Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

"A Cultura é o mar onde navega ou se perde, bóia ou naufraga o barco da política partidária".

Olavo de Carvalho

"Sem controle de um poder por outro poder, sem a liberdade de crítica, não pode haver justiça, nem é possível evitar corrupção."

José Osvaldo de Meira Penna

"O melhor programa econômico do governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem."

Irineu Evangelista de Souza (Barão de Mauá)

"As pessoas não serão capazes de olhar para a posteridade, se não tiverem em consideração a experiência dos seus antepassados."

Edmond Burke

"Pois é assim que o suicídio de uma nação se inicia: quando o sentimentalismo prevalece sobre a razão."

Roger Scruton

"Quanto mais longe você conseguir olhar para trás, mais longe você verá para frente."

 

Winston Churchill

 

"A economia não trata de coisas ou de objetos materiais tangíveis; trata de homens, de suas apreciações e das ações que daí derivam."

 

Ludwig Von Mises

 

"Tenho notado que todas as pessoas que se dizem a favor do aborto já nasceram."

Ronald Reagan

 

"A liberdade não é somente um direito que se reclama para si próprio: Ela é também um dever que se assume em relação aos outros."

S. João Paulo II

“Porque todo o homem é um bípede, cinquenta homens não constituem um centípede.”

Gilbert Keith Chesterton


Artigos do Puggina

Percival Puggina

28/09/2022

Percival Puggina     

         Quem condena a riqueza, dissemina a pobreza. Sem riqueza não há poupança e sem poupança não há investimento. Sem investimento, consomem-se os capitais produtivos preexistentes, surge uma economia de subsistência, vive-se da mão para a boca, aumenta o número de bocas e diminui o número de mãos. Quem defende o socialismo sustenta que a ideia é exatamente essa e que assim não há competição ou meritocracia, nem desigualdade. E como diz Lula criticando a classe média, ninguém precisa de dois televisores...

Quando o Leste Europeu estava na primeira fase, consumindo os bens produtivos preexistentes, surgiu a teologia da libertação (TL), preparada pelos comunistas para seduzir os cristãos. A receita - uma solução instável, como diriam os químicos, de marxismo e água benta - se preserva ainda hoje. Vendeu mais livros do que Paulo Coelho. Em muitos seminários religiosos, teve mais leitores do que as Sagradas Escrituras. Aninhou-se, como cusco em pelego, nos gabinetes da CNBB. Perante a questão da pobreza, a TL realiza o terrível malabarismo de apresentar o problema como solução e a solução como problema. Assustador? Pois é. Deus nos proteja desse mal. Amém.       

A estratégia é bem simples. A TL vê o “pobre” do Evangelho, sorri para ele, deseja-lhe boa sorte, saúde, vida longa e passa a tratá-lo como “oprimido”. Alguns não percebem, mas a palavra “oprimido” designa o sujeito passivo da ação de opressão. O mesmo se passa quando o vocábulo empregado na metamorfose é “excluído”, sujeito passivo da exclusão. E fica sutilmente introduzida a assertiva de que o carente foi posto para fora porque quem está dentro não o quer por perto. Então ele ganha R$ 50 para ficar na esquina agitando bandeira de algum partido vermelho, por fora ou por dentro.

A TL proporciona a mais bem sucedida aula de marxismo em ambiente cristão. Aula matreira, que, mediante a substituição de vocábulos acima descrita, introduz a luta de classes como conteúdo evangélico, produzindo o inconfundível e insuperável fanatismo dos cristãos comunistas. Fé religiosa fusionada com militância política! Dentro da Igreja, resulta em alquimia explosiva e corrosiva; vira uma espécie de 11º mandamento temporão, dever moral perante a história e farol para a ordem econômica. É irrelevante o conhecimento prévio de que essa ordem econômica anula as possibilidades de superar o drama da pobreza. A TL substitui o amor ao pobre pelo ódio ao rico e acrescenta a essa perversão o inevitável congelamento dos potenciais produtivos das sociedades.

Todos sabem que Frei Betto é um dos expoentes da teologia da libertação. Em O Paraíso Perdido (1993), ele discorre sobre suas muitas conversas com Fidel Castro. Numa delas, narrada à página 166, a TL era o assunto. Estavam presentes Fidel, o frei e o “comissário do povo”, D. Pedro Casaldáliga, que foi uma espécie de Pablo Neruda em São Félix do Araguaia.  Em dado momento, o bispo versejador comentou a resistência de João Paulo II à TL dizendo: “Para a direita, é mais importante ter o Papa contra a teologia da libertação do que Fidel a favor”. E Fidel respondeu: “A teologia da libertação é mais importante que o marxismo para a revolução latino-americana”.       

Haverá maior e melhor evidência de que teologia da libertação e comunismo são a mesma coisa?

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Ricardo Vélez Rodríguez

28/09/2022

 

Ricardo Vélez Rodríguez

?Torço para que o Presidente Bolsonaro seja reeleito no próximo dia 2 de outubro e nele votarei, ciente de que é a melhor opção para o Brasil neste momento. Voto em Bolsonaro, em primeiro lugar, porque o Brasil precisa consolidar o caminho da opção liberal/conservadora defendida por ele. Não quero que o nosso país se transforme em terra de ninguém posta a serviço de uma servidão global, que é o que a esquerda oferece. Quero que o nosso país respeite a diversidade das pessoas e as suas opções éticas. Não quero um mandatário que aja com critério totalitário, como se fôssemos uma manada de entes sem identidade pessoal, sem preferências, sem diversidade, sem valores. Quero um Presidente que represente dignamente o nosso país no conjunto das Nações.

Ora, Lula seria uma volta ao passado que queremos esconjurar. Mostrou, nos seus dois governos e nos governos da sua pupila, a que veio. Veio para roubar e se perpetuar no poder, aniquilando o que de mais prezado temos: família, religião, pátria, livre iniciativa, moral. Não quero esse tipo de trapaça para os meus filhos e netos.

Estou ciente de que o candidato Bolsonaro tem defeitos. Mas são falhas que ele poderá corrigir, com a ajuda de um Congresso que some com ele e com a participação de um Judiciário que não seja o superpoder que descamba pelo caminho incerto do “autoritarismo instrumental”, prometendo, com isso, revigorar a nossa democracia. Quero que floresça uma imprensa livre, digna, independente de radicalismos ideológicos, patriota e que cumpra com a sua missão cidadã de informar e de esclarecer tanto o governo quanto a sociedade.

Quero um Presidente que dê continuidade à retomada do crescimento econômico, combatendo a inflação e o desemprego, como até agora fez o Bolsonaro com a ajuda do Ministro Paulo Guedes. Quero que o governo continue aplainando o caminho para a participação da iniciativa privada, notadamente para as nossas médias e pequenas empresas, que são as que mais empregos oferecem. Quero alguém que continue fortalecendo o agronegócio e que não o ameace com uma intervenção fiscal desafortunada como a que o candidato Lula promete. Quero que Bolsonaro, no seu segundo mandato, enfrente com força o problema da desindustrialização, que nos afasta do mundo desenvolvido e que bloqueia, aos brasileiros, oportunidades de trabalho.

Espero sinceramente que o próximo Presidente torne realidade fazer, na educação, a definitiva aproximação entre o MEC e os brasileiros, fiel ao slogan de Bolsonaro em 2018: “Menos Brasília e mais Brasil”. Falta ainda muito para fazer nessa seara, notadamente no que tange à libertação do sistema de ensino, em todos os seus níveis, da ditadura dos sindicatos ligados à CUT, que terminou se tornando uma doença endêmica que infelizmente persiste. Neste terreno, ainda, contudo, prefiro Bolsonaro a Lula, que só acenou com um vergonhoso “revogaço” das medidas saneadoras efetivadas por este governo.

Por outra parte, não quero mais essa assombração do STF que faz pouco caso da nossa liberdade de escolha e da nossa inteligência, e que se incomoda com o exercício da liberdade cidadã, pretendendo sufocá-la, começando com a censura à liberdade de expressão. Não quero um corpo policial de togados que mande e intimide como se fosse o dono do mundo e da lei.

Pensei que já tinha terminado, no nevoeiro do nosso passado republicano, a época dos presos políticos. E vejo, com tristeza, que, nas sombras da alta burocracia do Estado, se instalou um grupelho de pretensos juízes alheios aos valores da liberdade e da cidadania, que passou a agir como autêntico ferrabrás da República, prendendo jornalistas e empresários.

É lamentável o caminho pelo qual se extraviou o STF. De alta Corte, que deveria zelar pela preservação da nossa Constituição, resvalou para o lamaçal pútrido das maquinações escusas em prol de resguardar os interesses da esquerda retardatária, que tornou o Supremo o seu despachante de plantão. A judicialização da política é um mal para o Brasil e nela terminou chafurdando, ignobilmente, o Supremo.

Fiquei emocionado com as multitudinárias manifestações que, pelo Brasil afora, os brasileiros fizeram no 7 de setembro. Nunca imaginei ver a Esplanada dos Ministérios tão repleta de famílias e das cores verde e amarela. Mais de um milhão de pessoas estavam presentes! Não foi uma encenação previamente ensaiada. Foi uma autêntica manifestação popular. E esse ato de civismo se repetiu por todo o nosso País, de Norte a Sul. Jamais tinha visto a Praia de Copacabana literalmente lotada por uma multidão que ultrapassou o milhão de pessoas. A mesma coisa pude observar na Avenida Paulista, com mais um milhão de brasileiros que homenageavam os duzentos anos da nossa Independência. Essas manifestações de civismo multiplicaram-se por todo o território nacional. Mais de trezentas cidades brasileiras somaram-se a essa prova de civismo. Ora, o que fazer diante disso? Somente podemos ter uma atitude: admirar o patriotismo da nossa sociedade e cumprir com a sua vontade: Bolsonaro Presidente!

*      O autor é ex-Ministro da Educação do Brasil (2019). Formado em filosofia (licenciatura, mestrado e doutorado), pesquisa a história das ideias filosóficas e políticas no Brasil e na América Latina.

Percival Puggina

24/09/2022

Percival Puggina

         Telefonou-me antiga secretária. Contou-me que, aposentada, voltou aos bancos escolares e cursa os últimos meses da titulação acadêmica que escolheu. “Marxismo de tudo que é jeito, em doses maciças, Puggina!”, exclamou-se ela. No início, contestava os professores, mas, lá pelas tantas, cansada dos repetitivos confrontos, impôs silêncio a si mesma para não se prejudicar. Contou que nos primeiros meses, sempre que apontava os sucessivos fracassos das experiências comunistas, os professores tiravam da manga o velho clichê: “Interpretaram Marx muito mal”.

Quem ainda não ouviu isso em aula ou roda de amigos? Pois é. Marx é o indivíduo mais mal interpretado da história humana. Só a militância de esquerda, titular do quadro negro, proprietária do toco de giz, exercendo de modo monopolista o direito de atribuir nota a seus alunos é capaz de interpretá-lo corretamente. E assim, dentro da sala de aula, no estranho mundo de palavras onde a esquerda habita, as 42 experiências políticas do comunismo, seus 100 milhões de mortos (aos quais se acrescenta agora o genocídio venezuelano) viram problema de interpretação. Basta ler Marx adequadamente para o comunismo se tornar um sucesso... também no mundo das palavras, claro.

Embalados por professores aos quais foi dado o privilégio de interpretar Marx perfeitamente, políticos de esquerda, mundo afora, desenvolveram, como afirmou alguém, extraordinária capacidade de dizer e propor coisas terríveis de modo absolutamente cativante. Espalham ódio, acabam com as liberdades públicas, produzem fome e violência, mas o fazem sorrindo, em nome da fartura, da igualdade, da solidariedade e dos mais elevados valores que se possa conceber. E que se danem os fatos mesmo quando a realidade se mostra desengonçada do discurso.

É o caso da Venezuela e do entusiasmado apoio da esquerda brasileira aos ditadores Hugo Chávez e Nicolás Maduro, e à autodenominada revolução bolivariana, já com a população em fase de perda doentia de peso, a caminho de seu holodomor. É o caso de Cuba, onde pedidos de liberdade são dissolvidos a porrete e cadeia. É o caso da Nicarágua, onde padres são presos e onde Ortega, em seu quarto mandato consecutivo diz que é ele quem manda.

No mundo utópico das palavras geradas na mente esquerdista, contudo, todos terão um futuro promissor assim que Marx for bem interpretado por seus ditadores. Não apenas lastime pelos cidadãos que sofrem nesses países. Lembre-se do que acontece em nossas salas de aula. Elas não podem ser a antessala da tragédia da utopia.

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Outros Autores

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28/09/2022

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27/09/2022

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26/09/2022

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

Percival Puggina

 

1 – Presidente da República

Jair Messias Bolsonaro 22

2 – Governador do Estado

Onix Lorenzoni 22.

3 -   Senador

É bom ter presente que esta é uma eleição em turno único. Aqui, objetivo principal é evitar a eleição do candidato petista, o que é facilmente alcançável pelos percentuais já atingidos pelos candidatos do espectro da direita. A pesquisa RealTime Big Data mostra um empate técnico entre os candidatos Mourão, Olívio Dutra e Ana Amélia Lemos. Mantido esse cenário, recomendo o voto em Mourão, pois Ana Amélia Lemos tem uma história política oscilante, com apoio explícito à comunista Manoela d’Ávila em 2012 e participação como candidata a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin em 2018.

Mourão 100.

4 – Deputado Federal

Marcel Van Hatem 3030,

Sanderson 2210,

Felipe Pedrí 2228,

Eric Lins 2255,

Sérgio Turra 1133,

Osmar Terra 1522.

5 – Deputado Estadual

Fernanda Barth 20222,

Paula Cassol 22321,

Ramiro Rosário 45200,

Jorge Schwerz 22486,

Frederico Antunes 11122,

Gustavo Vitorino 10022.

 

 

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Até o pedido de perdão é fake.

Percival Puggina, com conteúdo da Gazeta do Povo

24/09/2022

 

Percival Puggina

         Em entrevista para o The Economist, Lula afirmou que “o petista está cansado de pedir perdão”. Atribuir os nunca ouvidos pedidos de perdão a um coletivo designado como “o petista” é um legítimo lero-lero.

A propósito dessa entrevista, a Gazeta do Povo publicou um excelente editorial que pode e deve ser lido. Dele extraio o seguinte trecho:

O petismo não se desculpou pelo mensalão, não se desculpou pelo petrolão e não se desculpou pela crise de 2015-16 – pelo contrário, sempre negou tudo, alegou perseguição ou defendeu suas políticas. Não se desculpou pelo apoio incondicional a ditaduras carniceiras como a cubana, a venezuelana e a nicaraguense. Não se desculpou pela hostilidade à imprensa livre demonstrada em episódios como o vandalismo na sede da Editora Abril, não se desculpou pela violência política protagonizada por seus membros – pelo contrário: o ex-vereador que atirou um empresário contra um caminhão em movimento em 2018 foi recentemente elogiado por Lula. Ao dizer que “o petista está cansado de pedir perdão”, Lula apenas comprova que ele não se cansa mesmo é de mentir.

Enquanto o arrependimento, o pedido de perdão e o empenho em reparar o mal feito compõem um quadro de conduta moralmente elevado, o perdão fake é molecagem, encenação, corruptela da consciência, como a do falso penitente que sai do confessionário feliz porque “enganou” o padre.

Lula, cada vez que abre a boca, proporciona uma torrente de razões para que as pessoas de bom senso se apartem dele. É um Rolando Lero com péssimas motivações e sem graça alguma.

 

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Percival Puggina

         O empresário Luciano Hang é uma importante liderança nacional. Num país carente de líderes autênticos, o dono da Havan revela qualidades para ser isso. Não tem medo de assombração (pior defeito de falsos líderes), encara uma agressiva CPI com altivez, difunde o empreendedorismo, investe e cria postos de trabalho, apóia quem merece apoio, não ostenta sua riqueza. Em vista disso, uma rápida pesquisa me mostrou que ele tem 5,2 milhões de seguidores no Instagram, 835 mil no Twitter, 500 mil no Facebook, 351 mil no YouTube e 215 mil no TikToc.

Luciano, a quem nunca vi e com quem nunca falei, é também comunicador inato e líder político. Influencia pessoas. Aqueles a quem ele influencia se tornam influentes em relação a outras e isso, lá na ponta do dia 2 de outubro, se reflete em votos. Portanto, em dias de eleição, fechar todas suas contas nas redes sociais por razões de uma conversa fútil e inútil buscada no WhatsApp é afronta à fluidez natural do debate político e à propagação das idéias. Estou falando de algo que não é fútil nem inútil, mas inerente e sagrado em qualquer democracia cujos princípios sejam respeitados.

Quem tomou a decisão de restringir seus direitos (aliás, o direito de tantos) afrontou a democracia que diz defender e, de algum modo e em alguma proporção, o resultado da eleição.

Nem os ministros da eleição (TSE), nem os da defesa da “democracia e do Estado de Direito” (STF) fazem algo a respeito? E querem que a nação os aplauda nas ruas?

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Uma notícia má e uma boa sobre a educação na guerra cultural.

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São as duas vocações possíveis para quem aplaude o que vem acontecendo no Brasil.

Procurando pelo em ovo.

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Mas como inventam coisas, meu Deus!

Esse jornalismo não é inocente.

15/08/2022

Uma crítica ao jornalismo fake.


LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

Contato para aquisição através do link abaixo ou na seção Livros do Autor.


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Fato Comentado

 

Percival Puggina

         O ministro Alexandre de Moraes informou que vai avaliar o pedido de delegados-gerais (ou chefes de polícia) no sentido de que os clubes de tiro permaneçam fechados no dia da eleição.

Não há estatística suficientemente esclarecedora para quem se recusa a pensar e, nessas condições, avalia a questão das armas apenas com base nos casos destacados pela mídia. Aí não tem jeito.

Em todo caso, vale lembrar que 20% dos homicídios praticados no Brasil são cometidos mediante uso de arma branca e 8% mediante outros meios letais. Nesse caso também se poderia impedir a venda de facas, martelos, fios de nylon, barbitúricos, seringas e uma longa lista nessa linha.

Não vejo com bons olhos tanta intervenção no espaço das decisões privadas, sempre com a etiqueta das mais nobres intenções. É assim que se acaba com a liberdade para preservar a liberdade, com o estado de direito para preservá-lo e com a democracia para que ela subsista.

É a mesma lógica que contesta esses absurdos, cuja prática vejo ganhar aceleração e trazer sombras ao nosso futuro. O poder de intervir na vida privada também é uma arma perigosa.

 

  • Percival Puggina
  • 25 Setembro 2022

 Nota: Bianca Nunes, Diretora de Redação da Revista OESTE, divulgando aos assinantes o conteúdo da última edição, escreveu este belo texto introdutório de um tema da maior gravidade, abordado na revista. 

 

         "Além da multiplicação da pobreza, da escassez de produtos de consumo, da inflação descontrolada e da produtividade raquítica, governos populistas de esquerda da América Latina têm outra característica comum: o desprezo pela liberdade em geral e, em particular, pela liberdade de imprensa.

Em janeiro de 2021, por exemplo, depois dos sucessivos ataques a veículos de comunicação ocorridos durante o governo de Hugo Chávez, Nicolás Maduro tirou do ar o canal de streaming VPItv, o único que costumava transmitir eventos oposicionistas. O ditador em gestação também condenou à morte os sites independentes Efecto Cocuyo, Tal Cual, El Pitazo e Caraota Digital, além do jornal Panorama, de Maracaibo. Em Cuba, faz mais de 60 anos que existe um único jornal: o Granma, um Diário Oficial piorado. Em novembro de 2021, nove homens encapuzados lançaram coquetéis molotov contra o prédio do jornal El Clarín, em Buenos Aires.

Valendo-se da linguagem literária, escritores como George Orwell e Aldous Huxley mostraram como regimes socialistas censuram, oprimem e perseguem aqueles que não obedecem às ordens dos donos do poder. Mas nem mesmo esses autores de fina linhagem poderiam imaginar que algum dia a imprensa apoiaria a institucionalização da censura.

Neste estranho 2022, uma emissora de rádio e televisão se tornou alvo não do governo, mas da ira dos próprios jornalistas e do pensamento único da esquerda. A perseguição à TV Jovem Pan News não ocorre por acaso. Segundo levantamento da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), 80% dos jornalistas brasileiros se declaram de centro-esquerda, esquerda ou extrema esquerda. Em contrapartida, somente 4% desses profissionais se identificam como de centro-direita, direita e extrema direita.

Os efeitos decorrentes desses números são resumidos num artigo publicado em 2017 por Sérgio Dávila, diretor de redação da Folha. "As redações são formadas em sua maioria por uma elite intelectual de jovens progressistas de esquerda", afirmou. "O resultado era palpável nas páginas do jornal, por mais que os profissionais se empenhassem em fazer valer o princípio de apartidarismo."

Qualificada de "braço mais estridente do bolsonarismo", a Jovem Pan é a única emissora efetivamente plural. Afinal, que canal de TV junta no mesmo programa figuras como Amanda Klein e Roberto Motta, ou Fábio Piperno e Rodrigo Constantino? E que lei impediria a Jovem Pan de adotar a posição política que quiser, como fazem os concorrentes? Até agora, nenhum veículo de comunicação saiu em defesa da emissora.

Como reagirão agora, confrontados com a mais recente arbitrariedade registrada na Nicarágua? O tirano Daniel Ortega, decidido a reiterar que é ele quem manda no seu pequeno reino, fechou o canal da CNN local. Lula é um dos mais ativos defensores do companheiro Ortega.

Nesta edição de Oeste, o jornalista argentino Gustavo Segré fez uma profecia perturbadora: "A Venezuela é a Cuba de amanhã. A Argentina, a Venezuela de amanhã". Na eleição presidencial brasileira, uma má escolha pode transformar o Brasil de amanhã numa Argentina, numa Venezuela, numa Cuba. Ou numa inquietante cópia ampliada da Nicarágua."

 

  • Bianca Nunes, Revista Oeste
  • 23 Setembro 2022

 

Percival Puggina, com conteúdo Gazeta do Povo

Leio na Gazeta do Povo

Em nome do “combate à desinformação”, o Supremo Tribunal Federal firmou parceria com uma entidade integrada por organizações radicais de esquerda.

A Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD) surgiu como um projeto de pós-doutorado da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os objetivos são vagos: “uma atuação voltada para a informação de qualidade”, com “princípios éticos voltados para o bem da coletividade brasileira.” Hoje, a rede é composta sobretudo por iniciativas de faculdades de comunicação país afora – boa parte delas ligada à checagem de fatos.

A matéria, importantíssima e bem fundamentada, pode e deve ser lida na íntegra aqui: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/programa-do-stf-contra-a-desinformacao-tem-parceria-com-grupos-de-esquerda/.

Comento

Por essa e tantas outras digo que a atual composição do STF é uma das mais graves sequelas das gestões esquerdistas que se sucederam no país. A Justiça brasileira está sequelada.

Como é possível que o mais alto Poder Judiciário da república vá buscar a verdade com apoio de grupos militantes de esquerda? Como é possível haver justiça e equidade quando os próprios ministros, há quatro anos, se referem aos apoiadores do presidente com desprezo e se ocupam de conter todas as maldades que os imaginam capazes de praticar? E os senadores fazem cara de paisagem para todos esses disparates?

  • Percival Puggina, com conteúdo Gazeta do Povo
  • 18 Setembro 2022

 

Percival Puggina

 

Leio na Gazeta do Povo

Projeto de lei enviado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao Congresso Nacional regulamenta a Polícia Judicial – que pode fazer investigações, com atividades de inteligência e contrainteligência, próprias da atuação da Polícia Federal. A alteração na lei ocorre na forma da troca da expressão “agente de segurança” para “policial judicial”. O decreto prevê ainda um benefício salarial aos policiais judiciais – a possibilidade de acúmulo da gratificação por atividade de segurança com função ou cargo comissionado.

O que pode fazer o policial judicial

Além das funções próprias da polícia administrativa no âmbito dos tribunais, como segurança das instalações físicas e proteção pessoal de autoridades, a Resolução 344, assinada pelo ministro Dias Toffoli, prevê como atribuições da Polícia Judicial realizar investigações preliminares de interesse institucional, operar equipamentos específicos de segurança no desempenho das atividades de inteligência e contrainteligência, interagir com unidades de segurança de outros órgãos públicos na execução de atividades de interesse do tribunal e realizar atividades de inteligência na produção do conhecimento para a segurança orgânica e institucional do tribunal. (segue)

Comento

Você pode ler toda a matéria da Gazeta aqui.

No entanto, basta-me o que está escrito acima para me arrancar interjeições de suspeita e desagrado. Em que se traduz a atribuição de “realizar investigações preliminares de interesse institucional e operar equipamentos específicos de segurança no desempenho das atividades de inteligência e contrainteligência”?

Será isso o que eu estou pensando? Temos aí algo que precisa ser muito bem esclarecido quando examinado pelo Congresso Nacional. Por maior que seja o mimetismo do Poder Legislativo e sua habilidade para fazer cara de paisagem ante os mais escancarados disparates, a criação de uma Polícia Federal paralela não pode passar despercebida. Afinal, foi essa composição do Supremo que transformou todo território nacional em “dependências do STF” para assuntos que excitem suas ansiedades e paranoias políticas ou ideológicas. É essa composição do Supremo que usurpa atribuições de outros poderes e desconhece as do Ministério Público.

Dar um salto triplo carpado sobre a PF, a PGR, a ABIN e trazer todas essas atribuições para dentro de casa, transformaria a Casa em quê? 2 de outubro vem aí.

  • Percival Puggina
  • 15 Setembro 2022

 

Percival Puggina

 

Leio na coluna de Claudio Humberto

"Rigor do TSE contra celular é maior que no presídio."

"A ameaça é de “prisão” do eleitor que descumprir a resolução do TSE, apesar de não ser crime ter um celular.

Na realidade paralela do Brasil, a proibição do porte do celular na hora de votar, ordenada pelo Tribunal Superior Eleitoral, deve ser cumprida com mais rigor que a proibição de celulares dos bandidos nos presídios. A ameaça é de “prisão” do eleitor que descumprir a resolução do TSE, apesar de não ser crime ter um celular. Já contrabandear celulares para um presídio é crime previsto no Código Penal. Mas o Supremo ainda discute se celulares em presídios são protegidos por “sigilo dos presos. O ministro Dias Toffoli é o relator do Agravo em Recurso Extraordinário (ARE) 1042075 que decidirá sobre o sigilo de celulares nos presídios.”

Comento

O que mais podemos esperar? Qual a próxima novidade com que irão atacar nossa liberdade, nossa autonomia? Nunca me senti tão subjugado em meu país.

Para incluir Oswaldo Eustáquio e outros num de seus inquéritos, o STF decidiu que qualquer ato que caia no desagrado da corte e de seus membros, venha de uma macega à beira do Xingú, do fundo do Itaimbezinho ou de um itinerante circo mambembe, acontece nas severas dependências do tribunal.  

Não é o que diz o Regimento Interno do Supremo, mas é uma leitura que serve às suas estratégias.

No passo seguinte, já que estamos nas dependências da corte, mesmo se na intimidade do lar, somos vistos como dependentes dela. E os ministros mais belicosos passam a nos tutorear mostrando, simbolicamente, a chibata de seu poder. Prometem cana para quem entrar com celular na cabine de votação. E pronto.

Não há lei e, de longa data, tampouco Poder Legislativo.  

  • Percival Puggina
  • 12 Setembro 2022