Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

"A Cultura é o mar onde navega ou se perde, bóia ou naufraga o barco da política partidária".

Olavo de Carvalho

"Sem controle de um poder por outro poder, sem a liberdade de crítica, não pode haver justiça, nem é possível evitar corrupção."

José Osvaldo de Meira Penna

"O melhor programa econômico do governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem."

Irineu Evangelista de Souza (Barão de Mauá)

"As pessoas não serão capazes de olhar para a posteridade, se não tiverem em consideração a experiência dos seus antepassados."

Edmond Burke

"Cuidado com o Estado. Ele é perigoso e anda armado.”

Roberto Campos

"Pois é assim que o suicídio de uma nação se inicia: quando o sentimentalismo prevalece sobre a razão."

Roger Scruton

"Quanto mais longe você conseguir olhar para trás, mais longe você verá para frente."

 

Winston Churchill

 

"A economia não trata de coisas ou de objetos materiais tangíveis; trata de homens, de suas apreciações e das ações que daí derivam."

 

Ludwig Von Mises

 

"Tenho notado que todas as pessoas que se dizem a favor do aborto já nasceram."

Ronald Reagan

 

"A liberdade não é somente um direito que se reclama para si próprio: Ela é também um dever que se assume em relação aos outros."

S. João Paulo II

“Porque todo o homem é um bípede, cinquenta homens não constituem um centípede.”

Gilbert Keith Chesterton


Artigos do Puggina

Percival Puggina

27/01/2023

 

Percival Puggina

         No próximo dia 1º, os olhos esperançosos do país se voltarão para o Senado da República. Do que acontecer lá, da decisão que a maioria dos senadores tomar, dependerá o futuro da nossa democracia, das nossas liberdades e garantias constitucionais.

Não é pouca coisa. É o equivalente moderno entre ser cidadão romano ou bárbaro, ou entre a reforma e a revolução, entre a civilização e a selvageria. Não é raro nos confundirmos ao estabelecer relações entre causa e efeito. No caso brasileiro, porém, conceitos civilizatórios rudimentares derrapam para a valeta a partir da infeliz conjugação do ativismo dos tribunais superiores com a omissão institucional do Senado da República, sob aclamatórios aplausos do petismo delirante.

Concordo com que a representação popular não seja, em todas as decisões colegiadas, necessariamente submissa à vox populi. Há, porém, limites para essa dissintonia. Há omissões que criam revoluções; há silêncios que causam alaridos de revolta; há negociações que rescendem a velhacaria. Nenhum dos males que vitimaram a tradicional tolerância da parcela conservadora da sociedade brasileira teria ocorrido se o Senado Federal, sob o comando dos senadores Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco houvesse cumprido seu inequívoco papel institucional.      

Entre 2009 e 2022 o Senado brasileiro foi presidido por José Sarney, Eunício Oliveira, Renan Calheiros, Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco! Pense num desastre! Qual legislativo resistiria a tamanha sequência de opções sinistras? Gente bem intencionada não comete erros tão continuados. Todas as instituições da República foram, assim, negativamente impactadas.

Eu, você, o Brasil e o mundo ficamos chocados com os atos de vandalismo do dia 8, mas não podemos permitir que esses atos de selvageria ocultem, tornem opaco, um outro tipo de “vandalismo” ocorrente dentro dos próprios poderes quando se desvirtuam suas obrigações. Quando isso?  Quando quem julga tem lado. Quando a Constituição vira cardápio. Quando quem é freio fecha os olhos. Quando quem é contrapeso flutua. Quando quem tem que negociar para o interesse público mercadeja o próprio interesse. E o parlamento vira uma quitanda de transações obscuras.

Os poderes da República vêm sendo submetidos a um processo corrosivo de causas internas com consequências sociais, políticas e econômicas muito maiores. Muito maiores!

No próximo dia 1º, pensem bem os senhores senadores sobre a quem querem servir. A sociedade os vê com os olhos da esperança!

Percival Puggina (78), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

Percival Puggina

26/01/2023

 

Percival Puggina

       O século XX ia apagando as luzes e o Brasil era governado por FHC. O petismo, crescendo em ferrenha oposição, mirava sua cadeira com olhos cobiçosos. No Congresso Nacional, o partido oposicionista produzia denúncias, pedidos de CPI e de impeachment como padaria fazem pães. Aos cestos. Todas as gavetas do aparelho de estado eram suspeitas! Foram oito anos disso e pouco importava se os impeachments eram recusados e as denúncias arquivadas (o PGR, Geraldo Brindeiro, ganhou o apelido de Arquivador Geral da República). O que contava era o barulho na mídia e a consequente destruição da imagem do adversário.

Em contraposição, o PT se apresentava como estuário da virtude nacional. No leque ideológico, só havia pecado a leste do PT, que cumpria, com furores de Torquemada, o papel de grande inquisidor, também, das heresias políticas desalinhadas da beata esquerda tupiniquim. Do alto de minhas surradas tamancas, eu ousava dizer que não era bem assim.

O petismo anunciava que Lula levaria para o Palácio da Alvorada seus hábitos à dura vida de sindicalista e aquela moderação de costumes que o santo de Assis foi buscar entre os pássaros. Ele teria aprendido na enciclopédia das ruas o que Rui Barbosa escrutinou nos corredores das bibliotecas. Para comandar, ele enrijecera o pulso nos tornos da Villares.

Infelizmente não tenho a imagem, mas ela foi um símbolo da atividade oposicionista durante a gestão do “príncipe dos sociólogos brasileiros” (os tucanos também tinham seus delírios). Nos últimos dias antes da eleição de 2002, o PT estendeu no plenário da Câmara dos Deputados um cordel que ia de lado a lado, diante da mesa dos trabalhos. Nela, como bandeirolas de cordel em festa do interior, cartazes mostravam os nomes de todas as CPIs solicitadas em oito anos. Escândalos que ficaram sepultados. Os meios de comunicação exibiram e Lula foi eleito.

Enfim, a moral seria restabelecida. O PT tinha a chave de todas as gavetas, acesso a todos os dados, comandaria o aparelho de informação do Estado, nada restaria oculto. Os pecados seriam proclamados desde as cumeeiras. Um mar de lama inundaria o Lago Paranoá.

Sentei e esperei. Passaram-se os dias, as semanas, os meses, os anos. E nada! Senhores, estou afirmando: nada! Coisa alguma. Lhufas! O que relato aqui aos mais moços e aos mais esquecidos diz muito sobre a relação entre Lula e FHC, entre tucanos e petistas. Explica apoios e abraços.

Agora, compare com a conduta do PT durante o governo de Bolsonaro. O partido que perdera a eleição de 2018 sob o peso das próprias culpas expostas pela Lava Jato adotou uma conduta discreta se cotejada com suas encenações contra FHC. Exceção feita à CPI do Circo, a verdadeira oposição a Bolsonaro, ferrenha, duríssima, ficou por conta da mídia e do crescente ativismo judicial via STF/TSE.

Compare o que escrevi acima quando FHC saiu e Lula entrou com o que está acontecendo agora que Bolsonaro saiu para Lula entrar. Foram quatro semanas em guerra! O petismo só fala em cadeia, cerceamento de liberdades, combate sem tréguas às demais posições ideológicas, expurgos e em tornar inelegíveis seus adversários potenciais. Passa pente fino em cartões de crédito, telefones celulares, furunga gavetas, vasculha lixeiras.

A favor de quem o PT governa sabemos todos. E contra quem o faz? Quem é realmente adversário para o petismo raiz de volta ao poder? É você, meu caro leitor. É você através dos que são censurados, multados, presos, tornados sem voz por decisões judiciais que uma vez iniciadas não mais irão cessar. São aqueles de quem, por não subscreverem a cartilha, o ministro Haddad diz que não compra coisa alguma.

Percival Puggina (78), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

 

 

 

 

Percival Puggina

24/01/2023

 

Percival Puggina

         O estresse político brasileiro é um corruptor de consciências. Multidões perdem noções básicas de certo e errado que introduzem o senso moral e que toda criança sob cuidados familiares ouviu dos adultos: “Não faças aos outros o que não gostarias que fizessem contigo”; “Tua liberdade vai até onde começa a liberdade do outro”; “Evita as más companhias”, etc.

Não obstante a obviedade destes marcos morais, milhões de pessoas aceitam o abuso do poder exercido contra quem pensa diferente, aplaudem personagens que não seriam convidados para jantar com a família de quem aplaude. E por aí vai a razão cedendo lugar à paixão.

Álvaro Moreyra, poeta porto-alegrense que foi membro da Academia Brasileira de Letras, escreveu em “Lembranças... as amargas não” que no fim somos “biblioteca de nós mesmos, nosso próprio repertório”. Haveria menos imbecis e menos canalhas se todos estivéssemos atentos a isso.

Como escrevi enquanto os fatos aconteciam, na tarde do domingo dia 8, aquelas aberrações que feriram toda consciência bem formada beneficiavam exclusivamente o governo. Agora é possível explicitá-lo claramente pela conduta dos diversos atores. A ingenuidade da imensa maioria dos manifestantes, o desatino de alguns e a infiltração de outros deram suporte ao discurso do golpismo, reforçaram o palavrório de Lula no exterior, criaram a organização que faltava à sanha punitiva do ministro Alexandre de Moraes, fortaleceram a candidatura do omisso senador Rodrigo Pacheco à presidência do Senado e reduziram as bancadas de oposição nas duas casas do Congresso Nacional. Impossível apresentar à nação, ao vivo e a cores, algo com tamanho poder de beneficiar o adversário e causar tanto dano a quem são atribuídas as ações.

É inevitável que essa constatação nos remeta à conhecida frase de Napoleão: “Jamais interrompa seu inimigo quando ele estiver cometendo um erro”.

No calor dos acontecimentos, a base do governo no Senado tratou de pedir uma CPI. Ela foi proposta pela senadora Soraya Thronicke e contou com a habitual dedicação do senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, que logo garantiu já ter asseguradas as 27 assinaturas necessárias. Horas mais tarde, ainda no dia 9, já eram 31 os senadores signatários do requerimento da recém-batizada CPI do Terrorismo. No dia seguinte, a Revista Exame passou a régua e totalizou 41 apoiadores (mais da metade do plenário da Casa). O número deve ter continuado crescendo porque também os senadores da oposição concordavam com ser um dever do parlamento investigar atos criminosos cometidos contra o Legislativo.

Quando a poeira das investigações começou a baixar, soube-se que o governo não estava entusiasmado com a ideia da CPI. Interrogado sobre esse recuo na entrevista que concedeu à Globo News, Lula falou do que já estava sendo feito pelo governo e foi ajudado pela própria apresentadora (coisas do jornalismo independente) que completou por ele: “Porque a gente sabe como as CPIs começam, mas nunca sabe como terminam”. Isso significa que no pluralismo de uma CPI, a luz pode entrar, também, por outras portas e janelas.

O objetivo principal da CPI, além de identificar os responsáveis e os mandantes das condutas criminosas, é saber quais as forças que se conjugaram para que a omissão permitisse os atos de barbárie que horrorizaram o mundo. Por que, raios, quando tantos, com tanto poder, estavam sabendo que “algo” grave estava por acontecer, ninguém se mobilizou para impedir? Quantos prevaricaram? Hoje, passadas duas semanas, a oposição quer a CPI e o governo se desinteressou dela. Por quê?

Para essa pergunta, a jornalista da Globo News teve uma resposta que emprestou ao Lula.

Percival Puggina (78), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

Cúpula da Celac termina com destaque para volta do Brasil ao bloco

Diário da Indústria e Comércio

25/01/2023

 

Diário da Indústria e Comércio

       A 7ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que reúne 33 países do hemisfério, terminou nesta terça-feira (24), na Argentina, com a aprovação de um texto final, a Declaração de Buenos Aires. 

O evento teve como principal destaque o retorno do Brasil, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua primeira viagem internacional do terceiro mandato. O país havia se retirado do organismo em 2020, na gestão de Jair Bolsonaro. Fundada em 2011, no Chile, a Celac é o principal fórum de discussão multilateral entre os países da América Latina e Caribe.

O documento final do encontro tem mais de 100 tópicos e quase 30 páginas. Aborda uma visão compartilhada entre os países do grupo em diversas áreas, com destaque para recuperação econômica pós-pandemia, segurança alimentar e energética, estratégia em saúde, cooperação em meio ambiente, ciência e tecnologia, transformação digital, infraestrutura, entre outros.

Uma das medidas ratificadas é a decisão de realizar uma reunião de Cúpula Celac-União Europeia em 2023, bem como reunião de Cúpula do Foro Celac-China em 2024.

Os países da Celac saudaram, no documento, a candidatura do Brasil para sediar a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), em 2025, na cidade de Belém.

Outros tópicos contidos no documento são as decisões de convocar uma reunião dos ministros da Economia da Celac para o primeiro semestre de 2023, com foco na agenda de recuperação econômica. No documento também constam a atualização do Plano de Segurança Alimentar, Nutrição e Erradicação da Fome, a continuidade ao Plano de Autossuficiência Sanitária e o fortalecimento das capacidades de produção e distribuição local e regional de vacinas, medicamentos e insumos críticos.

A presidência pro tempore da Celac em 2023 foi designada, por consenso, a São Vicente e Granadinas, país do Caribe.

Declarações especiais

Além da declaração principal, a 7ª Cúpula da Celac aprovou mais 11 declarações especiais, incluindo temas sensíveis como a defesa da soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas. 

Também foram aprovadas declarações exigindo o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba, declaração sobre promoção da igualdade de gênero e empoderamento da mulher, declaração sobre desarme nucleares, outra sobre integração e, ainda, uma declaração sobre proteção ambiental. 

A Celac aprovou também uma declaração sobre combate ao tráfico internacional de armas e outra sobre promoção e preservação de línguas indígenas. 

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Você é contra o aborto? É mesmo? Como?

Pe. José Eduardo

25/01/2023

 

Pe. José Eduardo

Nota do editor: Este texto contém duas breves reflexões do sacerdote sobre aborto. Ambas me foram enviadas por terceiros. O título e a imagem foram escolhidos por mim para fins de edição no site.

        As pessoas não são mais capazes de diferenciar o que é uma mera condenação retórica do aborto de um efetivo combate político ao mesmo.

Uma condenação retórica é apenas a declaração de "ser contra" o aborto, desaprová-lo moralmente, dizer que não o faria... Isso até um abortista é capaz de fazer.

O efetivo combate político ao aborto consiste em lutar  para que os abortistas não cheguem ao poder e impedi-los por todos os meios possíveis de alcançar os seus objetivos.

A retórica serve apenas para nos mostrarmos bonzinhos; no final, é só uma demonstração de vaidade. O combate político visa atingir metas, não é apenas uma paróquia esquálida e vazia.

***

Esse papinho, de que a mudança da legislação sobre o aborto compete ao poder legislativo, ignora completamente os indevidos avanços do STF nessa matéria, avanços que estão sendo desinibidos neste momento pelas ações do atual chefe do executivo et caterva.

Não tenham dúvida: caso a presidência do Senado seja ocupada por um cúmplice do atual status quo, não terminaremos o semestre sem que o aborto tenha sido descriminalizado.

Claro! Tudo com aquele isentismo que se esconde por detrás da alegação de democracia e não sem aquela lamentação de prostituta traída, característica de "católicos, só que não", que é apenas obsceno teatrinho que esconde a conivência fria e consciente com os agentes da morte (pra eles, isso tudo é fixação delirante).

 

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Goleiro ruim entrega o time

Percival Puggina

10/01/2023

 

Percival Puggina

 

         O excelente jornalista Claudio Humberto, em sua Coluna CH de ontem 9 de janeiro no Diário do Poder, conta sobre as manifestações de desagrado nas hostes petistas quanto à conduta do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em suas responsabilidades na proteção dos prédios dos três poderes durante os acontecimentos do dia anterior.

A nota de CH salienta ter o próprio ministro, no sábado, declarado caber à Força Nacional de Segurança a tarefa de “impedir o protesto bolsonarista na Esplanada dos Ministérios, dispensando na prática a experiente Polícia Militar do Distrito Federal, uma das melhores do País”. Para os petistas, acrescenta a matéria, “Dino foi ingênuo ao confiar nas providências de Anderson Torres, ex-ministro de Bolsonaro, para garantir segurança na Esplanada”.

Agora me digam se não tenho razão ao sentir vontade de repetir o bordão do senador Magno Malta: “Mamãe me acode!”. Quanto mais a gente examina os fatos do dia 8, mais transparece a infiltração e mais tudo fica com jeito de cena de crime previamente montada...

Goleiro ruim entrega o time. Principalmente na política, onde as possibilidades de defesa devem ser cuidadosamente examinadas antes.

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Vídeos


Dez máximas e reflexões para democratas

23/01/2023

O que se segue está dito para ser visto por democratas; se você não for, nem assista; se assistir, não se aborreça.

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Vamos escolher o ânimo ou o desânimo?

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Três fatos e uma conclusão inevitável. Verifique isso você mesmo.

Outorga da Medalha do Mérito Farroupilha a Percival Puggina

22/12/2022

Vídeo da cerimônia com protocolo e pronunciamentos meu e do deputado proponente da homenagem.


LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

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Fato Comentado

Percival Puggina

Leio no site da Agência Brasil

Após anos de proibição, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltará a financiar projetos de desenvolvimento e de engenharia em países vizinhos, disse hoje (23) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele deu a declaração acompanhado do presidente argentino, Alberto Fernández, em encontro com empresários brasileiros e argentinos durante a viagem a Buenos Aires.

Segundo Lula, a atuação do banco de fomento é importante para garantir o protagonismo do Brasil no financiamento de grandes empreendimentos e no desenvolvimento da América Latina.

“Eu vou dizer para vocês uma coisa. O BNDES vai voltar a financiar as relações comerciais do Brasil e vai voltar a financiar projetos de engenharia para ajudar empresas brasileiras no exterior e para ajudar que os países vizinhos possam crescer e até vender o resultado desse enriquecimento para um país como o Brasil. O Brasil não pode ficar distante. O Brasil não pode se apequenar”, declarou Lula.

No discurso, o presidente também defendeu que o BNDES empreste mais. “Faz exatamente quatro anos em que o BNDES não empresta dinheiro para desenvolvimento porque todo dinheiro do BNDES é voltado para o Tesouro, que quer receber o empréstimo que foi feito. Então, o Brasil também parou de crescer. O Brasil parou de se desenvolver e o Brasil parou de compartilhar a possibilidade de crescimento com outros países”, disse.

No governo anterior, o BNDES fez auditorias em financiamentos a países latino-americanos na década passada e divulgou o resultado numa página especial no site da instituição na internet. As investigações não encontraram irregularidades.

*https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-01/bndes-voltara-financiar-projetos-em-paises-vizinhos-diz-lula

Comento

        Assisti a um vídeo (aqui) em que Lula discorre sobre visitas de Evo Morales que não queria voltar a seu país “sin plata” (dinheiro, em espanhol popular). Sei que Cuba e Venezuela não pagam o que devem ao Brasil (aqui) e que essas dívidas já foram pagas ao BNDES pelo Fundo de Garantia de Exportações, custeado pelo Tesouro Nacional. A dívida cubana era lastreada em charutos (aqui).

Nas palavras de Lula, querer receber o empréstimo concedido é um mau hábito (imagino que ele pense assim) e não surpreende quem esteja bem informado. No seu desconhecimento sobre rudimentos de Economia e contas públicas, ele considera (aqui) que o governo gastar dinheiro que o Estado não tem é bom para a Economia, mas pagar os juros do correspondente endividamento é um gasto indecoroso.

Ou seja, ele quer fazer a mesma coisa, internamente, com os poupadores brasileiros que financiam o déficit público...

  • Percival Puggina
  • 25 Janeiro 2023

Percival Puggina

Leio em Jota

A desconfiança dos brasileiros sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) é maior entre eleitores de Jair Bolsonaro (PL), homens, jovens entre 25 e 34 anos, evangélicos, com escolaridade até o ensino médio e que possuem renda familiar de R$ 2 a R$ 3 mil mensais.

Esses grupos têm também as piores avaliações sobre Alexandre de Moraes – ao mesmo tempo, na população em geral, ele é o ministro com mais percepções positivas.

O perfil foi traçado pelo instituto de pesquisa AtlasIntel, que, a pedido do JOTA, ouviu a opinião dos brasileiros sobre o tribunal após os ataques aos Três Poderes.

Há um empate técnico entre a parcela de brasileiros que confiam e a que desconfiam do STF: 44,9% dizem confiar na Corte e 44,8% afirmam não confiar — os 11% restantes não têm opinião formada sobre o tribunal constitucional brasileiro.

Entre as pessoas que disseram ter votado em Bolsonaro no primeiro turno das eleições de 2022, 91% declararam desconfiar da atuação do STF e  apenas 2% afirmaram confiar – o número restante corresponde àqueles que afirmaram não saber opinar. Essa é a maior proporção de desconfiança levando-se em conta os apoiadores dos quatro candidatos mais bem classificados nas eleições presidenciais de 2022.

No outro polo, os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao lado dos de Simone Tebet (MDB), têm os maiores níveis de confiança: 81% em cada um dos grupos.

Confiança dos brasileiros no STF de acordo com seus candidatos no 1º turno: 

Comento

Os dados levantados mostram a existência de dezenas de milhões de eleitores que não confiam na Suprema Corte brasileira. Não por acaso, são os eleitores de um candidato e se dão por insatisfeitos com a arbitragem que ali vem sendo exercida. O percentual de aprovação vem do lado esquerdo. Alguém pode dizer, não sem razão, que tais divergências em relação “ao  juiz do caso” são muito comuns. Quem perde discorda do juiz. A pergunta da pesquisa, porém, não era sobre concordância, mas sobre confiança...

Um fenômeno posterior ajuda a compreender a verdadeira natureza do problema. Refiro-me ao ocorrido no ato de diplomação do candidato Lula pelo TSE. Quando Alexandre de Moraes entrou no recinto repleto de convidados petistas, foi saudado em vigorosa e prolongada salva de palmas pelo auditório que, num salto, se pôs em pé, simultânea e espontaneamente. Nunca antes assisti algo naquelas proporções.

A pergunta fica para o juízo do leitor: o que terá, cada um dos lados em disputa, percebido?

*      Veja a íntegra do texto original de Jota aqui: https://www.jota.info/stf/do-supremo/brasileiros-estao-rachados-em-relacao-a-confianca-no-stf-diz-pesquisa-atlasintel-jota-13012023

**        AtlasIntel é a fonte da ilustração acima.

  • Percival Puggina, com informações do site Jota
  • 15 Janeiro 2023

 

Percival Puggina       

         Quando o PT chega ao poder, vem com aquilo que chamamos “fome ao pote”. Deixem o Lula solto para falar e o “amor” sai derrotado na primeira frase. Com a honra de ser “absolvido” em três instâncias na Globo e em duas na ONU (ou algo com semelhante peso judicial), ele se sente em condições de despejar sua ira contra quem pensa diferente dele, usando o salto alto da dignidade ferida.

No tempo das antigas vitórias petistas aqui no Rio Grande do Sul, a percepção comum era de que haviam obtido ganhos revolucionários e não sucessos eleitorais. A revolução, como se sabe, tem motivos e não precisa ter razão. Ela passa por cima de detalhes éticos e estéticos que são do agrado da “burguesia” derrotada.

É o ânimo que observo nestes primeiros dias de um novo governo petista no país. Puxa a carreta para o passado! Há que trazer o calendário para algum momento anterior e retomar tudo a partir daí, inclusive o caos em que deixaram o país. Querem, como eu, o Brasil de volta, mas nos pandarecos em que o perderam.

Para chegar a esse estágio, vale tudo. Inclusive o fuxico, o mexerico, a busca maligna e maliciosa na intimidade alheia. Vale, até mesmo, atrair a dadivosa Justiça para o despenhadeiro da judicialização daquilo a que chamam “política”.

Bolsonaro havia decretado sigilo de cem anos sobre certos documentos. Acabar com esse sigilo, pelo jeito, estava entre as grandes e urgentes prioridades do governo Lula. Tarefa relevantíssima saber, por exemplo, quem eram as 565 pessoas que visitaram a Sra. Michelle Bolsonaro no Palácio do Alvorada. Nossa! Assunto para os fuxiqueiros antifas. Neste momento e por muito tempo, essas pessoas são vítimas de uma pescaria. Numa perspectiva racional, são elas que ficaram injustamente desprotegidas com o alarido em torno da abertura do sigilo “de cem anos” até agora estabelecido. São elas que estão tendo a vida devassada e não é a ex-primeira-dama.

Mas, quem se importa com isso? Afinal, dizem, “a luta é política”. Com isso, explicam qualquer coisa e para delineá-la bastam os motivos. A razão, bem como a correção dos meios e dos fins são zelos da “burguesia”.

  • Percival Puggina
  • 12 Janeiro 2023

 

Percival Puggina

 

 

Li numa coluna qualquer de O Globo:

A ministra da Saúde Nísia Trindade tomou posse nesta segunda-feira e, durante a solenidade em Brasília, anunciou que revogará medidas instituídas pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na pasta. Em seu discurso, ela deixou explícito que atuará em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos, o que incomodou a base bolsonarista. Parlamentares reagiram a fala da ministra e culpabilizaram religiosos que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

 Serão revogadas nos próximos dias, as portarias e as notas técnicas que ofendem a ciência, os direitos humanos e os direitos sexuais reprodutivos — afirmou a ministra recém-empossada.

Comento

            Ser pró vida, ser contra o aborto por vontade da freguesa tem nada a ver com bolsonarismo, nem com religião, ou com qualquer dessas etiquetas que a esquerda manipula desde que o esquerdismo apareceu no universo da política.

Ser contra o aborto é ser defensor da humanidade! Ser contra o aborto é análogo a ser contra a tortura, contra o homicídio, contra a escravidão, contra as muitas formas de constrangimento e discriminação. Não há ideologia nisso. Pode essa pauta se tornar ideológica na estratégia esquerdista de produzir zonas de conflito.

Por outro lado, indecentemente política é a conduta de quem, em plena campanha eleitoral, proíbe mencionar que um dos candidatos é a favor do aborto para que esse candidato seja eleito e faça isso nomeando para o ministério da Saúde uma socióloga que no discurso de posse já deixou claro a que vem.  

  • Percival Puggina
  • 06 Janeiro 2023

Percival Puggina

         Para o presidente do TSE, na comunicação social de seu reino particular, as coisas se dividem assim: há uma “imprensa tradicional” e há as tais redes sociais com suas mídias digitais. A primeira, à qual tudo será permitido porque concorre para o mesmo fim, lhe rende aplausos de fazer ventania na consciência; quando não, o mais silencioso servilismo. Às demais corresponde o espaço da maldita e execrável liberdade de opinião, sobre a qual, desde cedo, fiscalização dura e porrete penal anteciparam o que estava por vir. E veio.

Veio sob forma de reduções drásticas nos compartilhamentos, censuras prévias, desmonetizações, lugar vitalício nos prepósteros inquéritos do fim do mundo e multas de arrepiar couro de jacaré. Anteontem, registrei a imposição de silêncio a Paulo Figueiredo. Não sabia, porém, que dois amigos pessoais haviam sido atingidos pelo mesmo senhor dos raios e trovões no Olimpo brasiliense.

Rodrigo Constantino e Fernando Conrado são dois competentes e influentes comunicadores, com justificado destaque nos pequenos, mas preciosos, espaços de divergência ainda disponibilizados pela Jovem Pan. Silenciá-los nas redes sociais é uma terrível amostra do porvir.

Eu não quero viver no Brasil que tornaria menos iracundo o senhor Alexandre de Moraes!

Será escabroso o percurso da oposição! O pseudo jornalismo que encanta o ministro tem todo o direito de fazer o que bem entender. Pode pegar a verdade e contorcê-la ou passar no picador de papéis. Pode selecionar o que relatar e o que ocultar. O que comentar e o que não comentar. Liberdade é para isso também. Só quero que, por mera equidade, idêntico direito seja concedido ao jornalismo digital. Este, por algum motivo ignoto, foi sugado para a alçada do censor mor da república.

Fica aqui meu abraço solidário às três vítimas de anteontem – os notáveis Paulo Figueiredo, Rodrigo Constantino e Fernando Conrado. Terão lugar de honra no Panteão destes tristes dias!

  • Percival Puggina
  • 01 Janeiro 2023