Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

"Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras."

Padre Antônio Vieira

"Sem controle de um poder por outro poder, sem a liberdade de crítica, não pode haver justiça, nem é possível evitar corrupção."

José Osvaldo de Meira Penna

"O melhor programa econômico do governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem."

Irineu Evangelista de Souza (Barão de Mauá)

"As pessoas não serão capazes de olhar para a posteridade, se não tiverem em consideração a experiência dos seus antepassados."

Edmond Burke

"Pois é assim que o suicídio de uma nação se inicia: quando o sentimentalismo prevalece sobre a razão."

Roger Scruton

"Quanto mais longe você conseguir olhar para trás, mais longe você verá para frente."

 

Winston Churchill

 

"A economia não trata de coisas ou de objetos materiais tangíveis; trata de homens, de suas apreciações e das ações que daí derivam."

 

Ludwig Von Mises

 

"Tenho notado que todas as pessoas que se dizem a favor do aborto já nasceram."

Ronald Reagan

 

"A liberdade não é somente um direito que se reclama para si próprio: Ela é também um dever que se assume em relação aos outros."

S. João Paulo II

“Porque todo o homem é um bípede, cinquenta homens não constituem um centípede.”

Gilbert Keith Chesterton


Artigos do Puggina

Percival Puggina

02/07/2022

Percival Puggina

         Rápida leitura do passado recente permitiria antever o final da operação Lava Jato. Eu fiz essa leitura, mas não aceitei, nem como hipótese, entregar minha esperança de um país lavado e enxaguado à imundice dos fatos. Não adiantou coisa alguma.

A corrupção foi redimida na quinta-feira 27 de fevereiro de 2014. Naquele dia, valendo-se da nova composição com o ingresso do ministro Roberto Barroso, o STF, por seis votos contra cinco, acolheu recurso em embargos infringentes e decidiu – ora vejam só! – que no mensalão não houve crime de formação de quadrilha.

No mesmo dia, na capital federal, contam alguns estudiosos das ciências da natureza, a grama deixou de ser verde e choveu para cima.

Toda a Ação Penal 470 foi organizada sobre três núcleos: o político, o bancário e o publicitário. Um precisava do outro, mas os dois últimos não existiram sem o interesse dos políticos. Este núcleo recebia os recursos e os fracionava entre parlamentares recompensando generosamente sua fidelidade ao governo petista; o núcleo publicitário provia os meios e o bancário os fazia chegar ao destino. Mas, segundo o Supremo, não havia nenhuma organização e mente criminosa alguma coordenara aquela intrincada operação.

O relógio dava a hora certa e o dinheiro caía pontualmente nas contas ou nos bolsos, mas as peças do relógio não conversavam entre si.

Ao acolher os embargos infringentes apresentados com essa estapafúrdia leitura dos fatos, o então decano Celso de Mello disse que “a corte não pode se deixar influenciar pelo clamor popular, nem pela pressão das multidões, sob pena de abalar direitos e garantias individuais”. Já ouviu isso por aí?

Joaquim Barbosa pensava diferente e encerrou a sessão lamentando “a tarde triste” e aquela “maioria de circunstância”. Os políticos corruptos tiveram suas penas reduzidas e puderam cumpri-las em liberdade. O publicitário Marcos Valério, porém, envelheceu na cadeia!

Por essas e outras eu digo que Império da Lei, no Brasil, parece nome de escola de samba.

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

Percival Puggina

30/06/2022

 

Percival Puggina

         A hipocrisia está escancarada. Durante quatro anos, os mesmos veículos e jornalistas se dedicaram a tarefa cotidiana de atacar, obstar, rotular e difamar o presidente da República, seu governo e seus apoiadores.

Com fartura, disseminaram fake analisys, que são a mais venenosa forma de desorientar a sociedade porque confere um aspecto respeitável e técnico à mistificação. Ocultaram as realizações do governo e relativizaram a importância das que não podiam distorcer. O neologismo “despiora” usado para não dizer que algo melhora em nosso país, talvez sintetize muito do que estou a descrever.

Receberam a missão e a cumpriram com denodo. No passo seguinte, num silêncio acrítico, acolheram a escandalosa sequência de decisões que pinçou Lula do interior da carceragem para colocá-lo, desajeitado e temeroso da luz do sol, no palco da disputa presidencial.

Agora, eu os assisto a criticar a divisão da sociedade brasileira como se fosse uma realização do governo! Logo o governo contra o qual atiçaram suas audiências num rodízio militante e evidente.

Procure nos escaninhos de sua memória uma crítica sequer desse tipo de jornalismo que se abateu sobre tantos veículos da mídia nacional à conduta desequilibrada e malevolente do senador Randolfe Rodrigues. Bem ao contrário! O senador que usa o mandato como arma a serviço do pior tipo de oposição possível recebe dessa mídia uma cobertura indisponível às autoridades com ações voltadas ao bem do país. Enfim, os iguais se juntam...

Era inevitável que sob esse bombardeio, seguido do resgate do descondenado, a divisão política pré-existente se exacerbasse. Por outro lado, se estamos falando em divisão da sociedade, não podemos esquecer todo o divisionismo identitário macaqueado dos EUA pela esquerda brasileira sendo persistentemente introduzido em nossa vida social.

Some tudo isso, como obra de mãos bem conhecidas, e veja a vítima, injuriada, insultada, condenada à eterna lacração, ser agora apontada, por aqueles que a atacaram, como responsável pela divisão do país. Dá-me forças para viver, Senhor!

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

28/06/2022

 

Percival Puggina

 

         Ano 2022. No Brasil, dois dos três poderes de Estado causam danos irreparáveis à segurança da sociedade contando com apoio da mídia militante – antiarma e antipolícia – e de um magote de teóricos marxistas das ciências humanas. Entre estes, contam-se articulados sabichões das carreiras jurídicas, filósofos, psicólogos, sociólogos, antropólogos palpiteiros em segurança pública e comunicadores sociais. Juntos dão suporte de silêncio ou apoio explícito ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional.

Há um preceito na Constituição segundo o qual “todos são iguais perante a lei”. Não ria, leitor! Não ria. Não faça troça. Que os debochados sejam apenas eles. Afinal, o preceito está no livrinho, no artigo 7º, acrescentando zelosamente que “[todos] sem distinção têm direito a igual proteção da lei”. Qualquer concurseiro sabe disso.

Se as instituições da República não dão bola para o preceito, aí estamos falando da vida fora das bolhas e da sociedade ao relento de qualquer proteção. Procurei no Google por “morre durante assalto”. Encontrei 36 mil referências. São policiais, padeiros, vigilantes, secretárias, professoras, “gente comum” cuja morte não chama a atenção, não é percebida na bolha dos poderosos. O registro da página policial sequer é lido nos festivos  salões da cobertura do prédio da república. Nenhuma ONG pia ou chia.  Manchete alguma noticia. Se for realmente cidadão comum, se não pertencer a qualquer minoria, nenhum partido intervém e nenhum ministro do STF se manifesta ou dá prazo.

A insegurança em que vivemos foi planejada e semeada, antes de ser colhida. A nata dos noticiários não faz mais do que recobrir dos olhos da multidão a realidade cotidiana de milhões de brasileiros. Suas principais vítimas são os policiais e a classe média, tão odiada pela esquerda em virtude de sua resistência à conhecida “revolução” dos progressistas. Revolução das mãos grandes e dedos ágeis.

Noutra ponta do sistema, temos um Congresso avesso à lei penal por constrangedoras razões individuais e coletivas. Lá estão os que precisam de seus mandatos para ficar sob resguardo do foro privilegiado, preservando os respectivos inquéritos e processos penais no confortável cativeiro das prateleiras do Supremo. No Congresso estão, também, os solidários com os colegas e companheiros em dificuldades com a lei. Lá estão os financiados por empresários de boa fortuna e má fama. Lá estão os muitos que dependem da benevolência de um partido malevolente para custeio de sua reeleição.

Você é capaz de imaginar quantos criminosos, em todo país, exercem influência sobre congressistas e quantos destes estão sob tais influências?  Por isso, a prisão após condenação em 2ª instância foi derrubada no STF para viabilizar a candidatura de Lula. Ao menos até prova em contrário, por uma infinidade de razões análogas, o Congresso não vota PEC nesse sentido.

Para flagelo nacional, por aí se difunde o “não dá nada” e a impunidade transforma o crime no mais próspero negócio do país. Em outubro, não se omita. Os corruptos querem voltar.

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

 

Micaías Bilger, LifeNews.com

O governo Biden divulgou um plano de cinco etapas na terça-feira para manter os Estados Unidos matando bebês não nascidos em abortos depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou Roe v. Wade na semana passada.

O secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Xavier Becerra, revelou o plano em uma entrevista coletiva em Washington, D.C., incluindo esforços para frustrar a legislação estadual que proíbe medicamentos abortivos por correspondência e treinar médicos e farmacêuticos sobre como encaminhar para abortos.

“Aumentar o acesso a esse medicamento é um imperativo nacional e de interesse público”, disse Becerra, ao acusar a Suprema Corte de criar um “momento de crise na saúde”.

O ex-advogado da Califórnia criticou a decisão do tribunal de permitir que os estados protejam bebês não nascidos do aborto novamente, chamando-a de “desprezível”, mas “previsível”, segundo a Fox News.

O governo Biden disse que quer disponibilizar medicamentos abortivos “em toda a extensão possível”.

“No HHS, não deixaremos pedra sobre pedra”, disse Becerra. “Todas as opções estão na mesa. Faremos tudo dentro do limite legal da lei para alcançar pacientes e provedores de apoio.”

[Primeiro,] Becerra prometeu que seu escritório trabalhará com agências federais de aplicação da lei para garantir que os estados não possam proibir as pílulas abortivas, como alguns estados liderados pelos republicanos tentaram fazer - embora não esteja claro como as leis seriam aplicadas, já que as pílulas são enviadas por o Correio.

Os escritórios federais também enviarão informações aos profissionais de saúde sobre os medicamentos, chamados misoprostol e mifepristone, disse Becerra. Mas ele não chegou a dizer que todo médico deveria oferecer a pílula abortiva quando perguntado sobre a possibilidade por um repórter.

Em vez disso, ele disse que o HHS planeja lembrar aos programas federais de saúde que eles devem, por lei, fornecer pílulas abortivas para pacientes que as desejam após casos de estupro, incesto ou gravidez com risco de vida.

Segundo, o governo Biden quer garantir que médicos e farmacêuticos sejam treinados sobre como encaminhar pacientes para abortos e, terceiro, planeja lembrar aos provedores do Medicaid que os dólares dos impostos federais podem ser usados ??para pagar o controle de natalidade e a contracepção de emergência, de acordo com o relatório.

Em quarto lugar, Becerra disse que disse ao Escritório de Direitos Civis para garantir que as informações médicas permaneçam privadas e que os pacientes não sejam discriminados por buscarem abortos.

E quinto, o secretário do HHS disse que seu escritório está explorando maneiras de potencialmente usar a Lei de Tratamento Médico de Emergência para expandir os abortos.

“Não existe uma bala mágica”, acrescentou. “Mas se houver algo que possamos fazer, encontraremos e faremos no HHS. De fato, essa foi a instrução que recebi do presidente dos Estados Unidos.”

O governo Biden acredita que as drogas abortivas encomendadas pelo correio são uma maneira de os Estados Unidos continuarem abortando bebês ainda não nascidos, mesmo em estados que protegem suas vidas sob a lei.

Na sexta-feira, em reação à decisão da Suprema Corte, o presidente Joe Biden prometeu garantir que a droga abortiva mifepristone permaneça disponível para as mulheres “na medida do possível”.

O procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, também mencionou a droga abortiva na sexta-feira, quando prometeu que o Departamento de Justiça “trabalhará com outros braços do governo federal que buscam usar suas autoridades legais para proteger e preservar o acesso aos cuidados reprodutivos”, relata a AP.

“Em particular, o FDA aprovou o uso do medicamento mifepristone”, disse Garland. “Os estados não podem proibir o mifepristone com base em desacordo com o julgamento de especialistas da FDA sobre sua segurança e eficácia”.

No entanto, isso parece contradizer a decisão da Suprema Corte em Dobbs v. Jackson Women's Health, que restaura os direitos dos estados de tomar decisões sobre o aborto e os direitos dos fetos.

Mifepristone é usado para abortar bebês até 10 semanas de gravidez. Ele bloqueia o hormônio progesterona e basicamente deixa o bebê morrer de fome. Durante décadas, a FDA exigiu que os abortistas fornecessem o medicamento pessoalmente após um exame médico devido aos seus altos riscos. Em dezembro, no entanto, o governo Biden se livrou da exigência presencial e começou a permitir que o medicamento fosse vendido pelo correio. Agora, as drogas abortivas podem ser compradas online sem nunca ver ou mesmo falar com um médico.

A FDA vinculou a droga do aborto a pelo menos 26 mortes de mulheres e 4.000 complicações graves entre 2000 e 2018. No entanto, sob o presidente Barack Obama, a FDA parou de exigir que as complicações não fatais da mifepristona fossem relatadas. Portanto, os números quase certamente são muito maiores.

Novos dados e estudos sugerem que os riscos da droga abortiva são muito mais comuns do que os ativistas do aborto afirmam, com até um em cada 17 necessitando de tratamento hospitalar. Outro estudo do Charlotte Lozier Institute descobriu que a taxa de atendimentos de emergência relacionadas ao aborto por mulheres que tomam o medicamento abortivo aumentou mais de 500% entre 2002 e 2015.

A droga abortiva é usada em mais da metade de todos os abortos nos Estados Unidos, de acordo com um novo relatório do Instituto Guttmacher. Em 2020, a droga foi responsável por 54% de todas as mortes por aborto de bebês em gestação, contra 39% em 2017, segundo o grupo de pesquisa pró-aborto.

*       Tradução livre do original em inglês: https://www.lifenews.com/2022/06/28/joe-biden-unveils-5-step-abortion-action-plan-to-kill-babies-to-the-fullest-extent-possible/

**      Na imagem, Biden e Secretário Becerra.

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Quem será vice de Bolsonaro?

Percival Puggina

26/06/2022

Percival Puggina

 

                  A tensão emocional entre prefeitos, governadores, presidentes e seus vices é clássica e farta em evidências históricas. Nos casos extremos, eles rompem relações e o vice conspira contra o titular; nos casos moderados, o vice acaba alijado. Muitas vezes, por não ser objeto de voto nominal, o vice é eleitoralmente desconsiderado.

Creio ser por isso que Bolsonaro ainda não informou quem será seu vice, embora muitos saibam que sua preferência vai para o general Braga Neto, habilitado à participar da eleição após exonerar-se do cargo de ministro da Defesa. No entanto, como bem registra a Gazeta de Povo, a deputada Tereza Cristina tem a preferência da base político-partidária do governo.

Bolsonaro talvez esteja dividido. Braga Neto tem sua estrita confiança, mas pouco agrega politicamente à chapa. Provavelmente nem em Minas Gerais, seu estado natal, o nome do general atraia votos significativos para o presidente.  Tereza Cristina, por sua vez, agrega um perfil feminino e político à chapa presidencial. Também é competente e habilidosa, o que lhe viabilizou a proeza de ser ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Dilma (2011-2014) e de Bolsonaro (2019-2022). É uma unanimidade no Agro nacional.

O momento eleitoral aponta para a conveniência de uma composição que gere ganho político e Bolsonaro tem, na deputada por Mato Grosso do Sul, uma boa solução ao alcance da mão. Ademais, uma segunda chapa militar pura pode fornecer discurso à oposição.   

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Vivendo e aprendendo

Percival Puggina

25/06/2022

Percival Puggina

 

Quase meio século depois, revertida decisão de 1973, os Estados norte-americanos podem votar leis restritivas ao “direito” de abortar. Espera-se que pelo menos 24 Estados adotem legislação nesse sentido.

Já em 1973 a questão dividia a opinião pública. De lá para cá, num verdadeiro genocídio, a cada ano, mais de um milhão de fetos foram dispensados como lixo humano nos EUA.

Enquanto isso, aqui no Brasil, uma menina de 11 anos abortou um bebê de 24 semanas, apesar de determinação em contrário da juíza do caso, com base no precipitado atendimento de uma recomendação do Ministério Público Federal.

Aqui como lá, a mídia tutora da opinião pública  defende o aborto e reprova a juíza brasileira e os justices da Suprema Corte. Aqui como lá, os defensores do aborto confundem motivos pessoais com razões da razão sem perceber que motivos pessoais podem ser atenuantes ou agravantes de um homicídio, mas não são autorizações para matar. Nem criam para o Estado a obrigação de cometer o ato criminoso conveniente aos motivos da mãe.

Grupos humanos, em condições selvagens e primitivas de vida, têm o hábito cultural de matar seus bebês do sexo feminino ou portadores de anomalias. Veem essas condições como motivos para matar bebês, mas parece difícil encontrar em ambiente civilizado quem se disponha a “militar” em favor da preservação desse “direito”.

Vivendo e aprendendo”, afirma antigo chavão. Vivendo, a gente aprende o quanto o interesse próprio é determinante de “argumentos” que não se sustentam perante princípios como o do direito à vida, ou à liberdade, ou à propriedade, que sequer seriam contestados em ausência do interesse próprio...

O presidente Biden qualificou a decisão da Suprema Corte como “erro terrível”, o que, por consequência, transforma um amontoado de fetos humanos, depositados em lata de descarte hospitalar, num esplêndido acerto.

Olhe um berçário de maternidade e uma lata dessas e me diga onde há algo muito errado. 

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E disto NÃO se fala?

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O silêncio da sociedade alimenta as tiranias.

O descondenado não descometeu os crimes.

09/05/2022

Considerações sobre o estado de inocência.


LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

Contato para aquisição através do link abaixo ou na seção Livros do Autor.


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Fato Comentado

Fernando Donate Ochoa, em Cubanet

 

Cuba vive sua maior onda migratória desde 1993. O aumento das dificuldades, a escassez aguda, o alto custo de vida, os apagões, o pessimismo diante de um futuro incerto, a falta de liberdades econômicas e políticas estão entre os motivos que impulsionam a migração dos cubanos.

“Vou iniciar o processo de passaporte para deixar este país que não está avançando. Aqui sofremos necessidades de todos os tipos. Vivemos muito mal e quero dar um futuro melhor à minha família”, disse à CubaNet um jovem que se identifica como Rubén.

“Nada vai melhorar. Estamos estagnados e a situação neste país está cada dia pior”, diz Enrique, que confessa ter levantado vários problemas nas reuniões de prestação de contas e que nunca foram resolvidos.

Às seis da tarde começou a chamada na fila onde são retificados os turnos para o processo de passaporte.

Centenas de interessados ??se reúnem em torno de uma pessoa que, de pé sobre uma plataforma de concreto, grita os nomes.

A agitação é ensurdecedora. Eles pedem silêncio para ouvir. Da multidão os presentes dizem seus sobrenomes, e essa é a chave para se manter em uma lista que parece infinita.

Os que não respondem são riscados e os que ratificaram a sua posição recebem um pequeno cartão no qual está escrito um número que indica a sua posição na fila que lhes permitirá, no dia seguinte, fazer uma reserva na Identificação, Imigração e Escritórios de Procedimentos de Imigração (OTIIE) de Holguín.

 "Tem que riscar os que não estão lá", grita uma mulher que sabe que quanto menos gente, mais perto estará do seu objetivo. “Já fiz várias filas e quando é feita uma lista é para baixar a posição. Quem não responde é eliminado”, diz a senhora.

O clima esquenta quando um homem recém-chegado e eliminado pede para ficar na lista. “Eu sou um dos primeiros. Estou na fila há vários dias. Cheguei atrasado hoje porque estava trabalhando e moro muito longe.”

Ninguém sente pena dele e uma jovem lhe diz: “Deixei minha filha com uma vizinha para entrar na fila. Quem não responde é eliminado, essa é a lei”. O aflito senhor não tem escolha a não ser esperar para se inscrever no final.

Comento

Fora a miséria sem solução possível e a eterna falta de liberdade, o regime é “ótimo”...

  • Fernando Donate Ochoa, em Cubanet
  • 28 Junho 2022

Percival Puggina, com conteúdo Gateston Institute

 

Com o título “Vidas negras importam” leio no Gateston Institute 

No último domingo, terroristas islâmicos massacraram mais de 50 cristãos na Igreja Católica de São Francisco no Estado de Ondo, Nigéria, que rezavam pacificamente. Através dos anos, os muçulmanos atacaram, alvejaram ou incendiaram inúmeras igrejas na Nigéria. Cadê a indignação? Cadê as "hashtags" em apoio aos nigerianos cristãos? Por que essas vidas negras não importam? Por mais aterrador que este massacre possa parecer, ele representa apenas o conhecido chavão "ponta do iceberg": através dos anos, os muçulmanos atacaram, alvejaram ou incendiaram inúmeras igrejas na Nigéria. (A íntegra da matéria pode ser lida aqui: https://pt.gatestoneinstitute.org/18648/cristaos-assassinados-em-igrejas

Comento

Não consigo identificar a razão da silenciosa omissão internacional sobre esses crimes contra a humanidade praticados especialmente na África e na Ásia. Não é admissível que em pleno século XXI pessoas sejam regular e continuamente perseguidas e chacinadas em virtude de sua fé, sem reação mundial, enquanto por vezes parece inesgotável, no Ocidente, a fonte geradora de militância pelas mais variadas causas.

Há militantes preocupados com planeta, do Polo Norte ao Polo Sul, do Amazonas ao Nilo. Com as formas de vida, das baleias ao mico leão dourado, das tartarugas aos santuários ecológicos das aves migratórias. Mas ninguém milita pelas vidas dizimadas por motivos religiosos nem pelas mutilações femininas nos santuários do atraso humano?

Todas as vidas humanas importam. Principalmente por isso sou contra o abortamento voluntário.

Atualização: leio agora que a ONU condenou o ataque. Isso sim é uma "excelente" notícia; afinal, a ONU não aprovou o ataque...

  • Percival Puggina
  • 25 Junho 2022

Percival Puggina

 

Ontem (23/06), convidado pelo querido amigo Cléber Benvegnú, fui à sessão de autógrafos da obra “Marketing Político no Brasil”. O livro traz ensaios de 50 autores de todo o país sobre os mais variados temas relacionados a essa atividade, que abrange “diagnóstico, estratégia, planejamento, criação e desenvolvimento de campanhas nos meios de comunicação”.  É uma realização coletiva do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político do Brasil (CAMP), editado pela Geração Editorial.

A primorosa organização do evento, que ocorreu num dos salões do Theatro São Pedro, foi conduzida pela Critério – Resultado em Opinião Pública, empresa da qual Cleber é sócio-fundador. Fazendo jus ao nome, foi um sucesso de público, com o comparecimento massivo da elite política sul-rio-grandense e de profissionais da área.

Ainda durante e após a sessão de autógrafos, sob a condução da Secretária de Comunicação do governo do Estado, Tânia Moreira, uma das coautoras, e por Soraia Hanna, sócia da Critério, os quatro ensaístas presentes (Tânia, Cleber, José Fuscaldo e Gabriel Corrêa) discorreram sobre seus textos. Essas falas motivaram um diálogo aberto com o público sobre a atualidade política do Rio Grande do Sul e do Brasil.

Foi muito interessante observar, nas manifestações dos profissionais de marketing, o quanto os bens imateriais de seus clientes são importantes para o sucesso de suas tarefas profissionais. Trata-se, portanto, de um alinhamento coerente com o desejo da sociedade, beneficiária de tais virtudes e vítima dos simétricos vícios ou da ausência de tais bens.

  • Percival Puggina
  • 24 Junho 2022

 

Percival Puggina

 

Leio no Correio Braziliense

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contestou a declaração do presidente da Corte, ministro Luiz Fux, de que a anulação dos processos derivados da Operação Lava-Jato foi um ato "formal" e que os erros processuais não apagam os fatos que foram demonstrados nas investigações. Crítico dos métodos utilizados pelos procuradores de Curitiba, Gilmar afirmou na tarde desta segunda-feira, 13, durante almoço com empresários no Rio de Janeiro, que "ninguém discute se houve, ou não, corrupção", mas que "não se combate crime cometendo crime".

Comento

O ministro Gilmar Mendes, bem como seus confrades na confraria do STF, tem o hábito de desconsiderar fatos que não contribuem para a narrativa da hora. Um desses fatos jogados à masmorra do esquecimento foi a mudança de posição do próprio ministro em relação à prisão após condenação em 2ª instância. Em 2016, o ministro Gilmar integrara a maioria que por 6 a 5 estabelecera essa possibilidade; em 2019, mudou de convicção e, em nova “maioria de circunstância”, como talvez dissesse o ex-ministro Joaquim Barbosa, derrubou o que antes aprovara.

Não devemos esquecer que foi a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância que formou a fila de confessionário e de delações em Curitiba. A Lava Jato só alcançou os resultados que obteve graças às admissões de culpa e às possibilidades de redução de penas (ou até mesmo de perdão judicial) por colaboração com as investigações ou delação de outros criminosos feitas ante a possibilidade de prisão em curto prazo. O novelo recursal prosseguia rumo à eternidade, mas a pena começava a ser cumprida de imediato. O natural pavor do criminoso consciente do crime que cometeu, ante a porta da cadeia abrindo-se ali na primeira esquina, hoje vem sendo chamado, injustamente, de “tortura psicológica” imposta a esses desamparados... Arre!

A Lava Jato morreu, pois, em 7 de novembro de 2019, quando a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância ganhou caráter excepcionalíssimo. Clima de velório na sociedade e dia de festa na Papuda! Solenes homenagens a São Nunca. Embora morta, a Lava Jato ainda permaneceu aberta à visitação até o dia 8 de março de 2021, data em que o confrade Edson Fachin, após 10 sólidas decisões anteriores em sentido contrário, evaporou-as, mudou de posição e anulou a os processos de Lula que, julgados em Curitiba e no TRF-4, não tinham relação com a Petrobras.

O leitor destas linhas deve ter percebido essas “maiorias de circunstância”, essas mudanças súbitas de orientação e essas decisões capazes de reverter condenações julgadas e “rejulgadas” e “rerejulgadas”.  Deve ter observado, também, o alinhamento político que caracteriza ampla maioria da atual composição do STF. Deve sentir, como eu, que ela traz insegurança jurídica e solapa, por essas e muitas outras razões, a confiabilidade da Corte, uma casa aparentemente sem espelhos.

   

  • Percival Puggina, com conteúdo Correio Braziliense
  • 15 Junho 2022

Emel Akan, em Epoch Times

 

Nota do editor do site:  Transcrevo, em tradução livre, pequeno trecho de importante matéria do Epoch Times, cuja íntegra, em inglês, pode ser lida aqui. Até mesmo a maior economia do mundo está sofrendo as consequências de circunstâncias negativas afetando as atividades econômicas e o investimento em escala mundial.

O Bank of America emitiu um aviso de que o choque inflacionário nos Estados Unidos ainda não acabou e que a economia está em “recessão técnica”, mesmo que a maioria das pessoas não saiba disso.

"Estamos em recessão técnica, mas simplesmente não percebemos", escreveu Michael Hartnett, estrategista-chefe de investimentos do banco, em nota antes dos dados de inflação de 10 de junho.

A inflação anual dos EUA subiu para 8,6 por cento em maio, o nível mais alto em 40 anos, já que os principais fatores como alimentos, energia e habitação não mostraram sinais de diminuição. Os mercados agora antecipam uma resposta mais agressiva do Federal Reserve, o que pode resultar em uma desaceleração econômica maior.

Em suma, disse Hartnett, o “choque inflacionário” não acabou, o “choque das taxas” está apenas começando e o “choque do crescimento” está a caminho. Ele também disse que “não há válvula de liberação do pico de rendimentos” e que o rali do mercado em baixa é “muito consenso”.

Após os dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de maio, o rali do mercado em baixa para as ações terminou. O Dow Jones Industrial Average caiu mais de 800 pontos, o S&P 500 caiu quase 2,3% e o Nasdaq Composite Index despencou 3% em 10 de junho, com os mercados esperando mais choques nas taxas.

O crescimento econômico para o primeiro trimestre foi negativo em 1,5 por cento, e a previsão do PIBNow do Fed de Atlanta para o segundo trimestre é de apenas 0,9 por cento, disse Hartnett. 

(Segue, no original em inglês: https://www.theepochtimes.com/bank-of-america-warns-of-future-inflation-shocks-declares-technical-recession_4526143.html?)

  • Emel Akan, em Epoch Times
  • 13 Junho 2022