Aqui se cultuam grandes pensadores e líderes que impulsionaram positivamente a história.

 

Se você vai passar pelo inferno, não pare de andar;

 

Winston Churchill

 

"Não existe dinheiro público. Todo o dinheiro arrecadado é tirado do orçamento doméstico, da mesa das famílias"
  

Margaret Thatcher

 

"A humanidade precisa, antes de tudo, se libertar da submissão a slogans absurdos e voltar a confiar na sensatez da razão."

 

Ludwig Von Mises

 

"Quem luta contra nós reforça os nossos nervos e aguça as nossas habilidades. O nosso antagonista é quem mais nos ajuda"

 

Edmund Burke

 

“Os tolos têm às vezes tanto gosto em serem enganados como os velhacos em os enganarem.”

 

José Bonifácio

 

"Creio que, em qualquer época, eu teria amado a liberdade; mas, na época que em vivemos, sinto-me propenso a idolatrá-la."

Alexis de Tocqueville

 

"Estamos caminhando para o socialismo, um sistema que, como se diz, só funciona no Céu, onde não precisam dele, e no Inferno, onde ele já existe."

 

Ronald Reagan

 

“Não há lugar para o egoísmo ou medo! Não temais, então, quando o amor fizer exigências. Não temais quando o amor requizer sacrifício.”

 

S. João Paulo II

 

"A educação é simplesmente a alma de uma sociedade a passar de uma geração para a outra."

 

Gilbert Keith Chesterton

 

"O ressentido passa a considerar mau o bom, pequeno o grande, feio o belo, simplesmente por estar fora do alcance de seu poder,"
 

 

João Camilo de Oliveira Torres


Artigos do Puggina

Percival Puggina

24/01/2021

 

Percival Puggina

 

A mensagem que abri vinha do site O Antagonista, assíduo frequentador de minha caixa de e-mails, e reproduzia o título de capa da revista Crusoé desta semana. A revista, como se sabe, é ainda mais prolixamente antagonista do que o site e anda tão extraviada quanto o próprio Robinson Crusoé, personagem simbolicamente escolhido para lhe dar o nome.

A manchete dizia: “O impeachment entra na agenda”. Você entendeu, leitor? É preciso que o impeachment entre na agenda. Então, passam a escrever sobre o que não estava na agenda, como forma de fazer com que se torne assunto e se passe a falar de algo que sequer estava em cogitação, exceto em círculos de intriga, tramoia e conjura que conspiram nesse sentido. Um processo circular, muito bem pensado.

Nestes dias, jornais e TVs dedicadas ao jornalismo militante estão fazendo exatamente isso. Mas se você for olhar atentamente, verá que é tudo merengue, sem consistência. Se parar de bater, dessora e acabou. A mídia esconde tudo que é feito e bem feito, passa todo tempo falando mal do presidente e julga armazenar substância para derrubá-lo do poder. Não tem povo, não tem voto, não tem motivo. E querer não é poder.

O jurispetista versejador sergipano Ayres Britto, ex-ministro do STF, foi escolhido a dedo para ser entrevistado pela Folha de São Paulo na semana passada. Incumbido de trazer o impeachment “para a agenda”, ciscou ninharias, listou banalidades, abandonou verbos e substantivos, apelou para adjetivos, reproduziu fake análises e, na ausência de fatos, sugeriu um impeachment pelo “conjunto da obra” como ele a conseguia ver desde sua reduzida estatura.  

Conjunto da obra? Mas é exatamente pelo conjunto da obra que esse impeachment não conta com apoio popular e vejo o presidente com boas possibilidades de ser reeleito. Aliás, é o que mostram as pesquisas. É pelo conjunto da obra que a sociedade não confia no STF. É pelo conjunto da obra que ela não confia no Congresso Nacional. É pelo conjunto da obra que ela rejeitou nas urnas de 2018 os partidos que até então haviam arrastado o Brasil para o caos econômico, social e moral. É pelo conjunto da obra de desinformação que ela não confia na mídia militante. Não será por maus modos e frases mal construídas que haverão de destituir um presidente eleito com 57 milhões de votos.

Na introdução que escreveu para a coletânea de textos intitulada “Uma campanha alegre”, em que ele e Ramalho Ortigão corroeram, com a acidez do mais fino humor, as estruturas da política portuguesa, Eça de Queiroz afirmou: “O riso também é uma opinião”.

Onde a seriedade some, o ridículo assoma e o riso é um bom companheiro.

 

* Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site Conservadores e Liberais (Puggina.org); colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros. Membro da ADCE. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

23/01/2021

Percival Puggina

 

            Durante anos, interrompidos agora pela covid-19 e suas cautelas, tive a graça de, com minha mulher, viajar de carro em roteiros europeus conhecendo centros históricos, cidades medievais e catedrais góticas. Foram verdadeiros encontros de comunhão com nossa cultura e com as raízes ocidentais do cristianismo, deixadas para nosso proveito num tempo em que os povos faziam arte para Deus. Em 2010, numa viagem pelos Alpes, comentei com minha mulher: “Depois de tanto ver belezas que os homens ofereceram ao Senhor, aqui estamos embevecidos com a insuperável beleza que Ele ofereceu aos homens”. Nos Alpes se sente a mão de Deus fazendo paisagismo.

         Nessas ocasiões, atravessamos cidades e vilas, fugindo das autoestradas para melhor conhecermos o interior dos países e de suas regiões. A sequência era sempre esta: rodava-se no meio rural, chegava-se à periferia de transição, com casas simples, mas todas abastecidas de lenha para o inverno (quase sempre guardada sob um telheiro na frente de casa); entrava-se no meio urbano e saia-se numa repetição da cena anterior, voltando ao ambiente rural. Nunca vimos malocas. Nunca vimos miséria. Recentemente, porém, a Europa começou a mudar.

         Não vou entrar na polêmica questão das causas da mudança. Quero apenas lembrar que esse continente, muitas de suas catedrais, de seu patrimônio material e sua economia foram destruídos por duas guerras no século passado. A fome era endêmica e se prolongou pelos anos 50. Anos de reconstrução! Quem conviveu com europeus oriundos desse período percebe o valor que dão a qualquer alimento. E ao trabalho.

         O que me deixa perplexo é ver o pacífico Brasil, encalhado na superfície de problemas que precisaria resolver para desfrutar do privilégio de viver uma vida boa em ambiente nacional tão bem dotado para isso. A reconstrução da Europa ocorreu graças à qualidade de seus recursos humanos, à sua cultura, ao valor que seus povos atribuem à Educação e às suas boas instituições políticas. A maior fonte de riqueza de um país é a atividade criativa e produtiva de seu povo.

         No Brasil desconsideramos nossas questões institucionais, exceto para falar mal delas, como se lhes coubesse dar jeito em si mesmas. Não atribuímos importância à nossa educação. Toleramos sua instrumentalização. Admitimos que o sistema se desinteresse pelo futuro de quem encerre ali seu ciclo de estudos. Fingimos não ver o quanto o sistema induz a estudar o mínimo (o que mais adiante equivale a tentar vencer na vida sem se esforçar). Estudar cansa. Ler é chato. Chegamos à cultura do lixo musical, do feio, do hediondo, do satânico, do “som”. E à morte da beleza, da harmonia e da poesia por indigência e abandono.

         Certa feita, falando sobre isso num programa de TV, chamei de lixo o conteúdo musical geralmente disponibilizado nos meios de comunicação e colhi resposta indignada de um telespectador que me “insultou” chamando-me  “crítico de arte”. Quem era eu para dizer se algo era arte ou não? Respondi felicitando-o pelo esplêndido dom com que fora agraciado. Para ele, tudo que chegava aos seus ouvidos era música e poesia. Fosse batida de porta, panelaço, motocicleta com descarga aberta, ou caminhão subindo a lomba.

         Há problemas de concepção num sistema que prioriza os investimentos federais num ensino superior em que a mais bem conceituada universidade brasileira é a 115ª do mundo, a segunda melhor já pula para o 233º lugar e a terceira vai ao 380º lugar. Só para manter a roda girando estamos graduando milhares de jovens em cursos universitários de pouca ou nenhuma utilidade para eles mesmos. Esses problemas se revelam maiores quando se vê a posição do estudante brasileiro nos ensinos fundamental e médio. Entre 79 países, o Brasil alcançou, em 2018, o 57º lugar em leitura, 64º em Ciências e 70º em matemática. E viva Paulo Freire!

 

* Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site Conservadores e Liberais (Puggina.org); colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros. Membro da ADCE. Integrante do grupo Pensar+.

Percival Puggina

20/01/2021

 

Percival Puggina

Engana-se quem pensa que os grandes noticiários ininterruptos dos principais veículos de comunicação mantêm o público a par do que está acontecendo e ajudam a formar um juízo sobre os fatos narrados. Infelizmente não é bem assim. A desinformação começa na escolha dos temas. Noticiar algo significa, frequentemente, não noticiar algo. Há notícias escolhidas para difusão e notícias escolhidas para omissão.

A pluralidade dos meios não significa pluralismo nos meios, notadamente quando estes se tornam militantes de uma causa política, como está acontecendo no Brasil.

Salvo exceções, os noticiários de TV e rádio provêm de uma redação. Apenas noticiários rápidos e variados, acríticos, como os de rádio, lidos por locutores, poderiam sintetizar, ao longo do dia, o conjunto dos acontecimentos. Não haveria recursos humanos para abastecer um jornalismo completo com textos, imagens e opiniões sobre todos os fatos importantes de cada jornada. São pautados, então, certamente, os mais interessantes, os que servem aos objetivos da empresa e assim as opiniões são emitidas, ou omitidas. Aqui no Brasil, há dois anos, as notícias que servem nunca são boas ao governo. Estas vêm por e-mail ou em pequenos vídeos na redes sociais. Na imagem diariamente transmitida em editoriais, colunistas selecionados, noticiários de TV e comentaristas cevados na casa ou convidados, o governo é formado por um grupo de malfeitores.

Que Bolsonaro não é o príncipe perfeito estamos cansados de antever e saber, mas é o disponível, como demonstram as peças no tabuleiro do xadrez da política nacional. Quando estamos jogando xadrez, de nada vale nosso desejo de que as peças estejam em posições diferentes. Elas são as que vemos, nas posições em que estão. A mesa tem uma cadeira de cada lado. O resto, em volta, é torcedor, é peru, é secador. As cadeiras, não obstante, são apenas duas.

Em menos de um par de anos teremos eleições e a posição das peças no jogo mostra que se ninguém chutar a mesa ou derrubar o tabuleiro da disputa presidencial, de um lado estará o príncipe imperfeito, com suas deficiências e qualidades; do lado oposto haverá alguém representando os derrotados na eleição de 2018: PT, PCdoB, Psol, PDT, Rede e outros afins. Nesse jogo, a vida me ensinou o que não quero.

Ora, se todo o empenho da mídia que considero militante, a que me referi no início deste artigo, vai a desfavor do lado onde joga o atual presidente, ela serve, então, doses diárias de suporte ao lado oposto. E o faz sem sequer precisar referir que esse lado existe. A CNBB fez a mesma coisa durante anos, atacando os governos não petistas e ajudando o partido a ponto de merecer, posteriormente, o público reconhecimento de Lula ao apoio recebido.

Note-se que a própria oposição sequer se movimenta politicamente junto à sociedade. Ela se beneficia mais com o cotidiano serviço que lhe é prestado por alguém supostamente “neutro”, interessado apenas no bem do país, como seriam os grandes meios de comunicação. Esse é o quadro. Quem não entendeu até agora, não entenderá jamais.

 

* Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site Conservadores e Liberais (Puggina.org); colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros. Membro da ADCE. Integrante do grupo Pensar+.

 

Outros Autores

Luiz Guedes da Luz Neto

26/01/2021

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Alex Pipkin, PhD

23/01/2021

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Por que criei este site

Minha posição política é conservadora em relação ao que tem valor permanente. Quer mudar dentro da ordem o que precisa ser mudado. É democrata e serve ao bem da pessoa humana segundo uma antropologia e uma ética cristã. É pró-vida e sustenta a superior dignidade da pessoa humana. Vê a liberdade como sócia bem sucedida da verdade e da responsabilidade. É liberal porque sabe o quanto é necessário impor freios e limites ao Estado, cujos poderes deveriam agir para se tornarem cada vez menos necessários. Defende o direito de propriedade e as liberdades econômicas. Sem prejuízo de muitas outras exclusões, nessa posição política não há lugar para defensores de totalitarismos e autoritarismos, para fabianos e companheiros de viagem de esquerdistas, nem para políticos patrimonialistas.

 

Para defender essas posições, nasceu este website em 2003. Mediante sucessivas incorporações de novas tecnologias chega a esta quarta forma visual de apresentar os conteúdos com que espera proporcionar a seus leitores bom alimento à mente e ao espírito. Sejam todos muito bem-vindos e que Deus os abençoe.

Fique Sabendo

QUANDO HÁ UMA IMPRENSA QUE SÓ PENSA “NAQUILO”

Percival Puggina, com conteúdo do Diário do Poder

26/01/2021

 

Leio no excelente Diário do Poder

“Brasil é o quinto país que mais vacina desde o dia 17, início da imunização”

O país vacinou mais de 700 mi habitantes, em oito dias. No total mundial, desde meados de dezembro, Brasil é o 15º

O Brasil iniciou a imunização contra o coronavírus quase um mês depois dos países da rica Europa, como Dinamarca, Bélgica, Suíça Portugal etc. Mas, desde o dia 17, início da vacinação por aqui, o Brasil já é o 5º país que mais imuniza no mundo. Apenas Estados Unidos, Reino Unido, Índia e Israel vacinaram mais habitantes, no mesmo período, segundo a plataforma Our World in Data. No total, o Brasil é o 15º país com mais imunizados (mais de 700 mil). EUA estão em 1º, com 21,3 milhões. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Em toda a América do Sul, cerca de um milhão de pessoas foram vacinadas. Desse total, 70% já são brasileiros.

A Argentina, muito elogiada na imprensa brasileira, iniciou a imunização no dia 29 de dezembro. Até ontem, imunizou menos da metade do Brasil.

COMENTO

Quando há uma imprensa que só pensa em derrubar o governo, com ideia fixa, com metas e estratagemas políticos, a informação verdadeira causa sensação! Produz o efeito de uma abertura da janela para entrada de ar puro. É o que se percebe quando se lê este conteúdo do Diário do Poder. Não é a verdade que escandaliza. O que escandaliza é a omissão da verdade.

Por outro lado, cabe acrescentar que essa velocidade no processo de vacinação alcançado no Brasil se deve à boa estrutura preexistente no país, de longa data. Campanhas de vacinação são rotineiras. Elas não acontecem, nem deixam de acontecer, por causa das redes de TV ou dos grandes jornais. Por mais pensem como Chanteclere, o galo de Edmond Rostand, que o dia nasce porque eles cantam.

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POIS NÃO, SENHORES ASSALTANTES...

Percival Puggina

22/01/2021

 

Percival Puggina

 

            Precisando trocar de carro, fui a uma concessionária informar-me sobre preços e modelos. Lembrando das muitas vezes em que, para essa periódica tarefa, anunciei o meu para venda particular, perguntei ao vendedor como são feitos atualmente esses negócios.

            Eu já havia percebido que os anúncios classificados sumiram dos jornais. Ele me disse que são usados anúncios em sites próprios para isso, mas era perigoso. Na verdade, uma loteria, pois os ladrões se valem dessa ocasião para simplesmente tomar o carro do proprietário (furto ou roubo) na frente de sua casa ou, menos recomendável ainda, ,a “voltinha para testar”.

            Ladrões e assaltantes acabaram com um tipo de transação que serviu ao mercado durante décadas. A sociedade adaptou-se ao que a bandidagem solta determina para suas relações comerciais e comportamentos. Diante de tamanha roubalheira, paga-se um valor absurdo pelo seguro do veículo.Tudo isso, acrescido da elevada carga tributária, afeta as revendas pela redução do comércio e a indústria é levada a reduzir a produção, ampliando o desemprego.

            Fracasso do Estado! A leniência para com esses crimes que integram o cotidiano da vida nacional causa danos que vão muito além do que se vê.

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BIDEN E A FUTURA POLÍTICA DOS EUA EM RELAÇÃO A CUBA

Jorge Hernandez Fonseca

19/01/2021

 

Jorge Hernandez Fonseca

Joseph Biden assumirá o cargo de novo presidente dos Estados Unidos da América. A respeito de Cuba, durante sua campanha à presidência, disse que "retomará a mesma política de Obama para com a ilha". Tem a lógica da continuidade, sabendo que Biden foi o vice-presidente de Obama e como tal apoiou sua retomada com Havana. Vamos analisar.

Há aspectos que o novo presidente deve levar em conta: a abordagem de Obama em relação à Cuba de Fidel e Raúl Castro é universalmente considerada uma tentativa fracassada, por vários motivos. O principal argumento de Obama então era que “a política anterior dos Estados Unidos em relação a Havana não havia alcançado nenhum progresso democrático e que continuar fazendo 'o mesmo' daria 'o mesmo' resultado. Agora devemos dizer, seguindo o mesmo princípio, se Biden faz 'o mesmo' que Obama, dará 'os mesmos' resultados fracassados.

A história de Cuba e dos Estados Unidos está unida pelo próprio nascimento da ilha como República independente, pelo apoio bélico que a América do Norte deu para jogar fora o passado colonial que pesava sobre o nobre povo cubano. Da mesma forma, a Instituição Presidencial dos Estados Unidos que Biden passará a representar, também está associada à liberdade de Cuba no 26º Presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, que foi soldado na decisiva batalha pela liberdade do país, no arredores de Santiago de Cuba.

Vivemos nos Estados Unidos. Somos milhões de cubano-americanos tomados como exemplo pelo presidente Obama em seu discurso em Havana, orgulhosos de nosso trabalho neste grande país, onde elegemos 10 congressistas, incluindo 3 senadores, ajudando também a formar uma metrópole no sul da Flórida (Miami). Também por isso queremos ser ouvidos durante a formação e execução da nova política que se propõe a respeito de Cuba.

A Cuba dos Castro foi, por muitos anos, um parasita da ex-União Soviética. Agora é da Venezuela chavista, rompendo-a. Agora pretende parasitar o orçamento norte-americano, fruto em parte de nossos esforços. Nem mesmo a Rússia apoia financeiramente a ilha, porque o castrismo não honrou suas dívidas, como não honrou o Clube de Paris, entre tantos outros exemplos. O sistema cubano não produziu bens ou serviços nestes 62 anos de socialismo cru.

Direitos humanos e liberdade econômica devem ser as chaves para as discussões com a ditadura cubana. Não ceda a nada se o regime castrista não der sinais concretos de passos rumo à prosperidade de seu povo e/ou à eliminação da rígida repressão às liberdades de seu povo. O recente episódio contra o Grupo San Isidro, que gerou um protesto espontâneo de centenas de intelectuais e artistas, não deve se repetir, assim como não deve se repetir arrastando Senhoras de Branco pelas ruas e um longo et cetera autoritário..

A ditadura castrista vive um momento de extrema fragilidade da ordem econômica, política e social. Qualquer apoio direto ou indireto resultará em vários anos adicionais de ditadura. A inteligência empregada nesta abordagem dependerá da liberdade de Cuba.

*    18 de janeiro de 2020

**   Tradução do editor do site

*** Os artigos deste autor podem ser consultados em http://www.cubalibredigital.com

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LIVRO - A Tragédia da Utopia

É meu mais recente livro publicado. Aos 60 anos da revolução que destruiu a antiga Pérola do Caribe, ampliei e atualizei neste livro a primeira edição da obra, publicada em 2004. A análise da realidade cubana segue os mesmos passos, mas o foco do texto vai posto, principalmente, no jovem leitor brasileiro. Enquanto a primeira edição olhou de modo descritivo a realidade em si, esta segunda edição amplia as informações e registra as alterações constatadas ao longo dos últimos 15 anos, levando em conta a necessidade de confrontar as mentiras que a propaganda pró Cuba conta com a verdade que lá se vê, e de destruir com as razões da Razão os sofismas que são construídos para justificar a perversidade do regime.

 

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Fato Comentado

 

Percival Puggina

 

A covid-19 pode matar e mata. No mundo todo estão diagnosticados 98 milhões de casos e registrados 2,09 milhões de óbitos. Anteontem, 20 de janeiro, com 1009 mortos pela covid-19 por milhão de habitantes, o Brasil ocupava o 24º lugar na lista de quase 200 países. Era o 47º na lista que relaciona o número de mortos com o de pacientes diagnosticados (2,5%).

No entanto, todo o noticiário cotidiano sobre o assunto tem por objetivo culpar o governo federal e pessoalmente o presidente da República pelas mortes causadas por uma doença que mata no mundo inteiro. Palavras como genocídio e genocida são diariamente proferidas nos meios de comunicação e passaram a integrar o vocabulário político da esquerda mundial, disciplinadamente aplicada a nosso país e ao seu governo.

O único objetivo desta minha nota é demonstrar o quanto de malícia, de politicagem, de interesses individuais e empresariais está presente nessas matérias desmentidas pela objetividade dos números.

Tendo em conta que o Brasil é o 6º país mais populoso do mundo e que tantos outros enfrentam problemas ainda maiores, apresentando resultados piores, por que – diabos! – só no Brasil e nos EUA se ouve falar em responsabilizações individuais de seus governantes? Cabe alguma dúvida quanto à origem político-ideológica dessas exceções?

Nada se lê no Brasil sobre acusações frontais a Alexander de Croo (1º ministro belga), com o segundo pior índice de fatalidade da doença; de  Andrej Babis (1º ministro tcheco), com o quarto pior índice; de Boris Johnson (1º ministro do Reino Unido), com o 5º pior índice; de Giuseppe Conte (1º ministro italiano), com o sexto pior índice; nem do espanhol  Pedro Sánchez, nem do  “simpático” presidente francês Emmanuel Macron ou de seu primeiro ministro Jean Castex. Todos dirigindo países com desempenho e resultados inferiores aos do Brasil.

 

Nota: todos os dados aqui mencionados foram extraídos de https://en.wikipedia.org/wiki/COVID-19_pandemic_death_rates_by_country

  • Percival Puggina
  • 22 Janeiro 2021

Percival Puggina

Na véspera do Natal, matéria do UOL destacou: “Brasil tem mais mortes por covid em uma semana do que 63 países juntos na pandemia inteira”. Sim, e daí? Que países são esses? Qual sua população? Qual sua interação com o resto do mundo? Um rápido passeio pelo Google buscando informações sobre covid-19 divulgadas em nossa imprensa evidencia que os números são selecionados a dedo para criar uma sensação de que o Brasil enfrenta a covid-19 de um modo desastrado com resultados incomparavelmente trágicos.

Não seriam reprováveis, nem a ênfase, nem o tempo dedicado ao assunto, se o objetivo fosse suscitar na população um justificado zelo pela saúde e a adoção de medidas preventivas. Mas não. As redações militantes, os apresentadores opinativos e o recrutamento dos “peritos” têm por objetivo permanente (e não me digam que é apenas colateral) imputar responsabilidade ao presidente da República (exatamente aquele a quem o STF atribuiu apenas responsabilidade supletiva). Longas e repetitivas conversas são entretidas diante das câmeras para transmitir a ideia de que o presidente é o causador da mortandade. Não raro isso é dito com todas as letras e apontado como motivo para impeachment (aquele instrumento constitucional que antes era golpista).

O mesmo jornalismo que faz isso há quase um ano usando os óbitos da covid, em agosto de 2019 valeu-se do piche que começava a chegar no litoral do Nordeste para acusar o governo pela “falta de medidas preventivas e de proteção”. Como se fosse possível prever e prevenir a conduta criminosa de um petroleiro clandestino, muitos dias antes, a 100 km da nossa costa! Foram semanas com imagens desoladoras nas telas e depoimentos convenientemente pinçados a cada tartaruga envolta em gosma negra que aparecia diante das câmeras.  Malgrado o empenho da Marinha, do Ibama e o necessário apoio de milhares de voluntários, o responsável pela extensão do desastre era o presidente. Tinha que ser. Era politicamente necessário dizer isso. A banca canta o jogo e joga assim.

O que não se diz sobre o enfrentamento à covid-19, porque aí diminui a “culpa” do presidente, é que algo entre 17 e 21 outros países têm mais óbitos do que o Brasil por milhão de habitantes.  O vírus tem causado mais óbitos do que aqui em economias desenvolvidas, sociedades culturalmente avançadas e com fácil acesso a recursos tecnológicos e meios de ação, como Bélgica, Itália, Reino Unido, França, Estados Unidos. No entanto, afora os Estados Unidos e Brasil, não se diz que os culpados são seus governantes. Só brasileiros e norte-americanos morrem por culpa de seus presidentes... Arre!

Se é verdade que ambos, por vezes, e por temperamento, falam e agem antes de pensar, também é certo que parte significativa da grande imprensa só fala e canta o jogo pensado por sua banca.

  • Percival Puggina
  • 17 Janeiro 2021

 

Percival Puggina

 

Leio no Diário do Poder

A estratégia do marqueteiro João Doria não resistiu aos números finais da eficácia da Coronavac, 50,3%, um sopro acima do mínimo exigido e a anos-luz dos 98% alardeados pelo próprio governador de São Paulo em setembro.

O resultado final foi visto como real motivo para os inúmeros adiamentos no anúncio da taxa e para a demora no envio de dados dos estudos clínicos solicitados pela Anvisa para conceder uso emergencial. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Há dias, os 78% já haviam sido considerados um fracasso e Dória sequer deu entrevista, outrora tão frequentes, em seu show do meio-dia.

Ao enfrentar a realidade de apenas 50% de eficácia, restou ao governo de SP a incrível boa vontade dos jornalistas para justificarem o fiasco.

Questionado sobre se manteria a compra de 100 milhões de doses do imunizante, o Ministério da Saúde optou por não responder.

COMENTO

A demora dos chineses e do Butantã em fornecer os dados de eficácia de sua vacina dispara vaias e aplausos.
Vaias à qualidade da vacina e a milimétrica distância que a separa daquela condição de “sem comprovação científica sobre sua utilidade” tão usada em relação a alguns protocolos de tratamento precoce. Aplausos à Anvisa, que conquistou ainda maior credibilidade por  manter seus padrões técnicos longe das cornetas da mídia militante.

Claro que uma vacina com 50% de eficácia é melhor do que o “toma uma aspirina, vai para casa e espera a falta de ar”, mas convenhamos que não vale 1% do marketing investido por João Dória que pensou chegar à presidência tomando injeção.  

  • Percival Puggina
  • 13 Janeiro 2021

 

Percival Puggina

Aos 75 anos, Lula voltou a Cuba. Desta feita, em lua de mel e para participar de documentário produzido pelo diretor Oliver Stone. Assim, sem nenhum adendo, a viagem foi levada ao conhecimento da opinião pública. Portanto, segundo o noticiado, Lula não foi abraçar nem reafirmar seus votos – estes, sim, eternos e promissores – à revolução e seus líderes. Por outro lado, conforme sugere um leitor, não terá ele ido Cuba fazer política, usando a entrevista para esse fim, sendo a lua de mel mero efeito colateral?

         É incrível que nenhuma grande empresa de comunicação, brasileira ou norte-americana, tenha manifestado curiosidade e tomado a iniciativa de enviar um correspondente para cobrir eventuais atividades políticas de Lula em Cuba. Nem mesmo o nome do hotel onde está hospedado chegou ao conhecimento do público brasileiro, não por acaso, pagador parcial ou total dos requintados passadio e albergaria.

         As últimas notícias sobre a viagem de Lula, sem qualquer acréscimo ou supressão, são idênticas às de duas semanas passadas e as mesmas do período anterior à viagem.

                  Diante de tamanho vazio, meu leitor pergunta, não sem razão: “Sendo Lula, juntamente com Fidel Castro, criador do Foro de São Paulo, é descabido supor que a viagem e a ausência da mídia internacional seja oportunidade para confabulações da esquerda revolucionária nele congregada? Não estarão em Havana, coincidentemente, nestes mesmos dias, algumas canetas robustas da Nova Ordem Mundial?”.

         Não é impróprio perguntar, então, se tal silêncio não é, por si só, uma notícia importante.

  • Percival Puggina
  • 07 Janeiro 2021

 

 

O ministro Luiz Fux é o presidente do Supremo, aquele tribunal onde todos são “supremos”. Imagine o grau de “supremacia” que representa presidi-la. 

Quando li que o STF havia solicitado reserva de sete mil doses de vacinas para atender os tribunais superiores, fiquei aguardando as reações, mais ou menos como quem vê o clarão e fica esperando o trovão. E o trovão veio, com o justo clamor do povo. O ministro tentou justificar a solicitação recusada pela Anvisa (meu apreço por essa agência aumenta a cada dia) alegando a importância dos serviços prestados e haver muitos servidores cuja “maturidade” representava riscos adicionais, blá, blá, blá. Entendi, realmente assim. Conversa fiada para explicar o inexplicável.

Naquela situação, a Anvisa demonstrou mais senso de justiça que o STF. E isso não me surpreendeu. Se a conduta do tribunal e a justificativa me desagradaram, mais ainda me desagradou a sequência dos acontecimentos, quando soube que o presidente do STF havia exonerado de suas funções o médico autor da solicitação original assinada e expedida pelo Diretor-Geral do STF. Ao explicar o ato, o ministro deu por esquecido o que dissera antes e afirmou que o pedido feito à Anvisa era uma “falta de noção”.

Aí me lembrei do meu cinto. Eu tenho um cinto que ganhei do meu neto. Tanto pode ser azul ou marrom, conforme se gire a fivela.

  • Percival Puggina
  • 01 Janeiro 2021