• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 07 Agosto 2019


CONFIRMADO
Passados os primeiros sete meses de 2019, muito daquilo que os eleitores de Bolsonaro cultivavam, com grande expectativa, durante o período pré e pós Eleições 2018-, só não está se CONFIRMANDO porque a maioria dos deputados e senadores, muitos deles escolhidos pelos próprios eleitores do presidente, resolveu REJEITAR.

BALANÇO DOS SETE MESES
A propósito, o jornal ZH publicou, no último sábado, 3, uma reveladora reportagem dando conta que das AGENDAS -POLÍTICA E ECONÔMICA- que levaram os eleitores a votar no presidente Bolsonaro, não é do agrado do PODER LEGISLATIVO (deputados e senadores). Vejam que entre as 40 PRINCIPAIS PROPOSTAS enviadas pelo Executivo, apenas SEIS foram aprovadas até agora.
Bem diferente, aliás, do que aconteceu em 2003, quando Lula assumiu a presidência: entre 35 medidas prioritárias apresentadas pelo petista, 25 foram avalizadas pelo Congresso nos primeiros sete meses de governo.

SEIS PROPOSTAS
As SEIS propostas que foram aprovadas são:
1- a REFORMA DA PREVIDÊNCIA - apenas em 1º turno na Câmara. Se tudo der certo a APROVAÇÃO (na Câmara e no Senado) se dará apenas em outubro.
2- a REFORMA ADMINISTRATIVA (MP 870/2019), que reduziu o número de 29 para 22 ministérios;
3- a MP 871/2019 - ANTIFRAUDE DO INSS;
4- a MP 872/2019 - Gratificação a servidores requisitados pela AGU;
5 - a PLN 4/2019 - Crédito extraordinário - liberação de R$ 248,9 bilhões para pagamento de benefícios sociais e aposentadorias; e,
6- o PL 2999/2019 - Antecipação de honorários de peritos em ações do INSS (aprovado pela Câmara, aguarda análise do Senado).

LIBERDADE ECONÔMICA
Uma das mais importantes propostas, que segue em TRAMITAÇÃO, é a MP da LIBERDADE ECONÔMICA (MP 881/2019). ATENÇÃO: esta MP precisa ser votada, na Câmara e no Senado, ATÉ O DIA 17 DE AGOSTO, para não perder validade. Como é uma medida fundamental para destravar o Brasil, bom seria se todos os empresários do nosso empobrecido Brasil se fizessem presentes em Brasília para pressionar os nossos legisladores.

PACOTE ANTICRIME
Outra é o PACOTE ANTICRIME (PLs 881, 882/2019 e PLP 38/2019), que foi apresentado em fevereiro pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, com o objetivo de combater crimes violentos, de colarinho branco e corrupção. Como houve críticas por ter sido desmembrado (deixando a proposta que criminaliza o caixa 2 em texto separado) os PLs seguem sem data de votação.

FRUSTRAÇÕES
Como se vê, o fato dos eleitores não escolherem deputados e senadores com o mesmo viés do presidente faz com que os sonhos depositados nas urnas se transformem em frustrações e/ou desesperança. Isto sem levar em conta as peripécias criminosas que são decididas a todo momento pelos SUPERPODEROSOS ministros do STF, que agem, claramente, para favorecer bandidos.
 

Continue lendo
  • Débora Melo
  • 05 Agosto 2019

 

É apresentado ao Congresso um projeto de Lei da Liberdade Econômica que vai desburocratizar a vida do pequeno empresário, e ninguém comenta.

O Ministro da Educação apresentou um plano para o financiamento das universidades estatais com recursos da iniciativa privada, e ninguém comenta.

O mais médicos é relançado com salários variando de R$ 11.000 a R$ 15.000 e um plano de aproveitamento de 2200 médicos cubanos, e ninguém comenta.

O governo libera saques no FGTS com capacidade de injetar até R$ 30 bilhões na economia, além de ajudar a milhões de pessoas a limpar seus nome no SPC, e ninguém comenta.

A Petrobras vende parte de sua participação na BR Distribuidora por R$ 9 bilhões e deixa de ser a empresa mais endividada do mundo, e ninguém comenta.

O Salim Mattar já tem pronto o projeto de desestatização dos Correios e da Casa da Moeda, e ninguém comenta.
O Ministro Tarcísio de Freitas completa a ferrovia Norte-Sul que liga o Porto de Itaqui no Maranhão ao Porto de Santos, e ninguém comenta.

Agora, quando familiares do Presidente fazem um voo de 15 minutos de helicóptero (está errado, não deviam ter feito), o mundo vem abaixo. Quando o Presidente bate boca com o presidente da OAB (não deveria ter feito), rasgam as vestes e jogam cinzas na cabeça. Qualquer besteira que o presidente diga no café da manhã com a imprensa é um Deus-nos-acuda e vira manchete de jornal.

E o mais impressionante é que gente inteligente e preparada faz coro para denunciar o que todos já sabem, para dizer o que todo mundo já disse, para comentar o que todos já comentaram. Nenhuma originalidade. Nenhuma leitura nova. Nada. Ignoram o que importa e se concentram em detalhes absolutamente irrelevantes. Parece que estão torcendo para tudo dar errado.

Quem melhor descreveu essa marcha da insensatez foi o Alexandre Garcia, que comentou:

"É como se os passageiros de um voo estivessem torcendo para o avião cair".

Não faz o MENOR sentido.

*Publicado originalmente em https://www.blogvarzeapaulista.com
 

Continue lendo
  • Stephen Kanitz
  • 04 Agosto 2019

 

Por que uma ideologia que possui tantos intelectuais brilhantes, com capacidade de liderança, de aglutinar massas, que querem ética e mudar o mundo, não abrem empresas para servir seus correligionários?

Empresas que não cobrariam lucro, que teriam uma imensa vantagem competitiva de preços bem mais baixos, e com 47% de clientes já ideologicamente alinhados.

Destruiriam empresas que “maximizam lucro” em menos de 10 anos, e venceriam essa luta ideológica folgadamente.

Oferecendo produtos bem mais baratos, com qualidade, sem sacanagens, truques e propaganda enganosa.

Artistas milionários, funcionários públicos que abocanham 40% da massa salarial forneceriam o capital necessário de bom grado.

No Capitalismo Democrático, que a Direita defende, qualquer um pode entrar no livre mercado, por isso ele é livre.

E se empresários de Esquerda decidirem não cobrar os exorbitantes lucros que Marx diz que existem, não há nada que a Direita possa fazer.

Como já não podem competir com o Capitalismo de Estado, defendido pela Esquerda, contra a Petrobras, a Globo, a Eletrobras, o Correio, por serem monopólios ou concessões do Capitalismo de Estado.

Por mais de 200 anos a Esquerda tentou implantar o Capitalismo de Estado, via golpes revolucionários como fizeram na Rússia, China, Cuba e no Brasil, manipulando as urnas recentemente, sem sucesso.

Mataram mais de 100 milhões de pessoas, quando poderiam ter conquistado o Capitalismo Democrático em menos de 30 anos, com preços mais baixos, sem matar ninguém.

Organizados eles são, porque no crime são extremamente organizados, sabem negociar com empreiteiras como ninguém, teriam o apoio total dos trabalhadores e sindicatos.

Mas nenhum marxista, petista, social democrata, comunista, jamais pensou em abrir uma empresa, produzindo bens e serviços para a sociedade.

Os serviços que a Esquerda brasileira presta hoje nas faculdades, hospitais e jornais que controlam é de péssima qualidade e custam caro.

Se você é jovem e quer mudar o mundo, faça administração e não história, filosofia, sociologia ou jornalismo.

Monte uma empresa sem fins lucrativos.

O que para você será fácil porque você já não é egoísta.

Você que pensa nos outros, produza o que o povo quer consumir, com preços justos, pagando o dobro do salário mínimo, dando o 14º e 15º salários, semana de 4 dias.

Em vez de encherem o nosso saco todo santo dia, nos chamando de exploradores, desejando morte aos burgueses, criticando todo dia sem produzir absolutamente nada.

* Extraído do Facebook do autor. www.facebook.com/stephen.kanitz

**STEPHEN CHARLES KANITZ é um consultor de empresas e conferencista brasileiro, mestre em Administração de Empresas da Harvard Business School e bacharel em Contabilidade pela Universidade de São Paulo (USP). Autor dos livros: “O Brasil que dá Certo”; “Família Acima de Tudo”; e “O Caminho para a Retomada”, entre outras obras.
 

Continue lendo
  • Harley Wanzeller
  • 03 Agosto 2019

 

Viver ou morrer

Não passa do constante crer.

Da fé a ser confirmada,

Daquilo que o olho não vê,

Ou daquiloutro com que a Alma inflamada,

Aquece todo o ser.

Rir do viver ou morrer

É arte que a vida nos faz aprender.

Chorar de morrer ou viver

É cultuar tudo o que sabemos não ser nosso,

Disparar em vão os rios salobres que marcam o rosto,

E molham a camisa do tipo iludido,

Crente de ter perdido o que jamais foi seu.

Aquilo que nunca foi possuído.

 

Viver é morte em certa medida.

Morrer é vida em todas as medidas.

A vida é dúvida.

A morte, certeza.

A morte é aspereza.

A vida, leveza.

Morte sem vida, não há.

Vida sem morte, não tem sentido.

Pelo senso geral,

Morte é treva.

E vida, luz.

Aos olhos do sábio, morte é o início do túnel que leva à luz.

E a vida?

Bom...

Para ele, vida é para ser vivida!

Uma linda estrada que desvela o final do princípio.

Um sopro que se perde no ar.

Um vento que, quando não ventado,

Se perde no caminho áspero,

Da segurança de quem não vive.

 

Viver ou morrer?

Morrer ou viver?

A ordem importa para os que buscam felicidade.

Façamos, pois, do jeito que o Criador ordenou:

Viver para morrer!

Morrer para viver!

Queiramos, com a vida, crescer!

E mereçamos uma boa morte,

Na firme esperança de que o morrer não passa do viver.

Do porvir.

Do início de tudo.

 

Harley Wanzeller. 01.08.2019  

Continue lendo
  • Alex Pipkin, Phd
  • 03 Agosto 2019

 

Li dois artigos de colunistas de dois grandes jornais, um de Porto Alegre e outro de São Paulo. Agora fraternos intelectuais!

Chega ser hilário e faz extrapolar qualquer senso mínimo de tolerância. Mesma temática em ambos artigos: brasileiros estão cada vez mais egoístas e intolerantes com ideias e visões de seus semelhantes que expressam opiniões opostas. Até aí tudo bem. Porém, irônico é constatar que os mesmos articulistas, até poucas semanas atrás, continuavam a escrever palavras inseridas em discursos que justamente não admitiam quaisquer tipos de contrapontos.

Nada anormal para adoradores intransigentes da ideologia vermelha. Palavras com significados pervertidos a fim de justificar e falsear o real, a partir de suas "segundas realidades". Viva a inteligência e cultura intelectual! Como são eles brilhantes na retórica e estilo rebuscado, com seus costumeiros chavões e narrativas doutorescas, sequestrando a realidade! Impingem aos leitores suas mentiras apaixonadas, manifestando arrogância intelectual, ditadura de suas verdades e superioridade moral.

Agora desejam diálogo? Quem lê atentamente suas falácias narrativas, tantas vezes repetidas, percebe-os intolerantes a outras visões da realidade vivida, no entanto, tornam-nas uma "verdade" para seus camaradas e seguidores incautos.

Como Adam Smith apontou em "Teoria dos Sentimentos Morais", o comportamento humano é guiado por nossa interação imaginária com um "espectador imparcial", nosso árbitro interno. É esse "outro eu" que orienta-nos quanto àquilo que é moralmente certo ou errado. Funciona como se o sujeito saísse de si e enxergasse como seus atos são avaliados pelos outros. Até mesmo um eventual egoísmo e amor-próprio não deveriam resistir aos julgamentos morais realizados pelos olhos dos outros. Nosso senso moral é, sem dúvida, formatado e influenciado pela aprovação ou rejeição por parte dos outros.

O espectador imparcial é como se fosse a consciência, "acima" do comportamento, a indicar aquilo que é certo ou errado. Ah como é distinta da "liberdade" do tudo é permitido, em que cada um age de acordo com seus caprichos ideológicos!

O que impressiona em ambas retóricas coloradas, é a alusão à premência de diálogo e alteridade. Mas quem ainda desconhece que essa religião política tem lutado ditatorialmente pela edificação da sociedade utópica, em que os meios justificam os fins? Tais intelectuais explanam seus autoenganos sistemáticos com mentiras e ilusões alinhadas a segunda realidade, imaginária.

Poderíamos admitir até mesmo "distintas partes" da mesma verdade. No entanto, isso é muito diferente das falácias do discurso ideológico da perfeição humana. Basta analisar friamente a história da humanidade...

O que se percebe, é que o espectador imparcial pode não ser tão imparcial assim! Paixões ideológicas fazem com que interesses se sobreponham ao discernimento. Ideais ideológicos e bastardos entram em rotundo conflito com normas e "regras gerais" da moral de consensada "desordenadamente" na sociedade.

A religião política implica esse nefasto autoengano consciente, fraqueza fatal da humanidade. São deformidades daqueles que se utilizam de sofismas de bondade e igualdade para com a coletividade, que convencem seus seguidores de que a coisa errada é a certa!

Embora supostamente queiram diálogo, a própria ideologia professada é refratária ao contraditório. Não se trata de ser intolerante e avesso ao diálogo e ao contraditório. Como tais intelectuais sempre defenderam o indefensável, isso por si só incita a justa indignação pelo mal que tais palavras e comportamentos têm causado aos outros cidadãos brasileiros e à nação.

O viés ideológico pauta o discurso e comportamento de uma trupe que sempre buscou exclusivamente seu proveito próprio.

Compulsoriamente, creio que os cidadãos pensantes devem, cada vez mais, estar vigilantes e críticos para julgar com discernimento as palavras de conhecidos adoradores de ideologias que desejam condicionar o pensamento das pessoas sobre as mais variadas temáticas econômicas e sociais.

Quem não sabe que na batalha cultural permanente, especialmente empregada por meio da mídia e nas universidades, intelectuais se enganam conscientemente por meio de seus próprios sofismas e, desafortunadamente, continuam a ludibriar seus mais tolos seguidores?

Julgamento sim! Somente com judicioso julgamento é que a sociedade conseguirá "filtrar o certo", a fim de honrar pessoas que, de fato, merecem, em detrimento de farsantes que tornam o ambiente brasileiro cada vez menos civilizado.

Alex Pipkin, PhD
 

Continue lendo
  • Carlos Eduardo de Freitas Rocha
  • 02 Agosto 2019

 

Organização em atividade há quase trinta anos, o Foro de SP é novidade na imprensa brasileira


O universo das redações de jornal é dos mais limitados que existe: se não esta na pauta, logo não existe. O imperativo categórico das editorias é ocultar tudo o que não reforce a narrativa de esquerda (com honrosas e raríssimas exceções que confirmam a regra). Na história dos vexames da imprensa, história recheada de dados, talvez um dos mais constrangedores seja a ocultação, por mais de duas décadas, da existência do Foro de São Paulo.

Já nos anos 90, Olavo de Carvalho alertava sobre o que se discutia nas internas do Foro. Fato consumado: a primeira década do novo milênio foi dominada politicamente pela esquerda, que ascendeu ao poder em praticamente todos os países da América Latina. Olavo foi voz solitária nesse período. Ao tentar prevenir sobre a extensa organização do Foro, envolvendo a nata do crime organizado, Olavo foi tratado pela turma das redações (que vê o mundo pelo cabresto ideológico) como um lunático.

Com a chegada das redes sociais, em meados dos anos 2000, e a disseminação mais ampla das informações, ficou difícil encobrir a existência do Foro. Vale ressaltar, mais uma vez, o papel fundamental de Olavo de Carvalho nesse episódio. Em 2002, em artigo publicado no jornal Zero Hora, Olavo comentava a íntima relação entre narcotráfico e os partidos de esquerda dentro do Foro.

"Que há uma articulação política entre Hugo Chávez, Fidel Castro, as Farc e a esquerda brasileira, por exemplo, é algo que ninguém pode negar, pois essa parceria foi afirmada e reafirmada vezes sem conta pela própria esquerda, seja no Foro de São Paulo, discreta reencarnação do Comintern, seja, mais espetaculosamente, nos dois Fóruns Sociais Mundiais de Porto Alegre."

O Jornal O Globo publicou, essa semana, uma reportagem falando do Foro de São Paulo, organização que até outro dia era invenção de supostos radicais de direita. Como toda brilhante matéria de O Globo, nada ali faz muito sentido. O texto tenta minimizar a influência do Foro e dizer que o guru da direita [sic] Olavo de Carvalho deu início aos "ataques" contra a organização. Trazendo analistas imparciais, todos de extremíssima esquerda, O Globo cumpre seu papel de desinformar e corrobora sua atual posição de credibilidade quase nula junto à população.

A estagiária que assina a matéria diz: "houve uma crise de identidade quando os partidos do Foro começaram a ganhar as eleições e assumir governos." Claro que isso foi mero acaso. E é mero acaso também que todos esses governos são endemicamente corruptos. No Brasil, o capo da quadrilha, Lula, está preso e na Venezuela, exemplo fidedigno da idéia do Foro, vive à míngua, com sua população passando fome.

O que fica evidente é que já que não se pode mais esconder sua existência, transforma-se a organização, que quase assaltou a América Latina inteira, numa quermesse de fim de mês.

*Publicado originalmente em https://sensoincomum.rg
 

Continue lendo