Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

"Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras."

Padre Antônio Vieira

"Sem controle de um poder por outro poder, sem a liberdade de crítica, não pode haver justiça, nem é possível evitar corrupção."

José Osvaldo de Meira Penna

"O melhor programa econômico do governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem."

Irineu Evangelista de Souza (Barão de Mauá)

"As pessoas não serão capazes de olhar para a posteridade, se não tiverem em consideração a experiência dos seus antepassados."

Edmond Burke

"Pois é assim que o suicídio de uma nação se inicia: quando o sentimentalismo prevalece sobre a razão."

Roger Scruton

"Quanto mais longe você conseguir olhar para trás, mais longe você verá para frente."

 

Winston Churchill

 

"A economia não trata de coisas ou de objetos materiais tangíveis; trata de homens, de suas apreciações e das ações que daí derivam."

 

Ludwig Von Mises

 

"Tenho notado que todas as pessoas que se dizem a favor do aborto já nasceram."

Ronald Reagan

 

"A liberdade não é somente um direito que se reclama para si próprio: Ela é também um dever que se assume em relação aos outros."

S. João Paulo II

“Porque todo o homem é um bípede, cinquenta homens não constituem um centípede.”

Gilbert Keith Chesterton


Artigos do Puggina

Percival Puggina

27/05/2022

 

Percival Puggina

 

         No dia 5 de abril de 2020, alegando razões sanitárias, o STF formou maioria para aprovar decisão liminar do ministro Fachin determinando que, durante a pandemia, a PM do Rio de Janeiro só realizasse operações nas favelas em hipóteses absolutamente excepcionais. Como se policiais fossem aos morros a passeio! Deu no que se viu. O PSB destaca, em seu site, o fato de ser autor da iniciativa, compartilhada com a Defensoria Pública e entidades da sociedade civil (seja isso lá o que for). |A partir de então, toda operação seria precedida de comunicação e autorização do Ministério Público. Não, entre as condições não estavam incluídos aviso prévio com foguetes e toques de recolher...

As consequências se fizeram nítidas para a sociedade do Rio de Janeiro. Em tempos de trabalho por meio remoto, a atividade presencial da bandidagem se intensificou. É impossível medir a inteira extensão dos avanços logísticos do crime organizado durante esse período em que contou com uma espécie de passaporte diplomático.

Em operação ocorrida no último dia 24, foram mortas cerca de 22 pessoas. Informada da presença de lideranças do tráfico vindas de estados do nordeste, a PM entrou na Vila Cruzeiro e foi recebida a tiros. Seguiu-se a habitual gritaria da mídia e do mundo jurídico. Tudo foi visto como se a ação, para ser simétrica, devesse contabilizar vítimas em números equivalentes. No entanto, um lado arrisca a vida para defender a sociedade por um salário magro; outro defende os ganhos fabulosos de sua atividade criminosa contra a sociedade. Qual a simetria disso?

Diante da algazarra, o Secretário da PM do Rio disse que a decisão do STF inibindo as operações policiais durante longo período contribuiu para o agravamento da situação. Pôs o dedo na ferida aberta pela disparatada decisão de 2020. Ouriçou-se o STF na sessão da última quinta feira. Gilmar saiu-se com uma novidade que tem estado ausente em tantas decisões da Corte: “Nós devemos contribuir para superação das crises e não para apontar culpados e bodes expiatórios”.  Fux, que foi voto vencido naquela reunião, tangenciou a questão afirmando que “a PM deve satisfações e estou aguardando as satisfações”. O ministro Fachin reverenciou a ética caseira – “mexeu com um mexeu com todos” – agradecendo as manifestações dos colegas e afirmando que “o STF está entre as instituições que procuram soluções”.

Só não ficou claro, por ser difícil de explicar, que espécie de solução veio da inusitada decisão que, em 2020, desguarneceu a sociedade, desestimulou a atividade policial e consolidou ainda mais o poder do crime nos morros do Rio de Janeiro. Pudera! Se é ruim de explicar, imagine a dificuldade para entender.

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

 

               

 

 

 

 

 

Percival Puggina

24/05/2022

 

Percival Puggina

 

         Eu precisaria não ter visto a senadora Simone Tebet, olhos postos na eleição presidencial, participar ativamente das ridicularias da CPI da Covid para querer vê-la longe do poder. Momentos como aqueles não fazem pessoas como Renan Calheiros, Omar Aziz e Randolfe Rodrigues serem como são. Situações que extravasam perversidade só existem porque existem pessoas como Renan, Omar, Ranolfe e Simone (que voluntariamente aderiu ao grupo) para as quais o interesse próprio é a determinante superior das decisões e ações políticas.

É o que confere nocividade ao poder. É o que dá longa vida a um modelo como o nosso, onde a crise está no cardápio do dia ou está prevista para amanhã, só faltando decidir o modo de servi-la aos desapoderados cidadãos do país. Entre estes, caro leitor, sem saber seu nome, seu estado de origem ou o que você faz na vida, eu sei que você se inclui.  Tem sido assim ao longo do meu tempo de vida. A crise, ou estamos nela ou é um prognóstico seguro.

         Muitas pessoas me diziam, desde antes da eleição de 2018: “A vitória de Bolsonaro vai levar o país para uma crise sem fim porque aqueles que mandam não querem um presidente com essas características”. Era verdade, mas havia muitos outros motivos para tudo que sobreveio. O principal deles é um modelo político mal costurado, essencialmente inaproveitável. Muitas vezes, ao longo das últimas décadas, em palestras, eu o descrevi como trabalho de má alfaiataria institucional.

Nossos muitos constituintes republicanos criaram sucessivos modelos que não funcionam. A sociedade brasileira paga, no seu conjunto, o preço dos imensos desníveis econômicos, sociais e culturais que nela se manifestam.

“Os problemas da democracia se resolvem com mais democracia” ouvi muitas vezes ser dito numa época em que o ‘Orçamento participativo’ era recheio de discurso esquerdista e solução para as dificuldades do Rio Grande do Sul. Meninos, eu vi aquele orçamento, dito democrático, ser levado do Palácio Piratini para o Palácio Farroupilha (do governo ao parlamento), num comício petista, entre bandeiras vermelhas ao som de discursos de louvor e ladainhas revolucionárias.

Os problemas da democracia se resolvem com inteligência, com todos sujeitos às leis aprovadas (o que significa extinção de privilégios) e sob regras que tornem a ação virtuosa mais compensadora do que a ação viciosa, o que se traduz em prerrogativas dos membros do poder severamente contidas pela ordem política criada e pela atenção social.

Não, meus caros. Não vejo serventia política para pessoas que se deixam empolgar por qualquer ação originária do deplorável trio a que a senadora entusiasticamente serviu, a ponto de dizer que a CPI (leia-se G7) foi ensaio para uma grande convergência democrática... Aquele grupo foi, isto sim, uma aula sobre o fracasso institucional brasileiro e Simone Tebet fez questão de aparecer na foto.

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

 

Percival Puggina

22/05/2022

 

Percival Puggina

 

         É sabido que não crer em Deus exige um ato de fé muito mais difícil do que crer nÊle. Pessoalmente, como trato em meu livro Pombas e Gaviões, a ideia do Grande Nada criador de tudo me resulta tão incompreensível quanto inútil para as interrogações propostas pela existência humana.

Tenho certeza de que a natureza, o cosmo e o microcosmo, o que se vê com o telescópio e com o microscópio, revela incessantemente ao observador a diversidade das coisas e dos seres criados. A diversidade é parte indispensável da primeira aula sobre tudo que nos envolve. Quem pensa que descobriu a diversidade conversando sobre empoderamento e pautas políticas numa mesa de bar está confundindo o peixe com o anzol. A diversidade é criação de Deus!

Um velho e querido amigo, já falecido, costumava definir situações como a “descoberta da diversidade” como ninhos de égua e explicava: “Éguas existem, mas não surgem em ninhos”. No entanto, há partidos políticos que se dedicam a criar ninhos de égua, operando diversidades segundo bem lhes convêm.

Como essa escalada busca o “empoderamento”, as diversidades articuladas em seus mal arranjados ninhos mentais dispara inesgotável pauta de direitos a reivindicar contra algo ou alguém, cria inimigos a derrotar, contas a apresentar, devedores de quem cobrar e prerrogativas a conquistar. Como o objetivo final é a hegemonia da parte sobre o todo, a palavra “luta” é proteína de toda a célula, de todo o discurso e de todas as correspondentes ações no ambiente cultural e político.

Surpresa! Imposta a hegemonia, a primeira vítima é a própria diversidade, exatamente o nome dado à “égua de ninho”. Trancam-se as portas e passam-se os ferrolhos nos catequéticos espaços dos meios culturais. Toda divergência é condenada aos gulags do esquecimento nas bibliografias e bibliotecas, nas salas de aula, nos comitês acadêmicos, no jornalismo, nos tribunais.

Por isso – exatamente por isso! – um ministro do STF, em recente pronunciamento, fez o elogio da mesmice uníssona das opiniões na “mídia tradicional” e relegou ao sanatório dos imbecis, aqueles que de algum modo estão a gritar nas praças e redes sociais:

Ei, senhores! Povo é uma palavra singular, mas define algo essencialmente plural. É o exemplo maior e mais perfeito da diversidade e está ausente onde ela não se manifesta. Não por acaso, lembrem-se, esse povo é o soberano das democracias. Haverá outubro!

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

Outros Autores

Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico

26/05/2022

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Érika Figueiredo

25/05/2022

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

Cavalheirismo

Rodrigo Mezzomo

24/05/2022

Leio no Facebook de Rodrigo Mezzomo

 

Meus queridos alunos e ex alunos, nunca esqueçam do cavalheirismo! Vejam o exemplo de Tom Cruise e a Duquesa.

O superastro esteve recentemente em Londres, para a estreia da sequência Top Gun: Maverick.

Quando a Duquesa de Cambridge chegou, como de costume, todos os olhares se voltaram para futura rainha.

Kate optou por usar um vestido que trazia alguma dificuldade de movimento.

Para a surpresa de todos, quando ela foi subir as escadas, Cruise ofereceu-lhe a mão para apoio.

Numa época em que o cavalheirismo se tornou uma palavra desprezada – em que o feminismo se radicaliza (com “marcha das vadias”, mulheres empoderadas de sovaco cabeludo e outras coisas pitorescas) - é significativo recordar que o cavalheirismo é a cortesia, o zelo, a oportunidade de o homem expressar respeito pela mulher.

Não é “opressão”, “masculinidade tóxica”, “patriarcado” ou outras idiotices que dizem por aí.

A resposta da Duquesa, ao aceitar ajuda com um sorriso, foi escaneadora e também demonstra que o fato de receber um ato cavalheiresco não a torna fraca, mas digna de respeito.

Expressar gratidão é um ato de nobreza de espírito.

É sempre animador perceber que o cavalheirismo e a gratidão feminina ainda existem e podem inspirar.

 

 

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A FLORENSE, empresa de móveis de alto padrão, mundialmente conhecida e símbolo de qualidade da indústria gaúcha, completou ontem (18 de maio) 69 anos de fundação.

Essa data é sempre comemorada nas lojas que, mundo afora, representam a marca. O mesmo acontece na cidade serrana de Flores da Cunha, cuja população, majoritariamente de origem italiana, se identifica com o espírito de trabalho e empreendedorismo que marcou a vida da empresa.

Este ano, o aniversário da Florense foi comemorado também na CASA BRASIL, em Nova Iorque, onde a FLORENSE é uma das 64 empresas presentes na mostra que ocorre em promoção da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil).

O objetivo da CASA BRASIL é exibir o que levou nosso país a ocupar a 6ª posição no ranking mundial do setor e a continuar crescendo dentro dos elevados padrões de sustentabilidade, dos rígidos padrões ambientais do Código Florestal Brasileiro, diversidade de matérias primas e sofisticação. A exibição, iniciada no dia 11 já um sucesso, com previsão de vendas chegando perto dos US$ 20 milhões.

Na pessoa do CEO Mateus Corradi, envio meus parabéns à empresa, que honra este site com seu patrocínio, bem como a seus representantes e fornecedores.

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Impressionante resenha da PAX RUSSA

Autor desconhecido

15/05/2022

 

Autor desconhecido  

 

Nota do editor: Recebi por WhatsApp esta síntese do imperialismo russo e sua permanente belicosidade desde o século XVIII. Se alguém conhece o autor, por gentileza me informe para acrescentar a informação ao texto. Recebo como bons todos os dados porque os que cobrem meu período de observação, desde os anos pós-guerra, estão corretos.

Pax russa - historicamente indesmentível!

• Grande Guerra do Norte e Anexação da Estónia e da Letónia, 1700-1721

• Partilhas da Polónia, 1772-1795

• Anexação da Crimeia, 1783

• Supressão da Polónia, 1794-1795

• Guerra Finlandesa e Ocupação da Finlândia, 1808-1809

• Guerra Caucasiana e Genocídio dos Circassianos, 1817-1864

• Pogroms de 1821 (Império Russo)

• Guerra Russo-Persa de 1826–1828 e Anexação da Geórgia, Arménia e Azerbaijão

• Repressão da Polónia, 1830-1831

• Intervenção na Hungria, 1848-1849

• Guerra da Crimeia, 1853-1856

• Repressão da Polónia, 1863

• Pogroms de 1881–1884 (Império Russo)

• Pogroms anti-chineses do Amur (Império Russo), 1900

• Pogroms de 1903–1906 (Império Russo)

• Guerra Soviético-Ucraniana, 1917-1921

• Deskulakização (Rússia Bolchevique e União Soviética), 1917-1933

• Terror Vermelho (Rússia Bolchevique), 1918-1922

• Intervenção na Guerra Civil da Finlândia, 1918

• Guerra Russo-Lituana, 1918-1919

• Guerra da Independência da Estónia, 1918-1920

• Guerra da Independência da Letónia, 1918-1920

• Guerra Polaco-Russa, 1919-1921

• Anexação da Íngria Finlandesa, 1919–1920

• Invasão e Ocupação do Azerbaijão, 1920

• Invasão e Ocupação da Arménia, 1920

• Invasão e Ocupação da Geórgia, 1921

• Repressão da Karélia, 1921–1922

• Sistema do Gulag (União Soviética), 1923-1961

• Coletivização Forçada (União Soviética), 1927-1940

• Deportação dos Íngrios Finlandeses (União Soviética), 1929-1944

• Holodomor (Ucrânia), 1932-1933

• Grande Terror (União Soviética), 1936-1938

• Invasão e Ocupação Soviética da Polónia, 1939-1941

• Guerra de Inverno (tentativa de invasão da Finlândia), 1939-1940

• Massacre de Katyn (União Soviética), 1940

• Ordens de pilhagem de artefactos culturais e infraestrutura industrial durante a ocupação soviética da Polónia e da Alemanha Oriental, (1940-1947)

• Ocupação da Bessarábia e Bucovina do Norte, 1940-1941

• Ocupação dos Países Bálticos, 1940-1941

• Supressão da Insurgência da Tchetchénia, 1940-1944

• Deportações Forçadas da Bessarábia e Bucovina do Norte, 1940-1951

• Guerra da Continuação (Segunda Guerra Soviético-Finlandesa), 1941-1944

• Massacre dos Prisioneiros de Guerra pelo NKVD (União Soviética), 1941

• Deportação dos Gregos Pônticos (União Soviética), 1942-1949

• Deportação dos Calmucos (União Soviética), 1943

• Operação Lentil (limpeza étnica da Tchetchénia e da Inguchétia), 1944

• Deportação dos Tártaros da Crimeia (União Soviética), 1944

• Deportação dos Turcos Mesquécios (União Soviética), 1944

• Deportação dos Bálcaros (União Soviética), 1944

• Transferência Forçada das Populações Alemãs (1944–1950)

• Massacres de civis durante o Cerco de Budapeste (Hungria), 1944-1945

• Ocupação da Roménia, 1944-1958

• Campanha de Violações de Mulheres (Polónia e Alemanha), 1945

• Caça ao Homem de Augustów (Polónia), 1945

• Bloqueio de Berlim (Alemanha Ocupada), 1948-1949

• Oposição ao Plano Marshall, 1948-1951

• Divisão da Alemanha, 1949-1990

• Organização da Greve Geral contra o governo da Áustria, 1950

• Repressão de Berlim e Alemanha Oriental, 1953

• Massacre de 9 de Março (Geórgia), 1956

• Repressão dos Protestos de Poznan (Polónia), 1956

• Intervenção na Hungria, 1956

• Supressão dos Irmãos da Floresta (Países Bálticos), 1945–1956

• Muro de Berlim (Alemanha Oriental), 1961-1989

• Massacre de Novocherkassk (Rússia Soviética), 1962

• Repressão das Manifestações de Yerevan (Arménia), 1965

• Operação Danúbio (Invasão da Checoslováquia), 1968

• Repressão dos Protestos de Dezembro (Polónia), 1970

• Repressão da Sublevação da Lituânia, 1972

• Repressão dos Protestos de Junho (Polónia), 1976

• Repressão das Manifestações da Geórgia, 1978

• Invasão e Intervenção no Afeganistão, 1979-1989

• Lei Marcial na Polónia, 1981-1983

• Tragédia de 9 de Abril (Geórgia), 1989

• Tentativa de supressão da Revolução Romena, 1989

• Janeiro Negro (Azerbaijão), 1990

• Primeira Guerra da Tchetchénia, 1994-1996

• Segunda Guerra da Tchetchénia, 1999-2009

• Guerra do Daguestão, 1999

• Guerra Civil da Inguchétia, 2007-2015

• Invasão da Geórgia e Ocupação da Ossétia do Sul e da Abecásia, 2008-…

• Anexação da Crimeia, 2014-…

• Intervenção em Donetsk e Lugansk (Ucrânia), 2014-…

• Invasão da Ucrânia, 2014 e em 2022

Sempre, “bons rapazes”.

 

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Vídeos


O descondenado não descometeu os crimes.

09/05/2022

Considerações sobre o estado de inocência.

Quando as instituições não cumprem seu papel.

02/05/2022

O desastre institucional que o lastimável jornalismo brasileiro faz questão de não ver está transformando o Estado em algoz da sociedade.

"Daniel Silveira, a justiça em self-service e a graça"

25/04/2022

Com a Justiça agindo em autosserviço, a pena aplicada a Daniel Silveira só poderia atingir a absurda desproporção que adquiriu.

Vinte motivos para não votar em branco.

18/04/2022

Dentre muitas, selecionei um pacote de vinte gravíssimas consequências que podem decorrer da omissão, em outubro, de eleitores que não sejam de esquerda.

Em outubro, falará a última instância.

04/04/2022

A solução do desequilíbrio institucional brasileiro depende da intensa ação política dos cidadãos em relação aos pleitos de outubro.

A solução que virou um problemão.

28/03/2022

Os que causaram esse desastre confessam a autoria ao defender Paulo Freire como seu patrono.


LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

Contato para aquisição através do link abaixo ou na seção Livros do Autor.


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Fato Comentado

Percival Puggina

 

No Brasil abençoado por viver uma democracia modelar, as eleições se procedem segundo o melhor sistema de votação do mundo. Não é um privilégio? Ninguém entende tanto de democracia quanto o poder sem voto, que cobra obediente silêncio. Só não se sabe se é uma obediência ao conhecimento ou ao poder.

Nesta bem aventurada democracia, recebo hoje e-mail do amigo Jorge Abeid, residente no Canadá, logo após haver votado na eleição provincial de Ontário. Diz ele:

Votamos hoje nas eleições Provinciais de Ontário. Eleição com cédula como sempre foi. A cédula e colocada dentro da urna, como sempre foi. Na boca da urna, porém,  há um scanner que lê o voto e a contagem é eletrônica, mas o voto ficou lá na urna.

Onde, claro, pode ser recontado, em caso de necessidade. Que "coisa sem sentido", não é mesmo?

  • Percival Puggina
  • 25 Maio 2022

Raul Jafet

 

"Levei" do Facebook, hilariante frase que reproduzo: "...o eleitorado de Lula é discreto! Não vai a manifestações, não o aplaude nas ruas, só aparece nas pesquisas!"

É intrigante os Institutos de Pesquisa apontarem larga vantagem do ex Presidente sobre o atual, completamente oposto ao que se vê nas ruas de todo o Brasil, onde o atual mandatário é ovacionado, abraçado, tira dezenas de fotos ao lado de entusiasmada multidão! Seria pretensioso de minha parte, desqualificar tais pesquisas, já que não sou técnico, muito menos estatístico. Porém, recorro novamente à histórica frase de Júlio César proferida antes do nascimento de Cristo: "A mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta".

Não duvido da veracidade de certas pesquisas, porém não me parecem honestas!!!! Recentemente, determinado Instituto apresentou pesquisa com 1000 eleitores em todo Brasil. Considerando que temos 150 milhões de brasileiros aptos a votar, tal número de pesquisados (nos meus 69 anos de existência, nunca fui pesquisado eleitoralmente, sic),esses privilegiados 1000, representam apenas 0,00000667% da população brasileira, tão diversa, com tantas diferenças regionais, sociais, econômicas, graus de escolaridade, faixa etária etc. Insignificante amostragem, que salta aos olhos de qualquer leigo na metodologia utilizada.

Me estenderia demais analisando apenas as diferenças do eleitorado do Estado de São Paulo, onde os resultados das últimas eleições para cargos majoritários, apresentam substanciais diferenças entre os votos da Capital e do Interior, das pequenas e grandes cidades! Por isso, me cabe duvidar da veracidade de tais pesquisas, por mais que os Institutos afirmem retratar o momento.

Assim sendo, fosse hoje a eleição, a vitória de Lula seria a de quem sequer pode frequentar com sua namorada, uma praia, um restaurante, um show, sem ser vaiado e recebido com uma chuva de impropérios!

 

*    Raul Jafet é empresário

  • Raul Jafet
  • 24 Maio 2022

Percival Puggina, com conteúdo jornalista Ricardo Azeredo

 

Recebo do amigo jornalista Ricardo Azeredo, da Ricardo Azeredo Mídia, a seguinte nota:

A 6ª. turma do STJ (sim, uma corte superior) decidiu por unanimidade em 20/04/2022 que é ilegal a revista feita por policiais com base em atitudes suspeitas.

Ou seja, por mais calejados que sejam na luta diária contra o crime, policiais não podem mais revistar um suspeito a não ser que detalhem objetivamente os motivos que os levaram a agir.

Entenda a origem do absurdo: em 07/2020, policiais de Vitória da Conquista, BA, desconfiaram de um motoqueiro com uma mochila e o abordaram. Encontraram com ele 50 porções de maconha, 72 de cocaína e uma balança de precisão. Obviamente, foi preso em flagrante.

Agora vem a parte kafkaniana: a defesa alegou que os policiais se basearam em “alegação vaga” para a abordagem, e que isso desrespeitou os direitos do suspeito.

Tá achando absurdo? Pois então saiba que o ministro relator do processo acatou plenamente este argumento surreal, considerando ilegal a apreensão das drogas e determinando o encerramento do processo.

O ministro ainda argumentou que “não se pode validar ações abusivas só porque se achou objetos que poderiam gerar responsabilização penal”. Como é que é??

Tem mais: o ministro ainda disse que a decisão visa evitar abusos contra a privacidade e intimidade e o preconceito gerado pelo “racismo estrutural” da sociedade.

A cereja do bolo: os policiais ainda podem ser penalizados se cometerem uma revista sem “objetividade”. E para completar a lacração, o ministro ainda determinou que a orientação seja repassada a todos os órgãos da justiça e aos governadores.

Que o racismo existe e abusos acontecem todos sabemos. Mas há criminosos brancos e negros, assim como vítimas idem. E existem corregedorias nas polícias para investigar e punir os policiais quando provada a situação.

Num país com criminalidade alta e ousada como o nosso, decisões como essas significam algemar os policiais e não os criminosos, que são tratados como vítimas.

A quem isso interessa?

Décadas de políticas dedicadas à proteção dos criminosos (e ninguém defende a ideia de que criminosos sejam tratados de modo desumano) redundaram na absoluta desproteção da sociedade, esta sim, tratada de modo desumano, abandonada que fica à própria sorte, ou aos próprios azares. A revista policial é uma forma de prevenção! Evita ações criminosas, recolhe armamentos ilegalmente possuídos, fornece fios para investigações mais amplas, captura fugitivos, ou seja, é preciso total alienação para invocar racismo para coibir tais ações. Aliás, é preconceito contra a sociedade.

As cidades e o ambiente rural brasileiros viraram self service da cada vez mais populosa força armada do crime que, por falta de contenção se multiplica com a exponencialidade das ratazanas.

Muito além dos danos econômicos, essa triste realidade se expressa em pânico, doenças do sistema nervoso, vidas perdidas e feridas em números que superam os de nações em combate armado. Tenho amigos que deixaram tudo para trás e saíram do Brasil devido a esse abandono, ao empenho com que tantos membros do Poder Judiciário cuidam da segurança e dignidade dos criminosos em detrimento de suas vítimas.  

  • Percival Puggina, com conteúdo jornalista Ricardo Azeredo
  • 17 Maio 2022

 

Percival Puggina

 

Leio em ZH de hoje (13/05/2022)

Somente 1% dos estudantes matriculados no último ano do Ensino Médio em escolas estaduais do Rio Grande do Sul apresentam desempenho adequado em matemática, conforme dados divulgados pela Secretaria Estadual da Educação (Seduc) no início deste mês. A grande maioria desses alunos (92%) teve atuação abaixo do básico, enquanto 4% atingiram o nível básico e, 2%, o avançado. Os números são resultado da primeira edição de 2022 do Avaliar é Tri — uma avaliação diagnóstica promovida pela pasta desde o ano passado para analisar as perdas de aprendizagem entre os estudantes gaúchos durante a pandemia e as competências pedagógicas que precisam ser reforçadas.

Mais adiante, na mesma reportagem, fica-se sabendo que em Língua Portuguesa a situação é um pouco “menos pior”: 6% dos alunos  alcança conhecimento satisfatório no terceiro ano do ensino médio.

Comento

Sonhando com os milagres da cura dos danos e recuperação das perdas, o jornal dedica página inteira ao desastre educacional de uma geração de gaúchos. Durante dois anos, porém, o mesmo veículo dedicava sucessivas páginas, dia após dia, para cobrar o “fique em casa”, criando na população um clima de pânico e fazendo supor que “Educação a gente vê depois”.

A gente deveria ter visto desde muito antes, quando ela estava sendo tomada por grevistas, por militantes políticos, por professores sem vocação, que vinham derrubando a Educação gaúcha do “top of the list” para uma posição medíocre no cenário nacional. O justo louvor aos bons mestres não pode silenciar a indignação ante os resultados apresentados pela média dos egressos do sistema.

Esse peso não cai na minha consciência. Durante décadas, inclusive em muitas edições do mesmo jornal, escrevi solitário ante o que via acontecer na Educação do meu estado.  

  • Percival Puggina
  • 13 Maio 2022

Percival Puggina

 

Leio em CubaNet (12/05)

MIAMI, Estados Unidos. — O podcast de CubaNet orientado aos presos políticos em Cuba abordou nesta quarta-feira o caso de Dayron Martín Rodríguez, condenado a 30 anos de prisão (!)  por se manifestar em 12 de julho de 2021 no bairro de La Güinera, município de Arroyo Naranjo .

Martín foi preso naquele mesmo dia, quando tentava recuperar o telefone que a polícia havia roubado dele e com o qual gravou vídeos da manifestação.

Sua mãe e irmã, que vivem no Equador, asseguram tratar-se de uma sanção completamente desproporcional, que não reflete o ocorrido durante os protestos.

"Meu filho não merece ficar um dia sequer atrás das grades e já passou nove meses recolhido ao Combinado del Este, presídio de Havana (...) O que ele fez foi o que o povo fez: sair pacificamente para protestar", disse a mãe do preso.

Dayron Martín Rodríguez e outros 14 manifestantes de La Güinera foram condenados após uma audiência oral realizada nos dias 14, 15 e 16 de dezembro do ano passado na sala de Crimes contra a Segurança do Estado do Tribunal Municipal de Diez de Octubre.

Inicialmente, a promotoria acusou os réus de desordem pública e desacato, mas acabaram sendo julgados por sedição.

Martín Rodríguez, que enfrentou um pedido do promotor de 25 anos de prisão, foi condenado a 30 anos de prisão.

Comento

A ferocidade judicial do Estado é uma característica comum às tiranias. Estas zelam por si mesmas, protegem-se da sociedade e tentam convencer os povos que os gulags, os campos de concentração, os “paredones” e os UMAPs cubanos são concebidos e usados como instituições benéficas. Os manifestantes de 12 de julho de 2021 saíram às ruas por liberdade, democracia e Estado de Direito. Foram punidos exemplarmente, para ninguém mais se atreva. E até agora ninguém mais se atreveu.

  • Percival Puggina, com conteúdo CubaNet
  • 12 Maio 2022