Alex Pipkin, PhD
O Brasil não atravessa apenas uma crise política; vive um surto psicótico coletivo.
Uma parcela da elite esquerdista, sectária e intelectualmente doente decidiu que a realidade é um detalhe inconveniente, algo a ser sufocado por conhecidas narrativas. Enquanto o país real sangra, eles continuam celebrando o dogma.
O espetáculo é patológico. Diante de uma economia anêmica, onde o crescimento virou ficção contábil que jamais alcança o bolso de quem trabalha, a reação da seita não é rever o erro, mas sim aprofundá-lo. Dobram a aposta no fracasso.
A corrupção sistêmica foi rebatizada como detalhe processual, enquanto a insegurança pública tomou as cidades. Ao paralisarem as forças de segurança com teorias de gabinete, transformaram o cidadão comum em refém do crime organizado, sob a complacência de um Estado que se omite por pura ideologia. Claro, o bandido é uma “vítima da sociedade”…
Essa (des)elite acredita que o assistencialismo barato e as migalhas de um populismo requentado compram o silêncio eterno da miséria. É uma soberba suicida. O povo aceita o benefício por necessidade, mas não vive de ideologia.
Sabe que o auxílio paga o gás, mas não devolve o direito de caminhar sem o cano de uma arma encostado na nuca. Percebe que a “justiça social” celebrada nos salões muitas vezes não passa do financiamento de privilégios com o suor de quem trabalha, e é expropriado.
Enquanto a militância se enclausura em câmaras de eco, o brasileiro comum desperta pelo cansaço. A liturgia do “nós contra eles” perde força quando o “nós” continua na fila do SUS e o “eles” segue decidindo o destino da nação protegido por abstrações sociológicas, à la Habermas.
A tragédia do sectário é simples, uma vez que ele não consegue admitir o óbvio. O projeto faliu sob o peso da própria desonestidade intelectual.
Eles continuarão dobrando a aposta na cegueira; nenhuma novidade.
Ainda assim, há uma luz no fim do túnel, e ela não vem dos gabinetes vermelhos, tampouco da torcida colorada cega.
Ela nasce do pragmatismo silencioso do povo, que começa a entender que dignidade não brota de esmolas estatais, mas da liberdade de viver sem o jugo de uma (des)elite que proclama amor à humanidade enquanto despreza o brasileiro real, aquele de carne e osso.
A realidade não pede licença para se impor.
Ela simplesmente interrompe o culto e acende a luz.