Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

“O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele pode nos dar é sempre menos do que nos pode tirar.”

Roberto Campos

"O homem que diz que a verdade não existe está pedindo para que você não acredite nele. Então, não acredite."
 

Roger Scruton

“Socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, o evangelho da inveja; sua virtude é a igual repartição da miséria.”

 

Winston Churchill

 

"Ter poder é como ser uma grande dama. Se você precisa dizer que é, você não é."
  

Margaret Thatcher

 

"A economia não lida com coisas e objetos materiais tangíveis, trata dos homens, suas ações e propósitos.“

 

 

Ludwig Von Mises

 

"Mas o que é a liberdade sem a sabedoria e a virtude? É o maior de todos os males possíveis, pois é apenas estupidez, vício e loucura sem proteção ou freio."

 

Edmund Burke

 

"No Brasil, a virtude, quando existe, é heroica, porque tem que lutar com a opinião e o governo."

 

José Bonifácio

 

As palavras mais terríveis são: "Eu sou do governo e estou aqui para ajudar”

Ronald Reagan

 

“Assim como vai a família, irá a nação e assim irá o mundo em que vivemos.”

S. João Paulo II

"O certo é certo, mesmo que ninguém o faça. O errado é errado, mesmo que todos se enganem sobre ele."

Gilbert Keith Chesterton


Artigos do Puggina

Percival Puggina

03/12/2021

 

Percival Puggina

 

         Em comentário a um artigo que escrevi sobre mazelas nacionais, uma leitora se exclamou dizendo não ver saída nem solução. “O que posso fazer eu, que sou uma pobre tia do Zap?”, perguntou.

A indagação carregava clara desconsideração do próprio valor. Expliquei a ela que a expressão “tia do Zap” foi criada em laboratório com o intuito de suscitar precisamente esse sentimento, levando as mulheres a abdicarem de sua atividade como cidadãs em uma sociedade politicamente conflituosa.

Quem dera muitos milhões de mulheres se acrescentassem aos milhões de tias do Zap já motivadas! De fato, o Brasil já muito lhes deve. Elas estão nas ruas e estão nas redes sociais e estavam na linha de frente da mobilização que promoveu a derrota esquerdista em 2018.

É fácil compreender as razões da importância das mulheres para o apoio à preservação de princípios e valores, a saber: a preservação da inocência das crianças, a valorização do papel da instituição familiar, a defesa do direito ao trinômio vida-propriedade-trabalho, as mais veementes demandas por segurança pública, o combate à criminalidade e ao avanço das dependências químicas, a proteção da juventude contra influências nocivas no ambiente escolar.

Estas pautas são tão inerentes à condição feminina que, se explicitadas, constariam da agenda da imensa maioria das mães, avós e tias do Zap. Sabem por quê? Porque esses apreciáveis bens materiais e espirituais estão sob intenso ataque em todo o Ocidente e onde se façam sentir as filosofias embusteiras, tóxicas e destrutivas que nele prosperam periodicamente.

Tal enfrentamento político e cultural coloca o Brasil e seu atual governo no olho de um furacão publicitário e midiático. A política que rola aqui, em particular a futura eleição brasileira, interessa ao mundo e às suas tias do Zap bem mais do que os acontecimentos nos Estados Unidos, onde os mesmos problemas são enfrentados e onde as tias do Zap foram derrotadas em 2020.

Aos tropeços e por linhas tortas, com falta de meios e experiência, essa é uma empreitada em defesa da civilização ocidental, de sua cultura e de seus valores, frente a um novo totalitarismo emergente. O estrago que já fez mostra aonde quer chegar e certamente as mães, as avós, as tias e as educadoras de verdade percebem-no com cotidiana clareza.

Se há uma guerra contra a cultura ocidental e se essa é uma guerra sem armas letais, seus alvos e vítimas estão na essência do conservadorismo – religiosidade, instituição familiar, história e tradição.

Eis porque vejo com tanta esperança a ação das tias do Zap. Eis porque convivem elas com esse misto de justificado orgulho e malévolo preconceito.

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

30/11/2021

 

Percival Puggina

 

         Nunca me acomodei num desses divãs porque, para pensar, prefiro a cadeira do computador. Outro dia, porém, estarrecido e irritado diante do que vejo consolidar-se como prática política no cotidiano nacional, escrevi que tais conflitos e arreglos estavam a me exigir um divã e um papo com psicanalista.

Uma ideia puxa outra e isso me levou a perceber que essa era uma necessidade comum a todos nós, brasileiros. A nação precisava de um divã para compreender as tumultuadas relações com que, querendo ou não, estava envolvida até o fundo da alma. E o divã era bem adequado a isso, principalmente para compreendermos como se caracterizam, em nosso subconsciente, estes três elementos: Pátria, Nação e Estado.

A Pátria é a mãe. Amada e amável, gentil, generosa, pródiga em riquezas naturais. Na célebre definição de Rui, “não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade”.  

A Nação somos nós, herdeiros dessa tradição, fé, consciência e idioma; herdeiros da cultura, valores e verdades aprendidos no lar.

O Estado é essa criatura, esse ente político, que se vai tornando abominável. Criatura, sim, porque bem antes dele surgir na história havia a pessoa humana, gregária, havia a comunidade, e foi nela que nasceu o Estado. Discutam os filósofos os fatores causais e instrumentais desse nascimento, mas sua finalidade é servir. E se alguma dúvida houver, lembremo-nos: o Estado brasileiro tem a forma a ele conferida pela sociedade num processo legislativo em que os constituintes agiam como seu representante.

Se a Pátria é a boa mãe e se nós somos seus filhos, o Estado brasileiro, então, é o pai ou padrasto de maus costumes e mau caráter, que abusa de seu poder, que cerceia direitos fundamentais, que não ouve os que estão sob sua autoridade, que avança sobre seus bens. Gastador, perdulário, desonesto e injusto, cuida prioritariamente de si mesmo e descumpre o único papel que lhe corresponde: servir à nação.

Capturados nesse triângulo psicológico, habituamo-nos a reverenciar o Estado e aqueles que o encarnam, como entes ou entidades superiores. Falamos a eles olhando para cima, numa reverência que convalida seu poder e sua conduta. Errados, estamos! A relação foi invertida. O Estado não existe para ser o monstro que nos sufoca. Se sua função é servir, a soberania popular deveria fazer a sociedade ver o Estado na perspectiva segundo a qual o Estado a vê: de cima para baixo, com o devido respeito pela importância dos papéis que desempenha. A soberania, contudo, desculpem informá-los, é popular.

Há que emergir desse drama quase freudiano, dessa tumultuada relação “familiar” em que nós, os brasileiros, fomos capturados.

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

25/11/2021

Percival Puggina

 

         No dia 22 de novembro passado, viralizou a notícia de que a juíza da 1ª Vara de Execuções Criminais do TJ/RS determinara a contagem em dobro de cada dia de pena cumprido por detentos do Presídio Central de Porto Alegre. Condições desumanas e ultrajantes são a causa da incomum decisão.

Realmente, as condições do presídio são terríveis. Foi inaugurado em 1959 e a pintura ainda era recente quando, em 1962, tive ali meu primeiro emprego aos 18 anos de idade. Hoje, o prédio exige aos berros a própria demolição. Deteriorou-se e abriga o dobro da lotação prevista.

Certa vez, um parlamentar antagonista de muitos debates convidou-me insistentemente para visitarmos juntos o mostrengo prisional. Agradeci e disse-lhe que já o conhecia, tanto que trabalhara lá. Ele insistiu, alegando o sabido: aquilo desrespeitava quaisquer princípios de humanidade; seria uma experiência horripilante.

Afirmei estar ciente disso e que, por certo, passar um dia ali era viver o inferno sem fogo. No entanto – continuei – os presos que lá estavam e as organizações a que eventualmente pertencessem sabiam-no melhor do que nós dois. E sabiam mais, as péssimas condições materiais inibiam a segurança interna e favoreciam a vida criminosa dentro do presídio.  

No entanto, todo o negócio do crime tem consciência e explora o fato de que o sistema funciona a seu favor. A aposta que faz contra ele paga muito bem no Brasil. Os bandidos sabem de que a possibilidade de acabar no Presídio Central é pequena.

***

Por outro lado, como se observa abrindo a janela e dando uma olhada para o lado de fora, também o ativismo judicial viraliza no país. Se, objetiva ou subjetivamente, a realidade é imperfeita, parte-se para o vale-tudo. O dono da caneta é senhor da lei e de sua aplicação. Nas palavras do deputado Ten. Cel. Zucco, a magistrada partiu para o Black Friday da execução penal... Ao tomar ela a atitude que tomou, deu um passo em linha com seu sentimento de justiça, mas deu outro contra a segurança dos cidadãos, das vítimas reais e das vítimas potenciais dos crimes cometidos pelos que lá estão. Curiosamente, o primeiro critério se impôs ao segundo e se impôs a todas as sentenças condenatórias expedidas contra os presos.

O jornalismo militante, que conta com o fator revolucionário da criminalidade para seus objetivos políticos e ideológicos, saúda a medida e destaca que muitos dos presos estão “aguardando julgamento”. Ora, nessas condições, por força de lei e mediante solicitação periodicamente renovada, só ficam os criminosos cuja liberdade, reconhecidamente, representa elevado risco para a sociedade. O Presídio Central não é hospedaria de inocentes.

Lugar de criminosos é a cadeia, por isso precisamos de mais e melhores unidades prisionais. A sociedade, em benefício de sua própria segurança, deve se mobilizar em favor de quem combate o crime.

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

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01/12/2021

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

Percival Puggina

 

         Nos Estados Unidos, a sabatina de um ministro da Suprema Corte pode durar meses. Leva o tempo necessário para que o indicado tenha vasculhados o intelecto e a vida privada. Pente fino e scanner são passados nas travessuras infantis e nos hábitos adultos, diurnos e noturnos. Atravessam-se portas fechadas, rompem-se envelopes lacrados. Alguns candidatos desistem para evitar escândalos. Aqui no Brasil, porém, tudo se decide numa sabatina de poucas horas, porque não é ela que importa. Aqui importam mais as semanas de sabatinas auriculares, ao pé do ouvido, nas  “visitas de cortesia” aos gabinetes dos senadores.

As tentativas feitas por  André Mendonça para botar a bola no gol e sentar na cadeira vaga existente no STF encontraram a meta guardada pelo corpulento e magoado senador Alcolumbre, aborrecido com a investigação aberta pelo indicado nos negócios do narcotráfico em área de sua senatorial proteção.

Isso é coisa que se faça, Dr. André Mendonça? Em certos estados do Brasil, as cercanias de um senador são território fora da lei, cujo braço não chega lá. Ao menos, assim pensa Davi Alcolumbre e assim muitos de seus pares querem que a banda continue a tocar.

O risco que agora o candidato Mendonça enfrenta, segundo a coluna de Lauro Jardim, é a pressão de Alcolumbre para que os senadores adiram a um particular “fique em casa”, ou esvaziem o plenário, evitando a instalação dos trabalhos.

Alguém poderá dizer, com razão, que tal conduta beira o gangsterismo político. Sim, mas isso não chega a ser uma grande novidade, não é mesmo? Pode ser objeto de uma notinha jornalística, mas jamais de uma opinião que venha acompanhada de um adjetivo, ou de um advérbio que possam expressar algo que mereça ser chamado de “opinião”.

O Senado está assim e o jornalismo brasileiro vai junto.

Por tudo isso, embora André Mendonça não fosse o nome de minha preferência, estou torcendo por ele. Não tenho qualquer afinidade com os senadores que o rejeitam, nem com o jornalistas que ironizam sua condição de evangélico.

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BRASIL SEM PRIVILÉGIOS

Brasil Sem Privilégios

29/11/2021

 

Brasil Sem Privilégios

 

Nota: recebi esta mensagem, fui ao site brasilsemprivilegios.com.br, onde assinei e aplaudi a petição. Travar o andamento do “PL do fim dos supersalários” é mais uma na conta do indefensável senador Alcolumbre.

Aprovado na Câmara em 13 de julho, hoje o PL do fim dos supersalários completa 139 dias preso no Senado.
O motivo? O senador Davi Alcolumbre, presidente da CCJ, é quem deve designar um relator para o projeto no Senado, e isso ele ainda não fez.
E o projeto não pode andar na casa sem um relator.
Enquanto isso, o Brasil é um dos sete países que mais gastam com funcionários públicos.
0,2% dos servidores federais têm supersalários, remunerações acima do teto de R$ 39,2 mil.
Essa "pequena" porcentagem, sozinha, é responsável por fazer os cofres públicos gastaram R$ 2,6 bilhões a mais todos os anos.
Já os supersalários do Poder Judiciário custaram ao menos R$ 12 bilhões desde dezembro de 2016.
"Um homem paulista que trabalhe há 10 anos no setor privado, por exemplo, e que ganhe R$ 2.532 hoje – o salário médio atual do Brasil, de acordo com o IBGE –, demoraria 20.403 anos para receber os mesmos R$ 39,2 mil do teto do funcionalismo", explica a CNN, com base na calculadora de supersalários do Centro de Liderança Pública (CLP).
Vamos pressionar Davi Alcolumbre e os demais senadores pela aprovação do fim dos supersalários no Senado!
Compartilhe a petição brasilsemprivilegios.com.br com seus amigos e familiares e ajude a trazer mais pessoas para a defesa da reforma administrativa e do fim dos supersalários!
Para receber conteúdos como este em primeira mão, clique aqui e participe também pelo WhatsApp.

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Percival Puggina

 

            Ontem, 27 de novembro, foi o dia de lembrar uma tragédia da humanidade, sofrida pelo povo da Ucrânia por determinação de Stalin. Totalitarismos fazem coisas assim e o Holodomor foi uma delas. A contagem das vítimas é imprecisa, mas os  impressionantes números variam, segundo fontes, entre um mínimo de 2 milhões e um máximo de 10 milhões.

Sob o domínio soviético, a Ucrânia era grande fornecedora de alimentos para a URSS. Nos anos 1932 e 1933 Stalin, que já extinguira a propriedade privada, determinou o confisco de toda a produção de grãos, deixando a população desprovida de alimentos. Milhões morreram de fome, proibidos de abandonar a região e de se deslocar para onde eram levados os alimentos que produziam. Os comunistas ocultaram essa realidade, que só ganhou holofotes meio século depois com a extinção da URSS.

Recomendo enfaticamente o filme “A sombra de Stalin”, em exibição no Brasil pela Netflix. O filme conta a história real de um jornalista galês, Gareth Jones, que se empenhava em chamar a atenção das autoridades britânicas para uma incoerência: o ditador soviético armava-se até os dentes na mesma época em que havia fome na região (de onde era originária sua família). Conseguiu autorização para viajar, burlou a vigilância que o acompanhava e entrou na Ucrânia, onde andou a pé. Fotografou a tragédia que viu. No entanto, levada a Londres, sua história não foi valorizada porque outro jornalista, o norte-americano Walter Duranty, vencedor do Prêmio Pulitzer, porém a serviço da propaganda de Stalin, residente em Moscou, informava contrariamente. A versão se impôs aos fatos. Como em tantos outros casos, como bem sabia Goebbels, como bem sabe a militância esquerdista – Os fatos? Ora os fatos!

Assista ao filme e reze sempre pela humanidade, principalmente quando um novo totalitarismo parece sombrear o horizonte.

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Vídeos


A NAÇÃO NO DIVÃ DO PSICANALISTA

29/11/2021

As relações entre a nação e o Estado, no Brasil, foram sendo pervertidas, invertendo-se ao ponto de a soberania tornar-se serviçal.

O ATIVISMO JUDICIAL VIRALIZA NO BRASIL

25/11/2021

No Brasil, o "sistema" funciona a favor da criminalidade. E ela, por isso prospera.

UM PODER MODERADOR SEM MODOS

19/11/2021

O regime político do Brasil não é semipresidencialista, não há aqui poder moderador e nenhum poder tem legitimidade de voto ou coroa na cabeça para o desempenho desse papel.

A CONSPIRAÇÃO NA PRÁTICA, SEM TEORIA

15/11/2021

Como o Estado é usado para interesse de alguns e contra a sociedade.

A ESTRANHA "SOLTURA" DO DEPUTADO DANIEL SILVEIRA

12/11/2021

Temos um excesso de congressistas indignos e sem hombridade. Devido às suas omissões, nossas liberdades são restringidas porque supostos fantasmas a estariam colocando em risco.

É MUITO MAIS GRAVE DO QUE ISSO

05/11/2021

Não estamos vivendo, apenas, um surto autoritário.


LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

Contato para aquisição através do link abaixo ou na seção Livros do Autor.


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Fato Comentado

Editorial MSIa

 

       Em sua recente visita à Colômbia, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, anunciou que seu país está preparando um acordo regional para a proteção da Amazônia. O objetivo do plano é a formação de uma "nova parceria regional focada especificamente em lidar com o desmatamento impulsionado por commodities", fornecendo "informações" a empresas, para que possam reduzir a dependência do desmatamento, segundo informou a Folha de S. Paulo (21/10/2021).

A iniciativa deverá, também, incluir apoio financeiro para ajudar na manutenção de terras indígenas e na subsistência de pequenos agricultores.

O plano está em sintonia com o projeto da Lei Florestal 2021 (Forest Act 2021), que está em discussão no Congresso estadunidense, com o objetivo oficial de reduzir os índices de desmatamento no mundo, visando ao impedimento de importações de commodities de países com elevados índices de desmatamento e sem comprovação de que os produtos não estejam ligados ao desmatamento ilegal. Na lista, estão borracha, cacau, madeira, carne bovina, soja e óleo de palma. Como alvos primários, admitidos por um dos proponentes do projeto de lei, o deputado democrata Earl Blumenauer, o Brasil e a Indonésia, países detentores de vastas extensões de florestas tropicais.

"Temos alguns desafios reais para lidar com o Brasil... Chegará um momento em que haverá um novo governo no Brasil. Mas, enquanto isso, não podemos ignorar, pois eles estão removendo vastas áreas da Bacia Amazônica", disse o parlamentar (Sputnik Brasil, 11/10/2021).

Seu colega do Senado, o também democrata Brian Schatz, coautor do projeto de lei, reforça: "O desmatamento continua a acelerar... É hora de usar o poder econômico e político dos Estados Unidos."

Qualquer pessoa que tenha acompanhado a atuação dos EUA, por intermédio de órgãos governamentais como a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) e outros, em iniciativas do gênero na região, sabe que por trás delas está uma agenda nem muito disfarçada, que combina a intenção de manter toda a Amazônia como uma vasta área intocada vedada ao desenvolvimento, como uma "reserva" de recursos naturais para um futuro indefinido, com o protecionismo aos produtores estadunidenses. Recorde-se, por exemplo, da Iniciativa para Conservação da Bacia Amazônica (ABCI, na sigla em inglês), para a criação de uma rede de organizações ambientalistas e indigenistas e populações "tradicionais" dos países amazônicos, para atuar como uma força de "vigilantes" contra atividades econômicas julgadas prejudiciais à floresta – oportunamente neutralizada em 2007, pela recusa do governo brasileiro em aderir a ela, após um artigo do presidente do conselho editorial deste Alerta, Lorenzo Carrasco.

O economista Marcos Fava Neto, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em Ribeirão Preto, afirma que "por trás de parcela importante disso tem viés protecionista". Ele observa que grande parte do crescimento da pecuária ocorre fora da Amazônia e que a área utilizada pelo setor tem diminuído nos últimos anos: "Se olharmos os últimos 30 anos a pecuária liberou 30 milhões de hectares para agricultura de grãos. A pecuária está cada vez mais eficiente e usando menos área, o que é ótimo para o nosso desenvolvimento."

O agrônomo Glauber Silveira, vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e presidente da Câmara Setorial da Soja, complementa, afirmando que apenas 1,3% da produção de soja ocorre dentro do bioma Amazônia e que o Brasil preserva 66,3% da sua vegetação nativa, contra apenas 19,9% nos EUA.

E enfatiza: "Não vai acabar a Floresta Amazônica. É impossível acabar porque a lei brasileira não permite... O mundo, infelizmente, está dando foco 100% na Floresta Amazônica e está perdendo o foco que é o mar. Eu me preocupo muito com a contaminação do mar. Acho que temos que preservar a Amazônia, mas para a Floresta Amazônica existem leis, ela já está protegida."

A observação sobre a poluição marinha é das mais pertinentes, pois de fato trata-se de um dos raros problemas ambientais reais de âmbito realmente global, apesar de não contar com sequer fração da atenção conferida às vastamente exageradas e distorcidas questões referentes ao clima.

Assim como ocorreu antes com a ABCI, todo cuidado com as intenções "protetoras" de Washington será pouco.

MSIa

  • MSIa
  • 01 Dezembro 2021

 

Percival Puggina

 

Leio na excelente Revista Oeste

“Se promulgada e for comprovado o espírito de retaliação ao Supremo, a PEC que reduz a idade de aposentadoria dos ministros do STF viola a harmonia entre os Poderes”, afirmou Fux.

Segundo o Globo, outros ministros do Supremo alegam que a proposta fere não só a harmonia entre o Judiciário e o Legislativo, como também a cláusula pétrea da Constituição da separação entre os Poderes.

Essa posição foi compartilhada por membros da Corte com os presidentes Rodrigo Pacheco (PSD-MG), do Senado, e Arthur Lira (PP-AL), da Câmara, que disseram que a proposta não avançará.

Comento

Essa é de mandar o cidadão para divã de psicanalista! Segundo o que foi dito acima pelo presidente do STF, a PEC que elevou a idade de aposentadoria dos ministros da Corte não violou a harmonia entre os poderes ao lhes impor mais cinco anos de trabalhos forçados no exercício da espinhosa missão. Vá entender!

Então, se me oriento pelo que vejo e sei, a harmonia dos poderes é algo que o Supremo e só o Supremo pode violar. E viola. Viola quando os ministros falam demais; viola ao interferir, como agora, na questão das emendas de relator, quando até Arthur Lira reagiu; viola quando pressiona o parlamento contra o voto contável e auditável; viola quando legisla sobre direito penal; viola quando intervém em nomeações do Executivo; viola quando os ministros dão conselhos públicos ao Presidente da República, como se fossem editorialistas do Globo ou da Folha; viola quando se autoproclama “Poder Moderador” da República (nenhum dos três poderes políticos pode ser, também, poder moderador devido, exatamente, à necessária harmonia entre os poderes!). Essa obviedade, que passa despercebida pelo guardiães da Constituição e pelo Congresso, me foi proclamada pelo eminente professor de Direito Constitucional, Dr. Cézar Saldanha Souza Júnior.

Por fim, o “espírito de retaliação”, mencionado pelo ministro presidente. Retaliar, segundo o bom e velho Aurélio, é “revidar com dano igual ao dano recebido”. Aqui, desde o divã do analista onde fui jogado, vejo essa afirmação como confissão de que a tal harmonia entre os poderes recebeu, antes, um dano correspondente no sentido inverso, ou seja, dano do Supremo ao Legislativo, ou do Supremo ao Executivo.

Depois do sincericídio do ministro Toffoli sobre a condição de poder moderador assumida pelo STF, temos, agora, outro sincericídio, o do ministro Fux. Lira e Pacheco, porém, não dão bola para essas minúcias...

  • Percival Puggina
  • 27 Novembro 2021

Foto: crédito REUTERS/ Ueslei Marcelino

 

Percival Puggina

 

         Ao ver as primeiras imagens de Lula com Macron, pensei: “Eis aí dois que fazem mal ao Brasil”. Era natural que se encontrassem e que o encontro se travasse em clima amistoso, repleto de convergências e afinidades, e que Lula acionasse seu bodoque contra o Todavia, sso não significa coisa alguma para ele contanto que Macron lhe dê palco adequado a seu interesse político no mercado eleitoral brasileiro. Acontece que, na Europa, quem tem juízo sabe que Lula e seu partido, no poder cuidam, mesmo, é do Foro de São Paulo e dos interesses políticos da esquerda em regimes tão democráticos quanto, entre outros, os de  Cuba, Venezuela, Nicarágua, Gana e Moçambique.

Lula saltitou sobre as perguntas que lhe fizeram na Espanha a respeito das supostas eleições da Nicarágua porque sabe muito bem onde está seu coração conhece o teor de suas relações – e o que é pior: de seus apoiadores – com Daniel Ortega, Hugo Chávez, Nicolás Maduro, os Castro Brothers e seu sucessor Diaz-Canel, hábeis em encontrar motivos para prender opositores.  Aliás, essa prática, que passa a viger no Brasil, encontra apoiadores entre apoiadores do presidiário emérito.

Na política dos andares superiores todos têm passado e muitos perdem seu futuro em virtude desse passado. Lula está entre estes. Seu passado o condena no mercado interno. Daí sua dificuldade para gerar conteúdo favorável a si em roteiros pelo Brasil. Por isso, frequenta praias desertas.

  • Percival Puggina
  • 24 Novembro 2021

 

Percival Puggina

 

         O jornal O Globo (19/11) destaca a visita de Lula ao presidente francês, Emmanuel Macron. Destaco a seguinte parte da referida matéria:

Com a relação desgastada com o Brasil no governo Bolsonaro, o presidente francês, Emmanuel Macron, fez questão de destacar a Lula o papel que o petista pode ter no restabelecimento de diálogos nas questões multilaterais de política externa. O mesmo recado foi dado pelo primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, com quem o ex-presidente brasileiro se encontrou ontem.

A pompa conferida a Lula por Macron foi lida como um gesto claro de desejo do retorno do petista à Presidência do Brasil. O fato foi destacado na imprensa internacional. Macron assume, no ano que vem, a presidência da União Europeia.

(...)

Nas conversas, Lula defendeu a necessidade de colocar na agenda o debate de uma nova governança mundial. O petista propôs a realização de uma conferência para debater reformas nas relações multilaterais e assim, estabelecer novas posturas de países da Europa, América Latina, entre outras regiões.

Entende-se O Globo, entende-se Lula e entende-se Macron. Macron é inimigo do Brasil e nada melhor do que Lula para causar dano a seu inimigo. Se Lula faz isso sozinho, imagine juntos. Quanto a O Globo, nada melhor do reproduzir a voz de quem põe culpas em Bolsonaro.

No entanto, vejamos. Os parceiros de Lula e seu partido foram, são e serão integrantes do submundo internacional. Lula é sócio fundador do clube dos ditadores de esquerda, seja no Foro de São Paulo, seja na África. Dirigidas por Marco Aurélio Garcia, secretário de Relações Internacionais do PT, espécie de chanceler das sombras, essas relações, nos governos petistas, nos causaram os prejuízos hoje bem conhecidos na forma de escândalos e calotes. Na oposição, toda ação internacional do PT junto à mídia esquerdista mundial se faz no sentido de continuar causando dano ao Brasil.

Então, O Globo e seus parceiros compram a imagem que Lula tenta construir a preço de black Friday. Então, Macron é inimigo de Bolsonaro, não do Brasil. Então, para O Globo, não há, nunca houve, nem haverá interesses antagônicos entre a França e o Brasil. Então, Lula, é a pomba da paz que voa pela Europa propondo uma “governança mundial”.

E nenhuma sirene dispara! Nenhum alarme é acionado. Ninguém sai correndo perante a adesão, pelo ex-presidiário honorário remido, à mais totalitária ideia já produzida pelo nefasto pensamento político que orienta a Nova Ordem Mundial.

 

  • Percival Puggina
  • 22 Novembro 2021

 

Percival Puggina

 

         Ontem (18/11), com alegria, assisti a um vídeo de Olavo de Carvalho, aspecto saudável, falando desde sua casa nos EUA, no seio de sua família e festejado por seus cães.  Guru de muita gente boa, chicote de intelectuais pomposos, algoz de invejosos, nocauteador de esquerdistas, Olavo é o responsável direto pela derrota da esquerda no território das redes sociais e influenciou fortemente o resultado eleitoral de 2018.

Milhares de brasileiros de todas as idades aprendem com ele a amar a filosofia. Exigidos pelo momento histórico, vão à política e à produção textual, tornam-se youtubers, formadores de opinião, cronistas, editores, professores de seus próprios cursos. Discípulos dele têm legiões de seguidores.

Seu retorno aumenta minha esperança quando vejo renascer o movimento conservador no Brasil. A volta dos encontros presenciais, que se multiplicam pelo país, mostra o conservadorismo olhando para o próprio futuro na história. É preciso reconquistar o Brasil, reformatar a cultura e a inteligência nacional.

Amar Olavo é amar o bem que ele faz no atacado e reconhecer sua genialidade e seu pioneirismo numa época insana que, por deferência dele, tantas vezes contemplamos juntos.

  • Percival Puggina
  • 19 Novembro 2021