• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 29 Agosto 2025

Gilberto Simões Pires         

SINO DA DITADURA

As fortes badaladas do SINO DA DITADURA BRASILEIRA, conduzida pela -JUNTA GOVERNAMENTAL- composta pelo presidente LULA, pela maioria dos ministros do STF e pelos irrelevantes presidentes da Câmara e do Senado, dão por encerrado o mês de agosto com a PROMESSA, ou CERTEZA, de que nos próximos quatro meses que restam para o fechamento de 2025 a -TIRANIA- será ainda mais implacável com aqueles que insistem com a volta da DEMOCRACIA.   

LEI MAGNITSKY E TARIFAÇO

Antes de tudo há que se admitir que o que menos faltou neste incrível mês foi EMOÇÃO. Ainda que Donald Trump tenha SANCIONADO o ministro Alexandre de Moraes com a LEI MAGNITSKY no dia 30 de JULHO, o FATO é que a REPERCUSSÃO, assim como o ESPERNEIO DO MINISTRO E SEUS APOIADORES, aconteceu pra valer ao longo do mês de AGOSTO. Além disso, VALE LEMBRAR, o SOBERANO -TARIFAÇO- imposto aos produtos e serviços que o Brasil exporta para os EUA, entrou em vigor no dia 6 DE AGOSTO, deixando milhares de empresários exportadores em MODO -DESESPERO-. 

TANTAS EMOÇÕES...

Como se já não bastasse TANTAS EMOÇÕES, na terça-feira, 26, a COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA -que PROMETE INVESTIGAR as FRAUDES DO INSS-, deu início aos trabalhos. Ontem, quinta-feira, 28, a POLÍCIA FEDERAL e a Receita Federal entraram em cena para DEFLAGAR DUAS INUSITADAS OPERAÇÕES VOLTADAS AO COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, mais precisamente o PCC. 

QUASAR E TANK

1- OPERAÇÃO -QUASAR- que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. A investigação identificou um esquema sofisticado que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.

2- OPERAÇÃO -TANK-, visando o desmantelamento de uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado do Paraná. O grupo criminoso atuava desde 2019 e é suspeito de ter lavado pelo menos R$ 600 milhões, movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede composta por centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.

DÚVIDA CRUCIAL

Por mais importantes que sejam as EMOÇÕES vividas (até agora, faltando poucas horas para o encerramento do mês de AGOSTO), a grande e crucial dúvida que, infelizmente, paira na cabeça dos brasileiros dotados de discernimento é a seguinte:

1- o STF vai validar tudo aquilo que a CPMI DA FRAUDE DO INSS promete desnudar?

2- o PCC, que Lula garante não ser uma ORGANIZAÇÃO TERRORISTA e/ou CRIMINOSA, vai aceitar tudo aquilo que as DUAS OPERAÇÕES DEFLAGRADAS PELA POLÍCIA FEDERAL E PELA RECEITA FEDERAL devem revelar? 

Confesso que tenho muita dificuldade para acreditar que algo de bom vai acontecer...   

Continue lendo
  • Dartagnan da Silva Zanela
  • 29 Agosto 2025

 

Dartagnan da Silva Zanela

                      Muita coisa já foi escrita a respeito da importância da leitura para uma vida bem vivida e, algo me diz, muito ainda será escrito sobre este assunto candente, porque, como todos nós sabemos — e fingimos não saber —, ler e escrever não são habilidades inatas. Muito pelo contrário, elas são aprendidas a duras penas, e quem diz o contrário ou está enganado ou mentindo de forma canhestra.

Por isso, não é à toa nem por acaso que a grande maioria das pessoas que aprende a ler e escrever utiliza essas preciosas habilidades apenas em situações profissionais, onde elas são indispensáveis, ou em circunstâncias de pouca valia, como um bate-boca em um grupo de WhatsApp ou em uma rede social qualquer. Fora disso, a leitura, juntamente com a escrita, é desdenhada de forma soberba.

Ora, não são poucas as pessoas, detentoras de um canudo que atesta sua passagem pelos bancos do ensino superior, que enchem a boca para dizer que nunca leram um livro de fio a pavio (acreditem, existe muita gente desse naipe).

Aliás, pelo tom condescendente das vozes que afirmam isso, dá-se a impressão de que, no "entendimento" delas, ler um livro é algo infantil, restrito a uma reles e passageira obrigação escolar. Talvez o único momento que tais figuras realmente tiveram contato com um livro e com uma biblioteca foi em uma instituição de ensino e, só de lembrar, sentem gélidos calafrios descendo pela espinha.

E vejam só como a banda toca: são justamente essas figuras, figurinhas e figuraças que adoram dizer que é um absurdo o estado em que nosso sistema educacional se encontra, que é o fim da rosca vermos nossas crianças e adolescentes aferrados a telas de celulares e televisões, desdenhando a prática da leitura, os estudos e blá-blá-blá e, ao fazerem isso, não percebem, nem de longe, que um dos responsáveis por esse quadro são elas mesmas.

A verdade patente que todos nós preferimos varrer para debaixo do tapete é que toda educação começa com o bom exemplo de vida que os infantes testemunham diariamente. Dito de outro modo: sermões e palestras entram por um ouvido e saem pelo outro, enquanto os exemplos, sem dizer muita coisa, arrastam, porque significam tudo.

Esse é o ponto de partida, esse é o problema central que, se não for assumido e resolvido por cada um de nós, nos forçará a continuar sendo esse trem fuçado que somos.

*           O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "A QUADRATURA DO CÍRCULO VICIOSO", entre outros livros.

Continue lendo
  • Alex Pipkin, PhD
  • 28 Agosto 2025


Alex Pipkin, PhD 

                   Hoje, ao ver a foto, achei que se tratava de montagem: o presidente descondenado, sorridente, de boné azul — e não vermelho, como se ironicamente tentasse confundir até o senso comum — distribuindo o adereço aos ministros, todos uniformizados como claque de auditório. Bordado na aba, com nosso dinheiro, dinheiro público, a epifania de botequim: “O Brasil é dos brasileiros”. Mas era fato. Na reunião ministerial de 26 de agosto de 2025, Brasília ofereceu mais um espetáculo de circo político. Hoje, as fotos confirmaram o inusitado; a pátria caberia numa aba de boné, azul-marinho, financiada pelos contribuintes.

O boné sintetiza o lulopetismo. Um gesto barato, frase de efeito, aparência de grandeza, resultado de desastre. Populismo é isso mesmo! Parece virtude, mas, à luz da razão e da ciência econômica, só produz atraso. O Brasil já conhece a receita: estatais inchadas, campeãs nacionais do BNDES que não competem, estaleiros em Rio Grande convertidos em ruínas. O preço é sempre o mesmo, isto é, gerações hipotecadas, a ilusão de soberania costurada com dinheiro público.

Enquanto isso, Trump aplica seu tarifaço, não como medida meramente econômica, mas como instrumento político e geopolítico: pressiona regimes autoritários, combate censura e perseguição política, exige respeito às liberdades individuais. O lulopetismo responde com… um boné. Enquanto uns jogam xadrez estratégico, outros bordam slogans, distribuem adereços, encenam patriotas de boutique. Esdrúxulo!

A soberania proclamada pelo boné? É a mesma que leva o presidente a Buenos Aires para defender Cristina Kirchner, corrupta comprovada, ou a apoiar ditadores e terroristas assassinos. É a mesma soberania que alinha o Brasil a regimes de censura e autoritarismo, enquanto persegue opositores com a ajuda da Suprema Pequena Corte. Vestem o boné por dentro; cortejam tiranos por fora.

O gesto resume o lulopetismo em um símbolo, aparentando cuidar do país, mas servindo apenas ao projeto de poder. O Brasil é dos brasileiros, dizem eles, enquanto cabides de emprego, corrupção e clientelismo devoram os recursos que deveriam pertencer à nação. O boné não é soberania, é caricatura.

É nessa caricatura que se revela a lição mais amarga: políticas nacional-desenvolvimentistas sempre fracassaram, independentemente da sigla. Fechamento de mercados, subsídios, reservas de mercado; cada episódio termina em ruína. O que muda é o adereço. Nos anos 80, computadores nacionais; hoje, bonés bordados com slogans, financiados com dinheiro público.

O Brasil, afinal, é dos brasileiros — mas apenas até caber no bolso de quem manipula o espetáculo. O resto é o rastro do populismo que insiste em se reinventar, agora em azul-marinho, sorridente, circulando nas redes sociais, como se um pedaço de tecido pudesse substituir pensamento, estratégia e liberdade. Rotundo populismo barato; horror.

Continue lendo
  • Stephen Kanitz, em Blog do Kanitz
  • 24 Agosto 2025

 

Stephen Kanitz

 

O que é ser de direita?

Pergunte a um jovem brasileiro e ele provavelmente não saberá responder.

Muitos acreditam que “ser de direita” significa apenas preocupar-se com dinheiro, enriquecer a qualquer custo, desprezar os outros e proteger a própria fortuna.

Mesmo entre jovens que se identificam com a direita, quase ninguém conhece os valores históricos que a sustentaram por mais de dois mil anos: cooperação humana, preocupação com a ética, lisura, reputação pessoal e o dever de deixar um legado às próximas gerações.

O problema é que a direita brasileira abandonou seu papel de defensora desses valores para se transformar em uma força quase exclusivamente de ataque à esquerda.

Por isso o resultado foi a polarização que paralisa o país até hoje.

É verdade que foi a esquerda que iniciou o embate com slogans violentos: “morte à burguesia”, “enforcar os capitalistas com a corda que eles mesmos fabricaram”, ou ataques à família, à poupança pessoal, à relação paciente-médico, e assim por diante.

Os nossos intelectuais da direita quase todos influentes no combate ao socialismo e ao progressismo dentro da Igreja.

Foi assim que a direita abandonou seu patrimônio mais valioso: o discurso da conduta humana, do não mentir, não roubar, não abandonar a família, não ser um peso na velhice, e centenas de outros princípios que organizam sociedades prósperas e coesas.

Hoje vivemos no pior dos dois mundos:

1. Uma esquerda em pânico, sem razão, que superestima a força da direita.

2. E uma direita sem voz própria, incapaz de divulgar seus verdadeiros valores e mostrar os benefícios concretos de vivê-los: prosperidade pessoal, estabilidade familiar e cooperação social entre ricos e pobres.

Em suma, a direita só terá futuro quando recuperar seu discurso afirmativo, lembrando aos brasileiros que valores conservadores não são meras tradições antiquadas, mas regras práticas já testadas de convivência, cooperação e prosperidade.

*              Reproduzido do excelente Blog o Kanitz em  https://blog.kanitz.com.br/o-erro-fatal-da-direita/?

Continue lendo
  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 22 Agosto 2025

Gilberto Simões Pires         

DÚVIDA - SENTIMENTO COMUM

Mais do que sabido, a DÚVIDA é um SENTIMENTO COMUM que surge quando nos deparamos com uma situação em que as informações são insuficientes para uma correta formação de opinião. Como tal se caracteriza pela INCERTEZA ou FALTA DE CONHECIMENTO SOBRE QUALQUER COISA. 

CERTEZA - CONVICÇÃO

A CERTEZA, por sua vez, é o CONHECIMENTO CLARO E SEGURO DE ALGO. Ou seja, é um ESTADO DE ESPÍRITO QUE INFUNDE CONFIANÇA E CONVICÇÃO NA VERDADE DE ALGO. É, enfim, acreditar que algo é a verdade baseada em FATOS.

CONVICTOS DE 2022

Com base nesses importantes conceitos, é sempre oportuno lembrar, por exemplo, que, em julho de 2022, vários líderes empresariais do país, sob o comando da ESFERA, organização que hoje reúne entre seus quase 50 associados grandes empresas, como BRADESCO, BTG Pactual, XP Investimentos, COSAN, MRV Engenharia, MULTIPLAN, HAPVIDA, MERCADO BTCOIN, etc...vieram à público, cheios de CONVICÇÃO, para AFIRMAR, e INFLUENCIAR, que eleger LULA seria muito melhor para o Brasil do que eleger BOLSONARO.

CERTEZA TOTAL

Se algum desses empresários tivesse alguma DÚVIDA, certamente não teria assinado o estúpido documento e muito menos teria declarado voto a um ex-condenado que lidera um partido político declaradamente COMUNISTA e como tal sempre disposto a mudar o regime político do país, onde a DEMOCRACIA dá lugar ao AUTORITARISMO.  

CERTEZA DO IMPOSSÍVEL

Ontem, não por acaso, tão logo o ministro-comunista do STF, Flávio Dino, achou por bem limitar  a aplicação de leis estrangeiras no país, as ações de bancos brasileiros -cujos líderes apoiaram a candidatura de LULA, simplesmente afundaram. E poucos minutos de pregão a perda atingiu a marca negativa de R$ 41,9 bilhões em valor de mercado. Que tal? De novo: tudo baseado na CERTEZA DO IMPOSSÍVEL. 

UMA ÚNICA CERTEZA

Pois, aqui ente nós e o mundo, a ÚNICA CERTEZA QUE PAIRA SOBRE O NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL É QUE O POVO SERÁ MUITO PENALIZADO pela forma CRIMINOSA COMO VEM SENDO ADMINISTRADO. DISSO NINGUÉM MAIS TEM DÚVIDA. NEM MESMO OS MAUS E EQUIVOCADOS EMPRESÁRIOS....

Continue lendo
  • Alex Pipkin, PhD
  • 22 Agosto 2025


Alex Pipkin, PhD 

              Nunca tivemos tanto e fomos tão incapazes de ser. A modernidade nos deu conforto, tecnologia e abundância, mas arrancou-nos a virtude e a razão. Cada avanço material parece acompanhado de uma regressão ética: aquilo que deveria elevar a alma tornou-nos frágeis, autocentrados e complacentes. O conforto substituiu o dever, o prazer confundiu-se com sentido, e o que outrora era sagrado tornou-se supérfluo. A ausência de moralidade não é detalhe; é o terreno em que germinam o caos, a fragmentação social e a erosão do bem comum.

O sintoma mais evidente dessa decadência é a supremacia das emoções sobre a razão. Hoje, sentir basta para legitimar qualquer ato, qualquer fantasia, qualquer devaneio. O sentimentalismo tóxico alimenta ideologias utópicas e a cultura Woke, que prometem paraísos imediatos sem esforço, mérito ou responsabilidade. “Você pode ser quem quiser” não significa preparo ou aperfeiçoamento; significa autoafirmação instantânea, reconhecimento imediato e vitimização elevada à condição de virtude. O indivíduo não constrói caráter; reivindica privilégios simbólicos e emocionais.

Essa abdicação moral não se limita ao indivíduo. Sob o pretexto de ideologias, muitos se autolocupletam, buscando interesses próprios ou de grupos à custa do bem comum. O que deveria ser guiado pela virtude coletiva se transformou em disputa por privilégios, reconhecimento emocional e poder simbólico. A sociedade fragmentou-se em tribos de ressentimento, cada qual regida por emoções, não por princípios universais.

Sócrates, o maior filósofo moral, advertiu que “a vida sem exame não merece ser vivida”. Foi condenado à morte por se recusar a submeter a verdade às conveniências do momento. Morreu em nome da razão, da virtude e de princípios que transcendem interesses individuais ou coletivos. Hoje, sacrificamos a moral em nome do conforto, da ilusão e de ganhos efêmeros, esquecendo que a virtude é pré-requisito da vida coletiva e da dignidade humana.

Talvez seja hora de reencontrar aquilo que transcende interesses imediatos: o vínculo com o sagrado. Não necessariamente a religião formal, mas a reverência pelo que é eterno, imutável e superior à conveniência humana. Só a reconexão com essa dimensão pode oferecer resistência à incivilização e à corrosão da moral. Sócrates morreu pela virtude; nós precisamos viver por ela, cultivando disciplina, responsabilidade e propósito, individual e coletivo. Assim, não apenas sobreviveremos, mas resgataremos a grandeza que nos falta, e a vida, enfim, terá verdadeiro sentido.

Continue lendo