Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

"Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras."

Padre Antônio Vieira

"Sem controle de um poder por outro poder, sem a liberdade de crítica, não pode haver justiça, nem é possível evitar corrupção."

José Osvaldo de Meira Penna

"O melhor programa econômico do governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem."

Irineu Evangelista de Souza (Barão de Mauá)

"As pessoas não serão capazes de olhar para a posteridade, se não tiverem em consideração a experiência dos seus antepassados."

Edmond Burke

"Pois é assim que o suicídio de uma nação se inicia: quando o sentimentalismo prevalece sobre a razão."

Roger Scruton

"Quanto mais longe você conseguir olhar para trás, mais longe você verá para frente."

 

Winston Churchill

 

"A economia não trata de coisas ou de objetos materiais tangíveis; trata de homens, de suas apreciações e das ações que daí derivam."

 

Ludwig Von Mises

 

"Tenho notado que todas as pessoas que se dizem a favor do aborto já nasceram."

Ronald Reagan

 

"A liberdade não é somente um direito que se reclama para si próprio: Ela é também um dever que se assume em relação aos outros."

S. João Paulo II

“Porque todo o homem é um bípede, cinquenta homens não constituem um centípede.”

Gilbert Keith Chesterton


Artigos do Puggina

Percival Puggina

28/06/2022

 

Percival Puggina

 

         Ano 2022. No Brasil, dois dos três poderes de Estado causam danos irreparáveis à segurança da sociedade contando com apoio da mídia militante – antiarma e antipolícia – e de um magote de teóricos marxistas das ciências humanas. Entre estes, contam-se articulados sabichões das carreiras jurídicas, filósofos, psicólogos, sociólogos, antropólogos palpiteiros em segurança pública e comunicadores sociais. Juntos dão suporte de silêncio ou apoio explícito ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional.

Há um preceito na Constituição segundo o qual “todos são iguais perante a lei”. Não ria, leitor! Não ria. Não faça troça. Que os debochados sejam apenas eles. Afinal, o preceito está no livrinho, no artigo 7º, acrescentando zelosamente que “[todos] sem distinção têm direito a igual proteção da lei”. Qualquer concurseiro sabe disso.

Se as instituições da República não dão bola para o preceito, aí estamos falando da vida fora das bolhas e da sociedade ao relento de qualquer proteção. Procurei no Google por “morre durante assalto”. Encontrei 36 mil referências. São policiais, padeiros, vigilantes, secretárias, professoras, “gente comum” cuja morte não chama a atenção, não é percebida na bolha dos poderosos. O registro da página policial sequer é lido nos festivos  salões da cobertura do prédio da república. Nenhuma ONG pia ou chia.  Manchete alguma noticia. Se for realmente cidadão comum, se não pertencer a qualquer minoria, nenhum partido intervém e nenhum ministro do STF se manifesta ou dá prazo.

A insegurança em que vivemos foi planejada e semeada, antes de ser colhida. A nata dos noticiários não faz mais do que recobrir dos olhos da multidão a realidade cotidiana de milhões de brasileiros. Suas principais vítimas são os policiais e a classe média, tão odiada pela esquerda em virtude de sua resistência à conhecida “revolução” dos progressistas. Revolução das mãos grandes e dedos ágeis.

Noutra ponta do sistema, temos um Congresso avesso à lei penal por constrangedoras razões individuais e coletivas. Lá estão os que precisam de seus mandatos para ficar sob resguardo do foro privilegiado, preservando os respectivos inquéritos e processos penais no confortável cativeiro das prateleiras do Supremo. No Congresso estão, também, os solidários com os colegas e companheiros em dificuldades com a lei. Lá estão os financiados por empresários de boa fortuna e má fama. Lá estão os muitos que dependem da benevolência de um partido malevolente para custeio de sua reeleição.

Você é capaz de imaginar quantos criminosos, em todo país, exercem influência sobre congressistas e quantos destes estão sob tais influências?  Por isso, a prisão após condenação em 2ª instância foi derrubada no STF para viabilizar a candidatura de Lula. Ao menos até prova em contrário, por uma infinidade de razões análogas, o Congresso não vota PEC nesse sentido.

Para flagelo nacional, por aí se difunde o “não dá nada” e a impunidade transforma o crime no mais próspero negócio do país. Em outubro, não se omita. Os corruptos querem voltar.

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

25/06/2022

 

Percival Puggina

 

“Eu gostaria muito de ter o direito de votar em alguém que corresponda à imagem que faço de um presidente”. (Opinião muito “fofa”, lida e ouvida por aí)

         Sinto muito, senhor, mas seu catálogo de príncipes perfeitos não está disponível.  O que a casa tem a oferecer está na mesa dos fatos. Aliás, saiba que o senhor não está só, infelizmente. O presidencialismo e semipresidencialismo têm produzido esse quadro ao longo das décadas mundo afora. Nos Estados Unidos, a eleição presidencial (onde os eleitores que decidem são os do colégio eleitoral) terminou com uma diferença de seis milhões de votos entre Biden e Trump. A abstenção chegou a 64 milhões!

Na Argentina, os ausentes, os nulos, os brancos, os aborrecidos e amuados somaram oito milhões de eleitores. Como resultado, o destruidor geral da nação Alberto Fernández venceu Macri por dois milhões de votos. No Chile, o comunista Gabriel Boric venceu a eleição por uma diferença de 6% sobre José Antônio Kast, com uma abstenção de 45%! No Peru, ausentaram-se oito milhões de eleitores e a esquerda venceu a eleição por 40 mil votos. Na Colômbia, 43% do eleitorado ficou no sofá e o guerrilheiro comunista Gustavo Petros, que vai dirigir o país, venceu o pleito por uma diferença de 3%.

A omissão não ensina, não protesta e nada muda. Não tira o omisso da lista de pagadores da conta. Subscreve, referenda e aceita, silenciosamente, o que outros decidiram. Na verdade, preserva ao omisso seu direito ao sofá de onde talvez nunca tenha saído.  

Enquanto esse eleitor acalenta seu aborrecimento, todo o ativismo midiático, judicial, funcional, educacional, cultural, corrupto e do crime organizado se articula em torno do candidato que quer retornar à cena do crime.

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

24/06/2022

 

Percival Puggina

        

         Poucas coisas tão postiças quanto a sabedoria dos intelectos vaidosos. E poucos tão infelizes quanto os que pretendem fruir o poder com esse canudinho, no próprio copo, como refresco.

A vaidade corriqueira das celebridades fugazes que causa frenesis em auditórios de pouco juízo e a decorrente dos atributos físicos são menos maléficas que a dos enfatuados pelo próprio intelecto. Para estes, todo espelho é mágico e lhes atira beijos. Lambem seus títulos. Devoram as próprias palavras após pronunciá-las para que nada se perca de seu sabor. E vão engordando de lipídios um orgulho autógeno, encorpado pelas lisonjas alheias e pelas que generosamente dedicam a si mesmos. 

De quem falo? Bem, pessoas assim estão por toda parte. Não posso dizer que formam um exército numeroso porque não há exército composto apenas por generais de quatro estrelas. Andam dispersos, portanto. Mas se há um lugar onde, por dever de ofício, se reúnem expoentes de tal conduta, esse lugar é o STF. Chega a ser divertido assisti-los desde a perspectiva pela qual eles mesmos se veem. Aferi-los pela infinita régua com que se medem. Apreciar o esforço que fazem para ostentar sabedoria. As frases lhes saem lustradas, polidas como corneta de desfile. Não que isso seja mau em si, mas chama atenção como parte da grande encenação das vaidades presentes. Imagino que por vezes se saúdem assim: "E sua vaidade como vai, excelência?". Ao que o outro retruca, cortesmente: "Bem, bem, recuperando-se do que li ontem no Twitter, mas as perspectivas são boas, obrigado ministro".  

Nada mais próprio do que a palavra "corte" para designar aquele colegiado (cuja institucionalizada importância – esclareço porque não quero ser mal entendido – ergue-se a despeito dessas fragilidades humanas). É uma corte. É uma corte onde todos exercem, sobre o Direito a que estamos submetidos, uma soberania irrestrita, que flutua em rapapés e infla os egos à beira do ponto de ruptura.

Ali, cada um que fala se percebe como o Verbo. As palavras saem numa espécie de sopro divino, criador, forma verbal das cintilações de astro rei. Ante tal brilho só se chega usando óculos escuros e protetor solar.    

Os membros de nossa Suprema Corte talvez se bastem com a própria vaidade. Mas a vaidade ou a fruição do poder como refresco sorvido nesse canudinho não são suficientes para os fins que pretendem. Há uma distinção que já era bem conhecida dos romanos. O poder (“potestas”) não se confunde com autoridade (“auctoritas”) aquele se pode dizer inerente ao cargo, esta porém depende de atributos com reconhecimento social, entre os quais não se inclui a vaidade.

Foi-lhes dado, senhores, o poder para decidir o que bem entendam, mas há uma Constituição. Decidam, mas instituir uma “religião” e verdades estatizadas como ferramenta do poder não gera autoridade reconhecida entre cidadãos livres.

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

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Sílvio Munhoz

27/06/2022

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Adriano Marreiros

23/06/2022

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

Quem será vice de Bolsonaro?

Percival Puggina

26/06/2022

Percival Puggina

 

                  A tensão emocional entre prefeitos, governadores, presidentes e seus vices é clássica e farta em evidências históricas. Nos casos extremos, eles rompem relações e o vice conspira contra o titular; nos casos moderados, o vice acaba alijado. Muitas vezes, por não ser objeto de voto nominal, o vice é eleitoralmente desconsiderado.

Creio ser por isso que Bolsonaro ainda não informou quem será seu vice, embora muitos saibam que sua preferência vai para o general Braga Neto, habilitado à participar da eleição após exonerar-se do cargo de ministro da Defesa. No entanto, como bem registra a Gazeta de Povo, a deputada Tereza Cristina tem a preferência da base político-partidária do governo.

Bolsonaro talvez esteja dividido. Braga Neto tem sua estrita confiança, mas pouco agrega politicamente à chapa. Provavelmente nem em Minas Gerais, seu estado natal, o nome do general atraia votos significativos para o presidente.  Tereza Cristina, por sua vez, agrega um perfil feminino e político à chapa presidencial. Também é competente e habilidosa, o que lhe viabilizou a proeza de ser ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Dilma (2011-2014) e de Bolsonaro (2019-2022). É uma unanimidade no Agro nacional.

O momento eleitoral aponta para a conveniência de uma composição que gere ganho político e Bolsonaro tem, na deputada por Mato Grosso do Sul, uma boa solução ao alcance da mão. Ademais, uma segunda chapa militar pura pode fornecer discurso à oposição.   

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Vivendo e aprendendo

Percival Puggina

25/06/2022

Percival Puggina

 

Quase meio século depois, revertida decisão de 1973, os Estados norte-americanos podem votar leis restritivas ao “direito” de abortar. Espera-se que pelo menos 24 Estados adotem legislação nesse sentido.

Já em 1973 a questão dividia a opinião pública. De lá para cá, num verdadeiro genocídio, a cada ano, mais de um milhão de fetos foram dispensados como lixo humano nos EUA.

Enquanto isso, aqui no Brasil, uma menina de 11 anos abortou um bebê de 24 semanas, apesar de determinação em contrário da juíza do caso, com base no precipitado atendimento de uma recomendação do Ministério Público Federal.

Aqui como lá, a mídia tutora da opinião pública  defende o aborto e reprova a juíza brasileira e os justices da Suprema Corte. Aqui como lá, os defensores do aborto confundem motivos pessoais com razões da razão sem perceber que motivos pessoais podem ser atenuantes ou agravantes de um homicídio, mas não são autorizações para matar. Nem criam para o Estado a obrigação de cometer o ato criminoso conveniente aos motivos da mãe.

Grupos humanos, em condições selvagens e primitivas de vida, têm o hábito cultural de matar seus bebês do sexo feminino ou portadores de anomalias. Veem essas condições como motivos para matar bebês, mas parece difícil encontrar em ambiente civilizado quem se disponha a “militar” em favor da preservação desse “direito”.

Vivendo e aprendendo”, afirma antigo chavão. Vivendo, a gente aprende o quanto o interesse próprio é determinante de “argumentos” que não se sustentam perante princípios como o do direito à vida, ou à liberdade, ou à propriedade, que sequer seriam contestados em ausência do interesse próprio...

O presidente Biden qualificou a decisão da Suprema Corte como “erro terrível”, o que, por consequência, transforma um amontoado de fetos humanos, depositados em lata de descarte hospitalar, num esplêndido acerto.

Olhe um berçário de maternidade e uma lata dessas e me diga onde há algo muito errado. 

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Eleições democráticas x eleições brasileiras – 2

Fernão Lara Mesquita, em O Vespeiro

24/06/2022

 

Fernão Lara Mesquita, em O Vespeiro

 

O Brasil discute apaixonadamente a insegurança das urnas e tem boas razões para isso. Ninguém recheia pacientemente um supremo tribunal com militantes, anula irreversivelmente as três instâncias do Poder Judiciário abaixo dele resgatando um criminoso condenado para enfia-lo diretamente na eleição e mata a pau o Poder Legislativo inteiro ao derrubar três votações democráticas maciças dos representantes eleitos do povo mandando imprimir um comprovante do voto alegando razões futeis porque esteja bem intencionado. Tirar da eleição o caráter de argumento indiscutível da pacificação nacional que a transparência da contagem dos votos lhe confere em todas as democracias do mundo certamente não vale os caraminguás que se quer "economizar" negando ao eleitorado brasileiro um comprovante do voto que ele possa ler.

Mesmo assim, na merda em que estamos a questão da urna chove no encharcado!

A "fraude", quando "aparece", verdadeira ou "falsa", consiste na pessoa votar num nome e seu voto ser transferido para outro pela máquina. Mas o fato é que o otário do eleitor brasileiro vota numa pessoa e elege outra sem o concurso de qualquer hacker. No sistema do voto proporcional essa transferência fraudulenta já é operada PELA LEI. Só 15 a 20% da fauna que habita os legislativos brasileiros, conforme lembrou artigo publicado ontem por José Serra em O Estado de S. Paulo, foi eleita por votos em sua pessoa. 80 a 85% dela ganhou o poder de ditar-nos leis "de carona".

Hoje essa fraude sistematizada está delimitada ao interior de cada "partido político" criado e sustentado pelo Estado. Até 2020 rolava até entre partidos diferentes, desde que estivessem mancomunados numa mesma "coligação".

O resultado é esse que está aí. O eleitor não sabe quem elegeu e o eleito não deve lealdade a ninguém senão ao "dono" do partido em que se homiziou. E sua única missão na vida passa a ser a de defender o sistema sem o qual jamais se elegeria e reelegeria, os menos ruins para ter privilégios vitalícios e hereditários às custas do favelão nacional, os mais iguais à média para assaltá-lo impunemente. 

E enquanto rasga-se assim, já não digo a nossa constituição drogada e prostituída, coitada, mas até a própria Declaração Universal dos Direitos Humanos, a imprensa nacional das redações franqueadas aos "jornalistas" formados no "sistema educacional" criado pela fauna dos 15 a 85%, dança em frenesi a dança do "estado democrático de direito" em torno da fogueira da ignorância (e não só da ignorância) como um bando de anacrônicos pajés de uma tribo institucionalmente primitiva.

O resto da tragédia nacional é mera consequência.

Leia o restante do artigo aqui: https://vespeiro.com/2022/06/24/eleicoes-democraticas-x-eleicoes-brasileiras-2/

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O silêncio da sociedade alimenta as tiranias.

O descondenado não descometeu os crimes.

09/05/2022

Considerações sobre o estado de inocência.


LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

Contato para aquisição através do link abaixo ou na seção Livros do Autor.


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Fato Comentado

Percival Puggina, com conteúdo Gateston Institute

 

Com o título “Vidas negras importam” leio no Gateston Institute 

No último domingo, terroristas islâmicos massacraram mais de 50 cristãos na Igreja Católica de São Francisco no Estado de Ondo, Nigéria, que rezavam pacificamente. Através dos anos, os muçulmanos atacaram, alvejaram ou incendiaram inúmeras igrejas na Nigéria. Cadê a indignação? Cadê as "hashtags" em apoio aos nigerianos cristãos? Por que essas vidas negras não importam? Por mais aterrador que este massacre possa parecer, ele representa apenas o conhecido chavão "ponta do iceberg": através dos anos, os muçulmanos atacaram, alvejaram ou incendiaram inúmeras igrejas na Nigéria. (A íntegra da matéria pode ser lida aqui: https://pt.gatestoneinstitute.org/18648/cristaos-assassinados-em-igrejas

Comento

Não consigo identificar a razão da silenciosa omissão internacional sobre esses crimes contra a humanidade praticados especialmente na África e na Ásia. Não é admissível que em pleno século XXI pessoas sejam regular e continuamente perseguidas e chacinadas em virtude de sua fé, sem reação mundial, enquanto por vezes parece inesgotável, no Ocidente, a fonte geradora de militância pelas mais variadas causas.

Há militantes preocupados com planeta, do Polo Norte ao Polo Sul, do Amazonas ao Nilo. Com as formas de vida, das baleias ao mico leão dourado, das tartarugas aos santuários ecológicos das aves migratórias. Mas ninguém milita pelas vidas dizimadas por motivos religiosos nem pelas mutilações femininas nos santuários do atraso humano?

Todas as vidas humanas importam. Principalmente por isso sou contra o abortamento voluntário.

Atualização: leio agora que a ONU condenou o ataque. Isso sim é uma "excelente" notícia; afinal, a ONU não aprovou o ataque...

  • Percival Puggina
  • 25 Junho 2022

Percival Puggina

 

Ontem (23/06), convidado pelo querido amigo Cléber Benvegnú, fui à sessão de autógrafos da obra “Marketing Político no Brasil”. O livro traz ensaios de 50 autores de todo o país sobre os mais variados temas relacionados a essa atividade, que abrange “diagnóstico, estratégia, planejamento, criação e desenvolvimento de campanhas nos meios de comunicação”.  É uma realização coletiva do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político do Brasil (CAMP), editado pela Geração Editorial.

A primorosa organização do evento, que ocorreu num dos salões do Theatro São Pedro, foi conduzida pela Critério – Resultado em Opinião Pública, empresa da qual Cleber é sócio-fundador. Fazendo jus ao nome, foi um sucesso de público, com o comparecimento massivo da elite política sul-rio-grandense e de profissionais da área.

Ainda durante e após a sessão de autógrafos, sob a condução da Secretária de Comunicação do governo do Estado, Tânia Moreira, uma das coautoras, e por Soraia Hanna, sócia da Critério, os quatro ensaístas presentes (Tânia, Cleber, José Fuscaldo e Gabriel Corrêa) discorreram sobre seus textos. Essas falas motivaram um diálogo aberto com o público sobre a atualidade política do Rio Grande do Sul e do Brasil.

Foi muito interessante observar, nas manifestações dos profissionais de marketing, o quanto os bens imateriais de seus clientes são importantes para o sucesso de suas tarefas profissionais. Trata-se, portanto, de um alinhamento coerente com o desejo da sociedade, beneficiária de tais virtudes e vítima dos simétricos vícios ou da ausência de tais bens.

  • Percival Puggina
  • 24 Junho 2022

 

Percival Puggina

 

Leio no Correio Braziliense

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contestou a declaração do presidente da Corte, ministro Luiz Fux, de que a anulação dos processos derivados da Operação Lava-Jato foi um ato "formal" e que os erros processuais não apagam os fatos que foram demonstrados nas investigações. Crítico dos métodos utilizados pelos procuradores de Curitiba, Gilmar afirmou na tarde desta segunda-feira, 13, durante almoço com empresários no Rio de Janeiro, que "ninguém discute se houve, ou não, corrupção", mas que "não se combate crime cometendo crime".

Comento

O ministro Gilmar Mendes, bem como seus confrades na confraria do STF, tem o hábito de desconsiderar fatos que não contribuem para a narrativa da hora. Um desses fatos jogados à masmorra do esquecimento foi a mudança de posição do próprio ministro em relação à prisão após condenação em 2ª instância. Em 2016, o ministro Gilmar integrara a maioria que por 6 a 5 estabelecera essa possibilidade; em 2019, mudou de convicção e, em nova “maioria de circunstância”, como talvez dissesse o ex-ministro Joaquim Barbosa, derrubou o que antes aprovara.

Não devemos esquecer que foi a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância que formou a fila de confessionário e de delações em Curitiba. A Lava Jato só alcançou os resultados que obteve graças às admissões de culpa e às possibilidades de redução de penas (ou até mesmo de perdão judicial) por colaboração com as investigações ou delação de outros criminosos feitas ante a possibilidade de prisão em curto prazo. O novelo recursal prosseguia rumo à eternidade, mas a pena começava a ser cumprida de imediato. O natural pavor do criminoso consciente do crime que cometeu, ante a porta da cadeia abrindo-se ali na primeira esquina, hoje vem sendo chamado, injustamente, de “tortura psicológica” imposta a esses desamparados... Arre!

A Lava Jato morreu, pois, em 7 de novembro de 2019, quando a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância ganhou caráter excepcionalíssimo. Clima de velório na sociedade e dia de festa na Papuda! Solenes homenagens a São Nunca. Embora morta, a Lava Jato ainda permaneceu aberta à visitação até o dia 8 de março de 2021, data em que o confrade Edson Fachin, após 10 sólidas decisões anteriores em sentido contrário, evaporou-as, mudou de posição e anulou a os processos de Lula que, julgados em Curitiba e no TRF-4, não tinham relação com a Petrobras.

O leitor destas linhas deve ter percebido essas “maiorias de circunstância”, essas mudanças súbitas de orientação e essas decisões capazes de reverter condenações julgadas e “rejulgadas” e “rerejulgadas”.  Deve ter observado, também, o alinhamento político que caracteriza ampla maioria da atual composição do STF. Deve sentir, como eu, que ela traz insegurança jurídica e solapa, por essas e muitas outras razões, a confiabilidade da Corte, uma casa aparentemente sem espelhos.

   

  • Percival Puggina, com conteúdo Correio Braziliense
  • 15 Junho 2022

Emel Akan, em Epoch Times

 

Nota do editor do site:  Transcrevo, em tradução livre, pequeno trecho de importante matéria do Epoch Times, cuja íntegra, em inglês, pode ser lida aqui. Até mesmo a maior economia do mundo está sofrendo as consequências de circunstâncias negativas afetando as atividades econômicas e o investimento em escala mundial.

O Bank of America emitiu um aviso de que o choque inflacionário nos Estados Unidos ainda não acabou e que a economia está em “recessão técnica”, mesmo que a maioria das pessoas não saiba disso.

"Estamos em recessão técnica, mas simplesmente não percebemos", escreveu Michael Hartnett, estrategista-chefe de investimentos do banco, em nota antes dos dados de inflação de 10 de junho.

A inflação anual dos EUA subiu para 8,6 por cento em maio, o nível mais alto em 40 anos, já que os principais fatores como alimentos, energia e habitação não mostraram sinais de diminuição. Os mercados agora antecipam uma resposta mais agressiva do Federal Reserve, o que pode resultar em uma desaceleração econômica maior.

Em suma, disse Hartnett, o “choque inflacionário” não acabou, o “choque das taxas” está apenas começando e o “choque do crescimento” está a caminho. Ele também disse que “não há válvula de liberação do pico de rendimentos” e que o rali do mercado em baixa é “muito consenso”.

Após os dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de maio, o rali do mercado em baixa para as ações terminou. O Dow Jones Industrial Average caiu mais de 800 pontos, o S&P 500 caiu quase 2,3% e o Nasdaq Composite Index despencou 3% em 10 de junho, com os mercados esperando mais choques nas taxas.

O crescimento econômico para o primeiro trimestre foi negativo em 1,5 por cento, e a previsão do PIBNow do Fed de Atlanta para o segundo trimestre é de apenas 0,9 por cento, disse Hartnett. 

(Segue, no original em inglês: https://www.theepochtimes.com/bank-of-america-warns-of-future-inflation-shocks-declares-technical-recession_4526143.html?)

  • Emel Akan, em Epoch Times
  • 13 Junho 2022

Percival Puggina

 

Leio na Coluna de Claudio Humberto em Diário do Poder

Se o Supremo Tribunal Federal (STF) levou apenas quatro dias para derrubar a decisão que suspendia a cassação de dois deputados bolsonaristas, não tem a mesma pressa quando se trata de políticos, digamos, de outros campos. O ministro Dias Toffoli também suspendeu a cassação de um deputado de Brasília, em 2020, e até hoje, 441 dias depois, não há sinais de que o caso vá a julgamento no STF. O deputado foi cassado em 7 de outubro e nove dias depois Toffoli cassou a medida. (Não deixe de ler a íntegra da reveladora matéria aqui. Cumprimentos ao CH)

Comento

Esse caso vai pelo avesso de tantos que, quando se referem ao presidente ou ao seu governo, vem com prazos assinados, contados em horas para informar, esclarecer, etc.. Esse caso contrasta com a vertiginosa e escandalosa rapidez com que tramitou no Supremo o processo contra o deputado Daniel Silveira. Ali, era de urgência urgentíssima saciar o desejo do colegiado: punir as ofensas do deputado com alguns anos atrás das grades de uma penitenciária, mesmo que para isso fosse necessário pluralizar crimes e exacerbar a dosificação das penas para além de absurdos oito anos de reclusão.

Enquanto o processo de Daniel Silveira tramitava com sirene ligada dentro do STF, os inquéritos e os processos penais de senadores dormiam o sono dos justos, pedindo silêncio nas empoeiradas prateleiras do poder.

O que mais surpreende é o empenho em tornar tudo muito natural e, sobretudo, objeto de reverente acatamento e sujeição, mesmo na pluralidade de intervenções na política e nos direitos dos cidadãos.

  • Percival Puggina, com conteúdo Diário do Poder
  • 09 Junho 2022