenagear os nossos jogadores.

Essa humildade, essa disposição de aprender com quem sabe que os brasileiros - que já "nascem sabendo tudo" - não têm, é que explica como a Coreia do Sul, que há apenas 80 anos atrás era um país politicamente selvagem - e portanto miserável - se dispôs a aprender com os americanos e, no espaço de apenas duas gerações, entrou na estrada que fez deles um dos países mais ricos e o pais mais bem educado do mundo, o que garante que vão voar cada vez mais alto.

Essa humildade, essa disposição de aprender - quem diria que os veríamos batendo essa bola! - é tudo que nos falta, especialmente a esse Brasil dessa falsa elite que sobe no tapetão e imediatamente passa a "se achar", para nos desatolarmos desse brejo em que chafurdamos eternamente.

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  • Dagoberto Lima Godoy
  • 06 Dezembro 2022

 

Dagoberto Lima Godoy 

         Empresários se dizem apreensivos com as perspectivas da economia, a serem sinalizadas pelo anúncio dos nomes a quem Lula pretende entregar a gestão da área. Pois muitos ainda se mostram otimistas, confiantes no “novo” Congresso, recém-eleito, para impedir desatinos.

Ora, a economia de mercado, tanto quanto a democracia, têm como alicerces o estado de direito, quer dizer, uma ordem constitucional estabelecida e respeitada. E é essa ordem, que vem sendo rompida por fatos de todos conhecidos, aquela que deveria ser reconduzida aos mandamentos da Constituição Federal.  

A não acontecer isso – seja por atos do Senado da República, que restabeleçam o equilíbrio entre os poderes, hoje rompido pelos desmandos do Judiciário, seja pela intervenção das Forças Armada, nos termos do artigo 142 – estará consolidada a nova ordem, de escancarado caráter absolutista.

O que impedirá, então, que o governo dito eleito -- de mãos dadas com um STF ativista político partidarizado -- implante no País as medidas revolucionárias amplamente anunciadas pelo próprio Lula ou explicitadas no programa do seu partido, o PT?

A lista é longa, num cerco às liberdades políticas, sociais e econômicas:

 - regulamentação do acesso e a utilização dos meios eletrônicos de comunicação;

- descontrole fiscal com flexibilização do teto de gastos e aumento das despesas públicas; mais ministérios, novas embaixada, quer dizer, mais gastos com funcionários e mordomias;  

- reestatização das empresas privatizadas, incluindo Petrobrás, portos etc.; e criação de novas estatais;

- uso das reservas internacionais para o financiamento dos gastos governamentais; revisão da reforma trabalhista, reempoderando os sindicatos, em detrimento dos interesses dos próprios trabalhadores;

- revisão inconsequente da reforma previdenciária;

- reforma tributária balizada por ônus maiores sobre o setor financeiro, criação de imposto sobre grandes fortunas e confisco de heranças;

- reforma nos currículos formadores das escolas militares;

- etc.

A par das novidades, a esperada retomada das práticas habituais, como

- a cooptação de congressistas e partidos políticos;

- retorno ao controle da mídia por meio das verbas de publicidade estatal;

- uso dos recursos dos bancos estatais – BB, CEF, BNDES – para alavancar empresas escolhidas e financiar obras públicas de outros países com governos ditatoriais;

- a politização do ensino fundamental com ideologias socialistas, de gêneros etc.;

- cofres públicos abertos para atividades artísticas e culturais simpáticas ao governo;

- tolerância licenciosa face a invasões de prédios públicos e propriedades privadas;

- desencarceramento, a começar (ou continuar) pelos réus de colarinho branco, como os que saquearam a Petrobrás.

De certo há quem pense que o "novo " Congresso, recém-eleito, vai proceder diferentemente do usual. Vale a esperança, mas é esperar muito de um poder que, ao longo do tempo, vem sendo facilmente capturável por compensações políticas e/ou subornos pecuniários.

Enfim, um cenário pragmático deve ter em mente o exemplo da Rússia, onde a ordem implantada após a queda do regime comunista, mesclando economia de mercado com corrupção, resultou na tomada das antigas estatais e do mercado em geral pelos empresários amigos do regime. Ainda mais que, no Brasil, temos o precedente público e notório do apaniguamento de empresas pelos governos petistas.

Sim, a apreensão quanto ao futuro da economia é mais que válida, mas o que se delineia no horizonte político e social do País é de apavorar os verdadeiros democratas.

*     Cidadão brasileiro.

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  • Dartagnan Zanela
  • 05 Dezembro 2022

 

Dartagnan Zanela

           Há mais ou menos 22 anos, Al Gore, então candidato Democrata à presidência dos Estados Unidos, havia perdido o pleito para o Republicano George W. Bush.

Fim de jogo? Não senhor. O jogo continuou, tendo em vista que Al Gore pediu a tal da recontagem dos votos das urnas do Estado da Flórida.

O candidato do Partido Democrata tentou, tentou, tentou, mas, ao final, não conseguiu provar o seu ponto.

Frente a essa reminiscência, pergunto: Al Gore estava agindo como um golpista? Ninguém na época disse isso e, imagino, ninguém pensou algo assim.

Ele estava promovendo ataques contra as instituições democráticas? Também não. Nenhuma palavrinha foi ventilada por ninguém nesse sentido.

Espere aí! Ele estava agindo feito um fascista para solapar o Estado Democrático de Direito e implantar uma ditadura? Não cara pálida. Nenhuma linha escrita na época apontou para essa direção.

E por que não? Simplesmente porque ele estava apenas questionando o resultado das eleições e, por isso, pediu a recontagem dos votos. Numa democracia, isso faz parte do jogo.

Ah! Antes que eu me esqueça: Al Gore não reconheceu a vitória do seu adversário e, detalhe: isso também faz parte do jogo.

Outra reminiscência: nos anos 70, durante a Ditadura Militar, o então deputado Ulysses Guimarães questionou, de forma corajosa, a legitimidade das eleições presidenciais, via colégio eleitoral. Para tanto, ele lançou-se como "Anticandidato". O magrelo não era fraco.

Ele não foi eleito, é verdade. Mas escancarou a palhaçada toda. Aí, fico pensando, cá com meus alfarrábios: os supremos, os politicamente limpinhos e cheios de amor, classificariam Ulysses Guimarães como fascista? Será que diriam o mesmo a respeito de Al Gore?

Não apenas isso: quem foi que inventou essa história de que questionar o resultado de uma eleição seria um atentado à democracia? Desde quando cobrar transparência e clareza num pleito eleitoral é sinal de ascensão totalitária?

Enfim, me diga o que você condena com palavras bonitinhas, que eu te direi o que a sua hiperbólica "defesa da democracia" de fato é.

*      Publicado originalmente em https://sites.google.com/view/zanela

 

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