• Sílvio Lopes
  • 22/05/2026
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Busca incessante

Silvio Lopes

           Há segredos escondidos que precisam ser descobertos e revelados para, dessa forma, nos permiter libertar dos grilhões que nos são impostos na caminhada da vida. A ideologia política é um desses que, modernamente, se tornam verdadeiras " amarras mentais", como assim as definiu o Sidarta Gautama(Buda), idos dos anos 570 aC. 

Vivemos tempos de milhões de mentes "engessadas" por falsas verdades, que apoiam, de modo irrestrito, visões de sociedade que ao invés de enaltecer o ser humano, o fazem escravos mentais capazes de( inimaginável se pensar!), nutrirem cega adoração pelos algozes que os querem é, justamente, condenar a viver uma vida miserável e indigna. 

Num ambiente como o que vivemos atualmente no Brasil, em que, no dizer de José Saramago, " o tempo das verdades plenas acabou", o que vemos é o prosperar da " mentira universal" provinda da boca de autoproclamados " defensores da democracia", que não passam, isto sim, de vilões a serviço de uma milícia formal de adoradores da mais cruel, sangrenta e desumana das ditaduras do proletariado que a antiga União Soviética nos deixou como exemplo de "catástrofe civilizatória". 

O velho Diógenes de Sinope(Turquia), o Cínico, já dizia que " os piores escravos são aqueles que estão constantemente servindo as suas paixões". Essa frase, vamos ter que admitir, se encaixa perfeitamente no que tem acontecido há pelo menos três décadas no Brasil. A paixão "deslavada e incompreensível" de grande parte do povo a uma figura política desprezível que nunca sequer lhe entregou nada além de esperanças renovadas, e que vem( por isso mesmo), condenando o Brasil a ser um eterno país do futuro...

Mas tenhamos a firmeza, a fé  e a determinação de que o apóstolo João tem toda a razão quando proclamou: " Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Que essa verdade chegue logo. Mesmo que, para isso, tenhamos de usar, em pleno dia, a lanterna do acima citado Diógenes para buscá-la entre os homens. Não há outra saída!

*        O autor, Sílvio Lopes, é jornalista, economista e palestrante