• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 26 Maio 2022

Gilberto Simões Pires

       

ANIMAIS DOMÉSTICOS INTELIGENTES

Por mais que dentre os animais de estimação, os cães e os gatos sejam considerados como bichos -inteligentes-, o fato é que os PAPAGAIOS são aqueles que mais chamam a atenção graças a capacidade que têm para aprender e, principalmente, FALAR, coisa que a rigor só acontece com aves que possuem uma membrana chamada siringe, que fica entre os pulmões e a traqueia e permite a emissão de um número ilimitado de sons.

QUOCIENTE DE INTELIGÊNCIA

Mais: segundo pesquisas recentes, além de dotados de uma fantástica capacidade para IMITAR, de forma espontânea, membros de outras espécies, os papagaios possuem um -QI- QUOCIENTE DE INTELIGÊNCIA - que pode ser comparado ao de um ser humano aos CINCO ANOS DE IDADE. 

QUALQUER IDADE

Se levarmos em conta o que dizem, imitam e repetem a todo momento os -seres humanos- que militam a favor do SOCIALISMO-COMUNISMO, aí o QI dos PAPAGAIOS dá um salto enorme, pois, independente da espécie podem ser comparados com humanos de qualquer idade. Notadamente aqueles que tem IDADE MAIS AVANÇADA.

EFEITO DA EDUCAÇÃO -PAULO FREIRE-

A rigor, o enorme contingente de ANALFABETOS FUNCIONAIS, que prosperou enormemente com a EDUCAÇÃO -PAULO FREIRE-, ganhou uma incrível capacidade para IMITAR E FALAR tudo aquilo que demonstra não ter a menor possibilidade para entender. De novo: através de um mau aprendizado, ou da total inexistência dele, a única coisa que os ANALFABETOS FUNCIONAIS são capazes de desenvolver é REPETIR, com sons muito claros, tudo aquilo que os DOUTRINADORES dizem e ensinam.

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 26 Maio 2022

Alex Pipkin, PhD


Acabo de ler notícia que apitou no meu celular, em que mais um jogador brasileiro negro foi chamado de macaco. Esse tipo de coisa é realmente deplorável!

Mas o futebol não vai parar...

Como judeu, conheço bem o preconceito e os costumeiros adjetivos do tipo "judeu", o que para mim é, de fato, um privilégio.

Evidente que existe preconceito racial e, verdadeiramente e de maneira triste, penso que esse persistirá.

No entanto, tenho convicção de que as formas de combate ao racismo estão muito equivocadas, na medida em que o preconceito, especialmente em relação aos negros, foi cooptado pela esquerda "bondosa", que o operacionaliza com fins claramente políticos, ou melhor, politiqueiros.

iscorda? Então vá investigar a fundo, profundamente, o que é o movimento Black Lives Matter.

Quando ouço as palavras racismo estrutural, algum tipo de processo químico se apossa do meu cérebro, causando-me uma sensação ruim, de forma semelhante ao que penso que aconteça com os próprios negros - evidente que nem todos - ou seja, age como um antídoto paralisante.

Toda vez que se parte de premissas absurdas, por exemplo, todos os seres humanos brancos são e atuam como racistas, e se opõe a esses de maneira preconceituosa e virulenta, faz-se um convite para o confronto com o "outro lado". Estabelece-se o conflito e a guerra social.

Políticas que buscam resolver a questão contemplando esse tipo de (má)estratégia, estão fadadas a um rotundo fracasso.

Uma dessas estratégias visa fazer com que crianças compreendam o preconceito dos brancos e, assim, passem a agir de maneira anti-racista.

Honestamente, não sei se professores estão educando ou doutrinando...

A grande política para diminuir as discrepâncias raciais é, no meu sentir e sem dúvida, a vigência de um ensino de qualidade (palavras repetitivas, hein?), nas áreas duras do português, da matemática, das ciências, da história e outras.

Seguramente não iremos evoluir, muito antes pelo contrário, com o mar de doutrinação em que o ensino escolar navega atualmente; são os fatos.

Sem falar na questão da educação, da formação familiar, que infelizmente é imensamente pior em relação as famílias negras.

O problema do racismo precisa ser atacado pedagogicamente, com um ensino de verdade, robusto nas escolas, para que elas aprendam a ler proficientemente, saibam ciências e história de verdade, a fim de que possam pensar criticamente - não em Teoria Crítica Racial -, e, consequentemente, consigam aumentar suas chances para abocanharem as oportunidades nos mercados e na vida real. Crianças mal formadas e informadas têm realmente suas oportunidades limitadas.

Racismo também se debela com aumento da concorrência.

Entretanto, vimos e vemos no nosso Brasil "educador e progressista", as crianças serem impedidas de frenquentar - e comer - as escolas, fruto do politizado "fiquem em casa", em razão das interrupções da Covid-19.

Que adoração, que doutrinação, que politização presenciamos no que se refere ao nobre comportamento de professores com alinhamento político à esquerda, não é mesmo?

Se a situação já não fosse ruim para todas as crianças, em especial, para as mais carentes, os seus impactos negativos incidirão sobre gerações de jovens brasileiros.

Sinto informar que não irá adiantar somente colocar faixas nos gramados de futebol e/ou propagandas na televisão, a fim de combater o "racismo estrutural".

Temos que botar o dedo, a mão, as mãos, e os cérebros pensantes, especializados e não doutrinados, na estrutura do ensino brasileiro, E PARA TRANSFORMAR FACTUALMENTE!

 

 

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  • Érika Figueiredo
  • 25 Maio 2022

 

Érika Figueiredo

 

            No último sábado, palestrei no 1° Forum da ABRAJUC (Associação Brasileira de Juristas Conservadores), no Clube Militar do Rio de Janeiro, sobre ativismo judicial. Na ocasião, falei sobre decisões equivocadas de juízes e desembargadores, bem como de Ministros de Tribunais Superiores, em diversos julgamentos.

Discorri, sobretudo, acerca do pensamento equivocado de muitos julgadores, que ao invés de aterem-se à letra da lei, ao que ali está escrito e determinado, tecem elocubrações e ampliam interpretações, na hora de aplica-la, fazendo-o de acordo com seu próprio ponto de vista, de um modo ostensivamente inconstitucional .

Ocorre, nesse momento, aquilo que o grande Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana,integrando-a de 1986 até a sua morte, em 2016, chamava de comportamento de reis: estes aplicadores do Direito consideram que a lei está a seu serviço (e não ao contrário), pois enxergam-se como verdadeiros ungidos por Deus, tais quais os monarcas absolutistas do passado.

Temos visto decisões desprovidas de fundamentação legal, dissociadas da realidade e ancoradas, única e exclusivamente, nos pensamentos dos magistrados que professam-nas. Tais decisões atingem a sociedade em um dos pilares da civilização: a segurança jurídica.

O direito romano, a cultura grega e a tradição judaico-cristã formam o tripé que conduziu a civilização, por milhares de anos, até o tempo atual. Com base nos valores alcançados , pelos ensinamentos adquiridos, criamos meios de convivência em comunidade e de dissolução de conflitos sociais.

Aprendemos que há algo maior que nos norteia e rege, e que a vontade do homem é formatada por regras superiores a este, devendo o mesmo adequar-se, a fim de ser aceito, no meio social. Isso é indiscutível.

No entanto, eis que , de uns tempos para cá, o ativismo judicial, que nada mais é do que abuso de poder, por meio de julgadores, fez-se presente no meio jurídico, e juízes que comportam-se como reis, entendem estar acima das constituições e das leis.

Acontece que o juiz está longe de ser rei. Este exerce uma função pública, para a qual prestou um concurso ou foi escolhido por critérios pré-determinados, como ocorre com desembargadores conduzidos pelo quinto constitucional, e ministros de tribunais superiores. Em quaisquer destes casos, ele deve seguir a legislação, aplicando o que está descrito nas leis e na constituição de seu país, por meio de uma interpretação.

Interpretar não significa inovar, preencher lacunas, fazer analogias “in malan partem” ou, pior ainda, arvorar-se a criar o que não existe. Interpretar é agir dentro dos estritos limites da lei, valendo-se, conforme o próprio Scalia ensinava, do originalismo e da textualidade.

O que seria isso? Originalismo é ater-se ao que a lei originalmente quis dizer. Sem suprir lacunas. Sem inventividades. Da mesma forma que textualidade é interpretar o texto da lei, sem incluir palavras ou expressões que ali não se encontram. Ou seja: VALE O QUE ESTÁ ESCRITO, sem que se tente perquirir a vontade do legislador, a intenção daquela lei (caso não esteja claramente descrita), ou coisa que o valha.

Entretanto, os ungidos por Deus (porque ao sentirem-se com a capacidade de utilizar as leis a seu serviço, é assim que comportam-se certos julgadores), não percebem que, ao agirem dessa forma, retiram da sociedade a tal segurança jurídica, de que falávamos acima: os indivíduos passam a não saber o que esperar das decisões.

Em uma sociedade na qual não se encontra segurança jurídica, automaticamente não se vislumbra a paz social. E onde não há paz, há barbárie. Se decisões, não baseadas em leis anteriores a estas, podem ter impacto na sociedade, então não se sabe o que pode acontecer, em seguida.

Foi assim na Russia de Stalin, quando os juízes passaram a decidir contra a lei e a Constituição, e a favor do Partido Comunista, apesar dos Gulags, da fome do caos. Foi assim na Alemanha de Hitler, quando juízes saudavam o fuhrer e davam as costas para a população, decidindo de olhos vendados aos horrores ao redor, ao Holocausto, aos campos de concentração, ao abuso de poder.

            Tem sido assim, no mundo todo, a despeito de termos tantos exemplos, na História. Mas o homem deu as costas à tradição, lembram-se? E com isso, deu as costas aos ensinamentos que a História traz. Quase nada tem sido feito, para coibir tantas ilegalidades. E o preço a pagar será alto.

Se, no mundo atual, vivenciamos discursos apocalípticos, acerca de vírus, aquecimento global, superpopulação e outras narrativas, ao recepcionarmos os abusos de poder, por certos membros do judiciário, damos a estes salvo conduto para decidirem as nossas vidas, conforme bem entenderem, valendo-se, inclusive, dessas circunstâncias, para agir em desacordo com a lei.

Contudo, algo essencial e inescapável deixou de ser considerado: esses indivíduos não foram eleitos pela população. Não cumprem mandato eletivo, não podem ser destituídos. Possuem cargos vitalícios, e decisões que, em muitos casos, não são passíveis de reexame.

Ao decidirem sobre as vidas das pessoas, instrumentalizando o Direito como lhes convém, estão invadindo competências que não são suas, pois vivemos sob a égide do sistema da tripartição dos Poderes. Judiciário, Legislativo e Executivo possuem funções distintas, e um Poder não pode invadir a seara do outro.

Portanto, toda vez que testemunharmos um julgador inventando o que não está descrito nas leis, sob o argumento de que está preenchendo lacunas, tais lacunas somente se fazem cabíveis, nas hipóteses contidas nas fontes do Direito, e destas não fazem parte as ideias do aplicador das referidas leis. Ele deve ater-se ao que foi criado pelo legislador.

O abismo é logo ali, e a continuidade desse círculo vicioso que vem se formando , em nossa Justiça,dando origem a uma verdadeira JURISTOCRACIA (uma forma de poder baseada no que emana do Judiciário), trará consequências nefastas , de proporções inimagináveis, à sociedade. Que Deus nos ajude.           

*       Érika Figueiredo PE Promotora de Justiça no Rio de Janeiro.

**      Este artigo foi publicado originalmente no excelente Portal Tribuna Diária e enviada ao site Conservadores e Liberais pela autora.          

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 21 Maio 2022

 

Alex Pipin, PhD


Uma das piores coisas da nossa “modernidade” é que ela nos impede de compreender e de focar o básico e o eficiente.

Palavras utilizadas excessivamente, com significados desvirtuados, só servem como um exercício retórico, que inibe a capacidade de pensamento reflexivo e apodera ainda mais o glamorizado efeito “aparência”.

Políticos populistas e juízes suspeitos arrotam aos quatro cantos as palavras democracia e Estado de Direito, enquanto executivos experimentados e novatos verbalizam automaticamente as “senhas” estratégia, vantagem competitiva, propósito, inovação, e por aí afora.

Mas quem poderia ser contra tais platitudes pouco úteis sem o devido significado e as atitudes e as ações que as respaldam?

No entanto, cabe alertar que, tais palavras com sentido opaco e deturpado podem representar desde o fim dos direitos democráticos até a morte de uma efetiva economia de mercado.

Neste leque de obviedades, uma das palavras mais utilizadas no meio empresarial é estratégia.

Muitos executivos a entoam retoricamente, poucos a praticam.

Estratégia, parece-me, tem sido uma espécie de sinônimo de uma nobre lista de desejos, de determinadas aspirações econômicas, atualmente ainda mais contraditórias com os objetivos do “queridinho ESG”, similarmente confundido com estratégia competitiva.

Muito embora alguns tenham decretado a morte da estratégia, em razão das constantes e turbulentas mudanças geopolíticas e nos mercados, ela é, ao contrário do que se pensa, cada vez mais essencial para o alcance de uma lucratividade organizacional superior, que no frigir dos ovos é o que conta.

Sim, o que importa é o lucro, não o empolado propósito.

Estratégia para ser praticada e ser efetiva, necessita ser clara e compreendida por todos e em todos os níveis organizacionais.

Sem dúvida, estratégia não deve ser mais um plano “estético” revisado anualmente, completamente apartado da realidade operacional do cotidiano empresarial, também não um “ilustre propósito” organizacional.

Estratégia precisa ser operacionalizada, com o foco nas escolhas estratégicas realizadas anteriormente - que não devem ser extensas -, integrando todas as áreas da organização.

É evidente que tais escolhas devem ser revisitadas a cada dois ou três meses, tendo em vista alterações nos mercados e as eventuais mudanças de rumo, a fim de aproveitar oportunidades e/ou eliminar/mitigar as ameaças aos negócios.

De fato é a integração funcional - interna - de todas as funções organizacionais, juntamente com a integração - externa - com os parceiros de negócios, que faz a estratégia acontecer e ser bem-sucedida.

A estratégia diz respeito ao foco de todos na busca do alcance da resolução dos problemas para se atingir as escolhas estratégicas da organização no presente, a fim de que ela esteja melhor posicionada no futuro.
Repito, estratégia tem a ver com foco em um negócio, e ninguém pode ter a pretenção e a soberba de querer ser tudo para todos os consumidores/clientes.

É irônico constatar que hoje aparenta que a grande maioria das organizações (ou suas áreas de MKG/RH) aposta nas causas ESG - ambiental e social - como estratégicas para seus negócios; o que, a meu juízo, não é nem estratégia, tampouco seria para todos os tipos de negócios.

A Volkswagen, por exemplo, publicou recentemente uma propaganda do Polo com um casal homoafetivo, referindo-se à inovação, à diversidade e à evolução.

Penso que tal estratégia diz respeito a uma possível ampliação e diversificação de linhas de produtos; proximamente talvez um veículo para brancos, negros, asiáticos, judeus, enfim…

Uma vez que sou adepto do foco estratégico, ainda mais em um ambiente de crise, altamente inflacionário, minha sugestão estratégica seria justamente o oposto, ou seja, um ajuste e uma redução nas linhas - carros grandes, médios e pequenos - e nos respectivos modelos. Isso é foco!

Sempre parece salutar lembrar que existem boas e más estratégias, aquelas que conduzem a um crescimento lucrativo e sustentável e aquelas que corroem os resultados das organizações.

Portanto, muita atenção e cuidado com as palavras ao vento e, especialmente, com as “estratégias”!

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 19 Maio 2022

Gilberto Simões Pires

 

ALTA DE PREÇOS AO CONSUMIDOR

Influenciados fortemente pela MÍDIA ABUTRE e por ferozes adeptos do socialismo/comunismo, milhões de brasileiros entendem que a gritante e persistente elevação dos PREÇOS AO CONSUMIDOR, equivocadamente conhecida como -INFLAÇÃO-, fenômeno que corrói a renda e, por consequência, o poder de compra do povo brasileiro, tem como grande responsável o presidente da República, por conta da demoníaca MATRIZ ECONÔMICA imposta e conduzida pelo ministério da Economia.

FIQUE EM CASA

 

Embora já tenha dedicado inúmeros editoriais sobre este tema, sempre informando que a CAUSA desta fantástica desorganização econômica é fruto da DECISÃO CRIMINOSA DO -FIQUE EM CASA- imposta por maus governantes, volto ao assunto para informar que todos os povos que foram vítimas da mesma e cruel decisão do -FIQUE EM CASA- estão vivendo o mesmo pesadelo. Com um detalhe: a MÍDIA ABUTRE, quando noticia a -"TAXA DE INFLAÇÃO"- de algum país não aponta os governantes como responsáveis pela alta de preços de produtos ao consumidor.

CONTINENTE EUROPEU

 

Pois, como bem diz e lembra o economista e pensador Igor Moraes, quem está assustado com a VARIAÇÃO DE PREÇOS AO CONSUMIDOR NO BRASIL, é bom que saiba que a "INFLAÇÃO" -ANUALIZADA- verificada no CONTINENTE EUROPEU, para o mês de abril, divulgada hoje, 18, ficou em +7,4%. Olhando país por país europeu, a Estônia fechou abril com alta -anualizada- de +19%; a França com +5,4%.; e o Reino Unido com alta de 9%, considerado um recorde em 40 anos, essencialmente devido aos preços da energia, o que aumenta a crise do custo de vida.

ITENS PRINCIPAIS

 

Igor destaca dois itens que mais colaboraram para a ALTA DE PREÇOS AO CONSUMIDOR: 1- ALIMENTOS: com +1,9% somente em abril/22 e acumulando +6,3% na região nos últimos 12 meses; 2- ENERGIA: com alta de +37,5% nos últimos 12 meses. Fazendo coro com o que venho repetindo à exaustão, Igor completa o seu comentário dizendo: A culpa todos sabemos: reflexo das políticas do "fique em casa" e mais recentemente dos conflitos na Ucrânia. Esse ciclo de alta no custo de vida ainda deve durar um tempo e vai gerar, no mundo inteiro, uma piora na distribuição de renda. Ao menos estamos percebendo que deixar para "ver a economia depois" sai caro.

NÃO SE TRATA DE CONFORTO COM A DESGRAÇA ALHEIA

 

O propósito das informações sobre o comportamento dos preços ao consumidor em outros países, que de antemão não difere das dificuldades que estamos passando, não se trata de uma busca de algum tipo de conforto usando como escudo a desgraça alheia, como diz o velho amigo e leitor Geraldo Stédile. Trata-se, isto sim, de explicar que o FENÔMENO não é brasileiro, mas mundial. Mais: a encrenca nada tem a ver com a PANDEMIA, mas com a forma estúpida imposta pelo criminoso -FIQUE EM CASA-, por maus governantes.

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  • Juliano Oliveira
  • 19 Maio 2022

 

Juliano Oliveira

 

A nossa grande mídia e seus jornalistas, que há muito deixaram de ter qualquer compromisso com os fatos, podem ser comparados, respectivamente, a um parque de diversões e a crianças birrentas, mimadas que, submersas no mundo da fantasia, não sabem distinguir entre a razão e a emoção e partem para o grito quando não veem seus desejos sendo realizados.

A nossa grande mídia, a mídia mainstream, já não tem qualquer credibilidade (ao menos para quem se importa com os fatos). O pluralismo de que fala é, na verdade, uma farsa. Apenas mais um golpe na já combalida liberdade de expressão. As distorções e as meias verdades são ferramentas sutis de uma defesa velada de uma democracia que não existe. Seus objetivos? Os mais nefastos. Destruir aquilo que promete defender. Falsear os fatos. Ignorar as mensagens que não fazem parte de seu matiz ideológico. Expor seus inimigos ou, dito de outra forma, qualquer um que seja contrário à narrativa impressa em sua cartilha ideológica e relegá-los ao ostracismo.

É por isso que alguém como Luiz Inácio Lula da Silva, o descondenado, é declarado inocente. É por isso que alguém como Jair Messias Bolsonaro é rotulado de ditador quando, em completa oposição a uma postura ditatorial, defende que cidadãos de bem possam portar armas para defesa de suas próprias vidas (uma vez que o Estado, historicamente, não é capaz de atender à necessidade de segurança de seus cidadãos, mas, em contradição, é ele próprio o responsável pelo assassinato em massa de inocentes que antes desarmou por decreto). Contradições flagrantes!!

Atacar os adversários, desacreditar as mensagens que não são compatíveis com sua narrativa ideológica – este é o verdadeiro papel da grande imprensa esquerdista. O Ministério da Verdade Orwelliano tem a função de selecionar aquilo que deve ser entregue ao público leitor e, se não consegue convencê-lo por meio de seus discursos, deve tentar fazê-lo por meio de censura (ou o leitor nunca leu notícias que comemoravam com êxtase as sentenças proferidas no âmbito do inquérito das Fake News?).

O adversário da vez, no entanto, é ninguém menos que Adolfo Sachsida, o novo ministro de Minas e Energia do governo Bolsonaro. Por que motivo Sachsida seria o alvo da vez? Minha aposta está nesta resposta dada pelo economista a uma pergunta realizada pelo jornalista Lucas Berlanza em entrevista concedida em ocasião do lançamento de seu livro “Considerações econômicas, sociais e morais sobre a tributação”.

Vejamos qual foi a pergunta:

Como o senhor conceituaria a própria posição sócio-política? Quais são as suas principais referências e inspirações, que autores leu para formar suas opiniões e perspectivas?

A resposta:

“Sou um liberal clássico ou conservador. Tenho tremenda admiração por Hayek, que em minha opinião foi o maior economista do século XX. Também gostei muito de ter lido A Sociedade Aberta e seus Inimigos, de Karl Popper, e Liberalismo segundo a Tradição Clássica de Mises. Mais recentemente, gostei muito de ler Como ser um Conservador de Roger Scruton, e A Mentalidade Conservadora de Russell Kirk. Conheci a genialidade de David Hume ao ler seu impressionante Ensaios Morais, Políticos e Literários. Além disso, compreendi a dificuldade de se desmontarem certos argumentos lendo o excelente Dois Tratados Sobre o Governo,  de John Locke. Por fim, aprendi muito lendo os diversos trabalhos do Professor Olavo de Carvalho”.

A esta altura, acredito, não precisaria tentar esmiuçar ao leitor a razão de tanta cólera por parte da mídia mainstream. É por isso que, um dia após ter sido nomeado para o cargo, chamadas como esta buscam desqualificar o novo ministro, reduzindo seus discursos, dotados de grande conteúdo econômico, a achismos e reducionismos que, por serem usados à exaustão pela esquerda despudorada (desculpem-me a tautologia), já estão batidos. Nesta chamada, e fiquemos apenas neste exemplo, a jornalista e colunista da Folha, Mônica Bérgamo, despreza toda a formação econômica, política e intelectual do ministro e diz que seus discursos econômicos são repletos de machismo. Para dar sustentação às suas argumentações, faz recortes de entrevistas e aulas em que o ministro faz considerações de cunho econômico às diferenças existentes entre mulheres e homens no que diz respeito às condições que encontram no mercado de trabalho.

Para qualquer pessoa que tenha lido ao menos algumas páginas do que diz a boa teoria econômica (teoria austríaca) e que as tenha entendido, está claro que as empresas não podem se dar ao luxo de discriminar negros, pobres, mulheres ou quaisquer outros indivíduos por questões que não sejam de ordem puramente econômica. Não ficou claro? Explico.

Digamos que minha empresa fictícia de sorvetes esteja ofertando uma vaga de atendente e que os únicos requisitos para o preenchimento da vaga sejam possuir uma boa comunicação oral e facilidade de trabalho em equipe. Digamos ainda que dois candidatos, um negro e um branco, tenham se apresentado para a vaga. Por meio de um processo seletivo rigoroso, descubro que o candidato negro é o mais habilitado para o cargo. Possui ampla experiência, excelente comunicação oral e enorme facilidade de trabalho em grupo. Não obstante, por pura birra e preconceito, resolvo contratar o candidato branco. Menos experiente, não possui as habilidades de que preciso, mas não é negro. Puro preconceito, concordam? Eu também.

Agora surge, no entanto, a leitura do que ocorrerá depois disto. Minha empresa será menos produtiva porque resolveu comprar algo (a mão de obra, neste caso) que não lhe trará o retorno esperado. Num mercado totalmente desimpedido, o outro candidato, o negro, será contratado pelo concorrente que irá se destacar por ter à sua disposição uma mão de obra mais produtiva. Daí conclui-se que o mercado não pode ser preconceituoso (e, de fato, não o é). O mercado é sempre aberto a receber todos os candidatos. Negros ou brancos, pardos ou amarelos, mulheres, homens e outros gêneros (até mesmo alguns vermelhos encontram seu lugar no mercado para, logo depois, associarem-se a sindicatos e desafiarem os patrões que lhes deram trabalho).

Sejamos sinceros, caro leitor. Não é difícil entender essa teoria básica de comportamento e incentivos, é? Até mesmo alguém que não tenha uma formação acadêmica tão respeitável e elogiosa como a do ministro seria capaz de entender isso.

Não os esquerdistas. Não os jornalistas que fazem parte da mídia militante, descolada dos fatos. Para eles, quanto pior, melhor. Apoiam-se no discurso de ódio (quando dizem que nós é que somos odiosos).

A propósito, o novo ministro já provocou a ira da esquerda ao mexer no vespeiro da Petrobras. Uma estatal que, há muito, devia ter sido privatizada. Algo alvissareiro para o Brasil.

 

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