Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

“O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele pode nos dar é sempre menos do que nos pode tirar.”

Roberto Campos

"O homem que diz que a verdade não existe está pedindo para que você não acredite nele. Então, não acredite."
 

Roger Scruton

“Socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, o evangelho da inveja; sua virtude é a igual repartição da miséria.”

 

Winston Churchill

 

"Ter poder é como ser uma grande dama. Se você precisa dizer que é, você não é."
  

Margaret Thatcher

 

"A economia não lida com coisas e objetos materiais tangíveis, trata dos homens, suas ações e propósitos.“

 

 

Ludwig Von Mises

 

"Mas o que é a liberdade sem a sabedoria e a virtude? É o maior de todos os males possíveis, pois é apenas estupidez, vício e loucura sem proteção ou freio."

 

Edmund Burke

 

"No Brasil, a virtude, quando existe, é heroica, porque tem que lutar com a opinião e o governo."

 

José Bonifácio

 

As palavras mais terríveis são: "Eu sou do governo e estou aqui para ajudar”

Ronald Reagan

 

“Assim como vai a família, irá a nação e assim irá o mundo em que vivemos.”

S. João Paulo II

"O certo é certo, mesmo que ninguém o faça. O errado é errado, mesmo que todos se enganem sobre ele."

Gilbert Keith Chesterton


Artigos do Puggina

Percival Puggina

29/07/2021

 

Percival Puggina

 

      Porque nos deixamos demitir durante tanto tempo da vida pública brasileira, hoje recolhemos adjetivos cuja síntese é a seguinte: “Vocês, conservadores e liberais, são invasores intrometidos num compartimento da vida social do qual nós, ‘progressistas’, legítimos proprietários, os dispensamos com um abano de nossos lencinhos perfumados”.

É o que deduzo do noticiário destas horas que sucedem à longa exposição feita pelo presidente da República na noite do dia 29 de julho. Só essa usurpação explica a arrogância explícita daqueles que nos falam com inconcebível non sense desde o alto de sua fragmentada torre de marfim. O que dizem e escrevem tem o mesmo tom repressivo das providências adotadas pelo senhor Barroso nos altiplanos do TSE. Sai para o corpo a corpo da comunicação, como dono da eleição, dono das urnas e de cada urna, em defesa de um obscuro processo de votação e apuração. É o mesmo tom presunçoso que ouvi no discurso de Diaz Canel, presidente cubano, no dia 11 de julho. Ele falou como dono das ruas, sem apresentar credenciais para essa posse; Barroso fala como senhor da eleição, sem apresentar credenciais para se postar entre ela e os olhos do eleitor.

odos os jornalistas e meios de comunicação que adestradamente reproduzem as manifestações do ministro ao Brasil e ao mundo usam artifícios muito rasos de linguagem para contornar as seguintes obviedades e dificuldades

- nossas eleições não infundem certezas e exigem sucessivos atos de fé cuja natureza é tecnológica e, portanto, de um catecismo incomum entre os cidadãos;

- embora o sistema pelo qual se bate o TSE seja tão divinamente perfeito, de 178 países, apenas 16 usam algum tipo de urna eletrônica de votação e nenhuma grande democracia realiza - - eleições nacionais com artefatos como os usados no Brasil (1);

- sessões de votação fiscalizadas por partidos e candidatos, juntas escrutinadoras sob os olhos do juiz eleitoral, dos partidos, dos candidatos e da imprensa, boletins de urna acompanhados e conferidos por todos os interessados inspiram muito maior credibilidade do que uma urna incineradora que dá sumiço nos votos do eleitor;

- a impressão de votos pela urna, sua conferência visual pelo eleitor, o recolhimento mecânico desse sufrágio  para uma outra urna com cujo conteúdo o BU eletrônico possa ser auditado, não é um retorno ao velho voto em papel como falsamente informa o TSE;

- não há como comprovar fraude num sistema em que os votos não podem ser contados aos olhos de todos;

- há algo muito misterioso na atmosfera política quando mero aperfeiçoamento do sistema para atender à transparência e à publicidade exigida dos atos eleitorais suscita súbitas mudanças de opinião dentro do Congresso Nacional, após inusitada visita do ministro presidente do TSE...

Negar tudo isso exige a mesma dificuldade de visão e de percepção requerida para não notar que os indícios trazidos pelo presidente têm vício de origem. É contra ele que se faz toda essa mobilização de bastidores. E você, eleitor, não conta. Você também foi demitido do processo; vota e não bufa. Nem uma palavra é dita a seu respeito por aqueles que, com unhas e dentes se aferram a essa velharia eletrônica em que votamos..

  1. https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2021/05/19/verificamos-brasil-urnas-eletronicas-voto-impresso/

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

27/07/2021

 

Percival Puggina

 

Volta e meia, minha mulher arruma tempo para abrir velhas pastas com papéis amarelados. Cada um à sua vez, eles foram úteis, ou importantes, e ganharam lugar em alguma pasta de cartolina, daquelas fechadas com elástico esticado sobre os cantos. Garanto-lhes que resistem ao passar dos anos.

Nessas ocasiões, voltam ao manuseio, entre sorrisos e lágrimas, soluços e gargalhadas, bilhetes e desenhos dos filhos, mensagens trocadas, cartões guardados de presentes que o tempo levou, artigos anteriores à minha amizade com os computadores. Tudo carinhosamente preservado por ela.

Outro dia, numa dessas pastas havia anotações de comentários que eu fazia diariamente para a Rádio Guaíba de Porto Alegre, no início dos anos 90. O mais visível era do dia 23 de novembro de 1991 e eu abordava a chacina do soldado Valdeci de Abreu Lopes, degolado com golpe de foice na esquina mais central de Porto Alegre em 8 de agosto de 1990. Os autores nunca foram identificados, tendo havido seis condenações de coautores. À época, para criar uma “narrativa”, foi constituída na Assembleia Legislativa uma Comissão Especial para investigar a violência no campo e essa comissão fora ao Presídio Central visitar os presos.

         No comentário, eu perguntava o que uma comissão instalada sobre violência no campo buscava em visita a presos por um homicídio praticado no centro da capital gaúcha... (a ironia sempre foi minha parceira).

         O achado me levou a outro. Certamente eu havia escrito algo a respeito daquele triste episódio, cujos primeiros movimentos, ocorridos na Praça da Matriz, assisti in loco, desde uma janela no prédio da Assembleia Legislativa do Estado.

         Não encontrei o que queria, mas achei algo bem posterior, escrito 23 anos atrás para um semanário católico da época:

Ainda hoje, a defesa dos Direitos Humanos, na maior parte de suas manifestações visíveis, está longe de ter a abrangência que a condição humana (imagem e semelhança de Deus) reclama. Em nome de direitos naturais, dos quais todos somos igualmente detentores desde a concepção, se defende e se estimula aborto e controle de natalidade. Os mesmos grupos que, em nome dos Direitos Humanos, exigem sanções ao general Pinochet recebem Fidel Castro com urras e vivas (e vice-versa). Nenhum segmento que se preocupe com exigir do Estado um bom atendimento aos presos volta os olhos para os problemas enfrentados pelas vítimas dos crimes que esses mesmos presos praticaram. E assim por diante.

Por fim, nesse texto, de 14 de dezembro de 1998, afirmei:

“Em outras palavras, a maior parte das manifestações em defesa dos Direitos Humanos surge contaminada por um escrutínio racista, ou político, ou ideológico, ou sexual, ou cultural.”

Como é antigo esse divisionismo que hoje alguns parecem tardiamente descobrir e cuidam de atribuir ao presidente da República!

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

25/07/2021

 

Percival Puggina

 

         O cidadão precisa ser muito distraído para não perceber o quanto é mal sucedido o modelo político adotado no Brasil republicano. O sistema é fértil em gerar crises e criar problemas para si e para todos. Pela multiplicação de partidos e maus hábitos, torna cada vez mais cara, difícil e indecentemente onerosa a formação de maioria parlamentar sem a qual nenhum governo conseguiu governar e completar mandato desde 1945. Quanto mais manhosa a maioria, mais caro o voto. Quanto mais ampla ela for, mais corrupto o sistema. Quem muito atraiu ou comprou, muito haverá de pagar.

Bem resumidamente, os sistemas de governo são três:

Presidencialismo, no qual o presidente é chefe de Estado e de governo e precisa, desesperadamente, compor e manter maioria parlamentar depois de eleito;

Semipresidencialismo, no qual o presidente é chefe de Estado e indica um Primeiro Ministro à aprovação do Congresso para que este exerça as tarefas de governo (a maioria que o aprovar é a maioria que vai governar e demanda “negociação” nos moldes atuais);

Parlamentarismo, no qual o presidente é chefe de Estado e a maioria do Congresso indica o Primeiro Ministro. Neste caso, o governo sempre terá maioria porque se não tiver, cai e outro governo é indicado pela nova maioria.

Dos três, o mais racional e mais utilizado nas democracias é este último porque estabiliza a governabilidade.

No entanto, nenhuma alternativa ao atual presidencialismo dará certo se tudo permanecer como está na dinâmica das eleições, da política e da vida parlamentar.

Quem quer dar mais poder a um parlamento como esse que temos?

Antes de qualquer mudança, aprovem nossos parlamentares o voto distrital, o recall, a possibilidade de dissolução do parlamento seguida de convocação de novas eleições por ato do chefe de Estado. São regras civilizadas, próprias ao parlamentarismo, vigentes em democracias estáveis e bem sucedidas.

Que este venha depois, e só depois, dos preceitos saneadores do Legislativo!

Mas não! A proposta do semipresidencialismo em 2022 é concebida no ventre de um Congresso que em dois anos e meio, perenizando a impunidade, não votou uma PEC que permita a prisão após condenação em segunda instância. Não votou a CPI da Lava Toga (para não “desestabilizar” a harmonia dos poderes), mas votou a CPI da Cloroquina para “desestabilizar” o Executivo. Não fez andar um único pedido de impeachment contra ministros do STF. Antes, deu rédea solta ao Supremo petista. Homologou a absurda ordem de prisão “em flagrante” contra o deputado Daniel Silveira. Transformou o Pacote Anticrime em preceitos que reprimem a ação da Polícia, do Ministério Público e do Judiciário. Mandou à nação uma conta de R$ 5,7 bilhões para o custeio de suas campanhas eleitorais do ano que vem. E por aí vão.

Todo o mal que tramam é produzido sem que se identifiquem os autores, à noite, à véspera de recessos, em acordos e artimanhas regimentais. Todo o bem que não fazem, é omissão oculta no anonimato da multidão; todos se salvam lisos, numa espécie de imunidade de rebanho, se me faço entender.

Semipresidencialismo, nascido nesse parlamento onde a maioria só quer se preservar no poder, é vigarice, pura e simples. É expropriação de poder do presidente que venha a ser eleito no ano que vem. É artimanha para se legitimarem perante a nação e, imediatamente após o pleito, seguirem fazendo a única coisa que sabe: cuidarem de si mesmos. Proteja Deus e preserve em seu difícil trabalho os bons que, sim, ainda existem.

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

O STF, O EXECUTIVO FEDERAL E A COVID-19

Percival Puggina

30/07/2021

 

O STF colocou no ar um vídeo com os seguintes dizeres:

"Uma mentira repetida mil vezes vira verdade? Não. É falso que o Supremo tenha tirado poderes do presidente da República de atuar na pandemia. É verdadeiro que o STF decidiu que União, estados e prefeituras tinham que atuar juntos, com medidas para proteger a população. Não espalhe fake news! Compartilhe as #VerdadesdoSTF".

A esse respeito, a Secretaria de Comunicação do governo divulgou, dia 29, a seguinte nota oficial:

Em relação ao vídeo veiculado em perfil oficial do Supremo Tribunal Federal, observamos o seguinte:

- O Governo Federal agiu e segue agindo, durante toda a pandemia, enviando recursos a estados e municípios, bem como material hospitalar. Mobilizou toda sua estrutura federal, incluindo as aeronaves da FAB, para transportar remédios, oxigênio, materiais diversos e, sobretudo, pacientes.

- O nosso Governo também criou programas para a manutenção de empregos (PRONAMPE), bem como despendeu R$ 320 bilhões para atender os mais necessitados que foram obrigados a ficar em casa, sem meios de sobrevivência, via Auxílio Emergencial.

- Fake news desestimularam o tratamento inicial da doença, desrespeitando, inclusive, parecer do Conselho Federal de Medicina que atribui ao médico a decisão de receitar, com aquiescência do paciente ou familiar, o tratamento off-label (fora da bula).

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em abril de 2020, que "não compete ao Poder Executivo afastar, unilateralmente, as decisões dos governos estaduais, distrital e municipais que adotaram importantes medidas restritivas como a imposição de quarentena, suspensão de atividades de ensino, restrições de comércio, atividades culturais e à circulação de pessoas.”

Desta forma, o STF delegou poderes para que Estados e Municípios fechassem o comércio, decretassem lockdown, fechassem igrejas, prendessem homens e mulheres em praças públicas ou praias, realizassem toque de recolher, etc.

O Governo Federal, por duas vezes, foi ao STF para que decretos de governadores, que violavam incisos do art. 5° da Constituição Federal, que trata das liberdades individuais, fossem declarados inconstitucionais. Lamentavelmente estas ações sequer foram analisadas.

Em nenhum momento este Governo deixou de respeitar o sagrado direito à liberdade de expressão de todos. Cometem atos antidemocráticos exatamente os que querem, pelo uso da força, calar quem se manifesta.

O Presidente da República sempre defendeu, mesmo sob críticas, que o vírus e o desemprego deveriam ser combatidos de forma simultânea e com a mesma responsabilidade. A fome também mata.

A vacina é uma realidade em nosso Governo. Fora os países produtores da mesma, o Brasil é aquele que mais investe em imunizantes e que mais vacinou sua população.

Mais do que nunca, o momento continua sendo o da união de todos no combate ao mal comum: o vírus, que é mortal para muitos.

Comento

O Supremo nunca deixou dúvidas quanto ao fato de que o Poder Executivo, nessa atuação conjunta com estados e municípios, só poderia agir em alinhamento com as políticas regionais e locais. Não era dado à União atuar em divergência com as medidas adotadas pelos entes federados. Nem mesmo podia intrometer-se nas terapias, ou obstar as excessivas intromissões na vida privada e nas liberdades e direitos individuais. No que lhe foi dado fazer, a União agiu exuberantemente como registra a nota da SECOM.

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E ESSA CONTA É NOSSA!

Percival Puggina (com conteúdo Terra)

29/07/2021

 

Percival Puggina 

 

Leio no Portal Terra

 BRASÍLIA (Reuters) – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um recurso da Petrobras e anulou a maior condenação trabalhista imposta à estatal petrolífera, segundo decisão do magistrado desta quarta-feira obtida pela Reuters.

 Moraes acatou a um pedido para reverter condenação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de junho de 2018, quando se discutiu a forma de pagamento de uma verba salarial.

Na época, segundo uma fonte da empresa estimou à Reuters, a derrota poderia significar perdas de até 17 bilhões de reais para a empresa.

 Em seu último balanço trimestral, a Petrobras reconheceu como perda possível com esse processo 30,2 bilhões de reais, informou a companhia nesta quarta-feira. Ela acrescentou que a decisão desta quarta-feira ainda pode ser objeto de recurso e está avaliando se haverá efeitos em suas demonstrações financeiras.

 Anteriormente, o STF já havia concedido liminares para suspender os efeitos do julgamento da corte trabalhista.

 Na decisão de 60 páginas tomada durante o recesso forense, o ministro do STF rejeitou argumentos do TST em uma causa referente à política remuneratória pela companhia desde 2007 a seus empregados, com a adoção da Remuneração Mínima de Nível e Regime (RMNR).

 Em sua longa decisão, o ministro do STF rejeitou o entendimento majoritário firmado pelo TST – favorável à tese defendida pelos representantes dos empregados, pela exclusão da base de cálculo da RMNR de pagamentos adicionais relacionados a regimes especiais de trabalho, como adicional noturno e periculosidade.

 Essa tese – se fosse mantida – obrigaria a Petrobras a complementar uma quantia maior para a RMNR ser atingida.

 Moraes deu ganho de causa para a tese defendida pela Petrobras, de que esses pagamentos de adicionais deveriam ser incluídos pela estatal na base de cálculo da RMNR. Essa foi a prática que a estatal tem adotado desde o primeiro acordo coletivo assinado com a categoria.

(...)

Em tese, cabe recurso contra a decisão de Moraes. Se isso ocorrer, ele vai a julgamento colegiado, em plenário físico ou virtual.

Comento

Analisando essa matéria o economista Ricardo Bergamini revela que, na empresa, “o  salário médio dos membros do conselho de administração é de R$ 2,7 milhões/ano, e o dos 124.595 funcionários (51.362 ativos e 73.233 inativos) é de R$ 25.164,00 mensais”.

Essa conta é  nossa e compõe parte do custo da gasolina para a Petrobras, que corresponde a 33% do preço ao consumidor brasileiro. A esse percentual se acrescem 27,3% de ICMS, 11,7% CIDE, PIS/PASEP/COFINS, Distribuição e revenda 12,5%, Etanol Anidro aduzido ao combustível 15,5%.

Chega-se, assim, aos cerca de R$ 6 por litro de gasolina que levamos no tanque do carro.

Veja o porte do sistema que, por sua vez, se abastece no nosso bolso sempre que estacionamos junto a uma bomba de gasolina. A rigor não há monopólio nesse mercado. Quem quiser importar pode importar e quem quiser distribuir pode distribuir e os preços do petróleo são internacionais. O que não é internacional é o custo operacional das empresas e os números acima mostram que a Petrobras é uma empresa cara.

Segundo matéria da CNN de março deste ano, 13 de nossas 27 refinarias, são estatais e respondem por 98% da produção. Elas entregam 80% de tudo que é consumido internamente. Os custos da empresa têm, sim, influência nos preços do mercado interno e dão fôlego aos 20% que com ela "competem".

O preço da gasolina nas principais economias europeias é cerca de 50% superior às praticadas no mercado brasileiro. A diferença é que  quase todas são economias importadoras de petróleo e seu PIB per capita é quase três vezes maior do que o nosso. Aqui, porém, setores estatais privilegiados vivem com salários europeus.

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UMA OBVIEDADE E UM SUCESSO QUE IRRITAM A ESQUERDA

Percival Puggina (com conteúdo da Gazeta do Povo)

27/07/2021

 

Percival Puggina

 

Leio na Gazeta do Povo (por Gabriel de Arruda Castro)

Maioria das escolas que aderiu ao modelo cívico-militar registra redução da violência e de faltas.

O Ministério da Educação deve levar ainda neste ano o Programa de Escolas Cívico-Militares (PECIM) a mais 74 escolas. A meta é atingir 216 instituições de ensino até 2023. Embora seja custeado pelo governo federal, o programa depende da adesão das unidades da federação – até agora, são 22 – e cada secretaria estadual de educação participa da seleção das escolas que adotarão o novo modelo.

No ano passado, o governo federal destinou R$ 15 milhões para o programa, que contemplou aproximadamente 77 mil alunos. A preferência é por escolas com problemas de violência ou com um grande percentual de alunos em situação de vulnerabilidade.

Das 54 vagas abertas para o ano letivo de 2020, três não vingaram. Nas 51 restantes, o projeto parece ter sido bem-sucedido. Segundo um levantamento feito pelo MEC, 85% dos gestores relataram redução nas faltas e na evasão; 65% apontaram diminuição nos índices de violência escolar e 61% afirmaram que houve melhora na administração da escola. Para 77%, o ambiente de trabalho melhorou.

Comento

O programa, note-se, é voltado para escolas com destacados problemas de indisciplina, violência, vulnerabilidade dos alunos e frequência relapsa. Portanto, quanto pior a dificuldade, mais eficaz a adoção de um modelo de educandário que seja, por natureza, o antônimo desses maus atributos. Essa não é uma questão ideológica. É uma questão pedagógica.

O que realmente poderia surpreender a alguém ingênuo é o desgosto que tais escolas e suas boas avaliações causam à esquerda do meio educacional brasileiro. O motivo é a dissonância cognitiva a que essa ideologia conduz. Bons resultados obtidos por escolas cívico-militares desagradam a esquerda que prefere nem ouvir falar no assunto.

A decadência do ensino em nosso país tem pais e mães conhecidos.

*O texto da Gazeta do Povo transcrito acima é parte de uma matéria publicada em 25 de julho, com o título “Maioria das escolas que aderiu ao modelo cívico-militar registra redução da violência e de faltas” e pode ser lida aqui: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/escolas-modelo-civico-militar-reducao-violencia-faltas/amp/

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LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

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Fato Comentado

 

Percival Puggina

 

Leio CNN Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, orientou que a secretária-geral da presidência, Aline Osório, e o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, monitorem manifestações nas redes sociais que digam respeito à segurança do processo eleitoral brasileiro.

A determinação do ministro faz parte de um esforço de sua gestão à frente do TSE em combater a disseminação de notícias falsas envolvendo as eleições. O tribunal lançou uma campanha e tem desmentido no site desinformações propagadas nas redes sociais sobre o assunto.

A estratégia foi adotada em meio ao aumento dos ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados ao sistema eleitoral. O presidente e parlamentares bolsonaristas colocam em dúvida a lisura do processo de votação brasileiro e alegam que o sistema atual é suscetível a fraudes. Nenhuma prova, no entanto, foi apresentada.

Comento

“Fake News!” virou interjeição no palavreado jurídico brasileiro, substituindo a argumentação que certos fatos exigem. Defender essas urnas eletrônicas de votação, verdadeiras velharias tecnológicas, superadas e rejeitadas por outros países deve ser, de fato, uma imensa dificuldade. Tão difícil é, que o TSE exige da sociedade um ato de fé religiosa.

Só falta dizerem, ao encerrarem as apurações: “Bem-aventurados os que não viram e creem.”

O descrédito social que recai sobre as duas instituições – TSE e STF – torna a situação mais complicada. No Supremo, têm assento vários ex-presidentes da corte eleitoral e, cada um a seu tempo, defendeu esse sistema de votação. Fizeram por merecer essa desconfiança. Têm, em seu favor, os grandes grupos de comunicação que, por sua vez, também caíram em descrédito perante parcela imensa da sociedade.

Há no povo quem os apoie? Há. Há quem se diga plenamente satisfeito com essas peças de antiquário? Sim. Mas também esses têm fé no TSE, no STF e nos grandes grupos de comunicação. Fazer o quê?

Penso que basta a consciência da realidade aqui descrita para revelar o quanto seria útil desengavetar o bom senso e perceber que a confiança de todos no sistema de votação e apuração dos sufrágios exige maior publicidade e transparência, para bem da legitimidade dos mandatos e para bem da democracia.

  • Percival Puggina (com conteúdo CNN Brasil)
  • 28 Julho 2021

 

Ludmila Lins Grilo

 

Terroristas colocaram fogo na estátua do bandeirante Borba Gato, localizada no bairro de Santo Amaro, zona sul de São Paulo.

A “beautiful people” lacradora e transada comemorou.

O pessoal do “ódio do bem” diz que o incêndio foi justo, porque os bandeirantes escravizavam negros e indígenas, destruíam quilombos e praticavam violências diversas.

A história retrata os bandeirantes tanto como heróis, quanto como vilões.

Entre os séculos XVI e XVII aconteceram expedições para desbravar o interior do Brasil.

As expedições governamentais eram as “Entradas”, e as dos particulares eram as “Bandeiras”. Estas atividades culminaram na descoberta de ouro, na ampliação de territórios e no incremento do comércio e desenvolvimento.

Os bandeirantes estão retratados nos livros de história, e a eles são dados créditos quanto ao crescimento do Brasil. Isso é um fato.

A questão é a seguinte: o vandalismo de hoje demonstra a franca disposição em APAGAR A MEMÓRIA NACIONAL, para que a história seja reescrita mantendo-se apenas os elementos ideológicos PERMITIDOS.

Começam substituindo as palavras. “Mas é só uma palavrinha, o que que tem, amigue?”

Depois, vão retirando pessoas “inconvenientes” das redes sociais.

Após, vão queimando estátuas.

Daqui a pouco queimarão os livros, digamos, inoportunos...

Depois, as igrejas - essas reacionárias!

Ao final do processo, queimar pessoas – os inimigos do regime – já não soará tão terrível assim.

“Ruas, pedras comemorativas, estátuas, nomes de ruas – tudo quanto pudesse lançar luz sobre o passado fora sistematicamente alterado.

- Nunca soube que foi uma igreja.” (George Orwell, 1984)

 

*     Da página da autora no Facebook.

**    Ludmila Lins Grilo é Juíza de Direito na comarca de Unaí/MG

 

  • Ludmila Lins Grilo
  • 26 Julho 2021

 

Percival Puggina

 

            Segundo a mais surrada técnica, também na CPI do espalhafato, seus boquirrotos acusam os outros daquilo que estão fazendo.  O G1 do dia 7 de julho informou, com citação literal, devidamente entre aspas, e em negrito, que o senador Omar Aziz disse, durante a sessão da CPI:

Olha, eu vou dizer uma coisa, as Forças Armadas... os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia, porque fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo, fazia muitos anos".

A resposta do Ministério da Defesa foi áspera:

"Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável. A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira são instituições pertencentes ao povo brasileiro e que gozam de elevada credibilidade junto à nossa sociedade conquistada ao longo dos séculos",

Na mesma linha de leviandade e irresponsabilidade, sempre querendo chamar a atenção pelo tom agressivo que é muito bem acolhido pelo jornalismo militante que invadiu a comunicação nacional, acusou a Polícia Federal de  ouvir testemunhas arroladas pela CPI para que estas possam se coloca na posição de investigadas e invocar o direito de ficar em silêncio. A PF contestou a presunção do senador.

A partir daí, matéria do G1 do dia 20/07 noticiou que “para a CPI, esse tipo de atrito tem sido estimulado pessoalmente pelo próprio Bolsonaro. Segundo senadores, a nota da Defesa sobre Aziz, por exemplo, teve a digital direta do Palácio do Planalto."

Então, segundo o Globo, um senador do grupo majoritário teria dito:

"Temos que ter o cuidado para não estimular esse tipo de tensão. Esse é o ambiente perfeito para Bolsonaro, que quer criar uma agenda paralela. Não podemos cair nessa armadilha”.

Vejam o total descompromisso com a sequência dos fatos e a ausência da mais comum percepção das relações entre causa e efeito. Simetricamente, quem fez a notícia calou o próprio senso crítico perante o que aconteceu e tornou informação para o país.

Esse tipo de jornalismo faz mal também a si mesmo, mas não percebe.

  • Percival Puggina
  • 21 Julho 2021

 

Sob o tema “Casa Original”, a CASACOR Santa Catarina abre suas portas em 18 de julho, estendendo-se até 29 de agosto. Mais uma vez, a Florense destaca-se com seu mobiliário high-end em dois charmosos ambientes. Conservadores & Liberais, o site de Puggina.org, se orgulha pelo patrocínio da Florense, empresa de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, que conquistou lugar entre as mais seletas empresas mundiais no ramo do mobiliário de alto padrão.

O crescente e cada vez mais robusto mercado catarinense aguarda a temporada de Casa Cor para conhecer as mais recentes novidades da Florense, que marca posição em dois locais do evento.

A Casa Yugem, assinada pelo Studio Gabriel Bordin, exibe uma cozinha em microtextura Chumbo, composta por despenseiro com portas Eclipse e iluminação interna, refrigerador embutido, bancada em madeira rovere laccato Branco e prateleiras FloAir com iluminação. No mesmo projeto, destaque também para a estante com acabamento microtextura Chumbo.

Na Casa dos Pássaros, espaço do arquiteto Tufi Mousse, a cozinha Florense tem portas Ripadas em madeira Carvalho, lançamento da marca, uma imponente estante em laminado premium Branco e painéis e pórticos em madeira Carvalho.

A mostra ocupará as dependências do Espaço +UM, novo endereço de entretenimento, gastronomia, bem-estar e compras de Florianópolis, localizado na rodovia SC-401. Os 20 ambientes poderão ser visitados de forma presencial ou conferidos digitalmente em tour virtual..

Conservadores & Liberais, o site de Puggina.org, se orgulha pelo patrocínio da Florense, empresa de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, que conquistou lugar entre as empresas mundiais de mais alto padrão no ramo do mobiliário.

Nos próximos dias, exibiremos aqui imagens desses ambientes e link para visitação virtual

  • Percival Puggina
  • 17 Julho 2021

 

Percival Puggina

 

Com a Covid alcançando níveis altíssimos de disseminação e contaminação, o sistema de saúde cubano entrou em colapso. Neste domingo, após anos de repressão e silêncio, multidões começaram a sair às ruas, pedindo democracia, atenção e socorro externo para as necessidades humanitárias da Ilha.

Ontem assisti ao pronunciamento do presidente Diaz-Canel. Disponível aqui. Sei que o espanhol e o sotaque cubano podem ser de difícil entendimento, mas em resumo, o atual ditador admite as dificuldades, mas fala como ditador. As atribui ao “bloqueio”, ataca com ira os movimentos SOS Cuba, que com diferentes formatos pedem atenção internacional para a crise do país. Declara que são movimentos orientados pelo “imperialismo ianque”. Afirma que as mudanças pedidas pelos contrarrevolucionários são do tipo neoliberal, com privatização do sistema de saúde. E finaliza dizendo que os revolucionários e os comunistas estarão nas ruas porque as ruas são da revolução.

Não guardo esperança de que esta insurgência possa representar alteração significativa no comunismo cubano, tão admirado e apreciado pela parcela dominante da esquerda brasileira. Este pequeno trecho de um artigo que li ontem no site CubaNet é um retrato doloroso da realidade que vi de perto, vivida pelo povo da ilha há mais de 60 anos. O título do artigo é “Em Cuba, a violência não começou com a Covid-19”.

Aqueles de nós que vivemos em Cuba, com os pés bem assentes no chão, sabemos que assim é, e que a violência nos foi tão bem fornecida desde o berço em pequenas doses, mas com altíssima concentração, que já temos por "normal", por exemplo, que sejamos maltratados não só pelo funcionário público, pelo policial uniformizado ou disfarçado, mas também pelo dono da mercearia, pelo taxista, pela fofoqueira e pelos invejosos do CDR (Comitê de Defesa da Revolução), o professor primário ou do instituto, a enfermeira, o médico, camareira do hotel, o garçom e até o coveiro que se recusa a carregar o caixão porque não lhe demos uma gorjeta substancial.

Esse é o panorama psicossocial subsequente e pretendido pelos totalitaritarismos, nos quais “el pueblo” desarmado e sem poderes políticos reais, é mero vocabulário de discurso, despojado de toda forma desejável de liberdade.  

Não há melhor exemplo disso do que o fornecido por quem, desde fora da Ilha, apoia um governo que reprime as manifestações de um povo doente e com fome.

  • Percival Puggina
  • 12 Julho 2021