Polan Lacki

14/05/2009
Quando os rem?os n?tem suficiente efic?a para curar as enfermidades ?ecess?o curar os rem?os, para que curem o enfermo ( Padre Vieira-Serm?de Santo Antonio ) Agora j??temos outra alternativa que n?seja a de ouvir o conselho do Padre Vieira. Os rem?os convencionais para curar os males do subdesenvolvimento n?podem continuar sendo aplicados pelo elementar motivo de que os governos n?os possuem. A ilus?de que o Estado paternalista solucionaria todos os nossos problemas se acabou. No Brasil, os governos---nacional, estaduais e municipais--- est?debilitados e fortemente endividados. Os recursos que arrecadam apenas permitem pagar d?das, juros de empr?imos, sal?os e aposentadorias. O pouco que sobra ?estinado a manter, apenas com vida vegetativa, um aparelho burocr?co superdimensionado e quase improdutivo. ?esta insufici?ia de recursos p?cos a principal raz?pela qual os sucessivos governos n?solucionam os crescentes problemas da educa?, da sa? da agricultura, da infra-estrutura, do saneamento b?co, do transporte urbano, da pobreza, da assist?ias aos deficientes, do combate ?elinq?ia, etc. Os governantes est?virtualmente paralisados, assistindo passivamente e aceitando como se fosse aceit?l a seguinte realidade que j?st?ncorporada ao nosso cotidiano: ---Os desempregados buscam desesperadamente mas n?conseguem um emprego ---Os doentes esperam v?os dias por uma consulta m?ca, semanas por um exame de laborat?, meses ou anos por uma cirurgia; muitos morrem nos corredores dos hospitais antes de preencher a odiosa ficha de admiss? ---Crescentes quantidades de pobres residem e recolhem pap? nas ruas enquanto os seus filhos est?sendo educados no mundo do v?o e da delinq?ia ---Nos aterros sanit?os ( lix?) os mais famintos est?disputando os restos de comida com ratos e urubus ---Os narcotraficantes t?mais poder e melhor armamento que os servi? policiais ---Dentro das penitenci?as muitos delinq?es continuam comandando o crime organizado e promovendo freq?es rebeli?para reivindicar---e conseguir---que os transfiram para pres?os mais democr?cos Os governantes, o pouco que fazem----e rec?depois de ser fortemente pressionados por den?as da imprensa ou pelos sindicatos mais agressivos---?pagar os inc?ios mais ruidosos; por?depois que os ru?s diminuem cessam as a?s governamentais, at?ue ocorra a pr?a emerg?ia. Isto est?contecendo porque as crescentes necessidades e aspira?s dos cidad? ultrapassam as decrescentes possibilidades dos debilitados governos em satisfaz?as. Para piorar ainda mais este quadro de paralisia dos servi? p?cos, os governos j??podem refor? os seus or?entos, atrav?da via, c?a e simplista, de aumentar o endividamento p?co e a carga tribut?a; porque o primeiro j? insuport?l para os pr?os governos e a segunda j? insuport?l para os contribuintes. Em resumo, a capacidade dos governos de resolver os problemas dos cidad?, atrav?de medidas paternalistas, est?sgotada. Esta ?ma realidade que n?podemos continuar fingindo que n?existe ou que n?a conhecemos, pois ela, al?de evidente ?rescente; para confirm?a basta sair ?ua, ver as longas filas nos colapsados servi? p?cos ou assistir os notici?os da televis? Depois de 50 anos de gastan?desenfreada e irrespons?l, chegamos ao fundo do po?Durante esse longo per?o ficou demonstrado, de maneira reiterada e aparentemente definitiva, que ?mposs?l resolver os problemas da pobreza atrav?do paternalismo estatal, pois ele ?implesmente incorrig?l. Agora que os recursos governamentais est?exauridos s?s resta o caminho realista de abandonar as medidas populistas/demag?as e fazer algo radicalmente diferente, como por exemplo: reduzir drasticamente a frondosa e improdutiva burocracia estatal, eliminar os ?os reconhecidamente inoperantes e prescind?is, abolir privil?os ileg?mos disfar?os de direitos adquiridos, endurecer no combate ?orrup?, reduzir a quantidade de parlamentares, militares e burocratas improdutivos. Em resumo, enxugar a m?ina governamental para dispor dos recursos que s?necess?os para solucionar os problemas do Brasil e dos brasileiros; e n?para alimentar interesses ileg?mos do corporativismo estatal ou para financiar atos de corrup?. Com os recursos poupados neste enxugamento deveremos fazer um investimento, s?o e absolutamente priorit?o, no desenvolvimento das capacidades e compet?ias da nossa popula?. Os pr?os cidad?--- os que est?causando os problemas e os que est?sendo afetados por eles--- ter?que ser convocados, formados e capacitados para assumir, individualmente e/ou atrav?de grupos organizados, uma crescente parcela de responsabilidade na corre? dos erros que eles involuntariamente est?cometendo e na solu? dos seus pr?os problemas. Com este objetivo em mente, o obsoleto Estado perpetuador de depend?ias dever?ransformar-se em um Estado educador, empoderador dos cidad? e emancipador das depend?ias que eles atualmente t?dos governos. Nas atuais circunst?ias de paralisia e impot?ia dos servi? p?cos, compartilhar responsabilidades entre o Estado e os cidad? ?ma proposta que vale a pena discutir e construir. Cr?cas e contribui?s a esta proposta ser?bem-vindas atrav?dos e-mails: Polan.Lacki@uol.com.br e Polan.Lacki@onda.com.br Outros artigos do autor est?dispon?is nos sites http://www.polanlacki.com.br e http://www.polanlacki.com.br/agrobr

Solano Portela

14/05/2009
Fico impressionado como tantos crist? embarcam na vis?pol?co-econ?a socialista. N?me espanta que ela leve de rold?grande parte da “intelectualidade” do mundo ocidental, bem como aquelas cabe? n?pensantes, que seguem a opini?majorit?a por pura necessidade de aceita? comunit?a. Afinal, o socialismo ?ma vis?bem humanista que enaltece a bondade nata das pessoas. Nada que nos surpreenda que ele seja abra?o por aqueles que n?gostam da realidade do Deus verdadeiro, revelado nas Escrituras, com seus princ?os de justi?e demandas de soberania plena. O que me assusta ? contorcionismo teol?o e exeg?co feito por alguns para achar na B?ia justificativa para sua cren?socialista (ou, qui? marxista), ignorando as evid?ias contr?as e os princ?os que contradizem essa corrente de pensar. Nesse sentido, recebi h?m tempo uma carta dizendo que temos o registro b?ico de que as terras alocadas ao Povo de Israel, quando este adentrou a palestina, foram repartidas igualmente. Todos teriam recebido por?s semelhantes. Isso seria uma prova do ide?o socialista nas Escrituras. Acontece que a afirma? simplesmente n?corresponde ?ealidade. As tribos se posicionaram em locais diferentes de acordo com a circunst?ia da conquista e conforme as alian? (algumas esp?s) que foram fazendo. Umas terras eram mais f?eis do que outras; umas mais planas e ar?is do que as da tribo vizinha; e assim por diante. As determina?s iniciais para a reparti? colocaram aquele povo em movimento, mas depois ele foi seguindo o curso da hist?, com as desigualdades caracter?icas de qualquer sociedade ou sistema, com o pecado presente no cora? das pessoas — se bem que sempre sendo confrontado com a Lei de Deus. Essa lei visava punir o faltoso, proteger o inocente, preservar certos direitos individuais, de propriedade e impedir que os carentes fossem abandonados na sua fraqueza. Assim, na teocracia estabelecida ?a? de Israel o c?o civil e penal foi colocado para garantir as liberdades individuais e para lidar com as manifesta?s do pecado. Nunca houve a vis?ing?a de que a “terra prometida” era um lugar sem pecado e sem a necessidade de controles. Um desses controles, admitimos, era a proibi? de grandes latif?os, com a revers?de transa?s comerciais processadas ao longo dos anos, ?ribo e aos propriet?os originais. Esse dispositivo, de limita? latifundi?a, ?m sistema interessante e, como todo o resto da legisla? civil e judicial de Israel, de extremo valor did?co para n?mas n?tem car?r normativo. Dever?os pensar como tais salvaguardas poderiam ser implantadas em nossa sociedade, estudando cuidadosamente o contexto de suas circunst?ias, pois emanaram de um Deus que ?odo sabedoria. Mas enquanto procuramos abstrair o princ?o, n?h?etermina? de aplicabilidade id?ica ou in totum ?ossa sociedade. N?devemos esquecer, tamb? que o direito de propriedade privada ?lenamente assegurado n?apenas na legisla? civil e judicial do estado judaico vetero-testament?o, mas na pr?a lei moral, com o oitavo mandamento (“n?furtar?), repetidamente reafirmado em todo o restante da B?ia, inclusive no Novo Testamento. N?existe, portanto, nada que se situe mais longe do sistema teocr?co de Israel do que o socialismo, comunismo ou marxismo. Querer ler isso nos registros hist?os do Povo de Deus ?aminhar em terreno pantanoso que tragar? argumenta? e o seu defensor — se praticar coerentemente o que prega. Reconhecendo isso, alguns proponentes mais insistentes passam a defender que a vis?socialista ?lgo t?co do Novo Testamento, apelando ao registro de Atos 2.42-47 — ?omunidade de bens. Mas a exegese correta do relato, ?uz do contexto textual e hist?o, n?fornece qualquer base para um modelo comunista de governo aplic?l ?na?s da terra. Primeiro, temos aqui um registro hist?o-descritivo de um micro-cosmo social existente entre crist?, n?uma defini? prescritiva aos governos e governantes (um texto prescritivo ?por exemplo, a passagem claramente anti-socialista de 2 Ts 3.10 — “se algu?n?quer trabalhar, tamb?n?coma”). Segundo, temos um contexto hist?o no qual a igreja se encontrava acuada e sob persegui?, na perene tentativa sat?ca de destrui? dela. Terceiro, temos o car?r volunt?o da iniciativa da comunh?dos bens, e n?estatalmente determinativo; isso ?ubstanciado, em adi?, pelo pr?o Pedro nas palavras proferidas a Ananias e Safira. Precisamos, como crist?, reconhecer que essa moda de subscri? ?artilha socialista, que perdura h??as d?das, ?arente de sustenta? teol?a e capenga em uma premissa que ?otalmente anti-b?ica: a bondade natural do homem. Qualquer sistema de governo, seja qual for o seu r?o, que reconhe?certas b?? advindas da gra?comum divina — como o direito ?iberdade, ?niciativa individual, ?ropriedade privada — e que tenha em sua estrutura salvaguardas e controles que lidem com o pecado e a viol?ia, tem mais possibilidades de refletir princ?os de justi?divina e prover com que as riquezas do pa?sejam revertidas em benef?o dos cidad? que o comp? diminuindo assim a perspectiva de fome, car?ias e viol?ias. O governo eficaz respeita a propriedade, controla e pune malfeitores (n?o empreendedor e o cidad?ordeiro comum); essa ? fun? primordial dele, conforme Rm 13. Depois disso, ele reconhece e galardoa os cidad? de bem, principalmente certificando-se n?de que todos sejam iguais, mas de que todos possuam iguais oportunidades de desenvolverem suas individualidades e talentos espec?cos.

Ubiratan Iorio

14/05/2009
Um semin?o organizado no in?o desta semana em S?Paulo pela revista Exame reuniu tr?ganhadores do Nobel de Economia: Joseph Stiglitz (2001), da Universidade de Columbia, o mais keynesiano deles, Robert Mundell (1999), tamb?de Columbia, mas que iniciou sua vida acad?ca na Universidade de Chicago, o mais criativo, e Edward Prescott (2004), da Universidade do Arizona e, com certeza, o mais t?ico da competente trinca. Ganhar o Nobel, como todos sabem, n???l, embora a Academia Sueca frequentemente baseie as suas escolhas – especialmente na ?a de Ci?ias Humanas – por crit?os pol?cos e n?por avalia?s estritamente cient?cas. E convidar um Nobel para qualquer evento sai bem caro, algo entre US$ 20 mil a US$ 30 mil por palestra, sem contar as despesas com bilhetes a?os (em geral na primeira classe ou na classe executiva) e gastos com hospedagem em hot? caros, alimenta? e t?s. Mas, apesar de cobrarem bem (o que ?usto, diga-se de passagem), segundo um especialista em organizar esse tipo de semin?os , os palestrantes n?costumam preparar apresenta?s espec?cas para cada evento (o que, a rigor, n??ticamente correto ), preferindo uma “apresenta? padr? de acordo com a conjuntura do momento, que adaptam para cada local e p?co. No evento realizado na capital paulista, os tr?economistas – brilhantes, obviamente – disseram o que qualquer profissional com bom treinamento sabe, ou seja, que a crise mundial ainda n?acabou e que ainda n?se pode dizer quando ter?im. Ou seja, disseram o ?o – aquele que ululava, segundo Nelson Rodrigues... Mas, no que se refere ao Brasil, a trinca de ases escorregou feio, quando n?economizou elogios ?ol?ca macroecon?a brasileira, especialmente a “disciplina fiscal”. . Mas que disciplina fiscal ?ssa? V?e que nenhum dos tr?atentou para a orgia que o governo Lula vem promovendo nos gastos de custeio e no aparelhamento da m?ina estatal, nem tampouco para a mir?e de gastos sup?luos do Judici?o e do Legislativo, fatos que acarretar?s?os problemas de financiamento em futuro n?distante. Mas como isto escapou ?an?ses dos tr?craques da Economia? Bem, tenho duas explica?s: a primeira ?or educa?, sim, por simples educa?. Afinal, se convidarem voc?leitor, para dar uma palestra no pa?X, ?atural que voc?ulgue deselegante criticar o governo do pa?anfitri?e que lhe dispensa tratamento de rei. ?uma atitude errada, mas at?ompreens?l. ?da pr?a condi? humana. Mas a segunda ?or uma deforma? estrutural na forma? dos economistas no mundo inteiro, da qual nem os laureados com o Nobel escapam: com efeito, poucos s?os que se preocupam com a qualidade dos n?os, porque seu treinamento os leva a olhar exclusivamente para o aspecto da quantidade. Quantitativamente, o governo Lula, especialmente na era de Palocci, fez um esfor?louv?l na ?a fiscal. Mas, no que se refere ?ualidade do ajuste, foi lament?l e est?iorando, porque o que se observa ? oposto do que deveria ser a meta do governo, ou seja, aumentos de arrecada? pela eleva? da carga tribut?a e, em termos de cortes de gastos, neca de pitibiriba, como dizia um velho amigo. Quando cortam, fazem-no em gastos essenciais, como os com a infraestrutura, por exemplo. Definitivamente, os elogios rasgados dos tr?tenores da Economia ?ossa desastrada pol?ca fiscal s?prova incontest?l de que o ensino da Ci?ia Econ?a precisa mudar, tornando-se mais humano, sem preju? da t?ica. Os economistas precisam voltar a estudar a Escola Austr?a, como acontecia at?s anos 30! A Economia ?ma ci?ia humana, da a? humana, mexe com a vida de todos e, portanto, n?pode ser tratada de forma exclusivamente quantitativa.

Ogeni Luiz Dal Cin

14/05/2009
Vem se firmando um princ?o de que quem se elegeu pagou, ipso facto, todas as suas d?das passadas, inclusive as cometidas no exerc?o do Poder Legislativo. Assim, os fins justificam os meios: amealhar amigos e dinheiro para garantir a reelei? ?in?o de prova de absolvi? de qualquer acusa? legislativa. Essa ?moralidade para n?obres mortais, mas a? democr?ca para os nossos legisladores, e isto prova muito bem como ?xercido o Poder do Estado pelos nossos representantes. Ao Estado tudo ?oss?l. Ora, o Poder Legislativo, com esse Poder de Estado nas m? e essa consci?ia dos valores no cora?, deixa o direito ?ida do nascituro em perigo, transformando a vida antes do nascimento em uma quest?meramente casu?ica, oportunista, a servi?de outros fins. O Poder Executivo mant?Comiss?para fornecer material e argumentos ao Legislativo e p?inistros de Estado a profetizar a necessidade do aborto, como a? de Estado, ou seja, o Estado assume o papel de instituir o aborto. E, mesmo contrariando a Constitui?, o Estado, pelo seu Legislador decide o que nos conv? j?ue est?cima do cidad? do direito, da moral, dos valores, da ?ca. O Estado diviniza-se e a vida se desumaniza. O Estado caminha para ser a inst?ia ?ma e o titular de todos os direitos, mesmos os concebidos como direitos ontol?os do ser humano. Os direitos transformam-se, paulatinamente, em benesses do Estado, que ?levado a um est?o superior ao atribu? a cada ser humano. Os que chegam ao Poder limpam suas ‘culpas’ e encarnam virtudes do Estado para decidir, inclusive a respeito dos nossos direitos, e agem em nome e em proveito pr?o como se estivessem a servi?da sociedade. Tal Estado ?erdeiro das filosofias ou da esquerda hegeliana – como o marxismo - ou da direita hegeliana - como o nazifascismo – os quais que se unem, momentaneamente, para reduzir o direito sagrado da vida humana, quando lhes conv? A vida, ent? vale menos que os interesses pessoais do eleito. Os legisladores que n?tomam partido diante dessa realidade, j?omaram o partido do seu pr?o interesse. O direito ?ida n??ma mera quest?subjetiva, individual, porque esses s?argumentos para enganar seus interesses escusos. Quanto mais inculta e analfabeta a popula?, quanto mais dependente do assistencialismo estatal, menos capacidade tem a popula? para se opor aos abusos do Estado. Ora, como preservar a liberdade - esse o paradoxo do liberalismo - em detrimento da vida, se a liberdade sup? vida e se a destrui? da vida em nome da liberdade destr? potencialidade da liberdade na vida violada? Destruir o outro antes que possa exercer sua liberdade para n?precisar reconhecer-lhe a liberdade? - Da? qualificativo de individualista a esse liberalismo iluminista, sem nenhuma abertura para o social, para o outro. E se a liberdade ?penas um epifen?o transit? – para o marxismo e para o nazifascismo – de parte da mat?a organizada em um ser chamado humano, a liberdade n?passa de simples grau de concess?do Estado para o homem que se integra e pertence ao Estado. Esse tipo de Estado pode ent?permitir que a m? o pai ou o m?co mate seu filho no interregno arbitr?o entre a concep? e a data preferida pelo divino Estado, Senhor desta fase da vida humana. ?suficiente a permiss?estatal, n?importando mais a realidade ontol?a e anterior da vida humana em rela? ?riatura-Estado. De nada adiantou nosso constituinte definir, em cl?ula p?ea, o direito ?ida, sem nenhuma restri?, e defini-lo como direito superior e independente do Estado, se agora, por uma lei ordin?a, na jun? de interesses ideol?os e personal?imos, j?e considera casuisticamente mais que suficiente o intuito de legalizar o direito de matar a vida humana, antes do nascimento. Vida, sim, porque ningu?consegue provar a n?exist?ia da vida desde a concep?. Humana, sim, porque ningu?consegue definir que outra vida seja esta vida al?de ser uma vida humana. O homo bios n?pode prevalecer sobre o homo sapiens. E esta vida n?tem o direito fundamental de existir? – O Estado que o diga. * Advogado e fil?o, membro da Comiss?de Defesa da Rep?ca e da Democracia da OAB-SP.

www.aciprensa.com

13/05/2009
Parlamento Europeo insta a Cuba a cumplir pactos sobre derechos humanos LA HABANA, 11 May. 09 / 02:39 am (ACI) El Parlamento Europeo emiti? informe anual sobre derechos humanos en el que inst? Gobierno comunista de Cuba a cumplir con los pactos internacionales firmados sobre esta materia, ya que pese a estos mantiene en sus c?eles a varios presos pol?cos y de conciencia. El informe recuerda que Cuba firm? febrero de 2008 el Pacto Internacional sobre Derechos Civiles y Pol?cos, y el Pacto Internacional sobre Derechos Econ?os Sociales y Culturales. El texto tambi?expresa su preocupaci?or el trato que se da a los cubanos reconocidos con el Premio Sajarov de Derechos Humanos, como Oswaldo Pay?ardi? coordinador del Movimiento Cristiano Liberaci?y Las Damas de Blanco, integrado por esposas, madres y otras familiares de presos pol?cos. El informe rechaza en?icamente la violencia sistem?ca y los repetidos actos de acoso sufridos por los galardonados e insta al Gobierno cubano a que ponga inmediatamente en libertad a todos los presos pol?cos y de conciencia y a que reconozca el derecho de todos los cubanos a entrar en el pa?y a salir de ?libremente.

Lá Nación e Ex-blog do Cesar Maia

13/05/2009
(La Nacion-11). As estat?icas da Secretaria Nacional de Turismo indicam que a chegada de turistas caiu mais que 22% com respeito ao ano anterior e que o gasto dos visitantes caiu 35%. A AHT (Associa? de Hot? de Turismo 4 e 5 estrelas) contratou uma pesquisa para conhecer a verdadeira dimens?e tra? uma estrat?a. No Alvear Palace Hotel a redu? das reservas desde novembro est?m cerca de 30%. No Regente Palace, 4 estrelas, ca?m 50%. Os empres?os est?reduzindo as tarifas em 30%.

Agência Estado

13/05/2009
M?ca acusada de quase 10 mil abortos ir? j?no Mato Grosso do Sul Em Campo Grande Acusada pelo Minist?o P?co Estadual como respons?l pela interrup? da gravidez de quase 10 mil mulheres, a m?ca Neide Machado Mota ser?evada a j?popular. A decis?foi tomada no final da tarde de ontem pelo Tribunal de Justi?de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), com parecer un?me dos desembargadores. A medida ?esma para Ros?ela de Almeida, Maria Nelma de Souza, Libertina de Jesus Centurion e a psic?a Simone Aparecida Cantagessi de Souza, funcion?as da cl?ca de planejamento familiar que funcionava no centro de Campo Grande e era propriedade da m?ca. O advogado que defende a causa, Ruy Luiz Falc?Novaes, comentou que o processo ?ulo porque as acusadas n?tiveram direito do devido processo legal. Explicou que, por exemplo, as 26 mulheres tidas na den?a como clientes de Neide e que, ainda segundo a den?a, fizeram aborto na cl?ca, n?foram ouvidas no processo. Hoje ele entrou com recurso no Superior Tribunal de Justi?(STJ), pedindo a anula? do processo sob a alega? de que n?h?rovas suficientes para sustentar as acusa?s. Caso o STJ confirme o resultado do TJ-MS, o julgamento dever?correr dentro dos pr?os tr?meses, conforme informou o juiz da 2ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e do Tribunal do J? Alu?o Pereira dos Santos. Desde abril de 2007, quando o Minist?o P?co Federal iniciou o levantamento das den?as, foram apreendidas 9.896 fichas de mulheres com idades entre 19 e 45 anos que seriam clientes de Neide. Entre elas havia anota?s de procedimentos m?cos supostamente realizados h?ais de 20 anos, o que motivou o cancelamento 8.340 fichas devido ?rescri? da pena. Considerando tamb?a falta de elementos que configurassem a realiza? de aborto, o n?o total de acusadas passou a ser 1.250. Desse total, 900 ainda est?sendo ouvidas na 1ª Delegacia de Pol?a Civil, onde a estimativa para conclus?das audi?ias ?o final deste ano. Os inqu?tos conclu?s s?remetidos ao F? de Campo Grande. Nas den?as feitas pelo Minist?o P?co Estadual, consta que cada cliente da m?ca pagou quantias entre R$ 500 e R$ 3.700, informa?s contidas nas fichas m?cas de 27 pacientes atendidas em 2007.

Zenit.org

13/05/2009
Por Mirko Testa JERUSAL?, ter?feira, 12 de maio de 2009 (ZENIT.org).- No segundo dia da visita a Jerusal? Bento XVI destacou com palavras e gestos o comum patrim? espiritual de judeus e crist?, confirmando a inten? da Igreja de prosseguir pelo caminho da reconcilia? empreendido pelo Conc?o Vaticano II. Seguindo as pegadas de Jo?Paulo II no ano 2000, Bento XVI visitou o Muro das Lamenta?s, parede do primeiro Templo de Jerusal?(Templo de Salom?, contru? no s?lo X a.C. e destru? pelos babil?s em 586 a.C. O Papa foi rec ebido por Shmuel Rabinowitz, rabino do Muro das Lamenta?s e dos Santos Lugares de Israel, que lhe disse: “as pedras do Muro das Lamenta?s testemunham o glorioso passado do povo judeu, infundindo a for?para enfrentar as dificuldades e persegui?s”. “Assim como estas pedras sobreviveram a momentos dif?is –acrescentou–, o povo judeu sobreviveu a persegui?s e torturas, permanecendo como um povo moral e eterno, que n?foi derrotado por ningu? ?dever de toda pessoa de f?ssegurar que n?se causem danos ao povo judeu”. O rabino recitou em hebraico alguns versos tomados da ora? do rei Salom?(1 Reis 8) para a dedica? do Templo, em que o soberano pede que toda s?ca e ora? elevada por um judeu possa ser acolhida no Templo Sagrado. Por sua parte, o Papa r ezou em latim o Salmo 122 (121), o hino em honra de Jerusal? que diz: ‘Jerusal? cidade t?bem edificada... Pedi, v?odos, a paz para Jerusal? e vivam em seguran?os que te amam. Reine a paz em teus muros, e a tranq?dade em teus pal?os’. Em seguida, o Papa dirigiu-se ao Muro das Lamenta?s para introduzir em uma fenda, segundo a tradi? judaica, uma invoca? ao Senhor escrita num peda?de papel, recolhendo-se depois em ora?. Em sua s?ca, o Papa dirige-se ao “Deus de todos os tempos, em minha visita a Jerusal? a ‘Cidade da Paz’, morada espiritual de judeus, crist? e mu?manos”, para apresentar “as alegrias, as esperan? e as aspira?s, as prova?s, os sofrimentos e a dor de vosso povo em todo o mundo”. “Ou?s o clamor dos aflitos, dos temerosos, dos marginalizados; enviai vossa paz sobre esta Terra Santa, sobre o Oriente M?o, sobre toda a fam?a humana; movei os cora?s de todos que chamam por vosso nome, a caminhar humildemente no caminho da justi?e da miseric?a”, implora na ora?. O texto conclui com uma passagem do livro das Lamenta?s que abre espa??speran? “o Senhor ?om para quem nele confia, para a alma que o procura”. Logo depois, Bento XVI dirigiu-se de carro ao Centro Hechal Shlomo, sede do Gr?Rabinado, em Jerusal? para realizar uma visita de cortesia aos dois rabinos chefes de Israel: o asquenaze Yona Metzger e o sefardi Shlomo Amar. O rabino Shlomo Amar disse ao Papa que ele representa “uma grande na? de crentes que sabem o que ? B?ia, e vosso dever ?ransmitir a mensagem de que o povo judeu merece um renascimento, e tamb?respeito, para viver nesta terra”. Por sua parte, o gr?rabino asquenaze acrescentou: “se um encontro hist?o como este, no qual o chefe da maior religi?do mundo encontra-se com os chefes do juda?o, tivesse acontecido muitos anos antes, muito sangue inocente poderia ter sido salvo”. O Papa expressou posteriormente sua alegria pelos passos da comiss?da Santa S?ara as Rela?s Religiosas com os judeus e a delega? do Gr?Rabinado de Israel para as Rela?s com a Igreja Cat?a, criada ap? visita de Jo?Paulo II em 2000. Bento XVI reconheceu os pontos comuns entre os seguidores das duas religi? “Judeus e crist? est?preocupados em garantir o respeito pela sacralidade da vida humana, a centralidade da fam?a, uma educa? s?a para os jovens, e a liberdade de religi?e consci?ia para uma sociedade saud?l”, afirmou. Outro ponto do encontro assinalado pelo bispo de Roma foi a preocupa? m? com o “relativismo moral e as ofensas que este representa ?ignidade da pessoa humana”. “Ao abordar as quest??cas de nossos dias, nossas duas comunidades s?desafiadas a encorajar as pessoas de boa vontade ao n?l da raz? enquanto simultaneamente apontam os fundamentos religiosos que melhor sustentam valores morais dur?is”, assegurou. O Santo Padre aproveitou o encontro para “repetir que a Igreja Cat?a est?rrevogavelmente comprometida no caminh o escolhido pelo Conc?o Vaticano II para uma aut?ica e duradoura reconcilia? entre crist? e judeus”. “Vendo as conquistas alcan?as at?gora, e projetando nossa inspira? a partir das Sagradas Escrituras, podemos esperar com confian?uma coopera? ainda mais forte entre nossas comunidades – juntamente com todas as pessoas de boa vontade – para condenar o ? e a opress?em todo o mundo”, concluiu.

Nivaldo Cordeiro

13/05/2009
Um grande debate se abriu sobre a necessidade de modifica? da remunera? das cadernetas de poupan? institui? que tem servido de capta? dos super?ts financeiros dos brasileiros, especialmente daqueles de mais baixa renda. Tal debate s?t?contecendo porque o Governo Federal n?tem como deixar de tomar alguma medida que viabilizem as demais formas de intermedia? financeira. Uma eleva? permanente dos juros da poupan?al?da remunera? recebida pelos demais instrumentos financeiros seria a decreta? do seu fim. Esse debate ?til tamb?para mostrar as distor?s e mazelas de nosso sistema financeiro, estruturalmente formatado para ser financiador da d?da p?ca e para maximizar o rendimento do sistema banc?o. Com a redu? da Taxa Selic e a grave crise financeira internacional essas distor?s ficaram vis?is. Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ir?a situa? de que a remunera? financeira na aplica? dos t?los do Tesouro sofre taxa?. Ora, os juros da d?da p?ca s?pagos precisamente por impostos e parece acaciano que seria mais razo?l a pr?ca de uma taxa de juros nominal menor, isentando-se o aplicador dessa taxa? ilus?. ?como se parte do custo da d?da fosse paga pelo pr?o investidor. Mas isso tem uma raz?de ser, e da?rota a segunda grave distor?: a elevada taxa de administra? cobrada pelos bancos para intermediar a venda dos t?los p?cos e administrar as carteiras dos fundos de investimento, alguns bancos cobrando at?uatro pontos percentuais ao ano. Com a elevada taxa nominal esconde-se a exorbit?ia dessa pr?ca, que fora do Brasil n?passa de meio por cento. Por longos anos os banqueiros p?ios tiraram da?oa parte de sua rentabilidade exuberante. A queda da taxa nominal simplesmente est?brigando ?evis?desse abuso. Um terceiro ponto ?inda interessante notar. Como o governo ? grande monopsonista na capta? de recursos, ele deveria captar a taxas inferiores ?a poupan? e n?o contr?o. Aqui se coloca uma quest?de fundo grave. Os formuladores das pol?cas de financiamento do d?cit p?co est?fornecendo aos financiadores da d?da remunera? descabida e indevida, al?do que o mercado cobraria se o governo fizesse valer o seu poder de monops?. Resta a pergunta do porque isso foi feito, em preju? do Er?o e dos pagadores de impostos, em benef?o de uma restrita minoria. Agrava a situa? as pol?cas monet?as expansionistas de praticamente todos os pa?s do mundo, que reduziram os juros da d?da p?ca daqueles pa?s a algo pr?o de zero. S?Brasil est?a contram? Por qu?Temo que investigar o motivo leve ?napel?l conclus?de que sempre houve um vi?na administra? da d?da p?ca ao longo dos anos, contra os leg?mos interesses dos pagadores de impostos. Lula est?iante de uma escolha de Sofia. Ter?ue sacrificar o interesse dos intermediadores financeiros, grandes financiadores de campanhas pol?cas, para acomodar a quest?da caderneta poupan? A remunera? deste ativo, a caderneta de poupan? ter?ue sofrer tamb?e bem sabemos o quanto custar?oliticamente, vez que os brasileiros t?muita sensibilidade quanto a essa institui?. Toda a poupan?popular est??mparada. Uma solu? que beneficie os agentes banc?os impor?ovas distor?s. N??ais poss?l manter as apar?ias: os banqueiros precisam aprender a ganhar dinheiro financiando a produ?, n?o governo. As hesita?s p?cas de Lula d?bem o grau dessa sensibilidade e da dificuldade na tomada de decis? Nunca na hist? recente os interesses gerais se chocaram de maneira t?frontal com os interesses particulares dos banqueiros como agora. Vamos ver como Lula sair?essa sinuca de bico. * Economista