Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

“O estado deve ser um servo. E não um mestre!”

Margaret Thatcher

"Todos querem viver à custa do Estado, mas esquecem que o Estado vive à custa de todos".

Frédéric Bastiat

"Justiça sem misericórdia é crueldade."

S. Tomás de Aquino

“No final de contas, o valor de um Estado é o valor dos indivíduos que o compõem.”

John Stuart Mill

"A Cultura é o mar onde navega ou se perde, bóia ou naufraga o barco da política partidária".

Olavo de Carvalho

"Os marxistas inteligentes são patifes. Os marxistas honestos são burros. E os inteligentes e honestos nunca são marxistas."

José Osvaldo de Meira Penna

"As pessoas não serão capazes de olhar para a posteridade, se não tiverem em consideração a experiência dos seus antepassados."

Edmond Burke

"Cuidado com o Estado. Ele é perigoso e anda armado.”

Roberto Campos

"⁠Como os comunistas perceberam desde o início, controlar a linguagem é controlar o pensamento - não o pensamento real, mas as possibilidades do pensamento."

Roger Scruton

"Um homem com convicção pode superar uma centena que tem apenas opiniões."

 

Winston Churchill

 

"O poder concentrado sempre foi o inimigo da liberdade."

Ronald Reagan

Artigos do Puggina

Percival Puggina

14/06/2026

 

Percival Puggina

           Quase 80% dos atuais eleitores brasileiros tinham menos de 18 anos em 1988 e não sabem, portanto, o que representava viver sob as condições nacionais daquela época. A moeda era o Cruzado, a inflação chegou a 980% e bateu em 2.000% no ano seguinte! Em pouco tempo, o Cruzado virou Cruzado Novo (1989-1990), foi substituído pelo Cruzeiro (1990-1993), que se converteu em Cruzeiro Real. A transição para Real aconteceria em 1º de julho de 1994. Cinco moedas em seis anos.

Quanto aqueles anos foram pedagógicos e favorecem a compreensão dos riscos envolvidos num desmonte institucional como o que está em curso no nosso país! E não refiro apenas aos ataques cotidianos à disciplina monetária, à responsabilidade fiscal e à liberdade dos cidadãos. Sob um governo que é um delivery de desgraças, incluo e sublinho o deslocamento do eixo do poder político para o topo do Judiciário, porque loucura política com sintomas iguais nunca houve antes.

São densas as camadas ideológicas que sustentam tantas leviandades e não foi por outro motivo que iniciei este texto mencionando 1988. No ano de nascimento da atual Constituição, o comunismo soviético já fizera todo estrago possível no Leste Europeu. A prosperidade do lado ocidental do Muro de Berlim embaraçava o esquerdismo infiltrado nas democracias liberais do lado de cá. Muito escrevi e falei sobre isso naqueles anos porque o PT nascera em 1980 e defendia muitas daquelas ideias e regimes. Foram elas que inspiraram a atuação dos petistas na Constituinte eleita em 1986.

Chegou-se, então, ao ano de 1989 e à queda do Muro de Berlim no dia 9 de novembro. O contraste entre a próspera liberdade ocidental e a cativa miséria do Oriente comunista era tal que os gritos do povo funcionaram como as trombetas de Josué sobre as muralhas de Jericó. As pedras do Muro foram, contudo, as primeiras cartas a cair. O que sobreveio é tão ou mais impressionante, como se verá a seguir.

Dois meses após a queda do Muro, ao longo de todo o glorioso ano de 1990, desabou o comunismo institucionalizado no Leste Europeu. Em 1º de janeiro, foi extinta a Securitate, temida polícia secreta romena. Em 24 de fevereiro, o Partido Comunista foi vencido nas eleições da Lituânia. Em 26 de fevereiro, com a Checoslováquia no auge da Revolução de Veludo, Gorbachev anunciou a retirada de suas tropas de ocupação. Em 11 de março, o Parlamento da URSS revogou artigo 6º da constituição, que assegurava o monopólio do poder ao Partido Comunista. Em 11 de março, o Conselho Supremo da Lituânia assinou o Ato de Restauração da Independência. Em 2 de maio, o dissidente Arpad Goncz foi eleito presidente da Hungria. Em 4 e 8 de maio, respectivamente, a Letônia e a Estônia se declararam independentes. Em 20 de maio a Romênia teve suas primeiras eleições democráticas desde 1937.  Em 29 de maio, derrotando o candidato do Partido Comunista, Boris Ieltsin foi eleito presidente da Federação Russa. Em junho, a Bulgária teve sua primeira eleição democrática. Em dezembro, a Polônia elegeu o sindicalista Lech Walesa presidente com 75% dos votos. No mesmo ano, a Albânia cedeu aos protestos estudantis e abriu-se ao pluralismo partidário. Dois meses antes, acontecera a reunificação da Alemanha.

O esquerdismo latino-americano entrou em pânico. Os acontecimentos libertadores ainda seguiam seu curso quando, entre os dias 1º e 4 de julho, 48 partidos e organizações de esquerda, em vários tons de vermelho, se reuniram em São Paulo. Haviam sido convocados pelo PT brasileiro e pelo PC Cubano. Por Lula e Fidel Castro. Era preciso salvar aqui o que estavam perdendo lá.

Passaram quase quatro décadas daquela reunião. Depois de semear miséria sem apresentar um único bom exemplo, o Foro de São Paulo é sombra do que já foi. Fidel e Chávez morreram. Cuba estertora. Maduro está preso. As revoluções partiram para o narcotráfico. Mas o Brasil, senhores, deu cinco mandatos ao radicalismo esquerdista do PT. E nosso país está em pandarecos. Se você é chefe de família, coroa, sênior, pai, tio, avô, cumpra sua missão orientadora entre os mais jovens.

*              Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

Percival Puggina

06/06/2026

 

Percival Puggina

         Na perspectiva da extrema esquerda que nos afeta, a decisão dá causa a intensa indignação: ianques estão querendo se meter com o CV e o PCC. Estão intervindo em nossa soberania... As duas organizações são coisa nossa (“Cosa nostra!”, diriam sicilianos de Palermo). É uma orientação política que só vamos encontrar lá onde a picada termina; para ir em frente, há que roçar muito mato.

Os Estados Unidos, no uso da autonomia deles, declararam, para efeitos internos deles, que as duas organizações, que também atuam criminosamente por lá, são terroristas. O esquerdismo brasileiro reage com orgulho, sacode o pó do “lábaro estrelado” verde e amarelo e proclama (melhor seria dizer que confessa): “Aqui, no Brasil, temos uma lei sobre organizações criminosas e ela não inclui terrorismo!”. Entende-se, na perspectiva da extrema esquerda, terrorismo político é algo romanticamente revolucionário e, portanto, objeto de necessária proteção. Nossa história foi marcada por um período em que tivemos quase mais organizações terroristas do que times de futebol. Parte da elite política hoje de cabelos brancos foi militante do MR-8, da Ação Libertadora Nacional, da VAR-Palmares, da VPR e de tantas outras organizações! E esse pessoal nutre reverência e sentimento nostálgico em relação a dois Carlos – o Marighella e o Lamarca.

Todo bom policial sabe, porém, que PCC e CV inspiram um sentimento de medo nas sociedades onde se enraízam. Quem leu algo sobre Ciência Política sabe que provocar medo é uma forma poderosa de controle social. Sabia-o Machiavel quando afirmou ser mais confiável ao Príncipe inspirar medo do que suscitar amor. Thomas Hobbes sabia quanto o medo leva os homens a entregar sua liberdade ao Estado. Michel Foucault sabia quanto o pavor causado pelos malfeitores serve ao Estado para a expansão de seus mecanismos de opressão. Mundo afora, eram graduados nessas especialidades líderes que nosso esquerdismo inclui nas suas venerações: Lênin, Stalin, Mao, Pol Pot, Kim Il-sung, Fidel, Guevara.

Não surpreende, pois, que os mesmos figurões da política que denominaram terroristas os desorganizados manifestantes da praça deserta no dia 8 de janeiro se recusem a enquadrar como terroristas as duas principais organizações criminosas do país. Como papagaios de pirata dos fatos, fazem o mesmo teatro os jornalistas adestrados que gastaram papel e tinta repetindo esse discurso diante de idosas senhoras e suas Bíblias. Uns e outros assim procedem, confiantes na ignorância dos leitores e eleitores que não percebem o abismo instalado entre o discurso e a vida de quem fala, nem a distância que tantas vezes separa a racionalidade das motivações individuais.

Como em tantas outras ocasiões, é irônico observar, mais uma vez, o mesmo fenômeno. Tudo que possa garantir mais segurança à população ganha oposição imediata e cega do governo, de seus aliados nos demais poderes da República e, claro, no mundo do crime.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

Percival Puggina

31/05/2026

 

 

Percival Puggina

              Diante dos bilhões que as instituições da República passariam a disponibilizar a seus protegidos nos anos seguintes, os números do mensalão (Ação Penal 470) parecem contabilidade de quermesse escolar. Naquele caso, para garantir maioria ao primeiro governo Lula, R$ 104 milhões de reais saídos da publicidade oficial haviam sido fracionados, ao longo de dois anos, como mesadas para parlamentares, à base de R$ 30 mil por cabeça... Banqueiros, publicitários, lideranças políticas e congressistas da envergadura de José Dirceu, José Genoino, Roberto Jefferson, Valdemar Costa Neto, Pedro Correa, João Paulo Cunha (ex-presidente da Câmara dos Deputados), após 53 sessões de julgamento, foram para trás das grades. Por poucas semanas, é verdade, mas foram. O Banco Rural, que operava o esquema, teve dirigentes também presos e foi liquidado pelo Banco Central.

A ideia, porém, nunca foi essa. E continua não sendo essa. As coisas no Brasil não funcionam assim, como se sabe. Por isso, o 27 de fevereiro de 2014 foi o pior dia de Joaquim Barbosa como ministro do STF e como relator da AP 470. Naquela sessão plenária, embargos infringentes apresentados pelos advogados dos réus obtiveram apoio da maioria formada com o ingresso dos novos ministros Teori Zavascki (2012) e Roberto Barroso (2013). Foram excluídas as condenações pelo crime de formação de quadrilha, reduzidas as penas e afastado o cumprimento em regime fechado...

No final daquela sessão, o relator profetizou:

“Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que esse é apenas o primeiro passo. É uma maioria de circunstância que tem todo o tempo a seu favor para continuar sua sanha reformadora". Depois, acrescentou: "Essa é uma tarde triste para este Supremo Tribunal Federal. Com argumentos pífios, foi reformada, foi jogada por terra, extirpada do mundo jurídico uma decisão plenária sólida, extremamente bem fundamentada, que foi aquela tomada por este plenário no segundo semestre de 2012”.

A esquerda adota uma política de "cancelamento" da divergência em todo o Ocidente, numa extensão que vai do Parlamento Europeu até as salas de aula aí onde você vive. Essa prática recebe, internacionalmente, o nome de "cordão sanitário". Isolado pelos colegas, três meses depois, Barbosa deixou o Supremo.

Nos dias que correm, o ministro Mendonça já vive isolamento semelhante. Nunes Marques, no TSE, vai pelo mesmo caminho. Os desconfortos se agravarão caso a eleição dos novos senadores no pleito de outubro não conceda sólida maioria à atual oposição. O futuro Senado deve promover uma reforma institucional, colocar cada poder no seu quadrado, restaurar o Estado de Direito e restituir aos brasileiros a liberdade que lhes tomam as canetadas brasilienses.

Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

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LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

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